Vidas

Experiências e sensações – Parte 1


Neste texto, uso alguns comentários dos amigos no texto anterior: Cenários. Podem acompanhar, que algumas palavras de vocês estão ai. Será que você se lembra do que escreveu?


Alguns “amigos” se afastaram de mim devido a algumas mudanças de “conceito”. Os nossos conceitos mudam com a vida e com o tempo.  Sofremos mudanças ao longo do dia. Uma noticia, uma pessoa, um evento provocado por terceiros ou por nós mesmos pode desencadear uma série de mudanças, que mudarão nossos conceitos e opiniões acerta da própria existência, das coisas entre outros.Todos os dias renascemos do sono e podemos ser outra pessoa mas, nós não queremos ser outra pessoa! Por que desejamos mesmo, é repetir as experiências de ontem, para tentar obter as sensações sentidas. Por isso, criamos expectativas.

  • Será que ele vai ligar?
  • Será que ela deu o número certo? Ligo ou não ligo?
  • Será que ela gostou do meu beijo ontem?
  • Será que ele percebeu que eu tremi toda?

Dizem que o tempo nos trás sabedoria, mas, há pessoas jovens que já apresentam uma grande porção de sabedoria, e em total contra senso, há pessoas já avançadas em anos que não apresentam nenhuma. Eu não sei se ao longo dos anos, tenho ficado sábio, mas posso garantir que tenho me transformado em uma pessoa que minha mãe mesmo diz: “Eu não te conheço mais meu filho!”

Quando penso em responder a pergunta: “o que é felicidade?“, eu penso que todos somos cientistas, e que essa nossa existência é nosso laboratório. Nós somos, além dos cientistas, também somos nossas experiências empiricas. Além disso, penso que, estamos sendo monitorados por um cientista superior, que nos fez a sua imagem e semelhança.

Procuramos tudo que nos dá prazer. As vezes sou obrigado a concordar com Epicuro de Samos. Nalguns momentos, muito particular, sou um puro Hedonista, no entanto, quando o assunto é a vida em geral, sou um quase adepto da Escola Cínica.

Como bons empiricos, tentamos repetir nossas boas e agradáveis experiências, ainda que erremos mais do que acertamos; por isso, mesmo “tropeçando daqui e dali eu me sinto feliz”, porque avaliamos sempre o geral, e não o específico.

É por isso que em nossas experiências empiricas, temos a certeza de que quanto mais expectativas, mais difícil é ser feliz. E porque? Porque quanto maior é a complexidade da experiência, maior a dificuldade em obter o mesmo resultado. Kátia sempre tem dito, e para meu orgulho, que se ficar viúva e ou se separarmos, ela vai pensar duas vezes em juntar-se com outro alguém. Diz ela: “encontrar dois bons maridos numa mesma vida, é muito díficil, por isso, talvez eu não arrisque!”

As nossas experiências e nossas sensações são únicas. Quem não se lembra daquele beijo roubado? Ainda que o sujeito ou a sujeita não represente nada para nossa existência, esta experiência e esta sensação foi de alguma forma marcante.

Vivemos em busca da repetição do que nos trouxe aquela breve e eterna sensação de prazer, e euforia. Quando, passamos por certas experiências e sensações, somos levados a pensar e ter a certeza de que a Felicidade é feita de momentos, e como, em sua maioria, estas nossas experiências e estas sensações podem ser observadas em atitudes, gestos e em objetos que podemos dizer assim, em pequenas ou pequenos, somos levados a pensar: que “se eu baixar meus padrões de expectativa, vou ser feliz“, isso acontece com todos.

O que vale mesmo é o que sentimos, é o que nos motiva, e ficamos então procurando, repetindo, repetindo, acertando, errando, acertando, errando, até poder conseguir, algo parecido com aquilo que sentimos, e ou, com aquilo que por uma fração de tempo, uma fagulha de energia, nos transformou e provocou uma sensação agradável. Porém, nem sempre conseguimos repetir.

Já passei por quase tudo nesta vida. Algumas experiências me trouxeram gratas sensações, outras não. O que acho ruim, é que muitas vezes nos prendemos a certas experiências que não nos trarão mais certas sensações.

Em minha vida conjugal, por exemplo, ocorreram dois beijos que só pude experimentar por dois breves momentos, e até hoje, nunca mais ocorreram, e tenho certeza que não estaria com Kátia apenas em busca da repetição de um beijo, que já me ocorreu duas vezes. Estes dois momentos únicos, foram inesquecíveis, mas já passou. O que me une a ela hoje, são outras experiências e outras sensações.

As experiências fracassadas parecem doer mais do que as experiências bem sucedidas que nos trouxeram boas sensações. Ficamos com aquele receio de dizer “eu te amo” novamente,  porque exigimos que todas as nossas experiências e sensações sejam equivalente para ambos, e também que se tenha o mesmo sucesso que na experiência anterior. Exigimos e chantageamos até com o pensamento de quem “ama tem que ser amado”, todavia, isto não é uma regra.

Por outro lado, só porque, em outra experiência, este elemento, – o amor, a paixão –  se comportou de forma incontrolável, e se comportou além das boas sensações, e também  a experiência nos trouxe alguma dor, algumas marcas, e em casos gravíssimos, mazelas e cicatrizes indeléveis pomos em dúvida o saber amar.

Continua…


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