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A vida, a religião, a filosofias e a mitologia de cada qual

28 ago

Somos seres que sabendo ou não, conhecendo ou não, que expressamos nossos conceitos, nossos preceitos, nossas regras, nossos princípios morais e éticos aos demais. As formas e maneiras de expressões é que variam. No entanto, e isto nos diferem de outras raças no mundo, pensamos e agimos de forma análoga e as vezes caóticas.

Este comportamento tão humano as vezes é replicado quando tudo está bem de forma diversa e constante através de histórias, de exemplos, de analises. Do outro lado, quando se sabe que outros semelhantes estão em situação não bem, não agradável, é natural ir ao encontro destes semelhantes para auxiliar-lhe numa maneira de viver, numa maneira de proceder tal que se poderá ser feliz e viver sem dor, sem sobressalto, viver sem sofrimento. Nem sempre se consegue.

Há algumas pessoas que não sabem expressar em palavras ou em exemplos conceitos filosóficos, conceitos e modos de se viver. É interessante como se tentam ao menos de forma desastrada querer replicar uma maneira eficaz ou eficiente de bem viver, quando tudo está bem, quando não se tem sobressalto, e as vezes, quando se consegue ignorar  as fortes emoções que a vida nos proporciona através da morte, da dor, do sofrimento, do amor, da fé, das emoções, das situações adversas.

- Fé e Religião: Antes de tudo, é importante não confundi as definições. Fé não é religião. E ter religião não é o mesmo que ter fé. Você tem fé, e não está ligado a nenhuma religião. Há até uma relação de união entre fé e religião. Afinal, se pensa logo que todos os religiosos tem fé nos dogmas, doutrinas e nas entidades sagradas de sua religião.

Na teologia, fé é primeira das virtudes. Na definição do apóstolo, fé é um dom de Deus. Muitas  pessoas querem e pensam que nosso sofrimento é por falta de fé. Não me acostumo com algumas frases que me falam ao longo dos dias: tenha fé! É uma das mais comuns. Tal frase já nem surte tanto efeito em mim. Afinal, o que percebo é ela sai automaticamente. Algumas mais incisivos querem apontar uma relação inexistente de causa e efeito. – Você sofre por que a sua fé é pouca. Você não prospera por que a sua fé diminuiu.

Por outro lado é também comum a certas pessoas a expressão: não existe pessoa neste mundo que tem fé igual a minha. Certamente não é falta de fé. Talvez humildade e modéstia.

- Fé e Igreja: pessoas pensam e advogam que o sofrimento é por não se ir a uma igreja. Estas pessoas certamente confunde ter fé com freqüentar reuniões religiosas. Nenhuma relação há entre a fé, e pertencer a um grupo religioso. Garanto que uma grande porção de humanos já freqüentou algum tipo de reunião religiosa em que não se cria, em que não se mantinha fé no que ali era ensinado.

Esta semana nos veio aqui uma meia-parente e disse-nos que sabia por que estamos em situação adversa: É que foi revelado lá na igreja que uma família estava sofrendo uma maldição por que se recusava a ir naquela igreja. – Disse ela. Mas, por que raio de relação e função composta ou inversa, ela chegou a conclusão que a tal revelação era uma referência a nós? As pessoas são assim. As vezes criam um elo onde não existe. Constroem uma união de causa-efeito, onde nem sempre há.

Estamos bem quanto a fé. Estamos bem quanto nossos princípios religiosos. Só temos alguns pontos divergentes quanto aos agrupamentos religiosos. No entanto, sabemos do valor da igreja, da religião e da fé. Sem confusão. Sem discussão.

- Dinheiro e Saúde: Steve Jobs está doente. Reinaldo Gianechini também está doente. Um é rico, inteligente, e uma das mentes mais brilhante do mundo da tecnologia. O outro, é famoso, bonito e também rico. Inevitavelmente se comentam sobre as pessoas nestas condições e que caem em doença. 

O que me incomoda nestes casos, são os argumento que se usam. Muitos saem dizendo: “De que adianta ter tanto dinheiro sem saúde?”. Tal questão leva a conclusão equivocada de que ter dinheiro e ter saúde são auto excludentes. Ou que é proibido se ter saúde e dinheiro. E também, que as pessoas ricas, famosas, brilhantes abririam mão do dinheiro, da riqueza, da fama, se pudessem optar em ter estes e ter uma vida saudável.

Ter dinheiro não necessariamente provoca e leva as pessoas a perderem a saúde. Fato é que muitos perdem a saúde pelo dinheiro, e depois gastam todo o dinheiro obtido para ter saúde. No entanto, não é verdade que se queiram trocar a riqueza por saúde. A ideia inicial é de que se abre mão de toda e qualquer fortuna para se ter saúde.

Infelizmente a vida é muito incerta. O momento (não o dia) de morrer de cada um pode estar muito mais próximo do que se imagina. Algumas pessoas morrem depois de anos lutando contra doenças. Outras morrem saudáveis. Morrem sem nunca terem adoecidos. Morrem ricos e saudáveis. Milhares morrem saudáveis, jovens e pobres. Outros morrem pobres, debilitado por doenças, e sem ter certos confortos que o dinheiro proporcionam.

Não é verdade a relação: De que adianta ter tanto dinheiro sem saúde. Não é uma relação válida. Não é que as pessoas escolheram ter dinheiro e não ter saúde. E que se trocariam a toda fortuna por saúde.

Se você tivesse a oportunidade de viver 50 anos rico(a), poderoso(a), com condição, e com uma  trajetória brilhante, e marcante na história humana, você trocaria por 100 anos incógnito, pobre e saudável?  Isto também vai depender do que se fará nos 100 anos.

Doença e falta de Deus: Para algumas mentes é inevitável esta relação: Se esta doente, se falta dinheiro, se passa por dificuldade: é falta de Deus na vida! Se a a violência, se mortes hedionda, se algum tipo de crimes ocorre, se alguém foi seqüestrado. Se alguém foi morto(a) de forma cruel… o diagnóstico rápido e certeiro: É FALTA DE DEUS. Nunca se atribui a condição humana a culpa. Não é por que nós humanos somos assim. Não é por que somos violentos. Destrutivos. Incontroláveis. Indomáveis. Insaciáveis. E também desconhecidos em ações, métodos, pensamentos. Inacessíveis em explicações filosóficas, teológicas, psiquiátricos, psicológicos, matemáticos, ou qualquer tipo de ciência moderna ou antiga. O profeta Jeremias afirmou e inquiriu muito tempo antes de Jesus: “Quem pode entender o coração humano? Não há nada que engane tanto como ele; está doente demais para ser curado.”

Depois de morto: Para finalizar, não posso deixar de comentar o fim de todos nós. A morte. É curioso como algumas pessoas mudam de opinião e como se opina de forma semelhante em relação a quem morreu. Evidente que todos temos ideia, e todos queremos que nossos entes queridos estejam num lugar legal, bonito, lindo depois que passou por aqui. Fato é que mesmo que se tenha vivido de forma regalada aqui. Se viveu bem. Se viveu mal. Se viveu plenamente. Não importa! Fato é que a frase: TENHO CERTEZA DE QUE FULANO(a) ESTÁ NUM LUGAR MELHOR, é mais falada.

Bom! Eu entendo a frase. Ninguém volta da morte. E este silêncio. Esta falta de informação parece contribuir com esta ideia.Se morreu, não importa a religião, o credo, a maneira como se viveu: ESTÁ NUM LUGAR MELHOR.

Porém, já pensou na hipótese de que a mitologia Grega esteja correta nesta questão, e que, lá onde se está, domínio de Hades – O irmão de Zeus – ninguém possa sair? Ninguém consegue voltar? É uma hipótese!

Os reflexos do meu pedantismo?

7 mai

Viver é fácil. Difícil é pagar todas as contas em dias. Não sou de não dormir por causa de preocupações diversas. As vezes passo a noite sem dormir, pensando numa resposta para o dia seguinte, me passa o sono, um dialogo em que não conseguir terminar a argumentação.

Se há um problema a ser resolvido, é melhor procurar uma solução, do que ficar chorando a existência do problema. É como disse não sei quem: mais vale acender uma vela do que reclamar da escuridão … se não foi assim, foi parecido, ou algo similar.

Perturbação 1

Algo que me perturba, e apesar de não me tirar o sono, digo que me deixa inquieto. Os sentimentos que sinto, e os sentimentos que desperto nas pessoas. Sejam elas homens ou mulheres.

A situação mais constrangedora e recente foi uma jovem senhora que me procurou para pedir, para não mais ir na casa dela. Que cada visita minha a sua casa lhe causava dores, humilhação e dissabor por vários dias.

- Meu marido me disse que eu sou safada, descarada, sem vergonha. Disse que confia em você, mas, que eu não sou de confiança. Disse mais, que não existe nada entre nós, além da amizade, porque você é um homem  puro… etc.

Não senti compaixão, nem misericórdia por ela. Mas, sinto asco por existirem homens que assim agem. Assim tratam suas companheiras.  O que me incomoda é que estes homens são capazes de ver em mim uma pureza inexistente, enquanto vê um lado devasso em suas companheiras. Não foi o primeiro. Não será o último. E, fico, as vezes, pensando: como é que eu poderia influenciar tais homens a serem diferentes?

“Meu reino” por uma vacina para tais homens.

Perturbação 2

Semana passada quando fui fazer um trabalho num certo escritório, uma amiga disse que gosta tanto quando vou lá, que ela ficaria dias e dias me ouvindo, que gostaria tanto de passar um dia todo comigo. Ela disse nestas palavras: Eu sinto inveja de Kátia em poder viver todos estes anos junto de você.

Isto  me perturba.  O que mesmo?

A perturbação, me chega de uma imagem, que apesar de não falsa, afirmo, é ampliada pelo olhar das pessoas. Eu sou, conforme definiu Hortência, um homem comum, porém, pedante, e muitas amigas, me veem a partir da imagem que gero baseado no pedantismo que há em mim.

Inteligência: pensam que sou mais inteligente do que sou.

Completude: pensam que entendo de tudo, e de forma ampla, e que todas as equações, que todas as matérias me são de fácil assimilação;

Força: pensam que sou forte emocionalmente, psicologicamente, espiritualmente, intelectualmente, e todos as demais forças residem em meu ser.

O super Marido: Entre os familiares de Kátia existe o mito de que ela é feliz da vida por ter a mim como marido. Que tudo que ela deseja, se eu não realizo, eu ajudo ela a realizar. Que os projetos dela eu me engajo. Os planos dela, mesmo os que não lá bem planejados os apoio e a ajudo. E mesmo quando dá errado, eu apenas digo: vamos pra frente! tentou, não vingou. Pra frente é que se anda.

O homem do blog:  Como sou um sujeito que não tem vergonha de assumir posições, que não tenho vergonha da exposição, que não sinto remorso de errar na tentativa de acertar, etc., as pessoas olham para mim, como se eu fosse uma pessoa diferente, e que alguns colegas dizem: eu queria ser igual a você. E há quem chegue aqui e diz: quer casar comigo? Como se a felicidade, o sucesso, fosse algo garantido estando ao meu lado. Alias, é assim que penso sobre outra pessoa.

Isto me perturba, apesar de não poder controlar a mente e os sentimentos alheios. Não posso, e não tenho poderes de evitar que se formem imagens acerca de minha vida, de minha forma de viver. Eu sou um bicho doméstico, urbano, complexo e ao mesmo tempo, simples. Gosto de TV, internet, livros, revistas, músicas antigas. Já gostei de matas, rios, montanhas, ribeirões, animais silvestres. Hoje prefiro as cidades. E sei que o leite não aparece na geladeira, nem a comida nasce nos supermercados.

E sei! Nós homens e as mulheres conseguem despertar sentimentos uns nos outros, apesar de não sabermos como é que isto funciona, sem conhecimento de como lidar com tais sentimentos depois que os mesmos nascem, enraízem e fazem morada no lugar que lhe é comum.

Fazer o que? Não existe vacina para tais casos, e não há receita que funcione bem nestes casos e situações.

Hoje é dia de Sarah!

19 fev

Quem vê as fotos dela no Facebook, pode pensar que ela vive num paraíso. Talvez sim, se pensarmos que mora numa região bonita e turística.

sarah-e-talentoso

A vida não é fácil para ninguém, no entanto, não necessitava ser difícil sempre e para todos.

Neste seu aniversário, talvez, eu não costumo fazer, se faça uma reflexão do que já foi, de como foi, quanto foi, como era, como planejou ser, e os rumos diferentes que sua vida deu nos últimos 12 meses.

A vida não é fácil. Ela é dinâmica. Imprevisível. Incontrolável. E, muitos a classifica como injusta. Eu por exemplo, afinal, não há uma distribuição igualitária entre nós todos. Outro dia no Face, um aplicativo associou-me ao Nick Jonas. Pedi para espalhar a informação do aplicativo.

E, hoje estou espalhando: hoje é o aniversário de Sarah, e desejando-lhe felicidades neste novo período de 12 meses.

Feliz aniversário Sarah!


Tem mais fotos aqui: Álbum de Sarah no Facebook

Onde aconteceu e o que aconteceu!

2 out

Depois do texto anterior, Desespero Infundado, recebi alguns correios e duas ligações de pessoas que ficaram preocupados comigo.  Apesar do texto revelar fatos reais, é na verdade união de dois eventos diferentes.

Parte 1

Veja abaixo a imagem onde aconteceu um dos eventos:

pedra-nanuque

Esta é a Pedra Bueno. Ela fica no centro da minha cidade natal: Nanuque, Minas Gerais. Onde a seta vermelha aponta, ou um pouco mais à esquerda, aconteceu uma tentativa de suicidio inusitado. Eu era ainda criança quando o fato aconteceu, mas, sei que foi um corre-corre na vila Esperança e também na cidade.

Ai nesta marcação com a seta vermelha existia uma pedreira e certo dia, um jovem resolveu se matar pulando de uma determinada altura desta pedra. E para sua infelicidade ser completa aconteceu o seguinte:

  1. Ele não morreu com a queda;
  2. Com a queda, ele ficou preso numa fenda;
  3. Depois do ocorrido, ele desistiu de querer morrer.

Ficou entalado na fenda da placa solta e ficou sofrendo com os ferimentos. O sol em Nanuque parece ser mais quente do que em qualquer lugar da terra. O sol  sobre a pedra e sobre ele, causou-lhe outro tipo de sofrimento. Ele gritava por socorro e pedia misericórdia o tempo todo. A situação dele não foi nada agradável.

Depois da loucura, souberam o motivo de tanto desgosto. Era homossexual. Apaixou-se por um amigo. Não podia declarar seu amor, pois, era ainda na época da ditadura militar. E, se, declarasse sua condição e amor, deduziu que não haveria correspondência por seu sentimento, e que também seria perseguido pela família do jovem, por sua própria família, e também pelas autoridades.

Diante desta situação, achou que a vida não tinha mais nenhum significado. Morreu algum tempo depois em consequencia dos ferimentos da queda e da desidratação que passou, mas, já arrependido, pedia para não deixa-lo morrer. Mas, não puderam ou não quiseram ajudá-lo.

Isto ocorreu quando eu era criança. E, desde então, sempre pensei na situação daquela criatura. O sofrimento que passou. A angústia que sofreu a ponto de ser capaz de agir de tal maneira.

Parte 2

Quando jovem, fiz parte de um grupo de jovens dedicados a várias atividades naturais. Muitas aventuras vivemos e produzimos. Uma vez ao ano, subiamos o alto da Pedra do Fritz. Não o faziamos como os alpinistas e escaldores profissionais. Veja aqui no site Escala Brasil. Nós subiamos pela parte mais fácil e segura.

pedra-fritz

A marcação em vermelho foi onde aconteceu o segundo relato.

Na primeira vez que fiz a subida, pelo lado oposto ao indicado, passei pela fazenda do Dr. Gabriel, e eu estava usando um Conga, tipico calçado da década de 70 e 80, um permudão de pano.

Ao atravessar a planicie de capim-colonião, minhas pernas ficaram toda riscada das serrilhas do capim. Ao chegar no topo da pedra do Fritz, o suor em contato com as pequenas feridas, causava-me uma dor intensa. Para piorar a situação, tivemos que adentrar num pequeno pedaço de terra no alto da pedra, e o contato com o capim-açu, fez a dor aumentar. Como  não existe nada ruim que não pode ficar péssimo, começou a chover.

Atravessei correndo e deparei-me com a queda livre que marco na imagem acima. Despontei ali. E por pouco não precipitei abaixo. Não porque desejava, mas, porque vinha correndo para atravessar o capim que me causava o incomodo.

De imediato, peguei um gravatá, joguei a água gelada nas pernas. Lavei o sangue. Tirei a camiseta, e enxuguei. Causou-me uma alívio. Sentei-me e lembrei deste outro evento. Pensei naquela alma que penou por longos dias até o dia de sua partida. E, meditei na dor, na angústia que ele tenha sentido, a ponto de lançar-se daquela outra pedra.

Vive-se mais quem consegue se ver nos reflexos alheios.

 


Desespero injustificado!

30 set

O desespero tomou conta do meu ser.

Corri. Tentei fugir

Atravessei a planicie com o capim-colonião serrilhando a pele abaixo da verilha.

A dor atingia seu nível máximo.

Cheguei na extremidade da montanha.

Olhei o rochedo abaixo.

Olhei para trás.

Pensamentos me surgiram.

Vozes aconselhavam.

Vozes zombavam.

Resistir.

Não pulei.

Enfrentei a dor.

Sentei.

Respirei.

Cocei as pernas ensanguentadas.

Peguei um gravatá, entornei a água fria sobre as feridas

Tirei a camisa hering branca e enxuguei as feridas.

Esperei os amigos.

Subi mais alto.

Olhei o chão das alturas.

Desci.

Vivo como se nunca houvesse pensado, o que pensei, naquela tarde!

“Deve-se ter muita coragem ao lançar-se no desconhecido da morte, a enfrentar as incertezas e dúvidas da vida!”

Díficil é…

15 mai

Todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” – Romanos 8:28

Difícil é compreender a contribuição que algo ruim pode fazer como bem, e também pensar, aceitar e agir como sendo um dos chamados por Deus, e deixar tudo, conforme a fé que é propósito de Deus.

Só me resta fazer como um outro mais antigo que disse:

“Até quando Senhor, clamarei eu, e tu não escutarás? ou gritarei a ti: Violência! e não salvarás? Por que razão me fazes ver a iniqüidade, e a opressão? Pois a destruição e a violência estão diante de mim; há também contendas, e o litígio é suscitado.

Por esta causa a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta; porque o ímpio cerca o justo, de sorte que a justiça é pervertida” Habacuque

E também estas palavras:

“Sobre a minha torre de vigia me colocarei e sobre a fortaleza me apresentarei e vigiarei, para ver o que me dira, e o que eu responderei no tocante, a minha queixa.” – Habacuque

Nada mais a declarar!


Queria poder!

20 abr

Vivemos neste mundo, e digamos, muitas vezes a contra-gosto, pois não temos a opção de sair, de desistir, sem que estejamos violando regras, que nos são impostas. Qualquer desistência, também é derrota. Qualquer recuo, é fraqueza, e temos que viver sempre no fio da navalha.

Há dias, em quê, eu gostaria dizer:

- Eu quero sair!


jogo de xadrez

16 jan


Kátia está curtindo as férias junto com as crianças lá pras bandas de Recife. Voltará depois do carnaval, assim, ela pensa, deseja e planeja, se será real, saberemos depois.
 Os conflitos pessoais ante a grandes e quase inumeráveis opções que a vida moderna oferece, choca-se com o que a natureza exige para a maioria de nós.

Não faz muito tempo, as mulheres casavam-me mais jovens, e tinham filhos, com menos idade do que nos dias atuais. Os casamentos duravam mais, e pouco se sabia, sobre a vida do casal. Entrar no quarto do casal, sem pedir permissão, era visto como afronta, descuido e intromissão.

No entanto, apesar de muitos entraves culturais, sociais e por que não dizer, conceitos religiosos contrários, isto tem mudado, com a força do mercado e das exigências educacionais. As jovens, parte delas, estão cada vez mais, sexualmente ativas, e não querem ter filhos, e muitas, nem querem ter um casamento, um compromisso, um contrato de relação estável e duradoura.

A vida das mulheres desta atualidade, é de agenda cheia. Muito trabalho, e em muitos casos muito pouco prazer. A busca pela posição social ideal bate de frente com o desejo da maternidade, mas, a maioria ainda sonha com um parceiro ideal, e um casamento de contos de fadas, e espera ouvir: serão felizes para sempre.

Os custos, de se manter um relacionamento é alto. Um casamento, um relacionamento é um investimento, uma conta, que jamais cessa. E mesmo, quando dizemos acabou, e toda a papelada da justiça, já está devidamente assinada, e tudo desfeito, ainda assim existem os laços que nos prendem como pessoas emotivas, e necessitadas de companherismo, atenção, carinho e amor.

Relato 1 

Mas, o que me impressiona muito são algumas mulheres e homens que vivem presos, e prendem outras pessoas em prisões circunstanciais, impedindo-as de se manifestarem e de serem o que não precisam ser:

- O que vocês não sabem, – gritou ela – é que faz dois anos amanhã, que este homem, deita naquela cama, e não importa, como eu esteja vestida, … se estou suja, se estou limpa, cheirosa, nua, de camisola, se me preparei para ele ou não! Faz dois anos que não toca em mim! – Gritou mais alto – E vocês ficam pensando, que ele é santinho, ficam do lado dele, protegendo; E porque me conhecem desde que nasci, que sou eu, quem sou a problemática… vão se lascar vocês todos!! – Desabafou e saiu chorando!

Todos olharam para ele, e finalmente as mascaras cairam, e ele, ficou emudecido, “com  cara de viado que viu caxinguelê”.

Relato 2

- Esta semana entro com uma ação contra ele e a mãe dele. Ele tem 26 anos, vive com ela, não estudou, não trabalha, e sobrevive da pensão que o pai dele deixou pra ela.

- Certo e qual é o seu plano?

- Pretendo tirar ele da dependência dela, e se, eu conseguir que ela pague uma pensão para meus dois filhos, que é também filhos dele, coloco ele na escola, para terminar os estudos, e também vou usar este dinheiro para montar algum negócio para ele.

- Você já pensou no efeito colateral?

- Qual?

- Que ela, a mãe dele, pode fazer a cabeça dele, para ficar com raiva de você, e eles pagarem a pensão e ele nunca mais querer ver você nem querer vir aqui ver as crianças? Você já combinou com ele estas mudanças na vida dele?

- Não!! 

- Já pensou, que para ele, será apenas troca de comando? Deixar de viver dependendo da mãe para viver dependendo de você, que é profissional liberal, ganha bem, tem casa, carro, e já está estabilizada, e que para ele, tudo não passa de uma briga de duas mulheres por ele? E que as duas estão medindo forças?

- Não??

Viver nos dias atuais, é mesmo, uma grande partida de xadrez, e quando chegarmos ao final, no xeque-mate, é sempre o nosso rei que tomba!



Parâmetros da vida!

10 jan

Estamos todos em missão. E digamos, missão dificilima de sermos livres, sermos felizes. Temos que ser livres, e por isso, somos também forçados a darmos certos.

Quando alguma das nossas tarefas, de nossas lidas, de nossos afazeres não cumpre o seu propósito, somos levados a pensar e agir com depressão, com irônia, com desprezo, e até mesmo nos invalidando.

Desde que disseram que viviamos numa sociedade democrática, e que todos somos livres, esqueceram-se de nós. Ninguém quer saber se você tem comida, se você tem roupas, dinheiro para quitar a água, a luz, o telefone. Ficam apenas ditando regras para  vivermos assim, desse jeito, fazendo isto e não aquilo, falando, andando, agindo de tal maneira, que inevitavelmente, seremos felizes, seremos pessoas amadas e amantes, ainda que você não seje, e não conheça ninguém nesta situação. Isso é uma utopia.

Desde quando ser “Livre” é tão importante quanto ter onde morar? Desde quando, ser livre, para ir e vir, é mais importante do que ter o que comer? Desde quando, ser livre, é melhor do que ter o necessário, para não se preocupar com o dia de amanhã? Eu preferiria ser um escravo, com todas as necessidades supridas do que ser um homem livre, como hoje, e não ter nada, ou ter a obrigação de providenciar tudo.

Como homem livre, tenho grandes responsabilidades que não gostaria de ter, se me fosse perguntado antes. Essa tarefa de preservar os bons costumes, criar valores, educar filhos para a democracia, criar cidadãos honestos, integros, morais, não é uma tarefa fácil.

Estes valores, e este papel de criar valores, dirigir a vida para que os outros possam olhar pela janela e inspirar em meus exemplos, e modo de vida, fazer o mesmo, ou simplesmente, morrer de inveja, não é o mehor modo de se aproveitar esta breve existência.

Somos “obrigados a viver” uma realidade, uma vida fantasiosa, dramatica, quando na verdade queremos apenas ter uma vida sem grandes saltos, sem planos mirabolantes, sem grandes surpresas, nos vestindo, comendo, bebendo, e ter um ou dois dias para não fazer nada.

Quando é que descobrirão, que não existe a mulher perfeita? Quando saberão que o homem dos seus sonhos, está dentro dos seus sonhos? E que a felicidade, por começar com FÉ, depende mais de você do que de nós outros?


um tolo que acredita no amor!

12 nov

Faz pouco tempo que conheci a Poetisa Cármen Neves.  Agora ela resolveu fazer um espaço, e colocou o nome dele assim: Só pra dizer que eu tenho um blog.

Como os demais talentosos da arte, da pintura, da escultura, da poesia, Cármen é destas pessoas que tem beleza, vê beleza, transmite beleza, amor, simpatia. (Lembrei-me de outra pessoa , mas agora, só teço comentários pra Cármen.)

Agora pela manhã ao passar pelo espaço dela, encontro-a divulgando um poema. Lindissimo. Abaixo uma parte do texto Ilusões do Amanhã, escrita pelo Principe Poeta.

  • “Talvez eu seja um tolo,
    Que acredita num sonho
    Na procura de te esquecer
    Eu fiz brotar a flor
    Para carregar junto ao peito
    E crer que esse mundo ainda tem jeito
    E como príncipe sonhador
    Sou um tolo que acredita ainda no amor.”

- Ilusões do Amanhã Porque eu vivo! - Texto completo

Vá lá e se emocione com o texto e leve o tapa de luva!


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