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Eu e a mulher da internet

20 mai

Estavamos na cozinha e quando ela amarrou o cabelo e revelou o pescoço, deixando a nuca visivel, olhei-a de cima a baixo, e fui em sua direção para beixar-lhe o pescoço. Foi quando ela me olhou cinicamente e sorrindo me disse, nesta manhã de quarta-feira:

- Você estava pensando nela, não foi?

- Nela quem? – Perguntei fingindo não saber do que se tratava.

- Na mulher da internet, oras, de quem mais eu estaria perguntando?

- Sim! Estava pensando nela sim! Como é que você sabe? – Perguntei a ela!

Ela sorriu. Com aquele ar de superioridade, aquela cara do Mister M, quando aparecia no fantástico depois de revelar mais um segredo dos mágicos.

Desde menino que vivo a perguntar as coisas das mulheres, e certamente morrerei sem saber como é que estas criaturas conseguem ser tão oniscientes, e ao mesmo tempo assim, tão bobas a ponto de amarem a nós homens.

Quantas vezes ouvi minha mãe dizer que odiava aquela mulher. Quantas e quantas vezes a ouvia reclamar daquela outra. Que a desgraçada fedia. Que ela cheirava mal. Que era porca. Bem, depois aprendi, que por mais linda que seja a outra, as esposas, jamais conhecem criatura mais feia, mais sujas, sem caráter.

Depois comprendi o sentido dos cheiros para as fêmeas. E, várias frases de minha mãe fizeram sentido. Através do perfume, através do corpo de meu pai, ela sentia a presença da outra.  (Leia mais aqui: Maria X Valdivia). Isto na cabeça de várias mulheres deve ser algo como a infidelidade na cabeça masculina. Só a possibilidade de ser verdade, já deixa alguns loucos.

Mas, no caso acima citado, como é que se descobre a presença da outra sem cheiros, sem traços, “sem presenças?” É ai que entra outras coisas típicas das fêmeas tais como: sentidos, perspicácia, astúcia, observação, detalhistas, dominio das expressões, etc.

- Muito simples meu amor, todos os dias quando você está no computador, você tem esta cara de homem bobo, este riso fácil para o nada. E agora, você está assim, com cara de quem tá falando com ela, mas, tá só na sua cabeça, mas, você não sabe pensar nela sem agir como se ela estivesse aqui.

- ah! tá! Mas, você ficou preocupada com a concorrência?

- Pra mim? Enquanto ela for uma mulher só da internet, enquanto você estiver aqui, e ela lá, e o que unirem vocês for só a tela do computador, eu não tenho medo dela, não!

Mulher descarada tem que apanhar

2 jan

Faz algum tempo que a palavra mulher tem sido o foco de muitos comentários. Agora com a eleição e posse de Dilma Roussef na presidência é que mais se acentua a questão. Na minha opinião, estamos numa onda momentânea, em que a ideia central é de que a independência do gênero aconteceu. O que tem se acentuado é “implicitamente” ou subliminarmente, querem dizer que a “mulher” como gênero venceu.

Mas venceu o que mesmo? Contra o que elas lutavam? Eram contra nós homens ou contra elas mesmas? Lutavam contra os preconceitos, contra a sociedade, como dizem, machista, patriarcal, preconceituosa, opressora da classe feminina. Eu continuo a discordar. E, faz anos que venho insistindo na tese de que isto é mais um embuste.

Recentemente bombou no Youtube o vídeo da esposa que espancou, pisoteou a amante do marido. Teve reportagem espetacular nalguns programas. Teve entrevista. Comentários diversos sobre o Barraco de Sorocaba.

Na também recente novela de Glória Peres, Caminho das Índias, Melissa Cadore dá uma surra em Yvone e aumentou a audiência da novela e o sentimento de justiça, não o de vingança se estabeleceu como rumo, como marco social.

Mulher que toma o marido de outra, mulher que se relaciona com homem casado sabendo que ele é casado, é socialmente aceito e socialmente divulgado que a solução é porrada nela. Tanto na vida real quanto na ficcional o desejo é sempre o mesmo: mulher descarada tem que apanhar.

Se por um lado é legal, é bonito ver a ascensão feminina ao poder. É legal, é bonito ver mulher em posto de chefia, de gerência, no comando, também é verdade que social e culturalmente todas são assim tratadas. Aqui é assim. No Irã são apedrejadas.

No ano passado, num determinado computador que eu fiz um trabalho li o seguinte bate-papo de MSN em que fica exemplificado como é que se deve tratar mulher descarada, mulher safada.

- sabe a festa da igreja lá na fazenda, tem cada coisa. Meeeeeu Deus!

- diz o que foi que aconteceu que te deixou assim!

- tu acredita que a namorada de Glauco aprontou lá dando em cima de outros meninos?

- Eita juventude perdida, meu Deus! Quando é que vão tomar juízo?

- Ele terminou com ela lá mesmo

- vixe mãe! ele viu a safadeza????

- Ele não, mas todo mundo percebeu a safadeza dela e das irmãs também não ficam pra trás não!!

- Ele só terminou? Não fez mais nada não?

- A coisa foi feia. Até os próprios meninos, ficaram incomodados, e vieram me contar porque elas não largavam do pé deles. Até de madrugada na barraca dos meninos elas foram atrás, mas, ninguém tá sabendo disso. Só eu.

- Meu Deus que tipo de mulher são essas que não se colocam em seus lugares.

- Que tal?

- Um horror!

- E eu tive a missão de contar pra ele o que estava acontecendo lá

- Contou lá mesmo? Na bucha?

- Eu disse que não era nada pessoal que ele deveria me entender, e contei lá mesmo, na manhã seguinte. Eu nem dormir enquanto não revelei toda a safadeza delas. Mas o pior que a família dele toda viu e exigiu dele que o namoro terminasse lá mesmo.

- Uma safadesa desta, quem é que aceita? Não é?

- Com este  assanhamento fica difícil os garotos quererem compromisso sério com elas.

- vixe! É mesmo.  Foi feio viu!!!!! muito feio da parte delas. São minhas amigas, mas, não apoio mulher descarada não.

Não se ganha sempre, não é? E, esse negócio de mulher independente, mulher poderosa, mulher livre, mulher super, mulher dominadora, etc e tal, não é suficientemente capaz de livrar o gênero destes laços sociais, morais e éticos. Até mesmo as ditas mulheres independentes, poderosas, famosas como Ivete Sangalo quando recebeu a visita de Ana Maria Braga não deixou que a mesma fosse no quarto acordar o esposo e disse:

- Não acorda ele não que ele não gosta! Ele me larga se isso acontecer!

Este é um outro tipo de comportamento mal visto e mal entendido na guerra entre os gêneros. Essa natural submissão feminina ao gênero masculino, e ou talvez, esta tática feminina de ter poder incomoda a muitos. Pensam que não deveria haver mais esta palavra submissão, e penso, tentam dizer que o que existe mesmo é cumplicidade.

Pois, bem, a mulher já está dominando o poder, o mundo dos negócios, as finanças, as igrejas, as casas, as famílias já eram delas, mas, são elas mesmas que não aceitam o golpe baixo das que pertencem a espécie e ao gênero, por isto mesmo, elas reagem com estas traidoras, tais quais, alguns homens reagem quando são traídos: mulher safada tem que apanhar.

E, num passado recente, relatei aqui a história de um marido que contratou meus serviços para saber com quem a esposa estava marcando encontros pelo MSN. Eu, vi o nome do outro, vi o lugar aonde iriam se encontrar. No entanto, disse-lhe que havia sim indícios de infidelidade, mas, sem maiores detalhes.

Um colega de profissão ao saber do caso disse:

- Eu teria ajudado a matar esta safada. No mínimo teria feito de tudo para ele deixar ela entre a vida a morte.

Este modelo, é ainda o modelo existente e estabelecido mesmo com a mulher no poder, e com a vigência da lei Maria da Penha!

Em que acreditar?

26 fev

 

Você acredita nele, quando ele mente para ocultar a verdade

ou

acredita nele, quando usa a verdade para ocultar uma mentira?

Os homens traem e as mulheres choram!

30 dez

Nestes últimos dias de 2008 enquanto muitos estão tranquilos, vibrando com as mais extraordinárias formas de alegria, muitos outros humanos, estarão de alguma maneira sofrendo com uma traição qualquer. Traíção e fidelidade (Texto antido de Adão Braga: Quanto tempo para se apaixonar?) acompanham-nos em todos os episódios do cotidiano.

Mas, enquanto a maioria estão cantando a virada de um novo ano, alguns estarão chorando uma decepcionante traição. Outros tantos estarão chorando por um relacionamento acabado.

Quando digo que os homens traem, não digo que os homens, sempre tem outra mulher, tem um caso. Os homens traem a sua companheira de diversas maneiras, modos, ações, palavras e atitudes. A traição subjetiva, quando exposta, é tão, ou muito mais dolorida do que aquela traição física, e que envolve relação sexual.

O que é que é mesmo traição subjetiva? É aquela traição de ideal. É a traição de propósito.

Este tipo de traição, sempre brota na cabeça de muitos homens, quando ele conhece, e ou, descobre algo do passado da companheira, e pelo fato, dela não guardar ressentimentos, mágoas do ex-namorado, ex-marido, e até uma amigo de infância, ele já imputa a ela uma eventual entrega a este tal.

A traição masculina, não é só quando ele procura outra mulher. Nós homens traímos facilmente os ideais de um relacionamento quando descofiamos de nossa companheira. Quando vemos-a conversando alegremente com um outro, e logo pensamos que é uma ameaça. Que aquele, com quem ela estar conversando, logo mais, se entregará nalgum motel, ou que marcará um encontro as escondidas. Então, uma torre de vigia é montada. Isto também é traição.

Outros tipos de traições não concomitante:

  • Pegar o celular de sua namorada e ver para quem ela andou ligando.
  • Descobrir a senha do e-mail;
  • Instalar programas keylogger para saber o que ela digita no MSN;
  • Escutar na extensão do telefone;
  • Instalar câmaras de vigilância;
  • Instalar microfones pela casa para saber o que ela fala e com quem fala;
  • Escutas nos telefones;

Há muitas maneiras de se trair uma parceira, e a desconfiança é um tipo de traição que também magoa, que fere, e causa tanta ou mais dor do que uma “escapulida sexual”, não que este tipo não seja ruim.

Na década de 80 um amigo foi abandonado no altar. Na manhã seguinte, ele foi até a casa da ex-noiva perguntar o motivo de tamanha desdita, e ela explicou:

É que eu não sou virgem, e, como não tive coragem de te dizer, pensei que estava te enganando. Por isto disse não, e sair da igreja.

Depois deste episódio, ele generalizou. É comum também este tipo de atitude masculina. Porque uma mulher agiu com ele de tal maneira, conclui-se que todas agirão de igual modo. Não é verdade! Porém, a traição subjetiva, é comum aos homens e posso generalizar. Nós homens assim agimos. Traimos nossas companheiras ao aceitar uma denuncia anonima de traição, sem ao menos, dar-lhe o direito do contraditório. O direito de defesa. Tão somente a condenamos, e se possível, a executariamos por infidelidade. Os homens traem, mas tal traição, não é só uma aventura sexual. Os homens traem:

  • Quando desconfiam.
  • Quando insinua infidelidade.
  • Quando pensa que ela é descarada.
  • Quando crer noutras pessoas e não nela;
  • Quando pensa em outras;
  • Quando pensa que ela está pensando no outro.

Por fim, os homens traem quando deixa evidente, por palavras, ações, atos ou por comportamento óbvio, e revela de forma indiscreta, discriminatória emoções que deveriam ficar oculta em relação a sua companheira.

O comportamento das mulheres diante desta situação é de refém e de um duro, árduo, penoso, aturado, absorvente choro que lhes chega desmedido. É comum, e em geral, as próprias além de sofrer tais traições, também, de alguma forma sofrem represálias, se tais circunstâncias forem reveladas.

A situação fica complicada. Pois, diante de algumas traições, não há como se defender. Há certas acusações em que o silêncio é defesa, noutros, o silêncio é confissão. Diante da traição subjetiva, nada se poderá fazer, por que a traição nasce, cresce e se estabelece na mente traidora. E lá, ninguém poderá operar mudanças. O melhor a fazer, se houver como, é afastar-se e permanecer longe.

vidas e amores!

15 fev

O jovem detetive entrou na sala, e encontrou-o assistindo desenho animado. Admirou saber que aquele rico empresário passava seu tempo vendo desenhos, ainda mais, vendo aqueles desenhos japoneses, do tipo, Dragon Ball Z.

- Por favor, sente-se – Disse-lhe!

- Não obrigado! Só preciso saber alguns detalhes do serviço.

- Minha mulher fugiu hoje com o motorista. E desejo, que o  senhor os encontrem.

Depois de acertarem os valores, e terem assinado os devidos papeis, o detetive saiu. Passado dois dias, estando no escritório recebeu uma chamada no celular.

- Pois não?

- Senhor, já encontrei a mulher, e também o motorista!

- Certo! E como eles estão?

- Estão sentados na cama, enquanto, aponto a arma para eles. O que faço com eles?

- Com eles? Nada!  Tome o carro, que ele me levou e traga o Jorjão!

A mulher, jogou-se ao chão, e gritou desesperada:

- Jorjão não! Jorjão não! Eu fico com Jorjão! Eu fico com Jorjão!

- Senhor, Jorjão é o motorista?

- Não !!! – Gritou furioso! E em voz mansa e desabafante disse:

- Jorjão é o cachorro. Ele e o carro são  meus, traga-os!

- E a mulher senhor?

- Deixa ela com o motorista! Eles creem na felicidade e acham que se amam! Eu só quero o carro e o cachorro!!

Eu, você e o cavalo!

14 jan

Naquela manhã clara me encontrei naquela planicie e ao fundo dois cumes, que ao longe parecia-me, como se estivesse andando sobre o ventre de uma fêmea, e lá ao fundo, os dois irmãos gêmeos.

Ao ficar entre ambos, aparece-me você sobre o monte esquerdo. Você olhava fixamente para o cume do outro lado, o que me levou a observá-lo, e lá estava um cavalo.

Nunca vi algo semelhante. Parecia mudar de forma à medida que você olhava para mim, e eu olhava para você.

Inicialmente era um cavalo branco. E, muita palavras irreais ouvi de você, porém, senti brotar em mim, um espírito revelador e deu-me coragem a prosseguir o caminho que poderia guiar-me até você, ou até ao cavalo.

Resolvi ir a seu encontro, o cavalo branco, metamorfoseou-se. Abriu enormes asas.  O tenebroso para mim, é que ele ameaçava voar sobre mim, enquando esbaforia fortemente e empinava constante e rapidamente.

Ele empinou. Abriu novamente as asas; Desceu o morro galopando;

E, então, vi pela marca que havia no pêlo, que aquele cavalo pertencia a seu esposo; entretanto, ele veio a mim, e permitiu que eu o montasse.

Uma vez, porém que estava sobre ele, tornou-se indócil e incontrolável, mudou sua cor, e tornou-se um cavalo baio, pedeu as asas, e ao longe, quando sair de perto dele, e já não mais te vi, ele havia se transformado num cavolo totalmente negro.


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