Faz algum tempo que a palavra mulher tem sido o foco de muitos comentários. Agora com a eleição e posse de Dilma Roussef na presidência é que mais se acentua a questão. Na minha opinião, estamos numa onda momentânea, em que a ideia central é de que a independência do gênero aconteceu. O que tem se acentuado é “implicitamente” ou subliminarmente, querem dizer que a “mulher” como gênero venceu.
Mas venceu o que mesmo? Contra o que elas lutavam? Eram contra nós homens ou contra elas mesmas? Lutavam contra os preconceitos, contra a sociedade, como dizem, machista, patriarcal, preconceituosa, opressora da classe feminina. Eu continuo a discordar. E, faz anos que venho insistindo na tese de que isto é mais um embuste.
Recentemente bombou no Youtube o vídeo da esposa que espancou, pisoteou a amante do marido. Teve reportagem espetacular nalguns programas. Teve entrevista. Comentários diversos sobre o Barraco de Sorocaba.
Na também recente novela de Glória Peres, Caminho das Índias, Melissa Cadore dá uma surra em Yvone e aumentou a audiência da novela e o sentimento de justiça, não o de vingança se estabeleceu como rumo, como marco social.
Mulher que toma o marido de outra, mulher que se relaciona com homem casado sabendo que ele é casado, é socialmente aceito e socialmente divulgado que a solução é porrada nela. Tanto na vida real quanto na ficcional o desejo é sempre o mesmo: mulher descarada tem que apanhar.
Se por um lado é legal, é bonito ver a ascensão feminina ao poder. É legal, é bonito ver mulher em posto de chefia, de gerência, no comando, também é verdade que social e culturalmente todas são assim tratadas. Aqui é assim. No Irã são apedrejadas.
No ano passado, num determinado computador que eu fiz um trabalho li o seguinte bate-papo de MSN em que fica exemplificado como é que se deve tratar mulher descarada, mulher safada.
- sabe a festa da igreja lá na fazenda, tem cada coisa. Meeeeeu Deus!
- diz o que foi que aconteceu que te deixou assim!
- tu acredita que a namorada de Glauco aprontou lá dando em cima de outros meninos?
- Eita juventude perdida, meu Deus! Quando é que vão tomar juízo?
- Ele terminou com ela lá mesmo
- vixe mãe! ele viu a safadeza????
- Ele não, mas todo mundo percebeu a safadeza dela e das irmãs também não ficam pra trás não!!
- Ele só terminou? Não fez mais nada não?
- A coisa foi feia. Até os próprios meninos, ficaram incomodados, e vieram me contar porque elas não largavam do pé deles. Até de madrugada na barraca dos meninos elas foram atrás, mas, ninguém tá sabendo disso. Só eu.
- Meu Deus que tipo de mulher são essas que não se colocam em seus lugares.
- Que tal?
- Um horror!
- E eu tive a missão de contar pra ele o que estava acontecendo lá
- Contou lá mesmo? Na bucha?
- Eu disse que não era nada pessoal que ele deveria me entender, e contei lá mesmo, na manhã seguinte. Eu nem dormir enquanto não revelei toda a safadeza delas. Mas o pior que a família dele toda viu e exigiu dele que o namoro terminasse lá mesmo.
- Uma safadesa desta, quem é que aceita? Não é?
- Com este assanhamento fica difícil os garotos quererem compromisso sério com elas.
- vixe! É mesmo. Foi feio viu!!!!! muito feio da parte delas. São minhas amigas, mas, não apoio mulher descarada não.
Não se ganha sempre, não é? E, esse negócio de mulher independente, mulher poderosa, mulher livre, mulher super, mulher dominadora, etc e tal, não é suficientemente capaz de livrar o gênero destes laços sociais, morais e éticos. Até mesmo as ditas mulheres independentes, poderosas, famosas como Ivete Sangalo quando recebeu a visita de Ana Maria Braga não deixou que a mesma fosse no quarto acordar o esposo e disse:
- Não acorda ele não que ele não gosta! Ele me larga se isso acontecer!
Este é um outro tipo de comportamento mal visto e mal entendido na guerra entre os gêneros. Essa natural submissão feminina ao gênero masculino, e ou talvez, esta tática feminina de ter poder incomoda a muitos. Pensam que não deveria haver mais esta palavra submissão, e penso, tentam dizer que o que existe mesmo é cumplicidade.
Pois, bem, a mulher já está dominando o poder, o mundo dos negócios, as finanças, as igrejas, as casas, as famílias já eram delas, mas, são elas mesmas que não aceitam o golpe baixo das que pertencem a espécie e ao gênero, por isto mesmo, elas reagem com estas traidoras, tais quais, alguns homens reagem quando são traídos: mulher safada tem que apanhar.
E, num passado recente, relatei aqui a história de um marido que contratou meus serviços para saber com quem a esposa estava marcando encontros pelo MSN. Eu, vi o nome do outro, vi o lugar aonde iriam se encontrar. No entanto, disse-lhe que havia sim indícios de infidelidade, mas, sem maiores detalhes.
Um colega de profissão ao saber do caso disse:
- Eu teria ajudado a matar esta safada. No mínimo teria feito de tudo para ele deixar ela entre a vida a morte.
Este modelo, é ainda o modelo existente e estabelecido mesmo com a mulher no poder, e com a vigência da lei Maria da Penha!
Tags:descada, mulher safada, safadeza, traição
Corpos e Almas