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As mentiras sobre amor, felicidade e sexo

13 ago

“- Não casei para ser feliz, nem casei por causa do sexo, muito menos, por causa do amor.” Algumas pessoas, em especifico, mulheres estranham e saem em defesa dos elementos citados: felicidade, sexo e amor. Porém, até o momento, a tese tem se sustentado. Não por eu ser melhor do que outras pessoas, mas, por que encaro de forma diferente: o ser feliz, o sexo, e o amor.

Das últimas vezes que citei a frase houve acalorado debate sobre o tema, e uma pessoa disse que ela não vivia sem sexo, e que desde que casou-se todos os dias ela fazia sexo.

- Assim não meu bem, pra cima de mim? A mesma história de que casados tem direito, e podem, e ou tem relações sexuais todos os dias? Ai, eu digo na cada: MENTIRA!

Fato é, que as últimas pessoas que assim opinaram, não muito tempo depois, esqueceram de terem dito tais palavras, entraram em processo de divórcio. Um deles até no litigioso. E, então vem a verdade da vida inteira.

  • Ah! eu já não aguento mais sustentar a casa sozinha!
  • Eu não tenho mais prazer sexual
  • Eu não tenho amor
  • Minha vida é uma infelicidade só;

Entre tantas coisa da lista, as reclamações sexuais estão todas lá anotadas. Uma destas pessoas reclamou, dias depois de ter declarado nunca ter faltado um só dia de sexo nos últimos dez anos, de estar a mais de oito meses sem contato físico e sexual com o marido. No entanto, havia declarado: todos os dias nós transamos. Que por sinal, nem precisava de tanta investigação para saber que era mentira. Afinal, com duas informações sobre o marido e dela tudo se ruiu.

- Você já teve relacionamento extra-conjugal? NÃOOOOO! Respondeu ela.

- Seu marido trabalha onde? Ele viaja a região toda! Só fica em casa sábados e domingos.

Simples assim! É mentira dela que todos os dias eles fazem sexo! Alguns amigos e amigas chegam a afirmar tais mentiras “socio-alto-astral” na ideia tola e distorcida de que sexo é igual dar e receber amor, e de que quantidade e qualidade de sexo é elemento suficiente e necessário para produzir seres felizes independentemente de fatores outros. Sexo se tem e faz por dinheiro, casualmente, por vingança, por tentação, por tesão, por tantos elementos. Mas, a relação de fatores fazer e ter sexo igual a ser feliz, e ser igual a amar e ser amado(a) nem sempre é verdadeira!

kamasutra

Fato é que se mente sobre sexo, família, relacionamentos, quantidades, amor, felicidade, prazer, sobre tudo isto ai envolvido, na esperança de transparecer aos amigos de que se está feliz, de que se é feliz, de que se tem sexo na quantidade e qualidade estipulada não sei por quem, e que se é uma pessoa emocionalmente resolvida, que se deu bem na vida.  E tudo isto é sinônimo de sucesso pessoal e emocional. E, não tendo, se mente! Fantasia. Diz ter mesmo não tendo, com aquela ideia: diz que é para ser ou atrair. – Tolice!

Esta preocupação de exteriorizar para amigos e familiares que se é feliz, de que se faz sexo, de que é amado e amada, faz parte de nossos desejos, e sabemos que isto é necessário, e é possível. E, quando não se tem, bem! Ai, se mente. Finge. Oculta. Mascara. Faz uma bela faixada. 

Eu não!

Prefiro assumir que não casei por amor, nem para ser feliz, nem por sexo. Para quem nada espera, o pouco é grande coisa, imagina encontrar então um tesouro?

Antes de querer desdizer-me analise, se de fato você é contrário a isto, e se os fatos não irão te desmentir. As pessoas mentem sobre amor, felicidade e sexo, na vã ideia de que isto fará bem a quem ouve, e que também, é uma prova inquestionável do sucesso emocional. Afinal, todos somos cobrados pelo que conquistamos, pelo que sabemos fazer, pelo que temos, e sobretudo, se temos alguém para amar, ser amado, oferecer e ter sexo, ser feliz e fazer feliz. Logo, se pressupõe que, quem é casado, quem está num relacionamento a tanto tempo, tem sucesso emocional, sexual e felicidade máxima.

Casamento, amor, felicidade e sexo!

9 jan

Ela elogiava o marido e dizia não haver homem melhor neste mundo. Dizia que não havia acontecido melhor coisa em sua vida, o fato de ter encontrado este homem. Cuidava dele tal qual certas pessoas cuidam de seus pets.

Por outro lado criticava a mim e minha esposa por dizermos: Não casamos para ser feliz, nem casamos por amor, nem por causa do sexo.

Nunca soube entender nossa posição em relação ao que se diz, e o que se propaga sobre os relacionamentos baseados no amor, na busca pela felicidade, e todos aqueles que se vangloriam de fazerem sexo três vezes ao dia, nos últimos vinte anos. Não é por nada não, apenas desconfiamos de certos testemunhos, e não cremos, nalguns tipos de amor, nem na felicidade que se dizem ter alcançado depois de casados.

Pois bem, aquela amiga que era só elogio para com aquele homem, hoje é uma mulher divorciada. E todo o amor, toda a felicidade, todo aquele cenário paradisíaco pintado desmanchou-se apenas num só evento, num só momento.

A contabilidade, a administração dele a frente de uma ONG foi contestada numa reunião. Dentro de casa, entre as quatro paredes, ela já havia questionado, e também, já havia se pronunciado contrária aos métodos, e as decisões administrativas, os fatos e atos administrativos dele. Em momento algum a honestidade dele foi questionada. Não era desonesto, era apenas um mau administrador.  As dívidas contraídas, as faturas vencidas, o descontrole fiscal, a falta de investimento, a falta de aplicação dos recursos angariados, as prioridades. Esta era a realidade.

No entanto, na reunião fiscal, ela falou que ele não ouvia conselhos, nem tão pouco sabia lidar com dinheiro e administrar a ONG. O fato dela, na reunião, ter ficado do lado da diretoria, foi suficientemente forte para matar o amor, a cumplicidade. Foi capaz de exterminar a felicidade. Foi o algoz de uma vida sexual constante. Não houve amor, felicidade e prazer suficiente para superar uma opinião contrária.

Eu continuo com a opinião que o amor, a felicidade e a quantidade de sexo, ainda que contributiva, não sustenta um relacionamento pra sempre. Há variáveis que se ignoram. Eu prefiro a minha vida prática a teoria do casamento feliz. Eu prefiro o contrato de compromisso, e a palavra empenhada às juras de felicidade eterna. Eu prefiro o cuidado e a atenção.

Não há nada de errado com o amor, nem com a felicidade, nem com o sexo, exceto, as teorias que se criaram com estes elementos juntos.

Nascer, crescer, reproduzir, envelhecer e morrer

9 mar

O sistema ora é machista, ora é classista. E, a pressão ciclo-sócio-hormonal” é intensa. Muitas e muitos sofrem com esta pressão. Não importa de onde vem a sentença, o machismo sempre dá um jeito de aparecer e impor-se.k_utero-1

Eu denomino de “ciclo-sócio-hormonal”, este ciclo determinado pela ciência: NASCER, CRESCER, REPRODUZIR, ENVELHECER e MORRER.

Esta pressão e opressão é duro, insensível, desumana, cruento, para o gênero feminino.

Para as mulheres, o fato de não terem ao menos um filho, é visto, em muitos casos, como sinônimo de FRACASSO.

Esta incompletude além de cobrada, é também imposta com outras regras, em especial uma que diz: - Para se ter um filho, é preciso ter marido.

Alguns trastes podem nem prestam, mas, tem que ter aquele, amplamente divulgado como: “O pai do meu filho”.

Não importa o sucesso que ela tenha obtido nas ciências, nos estudos, nas finanças, na faculdade, no direito, na psicologia, na política, nos esportes, etc..

Não importa se ela é famosa, rica, poderosa. Passou de certa idade, continua solteira, não usou o aparelho REPRODUTOR, é vista com  reservas, e alguns comentários sórdido surgem nalgumas rodinhas de amigos, e também, fazem parte dos diversos comentários familiares.

As cobranças  sobre este item do ciclo humano é veemente. Na falta do mesmo, é como ter adquirido o rótulo e ou o diploma de INCOMPETENTE. As cobranças são tão populares, que, as próprias mulheres se colocam na posição. 

“… me dei conta de que eu era A solteira. A única que não fazia parte do contexto: separada, sem namorado, sem filhos, sem uma baita barriga de gravidez.
Ok, eu não sofri dessa vez, foi mais um catatonismo e um reconhecimento da minha condição. E sério, não sei o que dizer sobre esse assunto… só sei apenas que tudo o que pensei é que estava desencaixada, como se tudo em volta estivesse em outra rotação.” –
Acalma Alma Má.

O melhor testemunho que li sobre o assunto e copiei para o texto.

Aqui na cidade, já ouvi algumas reclamações de amigas que sofrem esta pressão hormonal uterina. Elas sofrem com a validade dos óvulos, e com a pressão social, a cobrança familiar, porém, se não casarem e tiverem um filho, são mal vistas, e difamadas. É como, se fossem inúteis à existência se não REPRODUZIREM, sem também seguir as regras sociais.

Algumas, só falta gritar:

- Eu quero REPRODUZIR.

Mas, porém, contudo, todavia, no entanto, para tal evento, e para não ficar mal na fita, eu preciso de um par. Necessito de um marido. Eu careço de alguém que me queira. Não existe um meio termo para elas: Ou abraçam tudo ou arca com todos os ônus.

Na linha descendente do ciclo, (Envelhecer e Morrer), deixa de existir a cobrança, e passa aos comentários depreciativos, acusadores e inquisidores. É como ter que olhar e conviver com a constante acusação:

  • Você não reproduziu;
  • Você entrou e saiu desta vida e não cumpriu o ciclo;
  • Você falhou;
  • Inútil;
  • Imprestável;
  • Incompetente.

O fato é que as cobranças existem. Não importa a situação. A idéia é a mesma: quem se casa, constituem família, REPRODUZ, ENVELHECE, e MORRE foi bem sucedida.

As solteiras, mesmo com todas as outras questões resolvidas, nada realizaram! O sistema funciona assim. Somos julgados, comparados, ainda somos condenados pela sentença antiga da ciência: Nascer, crescer, REPRODUZIR, envelhecer, morrer.

Pressão maior sobre as mulheres que aproximam da data de validade. Depois deste prazo,  sem o sucesso, sem a estabilidade, sem a economia suficiente para pagar um tratamento hormonal, restará a estas, envelhecer e morrer de forma ignominiosa, desonradas, oprobriosas, vergonhosa e comentada por vários familiares das mais diversas forma. Mesmo depois de morta, ainda se ouve no dia do velório:

- Morreu e não deixou um filho no mundo.

Só faltam criarem o epitáfio padrão para todas que assim fizeram como: “Aqui jaz uma que não reproduziu”

Por amor, tesão, fantasia, comiseração e gratidão.

4 mar

Quando o assunto é casamento, amor e sexo, as idéias, opiniões, teorias, livros e conselheiros tem orientações e explicações diversas. Todos os anos lançam livros, artigos, pesquisas e experiências em que se revelam os interesses dos brasileiros e das brasileiras.

Alguns são interessantes (O que desperta o dejeso Sexual Feminino). Outras nem tanto.

Minha experiência, e as experiências que me contam, tanto elas, quanto eles, me permite listar abaixo alguns motivos pelos quais elas se entregam ao sexo, e também porque nós homens fazemos sexo.

Desde o inicio que sempre digo, que minha esposa não é minha amiga. Não a quero como amiga, e não quero que ela me tenha como amigo. Amigas e amigos, ela deve manter os que fez na infância e na juventude. Eu a trato e a vejo como mulher, sem esforço, enquanto, tento sempre me apresentar como homem.

As funções de esposa e de esposo também tem suas características. O sexo entre nós também segue a lista. Não por impositura, mas, por situações diversas.

O sexo por amor acontece no inicio do relacionamento. Usa-se o sexo como demonstração de amor. Este primeiro amor, é regado com sexo de todas as formas, meios, lugares e posições.

Me esforço para não confundir fazer sexo com fazer amor. Não sou adepto da concepção de que quando se faz sexo, também se faz amor. Amor e sexo são diferentes. Posso fazer sexo sem amor, e sentir amor sem fazer sexo.  Reconheço a validade da frase: fazer amor, como sinônimo romântico de manter relação sexual, cópula, transar, f*, etc, e ou, um simples eufemismo para dizer aos amigos o que aconteceu.

Nesta época de acasalamento, a tesão impulsiona as diversas ocasiões e cópulas. As fantasias são executadas e perseguidas. Exploradas e comentadas, na esperança de que o outro(a) tenha coragem de realiza-las.

Certa vez, passando por uma praça, ela viu ao longe um casal, e na mesma semana fui convidado para lá passar. A tesão é propulsora do sexo.

O tempo passa e o amor passa para outras fases, e o sexo é usado de outras maneiras e formas. Há situações em que o sexo é realizado por motivos diferentes dos que já foi mencionado. Uma das pessoas que comentou o assunto, contou-me a história dela e declarou:

Certa vez quando eu fiz uma cirurgia e tive que passar uns tempos de resguardo, minha mãe veio me visitar e me disse:

- E o marido, já deu uma aliviada?

- Oxiii mamãe, eu tô de resguardo!

- Eu sei, mas, ele não pode ficar esperando o tempo todo não. Dê um jeito minha filha, homem, não pode ficar esquecido não. Dê seu jeito. Alivia o homem.

Mesmo em situações adversas, há em muitas regiões, este conceito de que nós homens não conseguimos suportar certo período sem atividade sexual. Há quem possa comentar e culpar que vivemos em uma comunidade machista, mas, neste caso em especifico, quem alimenta tal conduta foram elas mesmas.

Vi, faz alguns anos, um debate entre duas irmãs em que, o assunto era a irmã mais velha. Esta vivia entrevada sobre uma cama. Abaixo do pescoço não havia movimentos.

Naquela tarde, ela recebeu a visita do esposo que há meses não vinha visita-la. A indignação das irmãs, era que a do meio surpreendeu-os na prática de sexo oral. Única parte que ela poderia usar para satisfazê-lo, e quem sabe, dar a ela, o sentimento de que mesmo na situação atual, ele a desejava. Pura comiseração.

Não sei outros homens, mas, eu, quando grato, além dos elogios, com frequência a presenteio com chocolates, em especial, os meio-amargos que ela ama, e os brancos que ela morre de boca cheia.

Porém, constato, que quando ela está grata, alegre, satisfeita, feliz, a quantidade de sexo durante certo período é superior quando em outras situações, mesmo quando ela diz sentir mais amor, quando tem mais tesão, e ou por comiseração.

Eu aconselho: Faça sua companheira  alegre, satisfeita, grata e feliz. A recompensa é gratificante.

Se preferi, siga o conselho bíblico:

- Portanto, alegre-se com a sua mulher, seja feliz com a moça com quem você casou – Provérbios 5:18

Enquanto você viver neste mundo de ilusões, aproveite a vida com a mulher que você ama. Pois isso é tudo o que você vai receber pelos seus trabalhos nesta vida dura que Deus lhe deu. – Eclesiastes 9:9

Usando a Bíblia no Linguagem de Hoje.

A puta e a mulher

3 dez

Rogerão andou vagarosamente em direção ao balcão onde seu amigo tinha o olhar fixo no infinito como se não existisse ninguém no lugar.  Estava diante um corpo de alma ausente.

- Não entendo você! – disse Rogerão interrompendo aquele arroubo  – Se apaixou por esta puta que qualquer um come por vinte real?  Mermo assim você não chega junto?

- É diferente Rogerão! É diferente! – Exclamou ele – Mesmo que ela seja puta, não é apenas sexo que eu quero com ela. Isto é diferente, o que sinto por ela é diferente. Quando um homem ama, mesmo que ela seja puta, é dificil se declarar.

- Esse negócio de amor, é coisa de doido mermo. Ó você como fica quando ela passa!

- Pra você ver como é! Eu tenho sentimento por ela, e nunca tive coragem de dizer. As pessoas que sabem, agem assim iguais a você, zombam de mim, como se fosse a coisa mais fácil do mundo, dizer para uma mulher que ama. Vocês minimizam tudo, só porque ela vive ali do jeito que vive, e acham que eu devo ir lá, e pagar vinte reais, e que tudo se resolve. Queira Deus, que você nunca esteja em situação como a minha!

- E qual é o problema mermo?

- Ela vive como puta, mas, é uma mulher. Quando chega perto de mim, o meu coração dispara, não pela puta que é, mas pela mulher que vejo!

um homem, uma mulher; amor e sexo !

5 nov

Nem sempre sabemos resolver os problemas diversos que nos cercam. Em especial, sabemos opinar na vida emocional, sentimental, conjugal de todos os amigos e parentes, e no entanto, não sabermos resolver nossas pendengas.

- Não sei o que esse deus viu nesta mortal. Esse cara é o máximo, e casou-se com esta lambisgoia. Eu dou de 10 nessa zinha.

Os comentários dela sobre ele, procedem e fazem referências às qualidades dele. É jovem, bonito, estabelecido profissionalmente, capaz, talentoso, e sobre tudo, tem uma facilidade inacreditável com as palavras. Tem uma voz bonita e acolhedora. Este homem, é um abençoado.

O que se pode dizer dele, em todos os aspectos, não se pode atribuir a ela nem 5%. Uma desproporção. Porém, o que não se sabe, é como ela vive com aquele semi-deus. As vezes imaginamos que a vida dos outros em vários aspectos sejam melhores do que, a experiência e a vida que levamos, porque temos padrões de medidas diferentes. Medimos as pessoas por nossas medidas, testes e avaliações. Ignoramos que a medida dos outros diferem da nossa, exatamente no tamanho da medida, na qualidade dos testes, e nos métodos avaliativos.

- Você sabe que ele não pode fazer filhos nela?

- Não! Porque?

- A história dele é uma histórias triste desde a infância. Ele quase morreu. Vive hoje por um milagre da medicina. Dizem até que ele não tem o “negócio”! Que o negócio dele só serve para a função 1.

- O que é a função 1?

- Função 1 tonta, é pra dizer que o negócio só serve pra mijar! Não fica grande. Não fica duro… entendeu?

- Verdade? E como ela casou com ele? Foi enganada, só pode! Casar com um homem, mesmo que seja bonito, inteligente, e fantastico como ele é, mas, sem o “negócio”, não tem “negócio” não nega! É ruim hein? Esse negócio faz uma diferença danada!

Não foi necessário muita conversa para que a opinião e as medidas mudassem. Com tais informações, nenhuma delas queriam está na situação daquela outra, que há tão pouco, era imerecedora daquele semi-deus.

O amor não é entendido, e não, conseguimos explica-lo como se fosse uma matéria exata entre as tantas ciências exatas. O amor é inexplicável. O que eu não consigo fazer racionalmente, o amor, me faz aceitar e viver mesmo sem explicações lógicas.

Eu amo, ponto e pronto. Não tem mais explicações. Você nem merece, mas alguém te ama a ponto de sacrificar parte dela por você, e o máximo que você pode fazer é contranger-se por tamanho e quantidade de amor dedicados a você, que se julga imerecedor ou imerecedora.

Nalguns casos, alguns dentre nós, julgando-se imerecedor ou imerecedora, recusam-se a aceitar tal oferta de amor. Isto deixa alguns desorientados, doentes e feridos de morte. Não foi o caso e a situação dele. Ele sabia da sua incapacidade física de retribuir tamanho afeto abstrato e tão nobre sentimento. Ela sabia da incapacidade dele, porém, resignou-se e submeteu-se a sina deste amor incompreendido, e plenamente vivido, doado e dedicado.

Eu, no lugar dela, me questiono esta capacidade de amar, mas, relembrando umas velhas memórias, eu bem sei o que é este amor, e sei do poder que ele tem sobre quem ama nesta magnitude, comprimento, extensão e profundidade. É praticamente impossível resistir às ordens do amor!

O inferno, o paraíso e a motivação

16 set

Se um homem for enviado ao tormento milenar depois do sexo, passará nove séculos lembrando o último momento, e o último século, será motivado pela esperança de repetí-lo.

Se um homem for enviado ao paraíso depois que lhe negarem sexo,  qualquer paraíso, deixará de existir, pela lembrança deste último momento. Todo e qualquer fração de tempo, por menor que seja, será um milénio de tormento.

Uma outra Elizabeth, a Betinha!

12 set

No inicio da década de noventa, conheci uma jovem Elizabeth. Visitava-a pelo menos uma vez por semana para conversas diversas. Eram conversas longas.

Elizabeth aos 14 anos foi brincar com um revolver, e a tragédia ocorreu. O disparo atravessou seu corpo na altura do pescoço, e isto a impossibilitou de utilizar os membros inferiores. Entretanto, este evento, apesar de trágico, não a impediu de buscar o que sempre desejou.

Contrariando a vontade dos pais, amigos e familiares, todos os dias, iam para a escola. Formou-se no segundo grau, equivalente ao Nível Superior de hoje. Nesta época, era a maior graduação em diploma que se exigia no mercado de trabalho.

Ela era “amigada” com um “abestalhado”, como diziam por toda cidade. Ele sofria de algum tipo de demência. Tal condição o impedia de prosperar, evoluir, decidir, e ter um emprego. Juridicamente, poderia ser declarado incapaz.

- Sua família nunca aceitou o seu casamento hein?

- Adão, você é a única pessoa que diz que somos casados. Todo mundo aqui diz que somos amigados, amasiados. E minha família além de não aceitar, atrapalha. Eles não me entendem. Acham que eu mereço alguém melhor, mas, quem é melhor, não me quer!

- É uma situação complicada Betinha! Você encontra homens na sua situação com mulher, mas, é raro mulher em situação semelhante conseguir um homem.

- Você acha que eu nunca tentei um namorado normal, inteligente, capaz? Mas, nenhum deles me quisera. Eu achei esta criatura, que pelo que você vê, é assim, abobalhado, mas é um doce de marido. Faz tudo que eu quero!

- Você está satisfeita?

- Com ele?

- Com ele e com o seu casamento!

- Para as tarefas de homem ele é apto. Se eu pudesse teria um marido para cuidar de mim e da casa, mas não tendo, eu tenho este! E este me basta! Eu não posso me dá ao luxo, Adão!

- Ha! Ha! Ha! Ha!

- Você ri, NE!

- Achei engraçada a maneira como você falou dele.

- Veja bem Adão, ele cuida de mim, faz alguns mandados na rua, gosta de mim, é um touro, nunca me nega, não resmunga, não briga. Só é assim desligado do mundo, e é preciso ter paciência em explicar, ensinar, e esperar ele voltar para saber como é que deve fazer e falar.

- Eu vejo como a sua luta com ele! E as demais mulheres com os ditos normais, também não é? – Desta vez quem caiu na risada foi ela.

Ela tinha uma escola de datilografia. Era o cérebro. Ele a força. Ele a empurrava pela cidade. Pegava o peso. Ela recebia críticas diversas. Uma das críticas mais repetida, era a que ela aproveitava do doidinho. Sobre isto, ela comentou assim:

- Nenhuma mulher quis nada com ele. Ninguém nunca quis nada sério comigo. Éramos dois abandonados nesta cidade. Neste fim de mundo. Um dia, eu pensando comigo mesma, chamei a mãe dele, e mandei a proposta para ele. Ela conversou com ele, e mandou ele vir morar comigo, e desde então, eu sou a cabeça dele, e ele é minha força. Vivemos como podemos. Não casamos no cartório por que a lei não aceita. Não casamos na igreja porque o padre não compreende. Então, vivemos como Deus permite.

O casamento dela era assim, algo sublime. Ela tinha uma paciência com aquele homem. Mas como ela mesma dizia e repetia:

- Não foi o homem que eu queria e desejava quando jovem. Foi o homem que me sobrou. Foi o homem que eu pude ter e não o homem que eu pude escolher. E não culpo nenhum dos homens que eu quis não me querer. Eu sou maior do que isto!

Ela era educada. Culta. Inteligente. Batalhadora. Estudiosa. Lia filosofia. Estudava história. Ciências. Estudava a vida. Ela me mostrou coisas que até então nunca havia visto.

- Adão, veja bem! – Exclamava sempre – nós mulheres somos diferentes de vocês homens. Somos todos humanos. Mas, nós mulheres somos mais que humanos. Nós, mulheres, somos uma partícula de Deus. É através de nós que Deus se manifesta na vida e no amor. – Dizia sempre – Só Deus é mais do que nós. Só Deus consegue amar mais do que nós. Só Deus! – Repetia em profusão.

Ela falava dos homens cegos que tinha esposa para cuidar dele ser a luz dos olhos que ele não tinha. Homens aleijados. Homens surdos. Homens mudos.

- De todos os tipos e jeito, é possível que exista uma mulher que o deseja, que o auxilie, que o ame, mas, o contrario nem sempre é verdadeiro, porque o homem ama pouco. O homem é ligado ao que é físico, concreto, palpável.

Ela também reclamava. Reclamava por não ter conseguido sair daquela pequena cidade. Ela dependia das pessoas para se locomover. Ficou refém da vontade alheia, mas, sua mente era livre.

- Para as funções de homem, ele é bom.

Enquanto isto, ele ficava sentado num pequeno tamborete, olhando a sala e ouvindo o barulho das teclas.Ria de vez em quando. Conversava só. Depois das aulas a carregava nos braços.

- Sabe o que eu mais gosto! – Sussurrou certa tarde – É quando ele me pega no colo, não quando eu quero e peço, mas quando ele quer. Fico toda arrepiada, em pensar e saber que ele me deseja!

Honra e Amor

3 ago

Naquela manhã de sexta-feira de 1998, havia chegado mercadoria. Montar todas as máquinas e entregrar antes do escucer não seria tarefa rápida. Mesmo estando atarefado, chamei para a sala de montagem meu amigo, Flin. Apelido carinhoso pela enorme semelhança que ele tem com Fred Flintstones.

Nossas conversas nunca tiveram um tema principal. Havia dias que debatiamos ferrenhamente sobre algum tema filosofico, noutros dias, conversamos sobre futebol, biologia, quimica, física, astrologia, teorias diversas.

Naquele dia entretanto, ele contou-me parte de sua história, e assim me relatou, ainda que, não me lembre, o fio que o tenha levado a tal narrativa.

- Eu por exemplo, já levei diversas tapas na cara. Há uns dez anos, fui a um advogado e preparei com ele toda a papelada do divórcio, e levei para casa. Havia planejado tudo. Não estava mais suportando a vida de casado com Galega, e resolvi, mediante o planejamento, entrar com o divórcio. As crianças já estavam todas criadas. Não havia compromissos, ou planos futuros.

- Porque ela não aceitou, porque vocês continuam juntos até hoje!

- Não foi ela quem não aceitou. Foi a vida que me deu uma rasteira. Quando eu cheguei em casa com a papelada, encontrei ela chorando. E pensei: “ela já sabe! Bem que eu não poderia confiar naquele advogado!”.

- Ela sabia mesmo? Indaguei, enquanto apertava mais um parafuso.

- Não! Ela não sabia. Ela me disse em soluços, que ia morrer. Que os exames havia apresentados uns nódulos nos dois seios, e que eram malignos, que era preciso fazer o tratamento, e que o câncer ia matá-la.

- Complicado! E, a papelada? O que você fez com ela.

- Guardei, e tá lá até hoje mocofoiado. Naquele momento não tinha como apresentar para ela. Eu não iria abandoná-la naquele momento, naquele estado, nesta situação. Apesar de nosso casamento ter caido num marasmo, minha atitude pioraria a situação dela.

- Verdade. Atitude nobre a sua.

- Eu pensei: Se eu deixo-a hoje, seguindo os meus planos, deixarei a impressão que estou aproveitando a doença dela para cair fora. E, também, por uma questão de justiça para com ela, afinal, quantas vezes ela me auxiliou noutros momentos de dificuldades comigo, sem ter me abandonado.

- Seria ingratidão também!

- Passamos sete anos lutando contra a doença. Cuidei dela. Auxiliei. Fiquei junto. E, então, pude reaver aquela menina que me cativou quando jovem. Ela não tinha mudado. Eu é que não enxergava. Eu é que estava olhando para outros aspectos e coisas que me incomodava mais do que as coisas boas que ela me proporcionava. Foram minhas perspectivas que mudaram.

- O que por exemplo?

- Ela nunca foi dada a grandes coisas da vida. Sempre teve uma vida simples. Sempre se contentou com o pouco. Sempre foi sem maldade, sem malicia. Sem preocupações futuras. Uma pessoa atipica paras os dias de hoje. Se ela estiver, por exemplo, passando roupa, e lembrar de algo, ela deixa tudo, e vai fazer  o que lembrou, porque se deixar, mesmo que escreva num bloquinho de notas, ela não fará. Ela habituou-se a fazer, e a realizar, as tarefas urgentes, e não aquilo que julgamos ser o mais necessário.

- E depois da cura, porque não a deixou?

- Agora eu não quero mais larga-la. Minha honra, herdada de meu pai, me fez ver que o amor pode usar qualquer regra, qualquer lei para prevalecer. Eu pensava que não mais a amava, mas estava enganado. Eu pensava que ela não confiava mais em mim, mas, descobrir, que era eu quem não via a confiança que ela depositava em mim. Foi preciso esta doença para me mostrar que ela é importante para mim.

Tempos depois, ele foi igreja, apesar de ser ateu, e realizou o sonho dela: – casar-se na igreja, e receber as bençãos divinas através do padre. Ela agora diz que é uma mulher realizada, e completamente casada.

O Amor em definição!

21 jul

O amor, como palavra, tem sua origem no Latim. Em grego, amor é ágape, eros, filos e também stergos. Em nossa língua, só existe uma palavra para designar alguém que tem uma predisposição, um desejo intenso de querer bem a uma outra pessoa, e também, pode ser um desejo intenso por um animal ou coisa: AMOR.

Há quem não tenha “amor-próprio”, e outros que se derretem de “amor ao patrimônio artistico”, e as religiões se empenham para que a membresia pratique ao máximo o “amor ao próximo”.

Este sentimento de devoção absoluta a alguém, a algum ser, a uma coisa, nas palavras de Camões, “é um fogo que arde sem se ver,” e impulsiona diversos homens, mulheres, jovens, e velhos em prol de uma causa.

As mães se engraçam com o amor filial, e há quem diga:Amor, só de mãe!” 

O amor também desperta e provoca fortes atração física, quimica. Olavo Bilac poetizava com a palavra amor assim: “o amor me acalma e endouda, o amor me eleva e abate!” Alguns em situações semelhantes, e sem ter e saber  usar as palavras apenas dizem: estou louco de amor

Alguns loucos de amor, casam-se por amor“.  Hà quem confunde tudo, e parte de um amor passageiro quer e erra nos calculos, pois confundiram um amor de fogo de palha“, e assim, este amor torna-se uma desgraça ao casal.

Muitos casados tem aventuras amorosas, enquanto outros, dedicam todo amor, em veneração e amor a Deus. Este tipo de amor, se revela através da adoração, da veneração, do culto, da oração, e dedicação à divindade.

Entre amigos, há afeição, amizade, carinho, ternura, este é o amor entre amigos. Há quem morra por amor à verdade, amor à natureza, amor ao jogo.

O amor pode ser traduzido e entendido como zelo e carinho por alguém, ou por algum ser vivo. Assim temos o objeto do amor“.

O deus-grego do amor é o cupido. E há profissionais que trabalham por amor à sua obra.

Homens e mulheres, quando encantados subitamente, dizem: foi amor à primeira vista, ou seja, amor no primeiro encontro, e alguns, não percebem que não passa de um simples “amor carnal”, que fica satisfeito tão somente, com a relação sexual, isto também pode ser definido como amor-físico“.

O amor livre existe, mas, é raro e é rigoroso e vigorosamente perseguido por alguns religiosos, e é constratado pelo amor, representativo pelo casamento.

Não raro é o amor platônico“, que nenhum de nós fica livre na adolescência. Há aqueles e aquelas dados a “1.000 amores“, pois se entregam de todo o gosto, com o maior prazer, a qualquer que seja, cada um dos “1.000 amores”.

Atualmente, “fazer amor” é sinônimo de ter relações sexuais, copular.

Em momentos de dificuldades, há pedidos de caridade, de compaixão, de pena, usando a expressão: “Pelo amor de Deus

Os artista vivem “por amor à arte, amor ao seu dom, ao dote“, pois, mesmo não obtendo sustento com o dom, vivem desinteressadamente, e muitos oferecem gratuitamente o que tem, e podemos classificar tais pessoas como idealistas, que “vivem por amor de“.

Existe pessoa que é mesmo “um amor!” Estas pessoas, nos embalam em sonhos, em graça, em encantos, uma verdadeira coisa inexplicável. Estas pessoas, são simpáticas, bondosas,

O amor está em nossa volta, pois, “o amor está no ar

Baseado no dicionário Aurélio.

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