Corpo, Alma e Espírito

Fevereiro 22, 2008

A felicidade pode ser encontrada em atitudes simples

Arquivado em: Alma Humana, Relacionamentos, Vidas — by adaobraga @ 10:17 pm
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Estamos no período de Quaresma. Neste período, a família de Kátia tem por costume antigo, não comer carnes vermelhas às quartas e sextas-feira.

Hoje, ao invés de comprar o peixe, propus que fossemos comer num restaurante que nos preparesse um bom peixe frito.

Quando chegamos já haviam dois jovens à nossa frente, porém, nós haviamos feito a encomenda antes, então foi só sentar e receber a mesa pronta. Só estavam esperando.

Sou mesmo um tremendo observador da vida alheia. Me impressiona como a “valorização egoista” da “natureza egoista” impera nesta nossa geração. Fico perturbado em ver como alguns são inabeis, e até inaptos para resolver questões pessoais quando a questão é emocional. A truculência emocional, é usada com frequência.

Enquanto esperavam, o celular de um deles tocou três vezes. Em todas as vezes, aquele que recebeu a ligação, tentou explicar que um outro alguém não estava ali.

Quando este outro chegou, foi avisado: 

- “Sua mulher já ligou três vezes perguntando por você”.

Muitos, depois de casados, pensam que um relacionamento, se mantém tão somente a imposição do mais forte. Tolice!

Um relacionamento para ser profícuo, ambos, devem estar ligados, e lembrar sempre, que estabilidade não existe.

O que existe é o dinamismo, e que se deve estar aptos a improvisar, decidir, andar “juntos-separados-juntos-separados” para formar um conjunto e transformar a realidade de ambos.

Não demorou muito o celular tocou.

- É sua esposa! – Disse o amigo, e passou-lhe o celular. Saiu de perto dos amigos e foi conversar a uma certa distãncia. A conversa foi rápida. Logo voltou. Sentou-se e começou a comer.

A truculência que ele revelou, me transportou para o outro lado da linha, e me perguntei, como ela estaria reagindo. Fiquei apenas teorizando enquanto o ouvir dizer aos amigos:

- “Eu sou assim!” e também

- ”Se quiser viver comigo é assim!”

Demonstrando força e imposição, e energia em suas palavras. Pelo, que pudemos ouvir, ela estava preocupada com ele. Queria saber se ele estava bem.

É inacreditável, como existem pessoas que se entregam. Se martirizam. E depois reclamam que o casamento acabou. Que não deu certo. E dizem que o culpado é a instituição. Que casamento não presta! Que mulher é bicho complicado! Que homem são todos iguais. Etc. 

Se esquecem que a cada manhã somos diferentes. Que a cada manhã nosso caminho é diferente. A vida é dinâmica e os relacionamentos também. Decisões importantes são tomadas todos os dias. Transformações são inevitáveis. E que ambos são os agentes destas transformações. Ambos estão não fazendo o caminho enquanto caminham.

Já percebi, que muitos vivem seguindo manuais de relacionamentos. E tenho lido artigos do tipo:

  • 10 coisas que uma mulher nunca deve dizer a um homem;
  • 10 coisa que ele espera de você na cama;
  • 05 motivos pelos quais ele some

E por ai vai.

Num relacionamento, a entrega de ambos deve ser de forma proporcional e equacional. Devem reduzir as questões “emaranhadas, a pontos simples e claros, à semelhança dos matemáticos, para mais facilmente lhe achar solução.”

Não somos a melhor família do mundo. Não somos perfeitos. Temos diversos problemas. Enormes dificuldades nos cercam a cada dia, mas, enquanto estavamos aproveitando uma tradição antiga para estarmos juntos, eles estavam separados. Ela procurava meios de atraí-lo, ele impunha seu desejo sobre ela: “Se não quiser assim, vai te lascar” – disse.

Kátia comentou baixinho:

- Todos ali são casados. Todos tem filhos. Enquanto estão aqui neste banquete, deixa as esposas em casa com os filhos como se fossem elas as responsáveis por tudo.

As oportunidades de transformar nossos relacionamentos estão a nossa disposição. Hoje, está mais fácil. A felicidade pode ser encontrada em atitudes simples, em modo de vida simples: uma roça, uma cerveja num lugar qualquer; um riacho; sentarem juntos e verem um filme, uma novela; um banho juntos; uma piada; …uma troca de atividades,  uma louça lavada, uma roupa passada. etc.

Sabe o que vai acontecer?

Quando chegar em casa, ela vai estar tomada banho, cheirosa e fazendo mil e uma demonstração de que hoje terá uma terapia sexual para dar jeito neste dia que o casamento deles estava ruim. Porque é assim, que muitos resolvem algumas pendengas do dia-a-dia do relacionamento, até o dia, em que este evento não mais ter efeito sobre eles.

Homens deste tipo, sofrem e chora ás escondidas. Negam seus sentimentos. Suas emoções são mascaradas com a coragem. A coragem, é a arte de sentir medo sem que outros percebam.

Impõem às esposas a dura atividade de serem responsáveis pelo sucesso e fracasso do casamento. Não são honestos em admitir que não conseguem ser sinceros, que são eles os inaptos em externar sentimentos e principalmente que não assumem suas inseguranças. 

Preferem ir almoçar com os amigos do que dar explicações e pedir desculpa ou perdão quando está errado.

Exploram o medo do fracasso, muito comum, nalgumas mulheres. Esse medo é explorado, porque, a maioria das mulheres sabem da cobrança social sobre elas. Sem dúvidas, é sobre elas que recaem a culpa de um relacionamento fracassado.


Outubro 17, 2007

Desde quando?

Arquivado em: Relacionamentos — by adaobraga @ 2:17 am
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Esta semana foi intensa. Muito se aconteceu. Muita adrenalina. Mas, tive que lembrar de meu professor Carlos, e uma conversa que tivemos numa sexta-feira qualquer do passado!

- Professor Carlos, eu já não quero mais ficar ouvindo as pessoas reclamarem de suas vidas.
- Olha Adão, se elas te procuram é porque você tem algo que lhes falta.
- O que?
- Alguém que as ouça! Que dê atenção a elas.
- Certo! Tenho 22 anos, e tenho que ficar ouvindo pessoas que deveriam estar me dando conselhos?
- A vida é assim. Nem todos temos a maturidade necessária para resolver nossas questões, as vezes precisamos de outras pessoas nos auxiliando.
- Tá e eu? Quem vai ouvir minhas lamentações?
- É um problema… mas você tem que saber, que esse caminho é muito solitário, e você terá que aprender duas coisas: Você ouvirá as pessoas, e não poderá falar do assunto delas para ninguém…
- Quer dizer que não terei ninguém para me ouvir!
- Não! Não é isso, quando você orar Deus te ouvirá; e quando você meditar Deus falará com você.

Pois então, eu reencontrei uma amiga. E lá veio ela com suas lamentações e problemas. Ouvi-a. Eu gosto dela. Uma pessoa maravilhosa. Lembro que foi uma das pessoas que mais me levou a sério.

Certa vez ela me ouviu dizer, que se todo cristão, adotasse uma criança necessitada, em pouco tempo, não haveria necessidade de as igrejas sairem para pregar o evangelho, para aqueles que cresceriam sem conhecer o evangelho. Ela então acreditou nisso, e adotou uma criança.

Esta amiga queria conselhos quanto ao casamento dela. As reclamações de sempre.

- Ele vai para o bazinho e fica com os amigos

Querida, os homens são assim mesmo. A maioria de nós precisamos nos reunir, e também ficar longe das neuras femininas. Ficar em casa sempre, é torturante.

Você exige que ele fique em casa. Então começa a reclamar que está tudo uma bagunça, que a casa não fica arrumada, que tá tudo fora de lugar, etc. – É! ele bagunça mesmo – Disse ela!

Por outro lado, ele só ficará em casa, até vocês fazerem sexo. Você vai reclamar que ele é interesseiro. Ai você pensa em “dar”, apenas no fim do dia, ai ele sai, e só volta no fim do dia, sem esperança alguma.

- E o que ele vai fazer no bazinho? – Quis saber! – Bem na maioria dos casos, tomar uma cerveja, jogar uma sinuca, bater um dominó e conversar com os amigos e pode crê: mentir sobre a atual situação deles. Muitos, contam as maiores vantagens da esposa. Mas todos sabem que é mentira. Uns dirão que a mulher dele é sensual, gostosona e que todo dia “dá uma”… Pura ilusão, é só uma idealização da fêmea perfeita.

- Adão, você está acabando com o casamento.
- Não! Estou apenas, dizendo como são os casamentos.

As mulheres reclamam dos maridos. Os maridos reclamam das esposas. Porém, quando estão separados, uma grande maioria é só elogio, só falam bem. Só mesmo em relações conflitantes, e há muitos, que a conversa descamba para a baixaria.

- E como eu faço para ele ser companheiro, atencioso, carinhoso?
- Faça sexo com ele todos os dias!
- Quer dizer que é só sexo, sexo, sexo e sexo!
- Só!

Amiga! Os homens, desde que passam pela puberdade, todos os dias, até o fim de sua carreira, eles estão aptos ao sexo. Já as mulheres, em conformidade com a natureza, em sua mairia, só estão prontas ao sexo uma vez no período. Cabe ao marido, aproveitar bem o periodo.

- E, o prazer? Quer dizer que a mulher não precisa do prazer não?
- O orgamos feminino, talvez tenha sido uma descoberta de alguém muito curioso.
- Como assim?
- Alguém desejou saber, se era possível, as mulheres terem o mesmo tipo de prazer que os homens. Então, começaram a investigar, mexer, futucar, acariciar, provocar, até descobrir que o que ocorre no homem, se for repetido numa mulher por algum tempo, elas também podem, ai, assim que divulgaram isto, todas querem, mas antes, se dizia que o maior prazer para uma mulher era ter filhos….

Ela ficou contrariada. Mas, meus conselhos foram breves e curtos. Ela ria muito. Ela é muito romântica e saudosista.

- Adão, eu já vou fazer 40 anos, não tenho mais o vigor que eu tinha quando eu conheci ele não… se for pela cabeça dele, é todo dia, é de manhã, a tarde e a noite… Ele me procura todos os dias…
- Humm! Eu te garanto, que se ele ficar satisfeito, deixará você quieta. Ele te procura todos os dias, porque nós homens somos animais de laboratório.
- Não entendi!
- Tem-se a certeza que vai ter, mas não sabemos quando, então, vamos por tentativas. Tentamos todos os dias.
- Sim, mas porque tenta no outro dia?
- Ai, já começou outro período.

Uma mulher querida, acha graça num jantar a luz de vela. Um homem, é capaz de chegar lá, e pensar: Pôxa! as velas servem pra tudo mesmo. Se pode ver velas em jantares românticos, em velórios, em igrejas, em terreiros de macumba, em homenagem a santos, como em rituais macrabros… as velas servem para tudo mesmo… então é isso!

- Como assim Adão?
- As velas, amiga servem para iluminar um jantar, e serve para um velório… não é magnifico a utilidade de uma vela… e as mulheres o que ela vê num jantar a luz de vela: a beleza da penumbra.

- E o amor no casamento? O que você acha?
- Uma merda! Hoje se acabam muitos casamentos dizendo que não se tem amor. Os homens não casam por amor, casam para ter sexo. As mulheres dão sexo para terem amor… é tudo assim muito contraditório. Mas, há casamentos que não tem sexo, não tem amor, não tem nada que segure… eu nem sei porque se juntaram algum dia, acho que foi só para brigarem.

- Mas, você não ama Kátia, não?
- Amor e sexo não tem nada a ver.
- Mas, você estão sempre juntos?

- Estratégia minha. Se ela, pensar que eu a amo, que sou companheiro, que sou cumplice, que estou sempre com ela, tem mais sexo… então, eu faço tudo isto.
- Adão! Você não vale nada!

- Amiga, eu sou homem, agora, procuro tirar proveito do que conheço e tento me adaptar a situações. Se eu tenho o que quero assim, assim vivo.
- Vocês são o tipo de esposo e esposa amigos?
- Não! No dia que ela for minha amiga, eu vou embora?
- Porque?

- Porque eu não faço sexo com minhas amigas. Esposa tem que ser esposa, mulher e amante. E eu tenho que ser marido, homem, amante e conquistador. Todos os dias, senão não tenho sexo.
- E você tem sexo de quanto em quanto tempo?
- Não tem regra não! Se tiver que ter a semana inteira tem… as vezes passa 8, 10, 15 dias sem nada… mas isso não muda nada não.
- Ôpaí, tá vendo que você é diferente!
- Num sou não… é que quando as coisas acontecem, acontecem, não é obrigação não… é um conquista, um jogo de interesse.

Por fim:

Depois de mais de duas horas de conversa, ela ainda me saiu com esta:
- É, hoje, vai ter festa lá em casa… ele tava de castigo, vou acabar com o castigo dele hoje.
- E ele tava de castigo porque?
- Porque uma amiga me disse que viu ele com uma mulher na garupa da moto. Ai eu dei o castigo para ele, e até tirei a aliança, e tem oito dias, que estamos dormindo em quartos separados…
- Humm…
- E ele sabe que você está sem aliança?
- Não, sei não!


Outubro 2, 2007

O poder do dinheiro nas relações.

Arquivado em: Alma Humana, Relacionamentos — by adaobraga @ 5:31 am
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Eles estavam casados há dez anos quando os conhecemos. Eram agradáveis e demonstravam alegria e felicidade quando os visitavamos, quase todas as sextas-feira.

Ela estudava e ele custeava-lhe todas as despesas. Ela precisava da ajuda dele para as atividades domésticas, ele as realizava. Mas, a vida, “a vida é uma caixinha de supresas, e numa bela manhã de sol” ele ficou sem emprego.

Acabou o dinheiro da poupança. E, nenhuma empresa o contratava. Ela já estava devidamente diplomada e devidamente contratada, por conhecimento e influência dele na cidade. Ele, com problemas de saúde não podia mais, exercer a profissão. Precisava moldar-se a nova realidade, mas, até que isso acontecesse, passou longos quatro ou cinco anos ouvindo-a reclamar, murmurar e destrata-lo.

- Convidar pessoas pra comer aqui em casa? Você tá doido? É você que faz feira? É você que tá sustentando a casa?

Depois de ouvi-la falar assim, afastamos. Há pelo menos 8 anos que não entramos na casa deles. Ainda que, agora, exista uma outra realidade. Na época aconselhei-o a mudar de ramo, procurar uma outra profissão. Agora, ele trabalha num municipio vizinho. Ela anda toda sorridente, e voltou ter afeto, amor e atenção por ele.

Enquanto, ela reclamava dele, ele reclamava dela.

- Adão, como é que uma pessoa pode ser tão ingrata? Como é que essa mulher esquece do que fiz por ela? Ela é hoje, o que eu pude fazer por ela. Eu a incentivei. A ajudei nos trabalhos. Paguei-lhe tudo. Nunca a abandonei, e agora que ela tá colhendo o fruto, não pode ter paciencia? Não pode ajudar-me agora que preciso, sem remoer, sem jogar na cara?

Por pouco não separaram.

Entretanto, a situação é mais comum do que se pensa. Há tempos que venho observando o comportamento de uma velha senhora, daqui da cidade, e minha vizinha.

Já são casados por longos anos. Talvez, já estejam pra fazer 60 anos de casados. O filho mais velho, já passa dos 45, e o comportamento dessa senhora, que já recebe uma aposentadoria é muito cruel com o esposo.

Ele trabalha arduamente. Paga as contas da casa. No entanto, a maioria dos filhos moram lá, e são as mulheres (todas tem renda), quem faz as compras do mês.

Entretanto, entre as responsabilidades imposta a ele, estar o açougue. Caso, nalgum dia, ele não comprar a carne, o frango ou peixe, ela providencia tudo para as filhas, para um filho que nada faz, e para ele, serve feijão, farinha e arroz.

Ela promete mudar o tratamento com ele, no dia em que ele tiver uma renda mensal, e puder ajudar mais nas despesas da casa. O interessante, é que, ela só é aposentada porque utilizou os documentos e informações da pequena propriedade rural da família deste que ela humilha, zomba e maltrata.

As vezes chego a pensar que quem estava certa, era a Cyndi Lauper quando canta:

“Money changes everything
Money, money changes everything
We think we know what we’re doin’
That don’t mean a thing
It’s all in the past now
Money changes everything”

O dinheiro não muda as pessoas, apenas, revela seus interiores. E, esta revelação ocorre quando se tem dinheiro, ou quando falta dinheiro. Na abundância, as pessoas querem bem a você. Na crise, você sabe quem foi sincero!

Veja também isso: Dinheiro não trás…

Creem até hoje, que a fidelidade ao voto matrimonial só é quebrado com a relação sexual ilicita, mas, isto é adultério. Infidelidade é outra coisa. Neste caso, são infieis ao voto feito, que amariam um ao outro na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza. Mas, o dinheiro muda tudo. ” Money Changes Everything”


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