Corpo, Alma e Espírito

Novembro 5, 2008

um homem, uma mulher; amor e sexo !

Nem sempre sabemos resolver os problemas diversos que nos cercam. Em especial, sabemos opinar na vida emocional, sentimental, conjugal de todos os amigos e parentes, e no entanto, não sabermos resolver nossas pendengas.

- Não sei o que esse deus viu nesta mortal. Esse cara é o máximo, e casou-se com esta lambisgoia. Eu dou de 10 nessa zinha.

Os comentários dela sobre ele, procedem e fazem referências às qualidades dele. É jovem, bonito, estabelecido profissionalmente, capaz, talentoso, e sobre tudo, tem uma facilidade inacreditável com as palavras. Tem uma voz bonita e acolhedora. Este homem, é um abençoado.

O que se pode dizer dele, em todos os aspectos, não se pode atribuir a ela nem 5%. Uma desproporção. Porém, o que não se sabe, é como ela vive com aquele semi-deus. As vezes imaginamos que a vida dos outros em vários aspectos sejam melhores do que, a experiência e a vida que levamos, porque temos padrões de medidas diferentes. Medimos as pessoas por nossas medidas, testes e avaliações. Ignoramos que a medida dos outros diferem da nossa, exatamente no tamanho da medida, na qualidade dos testes, e nos métodos avaliativos.

- Você sabe que ele não pode fazer filhos nela?

- Não! Porque?

- A história dele é uma histórias triste desde a infância. Ele quase morreu. Vive hoje por um milagre da medicina. Dizem até que ele não tem o “negócio”! Que o negócio dele só serve para a função 1.

- O que é a função 1?

- Função 1 tonta, é pra dizer que o negócio só serve pra mijar! Não fica grande. Não fica duro… entendeu?

- Verdade? E como ela casou com ele? Foi enganada, só pode! Casar com um homem, mesmo que seja bonito, inteligente, e fantastico como ele é, mas, sem o “negócio”, não tem “negócio” não nega! É ruim hein? Esse negócio faz uma diferença danada!

Não foi necessário muita conversa para que a opinião e as medidas mudassem. Com tais informações, nenhuma delas queriam está na situação daquela outra, que há tão pouco, era imerecedora daquele semi-deus.

O amor não é entendido, e não, conseguimos explica-lo como se fosse uma matéria exata entre as tantas ciências exatas. O amor é inexplicável. O que eu não consigo fazer racionalmente, o amor, me faz aceitar e viver mesmo sem explicações lógicas.

Eu amo, ponto e pronto. Não tem mais explicações. Você nem merece, mas alguém te ama a ponto de sacrificar parte dela por você, e o máximo que você pode fazer é contranger-se por tamanho e quantidade de amor dedicados a você, que se julga imerecedor ou imerecedora.

Nalguns casos, alguns dentre nós, julgando-se imerecedor ou imerecedora, recusam-se a aceitar tal oferta de amor. Isto deixa alguns desorientados, doentes e feridos de morte. Não foi o caso e a situação dele. Ele sabia da sua incapacidade física de retribuir tamanho afeto abstrato e tão nobre sentimento. Ela sabia da incapacidade dele, porém, resignou-se e submeteu-se a sina deste amor incompreendido, e plenamente vivido, doado e dedicado.

Eu, no lugar dela, me questiono esta capacidade de amar, mas, relembrando umas velhas memórias, eu bem sei o que é este amor, e sei do poder que ele tem sobre quem ama nesta magnitude, comprimento, extensão e profundidade. É praticamente impossível resistir às ordens do amor!

Abril 20, 2008

Queria poder!

Arquivado em: Alma Humana, Pessoal, Vidas — by adaobraga @ 8:28 pm
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Vivemos neste mundo, e digamos, muitas vezes a contra-gosto, pois não temos a opção de sair, de desistir, sem que estejamos violando regras, que nos são impostas. Qualquer desistência, também é derrota. Qualquer recuo, é fraqueza, e temos que viver sempre no fio da navalha.

Há dias, em quê, eu gostaria dizer:

- Eu quero sair!


Janeiro 10, 2008

Parâmetros da vida!

Arquivado em: Aleatórios — by adaobraga @ 12:14 am
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Estamos todos em missão. E digamos, missão dificilima de sermos livres, sermos felizes. Temos que ser livres, e por isso, somos também forçados a darmos certos.

Quando alguma das nossas tarefas, de nossas lidas, de nossos afazeres não cumpre o seu propósito, somos levados a pensar e agir com depressão, com irônia, com desprezo, e até mesmo nos invalidando.

Desde que disseram que viviamos numa sociedade democrática, e que todos somos livres, esqueceram-se de nós. Ninguém quer saber se você tem comida, se você tem roupas, dinheiro para quitar a água, a luz, o telefone. Ficam apenas ditando regras para  vivermos assim, desse jeito, fazendo isto e não aquilo, falando, andando, agindo de tal maneira, que inevitavelmente, seremos felizes, seremos pessoas amadas e amantes, ainda que você não seje, e não conheça ninguém nesta situação. Isso é uma utopia.

Desde quando ser “Livre” é tão importante quanto ter onde morar? Desde quando, ser livre, para ir e vir, é mais importante do que ter o que comer? Desde quando, ser livre, é melhor do que ter o necessário, para não se preocupar com o dia de amanhã? Eu preferiria ser um escravo, com todas as necessidades supridas do que ser um homem livre, como hoje, e não ter nada, ou ter a obrigação de providenciar tudo.

Como homem livre, tenho grandes responsabilidades que não gostaria de ter, se me fosse perguntado antes. Essa tarefa de preservar os bons costumes, criar valores, educar filhos para a democracia, criar cidadãos honestos, integros, morais, não é uma tarefa fácil.

Estes valores, e este papel de criar valores, dirigir a vida para que os outros possam olhar pela janela e inspirar em meus exemplos, e modo de vida, fazer o mesmo, ou simplesmente, morrer de inveja, não é o mehor modo de se aproveitar esta breve existência.

Somos “obrigados a viver” uma realidade, uma vida fantasiosa, dramatica, quando na verdade queremos apenas ter uma vida sem grandes saltos, sem planos mirabolantes, sem grandes surpresas, nos vestindo, comendo, bebendo, e ter um ou dois dias para não fazer nada.

Quando é que descobrirão, que não existe a mulher perfeita? Quando saberão que o homem dos seus sonhos, está dentro dos seus sonhos? E que a felicidade, por começar com FÉ, depende mais de você do que de nós outros?


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