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Quando eu estiver falando, PRESTE ATENÇÃO!

14 abr

Faz muitos dias que quero escrever um certo texto no entanto, não tenho encontrado palavras para expressar os meus sentimentos. É que as vezes, ainda que eu perceba, e ou muitas vezes eu fique exposto ao evento, me falta condições ou meios de explicar a antipatia que tais circunstâncias, que tem se repetido nos últimos anos, tem provocado em mim, um emudecimento antes certas pessoas com quem tenho forte relacionamento.

Não é porque eu sou chato apenas. É falta de educação. É falta de atenção. É falta de consideração às pessoas, não apenas comigo. É um comportamento que acho estranho. Porém, que tenho que conviver. Vou explicar o que me aconteceu, faz poucos minutos. Estávamos voltando da casa de minha sogra, e eu contava um causo às pessoas que me acompanhavam. E, no meio de uma das frase e antes de eu terminar de contar o que eu vinha contando, uma pessoa interrompeu a conversa com outro caso. E disse a todos nós:

- Viu ali aquela antena? Pois, é a pessoa mal ganha para sustentar a casa, e paga TV por assinatura.

Então as pessoas ali presentes, todas – menos eu – voltaram e deram atenção para o assunto. E, o que eu falava simplesmente foi ignorado. Tocaram adiante os demais comentários, e tentaram me puxar para o assunto, que para mim, é de pouco valor. O que é que eu tenho a ver com a vida de quem paga TV por assinatura? Aqui em minha volta há muitíssimas pessoas que assim agem. E eu, tenho reagido de um jeito só: tenho ignorado. Algumas pessoas, raríssimos casos, voltam a atenção a mim: E ai Adão o que você estava dizendo? – Esqueci! Não lembro mais!

Além de me senti ignorado, sinto-me incapacitado de ensinar a estas pessoas o significado de certos valores: educação, atenção, solidariedade, relacionamento, regras sociais, conceitos de comunicação: emissor, mensagem, feedback […]

Vi, algo parecido acontecer recentemente no programa Big Brother. Havia uma mulher conversando na beira da piscina com outros participando e ela foi completamente ignorada, mas continuou a falar, mesmo sem estarem prestando atenção. Nem faziam questão de demonstrar que a ignorava. E, eu sei como é. Quando há motivos para a pessoa me ignorar, eu entendo e aceito o posicionamento dele em relação a mim. Mas, não existindo, bem, não existe uma explicação.

O ruim é que pessoas estranhas nos ouvem e nos dão atenção mais do que as pessoas mais próximas. Pessoas que esporadicamente se relacionam comigo, dão credibilidade e agem de forma diferente do que as pessoas mais intimas, mais familiares. Ou seja, é um comportamento, que as vezes, vejo acontecer com pessoas estranhas, mas, que é mais observável entre as pessoas mais próximas a nós.

Quando eu era menino, me foi ensinado e me era exigido, que quando um burro fala, os outros … aqui este ditado é muito repetido, mas, não respeitado por quem exige. É como se a regra aqui fosse: Quando você estiver falando, não me importo e não tenho que prestar atenção,  mas, quando eu falar: PRESTE ATENÇÃO!

A vida, a religião, a filosofias e a mitologia de cada qual

28 ago

Somos seres que sabendo ou não, conhecendo ou não, que expressamos nossos conceitos, nossos preceitos, nossas regras, nossos princípios morais e éticos aos demais. As formas e maneiras de expressões é que variam. No entanto, e isto nos diferem de outras raças no mundo, pensamos e agimos de forma análoga e as vezes caóticas.

Este comportamento tão humano as vezes é replicado quando tudo está bem de forma diversa e constante através de histórias, de exemplos, de analises. Do outro lado, quando se sabe que outros semelhantes estão em situação não bem, não agradável, é natural ir ao encontro destes semelhantes para auxiliar-lhe numa maneira de viver, numa maneira de proceder tal que se poderá ser feliz e viver sem dor, sem sobressalto, viver sem sofrimento. Nem sempre se consegue.

Há algumas pessoas que não sabem expressar em palavras ou em exemplos conceitos filosóficos, conceitos e modos de se viver. É interessante como se tentam ao menos de forma desastrada querer replicar uma maneira eficaz ou eficiente de bem viver, quando tudo está bem, quando não se tem sobressalto, e as vezes, quando se consegue ignorar  as fortes emoções que a vida nos proporciona através da morte, da dor, do sofrimento, do amor, da fé, das emoções, das situações adversas.

- Fé e Religião: Antes de tudo, é importante não confundi as definições. Fé não é religião. E ter religião não é o mesmo que ter fé. Você tem fé, e não está ligado a nenhuma religião. Há até uma relação de união entre fé e religião. Afinal, se pensa logo que todos os religiosos tem fé nos dogmas, doutrinas e nas entidades sagradas de sua religião.

Na teologia, fé é primeira das virtudes. Na definição do apóstolo, fé é um dom de Deus. Muitas  pessoas querem e pensam que nosso sofrimento é por falta de fé. Não me acostumo com algumas frases que me falam ao longo dos dias: tenha fé! É uma das mais comuns. Tal frase já nem surte tanto efeito em mim. Afinal, o que percebo é ela sai automaticamente. Algumas mais incisivos querem apontar uma relação inexistente de causa e efeito. – Você sofre por que a sua fé é pouca. Você não prospera por que a sua fé diminuiu.

Por outro lado é também comum a certas pessoas a expressão: não existe pessoa neste mundo que tem fé igual a minha. Certamente não é falta de fé. Talvez humildade e modéstia.

- Fé e Igreja: pessoas pensam e advogam que o sofrimento é por não se ir a uma igreja. Estas pessoas certamente confunde ter fé com freqüentar reuniões religiosas. Nenhuma relação há entre a fé, e pertencer a um grupo religioso. Garanto que uma grande porção de humanos já freqüentou algum tipo de reunião religiosa em que não se cria, em que não se mantinha fé no que ali era ensinado.

Esta semana nos veio aqui uma meia-parente e disse-nos que sabia por que estamos em situação adversa: É que foi revelado lá na igreja que uma família estava sofrendo uma maldição por que se recusava a ir naquela igreja. – Disse ela. Mas, por que raio de relação e função composta ou inversa, ela chegou a conclusão que a tal revelação era uma referência a nós? As pessoas são assim. As vezes criam um elo onde não existe. Constroem uma união de causa-efeito, onde nem sempre há.

Estamos bem quanto a fé. Estamos bem quanto nossos princípios religiosos. Só temos alguns pontos divergentes quanto aos agrupamentos religiosos. No entanto, sabemos do valor da igreja, da religião e da fé. Sem confusão. Sem discussão.

- Dinheiro e Saúde: Steve Jobs está doente. Reinaldo Gianechini também está doente. Um é rico, inteligente, e uma das mentes mais brilhante do mundo da tecnologia. O outro, é famoso, bonito e também rico. Inevitavelmente se comentam sobre as pessoas nestas condições e que caem em doença. 

O que me incomoda nestes casos, são os argumento que se usam. Muitos saem dizendo: “De que adianta ter tanto dinheiro sem saúde?”. Tal questão leva a conclusão equivocada de que ter dinheiro e ter saúde são auto excludentes. Ou que é proibido se ter saúde e dinheiro. E também, que as pessoas ricas, famosas, brilhantes abririam mão do dinheiro, da riqueza, da fama, se pudessem optar em ter estes e ter uma vida saudável.

Ter dinheiro não necessariamente provoca e leva as pessoas a perderem a saúde. Fato é que muitos perdem a saúde pelo dinheiro, e depois gastam todo o dinheiro obtido para ter saúde. No entanto, não é verdade que se queiram trocar a riqueza por saúde. A ideia inicial é de que se abre mão de toda e qualquer fortuna para se ter saúde.

Infelizmente a vida é muito incerta. O momento (não o dia) de morrer de cada um pode estar muito mais próximo do que se imagina. Algumas pessoas morrem depois de anos lutando contra doenças. Outras morrem saudáveis. Morrem sem nunca terem adoecidos. Morrem ricos e saudáveis. Milhares morrem saudáveis, jovens e pobres. Outros morrem pobres, debilitado por doenças, e sem ter certos confortos que o dinheiro proporcionam.

Não é verdade a relação: De que adianta ter tanto dinheiro sem saúde. Não é uma relação válida. Não é que as pessoas escolheram ter dinheiro e não ter saúde. E que se trocariam a toda fortuna por saúde.

Se você tivesse a oportunidade de viver 50 anos rico(a), poderoso(a), com condição, e com uma  trajetória brilhante, e marcante na história humana, você trocaria por 100 anos incógnito, pobre e saudável?  Isto também vai depender do que se fará nos 100 anos.

Doença e falta de Deus: Para algumas mentes é inevitável esta relação: Se esta doente, se falta dinheiro, se passa por dificuldade: é falta de Deus na vida! Se a a violência, se mortes hedionda, se algum tipo de crimes ocorre, se alguém foi seqüestrado. Se alguém foi morto(a) de forma cruel… o diagnóstico rápido e certeiro: É FALTA DE DEUS. Nunca se atribui a condição humana a culpa. Não é por que nós humanos somos assim. Não é por que somos violentos. Destrutivos. Incontroláveis. Indomáveis. Insaciáveis. E também desconhecidos em ações, métodos, pensamentos. Inacessíveis em explicações filosóficas, teológicas, psiquiátricos, psicológicos, matemáticos, ou qualquer tipo de ciência moderna ou antiga. O profeta Jeremias afirmou e inquiriu muito tempo antes de Jesus: “Quem pode entender o coração humano? Não há nada que engane tanto como ele; está doente demais para ser curado.”

Depois de morto: Para finalizar, não posso deixar de comentar o fim de todos nós. A morte. É curioso como algumas pessoas mudam de opinião e como se opina de forma semelhante em relação a quem morreu. Evidente que todos temos ideia, e todos queremos que nossos entes queridos estejam num lugar legal, bonito, lindo depois que passou por aqui. Fato é que mesmo que se tenha vivido de forma regalada aqui. Se viveu bem. Se viveu mal. Se viveu plenamente. Não importa! Fato é que a frase: TENHO CERTEZA DE QUE FULANO(a) ESTÁ NUM LUGAR MELHOR, é mais falada.

Bom! Eu entendo a frase. Ninguém volta da morte. E este silêncio. Esta falta de informação parece contribuir com esta ideia.Se morreu, não importa a religião, o credo, a maneira como se viveu: ESTÁ NUM LUGAR MELHOR.

Porém, já pensou na hipótese de que a mitologia Grega esteja correta nesta questão, e que, lá onde se está, domínio de Hades – O irmão de Zeus – ninguém possa sair? Ninguém consegue voltar? É uma hipótese!

“De eu para você!”

5 jun

Nestes últimos dias, não tenho sido para você, como gostaria de ser, e de mostrar e demonstrar a pessoa que sou e gosto de ser por mim e para você.

Sinto muito por isto!

Eu só  tenho que pedi desculpas por não consegui isto. Por não conseguir ser esta pessoa que eu mesma gosto de ser e que te faz ficar feliz!

Desculpe-me!

 

Parâmetros da vida!

10 jan

Estamos todos em missão. E digamos, missão dificilima de sermos livres, sermos felizes. Temos que ser livres, e por isso, somos também forçados a darmos certos.

Quando alguma das nossas tarefas, de nossas lidas, de nossos afazeres não cumpre o seu propósito, somos levados a pensar e agir com depressão, com irônia, com desprezo, e até mesmo nos invalidando.

Desde que disseram que viviamos numa sociedade democrática, e que todos somos livres, esqueceram-se de nós. Ninguém quer saber se você tem comida, se você tem roupas, dinheiro para quitar a água, a luz, o telefone. Ficam apenas ditando regras para  vivermos assim, desse jeito, fazendo isto e não aquilo, falando, andando, agindo de tal maneira, que inevitavelmente, seremos felizes, seremos pessoas amadas e amantes, ainda que você não seje, e não conheça ninguém nesta situação. Isso é uma utopia.

Desde quando ser “Livre” é tão importante quanto ter onde morar? Desde quando, ser livre, para ir e vir, é mais importante do que ter o que comer? Desde quando, ser livre, é melhor do que ter o necessário, para não se preocupar com o dia de amanhã? Eu preferiria ser um escravo, com todas as necessidades supridas do que ser um homem livre, como hoje, e não ter nada, ou ter a obrigação de providenciar tudo.

Como homem livre, tenho grandes responsabilidades que não gostaria de ter, se me fosse perguntado antes. Essa tarefa de preservar os bons costumes, criar valores, educar filhos para a democracia, criar cidadãos honestos, integros, morais, não é uma tarefa fácil.

Estes valores, e este papel de criar valores, dirigir a vida para que os outros possam olhar pela janela e inspirar em meus exemplos, e modo de vida, fazer o mesmo, ou simplesmente, morrer de inveja, não é o mehor modo de se aproveitar esta breve existência.

Somos “obrigados a viver” uma realidade, uma vida fantasiosa, dramatica, quando na verdade queremos apenas ter uma vida sem grandes saltos, sem planos mirabolantes, sem grandes surpresas, nos vestindo, comendo, bebendo, e ter um ou dois dias para não fazer nada.

Quando é que descobrirão, que não existe a mulher perfeita? Quando saberão que o homem dos seus sonhos, está dentro dos seus sonhos? E que a felicidade, por começar com FÉ, depende mais de você do que de nós outros?


Desde quando?

17 out

Esta semana foi intensa. Muito se aconteceu. Muita adrenalina. Mas, tive que lembrar de meu professor Carlos, e uma conversa que tivemos numa sexta-feira qualquer do passado!

- Professor Carlos, eu já não quero mais ficar ouvindo as pessoas reclamarem de suas vidas.
- Olha Adão, se elas te procuram é porque você tem algo que lhes falta.
- O que?
- Alguém que as ouça! Que dê atenção a elas.
- Certo! Tenho 22 anos, e tenho que ficar ouvindo pessoas que deveriam estar me dando conselhos?
- A vida é assim. Nem todos temos a maturidade necessária para resolver nossas questões, as vezes precisamos de outras pessoas nos auxiliando.
- Tá e eu? Quem vai ouvir minhas lamentações?
- É um problema… mas você tem que saber, que esse caminho é muito solitário, e você terá que aprender duas coisas: Você ouvirá as pessoas, e não poderá falar do assunto delas para ninguém…
- Quer dizer que não terei ninguém para me ouvir!
- Não! Não é isso, quando você orar Deus te ouvirá; e quando você meditar Deus falará com você.

Pois então, eu reencontrei uma amiga. E lá veio ela com suas lamentações e problemas. Ouvi-a. Eu gosto dela. Uma pessoa maravilhosa. Lembro que foi uma das pessoas que mais me levou a sério.

Certa vez ela me ouviu dizer, que se todo cristão, adotasse uma criança necessitada, em pouco tempo, não haveria necessidade de as igrejas sairem para pregar o evangelho, para aqueles que cresceriam sem conhecer o evangelho. Ela então acreditou nisso, e adotou uma criança.

Esta amiga queria conselhos quanto ao casamento dela. As reclamações de sempre.

- Ele vai para o bazinho e fica com os amigos

Querida, os homens são assim mesmo. A maioria de nós precisamos nos reunir, e também ficar longe das neuras femininas. Ficar em casa sempre, é torturante.

Você exige que ele fique em casa. Então começa a reclamar que está tudo uma bagunça, que a casa não fica arrumada, que tá tudo fora de lugar, etc. – É! ele bagunça mesmo – Disse ela!

Por outro lado, ele só ficará em casa, até vocês fazerem sexo. Você vai reclamar que ele é interesseiro. Ai você pensa em “dar”, apenas no fim do dia, ai ele sai, e só volta no fim do dia, sem esperança alguma.

- E o que ele vai fazer no bazinho? – Quis saber! – Bem na maioria dos casos, tomar uma cerveja, jogar uma sinuca, bater um dominó e conversar com os amigos e pode crê: mentir sobre a atual situação deles. Muitos, contam as maiores vantagens da esposa. Mas todos sabem que é mentira. Uns dirão que a mulher dele é sensual, gostosona e que todo dia “dá uma”… Pura ilusão, é só uma idealização da fêmea perfeita.

- Adão, você está acabando com o casamento.
- Não! Estou apenas, dizendo como são os casamentos.

As mulheres reclamam dos maridos. Os maridos reclamam das esposas. Porém, quando estão separados, uma grande maioria é só elogio, só falam bem. Só mesmo em relações conflitantes, e há muitos, que a conversa descamba para a baixaria.

- E como eu faço para ele ser companheiro, atencioso, carinhoso?
- Faça sexo com ele todos os dias!
- Quer dizer que é só sexo, sexo, sexo e sexo!
- Só!

Amiga! Os homens, desde que passam pela puberdade, todos os dias, até o fim de sua carreira, eles estão aptos ao sexo. Já as mulheres, em conformidade com a natureza, em sua mairia, só estão prontas ao sexo uma vez no período. Cabe ao marido, aproveitar bem o periodo.

- E, o prazer? Quer dizer que a mulher não precisa do prazer não?
- O orgamos feminino, talvez tenha sido uma descoberta de alguém muito curioso.
- Como assim?
- Alguém desejou saber, se era possível, as mulheres terem o mesmo tipo de prazer que os homens. Então, começaram a investigar, mexer, futucar, acariciar, provocar, até descobrir que o que ocorre no homem, se for repetido numa mulher por algum tempo, elas também podem, ai, assim que divulgaram isto, todas querem, mas antes, se dizia que o maior prazer para uma mulher era ter filhos….

Ela ficou contrariada. Mas, meus conselhos foram breves e curtos. Ela ria muito. Ela é muito romântica e saudosista.

- Adão, eu já vou fazer 40 anos, não tenho mais o vigor que eu tinha quando eu conheci ele não… se for pela cabeça dele, é todo dia, é de manhã, a tarde e a noite… Ele me procura todos os dias…
- Humm! Eu te garanto, que se ele ficar satisfeito, deixará você quieta. Ele te procura todos os dias, porque nós homens somos animais de laboratório.
- Não entendi!
- Tem-se a certeza que vai ter, mas não sabemos quando, então, vamos por tentativas. Tentamos todos os dias.
- Sim, mas porque tenta no outro dia?
- Ai, já começou outro período.

Uma mulher querida, acha graça num jantar a luz de vela. Um homem, é capaz de chegar lá, e pensar: Pôxa! as velas servem pra tudo mesmo. Se pode ver velas em jantares românticos, em velórios, em igrejas, em terreiros de macumba, em homenagem a santos, como em rituais macrabros… as velas servem para tudo mesmo… então é isso!

- Como assim Adão?
- As velas, amiga servem para iluminar um jantar, e serve para um velório… não é magnifico a utilidade de uma vela… e as mulheres o que ela vê num jantar a luz de vela: a beleza da penumbra.

- E o amor no casamento? O que você acha?
- Uma merda! Hoje se acabam muitos casamentos dizendo que não se tem amor. Os homens não casam por amor, casam para ter sexo. As mulheres dão sexo para terem amor… é tudo assim muito contraditório. Mas, há casamentos que não tem sexo, não tem amor, não tem nada que segure… eu nem sei porque se juntaram algum dia, acho que foi só para brigarem.

- Mas, você não ama Kátia, não?
- Amor e sexo não tem nada a ver.
- Mas, você estão sempre juntos?

- Estratégia minha. Se ela, pensar que eu a amo, que sou companheiro, que sou cumplice, que estou sempre com ela, tem mais sexo… então, eu faço tudo isto.
- Adão! Você não vale nada!

- Amiga, eu sou homem, agora, procuro tirar proveito do que conheço e tento me adaptar a situações. Se eu tenho o que quero assim, assim vivo.
- Vocês são o tipo de esposo e esposa amigos?
- Não! No dia que ela for minha amiga, eu vou embora?
- Porque?

- Porque eu não faço sexo com minhas amigas. Esposa tem que ser esposa, mulher e amante. E eu tenho que ser marido, homem, amante e conquistador. Todos os dias, senão não tenho sexo.
- E você tem sexo de quanto em quanto tempo?
- Não tem regra não! Se tiver que ter a semana inteira tem… as vezes passa 8, 10, 15 dias sem nada… mas isso não muda nada não.
- Ôpaí, tá vendo que você é diferente!
- Num sou não… é que quando as coisas acontecem, acontecem, não é obrigação não… é um conquista, um jogo de interesse.

Por fim:

Depois de mais de duas horas de conversa, ela ainda me saiu com esta:
- É, hoje, vai ter festa lá em casa… ele tava de castigo, vou acabar com o castigo dele hoje.
- E ele tava de castigo porque?
- Porque uma amiga me disse que viu ele com uma mulher na garupa da moto. Ai eu dei o castigo para ele, e até tirei a aliança, e tem oito dias, que estamos dormindo em quartos separados…
- Humm…
- E ele sabe que você está sem aliança?
- Não, sei não!


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