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A puta e a mulher

3 dez

Rogerão andou vagarosamente em direção ao balcão onde seu amigo tinha o olhar fixo no infinito como se não existisse ninguém no lugar.  Estava diante um corpo de alma ausente.

- Não entendo você! – disse Rogerão interrompendo aquele arroubo  – Se apaixou por esta puta que qualquer um come por vinte real?  Mermo assim você não chega junto?

- É diferente Rogerão! É diferente! – Exclamou ele – Mesmo que ela seja puta, não é apenas sexo que eu quero com ela. Isto é diferente, o que sinto por ela é diferente. Quando um homem ama, mesmo que ela seja puta, é dificil se declarar.

- Esse negócio de amor, é coisa de doido mermo. Ó você como fica quando ela passa!

- Pra você ver como é! Eu tenho sentimento por ela, e nunca tive coragem de dizer. As pessoas que sabem, agem assim iguais a você, zombam de mim, como se fosse a coisa mais fácil do mundo, dizer para uma mulher que ama. Vocês minimizam tudo, só porque ela vive ali do jeito que vive, e acham que eu devo ir lá, e pagar vinte reais, e que tudo se resolve. Queira Deus, que você nunca esteja em situação como a minha!

- E qual é o problema mermo?

- Ela vive como puta, mas, é uma mulher. Quando chega perto de mim, o meu coração dispara, não pela puta que é, mas pela mulher que vejo!

Eu e Zenáide. Uma música marcou este amor!

7 nov

Há momentos em que procuro na minha existência um meio, uma maneira, apesar de saber que não existe, mas eu desejo ardentemente por um CTRL+Z.

Ah! como, também seria bom, poder fazer como o professor Xavier da série X-Man da HQ, o poder de parar o tempo, os acontecimento e modificá-los, e poder continuar como se algo não tivesse acontecido.

Por outros lado, todos temos dentro de nós a máquina do tempo, as vezes tenho a impressão que ela é acionada por melodias. Há músicas que nos lembram um momento qualquer, e tais músicas funcionam como um gatilho, um interruptor, um acionador, um temporizador, que dispara uma quantidade de sentimentos, e assim, a reação em cadeia tem inicio.

Certas músicas nos lembram uma paixão, um amor empoeirado nos ocultos e abandonadas áreas do nossos passado. Mas, vez ou outra, elas conseguem sair e desperta tais sentimentos.

Há músicas que você fica na dúvida:

- Ouço esta música por que estou deprimido ou fico deprimido quando ouço esta música?

Os sentimentos nobres não morrem. Se você em algum momento amou alguém, apesar de haver passado muitos anos, basta uma só chave da clave músical para que eles acordem, e você passa algum tempo relembrando o passado. Isto me aconteceu agora.

Kaio estava assistindo Cold Case, ou Arquivo Morto, que passa no SBT. Uma história triste de um irmão que por ciúmes ataca e mata o irmão menor. A série Cold Case, me impressiona com a qualidade e o bom gosto musical dos produtores. Se bem que eles pegam as músicas de sucesso da época em que o crime aconteceu. Nesta madrugada, a música final foi: I Want To Know What Love Is (Leia a tradução aqui)

Já sei! Você não se lembra que música é esta! Por isto, abaixo o video para refrescar sua memória, e ou, apresentar-te esta música gostosa, e para mim, saudosa e marcante.

No auge desta música, eu estudava no colégio Santo Antonio. O diretor era o professor OTTO. Apaixonei-me obstinadamente por Zenaide, minha colega de curso Técnico de Contabilidade. Mas, fui gentilmente dispensado, com as mais duras palavras que o ouvido de um jovem apaixonado puderam ouvir:

- Você é muito jovem para mim! Imagina se eu vou namorar um adolescente!

Eu tinha 16 anos ela 21. Ela vendia frango abatido na feira. Eu fazia questão de ir todos os domingos na feira só para ficar olhando-a de longe, oculto entre as barracas da feira. O gostoso, e importante, era está sempre perto dela.

Quando chegava a noite, eu ouvia na rádio Mundial, as melhores músicas românticas, e esta sempre tocava. Depois, ia procurar nas outras emissoras outra oportunidade de ouvir novamente, e torcia para alguém ligar pedindo a música.

A primeira vez que bebi até cair foi numa festa frustrada, em que a irmã dela era a aniversariante. Nunca conseguir um só carinho dela. Nem um abraço. Nem um beijo. Nem um simples toque de mão.

- Adão, só amizade entre nós. Só posso te oferecer amizade. Você é muito novinho.

E a música me dizia:

I wanna know what love is

Eu quero saber o que é o amor

I want you to show me

Eu quero que você me mostre

I wanna feel what love is

Eu quero sentir o que é o amor

I know you can show me

Eu sei que você pode me mostrar

Quando jovem, parece que gostamos de sofrer por amor. Eu ia nas bancas de revistas e copiava as letras das músicas românticas internacionais, corria para biblioteca e traduzia.  Isto amplificar o que eu sentia. Não me arrependo de nenhum momento vivido e experimentado. Como diz o Raul, “Hoje eu sei! Que ninguém nesse mundo, é feliz tendo amado uma vez.” (Ruim para quem nunca amou!)

Vivemos numa época em que parte de nossos semelhantes não sabem o que é o amor, não se alimenta do amor, não buscam o amor. Ao contrário, muitos e muitas procuram meios de evitar. É tão gostoso apaixonar-se, buscar este amor, inventar desculpas para estar perto, ir lá dar um recado, esquercer algo insignificante, só para poder voltar. E depois, depois de muito tempo, ouvir uma música como esta e poder resgatar boas lembranças, e ainda pensar:

- Se fosse hoje, eu faria isto! Agiria assim! Teria dito isto.

Hoje, isto é apenas uma lembrança despertada por uma boa música. Ficou marcado e impresso nos circuitos interno de minha memória estes momentos. E, não nego a mim tais momentos de recordação, transe e extase de minhas agradáveis memórias. Desejo que ela tenha também experimentado e vivido os amores que a vida lhe tenha oferecido, uma vez que o que lhe ofereci fora rejeitado.

O dia do Anormal: Augusto

3 set

augusto-ballon

Quando ele fez 20 anos, reclamava que sentia falta de dias mais felizes.

Talvez agora esteja melhor.

O Gremio dele, depois que chegou da segunda divisão, chegou com apetite. Sempre tá rondando os títulos. Ao menos estes últimos anos tem sido assim, estão sempre lá beliscando, colocando a mão na taça, e se continuar do jeito que tá, este ano eles vão pegar a taça.

Ele diz: não sou normal. Eu pergunto: quem de nós conseguimos ser este normal que se insiste e se impõe sobre nós? Então todos somos anormais, e assim, pela anormalidades, somos todos iguais.

Porém, devo dizer que há neles mais anormalidade do que em outros, afinal, não é todos anormais que canta:

Até a pé nós iremos
Para o que der e vier
Mas o certo e que nós estaremos
Com o Grêmio
onde o Grêmio estiver.

Eu não vou!

Quem avisou do aniversário deste, que se diz: NÃO SOU NORMAL, foi a Beth, que parece-me que não viajou na maionese com o comentário que deixei lá no blog dela. Pura provocação.

Feliz 21 Augusto!

O Amor em definição!

21 jul

O amor, como palavra, tem sua origem no Latim. Em grego, amor é ágape, eros, filos e também stergos. Em nossa língua, só existe uma palavra para designar alguém que tem uma predisposição, um desejo intenso de querer bem a uma outra pessoa, e também, pode ser um desejo intenso por um animal ou coisa: AMOR.

Há quem não tenha “amor-próprio”, e outros que se derretem de “amor ao patrimônio artistico”, e as religiões se empenham para que a membresia pratique ao máximo o “amor ao próximo”.

Este sentimento de devoção absoluta a alguém, a algum ser, a uma coisa, nas palavras de Camões, “é um fogo que arde sem se ver,” e impulsiona diversos homens, mulheres, jovens, e velhos em prol de uma causa.

As mães se engraçam com o amor filial, e há quem diga:Amor, só de mãe!” 

O amor também desperta e provoca fortes atração física, quimica. Olavo Bilac poetizava com a palavra amor assim: “o amor me acalma e endouda, o amor me eleva e abate!” Alguns em situações semelhantes, e sem ter e saber  usar as palavras apenas dizem: estou louco de amor

Alguns loucos de amor, casam-se por amor“.  Hà quem confunde tudo, e parte de um amor passageiro quer e erra nos calculos, pois confundiram um amor de fogo de palha“, e assim, este amor torna-se uma desgraça ao casal.

Muitos casados tem aventuras amorosas, enquanto outros, dedicam todo amor, em veneração e amor a Deus. Este tipo de amor, se revela através da adoração, da veneração, do culto, da oração, e dedicação à divindade.

Entre amigos, há afeição, amizade, carinho, ternura, este é o amor entre amigos. Há quem morra por amor à verdade, amor à natureza, amor ao jogo.

O amor pode ser traduzido e entendido como zelo e carinho por alguém, ou por algum ser vivo. Assim temos o objeto do amor“.

O deus-grego do amor é o cupido. E há profissionais que trabalham por amor à sua obra.

Homens e mulheres, quando encantados subitamente, dizem: foi amor à primeira vista, ou seja, amor no primeiro encontro, e alguns, não percebem que não passa de um simples “amor carnal”, que fica satisfeito tão somente, com a relação sexual, isto também pode ser definido como amor-físico“.

O amor livre existe, mas, é raro e é rigoroso e vigorosamente perseguido por alguns religiosos, e é constratado pelo amor, representativo pelo casamento.

Não raro é o amor platônico“, que nenhum de nós fica livre na adolescência. Há aqueles e aquelas dados a “1.000 amores“, pois se entregam de todo o gosto, com o maior prazer, a qualquer que seja, cada um dos “1.000 amores”.

Atualmente, “fazer amor” é sinônimo de ter relações sexuais, copular.

Em momentos de dificuldades, há pedidos de caridade, de compaixão, de pena, usando a expressão: “Pelo amor de Deus

Os artista vivem “por amor à arte, amor ao seu dom, ao dote“, pois, mesmo não obtendo sustento com o dom, vivem desinteressadamente, e muitos oferecem gratuitamente o que tem, e podemos classificar tais pessoas como idealistas, que “vivem por amor de“.

Existe pessoa que é mesmo “um amor!” Estas pessoas, nos embalam em sonhos, em graça, em encantos, uma verdadeira coisa inexplicável. Estas pessoas, são simpáticas, bondosas,

O amor está em nossa volta, pois, “o amor está no ar

Baseado no dicionário Aurélio.

discórdia

28 fev

Depois de algum tempo de carinho e prazer conversavam sobre a história deles.

- É verdade! Casamos e fomos felizes por quanto tempo? Você se lembra!

- Quis ela saber.

- Aah! foi de 86 até 91! Cinco anos! Nem chegou a fazer cinco. Foi quase cinco. Quatro e  muitos meses.

Fizeram um pausa. Nasceu um breve silêncio.

- Várias vezes tentei lembrar o motivo pelo qual nós brigamos e largamos -Disse ela!

- A briga, de fato, começou no almoço, com aquele feijão salgado que você fez!

- NÃO ESTAAAVA SALGADO! – Morreu o silêncio e o recomeço!


Erro calculado

31 jan

meia-bocaNum dia
qualquer.

Um erro 
previamente
calculado.

Um beijo! 

Em “meia-boca”
paixões
foram
atiçadas!

BlogBlogs.Com.Br

Minhas paixões passadas! Será?

10 nov

Era um dia qualquer. Não sei se feriado, fim de semana, se no meio de semana. Eu sei que estava no quintal com uma machadinha, e treinava atirando-a contra um coqueiro, entre os outros que havia ali.

Numa destas atirada de machadinha, ela passou pelo coqueiro, atravessou a ripas da cerca, e foi cair lá do outro lado, na casa do vizinho e inimigo de meu pai. (Os dois, havia se estranhado, e partiram para a briga, com facas, facões, e revolveres, depois que o vizinho chamou minha mãe de descarada, e vagabunda.)

Agora que a machadinha estava lá, eu não poderia ir lá pegar.

Fiquei, rodando a cerca. Ia pra lá e pra cá, imaginando uma maneira de pegar a machadinha. Nesta agonia de ter a machadinha de volta, me surge pela porta da cozinha, uma menina. Linda, linda. Ou meus olhos me enganaram.

Olhei-a de alto a baixo, e mesmo assim, quase sem folego, chamei-lhe e disse:

- Por favor, pegue esta machadinha para mim! – Nunca tinha sido tão educado, polido, gentil, e sobretudo, nem sabia, que eu sabia ser daquela maneira.

Ela pegou e trouxe-a para mim.

Desejei tocar-lhe as mãos. Ela entregou-me e rapidamente, entrou na porta, e desapareceu.

Imediatamente, a brincadeira perdeu a graça. Agora eu queria saber quem era ela. De onde vinha. O que fazia. O nome. A idade. A cor preferida. O nome do pai, da mãe, dos irmãos, a ascendência toda. Queria saber tudo sobre ela.

Naquela mesma semana, soube que era Leninha. Só isso!

Só Leninha, e até hoje, não sei se Leninha, era diminutivo de Helena, ou outro nome qualquer. Só sei que era Leninha. Descobri sua rua. Ela morava na Rua R 18. Na rua de D. Stela. E era vizinha da casa de Jaime, o caolho, de Miguel o neguinho. E logo, logo estas pessoas se tornaram os meus melhores amigos, e não saia de lá.

Eu ficava lá o tempo todo. Jogavamos bola, iamos para o rio, mas tinha que voltar no momento em que ela passava de volta do trabalho. Era jovem, mas trabalhava. Naquela época, não tinha esse negócio de trabalho infantil, todos tinhamos que se virar cedo.

Me apaixonei, e ninguém me ajudou. Ninguém me ensinou como lidar com este sentimento. Ninguém me auxiliou, na aproximação.

E quase ninguém ficou sabendo deste meu sentimento. Uns poucos, muito próximo descobriram, e então, todas a vezes que ela passava, meu coração disparava, e a cambada gritava, uivava, assobiava.

Depois dela, foi Edna. Veio Cida, essa foi fantastica. Vanessa, a grande professora! Com esta aprendi a domar minhas paixões e sentimentos, mas ela me massacrou, humilhou, destruiu-me, a semelhança do Rambo, nos cinemas da época. Como já relatei aqui.

Zenaide, a catastrofe geral. O desejo incontrolável de estar com ela, fiz-a perder de ano. Foi prejudicada por um ato impensado de minha parte. Lamento Naide! Entrei na sala numa tentativa louca de fazer a prova dela, só porque estava poucos minutos atrasadas.

Houve outras paixões. Mas prefiro escrever um capitulo, para cada uma das que não citei aqui, em especial Hortência, que ainda povoa meus pensamentos, e vez ou outra, me pego pronunciando seu nome, e pensando nela.

“Viver, e não ter vergonha de ser feliz, cantar, cantar, e cantar,… É a vida, é a vida, é a vida”


as aparências enganam

8 nov

No texto anterior, tive a grata surpresa de ter alguns comentários. Fico satisfeito com a ação e reação dos amigos. A nobre AP, do Curral Somos Todas Umas Vacas, comentou assim:

“… Quem está de fora não enxerga isso como uma solução óbvia e prática, mas como falta de intimidade. Do jeito que vcs dormem, dormem pessoas estranhas que por algum motivo precisam dividir uma cama de casal…” (Parte 1)

Quando li o comentário, veio-me a mente um ou dois casais que vez ou outra tivemos que intermediar um ou outra crise.

Veio também à mente, a lembrança de uma música antiga, cantada por Márcio Greyck. Que penso, muitos leitores lembrarão: Aparências.

Se dormimos assim, é porque, um conhece o outro, a ponto de saber os motivos, os porques, os ques de se concordar que isso aconteça. Não só indica intimidade, mas também respeito às manias, desejos, hábitos e espaços do outro.

Pessoas que vivem e convivem juntas por longo período de tempo, sabe o que está muito dentro do outro, conhece profundamente os desejos, os sentimentos, as ações do outro. Bem como saber suas manias, seus anseios, planos e sabe o que agrada e o que desagrada.

Um casal, deve ter a ciência do que a outra parte gosta e que incomoda.

Nossas regras aqui são assim mesmo! Aqui usamos de tudo: política, religião, anarquia, democracia, ditadura, diplomacia, etc., tudo com a finalidade de que o coletivo e o individuo possam existir e coabitar o mesmo ambiente, sem muitos conflitos e atritos.

Moramos numa região pacata e tradicionalista. Aqui, ainda se vê famílias que proibem filhas e filhos de casarem com um ou com outra, com o argumento fortissimo: É divorciado (a), não é pessoa boa!

Então, quanto ao convivio, aqui na nossa “república familiar”, não damos valor a certas aparências. Dormimos juntos se possível.

Não temos apelidos carinhosos um com o outro. Isso porque, sempre, diziam que viviamos mal. Que eramos um casal falso, e que viviamos de aparências. Nunca nos importamos com a opinião alheia, quanto a este assunto. Somos assim.

Não impomos regras um ao outro. Ela usa aliança. Eu não! E decidi tirar a minha porque se colocava muita credibilidade na peça, e não em mim.

- Você acha que serei infiel se não usar isso? Meu carater, meus sentimentos existem independente de ter ou não uma aliança no dedo. Sou um homem casado, e cumprirei minha palavra e promessa. Fidelidade, carater, lealdade, não depende de haver ou não esta argola no dedo.

Desde então, jamais usei. Era ainda o segundo ano de casamento. Ela continua a usar. Mas, não haverá problema se ela resolver não usar.

Quanto a forma de dormir, o lado preferido, não implica em não existir intimidade, ou que somos estranhos. Somos bem conhecidos. E conhecidos ao ponto de saber como o outro gosta e dorme melhor. Isso, já é intimidade. E ter convivio.  

Já houve necessidade em que tivemos que dormir 8 jovens, todos homens, numa esteira, com um único lençol, com 12 graus de frio, e todos dormimos, juntinhos, de “conchinha”, agarradinhos um ao outro, e nós nunca tinhamos dormidos antes, e jamais voltamos a dormir juntos.

Meus pais dormem na mesma cama, porém cada qual com seu cobertor.

“Claro que é só a opinião de quem está fora. A realidade do casal, só mesmo o casal que conhece. E fazer o melhor para conviver é um dos passos para um relacionamento feliz.” (Parte 2)

Um dos casais que nos criticava – Ainda criticam – nossa forma de viver, como marido e mulher, esposo e esposa, vivem uma vida social aparente. Chamam-se mutuamente de amor, meu bem, querido, querida, etc e tal quando estão nalgum lugar público, ou reunião familiar, é um esfrega-esfrega que quem não conhece, e não sabe de nada, logo diz:

- Que casal lindo! Tantos anos casados, e não perderam a paixão e o fogo!

Quando estão juntos formam um lindo casal. Pessoas próximas, nos diz que deverimos imitar o convivio deles.

Todavia, há pouco tempo, houve uma desavença por lá. Ela é muito ciumenta. Diz que ele tem mulheres na rua. Porém, vieram-na acudi-los e então ficaram sabendo da vida real deles.

- Ele tem uma amante, não tem explicação! Só pode ter uma amante! Vocês não querem é ver!. Vocês estão defendendo ele porque vocês não sabem de nada. – Esbravejava ela com todo o ar dos pulmões.

- Não sabe de que?

- Que vai fazer dois anos que este homem não toca em mim. Ele deita naquela cama e dorme. Não adianta eu vestir langerie cara, colocar perfume cheiroso, me depilar e enfeitar, andar nua pela casa, encostar nele, insinuar. Não adianta! Ele não me deseja, e nem me toca.  O troço dele, nem se mexe dentro das calças.

Eles dormem juntinhos todos os dias! Neste ponto, repito as palavras da AP: “A realidade do casal, só mesmo o casal que conhece. E fazer o melhor para conviver é um dos passos para um relacionamento feliz.”

Dormimos assim, um prá lá, e outro pra cá (Nem sempre não é!, no frio, nos ajuntamos). Eu não uso aliança. Porém, tudo é feito para que o coletivo e o individuo exista sem conflitos. Tem dado certo. Sem aparências e sem enganação.

Não adianta só dormir juntinho, tem também que chegar junto! Nós muitas vezes dormimos separados por opção. Nos dias de flatulência, por exemplo, eu me retiro do quarto, porque ninguém merece! 


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