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Sou professora, não educadora de seu filho. E nós pensamos: ainda bem!

4 set

Se tem uma atitude que não me deixa confortável e confesso que me controlo para não dizer algumas palavras não agradáveis é quando encontro com algumas mulheres que, as vezes posando de vitimas dizem:

- Eu saio de casa cedo e deixo meus filhos lá e venho para a batalha e recebo muito pouco por isto!

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Esta mesma frase noutras situações também é usada para a vanglória e para o engrandecimento. O que tenho sempre condenado nalguns amigos é querer demonstrar que fizeram escolhas, que optaram por um caminho de sacrifício, de renuncia, tomaram um caminho que exige além de trabalho, que exige também esforço maior das emoções, do físico e do intelecto. Assim, não me venha com tal farsa: “de que eu deixo meus filhos em casa”, como que se está dando mais do que pode, e que recebe menos do que merece. São escolhas. São caminhos seguidos. São opções e decisões tomadas. Você escolhe seus caminhos e os trilha. Você toma suas decisões e assume com isto os riscos bem como recebe os louros. É você quem deve colher as tempestades dos ventos plantados.

Não queira fazer com que eu me sinta culpado, e, senti compaixão por suas decisões. Certamente que não estás livre e fora do alcance de sentimentos como compaixão, altruísmo, empatia de minha parte, mas, no entanto, não por estes motivos. Nunca! Estou sempre disponível para oferecer apoio, carinho, atenção, ombro, e disposição, se o que está em curso, é inevitável, e o que sempre pode ocorrer com todos nós. Esta é a tragédia humana. Sejamos bons ou maus. Ricos ou pobres. Brancos, negros, amarelos, religiosos, políticos, ateus … etc.., é inevitável que vivamos e que passemos por esta existência sem alegria, sem amores, paixões, músicas, e também, dores, sofrimentos diversos e por fim: MORTE. Só nalgumas literaturas é que se registra que pelo menos três personagens tenham deixado este mundo vivos (dois deles morreram e ressuscitaram) para lugar e situação desconhecida.

O que não me emociona, nem me causa boa impressão, é a vitimização. É querer jogar pra cima de mim uma carga que não é minha. Esta de que você está se sacrificando por um bem da coletividade, e que eu devo ser grato por isto, por pertencer a coletividade, não me atrai, nem me ativa sentimentos de empatia. Quem lê este blog sabe de minha posição quanto ao trabalho feminino no mercado de trabalho. Da grande conspiração por mão de obra de qualidade, com preços baixos, e com a delicadeza, a organização, a presteza, o amor, o cuidado… e tudo mais em empenho, dedicação, atenção, carinho, …. que só as mulheres são capazes.

Pois bem. Acontece que nossa sociedade está cada vez mais comum mulheres educando, protegendo, cuidando e zelando dos filhos de outras mulheres que por motivos vários saem para a batalha. É bom esclarecer que esta batalha é por muitos definido como: sucesso profissional, sonhos pessoais, … nada contra, desde que se não queira dizer que somos culpados por não lhe ter chegado ainda este momento.

Assim, muitos destes filhos, destas batalhadoras de sonhos e metas pessoais de sucesso, empresarial, de desejos e metas propostas, são educados por babas ou por domésticas, por amas, por mucamas modernas, que zelam, que cercam os filhos destas outras mulheres e patroas. Então é questão de escolha. É questão de metas. Todas estas escolhas. Todas estas escolhas, estes planos, estas metas foram decididas em algum momento de vossa caminhada. Não me venha dizer que eu devo ser complacente, que eu deva agir de forma diferente com você por que você sacrificou a educação, o acompanhamento de vossas crias em detrimento a vossa carreira. Se você optou assim, por que queres que eu, me preocupe com os seus filhos?

Muitas mulheres que saem de casa para trabalhar na casa destas outras mulheres que também saem em busca de seus sonhos, de sua carreira, também sacrificam os filhos, a família, o marido, o lazer e no final das contas, todas estão, por necessidade ou por metas, buscando alcançar o sucesso, o prazer, e a tão almejada felicidade.

A frase lá de cima, foi uma professora quem disse a Kátia esta semana, justificando que ela é apenas professora e não educadora dos filhos de ninguém. E o debate começou assim. E Kátia então disse-lhe o que pensamos sobre o assunto. Nós escolhemos o caminho a seguir. Se não agüenta, que não invente! Foi ela quem optou por sair e ir trabalhar. Muitas escolhem a carreira pensando apenas de forma bocó: quero ser independente de marido. Estudo e trabalho para homem nenhum mandar em mim. – ou só por usura mesmo, e acabam na situação do mesmo jeito ou pior!

Conheço algumas que amam o que faz! E se esmeram, se esforçam e não reclamam das decisões tomadas, dos caminhos percorrido, dos atalhos errados, da caminhada mais longa, …. Sobem e descem montanhas para ensinar, compartilhar. Muitas apenas acreditam que podem ser esposa, professora, mãe, e servidora pública, e que as prestações não lhe seriam pesada. E, no arroxo… ai, dá tilt, peripaque, estafa, estresses, dores, doenças, infortúnios mil. Caem na vala antes da hora.

Aqui em Irecê nas reuniões de pais e professores tem sido moda usar de forma generalizada essa CULPABILIDADE como que todos nós, pais e mães não estamos em casa, não estamos sabendo o que nosso filhos estão fazendo aqui, ali e acolá. Não aceitamos esta carapuça de que os filhos fazem o que bem querem sem dar satisfação, de que os pais são responsáveis por isto e por aquilo, que os filhos usam e abusam da liberdade concedida por pais ocupados. Não somos parte do todo! Afinal, nem todos optamos tal qual estes que assim vivem. Até os puns aqui de casa é catalogado pela fêmea e cuidadora, nem adianta dizer: não fui eu!

Aqui em casa tem sido o contrário. Exigimos que nossos filhos sejam responsáveis, morais e lá fora em contato com outras pessoas que sejam éticos. Respeitem os professores, as diretoras, e que saiba tratar todas as pessoas conforme a educação e o respeito que exigimos deles. Mas, infelizmente, a educação deles, depende em muito da educação do outro lado.

Várias professoras, professores e diretores tem repetido, não uma só vez, que eles não são EDUCADORES de nossos filhos. E entendemos. Muitos não tem experiência na área. Não educaram nem os próprios filhos, como poderiam querer, pensar que são EDUCADORES. Muitos são, meros replicadores da ladainha exigida pelos PNE. Muitos se incomodam com o que não deveriam incomodar, e deixam de lado, certos conteúdos, e ficam discutindo o que não está no programa do PNE, e criticado por eles.

Ainda bem que certos servidores foram e exercem apenas a função de professores e não de educadores. Vários não tem experiência nem numa função, e delegou a função para outra, que em via de regras, sabem educar os filhos, mas, que não tem estudos.

Um dia chegaremos ao ápice! Ai perguntaremos: E agora?

 

Namoro, noivado e casamento: os pais deveriam agir diferente!

10 nov

No inicio de uma maioria dos relacionamento parte dos familiares desconfiam. Uns outros tomam o partido do Final Feliz sempre. Outros estão sempre do é Eterno em quanto durar. E, alguns, ou até vários tem motivos de sobra para ir contra o novo namoro.

Eu já posicionei várias vezes contrário ao estilo moderno, atual e vigente de relacionamento. Não retornarei ao tema para afirmar que o que sentimos nem sempre é uma boa medida para tomar uma decisão, que nem sempre é pra vida inteira, mas afeta a vida inteira depois desta decisão.

Quando conheci, a que hoje é minha esposa, fui recebido com descrédito, desconfiança e preconceito. Não me esqueço que ouvi, não uma vez, mas várias vezes palavras do tipo: Como é que troca um homem branco, bonito e de boa aparência por um negro desse! – Não é de hoje que insisto em ignorar todos a que assim me mediram.

Os familiares, mesmo com boas intenções não aprenderam a opinar, a orientar os jovens como devem, e quais devem ser os critérios para levar a diante um relacionamento. Eu penso, que o passado da família, a atividade do pai, e dos demais familiares devem fazer parte do que se deve considerar, quando o assunto é relacionamento.

Hoje, vi uma reportagem em que a mulher estava abismada com o fato do marido ser violento, e bater nela e nos filhos. Porém, ela mesmo confessou que sabia que ele respondia processo da ex-esposa por agressão. Outro dia, uma mulher reclamava de que o marido havia agredido a filha. Mas, também disse saber que ele havia sido condenado por atentado ao pudor. Uma amiga em confidência a mim, dizia-se totalmente movida de compaixão e empatia por uma amiga nossa que sofria com o marido. E travamos o seguinte dialogo:

- Se lembra de Maria Fernanda?

- Sim! Claro que lembro. Que fim ela teve? – Perguntei.

- Ô Adão, não fale assim de minha amiga.

- Ué! Isto é por causa de uma pergunta tão simples?

- É! Mas, minha amiga tá sofrendo tanto! Adão! Ela tá sofrendo uma decepção atrás da outra.

- Eu não tenho compaixão dela, nem tão pouco lhe sou solidário. Ela entrou no caminho sabendo onde estava pisando. Ela conheceu este sujeito na cadeia, condenado por crime de tortura, crime hediondo e conforme diz a justiça: crime bárbaro, e com requinte de crueldade.

Pois, bem, esta amiga, mesmo tendo conhecimento do que a justiça declarava e condenava o sujeito, ela pensou que seria capaz de mudar a  trajetória e a vida deste individuo. Entregou-lhe a vida, o corpo, a energia e o resto de paz que tinha. Depois de longos dez anos, depois de consumir tudo que ela tinha com advogados e em recursos, ele conseguiu a liberdade. Em seguida abandonou-a, deixando-a na miséria, chorando e mendigando uma gota de atenção e amor.

Por inúmeros exemplos é que sempre vou advogar que em questão de relacionamento, casamento, direitos, o que sentimos de emoções do tipo amor, paixão, tesão e também nos jargões: química, pele, atração, deve, ser submetido a suprema corte da razão, e os pais, os responsáveis devem entrar em campo, montar uma barreira e insistir:

- Minha filha(a), esta pessoa, não é uma boa opção para se construir e manter uma família.

No entanto, reconheço e dou validade para as palavras de meu amigo Ildeu Matos:

- A paixão é egoísta, míope e obtusa. Ninguém que lhe segue os conselhos enxerga, ouve ou vê o que a razão contradita.

Mas, também é verdade, que todo grande relacionamento traz consigo o fardo, mas, um estoque de força e capacidade para suportar as dores, as decepções e fracassos do mesmo pacote.

Ser homem e ser pai são coisas diferentes.

8 ago

Deus é pai! E não padrasto!

Esta é uma frase que muito ouço por aqui na região de Irecê. Uma cunhada tem esta frase como referência. Foi dela que ouvir a primeira vez esta frase, que aqui é usada como uma exclamação, uma maneira de dizer: Deus não é ruim! Deus tem amor por mim! Deus cuida das pessoas. Deus tem cuidado!

O fato é que esta frase implica numa comparação e também baseado na certeza de que os pais são pessoas que cuidam dos filhos. Até no evangelho, Jesus ensinava assim:

… qual dentre vós é o homem que, se porventura o filho lhe pedir pão, lhe dará pedra? Ou, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma cobra?  Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem? – Mateus 7:9-11

Esta é a base da expressão: Deus é pai e não padrasto. A antítese entre pai/bondade e padrasto/maldade não é verdadeira. Há casos e casos.

Hoje, dia dos pais, não me foi um dia bom. Houve uma dissensão entre os homens desta casa, e a única mulher ficou zangada.

No fim, o que acontece? Mãe e filhos se unem contra o vilão. Se unem contra aquele que não entende o que acontece na casa. Se unem contra aquele que está nesta casa em alguns momentos da semana, e nas tardes de sábado e aos domingos.

É antiga a minha reclamação de que os pais necessitam de uma nova legislação. É fato mais do que comprovado de que, uma grande parte dos pais merecem uma legislação que nos cubra de direitos.

Desde que lançaram a campanha: Não basta ser pai! Tem que participar! Que a situação masculina, quanto a paternidade teve, e ainda é perceptível as mudanças. Hoje, todos querem participar. Todos querem passear. Todos querem ter o direito de ser pai.

Pai! Foi a grande invenção moderna para as famílias. Hoje o pai, não é mais apenas aquele que trabalha e mantêm a família. Até há aqueles que apenas fazem isto, e nada mais. Ser pai é mais do que isto. É mais do que suprir necessidades básicas tais como alimento, roupa, remédio, caderno, sandálias, sapatos.

  • Ser pai é levar na escola;
  • Ser pai é ir nos campeonatos inter-classes;
  • Ser pai é ir à igreja;
  • Ser pai é participar das reuniões de pais e mestres;
  • Ser pai é cuidar das feridas nas canelas;
  • Ser pai é conhecer e assistir os desenhos animados preferidos;
  • Ser pai é ouvir uma banda nova e aprender a gostar da novidade;
  • Ser pai é ficar de plantão; o filho saiu e não ligou para avisar;
  • Ser pai é sofrer e velar quando o filho está doente;
  • Ser pai é …

As campanhas de marketing aproveitam cada momento para mostrar como DEVEM SER os  novos pais. As vezes é frustrante saber que certos padrões são elevados demais para todos nós. E, como é que os filhos demonstram e ou como retribuem tamanha dedicação por nós homens que transformamos-nos em pais?

Eu, ganho certos mimos. As vezes ela, a mãe fica enciumada. Eles confiam em mim. Quando é para ir a hospitais, fazer exames, ter que furar a veia, limpar perebas, coisas do gênero… é a mim que eles recorrem.  Quando é noite e querem comer algo, é a mim que chamam. Quando querem algo diferente, é a mim que perguntam. Mas, tudo isto tem um preço. E eu exijo os devidos pagamentos.

Eu sou pai! Não sou padrasto!

Para cada especialista que se lê, que se ouve, as recomendações são as mesmas:  “Os homens necessitam criar vinculo com seus filhos.”  Esta orientação deixa claro duas coisas: Ser homem e ser pai são coisas diferentes.

Faz duas semanas que isto foi dito para mim nas seguintes palavras:

- Olha Adão, você conhece minha história com ele.  E você, mais do que ninguém sabe que me esforcei para que nossa história fosse diferente. Mas, ele como HOMEM, não tenho o que reclamar. Ele é carinhoso, é atencioso, e, demonstra gostar muito de mim. Mas, ele passa o dia inteiro comigo e não pergunta pelos filhos que tem comigo. Isto, me mata!

Esta é a diferença entre ser homem e ser pai! Uma outra história até mais antiga. Um conhecido queria namorar uma conhecida, no entanto ela sempre se esquivava. Foi quando ele me conheceu e perguntou o que havia de errado com ele em relação a ela. E foi isto que respondi:

- Esta mulher nunca amará um homem que não demonstre amor e carinho pelos três filhos dela.

Mais recentemente, ela me disse:

- Ele é um traste como homem, Adão. Mas, ele defende meus filhos até de mim! E isto, me faz gostar cada vez mais dele. E, eu sei que foi você quem disse pra ele amar meus filhos!

Ser homem é fácil. Complicado é ser homem e pai ao mesmo tempo!


Pai, resumido na música!

11 ago

A música é, para quem se lembra, um momento especial e particular da vida do Fábio Junior, entretanto, tornou-se um clássico para homenagear aos pais.
 
Neste pequeno vídeo, há momentos a serem relembrados, além de vermos a imagem de Fábio Junior novinho, com a moda de camisa aberta, o Jorge Fernandes, e Lucélia Santos, todos três novinhos, lindinhos, bonitinhos, emocionados e vivendo um momento mágico daqueles dias.
 
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