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Abdicar. Conceder. Conviver. Realizar … Os verbos dos relacionamentos

31 jan

Hoje eu excluir minha conta no Facebook. Na prática eu ainda tenho 14 dias para pensar melhor. Porém, não farei, repito, como o político. A minha decisão é irrevogável. Foi assim em 2006 quem abandonei o Orkut. E, parte do problema, eu confesso, é que eu sou um homem de difícil lida! Difícil convívio! E tudo o contrário, se as regras a mim impostas sejam também válidas para quem impõe regras. Ninguém está acima da lei, nem quem promulga.

Um dos motivos listado entre vários outros foi: “Minha esposa, anda, a semelhança da vida real, não entendendo certas opiniões minhas, e tem gerado alguns conflitos, do tipo: você escreveu isto para mim, fulano de tal disse isto para mim, por que você escreveu aquilo lá… etc. Não tenho que convencê-la do contrário.” – Cansei do Facebook, por isto saio.

Eu sou de difícil lida. E um motivo que me torna assim, é que eu não gosto de ficar repetindo as mesmas coisas sempre. E algumas vezes tive que justificar que algo que escrevi não foi para dizer isto ou aquilo para minha esposa, e ou, sobre a família dela; e que minha opinião, fere fulano de tal que pensa diferente. Então, ao contrário de “os incomodados que se mudem”, eu prefiro mudar. Eu quero é ficar longe de ter que justificar o desnecessário. E, o pau de dá em Chico, dá em Francisco!

Não uma vez, nem duas. ”As esposas” (Se você se incomoda com generalizações, pule fora aqui) tem a capacidade de pensar que nós, os maridos, somos programados, e casamos com a missão secreta de fazer coisas que as incomodam, e que aquelas promessas de amar na riqueza, na pobreza, na alegria, na tristeza, na saúde e na doença e tudo mais, era só cascata. Nossas intenções são mesmo outras do tipo: irritar, provocar, desdenhar, fazer sofrer, humilhar, menosprezar, contrariar… Já escrevi isto aqui no blog!

Desde a faculdade de Teologia lá no IAENE, nos estudos dos livros do Pentateuco uma observação sobre o comportamento humano me ficou evidente: a necessidade constante de atenção e a insistente necessidade de ação demonstrativa de amor, atenção, cuidado, carinho, por parte de quem diz que ama, gosta, e tem carinho; este é quem tem que provar. Isto era visto da seguinte maneira: Deus fazia um milagre e todas as pessoas ficavam maravilhadas e criam. Dias depois, ainda que o último milagre tenha sido, por exemplo, fazer chover pão do céu, o povo exigia nova ação de Deus, senão eles reclamavam e debandavam para outras religiões. Quem ama tem que, cada dia e TODOS OS DIAS fazer um milagre. O milagre de ontem, hoje, já não vale, ou, se é lembrado, não tem validade. Hoje é hoje! Cadê o de hoje?

Nos relacionamentos não é diferente. É como aquele filme: Como se fosse a primeira vez. Todos os dias devemos reconquistar. Todos os dias devemos insistir. Todos os dias devemos fazer as atividades de ontem, e fazer as outras de hoje. Se o namoro for virtual, a situação pode até piorar. Pois, ai você tem que responder mais e mais indagações: eu ti vi online e você não me deu atenção; você não me enviou um e-mail, você não escreveu uma frase bonita para mim, você não me quer mais; o que está acontecendo que você não me ama mais, você não me quer mais, você não me deseja como antes; o que aconteceu que você passou um dia sem mandar um e-mail para mim; eu fiquei te esperando no bate-papo e você não apareceu…

Ou seja, não é de hoje, que nós fazemos como os antigos Hebreus. E não é de hoje que os relacionamentos exigem todos os dias, novas atitudes. Não importa se você está a um ano dando demonstração de carinho. Não importa se você está a 18 anos do lado da pessoa. Não importa os sacrifícios e tudo que foi feito ao longo de NOSSA HISTÓRIA; tudo é resumido e destruído se não aconteceu algo hoje, em especifico, se não aconteceu algo desde o último evento. Toda uma história de vida. Todo o romance. Todo o carinho dedicado. Todas as palavras e promessas feitas e cumpridas. Tudo! Absolutamente tudo, vai abaixo por uma PARANÓIA de que faltou atenção nas últimas 24 horas. Eu te esperei. Eu fiquei aguardando. Eu perdi meu tempo, eu perdi meu sábado, um feriado desperdiçado, […] É assim! Tudo antes de agora, não vale nada, por mais lindo que tenha sido! Porque agora algo não foi feito! Um evento não aconteceu. Um evento que não foi concretizado; vi você estava dando atenção a um amigo, você estava com os amigos de seu filho; você está comportando diferente de anteontem; você não é mais o mesmo; você está diferente.  São tantas observações e que as vezes eram positivias!

Nós maridos e namorados reconhecemos a importância dos eventos. Sabemos da dedicação das mulheres quando se expecta um encontro. Sabemos, ou melhor, eu sei do empenho que é aguardar um momento, um encontro. No entanto, não é por que algo aconteceu, e que nos impediu de agir dentro do esperado que nossa história antes disto está esquecida, perdeu o significado. Não! Mesmo quando, e se, um relacionamento vier ao fim numa situação desta, nada pode apagar o que aconteceu antes.

Outro exemplo? Sim eu tenho outro exemplo. Um homem, no modelo “semiantigo”, em que o homem é o provedor. Se, este homem, por um período apenas da vida conjugal estiver incapacitado de prover, de proteger, de agir como antes, todos os anos que antes que ele fez, é esquecido! E, não é só um que eu conheço nesta situação.

Quanto ao geral? Para manter um namoro, um casamento, uma amizade, um relacionamento por longos anos, é necessário, abdicar de muitos conceitos, preceitos, vergonha, desejos. Se uma das partes sentir, pensar, pesar e concluir que dá mais do que recebe, esta situação contribuirá para que em algum momento o relacionamento acabe. Então é melhor mudar de atitude antes que a vaca chegue no brejo.

É assim!

Namorando através da rede e dos meios eletrônicos.

3 jul

- Ah! foi assim! Elaaaa, – Dando enfase -  primeiro, me enviou um comentário no blog. Depois eu fui e comentei no blog dela. Depois, eu coloquei um link para o blog dela. Ela agradeceu. E ai, ficamos trocando comentários nos textos nos blogs. – Foi assim que ele resumiu o inicio de seu atual, gostoso, inovador e picante romance.

- Atéééé! Já fiz sexo virtual – Contou-me todo animado. – De comentário em comentário o contato entre eles foram aumentando as linhas e ampliando os meios em que eles se comunicam.

- E como foi que vocês foram ampliando os meios de contato?

- Olha, eu confesso, que pareceu-me que ela estava me seguindo na internet. Primeiro foi no blog. Ai um dia ela apareceu no twitter. Porém, nossos horários nunca coincidia. Quando eu chegava nas redes, ela tinha passado. As vezes quando ela chegava eu havia passado. E, num dia lá, ela me mandou um pedido direto! Me passe seu e-mail. Foi ai que tudo mudou. Pois, ela tinha todos os meus contatos da internet. Blog, redes sociais, MSN, e por fim E-mail. Numa certa tarde 18 de abril daquele ano. Tiveram uma tarde no MSN. E, alguns dias de contato nos bate-papos do Gmail e do Facebook também.

Eu tive acesso a um e-mail que eles trocaram logo no inicio, eis parte do e-mail abaixo:

“… eu simplesmente precisava te dizer que te admiro muito. A tua trajetória, tua  forma  verdadeira de expressar as  coisas  do mundo. Tenho acompanhado teus escritos  a muito tempo, assim como teus  comentários. As vezes, sinto vontade de  conversar  contigo. Eu já me sinto meio da casa, entende? Então independente de  qualquer interpretação e principalmente para que ela (a interpretação) rsrs fosse feita só por você, senti vontade de  pedir teu e-mail. “

De inicio as perguntas básicas: Quem é essa? Onde mora? É casada? É solteira? É divorciada? O que quer? Como quer? É do bem? Como é? Como se veste? – Porém, estas perguntas foram aos pouco sendo respondidas. Ela enviou fotos. Enviou vídeos. Trocaram confidências.

- E como tudo, desde o inicio tem sido iniciativa dela, um certo dia, ela me escreveu assim: Você quer namorar comigo? Foi irresistível. Eu disse de imediato: Sim! Mas, eu estava ensaiando isto, e você vem direta e me faz a proposta. Só me resta aceitar e dizer: sim! eu quero namorar com você! Ela resolveu assim, num instante, o que eu passei pelo menos dois dias para decidir como fazer, ou seja, eu estava, mesmo diante da situação tão favorável, ensaiando como pedi-la em namoro.

Assim tem nascido e assim as pessoas tem se adaptado aos novos meios e modos de comunicação, e aos meios tecnológicos de encurtar distâncias. E esta dificuldade dele em pedi-la em namoro, dá a real dimensão das dificuldades masculinas em lidar com o sentimento. Mesmo para os mais dado ao sentimentalismo, as emoções fáceis. Diante de uma mulher, “somos só garotos.”

Este é mais um namoro que nasce nestes meios, e tem tudo para ir muito além dos  cabos, dos hubs ,switz e outros equipamentos que fazem parte da grande rede. E corrobora com minha tese de que nós, homens e mulheres nascemos para estarem unidos, e sempre haverá meios de se unir pessoas que se atraem.

Sempre vou escolher o amor

2 jun

Quando, em outubro de 1986, fui batizado na IASD na cidade de Nanuque, passei por um período de dois anos e meio sem namorar. Foi uma opção. Um amigo, o Geová, até me aconselhou a abandonar a igreja e me disse: Esta igreja mudou você  demais.

Eu tinha regras. Eu seguia minhas regras. Eu tinha meu credo. E seguia meu credo. Eu tinha uma lista de atitudes e ações a serem seguidas se algo acontecesse. E tais coisas, itens e tudo mais foi necessário depois do estrago do furação chamado Vanessa. Tem o texto dela ai no blog.

Lá, naquele tempo, para mim, os momentos mais difíceis que passei nos namoros que tive, terminar com elas, foram os momentos que mais me entristeciam. É porque dizer para alguém, que não há sentimento suficiente para alimentar o sentimento existente do outro lado, é muito, … muito dolorido. Ao menos para mim sempre foi. Mas, este tipo de dor, doi, mas, doia mais no outro lado, e você só sabe, quando se torna o lado oposto.

Assim foi com Sirleide. Ela quem me pediu em namoro. Antes de um mês, tive que chama-la e dizer que eu havia tentado, mais, não havia germinado nenhum sentimento de mim para com ela.

Foi assim com Zenaide, a outra é claro. Tive que dizer-lhe, que o que eu sentia por ela, não era um sentimento grandioso, puro, amplo como o que ela sentia por mim, e assim sendo, não havendo correspondência e intensidade de sentimentos era melhor terminar.

Algumas vezes, sentir isto em mim, quando por exemplo, Lucinha me disse: Eu ainda gosto do meu ex. E, também outra, que veio direto, sem meias palavras e me disse assim:

- você passou quinze dias longe de mim, e eu não pensei em você, não sentir sua falta, não sentir saudades. Então é melhor acabar.

Sempre foi assim. No entanto, carrego, talvez um destino triste, o fado, de ter que ficar distante de pessoas, de mulheres que o sentimento existe. Que a paixão adentra a alma, domina o espirito, e faz a carne tremer, no entanto, há sempre um grande abismo entre nós. Foi assim com Hortência, a baiana. O que existia entre nós era tão somente 14 anos, 6 meses e 22 dias de idade. Na época eu tinha 22 ela 36.

Num dia qualquer de outubro de 1991, talvez, um mês, antes de se comemorar o dia da Republica, num apartamento, no Campo da Pólvora , ela me convidou para passar um dia na capital baiana. Andamos por muitos lugares, conversamos como sempre, nos beijamos muito, andamos de mãos dadas, andamos abraçados e no final do dia, choramos juntos, e nos despedimos. Foi, talvez até hoje, o pior dia de meus sentimentos.

Ao entrar no ônibus, lá na praça um carro com som muito alto tocava o sucesso daquela época, e o José Augusto, nem cantava, gritava assim:

E agora o que é que eu faço
Prá esquecer tanta doçura
Isso ainda vai virar loucura
Não é justo
Entrar na minha vida
Não é certo
Não deixar saída
Não é não…

Agora aguenta coração
Já que inventou essa paixão
Eu te falei que eu tinha medo
Amar não é nenhum brinquedo
Agora aguenta coração
Você não tem mais salvação
Você apronta
Esquece que você sou eu…

Ai para quebrar de vez os sentimentos já espatifado, lascar com o coração dilacerado, quando entrei no ônibus em Salvador em direção ao colégio interno, o IAENE, na rádio Salvador, passava um especial de RC, e então veio a estocada final:

Você foi a melhor coisa que eu tive
Mas o pior também em minha vida
Você foi o amanhecer cheio de luz e de calor
Em compensação o anoitecer, a tempestade e a dor
Você foi o meu sorriso de chegada
E a minha lágrima de adeus

Aquele grande amor que nós tivemos,
E todas as loucuras que fizemos,
Foi o sonho mais bonito que um dia alguém sonhou
E a realidade triste quando tudo se acabou
Você foi o meu sorriso de chegada
Tudo e nada e adeus

Você me mostrou o amanhecer de um lindo dia
Me fez feliz, me fez viver
Num mundo cheio de amor e de alegria
E me deixou no anoitecer

Como aquela noite me doeu mais do que todos os outros fins de namoro. Até hoje dói. Mas eu gosto, eu penso hoje, que a dor que o amor, e que as paixões me provocaram, são muito mais gostosas de serem lembradas, mais lindas de serem contadas do que todas as dores que se possa sentir quando é algo ruim, mentiroso, enganador, traição.

Ou seja, a dor que sentimos pelo amor que perdemos, pelo amor não correspondido, dói menos do que as dores do engano provocam. Por isto, sempre prefiro, e sempre arrisco ficar como nesta imagem que encontrei na internet, que é realmente o que metaforicamente acontece conosco.

Como-Superar-O-Fim-De-Relacionamento

Mesmo assim. Seja como for, sempre vou escolher o amor, mesmo que eu saiba que certos amores, me arrancarão o coração, e que eu irei passar algum tempo até que eu consiga reconstruí-lo. Ainda assim, vou sempre escolher amar, apaixonar, viver bons sentimentos.

Prefiro o amor, ainda que estes amores, me cause dor, pois, as dores do amor, são melhores do que outros tipos de dores. E todos já experimentamos uma e outras!

Eu tinha minhas regras. Escrevi minhas leis, meus credos, minhas formas de agir e viver, e no entretanto, nunca me foi possível prever e controlar os sentimentos. Eu, no máximo, conseguia controlar minhas atitudes, minhas palavras, e ocultar a dor e as hemorragias que as paixões e os amores até hoje me provocam.

Namoro, noivado e casamento: os pais deveriam agir diferente!

10 nov

No inicio de uma maioria dos relacionamento parte dos familiares desconfiam. Uns outros tomam o partido do Final Feliz sempre. Outros estão sempre do é Eterno em quanto durar. E, alguns, ou até vários tem motivos de sobra para ir contra o novo namoro.

Eu já posicionei várias vezes contrário ao estilo moderno, atual e vigente de relacionamento. Não retornarei ao tema para afirmar que o que sentimos nem sempre é uma boa medida para tomar uma decisão, que nem sempre é pra vida inteira, mas afeta a vida inteira depois desta decisão.

Quando conheci, a que hoje é minha esposa, fui recebido com descrédito, desconfiança e preconceito. Não me esqueço que ouvi, não uma vez, mas várias vezes palavras do tipo: Como é que troca um homem branco, bonito e de boa aparência por um negro desse! – Não é de hoje que insisto em ignorar todos a que assim me mediram.

Os familiares, mesmo com boas intenções não aprenderam a opinar, a orientar os jovens como devem, e quais devem ser os critérios para levar a diante um relacionamento. Eu penso, que o passado da família, a atividade do pai, e dos demais familiares devem fazer parte do que se deve considerar, quando o assunto é relacionamento.

Hoje, vi uma reportagem em que a mulher estava abismada com o fato do marido ser violento, e bater nela e nos filhos. Porém, ela mesmo confessou que sabia que ele respondia processo da ex-esposa por agressão. Outro dia, uma mulher reclamava de que o marido havia agredido a filha. Mas, também disse saber que ele havia sido condenado por atentado ao pudor. Uma amiga em confidência a mim, dizia-se totalmente movida de compaixão e empatia por uma amiga nossa que sofria com o marido. E travamos o seguinte dialogo:

- Se lembra de Maria Fernanda?

- Sim! Claro que lembro. Que fim ela teve? – Perguntei.

- Ô Adão, não fale assim de minha amiga.

- Ué! Isto é por causa de uma pergunta tão simples?

- É! Mas, minha amiga tá sofrendo tanto! Adão! Ela tá sofrendo uma decepção atrás da outra.

- Eu não tenho compaixão dela, nem tão pouco lhe sou solidário. Ela entrou no caminho sabendo onde estava pisando. Ela conheceu este sujeito na cadeia, condenado por crime de tortura, crime hediondo e conforme diz a justiça: crime bárbaro, e com requinte de crueldade.

Pois, bem, esta amiga, mesmo tendo conhecimento do que a justiça declarava e condenava o sujeito, ela pensou que seria capaz de mudar a  trajetória e a vida deste individuo. Entregou-lhe a vida, o corpo, a energia e o resto de paz que tinha. Depois de longos dez anos, depois de consumir tudo que ela tinha com advogados e em recursos, ele conseguiu a liberdade. Em seguida abandonou-a, deixando-a na miséria, chorando e mendigando uma gota de atenção e amor.

Por inúmeros exemplos é que sempre vou advogar que em questão de relacionamento, casamento, direitos, o que sentimos de emoções do tipo amor, paixão, tesão e também nos jargões: química, pele, atração, deve, ser submetido a suprema corte da razão, e os pais, os responsáveis devem entrar em campo, montar uma barreira e insistir:

- Minha filha(a), esta pessoa, não é uma boa opção para se construir e manter uma família.

No entanto, reconheço e dou validade para as palavras de meu amigo Ildeu Matos:

- A paixão é egoísta, míope e obtusa. Ninguém que lhe segue os conselhos enxerga, ouve ou vê o que a razão contradita.

Mas, também é verdade, que todo grande relacionamento traz consigo o fardo, mas, um estoque de força e capacidade para suportar as dores, as decepções e fracassos do mesmo pacote.

As lembranças de amor: NÃO PASSAM

8 mai

Minha alegria passou só as lembranças de amor: NÃO PASSAM.

Este verso acima é e foi cantado pela dupla: Vitor & Leo. É verdade que se pode interpretar que a palavra amor na frase significa SEXO. Pois, inevitavelmente para nós homens lembranças de amor é quase sempre lembranças dos momentos de sexo. Entretanto, não é este o objetivo deste meu texto.  Nem tão pouco elogiar os cantores. Mas, a partir da frase rememorar e lembrar as lembranças de amor que não me passam… e neste caso, quero mesmo lembrar de quantas mulheres amei nesta minha breve vida.

Alguns e algumas poderão pensar que amor pra valer, verdadeiro, único, intenso, válido, só acontece uma vez na vida. E eu discordo! E faço coro com Raul Seixas:  “ninguém é feliz tendo amado uma só vez”.

Penso e sei que é possível amar todos e todas com intensidade, verdade, carinho, atenção e todos os atributos inerente ao amor, e não significa necessariamente que haverá entre tais pessoas um relacionamento duradouro.

Sempre fui o mais feio de todos os amigos, no entanto, nalguns casos, era o único que conseguia ter e manter ao menos um breve namoro.  Assim, abaixo listo duas lembranças de amores que não me passam quando tenho que se lembrar do passado, não em ordem de importância, apenas de lembranças neste momento que escrevo.

A mineira Dircimar

Dircimar foi uma mulher com quem mantive um curto e breve namoro na cidade de Frutal. Ela era intensa, carinhoso, impetuosa, fogosa, e para mim, um furacão de mulher. Ela era divorciada, e tinha uma filha: Tháis.

Ela era arriada por outro colega da turma, mas, o sujeito dizia-se o mais moral de todos os homens. E uma mulher para ele, tinha que ser virgem, e que ele fosse o primeiro namorado, noivo e esposo. “Só eu devo conhecer o corpo dela em todos os sentidos” – Eu não tinha lá estas exigências todas para uma namorada.

Sempre lembro com carinho da Dirce. Ela gostava como eu pronunciava o nome dela. Achava engraçado o sotaque diferente de Frutal, que todos a chamava de DIRRRRRRCE.

Apesar da situação, quando namorei com Dirce, eu era cristão, evangélico e puritano e havia dedicado meu tempo, talentos e templo a Deus. Nunca fizemos sexo, mas, não por falta de desejo, e ou por ela, veja que ironia, ela não ter insistido em fazer um “SANTO” pecar.  Ela não conseguiu. De minha parte, sem arrependimentos.

A baiana Luciana.

Tenho boas lembranças de Luciana. Uma graça de mulher. Ainda hoje, tenho na mente o formato de lua de seu rosto. Nosso namoro demorou até o dia que pai dela descobriu que namorávamos.  Ele descendente de japoneses que fugiram da segunda guerra. Ele foi morar  no extremo sul da Bahia. Lá eu, morava e trabalhava.

Num determinado dia me solicitou para dar aulas para ela nas matérias que ela tinha dificuldades. E destes encontros vespertinos e estudantis nasceu este amor e namoro. Era gostoso namorar com ela naquela lagoa que tinha nas terras onde eles moravam. As vezes, quando a Globo passa nas novelas cenas de namoro em lagos e lagoas, é inevitável não lembrar de Luciana.

Não insistimos com o namoro. Obedecemos aos mandos do pai dela. Ela se casou com outro conhecido lá de Nanuque. Teve dois ou três filhos. Muitas vezes ficávamos na frente da igreja conversando. Minha opinião é que o pai dela não aceitou o namoro por dois ou três motivos. O primeiro, eu era negro, pobre e feio. Motivos suficiente para qualquer pai impedir um namoro que prometia apenas amor e felicidade.

São muitas lembranças, e termino com as frases de Raul e de Vitor e Leo:

- Hoje eu sei, Que ninguém nesse mundo, É feliz tendo amado uma vez…
Uma vez

- Minha alegria passou só as lembranças de amor: NÃO PASSAM

medidas extremas

3 nov

Don Corleone!Quando cheguei pra estas bandas, lá pros idos de 1990, conheci, lá na região de Jacobina um certo homem.

Naquele tempo, havia um burburinho no meio, a respeito dele. Diziam que outrora era “barra-pesada” e que tinha ligações com todo tipo de crime.

Passou-se muitos anos até que este certo homem e eu nos reencontrassemos. E ele, passado algum tempo, me inquiriu se não lembrava dele.

- Não! Não me lembro! De onde nos conhecemos?

Ele me explicou e eu relembrei a história, mas, mesmo assim, não consegui ter uma fisionomia passada na memória. Não importava muito, começamos outra amizade.

Certo dia, ele saiu de onde estavamos e foi seguindo o filho. Seguiu-o e depois retornou. Não demorou muito o jovem voltou triste e sentou-se na frente da televisão. Não disse uma palavra.

O comportamento dele estava estranho. E ele investigou diversos motivos. Drogas foi a primeira desconfiança. Passou a semana de tocaia. O rapaz estava estranho de fato. 

No sábado, assim que escureceu, ele chamou o filho e deu-lhe R$ 100,00 e disse que era para ele sair com a namorada no fim de semana. Entretanto, ele não quis o dinheiro e disse que o namoro havia terminado.

- Mas, cadê aquela paixão ardente? Aquele amor vigoroso que existia entre vocês?

- Acabou! – Limitou-se a dizer.

Na segunda-feira, ele foi para a escola do filho. E ficou de tocaia. Quando o sino tocou, o primeiro a sair foi o filho dele. Saiu correndo e olhava para trás em clara demonstração que estava sendo perseguido. E estava.

Eram quatro jovens. Não era mais fortes que ele. Mas, eram em maior número. Quando chegou em casa, ele cercou o filho. E ele abriu o jogo. Estava sendo perseguido. Fora obrigado a terminar o namoro, e tinha que ficar em casa sem sair, pois, se fosse surpreendido fora de casa, apanharia.

Assim ficou explicado todo o comportamento estranho. Na quarta-feira, ele saiu da casa dele, e ficou de tocaia na praça. Quando os quatro passavam, foram cercados por seis homens.

- Cala a boca e senta no chão! Quero ver quem de vocês é o mais valente agora. – Disse ele. E vou avisando. Já paguei pros cara ai, uma garrafa de cachaça e dei R$ 5,00 pra cada um para quebrar vocês. E já escolhi os ossos para ser quebrado. Agora vou apontar em quem.

Saiu então do lugar escuro, e apontou para cada um e dizia: Esse aqui é pra quebrar a perna porque ele gosta de jogar bola. Nesse quebra o braço, por que ele joga volei. Esse aqui, quebra uma costela, porque é o mais implicante, e aquele ali que é o mais novo é pra quebrar os dedos.

- Adão, a Bíblia diz que quando aceitamos Jesus, o velho homem morre, e é sepultado pelas águas do batismo.  Mas, o diabo manda umas “peças dessas” ficarem pulando sobre a lápide do sepulcro do velho homem, e se a tampa quebrar, vai sair de lá uma natureza que eu sempre agradeci a Deus, ter aprendido a controlar.

Passado alguns dias, encontrei um daqueles jovem com o braço engessado. Ele garantiu que foi uma queda, e o filho deste outro voltou a sair e renovou o namoro com a garota.

Vai saber!!

Me pergunto: Do que sou capaz de fazer por meus filhos?


Eu, ela e as amigas dela.

27 set

Eu desci a rua Lambari, acompanhada dela. Minha mãe e minhas irmãs que vinham do Salão do Reino das Testemunhas de Jeová,  juntou-se a nós. Continuamos nossa andada até chegar a altura da casa dela na Rua Lagoa Santa.

Ela me chamou para conversar. Sentei-me e fiquei esperando-a na sala. Ela entrou para a cozinha e trouxe-me um copo de suco. Porém, quando voltou, ficou tímida.

Pouco depois, enquanto eu fingia não ter percebido nada e ansioso para ir embora, sem que ela tivesse coragem de dizer o que prentendia ela me disse:

- Adão, estou muito a fim de você, e gostaria de namorar com você.

Havia dois anos e meio que eu não namorava. Foi um período de ajustes de personalidade. Eu, havia tomados algumas decisões importantes e que norteariam minha vida ao longo de uma década e meia.

E, neste período, eu havia proposto, não ter uma namorada, mas como dizer não a uma mulher bonita, insistente e corajosa como esta?  Seria eu indelicado ou poderia dar uma chance a tanto sentimento, e tentar fazer brotar algum afeto ? Optei por este último.

Errei!

Quando a turma soube que eu estava namorando-a, riram. Não que fossemos uma piada, mas, riram, porque sabiam aonde eu estava entrando.

Foi algo mágico aquele namoro. Naquela semana, garotas que outrora nunca dirigiam a palavra a mim, quando passavam por mim, abraçavam-me e eram carinhosas. Teciam comentários, e eram agradabilissimas comigo.

Situação totalmente diferente antes do namoro. Mas, isto era explicado porque eram todas amigas dela. Primas, colegas de escola e da igreja. Quando aceitei o namoro, fui aceito por todas, mas, não havia mérito nenhum em mim, apenas no título: “Adão é o namorado de fulana.”

Garotas de diferentes bairros e que eu nem sabia que sabia o meu nome, passaram a conversar comigo:

- Olá Adão tudo bem? Como tá você e fulana? Tão felizes hein??

Eramos a novidade. Todas comentavam a situação, em especial, por ela ter vindo me pedir em namoro.

Mas, isto durou pouco. Uns 12 dias. Não quis alimentar os sentimentos dela, sem poder corresponder-lhe tanto carinho e afeto, e na mesma sala, onde ela pediu para começar eu pedi para terminar.

Ela ficou triste, e apenas concordou dizendo: “Tá bom! você tentou, mas se não me quer! fazer o que? Thau!” É muito triste terminar um namoro, em especial, um assim onde a outra parte deposita muitas esperanças.

A questão foi passar a semana. Todas aquelas garotas que eram-me amigas, intimas as vezes, atenciosas e animadas, que me procuravam pra pedir favores, pedir informações… se transformaram todas em ex-namoradas.

Neste momento, foi que “Barranco” – Apelido e um amigo - me disse:

- Adão, aqui funciona assim: se você namora com uma, todas te aceitam, e é como se você estivesse namorando com todas, quando o namoro termina, todas ficam com raiva de você. Se foi você quem terminou, declaram-te inimigos. Se foi ela todas vão rir de você, e todas agirão como se cada uma tivesse te dado o fora.

E, não é muito diferente nos dias de hoje, ou seja, não mudou muito não!!! As vezes, quando passo por uma casa, onde há muitas conhecidas de minha esposa, sou tratado assim, e também ouço, as mulheres em festas e em rodinhas detonando aqueles outros ex-maridos, ex-namorados, “maridos ruins”, entre outros.

Assim, saibam que quando namoramos, noivamos e casamos com uma, só o somos por completo, se todas do grupo o aceitar.

Se apenas uma, for “du contra” e você tomar uma atitude contrária ao gosto delas, certamente, essa oposicionista, fará movimento contra você, e logo-logo estarás queimado no meio.

Ela e as amigas delas, foi isto que escrevi, não foi “elas e as amigdalas dela!”, cuidados com as amigas dela!! Zele delas e tenha respeito e afeto por todas.


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