Corpo, Alma e Espírito

Dezembro 26, 2008

Melhor do que o original

Pri, que anda desaparecida da web, quando conversamos por MSN ou por telefone, por uma ou duas vezes aparentou descontentamento com uma frase que quando em vez falo. Alba, uma amiga daqui da cidade, diz, que foi por causa da frase, em especial, pelo tom de humor que uso, que a fez gostar de mim. Ka, sempre quando a ajudo nalgum problema, diz a frase. Afirmando: Adão Braga, é o máximo!

Ainda que eu diga: EU SOU O MÁXIMO, e eu a dizia antes de conhecer o desenho animado, não é uma frase que digo por arrogância, talvez por convencimento, nunca por petulância, orgulho, soberba, altivez, presunção, insolência ou audácia, apenas digo a frase como meio de humorizar alguma situação.

Não gosto de querer ser o melhor de todos tão somente por estes adjetivos acima elencados. Procuro saber aonde falar tal frase, e jamais, querer ser melhor do que o original.

Meu amigo,  “O Maestre Roberto“, faz uma excelente imitação da Voz do Cid Moreira. A última vez em que o encontrei, ele me mostrou as gravações, e no seu sotaque mineirês indagou: “Num tá igualzin?”. O que fui obrigado pela semelhança, a concordar com ele. Mas, em momento algum, o Roberto, quis ser, demonstrou ser ou tentou ser melhor do que o original.

Este é o ponto.

Eu não gosto de algumas vozes que o mercado musical lança, e num breve momento, o Brasil, se rende a tal voz. Eu não gosto de alguns cantores, de algumas expressões que alguns cantores e cantoras ficam famosos por usarem. Entretanto, pior do que os tais, é conhecer e conviver com alguém que queira e diz ser melhor do que estes tais. Não que não seja, mas, é o desgosto de ter que aturar tais comparações e presunções.

No domingo passado, 21/12, um determinado cantor estava apresentando seu repertório, e para minha dupla infelicidade, esta pessoa estava aqui em casa. Se já não gosto, da apresentação do original, imaginem a minha situação quando vejo alguém querer ser melhor do que os ditos?

Kátia se irrita, quando, usando todo o poder que ainda me resta, uso o controle e mudo o canal, para o canal dos leilões de boi. O problema é que tais arrogantes, se julgam melhor do que o original, sem levar em consideração, que tanto o original, quanto a imitação à minha frente, me é incomoda. E lá foi ele querendo demonstrar que cantava melhor do que o original, e para completar afirma:

Não sei como esta dupla faz sucesso! Esses dois nem sabem cantar.

Para piorar a situação lá vem ele com o violão. Aumenta a voz. Toca mais alto. Imita tão ruim quanto os originais, no entanto, julgando-se o melhor do Brasil, quer fazer o show na sala. Com toda imodéstica possível. Com todo o descaramento, com toda insolência, com o senso do rídiculo desligado, continua a sua trajetória rumo ao vexame.

Todos saem, ele ainda permanece disputando com a dupla que canta na TV. Neste caso, ainda que eu não goste destes outros, eu os prefiro. Mas, a lista de quem é inferior a ele, e que, por algumas vezes ele quis demonstrar sua voz maravilhosa passa por: Zeze de Camargo, Daniel, Chitão e Xororo, Fagner, Roberto Carlos, Renato Russo, Djavan, Zé Ramalho, Zeca Baleiro, Fábio Junior, Calcinha Preta… etc.

Novembro 7, 2008

Eu e Zenáide. Uma música marcou este amor!

Há momentos em que procuro na minha existência um meio, uma maneira, apesar de saber que não existe, mas eu desejo ardentemente por um CTRL+Z.

Ah! como, também seria bom, poder fazer como o professor Xavier da série X-Man da HQ, o poder de parar o tempo, os acontecimento e modificá-los, e poder continuar como se algo não tivesse acontecido.

Por outros lado, todos temos dentro de nós a máquina do tempo, as vezes tenho a impressão que ela é acionada por melodias. Há músicas que nos lembram um momento qualquer, e tais músicas funcionam como um gatilho, um interruptor, um acionador, um temporizador, que dispara uma quantidade de sentimentos, e assim, a reação em cadeia tem inicio.

Certas músicas nos lembram uma paixão, um amor empoeirado nos ocultos e abandonadas áreas do nossos passado. Mas, vez ou outra, elas conseguem sair e desperta tais sentimentos.

Há músicas que você fica na dúvida:

- Ouço esta música por que estou deprimido ou fico deprimido quando ouço esta música?

Os sentimentos nobres não morrem. Se você em algum momento amou alguém, apesar de haver passado muitos anos, basta uma só chave da clave músical para que eles acordem, e você passa algum tempo relembrando o passado. Isto me aconteceu agora.

Kaio estava assistindo Cold Case, ou Arquivo Morto, que passa no SBT. Uma história triste de um irmão que por ciúmes ataca e mata o irmão menor. A série Cold Case, me impressiona com a qualidade e o bom gosto musical dos produtores. Se bem que eles pegam as músicas de sucesso da época em que o crime aconteceu. Nesta madrugada, a música final foi: I Want To Know What Love Is (Leia a tradução aqui)

Já sei! Você não se lembra que música é esta! Por isto, abaixo o video para refrescar sua memória, e ou, apresentar-te esta música gostosa, e para mim, saudosa e marcante.

No auge desta música, eu estudava no colégio Santo Antonio. O diretor era o professor OTTO. Apaixonei-me obstinadamente por Zenaide, minha colega de curso Técnico de Contabilidade. Mas, fui gentilmente dispensado, com as mais duras palavras que o ouvido de um jovem apaixonado puderam ouvir:

- Você é muito jovem para mim! Imagina se eu vou namorar um adolescente!

Eu tinha 16 anos ela 21. Ela vendia frango abatido na feira. Eu fazia questão de ir todos os domingos na feira só para ficar olhando-a de longe, oculto entre as barracas da feira. O gostoso, e importante, era está sempre perto dela.

Quando chegava a noite, eu ouvia na rádio Mundial, as melhores músicas românticas, e esta sempre tocava. Depois, ia procurar nas outras emissoras outra oportunidade de ouvir novamente, e torcia para alguém ligar pedindo a música.

A primeira vez que bebi até cair foi numa festa frustrada, em que a irmã dela era a aniversariante. Nunca conseguir um só carinho dela. Nem um abraço. Nem um beijo. Nem um simples toque de mão.

- Adão, só amizade entre nós. Só posso te oferecer amizade. Você é muito novinho.

E a música me dizia:

I wanna know what love is

Eu quero saber o que é o amor

I want you to show me

Eu quero que você me mostre

I wanna feel what love is

Eu quero sentir o que é o amor

I know you can show me

Eu sei que você pode me mostrar

Quando jovem, parece que gostamos de sofrer por amor. Eu ia nas bancas de revistas e copiava as letras das músicas românticas internacionais, corria para biblioteca e traduzia.  Isto amplificar o que eu sentia. Não me arrependo de nenhum momento vivido e experimentado. Como diz o Raul, “Hoje eu sei! Que ninguém nesse mundo, é feliz tendo amado uma vez.” (Ruim para quem nunca amou!)

Vivemos numa época em que parte de nossos semelhantes não sabem o que é o amor, não se alimenta do amor, não buscam o amor. Ao contrário, muitos e muitas procuram meios de evitar. É tão gostoso apaixonar-se, buscar este amor, inventar desculpas para estar perto, ir lá dar um recado, esquercer algo insignificante, só para poder voltar. E depois, depois de muito tempo, ouvir uma música como esta e poder resgatar boas lembranças, e ainda pensar:

- Se fosse hoje, eu faria isto! Agiria assim! Teria dito isto.

Hoje, isto é apenas uma lembrança despertada por uma boa música. Ficou marcado e impresso nos circuitos interno de minha memória estes momentos. E, não nego a mim tais momentos de recordação, transe e extase de minhas agradáveis memórias. Desejo que ela tenha também experimentado e vivido os amores que a vida lhe tenha oferecido, uma vez que o que lhe ofereci fora rejeitado.

Agosto 12, 2008

Revelação

Arquivado em: Alma, Alma Humana, Relacionamentos, Vidas — by adaobraga @ 11:44 pm
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Um dia vestido
De saudade viva
Faz ressuscitar
Casas mal vividas
Camas repartidas
Faz se revelar

Quando a gente tenta
De toda maneira
Dele se guardar
Sentimento ilhado
Morto, amordaçado
Volta a incomodar

Fagner
Composição: Clodô e Clésio

Quem acha que não conhece, clique aqui, e ouça

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