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Haverá o movimento “Eu odeio o dia oito de março” ?

8 mar

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Hoje foi o dia dedicado às mulheres. O tal do 8 de março. As vezes tenho a impressão que fui eu quem começou esta onde homenagens às mulheres. Lembro-me da primeira vez que presentei minha sogra – que me detestava – com um quadro religioso. Ela se espantou, era o ano de 1993, e quis saber porque estava ganhando o presente, e expliquei-lhe:

- Hoje é o dia internacional da mulher.

Desde então, o movimento municipal, regional, estadual, federal e mundial só fez aumentar.  Não me lembro de antes desta época haver tanta atenção ao dia 8 de março, e, naquela época eu fiz isto, por que era pauta da programação da Escola Sabatina da IASD de Irecê, na Bahia. Até parece que fui eu quem comecei todas estas comemorações, he he he he

No entretanto, já entrei em movimento solitário e contrário ao dia. E já tenho minha lista de desagrado quanto ao dia. E, vamos lá.

1 – Fui/Sou cobrado por… Cheguei numa empresa em que a maioria do quadro funcional é feminina e fui cobrado por, ao entrar no recinto, não ter chegado dizendo: “Feliz dia internacional da mulher, meninas"!

Evidente que receberam uma resposta adequada e a altura da cobrança. Mas, fui educado em justificar. Curiosamente, o gerente, o mais detestado por todas, fez assim, já fui menosprezado e equiparado a ele. Isto, no entanto, me enfureceu, e, assim, parti para a defesa mais agressiva e apresentei a incoerência delas com a situação.

- Vocês passam todos os outros dias do ano reclamando do patrão. Dizem que ele é mau educado; dizem que ele é grosso; dizem que ele é a pior parte deste trabalho; dizem que ele não vale nada; que ele é burro; dizem e reclamam de estarem abaixo de uma pessoa como esta … mas, hoje, ele é melhor do que eu, que as elogio sempre, que ajudo vocês, que as auxilio, que as amparo… e por que ele é melhor que eu? Porque as felicitaram hoje… e eu, simplesmente ignoro este dia. O que vocês preferem então? Já sei! Um dia de felicitação!  Não de mim. Se acostumem!

2 – Mistificação do gênero. Fiz e recebi criticas e xingamentos por criticar a mistificação que a Clarissa Pinkola Èstes faz do gênero feminino. E o dia 08 de março tem sido um instrumento de ampliação da mistificação do gênero feminino. Eu acho muito.  Reconheço que há diferença entre nós. No entanto, não chega a ser, elas as deusas, e nós, pobres diabos. Não mesmo!

Ontem na TV alguns programas só falavam da superioridade feminina e a funesta vida de serem, quase sempre, submissa ao gênero masculino. Um dito canto de pagode, agora a pouco, deixou claro que, quando as esposas adoecem, tem que ficar hospitalizada, “são abandonadas” por seus companheiros.

Não é uma verdade absoluta. Há homens insensíveis. Um muito próximo, abandonou a companheira por que o médico, a aconselhou ficar em repouso total, inclusive, quanto ao sexo. Ele justificou: “não vou  ficar com uma mulher que não pode me dá, quanto há tantas que podem”. Existem aos montes, assim, como há, as que abandonam os companheiros quando estão em situação financeira ruim.

Já reclamei aqui no blog das vezes que tive que voltar da porta da enfermaria do Hospital Regional. É regra: “esposos e pais não podem acompanhar esposas, filhos e filhas” – Preferem e exigem acompanhamento feminino nas alas e enfermarias. “HOMENS são monstros e se veem uma doente nua, ocorrem ereções”, e havendo ereções, consequentemente, quereremos estuprar as doentes. – Foi o que me disseram no hospital regional de Irecê e a parte sem aspas, é a dedução lógica.

3 – irrealidade da situação. Evidente que há muitas mudanças quanto a sexualidade, quanto as diferenças de gêneros, o tratamento social, os direitos conquistados, os reconhecimentos… etc. e tal. Mas, a irrealidade do que se transparece no dia oito de março é espantoso.

Há milhões de mulheres em situações vergonhosa e que o dia oito de março sequer acolhe, conhece, estende as mãos. Exemplo disso são as colegas acima citadas, em que, exige-se, cobra-se, xinga-se, maltrata-se, mas, que tudo se justifica no final do mês, com o salário mínimo. Eu digo a estas colegas, que, o trabalho fora de casa, o acumulo das funções de funcionária, mãe, esposa, dona de casa serve para demarcar as diferenças entre irmão, pai e patrão.

Os irmãos os primeiros guardiões de suas celas invisíveis e impositores de regras, leis e exigências. O pai o terrível monstro a ser derrotado, destruído, seja na vida real, quanto na imaginária, na ficção e na cabeça de Clarissa Éstes. Todos são imagens e metáforas do mal a ser vencido pelas semideusas. Já o patrão é o que digo: é para vocês saberem que há algo pior do que irmão e pai. – Mas, apesar dos gracejos, tudo verdade!

4 – Divisão e facção. Lamentavelmente o dia tem se transformado num banker da divisão e da facção. É o dia do levante. E, homens como eu, que vê com desconfiança tal movimento, somos taxados de insensíveis, trogloditas, ultrapassados, toscos, irrelevantes, quando de fato, estamos levantando a bandeira do alerta para a grande divisão e a grande  facção que a comemoração tem estabelecido na sociedade.

O dia 08 de março é um grande símbolo. E, ai daquele, daquela, de qualquer grupo ou individuo que ousar dizer algo contra.

Podem pesquisar na internet e vê a importância que se dão à origem do dia internacional da mulher. E daí? Quais tem sido os direitos conquistado pelas mulheres?

- De trabalhar? Sim! De trabalhar “fora de casa”- Ah! tá. Eu nasci em 1968. Só tive um professor (do sexo masculino) na quinta série em 1980. Da alfabetização até então, só mulheres participaram desta minha fase. O que os homens faziam? Trabalhavam para suster a casa, e os cargos mais importantes das mulheres eram na educação, e na revolução. Evidente! Me lembro de ser estranho ouvir nome de mulheres ligadas às lutas comunistas.

Pois então! Hoje se vangloriam de ter obtido o direito de trabalhar.  E reclamar da carga excessiva, das jornadas, da insensibilidade masculina… ai! ai! No mercado de trabalho meninas, somos todos quase iguais. E vos garanto que já ouvi: meu computador não tá funcionando bem, pois, quem formatou e instalou tudo foi aquela moça lá daquela loja. Bem vindas.

- De estudar? Sem dúvidas esta é uma enorme bandeira. E como se vangloriam de as mulheres estarem mais estudiosas do que os homens; e como se enchem a boca para dizer, que as mulheres são mais aplicadas; do quanto as mulheres dedicam mais tempo aos livros; de como as mulheres são mais cultas; do quanto as mulheres são mais preparadas; de como as mulheres… choram quando o patrão, menos tudo, grita com elas, e elas, … elas, a maioria, se calam e voltam para suas tarefas.

- De beber, ir a festas, de dá vexame. Agora que meu filho tem tido uma vida social normal e agitada, tenho visto o comportamento feminino desta nova geração, e como elas se sentem no poder, por, ter a liberdade de ir às festas, competir com os colegas no gole da bebida, de vomitar, de embebedar, cair bêbada, fazer “coisas feias”, grotescas. E, tudo isto, é visto como conquistas.

Por outro lado, as normas sociais continuam a prevalecer, e os colegas, amigos, amigas continuam naquela linha anterior de censurar, criticar, dizer que é feio.

… tem muito mais por ai.

Eu vejo com desconfiança e descrédito certas conquistas. Vejo uma grande conspiração em ter mão de obra barata, qualificada e com menos problemas de insubordinação, de irresponsável e afrontamento, ameaças, violência, força, resistência.

Certos direitos femininos vieram não do direito mas do mercado de trabalho. Adquiriram por umas e outras que lutaram para exercerem certas atividades, e que o mercado de trabalho preferiu-as. Outras áreas estão sendo invadidas exatamente pela qualidade das mulheres. Outras no entanto, nem tanto.

Por tudo isto, e mais outros que eu tenha esquecido, é que o dia 08 de março está na minha lista do dia a ser ignorado, enquanto, dia de enaltecimento, consagração, dedicação às mulheres. Eu insisto, e continuo a tratar todas as mulheres com carinho, elogios, atenção, dedicação todos os dias do ano, e nos contatos. Mas, para aquelas que preferirem, eu faço como certos gerentes que conheço: trato mau todos os dias do ano, e  trato bem, apenas neste dia oito de março.

O que vos parece? Eu ainda não posso odiar o dia oito de março, mas, a comemoração, as celebrações, as mistificações, as massificações, tem me feito colocar o dia na minha lista de dias a ser ignorado. Não por causa das mulheres, mas, por uma série de fatos e eventos: em especial estas atitudes de vitrinização do gênero, do empedestalamento da figura feminina, do engrandecimento, da vitimização… de uma série de coisas e eventos, que de outra maneira, não existiria.

Pior: é a aceitação e a defesa que o gênero tem feito do dia, como, que sendo contra, sou o pior de todas as criaturas, pior de todos os monstros, pior do que todos os torturadores, de todos os estupradores, pior do que todos aqueles que destroem, aprisionam, maltratam as mulheres, tão somente por serem mulheres, e conheço homens  que assim fazem. Conheço também mulheres que falam assim, das mulheres.

O titulo é este mesmo: Poderia ser este o título: “Eu odeio o dia oito de março” – E não existe ainda o movimento, e outros textos na internet em que se afirma: “Eu odeio o dia oito de março!” ou “Porque eu odeio o dia oito de março”. Não é de espantar, afinal, há tais movimentos em outros dias comemorativos como o natal, carnaval, dia das mães, dia dos pais, dia das crianças… etc.

Vai existir em breve o “eu odeio o dia oito de março?” É esperar para ver!

Ter uma família é viver em diversas, constantes e inimagináveis rotinas.

10 mai

Há milhares de semelhantes que a tônica é reclamar da rotina no casamento. E atribui à rotina a causa o efeito deletério dos relacionamentos cada dia mais. Eu sou daquelas pessoas que discorda deste conceito. Afinal, afirmo e reafirmo que a rotina é necessária em toda jornada humana. Nossas vidas são feitas de diversas pequenas rotinas.

  • · Hora de dormir;
  • · Hora de levantar;
  • · Hora de trabalhar;
  • · Hora de comer;

Eu sempre digo que se reclamam muito e se repete muito: evitar a rotina no casamento. Alguns casais para fugir da rotina criam outras rotinas: dia de ir comer fora; dia de ir ao motel; dia de fazer atividades físicas juntas; hora disto juntinhos… Ou seja, rotinas para fugir das rotinas.

Você não vê porá ai, reclamações de rotinas como por exemplo: vou pedir demissão por que nos últimos vinte anos eu fiz a mesma coisa na minha profissão; o jogador de futebol parar e justificar: jogar bola é muito rotineiro. Tenho que dominar a bola, driblar os adversários, marcar gols. Esta rotina me cansa; quem sabe então o político reclamando da rotina: é que política é isto mesmo. E a rotina de político enerva qualquer um. Afinal, toda e qualquer atividade humana exige rotina. Eu não me canso da rotina em minha vida, porque penso que a rotina faz parte de minha rotina humana, e deixo, para que os eventos casuais, caóticos, destinados, traçados, escritos, ou seja, que aconteça do jeito que tem que acontecer para que minha vida conjugal, profissional, amorosa [...] ainda que seja feita e inúmeras rotinas, fique mais agradável de viver.

Imagine você que minha rotina nestas últimas quatro semanas foi muito alterada e o que aconteceu foi que minha esposa recebeu ordens expressas do ortopedista: “você tem que desistir de fazer certos trabalhos domésticos como lavar, passar, varrer e outras atividades em que você faça força nestes músculos.” A mim, ele impôs outra regra: “você tem que vigiar sua esposa para ela não se prejudicar.”

Acontece que optamos por um modelo de família, segundo as pessoas, ultrapassado, e que inibe o desenvolvimento feminino, e confina dentro de casa uma criatura que nasceu para dominar o mundo: a mulher. Lamento! Nós pensamos e agimos de forma diferente. Nós adotamos o modelo em que ela tem as tarefas dela em casa, e eu tenho as minhas tarefas em função da casa dela, e dos filhos que ela concebeu. Ainda que eu saia para prestar serviços em empresas e residências, minha vida é tão cheia de rotinas quanto as rotinas que minha esposa leva em casa.

Não há diferença se o assunto é rotina. O que há, são rotinas. E se diz que a rotina de uma dona de casa é mais desgastante por que ela faz, refaz, e torna a fazer. Tá! É verdade. Mas, é diferente a minha rotina de fazer as mesmas tarefas? Ajuda-la na educação, sair para comprar alimentos, carregar as sacolas, colocar o lixo nos dias e horários corretos, levantar mais cedo do que todos, dormir mais tarde do que todos, ser responsabilizado quando falta mantimentos, quando falta dinheiro para pagar água, luz, telefone, prestações… Tudo é muito rotineiro.

Porém, é imperativo reconhecer que além da rotina nestas tarefas, o que faz-nos ficar chateados, é o isolamento; e ter que fazer tudo isto sozinha, sem ajuda, e sem reconhecimento, sem entendimento, sem auxilio. Isto é desolador, desanimador, e se é para estar só, evidente que se deve reclamar desta rotina, que além de tudo, deves ainda permitir a rotina sexual da outra parte.

E minha rotina nestes últimos dias mudou. E, eu não tenho que reclamar. E o que mudou em minha rotina? Bem! Agora tenho que sair, trabalhar, comprar o que ela mandar e voltar uma hora antes para auxilia-la a fazer o almoço, pois, as 12:50 o filho caçula vai sair para a escola, e o mais velho chegará da escola as 12:45. Ou seja, como minha esposa não pode fazer força com os braços, eu tenho que chegar para cortar e descascar vegetais, pegar as panelas com água, varrer a casa, lavar os pratos sujos (quando estiver caindo água: tempos de racionamento. Seca na região), arrumar os pratos e ser os braços dela nestas tarefas.

Muitas destas atividades eram dela, e que com esta inflamação do músculo “não-lembro-o-nome”, passaram para mim automaticamente, afinal, quem são os responsáveis por tudo na casa: NÓS DOIS! Isto mesmo! Não é só ela quem é responsável pela família. Eu também sou. A família é nossa. É minha família. É a família dela; É a família que temos; que construímos que geramos que concebemos. Eu moro aqui! Apesar do pouco tempo que passo dentro desta casa (eu venho para comer, fazer algumas tarefas, e venho dormir).

Se você acha que a rotina está matando seu relacionamento, faça algo diferente de sua rotina. Interesse-se e participe da rotina de sua esposa, e ou, participe da rotina de seu esposo. No mínimo você poderá compreender o que é que ele/ela tanto reclama do dia-a-dia. Talvez você consiga entender os motivos daquele olhar atravessado, por que aquele grito: “NÃO! Eu não estou nem ai com seus problemas!” – Como se fosse um desabafo: “olhe e reconheça o que eu faço todos os dias de minha vida.”

Ah! Gente! Este negócio de rotina é mesmo uma encrenca. Quem olha de soslaio, ou quem fica apenas contemplando no viés, pensa que a outra parte reclama sem motivos. Participar da rotina do outro é fundamental para entender e dá uma sacada de outro ângulo, vê como se enrola completamente quando falta uma das atividades a serem executada. Como o dia se perde em pequenas rotinas. Não realizar uma só coisinha, as vezes atrapalha todo o andamento do dia. Atrasa tudo. Atrapalha tudo.

Hoje, por exemplo, tive que intervir nas tarefas escolares do filho caçula. Tive que cortar o aipim, a carne, a batata, a cenoura. Hoje soube que carne ensopada é o prato que agrada a todos, e que o aipim agrada o mais velho, o caldo agrada o mais novo, e a carne, do jeito que foi cortada e temperada era para agradar a mim. Esta visão do todo me fez perceber o quanto a visão das mulheres em relação a família é mais amplo do que podemos imaginar. Pequenos detalhes na rotina dela é para suavizar a rotinas de outros. Mas, minhas rotinas também são.

Quando voltei à noite para casa recebi a informação: as blusas das fardas dos meninos estão aqui. É para lavar, torcer e estender no varal. Já estava na metade do primeiro tempo do futebol quando fui alertado: não se esqueça das fardas! Antes de uma terceira menção, fui lá e fiz a tarefa. Pronto! Minha vidinha rotineira, nesses últimos dias acabou? Não! De jeito nenhum. Pelo contrário. Agreguei a rotina chamada EMERGÊNCIA de todas as jornadas.

Eu sou do tipo que penso que nem todos, sejam Homens ou mulheres, estão aptos a terem uma família. Ter uma família é viver em diversas, constantes e inimagináveis rotinas. Até para sair da rotina, deve-se criar outras rotinas. Se achas que será diferente, nem tente. Nem queira. Se não aguenta, depois de estar dentro, não tem como pedir para sair.

Minha vida: não é questão de ser ou não justa. É o que acontece!

26 nov

Minha vida não é um mar de rosas. Minha vida é a vida dos homens conscientes. Minha vida é hoje o que pude agregar nestes breves anos de existência. Aprendi a não julgar uma mulher por seus relacionamentos. Por seus casamentos acabados (fracassadas) ou mantidos (feliz e bem sucedida). Mantenho minha linha, e venho obtendo, e tenho este comportamento, por que li, por exemplo, o dialogo de Jesus com a mulher samaritana. Aprendi, lendo, o respeito que culturas antigas dedicavam às mulheres. Não sou dos simpáticos com vários caminhos propostos. No entanto, não sou dos que saio por ai advogando isto e aquilo em nome do gênero. Às vezes sou machista. Às vezes sou o macho alfa. No entanto, evito ao máximo ser o homem que meu pai por longos anos exemplificou para mim. É um modelo que não me agradou. Nunca! O homem violento e forte com os fracos: esposa e filhos ainda crianças!

Assim como abomino o modelo de macho de meu pai, é de igual forma por mim, visto como execrável as atitudes de certas feministas. Agora deram, de uns tempos pra cá, enviarem correios eletrônicos para mim, com conselhos e textos, com a clara ideia e vontade de “salvar a alma” desta pobre criatura que não ama as mulheres: Adão Braga.

Quando estou com problemas é que minha mente mais trabalha. E, não só eu. Somos assim. Quando exigidos produzimos e somos mais criativos, imaginativos. Esta semana tenho um quadro agravado de saúde aqui em casa. Faz algumas noites que tenho que velar sobre Pedro Henrique. Não só eu. De uns tempos pra cá, minha esposa também tem revezado comigo. Ah! Não se espante. Eu sempre fiz isto. Faz parte do acordo com ela. Eu cuido das crianças enquanto você dorme. Nem é de agora.

Pois bem! Além de tudo que passo. Além da forma como vivo. Além da maneira como levo adiante a família, a esposa, os filhos, as responsabilidades, ainda tenho que lidar com as acusações. Não digo que não são importantes, pois são. Algumas acusações e ideias que fazem a meu respeito caem por si mesmo, sem que eu tenha que abrir a boca para me defender… Outras, no entanto me perseguiram por longos anos, até caírem no esquecimento.

- O tarado!

No internato do IAENE nos anos de 91/92 sofri por, pelo menos doze meses a acusação de ser um tarado! Foi um período que, para muitos, deveria ser deixado lá no passado. Mas, eu não o esqueço, pois, me faz lembrar constantemente que tipo de homens os membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia tolera e aceita para administrar suas instituições, colégios, clinicas e igrejas. Muito tem baixa qualidade moral, ética e parcos conhecimentos de como viver em comunidade. Muito são tiranos, autoritários e perseguidores.

São pessoas também que agem como agentes de difamação. São caluniadores, difamadores e injuriadores. Dez anos depois de sair do internato ainda sofria com eles, como uma sombra me perseguindo. Foi quando resolvi contra-atacar. E, me livrei deles. Mas, jamais conseguirei fazer com que pessoas que lá viveram que lá estiveram, tenham ideia e conhecimento a meu respeito a não ser: Adão Braga o tarado do IAENE em 1992/93.

O espancador de esposa

No inicio da década de noventa uma pessoa da família de minha esposa me fez uma ameaça. Disse que me mataria. Não sou um homem diferente dos demais homens em certas circunstâncias. O que me diferencia, talvez, é que não tenho pressa para nada nesta vida. Nem para morrer. Fui à delegacia e registrei a ameaça. Começava ai, minha reação. Fui depois ferido em uma briga braçal com o referido sujeito. Fiz outra queixa crime e um corpo de delito. Procurei um advogado. Orientei-me sobre a legislação e perguntei se em caso de uma fatalidade, como é que eu poderia usar a defesa putativa a meu favor. – Ai está uma de minhas diferenças. Se necessário, uso o que está à disposição do gênero. Apenas com sofisticação.

Desta época, o que ficou marcado foi à defesa do sujeito, amparado por sogra, e três cunhadas: ele bate em minha irmã! Por volta da metade da primeira década, uma senhora, casada com o primo de minha esposa disse que não conversava comigo e não queria nunca saber de mim, por que: eu tenho cara de homem que bate em mulher.

Ela só confunde feiura com pessoas violentas ou quem sabe, para ela, todas as pessoas feias também são as feras e todas as bonitas são as belas. Só se for! Penso que é só um distúrbio! Dela e nela! Não de nós feinhos. Não necessariamente os feios são espancadores de mulher. Não é Dado? Nem os anônimos. Não é Netinho? Não é Mel Gibson? Não é Cadú? […]

Eu posso dizer: Nunca bati em minha esposa. Mas, já fui acusado e já me condenaram por isto! A vida é assim, acontece isto e aquilo. Não é questão de ser ou não justa. É o que acontece. Justo e injusto é como classificamos. Afinal, justiça é tudo aquilo que está a nosso favor.

Eu e a mulher da internet

20 mai

Estavamos na cozinha e quando ela amarrou o cabelo e revelou o pescoço, deixando a nuca visivel, olhei-a de cima a baixo, e fui em sua direção para beixar-lhe o pescoço. Foi quando ela me olhou cinicamente e sorrindo me disse, nesta manhã de quarta-feira:

- Você estava pensando nela, não foi?

- Nela quem? – Perguntei fingindo não saber do que se tratava.

- Na mulher da internet, oras, de quem mais eu estaria perguntando?

- Sim! Estava pensando nela sim! Como é que você sabe? – Perguntei a ela!

Ela sorriu. Com aquele ar de superioridade, aquela cara do Mister M, quando aparecia no fantástico depois de revelar mais um segredo dos mágicos.

Desde menino que vivo a perguntar as coisas das mulheres, e certamente morrerei sem saber como é que estas criaturas conseguem ser tão oniscientes, e ao mesmo tempo assim, tão bobas a ponto de amarem a nós homens.

Quantas vezes ouvi minha mãe dizer que odiava aquela mulher. Quantas e quantas vezes a ouvia reclamar daquela outra. Que a desgraçada fedia. Que ela cheirava mal. Que era porca. Bem, depois aprendi, que por mais linda que seja a outra, as esposas, jamais conhecem criatura mais feia, mais sujas, sem caráter.

Depois comprendi o sentido dos cheiros para as fêmeas. E, várias frases de minha mãe fizeram sentido. Através do perfume, através do corpo de meu pai, ela sentia a presença da outra.  (Leia mais aqui: Maria X Valdivia). Isto na cabeça de várias mulheres deve ser algo como a infidelidade na cabeça masculina. Só a possibilidade de ser verdade, já deixa alguns loucos.

Mas, no caso acima citado, como é que se descobre a presença da outra sem cheiros, sem traços, “sem presenças?” É ai que entra outras coisas típicas das fêmeas tais como: sentidos, perspicácia, astúcia, observação, detalhistas, dominio das expressões, etc.

- Muito simples meu amor, todos os dias quando você está no computador, você tem esta cara de homem bobo, este riso fácil para o nada. E agora, você está assim, com cara de quem tá falando com ela, mas, tá só na sua cabeça, mas, você não sabe pensar nela sem agir como se ela estivesse aqui.

- ah! tá! Mas, você ficou preocupada com a concorrência?

- Pra mim? Enquanto ela for uma mulher só da internet, enquanto você estiver aqui, e ela lá, e o que unirem vocês for só a tela do computador, eu não tenho medo dela, não!

O homem mais poderoso do mundo

13 ago

 

O que você sabe sobre o homem mais poderoso do mundo? Ele existe? É real? Onde mora? Como vive?

  • O homem mais poderoso do mundo não é o mais rico;
  • O homem mais poderoso do mundo não é o mais forte;
  • O homem mais poderoso do mundo não é o mais veloz;
  • O homem mais poderoso do mundo não é o mais inteligente;
  • O homem mais poderoso do mundo não é um cientista;
  • O homem mais poderoso do mundo não é uma celebridade;
  • O homem mais poderoso do mundo não é um jornalista;
  • O homem mais poderoso do mundo não é um estadista;
  • O homem mais poderoso do mundo não é o mais sagaz;
  • O homem mais poderoso do mundo não é o mais astuto;

superman
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da Imagem: CINEMA, homens e Pipoca

O homem mais poderoso do mundo tem poderes superior a constituição de seu país;  Ele por ser homem, é superior às mulheres que por natureza lhe é inferior. Ele tem mais direitos, as mulheres mais deveres;

Ao homem mais poderoso do mundo, mulheres, crianças, jovens, velhos e outros tem que fazer tudo em função dele;

Todos devem obedecer, aceitar e fazer tudo em função do homem mais poderoso do mundo, sob ameaça de tortura, tratamento desumano ou degradante;

Para o homem mais poderoso do mundo não existe livre manifestação de pensamento, e anonimato é uma declaração de guerra;

O homem mais poderoso do mundo é mais influente e mais obedecido do que todos os compêndios judiciais existentes em seu país;

Para o homem mais poderoso do mundo não há direito a crença religiosa, não há convicção alguma, a não ser a subserviência, e a obrigação de lhe servir, e qualquer tentativa de eximirem-se de tais obrigações é crime punido com “rigor extremo”;

Livre expressão intelectual, artística, cientifica e ou de comunicação, se não for em função do bem estar do homem mais poderoso do mundo é condenável;

Intimidade, vida privada, honra e imagem só existe a dele, a do homem mais poderoso do mundo;

O lugar onde o homem mais poderoso do mundo reina, é rei, é ditador, é juiz, é estadista é tudo quanto pode ser se denomina de ASILO INVIOLÁVEL, e ali, ninguém pode penetrar sem seu consentimento. E mesmo em caso de delito a culpa são de todos os outros que estão ali dentro, menos do homem mais poderoso do mundo;

Acima, minha critica a uma casta de maridos, que agem como se fossem o homem mais poderoso do mundo. Em suma, é baseado no artigo 5º da Constituição do Brasil.

Tais homens agem acima da constituição, tem regras superiores aos códigos cíveis e criminais instituídos; tem consolidações e leis de trabalho diferentes das declaradas na CLT. Eles são tudo dentro do ambiente: legislativo, executivo e judiciário. Além de tirano, algoz, rei, monarca, ditador, presidente, senador. Desobedece-los significa receber sentenças diversas.

Existem homens que assim agem.

Homens que não representam o que há de bom em nós humanos. Homens que testemunham contra a racionalidade. Homens que mancham os relacionamentos. Homens que poluem o imaginário popular, impingindo a todos os demais a pecha de que homem não presta, todo homem é infiel, que todos os homens são iguais, que não existe homem bom, que todos os homens são feras, e que todas as mulheres são belas.

Eu não sou o homem mais poderoso do mundo!

Tecnologia de ponta

5 mai

Num dos textos no novíssimo http://adaobraga.com.br, afirmei num dos comentários que “tecnologia de ponta” nós deixamos para nossas mulheres. A amiga, não entendeu e tive que explicar:

Tecnologia de ponta = chifre.

Pois bem, semana passada, estava eu na loja de um amigo conversando amenidades quando chegou um sujeito. Já havia encontrado com ele por lá, mas foi a primeira vez que conversamos. Quando ele chegou eu falava sobre alguma coisa relacionado a casamento, envolvimento emocional, homens, mulher e afins.

Não é novidade para muitos, que afirmo que o relacionamento com Kátia tem dado certo porque tanto eu quanto ela, não depositamos grandes esperanças e expectativas no relacionamento. E, como diz o velho ditado: “para quem nada espera, o pouco é grande coisa.” Estamos juntos desde de junho de 1993 e casados desde outubro de 1994.

Este sujeito fez alguns comentários arrepiantes e também contraditórios.

- Se minha mulher, ao menos me chamar para ir numa festa de rua, ela apanha. Mulher descarada é que vai pras baladas e é festeira.

- Você conheceu ela aonde? – Perguntei a ele

- Numa balada! Mas, ela não é descarada não!

- Eu também não disse que era. As pessoas gostam de festa independente da descaração. Há pessoas que gostam de ir em festa tão somente por ser festa.

- Você leva sua mulher para festa? – Quis saber ele de mim

- Eu? Levar ela em festa? Coitada dela! Eu não gosto de festa. Se ela quiser ela vai! Eu levar, é outra coisa diferente.

- Ah! meu amigo então você é um super corno – Desculpa a sinceridade.

- É mais fácil você ser do que eu. Afinal, quando você vai pras festas que garantias você tem que a sua mulher não faz “uma festa” em casa? E além disso, te garanto que eu posso não ter um amigo que venha me dizer que ela estava com outro cabra na festa, mas, é improvável, não haver um fofoqueiro que comente, ou uma fofoqueira que me ligue para falar dela.

- Oh! Essa conversa tá indo longe demais. Deixa eu ir lá em casa!

- Vai! Corre! Porque lá em Minas Gerais se diz muito o seguinte: Água ladeira abaixo, fogo ladeira acima, e mulher quando quer dá, são três coisas que ninguém segura!

É assim! Tem homem que pensa que se domina uma mulher pela força. Pensa que consegue subjuga-la, escravizar, assenhorar-se das vontades, desejos e intelectos delas.

Por este sujeito fui acusado de não saber viver e lidar com as mulheres. No entanto, ele declarou já estar com a quinta companheira. Com esta informação, a única mulher no recinto me acudiu com as seguintes palavras:

- Um homem, que está vivendo com a quinta mulher, não pode dizer que entende de mulher, não pode se auto elogiar dizendo que é o melhor exemplo de homem, não é Adão?

Meu  trabalho foi menear a cabeça em consentimento.

Nascer, crescer, reproduzir, envelhecer e morrer

9 mar

O sistema ora é machista, ora é classista. E, a pressão ciclo-sócio-hormonal” é intensa. Muitas e muitos sofrem com esta pressão. Não importa de onde vem a sentença, o machismo sempre dá um jeito de aparecer e impor-se.k_utero-1

Eu denomino de “ciclo-sócio-hormonal”, este ciclo determinado pela ciência: NASCER, CRESCER, REPRODUZIR, ENVELHECER e MORRER.

Esta pressão e opressão é duro, insensível, desumana, cruento, para o gênero feminino.

Para as mulheres, o fato de não terem ao menos um filho, é visto, em muitos casos, como sinônimo de FRACASSO.

Esta incompletude além de cobrada, é também imposta com outras regras, em especial uma que diz: - Para se ter um filho, é preciso ter marido.

Alguns trastes podem nem prestam, mas, tem que ter aquele, amplamente divulgado como: “O pai do meu filho”.

Não importa o sucesso que ela tenha obtido nas ciências, nos estudos, nas finanças, na faculdade, no direito, na psicologia, na política, nos esportes, etc..

Não importa se ela é famosa, rica, poderosa. Passou de certa idade, continua solteira, não usou o aparelho REPRODUTOR, é vista com  reservas, e alguns comentários sórdido surgem nalgumas rodinhas de amigos, e também, fazem parte dos diversos comentários familiares.

As cobranças  sobre este item do ciclo humano é veemente. Na falta do mesmo, é como ter adquirido o rótulo e ou o diploma de INCOMPETENTE. As cobranças são tão populares, que, as próprias mulheres se colocam na posição. 

“… me dei conta de que eu era A solteira. A única que não fazia parte do contexto: separada, sem namorado, sem filhos, sem uma baita barriga de gravidez.
Ok, eu não sofri dessa vez, foi mais um catatonismo e um reconhecimento da minha condição. E sério, não sei o que dizer sobre esse assunto… só sei apenas que tudo o que pensei é que estava desencaixada, como se tudo em volta estivesse em outra rotação.” –
Acalma Alma Má.

O melhor testemunho que li sobre o assunto e copiei para o texto.

Aqui na cidade, já ouvi algumas reclamações de amigas que sofrem esta pressão hormonal uterina. Elas sofrem com a validade dos óvulos, e com a pressão social, a cobrança familiar, porém, se não casarem e tiverem um filho, são mal vistas, e difamadas. É como, se fossem inúteis à existência se não REPRODUZIREM, sem também seguir as regras sociais.

Algumas, só falta gritar:

- Eu quero REPRODUZIR.

Mas, porém, contudo, todavia, no entanto, para tal evento, e para não ficar mal na fita, eu preciso de um par. Necessito de um marido. Eu careço de alguém que me queira. Não existe um meio termo para elas: Ou abraçam tudo ou arca com todos os ônus.

Na linha descendente do ciclo, (Envelhecer e Morrer), deixa de existir a cobrança, e passa aos comentários depreciativos, acusadores e inquisidores. É como ter que olhar e conviver com a constante acusação:

  • Você não reproduziu;
  • Você entrou e saiu desta vida e não cumpriu o ciclo;
  • Você falhou;
  • Inútil;
  • Imprestável;
  • Incompetente.

O fato é que as cobranças existem. Não importa a situação. A idéia é a mesma: quem se casa, constituem família, REPRODUZ, ENVELHECE, e MORRE foi bem sucedida.

As solteiras, mesmo com todas as outras questões resolvidas, nada realizaram! O sistema funciona assim. Somos julgados, comparados, ainda somos condenados pela sentença antiga da ciência: Nascer, crescer, REPRODUZIR, envelhecer, morrer.

Pressão maior sobre as mulheres que aproximam da data de validade. Depois deste prazo,  sem o sucesso, sem a estabilidade, sem a economia suficiente para pagar um tratamento hormonal, restará a estas, envelhecer e morrer de forma ignominiosa, desonradas, oprobriosas, vergonhosa e comentada por vários familiares das mais diversas forma. Mesmo depois de morta, ainda se ouve no dia do velório:

- Morreu e não deixou um filho no mundo.

Só faltam criarem o epitáfio padrão para todas que assim fizeram como: “Aqui jaz uma que não reproduziu”

A puta e a mulher

3 dez

Rogerão andou vagarosamente em direção ao balcão onde seu amigo tinha o olhar fixo no infinito como se não existisse ninguém no lugar.  Estava diante um corpo de alma ausente.

- Não entendo você! – disse Rogerão interrompendo aquele arroubo  – Se apaixou por esta puta que qualquer um come por vinte real?  Mermo assim você não chega junto?

- É diferente Rogerão! É diferente! – Exclamou ele – Mesmo que ela seja puta, não é apenas sexo que eu quero com ela. Isto é diferente, o que sinto por ela é diferente. Quando um homem ama, mesmo que ela seja puta, é dificil se declarar.

- Esse negócio de amor, é coisa de doido mermo. Ó você como fica quando ela passa!

- Pra você ver como é! Eu tenho sentimento por ela, e nunca tive coragem de dizer. As pessoas que sabem, agem assim iguais a você, zombam de mim, como se fosse a coisa mais fácil do mundo, dizer para uma mulher que ama. Vocês minimizam tudo, só porque ela vive ali do jeito que vive, e acham que eu devo ir lá, e pagar vinte reais, e que tudo se resolve. Queira Deus, que você nunca esteja em situação como a minha!

- E qual é o problema mermo?

- Ela vive como puta, mas, é uma mulher. Quando chega perto de mim, o meu coração dispara, não pela puta que é, mas pela mulher que vejo!

Uma outra Elizabeth, a Betinha!

12 set

No inicio da década de noventa, conheci uma jovem Elizabeth. Visitava-a pelo menos uma vez por semana para conversas diversas. Eram conversas longas.

Elizabeth aos 14 anos foi brincar com um revolver, e a tragédia ocorreu. O disparo atravessou seu corpo na altura do pescoço, e isto a impossibilitou de utilizar os membros inferiores. Entretanto, este evento, apesar de trágico, não a impediu de buscar o que sempre desejou.

Contrariando a vontade dos pais, amigos e familiares, todos os dias, iam para a escola. Formou-se no segundo grau, equivalente ao Nível Superior de hoje. Nesta época, era a maior graduação em diploma que se exigia no mercado de trabalho.

Ela era “amigada” com um “abestalhado”, como diziam por toda cidade. Ele sofria de algum tipo de demência. Tal condição o impedia de prosperar, evoluir, decidir, e ter um emprego. Juridicamente, poderia ser declarado incapaz.

- Sua família nunca aceitou o seu casamento hein?

- Adão, você é a única pessoa que diz que somos casados. Todo mundo aqui diz que somos amigados, amasiados. E minha família além de não aceitar, atrapalha. Eles não me entendem. Acham que eu mereço alguém melhor, mas, quem é melhor, não me quer!

- É uma situação complicada Betinha! Você encontra homens na sua situação com mulher, mas, é raro mulher em situação semelhante conseguir um homem.

- Você acha que eu nunca tentei um namorado normal, inteligente, capaz? Mas, nenhum deles me quisera. Eu achei esta criatura, que pelo que você vê, é assim, abobalhado, mas é um doce de marido. Faz tudo que eu quero!

- Você está satisfeita?

- Com ele?

- Com ele e com o seu casamento!

- Para as tarefas de homem ele é apto. Se eu pudesse teria um marido para cuidar de mim e da casa, mas não tendo, eu tenho este! E este me basta! Eu não posso me dá ao luxo, Adão!

- Ha! Ha! Ha! Ha!

- Você ri, NE!

- Achei engraçada a maneira como você falou dele.

- Veja bem Adão, ele cuida de mim, faz alguns mandados na rua, gosta de mim, é um touro, nunca me nega, não resmunga, não briga. Só é assim desligado do mundo, e é preciso ter paciência em explicar, ensinar, e esperar ele voltar para saber como é que deve fazer e falar.

- Eu vejo como a sua luta com ele! E as demais mulheres com os ditos normais, também não é? – Desta vez quem caiu na risada foi ela.

Ela tinha uma escola de datilografia. Era o cérebro. Ele a força. Ele a empurrava pela cidade. Pegava o peso. Ela recebia críticas diversas. Uma das críticas mais repetida, era a que ela aproveitava do doidinho. Sobre isto, ela comentou assim:

- Nenhuma mulher quis nada com ele. Ninguém nunca quis nada sério comigo. Éramos dois abandonados nesta cidade. Neste fim de mundo. Um dia, eu pensando comigo mesma, chamei a mãe dele, e mandei a proposta para ele. Ela conversou com ele, e mandou ele vir morar comigo, e desde então, eu sou a cabeça dele, e ele é minha força. Vivemos como podemos. Não casamos no cartório por que a lei não aceita. Não casamos na igreja porque o padre não compreende. Então, vivemos como Deus permite.

O casamento dela era assim, algo sublime. Ela tinha uma paciência com aquele homem. Mas como ela mesma dizia e repetia:

- Não foi o homem que eu queria e desejava quando jovem. Foi o homem que me sobrou. Foi o homem que eu pude ter e não o homem que eu pude escolher. E não culpo nenhum dos homens que eu quis não me querer. Eu sou maior do que isto!

Ela era educada. Culta. Inteligente. Batalhadora. Estudiosa. Lia filosofia. Estudava história. Ciências. Estudava a vida. Ela me mostrou coisas que até então nunca havia visto.

- Adão, veja bem! – Exclamava sempre – nós mulheres somos diferentes de vocês homens. Somos todos humanos. Mas, nós mulheres somos mais que humanos. Nós, mulheres, somos uma partícula de Deus. É através de nós que Deus se manifesta na vida e no amor. – Dizia sempre – Só Deus é mais do que nós. Só Deus consegue amar mais do que nós. Só Deus! – Repetia em profusão.

Ela falava dos homens cegos que tinha esposa para cuidar dele ser a luz dos olhos que ele não tinha. Homens aleijados. Homens surdos. Homens mudos.

- De todos os tipos e jeito, é possível que exista uma mulher que o deseja, que o auxilie, que o ame, mas, o contrario nem sempre é verdadeiro, porque o homem ama pouco. O homem é ligado ao que é físico, concreto, palpável.

Ela também reclamava. Reclamava por não ter conseguido sair daquela pequena cidade. Ela dependia das pessoas para se locomover. Ficou refém da vontade alheia, mas, sua mente era livre.

- Para as funções de homem, ele é bom.

Enquanto isto, ele ficava sentado num pequeno tamborete, olhando a sala e ouvindo o barulho das teclas.Ria de vez em quando. Conversava só. Depois das aulas a carregava nos braços.

- Sabe o que eu mais gosto! – Sussurrou certa tarde – É quando ele me pega no colo, não quando eu quero e peço, mas quando ele quer. Fico toda arrepiada, em pensar e saber que ele me deseja!

aprisionada em 1968!

5 mai

Fui surpreendido nesta madrugada com o texto da Magui direcionado a minha pessoa, e a este blog. Assim ela escreve:

Muita gente ouve falar em feminismo e não sabe bem do quê se trata. Um eles é Adão Braga. Então resolvi fazer este texto para que ele fique atualizado e não fale pelas mulheres.

Eu respondo:

Magui, eu não ouvi falar de feminismo. Eu sei que o é feminismo. E li o seu texto para saber se você sabia, no entanto você disparou a reclamar de um programa humoristico. Eu não o vejo. O meu humor, não acha graça nos programas humoristicos que passam na TV.

O feminismo foi um movimento que desejou, que preconizava, idealizou ampliar os direitos do gênero feminino. Até apoio qualquer idéia que possa favorecer-nos como humanos, não apenas, uma ideologia separatista como o feminismo idealizado na década que você nasceu, cresceu e viveu.

Este feminismo, foi tão somente um movimento, que fracassou no seu maior intento: Querer transformar as mulheres em uma especíe de homem sensibilizado.

Sempre me posicionei, e sempre serei contra estas idéias feministas, que não passa de uma manobra de uma conspiração mundial, para se obter mão de obra qualificada, barata e controlável.

O feminismo tentou criar um cisma entre homens e mulheres. Quis fazer, e ainda é muito utilizado a expressão GUERRA DOS SEXOS, como que nossos gêneros fossemos inimigos.

Para muitas mulheres educadas, treinadas por suas filosofias, (não diferente de muitas lavagens cerebrais evangélicas, e de partidos de esquerdas, do MST – Todos são iguais) toda mulher que não trabalha fora do lar, é uma escrava do marido. Toda mulher que casou-se e dedica a maternidade e á família é uma alienada. Uma coitada.

Tolice!

Estas mesmas mulheres que pensam ser escravizadas quando auxiliam seus esposos, pensam que são livres, que “contribuem com nosso belo quadro social” porque trabalham nalgum lugar, e ganham um salário mínimo. Afinal Magui, não são todas as mulheres, e não são todos os homens que o imposto de renda vem descontado na fonte. A maioria são proletariadas, e estas suas idéias libertárias, não atingiram, nem fazem a menor diferença.

Elas continuam escravizadas. E louvo, o fato, das novas mulheres, não desejarem ser equiparadas a nós homens. Mulher tem que ser mulher. Homem tem que ser homem.

Você que já li alguns comentários anti-esquerda, nunca percebeu a influência do socialismo no meio feminista, em que o objetivo principal, é obter o trabalho serviu, barato sob o manto da liberdade.

- Nós vos libertamos, então vós sois livres, porque vocês trabalham e servem ao Estado, e não a vossos maridos. Não deveis fidelidade a estes antigos algozes.

Eu falo pelas mulheres,  porque vocês perderam a causa, e vivem emudecidos. E você já deveria conhecer a nova onda feminista que tem surgido na Europa, denominado de NEO FEMINISMO, que tem voltado sua atenção para o contrário deste feminismo arcaico que você advoga e pensa ser a salvação do gênero.

O NEO FEMINISMO tem crescido, justamente, porque advoga – anota ai por favor! – que as mulheres não precisam ter direitos iguais aos homens. Que as mulheres não precisam serem uma nova “raça” de homens para serem livres. As mulheres podem e são o que são por sua natureza. E disso elas não podem escapar.

A fraqueza deste seu feminismo arcaico, é que ele não conseguiu inovar. E cito a autora do livro “Mamãe em casa” que diz:

“O velho feminismo perdeu, porque não se ajusta às mulheres tal como elas são, pretende convertê-las em homens”

Atualize-se Magui.

Este movimento feminista que você é adepta, perdido em suas ideologias, agora insiste em querer transformar homens em mães. Quer transformar homens em donos-de-casa. Mais um movimento fracassado, porque as próprias mulheres não querem que homens sejam mães, elas querem que homens continuam sendo homens. 

Desde às carvernas que homens protegem as mulheres. Que homens caçam pelas mulheres. Que homens são pais. Que mulheres são mães. E que ambos, tem como funções primárias de reprodução e sociabilização, viver em família.

Funções que este movimento, influenciado pelo socialismo, pelo mercado de trabalho, e também, as vezes o capitalismo e o liberalismo tentou modificar com o manto de: a mulher tem direito de: 

Nós não precisamos de feminismo. Precisamos de leis justas que nos protejam como humanos, e não como gênero. Caia fora destas idéias furadas Magui. Atualize-se! O feminismo está mudado, e você ai, sentada dando milho aos pombos?

Magui, penso, é ou foi advogada. E pensa, (é direito dela pensar) que luta pelo direito de todas as mulheres. Entretanto, tenho parentes na região onde ela mora, e que trabalham em áreas especificas, e sei que a realidade das mulheres de lá, não é diferente das mulheres daqui de Irecê, onde moro, e que não é diferente das mulheres que moram em Manaus, onde a Julie vive, e que não é diferente, das mulheres onde a Sarah Rubian e Deever moram e não é diferente da maioria das mulheres onde a Beth mora.

Magui, saia das teorias. Caia no mundo real onde vivemos, e onde apoio e ajudo suas semelhantes. Eu, trabalho com informática, apesar de ter tido uma formação acadêmica voltada para a teologia e a sociologia e é nesta área que mais ajudo, estas orfãs do feminismo. Estas coitadas que acreditaram em vocês, e hoje pergunta-me: Como? Para que? Porque? Onde? O que sou? etc.

São inumeras mulheres que auxilio ao longo da semana. Reclamações diversas. Patrões. Filhos. Escola. Supermercado. Politica. Doenças. Casamentos. Divórcios. Intrigas. E não vejo, nenhuma ajuda destas ideologias equiparatistas do feminismo. No momento do aperto, mulher age como mulher e não como manda a cartilha do feminismo, exigindo direitos e deveres.

Por fim Magui, deixe de defender o gênero, e se interesse mais pelos humanos, seja ele homem ou mulher, que você vai ajudar mais.

E da próxima vez, traga informações atualizadas, não me fale de programa de televisão que não assisto, que aliás, se há mulheres lá, fazendo o que elas fazem pelo dinheiro, você como mulher feminista que diz ser, deveria procurar meios legais de ir lá libertar estas coitadas.

O novo feminismo, tem como foco, não estes direitos que vocês lutaram. O neo feminismo luta pela maternidade, pela amamentação, pelo calor humano, pelo carinho.

A questão, em minha ótica, é que o feminismo, é tão somente, mais um meio de escravização das mulheres, e você e seus pares, apenas agências dissiminadora de idéias escravizantes, e ainda fazem pose de mocinhos.

Deve-se lutar para acabar com a violência doméstica contra a mulher, contra os filhos, e direitos politicos e cívis iguais. Isto não deveria ser debatido por gênero masculino e feminino, mas, isto é declarado como DIREITOS HUMANOS. E não ficar se gabando da necessidade da Lei Maria da Penha, como que se a constituição não declarasse: “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações” (art. 5°, I).

Você está aprisionada em 1968. Mas, a porta da cela está aberta. Saia para o novo mundo!


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