Corpo, Alma e Espírito

Março 9, 2009

Nascer, crescer, reproduzir, envelhecer e morrer

O sistema ora é machista, ora é classista. E, a pressão ciclo-sócio-hormonal” é intensa. Muitas e muitos sofrem com esta pressão. Não importa de onde vem a sentença, o machismo sempre dá um jeito de aparecer e impor-se.k_utero-1

Eu denomino de “ciclo-sócio-hormonal”, este ciclo determinado pela ciência: NASCER, CRESCER, REPRODUZIR, ENVELHECER e MORRER.

Esta pressão e opressão é duro, insensível, desumana, cruento, para o gênero feminino.

Para as mulheres, o fato de não terem ao menos um filho, é visto, em muitos casos, como sinônimo de FRACASSO.

Esta incompletude além de cobrada, é também imposta com outras regras, em especial uma que diz: - Para se ter um filho, é preciso ter marido.

Alguns trastes podem nem prestam, mas, tem que ter aquele, amplamente divulgado como: “O pai do meu filho”.

Não importa o sucesso que ela tenha obtido nas ciências, nos estudos, nas finanças, na faculdade, no direito, na psicologia, na política, nos esportes, etc..

Não importa se ela é famosa, rica, poderosa. Passou de certa idade, continua solteira, não usou o aparelho REPRODUTOR, é vista com  reservas, e alguns comentários sórdido surgem nalgumas rodinhas de amigos, e também, fazem parte dos diversos comentários familiares.

As cobranças  sobre este item do ciclo humano é veemente. Na falta do mesmo, é como ter adquirido o rótulo e ou o diploma de INCOMPETENTE. As cobranças são tão populares, que, as próprias mulheres se colocam na posição. 

“… me dei conta de que eu era A solteira. A única que não fazia parte do contexto: separada, sem namorado, sem filhos, sem uma baita barriga de gravidez.
Ok, eu não sofri dessa vez, foi mais um catatonismo e um reconhecimento da minha condição. E sério, não sei o que dizer sobre esse assunto… só sei apenas que tudo o que pensei é que estava desencaixada, como se tudo em volta estivesse em outra rotação.” –
Acalma Alma Má.

O melhor testemunho que li sobre o assunto e copiei para o texto.

Aqui na cidade, já ouvi algumas reclamações de amigas que sofrem esta pressão hormonal uterina. Elas sofrem com a validade dos óvulos, e com a pressão social, a cobrança familiar, porém, se não casarem e tiverem um filho, são mal vistas, e difamadas. É como, se fossem inúteis à existência se não REPRODUZIREM, sem também seguir as regras sociais.

Algumas, só falta gritar:

- Eu quero REPRODUZIR.

Mas, porém, contudo, todavia, no entanto, para tal evento, e para não ficar mal na fita, eu preciso de um par. Necessito de um marido. Eu careço de alguém que me queira. Não existe um meio termo para elas: Ou abraçam tudo ou arca com todos os ônus.

Na linha descendente do ciclo, (Envelhecer e Morrer), deixa de existir a cobrança, e passa aos comentários depreciativos, acusadores e inquisidores. É como ter que olhar e conviver com a constante acusação:

  • Você não reproduziu;
  • Você entrou e saiu desta vida e não cumpriu o ciclo;
  • Você falhou;
  • Inútil;
  • Imprestável;
  • Incompetente.

O fato é que as cobranças existem. Não importa a situação. A idéia é a mesma: quem se casa, constituem família, REPRODUZ, ENVELHECE, e MORRE foi bem sucedida.

As solteiras, mesmo com todas as outras questões resolvidas, nada realizaram! O sistema funciona assim. Somos julgados, comparados, ainda somos condenados pela sentença antiga da ciência: Nascer, crescer, REPRODUZIR, envelhecer, morrer.

Pressão maior sobre as mulheres que aproximam da data de validade. Depois deste prazo,  sem o sucesso, sem a estabilidade, sem a economia suficiente para pagar um tratamento hormonal, restará a estas, envelhecer e morrer de forma ignominiosa, desonradas, oprobriosas, vergonhosa e comentada por vários familiares das mais diversas forma. Mesmo depois de morta, ainda se ouve no dia do velório:

- Morreu e não deixou um filho no mundo.

Só faltam criarem o epitáfio padrão para todas que assim fizeram como: “Aqui jaz uma que não reproduziu”

Dezembro 3, 2008

A puta e a mulher

Rogerão andou vagarosamente em direção ao balcão onde seu amigo tinha o olhar fixo no infinito como se não existisse ninguém no lugar.  Estava diante um corpo de alma ausente.

- Não entendo você! – disse Rogerão interrompendo aquele arroubo  – Se apaixou por esta puta que qualquer um come por vinte real?  Mermo assim você não chega junto?

- É diferente Rogerão! É diferente! – Exclamou ele – Mesmo que ela seja puta, não é apenas sexo que eu quero com ela. Isto é diferente, o que sinto por ela é diferente. Quando um homem ama, mesmo que ela seja puta, é dificil se declarar.

- Esse negócio de amor, é coisa de doido mermo. Ó você como fica quando ela passa!

- Pra você ver como é! Eu tenho sentimento por ela, e nunca tive coragem de dizer. As pessoas que sabem, agem assim iguais a você, zombam de mim, como se fosse a coisa mais fácil do mundo, dizer para uma mulher que ama. Vocês minimizam tudo, só porque ela vive ali do jeito que vive, e acham que eu devo ir lá, e pagar vinte reais, e que tudo se resolve. Queira Deus, que você nunca esteja em situação como a minha!

- E qual é o problema mermo?

- Ela vive como puta, mas, é uma mulher. Quando chega perto de mim, o meu coração dispara, não pela puta que é, mas pela mulher que vejo!

Setembro 12, 2008

Uma outra Elizabeth, a Betinha!

No inicio da década de noventa, conheci uma jovem Elizabeth. Visitava-a pelo menos uma vez por semana para conversas diversas. Eram conversas longas.

Elizabeth aos 14 anos foi brincar com um revolver, e a tragédia ocorreu. O disparo atravessou seu corpo na altura do pescoço, e isto a impossibilitou de utilizar os membros inferiores. Entretanto, este evento, apesar de trágico, não a impediu de buscar o que sempre desejou.

Contrariando a vontade dos pais, amigos e familiares, todos os dias, iam para a escola. Formou-se no segundo grau, equivalente ao Nível Superior de hoje. Nesta época, era a maior graduação em diploma que se exigia no mercado de trabalho.

Ela era “amigada” com um “abestalhado”, como diziam por toda cidade. Ele sofria de algum tipo de demência. Tal condição o impedia de prosperar, evoluir, decidir, e ter um emprego. Juridicamente, poderia ser declarado incapaz.

- Sua família nunca aceitou o seu casamento hein?

- Adão, você é a única pessoa que diz que somos casados. Todo mundo aqui diz que somos amigados, amasiados. E minha família além de não aceitar, atrapalha. Eles não me entendem. Acham que eu mereço alguém melhor, mas, quem é melhor, não me quer!

- É uma situação complicada Betinha! Você encontra homens na sua situação com mulher, mas, é raro mulher em situação semelhante conseguir um homem.

- Você acha que eu nunca tentei um namorado normal, inteligente, capaz? Mas, nenhum deles me quisera. Eu achei esta criatura, que pelo que você vê, é assim, abobalhado, mas é um doce de marido. Faz tudo que eu quero!

- Você está satisfeita?

- Com ele?

- Com ele e com o seu casamento!

- Para as tarefas de homem ele é apto. Se eu pudesse teria um marido para cuidar de mim e da casa, mas não tendo, eu tenho este! E este me basta! Eu não posso me dá ao luxo, Adão!

- Ha! Ha! Ha! Ha!

- Você ri, NE!

- Achei engraçada a maneira como você falou dele.

- Veja bem Adão, ele cuida de mim, faz alguns mandados na rua, gosta de mim, é um touro, nunca me nega, não resmunga, não briga. Só é assim desligado do mundo, e é preciso ter paciência em explicar, ensinar, e esperar ele voltar para saber como é que deve fazer e falar.

- Eu vejo como a sua luta com ele! E as demais mulheres com os ditos normais, também não é? – Desta vez quem caiu na risada foi ela.

Ela tinha uma escola de datilografia. Era o cérebro. Ele a força. Ele a empurrava pela cidade. Pegava o peso. Ela recebia críticas diversas. Uma das críticas mais repetida, era a que ela aproveitava do doidinho. Sobre isto, ela comentou assim:

- Nenhuma mulher quis nada com ele. Ninguém nunca quis nada sério comigo. Éramos dois abandonados nesta cidade. Neste fim de mundo. Um dia, eu pensando comigo mesma, chamei a mãe dele, e mandei a proposta para ele. Ela conversou com ele, e mandou ele vir morar comigo, e desde então, eu sou a cabeça dele, e ele é minha força. Vivemos como podemos. Não casamos no cartório por que a lei não aceita. Não casamos na igreja porque o padre não compreende. Então, vivemos como Deus permite.

O casamento dela era assim, algo sublime. Ela tinha uma paciência com aquele homem. Mas como ela mesma dizia e repetia:

- Não foi o homem que eu queria e desejava quando jovem. Foi o homem que me sobrou. Foi o homem que eu pude ter e não o homem que eu pude escolher. E não culpo nenhum dos homens que eu quis não me querer. Eu sou maior do que isto!

Ela era educada. Culta. Inteligente. Batalhadora. Estudiosa. Lia filosofia. Estudava história. Ciências. Estudava a vida. Ela me mostrou coisas que até então nunca havia visto.

- Adão, veja bem! – Exclamava sempre – nós mulheres somos diferentes de vocês homens. Somos todos humanos. Mas, nós mulheres somos mais que humanos. Nós, mulheres, somos uma partícula de Deus. É através de nós que Deus se manifesta na vida e no amor. – Dizia sempre – Só Deus é mais do que nós. Só Deus consegue amar mais do que nós. Só Deus! – Repetia em profusão.

Ela falava dos homens cegos que tinha esposa para cuidar dele ser a luz dos olhos que ele não tinha. Homens aleijados. Homens surdos. Homens mudos.

- De todos os tipos e jeito, é possível que exista uma mulher que o deseja, que o auxilie, que o ame, mas, o contrario nem sempre é verdadeiro, porque o homem ama pouco. O homem é ligado ao que é físico, concreto, palpável.

Ela também reclamava. Reclamava por não ter conseguido sair daquela pequena cidade. Ela dependia das pessoas para se locomover. Ficou refém da vontade alheia, mas, sua mente era livre.

- Para as funções de homem, ele é bom.

Enquanto isto, ele ficava sentado num pequeno tamborete, olhando a sala e ouvindo o barulho das teclas.Ria de vez em quando. Conversava só. Depois das aulas a carregava nos braços.

- Sabe o que eu mais gosto! – Sussurrou certa tarde – É quando ele me pega no colo, não quando eu quero e peço, mas quando ele quer. Fico toda arrepiada, em pensar e saber que ele me deseja!

Maio 5, 2008

aprisionada em 1968!

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Fui surpreendido nesta madrugada com o texto da Magui direcionado a minha pessoa, e a este blog. Assim ela escreve:

Muita gente ouve falar em feminismo e não sabe bem do quê se trata. Um eles é Adão Braga. Então resolvi fazer este texto para que ele fique atualizado e não fale pelas mulheres.

Eu respondo:

Magui, eu não ouvi falar de feminismo. Eu sei que o é feminismo. E li o seu texto para saber se você sabia, no entanto você disparou a reclamar de um programa humoristico. Eu não o vejo. O meu humor, não acha graça nos programas humoristicos que passam na TV.

O feminismo foi um movimento que desejou, que preconizava, idealizou ampliar os direitos do gênero feminino. Até apoio qualquer idéia que possa favorecer-nos como humanos, não apenas, uma ideologia separatista como o feminismo idealizado na década que você nasceu, cresceu e viveu.

Este feminismo, foi tão somente um movimento, que fracassou no seu maior intento: Querer transformar as mulheres em uma especíe de homem sensibilizado.

Sempre me posicionei, e sempre serei contra estas idéias feministas, que não passa de uma manobra de uma conspiração mundial, para se obter mão de obra qualificada, barata e controlável.

O feminismo tentou criar um cisma entre homens e mulheres. Quis fazer, e ainda é muito utilizado a expressão GUERRA DOS SEXOS, como que nossos gêneros fossemos inimigos.

Para muitas mulheres educadas, treinadas por suas filosofias, (não diferente de muitas lavagens cerebrais evangélicas, e de partidos de esquerdas, do MST – Todos são iguais) toda mulher que não trabalha fora do lar, é uma escrava do marido. Toda mulher que casou-se e dedica a maternidade e á família é uma alienada. Uma coitada.

Tolice!

Estas mesmas mulheres que pensam ser escravizadas quando auxiliam seus esposos, pensam que são livres, que “contribuem com nosso belo quadro social” porque trabalham nalgum lugar, e ganham um salário mínimo. Afinal Magui, não são todas as mulheres, e não são todos os homens que o imposto de renda vem descontado na fonte. A maioria são proletariadas, e estas suas idéias libertárias, não atingiram, nem fazem a menor diferença.

Elas continuam escravizadas. E louvo, o fato, das novas mulheres, não desejarem ser equiparadas a nós homens. Mulher tem que ser mulher. Homem tem que ser homem.

Você que já li alguns comentários anti-esquerda, nunca percebeu a influência do socialismo no meio feminista, em que o objetivo principal, é obter o trabalho serviu, barato sob o manto da liberdade.

- Nós vos libertamos, então vós sois livres, porque vocês trabalham e servem ao Estado, e não a vossos maridos. Não deveis fidelidade a estes antigos algozes.

Eu falo pelas mulheres,  porque vocês perderam a causa, e vivem emudecidos. E você já deveria conhecer a nova onda feminista que tem surgido na Europa, denominado de NEO FEMINISMO, que tem voltado sua atenção para o contrário deste feminismo arcaico que você advoga e pensa ser a salvação do gênero.

O NEO FEMINISMO tem crescido, justamente, porque advoga – anota ai por favor! – que as mulheres não precisam ter direitos iguais aos homens. Que as mulheres não precisam serem uma nova “raça” de homens para serem livres. As mulheres podem e são o que são por sua natureza. E disso elas não podem escapar.

A fraqueza deste seu feminismo arcaico, é que ele não conseguiu inovar. E cito a autora do livro “Mamãe em casa” que diz:

“O velho feminismo perdeu, porque não se ajusta às mulheres tal como elas são, pretende convertê-las em homens”

Atualize-se Magui.

Este movimento feminista que você é adepta, perdido em suas ideologias, agora insiste em querer transformar homens em mães. Quer transformar homens em donos-de-casa. Mais um movimento fracassado, porque as próprias mulheres não querem que homens sejam mães, elas querem que homens continuam sendo homens. 

Desde às carvernas que homens protegem as mulheres. Que homens caçam pelas mulheres. Que homens são pais. Que mulheres são mães. E que ambos, tem como funções primárias de reprodução e sociabilização, viver em família.

Funções que este movimento, influenciado pelo socialismo, pelo mercado de trabalho, e também, as vezes o capitalismo e o liberalismo tentou modificar com o manto de: a mulher tem direito de: 

Nós não precisamos de feminismo. Precisamos de leis justas que nos protejam como humanos, e não como gênero. Caia fora destas idéias furadas Magui. Atualize-se! O feminismo está mudado, e você ai, sentada dando milho aos pombos?

Magui, penso, é ou foi advogada. E pensa, (é direito dela pensar) que luta pelo direito de todas as mulheres. Entretanto, tenho parentes na região onde ela mora, e que trabalham em áreas especificas, e sei que a realidade das mulheres de lá, não é diferente das mulheres daqui de Irecê, onde moro, e que não é diferente das mulheres que moram em Manaus, onde a Julie vive, e que não é diferente, das mulheres onde a Sarah Rubian e Deever moram e não é diferente da maioria das mulheres onde a Beth mora.

Magui, saia das teorias. Caia no mundo real onde vivemos, e onde apoio e ajudo suas semelhantes. Eu, trabalho com informática, apesar de ter tido uma formação acadêmica voltada para a teologia e a sociologia e é nesta área que mais ajudo, estas orfãs do feminismo. Estas coitadas que acreditaram em vocês, e hoje pergunta-me: Como? Para que? Porque? Onde? O que sou? etc.

São inumeras mulheres que auxilio ao longo da semana. Reclamações diversas. Patrões. Filhos. Escola. Supermercado. Politica. Doenças. Casamentos. Divórcios. Intrigas. E não vejo, nenhuma ajuda destas ideologias equiparatistas do feminismo. No momento do aperto, mulher age como mulher e não como manda a cartilha do feminismo, exigindo direitos e deveres.

Por fim Magui, deixe de defender o gênero, e se interesse mais pelos humanos, seja ele homem ou mulher, que você vai ajudar mais.

E da próxima vez, traga informações atualizadas, não me fale de programa de televisão que não assisto, que aliás, se há mulheres lá, fazendo o que elas fazem pelo dinheiro, você como mulher feminista que diz ser, deveria procurar meios legais de ir lá libertar estas coitadas.

O novo feminismo, tem como foco, não estes direitos que vocês lutaram. O neo feminismo luta pela maternidade, pela amamentação, pelo calor humano, pelo carinho.

A questão, em minha ótica, é que o feminismo, é tão somente, mais um meio de escravização das mulheres, e você e seus pares, apenas agências dissiminadora de idéias escravizantes, e ainda fazem pose de mocinhos.

Deve-se lutar para acabar com a violência doméstica contra a mulher, contra os filhos, e direitos politicos e cívis iguais. Isto não deveria ser debatido por gênero masculino e feminino, mas, isto é declarado como DIREITOS HUMANOS. E não ficar se gabando da necessidade da Lei Maria da Penha, como que se a constituição não declarasse: “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações” (art. 5°, I).

Você está aprisionada em 1968. Mas, a porta da cela está aberta. Saia para o novo mundo!


Janeiro 16, 2008

jogo de xadrez

Arquivado em: Espirito, Pessoal, Relacionamentos, Vidas — by adaobraga @ 2:04 pm
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Kátia está curtindo as férias junto com as crianças lá pras bandas de Recife. Voltará depois do carnaval, assim, ela pensa, deseja e planeja, se será real, saberemos depois.
 Os conflitos pessoais ante a grandes e quase inumeráveis opções que a vida moderna oferece, choca-se com o que a natureza exige para a maioria de nós.

Não faz muito tempo, as mulheres casavam-me mais jovens, e tinham filhos, com menos idade do que nos dias atuais. Os casamentos duravam mais, e pouco se sabia, sobre a vida do casal. Entrar no quarto do casal, sem pedir permissão, era visto como afronta, descuido e intromissão.

No entanto, apesar de muitos entraves culturais, sociais e por que não dizer, conceitos religiosos contrários, isto tem mudado, com a força do mercado e das exigências educacionais. As jovens, parte delas, estão cada vez mais, sexualmente ativas, e não querem ter filhos, e muitas, nem querem ter um casamento, um compromisso, um contrato de relação estável e duradoura.

A vida das mulheres desta atualidade, é de agenda cheia. Muito trabalho, e em muitos casos muito pouco prazer. A busca pela posição social ideal bate de frente com o desejo da maternidade, mas, a maioria ainda sonha com um parceiro ideal, e um casamento de contos de fadas, e espera ouvir: serão felizes para sempre.

Os custos, de se manter um relacionamento é alto. Um casamento, um relacionamento é um investimento, uma conta, que jamais cessa. E mesmo, quando dizemos acabou, e toda a papelada da justiça, já está devidamente assinada, e tudo desfeito, ainda assim existem os laços que nos prendem como pessoas emotivas, e necessitadas de companherismo, atenção, carinho e amor.

Relato 1 

Mas, o que me impressiona muito são algumas mulheres e homens que vivem presos, e prendem outras pessoas em prisões circunstanciais, impedindo-as de se manifestarem e de serem o que não precisam ser:

- O que vocês não sabem, – gritou ela – é que faz dois anos amanhã, que este homem, deita naquela cama, e não importa, como eu esteja vestida, … se estou suja, se estou limpa, cheirosa, nua, de camisola, se me preparei para ele ou não! Faz dois anos que não toca em mim! – Gritou mais alto – E vocês ficam pensando, que ele é santinho, ficam do lado dele, protegendo; E porque me conhecem desde que nasci, que sou eu, quem sou a problemática… vão se lascar vocês todos!! – Desabafou e saiu chorando!

Todos olharam para ele, e finalmente as mascaras cairam, e ele, ficou emudecido, “com  cara de viado que viu caxinguelê”.

Relato 2

- Esta semana entro com uma ação contra ele e a mãe dele. Ele tem 26 anos, vive com ela, não estudou, não trabalha, e sobrevive da pensão que o pai dele deixou pra ela.

- Certo e qual é o seu plano?

- Pretendo tirar ele da dependência dela, e se, eu conseguir que ela pague uma pensão para meus dois filhos, que é também filhos dele, coloco ele na escola, para terminar os estudos, e também vou usar este dinheiro para montar algum negócio para ele.

- Você já pensou no efeito colateral?

- Qual?

- Que ela, a mãe dele, pode fazer a cabeça dele, para ficar com raiva de você, e eles pagarem a pensão e ele nunca mais querer ver você nem querer vir aqui ver as crianças? Você já combinou com ele estas mudanças na vida dele?

- Não!! 

- Já pensou, que para ele, será apenas troca de comando? Deixar de viver dependendo da mãe para viver dependendo de você, que é profissional liberal, ganha bem, tem casa, carro, e já está estabilizada, e que para ele, tudo não passa de uma briga de duas mulheres por ele? E que as duas estão medindo forças?

- Não??

Viver nos dias atuais, é mesmo, uma grande partida de xadrez, e quando chegarmos ao final, no xeque-mate, é sempre o nosso rei que tomba!



Outubro 23, 2007

Feliz no casamento.

Arquivado em: Relacionamentos, Vidas — by adaobraga @ 3:12 am
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Muitas pessoas são infelizes no casamento porque casaram-se pensando em serem felizes, e então descobriram que ninguém é feliz casando.

O casamento, não é, nunca foi, e nunca será um bom terreno para a felicidade. Você pode ser feliz, no casamento, desde que não deposite todas as suas fichas no relacionamento.

De forma geral, ampla, abrangente, posso dizer que numa balança de precisão, sou feliz no casamento. Sou feliz também no trabalho. Na vida de forma geral sou feliz.

Não deposito minhas expectativas de felicidade, na minha companheira. Ela não deve, e não é obrigada a me fazer feliz, mas do que esteja se sentindo feliz.

Não espero que ela, me afague no portão quando meu dia não foi bom, e não é obrigação dela, me ajudar a resolver todos os meus problemas. Eu penso que por isso, nós estamos vivendo muito bem nestes últimos doze anos. Eu faço minha parte. Ela faz a parte dela. Cobramos juntos as tarefas das crianças. Sou a favor de algumas idéias dela. Ela é a favor de algumas idéias minhas. Entretanto não é obrigada a estar sempre do meu lado, sempre do lado de minha opinião.

Não casei para ser feliz. Casei para ter uma família. Para ter filhos. Foi uma sociedade, com fins egoístas: tanto meu, quanto do dela. Eu pensava que cansando com ela eu seria beneficiado, e que em contrapartida, eu suportaria viver ao lado dela, e manteria-me fiel a relação até que a morte nos separasse. O lado dela, eu não sei se pensou assim.

Nosso casamento foi estabelecido, não com base, nas falsas expectativas da falsa felicidade, muito menos no tão badalado: AMOR. Eu não casei por causa do amor.

Eu não casei por amor. Eu amo, e então sou amado, e não preciso estar casado para isto. Poderia ter isto dela sem o casamento. O casamento, foi só uma socieade. Uma parceria com minha esposa. E tem dado certo, e dará certo por muito mais tempo, assim espero.

Eu estava feliz ao lado dela antes do casamento. Eu a amava antes do casamento. E por isso casei.

E você como é feliz???
Releitura: 2005-06-21 04:18:16


Outubro 17, 2007

Desde quando?

Arquivado em: Relacionamentos — by adaobraga @ 2:17 am
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Esta semana foi intensa. Muito se aconteceu. Muita adrenalina. Mas, tive que lembrar de meu professor Carlos, e uma conversa que tivemos numa sexta-feira qualquer do passado!

- Professor Carlos, eu já não quero mais ficar ouvindo as pessoas reclamarem de suas vidas.
- Olha Adão, se elas te procuram é porque você tem algo que lhes falta.
- O que?
- Alguém que as ouça! Que dê atenção a elas.
- Certo! Tenho 22 anos, e tenho que ficar ouvindo pessoas que deveriam estar me dando conselhos?
- A vida é assim. Nem todos temos a maturidade necessária para resolver nossas questões, as vezes precisamos de outras pessoas nos auxiliando.
- Tá e eu? Quem vai ouvir minhas lamentações?
- É um problema… mas você tem que saber, que esse caminho é muito solitário, e você terá que aprender duas coisas: Você ouvirá as pessoas, e não poderá falar do assunto delas para ninguém…
- Quer dizer que não terei ninguém para me ouvir!
- Não! Não é isso, quando você orar Deus te ouvirá; e quando você meditar Deus falará com você.

Pois então, eu reencontrei uma amiga. E lá veio ela com suas lamentações e problemas. Ouvi-a. Eu gosto dela. Uma pessoa maravilhosa. Lembro que foi uma das pessoas que mais me levou a sério.

Certa vez ela me ouviu dizer, que se todo cristão, adotasse uma criança necessitada, em pouco tempo, não haveria necessidade de as igrejas sairem para pregar o evangelho, para aqueles que cresceriam sem conhecer o evangelho. Ela então acreditou nisso, e adotou uma criança.

Esta amiga queria conselhos quanto ao casamento dela. As reclamações de sempre.

- Ele vai para o bazinho e fica com os amigos

Querida, os homens são assim mesmo. A maioria de nós precisamos nos reunir, e também ficar longe das neuras femininas. Ficar em casa sempre, é torturante.

Você exige que ele fique em casa. Então começa a reclamar que está tudo uma bagunça, que a casa não fica arrumada, que tá tudo fora de lugar, etc. – É! ele bagunça mesmo – Disse ela!

Por outro lado, ele só ficará em casa, até vocês fazerem sexo. Você vai reclamar que ele é interesseiro. Ai você pensa em “dar”, apenas no fim do dia, ai ele sai, e só volta no fim do dia, sem esperança alguma.

- E o que ele vai fazer no bazinho? – Quis saber! – Bem na maioria dos casos, tomar uma cerveja, jogar uma sinuca, bater um dominó e conversar com os amigos e pode crê: mentir sobre a atual situação deles. Muitos, contam as maiores vantagens da esposa. Mas todos sabem que é mentira. Uns dirão que a mulher dele é sensual, gostosona e que todo dia “dá uma”… Pura ilusão, é só uma idealização da fêmea perfeita.

- Adão, você está acabando com o casamento.
- Não! Estou apenas, dizendo como são os casamentos.

As mulheres reclamam dos maridos. Os maridos reclamam das esposas. Porém, quando estão separados, uma grande maioria é só elogio, só falam bem. Só mesmo em relações conflitantes, e há muitos, que a conversa descamba para a baixaria.

- E como eu faço para ele ser companheiro, atencioso, carinhoso?
- Faça sexo com ele todos os dias!
- Quer dizer que é só sexo, sexo, sexo e sexo!
- Só!

Amiga! Os homens, desde que passam pela puberdade, todos os dias, até o fim de sua carreira, eles estão aptos ao sexo. Já as mulheres, em conformidade com a natureza, em sua mairia, só estão prontas ao sexo uma vez no período. Cabe ao marido, aproveitar bem o periodo.

- E, o prazer? Quer dizer que a mulher não precisa do prazer não?
- O orgamos feminino, talvez tenha sido uma descoberta de alguém muito curioso.
- Como assim?
- Alguém desejou saber, se era possível, as mulheres terem o mesmo tipo de prazer que os homens. Então, começaram a investigar, mexer, futucar, acariciar, provocar, até descobrir que o que ocorre no homem, se for repetido numa mulher por algum tempo, elas também podem, ai, assim que divulgaram isto, todas querem, mas antes, se dizia que o maior prazer para uma mulher era ter filhos….

Ela ficou contrariada. Mas, meus conselhos foram breves e curtos. Ela ria muito. Ela é muito romântica e saudosista.

- Adão, eu já vou fazer 40 anos, não tenho mais o vigor que eu tinha quando eu conheci ele não… se for pela cabeça dele, é todo dia, é de manhã, a tarde e a noite… Ele me procura todos os dias…
- Humm! Eu te garanto, que se ele ficar satisfeito, deixará você quieta. Ele te procura todos os dias, porque nós homens somos animais de laboratório.
- Não entendi!
- Tem-se a certeza que vai ter, mas não sabemos quando, então, vamos por tentativas. Tentamos todos os dias.
- Sim, mas porque tenta no outro dia?
- Ai, já começou outro período.

Uma mulher querida, acha graça num jantar a luz de vela. Um homem, é capaz de chegar lá, e pensar: Pôxa! as velas servem pra tudo mesmo. Se pode ver velas em jantares românticos, em velórios, em igrejas, em terreiros de macumba, em homenagem a santos, como em rituais macrabros… as velas servem para tudo mesmo… então é isso!

- Como assim Adão?
- As velas, amiga servem para iluminar um jantar, e serve para um velório… não é magnifico a utilidade de uma vela… e as mulheres o que ela vê num jantar a luz de vela: a beleza da penumbra.

- E o amor no casamento? O que você acha?
- Uma merda! Hoje se acabam muitos casamentos dizendo que não se tem amor. Os homens não casam por amor, casam para ter sexo. As mulheres dão sexo para terem amor… é tudo assim muito contraditório. Mas, há casamentos que não tem sexo, não tem amor, não tem nada que segure… eu nem sei porque se juntaram algum dia, acho que foi só para brigarem.

- Mas, você não ama Kátia, não?
- Amor e sexo não tem nada a ver.
- Mas, você estão sempre juntos?

- Estratégia minha. Se ela, pensar que eu a amo, que sou companheiro, que sou cumplice, que estou sempre com ela, tem mais sexo… então, eu faço tudo isto.
- Adão! Você não vale nada!

- Amiga, eu sou homem, agora, procuro tirar proveito do que conheço e tento me adaptar a situações. Se eu tenho o que quero assim, assim vivo.
- Vocês são o tipo de esposo e esposa amigos?
- Não! No dia que ela for minha amiga, eu vou embora?
- Porque?

- Porque eu não faço sexo com minhas amigas. Esposa tem que ser esposa, mulher e amante. E eu tenho que ser marido, homem, amante e conquistador. Todos os dias, senão não tenho sexo.
- E você tem sexo de quanto em quanto tempo?
- Não tem regra não! Se tiver que ter a semana inteira tem… as vezes passa 8, 10, 15 dias sem nada… mas isso não muda nada não.
- Ôpaí, tá vendo que você é diferente!
- Num sou não… é que quando as coisas acontecem, acontecem, não é obrigação não… é um conquista, um jogo de interesse.

Por fim:

Depois de mais de duas horas de conversa, ela ainda me saiu com esta:
- É, hoje, vai ter festa lá em casa… ele tava de castigo, vou acabar com o castigo dele hoje.
- E ele tava de castigo porque?
- Porque uma amiga me disse que viu ele com uma mulher na garupa da moto. Ai eu dei o castigo para ele, e até tirei a aliança, e tem oito dias, que estamos dormindo em quartos separados…
- Humm…
- E ele sabe que você está sem aliança?
- Não, sei não!


Outubro 12, 2007

Regras masculinas

Arquivado em: Relacionamentos, Vidas — by adaobraga @ 3:08 am
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Os meus sonhos, estes que ocorrem quando se dorme, são todos iguais ao longo dos últimos 20 anos. Mas, não são apenas os sonhos que me repentem. Ao longo dos últimos 14 anos tenho ouvido constantemente algumas frases. Uma destas frase é a seguinte:

- Você não muda nunca! É sempre a mesma coisa todos os dias, o dia todo, nestes anos todos, você nunca mudou em nada, mas eu mudei. Eu mudei sempre para atender a sua necessidade. Mudei para estar de acordo com a nossa situação.

Sei que muitos casados vão dizer que também ouviram isto, porém, não é tudo verdade. Há alguns itens, que as esposas, por longos anos de convivências, não mudam. Abaixo minha lista.

1 – Espere um minutinho. Já vou!!

Para inicio de conversa, não existe isto. Minuto é 60 segundos. Não existe minutinho. Não é porque você usa a palavra minuto no diminitivo que 60 segundos serão menores. Não gosto de esperar. Não apenas ela.

Ela porém, ainda não entendeu que: Vamos! Rumbora! Vambora! Exige ação imediata. Estas palavras só podem ser ditas depois que já despediu de todos, e ou, depois que já está pronta.

2 – Quieto e calado!

Estar quieto e calado, não é sinônimo de que o casamento está acabando. Significa apenas isto. Ele hoje tá quieto e calado! E ficar perguntando, beijando, e adulando é quase sinônimo de tortura. Não significa nada, mas se insistir em ficar perguntando, indagando, certamente vai transformar a quietude e o silêncio noutra coisa qualquer e desagradável.

3 – Espaço e Caos.

O meu espaço e o caos existente ali fazem parte de minha idéia de harmonia. Tudo está onde o espaço permite e o caos organizou. Não mude. Imaginem vocês, que eu tenho diversas pequenas peças, e numa bela tarde ensolarada:

- Cadê minhas coisas que estavam aqui?

Ela veio gentilmente com sorriso nos lábios, como que esperando um elogio, suspende uma cortina, e lá debaixo, estava 15 caixas de sapato com tudo separado e oculto. Passado dois meses, quando já havia acostumado com as caixas, encontro no lugar da pequena estante, um enorme volume. Um grande baú, com todas as pequenas caixas dentro.

Dei as costas e sair contráriado. Minha cunhada disse:

- Ele foi embora?

- Sei não! mas, por via das dúvidas, vou deixar do jeito que estava antes.

4 – Eu sou eu! Os outros são os outros!

- Ah! Eu gostaria tanto que voce saisse. Que fosse num barzinho com seus amigos tomar uma cerveja. Que fosse jogasse bola num clube. Mas, você não faz nada que os outros maridos fazem.

- Tá incluido na sua lista, ter uma amante? Sair pras baladas e pegar quantas bobear?

Não queira modificar o que não é seu. Não sou sua propriedade particular, e privada. Nem sou seu filhinho, que voce quer moldar a seu modo.

Eu sou eu, e os outros são os outros. Somos diferentes, e as diferenças são necessárias. Eu não quero ser igual a eles, e eles, não querem ser iguais a mim. Então, deixe-me aqui, e de preferência, do jeito que sou.

5 – Sem ciúmes e sem monitoramento.

Não queira ser um agente secreto infiltrado. Não vasculhe meu celular, nem meus e-mails. Eu  não confio meus segredos aos computadores, nem guardo nenhuma mensagem no celular. Os números que estão ai, são todos de pessoas que estão ligadas ao trabalho ou a família, ou são amigos. Não adianta ficar ligando para eles, tentando descobri algo. Não obterá exito.

Para facilitar, no PC, tem todos os meus e-mails registrados. Todos os formulários tem usuário e senha gravadas. Olhe-os e decepcione-se. Se tenho segredos, não ficam ai, onde é tão fácil vasculhar. Quero ver é você entrar na minha mente!!!

6 – Não sou seu melhor amigo(a)!

Eu não sou seu melhor amigo, eu sou seu esposo, marido, parceiro, “cumplice”, mas isso fica muito longe de ser seu melhor amigo. Assim, não me trate como se fosse. Não preciso saber de suas confidências íntimas e pessoais. Se necessitar de alguém para falar de seus segredos, vá ao confessionário da igreja, ao conselheiro psicológico. Assim, não esqueça de manter velhas amizades. Você pode precisar delas rapidamente.

7 – Quando for às compras.

Quando formos às compras tenha certeza do que vai comprar, e que sabe o que esta querendo, do contrário, ficarei insatisfeito em ter que ficar entrando e saido de diversas lojas, e ter que ficar experimentando diversos produtos.

8 – Sem imposições.

- Você não tem horário de chegar em casa. Todos os dias você chega num horário diferente.

- E porque você  quer saber meus horários. Tá pretendendo algo? Quer planejar o que?

- O queeee você tá insinuando com isto?

- Nada!! Apenas, quero saber que chatisse é essa de que eu chegue sempre num horário?

Isso me encheu até que aconteceu que num determinado dia cheguei muito além do horário, e ela reclamou. Noutro dia, cheguei antes do horário. E ela reclamou também.


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