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15695 dias depois!

7 jul

Em 07 de julho de 1968 nasceu o terceiro menino, filho de seu Raulino e de D. Maria Eulália. O nome Adão foi escolhido por que os dois outros filhos varões que haviam nascidos foram a óbito. As duas meninas, uma com a letra R, igual a dos dois meninos estava ruinzinha de saúde. Daí a conclusão de que a letra R deveria ser trocada.

Além disso, da troca de letra para os nomes de R para A, fora feita uma promessa a santa, salvo engano, Senhora de Aparecida, e tal promessa consistia em: Se nascer “menino macho” e vingasse, o nome seria Adão, e para confirmar a tal promessa, me fizeram de NAZIREU, ou seja, fui consagrado e o voto nazireato sobre mim, consistia em não cortarem o cabelo até certa idade, e quando chegasse o tempo de cortar, o cabelo deveria ser cortado em determinado tempo e lugar.

Bem esta parte não foi cumprida, e eu estou vivo até hoje. Meus outros irmãos, filhos de D. Maria Eulália foram todos iniciados com a letra A. A saber: Romildes, Ana Maria, Adão, Adonias, Adene, Adineia, Andréia, Abdias, André, Ailton. Sem contar os filhos de seu Raulino com D. Valdívia. Tá no blog a história.

Pois bem. Eu digo e reafirmo: a última geração de criança besta nasceram em 1968. Dai por diante só nasceram crianças sabidas e de olhos abertos. Eu também digo que minha geração é uma geração especial. Experimentamos tudo de bom, e vivemos uma época maravilhosa, gostosa, e exuberante, a década de 70 e 80, ainda que, neste período ocorreu o revolução militar.

Eu fui forjado para a vida. Fui treinado a suportar muitas situações, e a me virar nas mais diversas circunstâncias. Trabalhei em diversas idades e não reclamo do que tive que fazer ainda quando criança. Tinha que trabalhar e estudar, e no meio disso tudo, arranjava tempo para brincar, inventar, traquinar, fazer tudo que as crianças tem condições de fazer hoje, e uma grande maioria não fazem.

Meu pai me ensinou muito da arte dos pedreiros, mas eu para não trabalhar como pedreiro, preferir estudar. Mentia sobre trabalhos escolares, sobre horários de educação físicas, reuniões e trabalhos em grupo. E para dar credibilidade, tirava certo tempo para o estudo, afinal, quando eu era criança, enganar D. Maria não era para qualquer um. As vezes para sustentar a mentira, eu estudava, lia, escrevia para chegar em casa com conteúdo para responder as perguntas de minha mãe.

Trabalhei de contador, vendedor de tecidos, funcionário público fantasma. Fui para o internato. Estudei teologia, filosofia, grego, hebraico, história da igreja cristã, filosofia da educação, entre outras matérias. Abandonei o curso no sétimo semestre.  Casei com Kátia em 1994. Em 1995 nasceu o primeiro filho. Em 2000 o segundo.

Vim a este mundo para viver todos os dias possíveis. E nestes dias todos (43 anos = 15.695 dias) tenho muito mais para ser lembrado, ser comemorado do que para reclamar. Mas, hoje, excepcionalmente hoje, não irei reclamar de nada. A vida não é fácil. Mas, não é só para mim. A vida é o que é, para mim, e para todos os outros que estão vivos, e experimentando esta existência. É fato que há uns que parecem ser mais felizes do que outros, mas, todos somos felizes dentro da realidade criamos e que podemos experimentar e viver.

Hoje eu estou feliz por mais este ano. Mais um período. Mais um ciclo. Mais uma rodada concluída ao astro rei termina, e outra ciclo começa no segundo seguinte.  E você que chegou agora em minha vida, tenha sido hoje, ontem, mês passado, ano passado, seja bem vinda, bem vindo. Minha vida é assim, do jeito que você lê neste blog.  Nem mais, nem menos,  nem colocando, nem tirando. É do jeito que me deram. É do jeito que fiz. É do jeito que consegui fazer., do jeito que pude e que realizei.

Por meio dos dogmas  tentaram limitar e delimitar meu caminho. Os seguir por 18 anos de minha existência. Foram úteis em tempos em que sem os mesmos, minha existência teria sido dizimada, extinguidas. Várias doutrinas no entanto ainda me são úteis e as obedeço, as observo. Outras no entanto foram abandonadas. O fato é que tudo tem contribuído para eu aproveitar melhor meus dias. E assim pretendo passar mais estes 365 dias que a partir de  hoje se reinicia. Mais um ano! Espero estar aqui no próximo dia 07 de julho, e com mais novidades.

adaobraga e ph jogando Na imagem acima no sábado a noite 02 de julho eu e PH estávamos jogando Crash Bandcoot no PC.

Uma mulher atrevida ninguém esquece!

31 ago

Hoje é aniversário de Maria Aparecida. Quem é ela? Bem, a história é longa, mas, envolve uma grande e também antiga situação. Foi a primeira mulher ATREVIDA que conheci. E eu tinha apenas 13 ou 14 anos.  Antes de ir adiante, veja a imagem abaixo e leia as explicações.

Nanuque_-_Vista_de_Cima

Se não estiver visível, clique para ampliar.

No circulo vermelho eu morava. Meus pais ainda moram ai. Esta é a avenida Anhanguera. No círculo azul, é a casa onde Cida morava. Na avenida Olival. E no círculo verde o Cine Orion. E  marcação em em linha com círculos pretos, era o baixo meretrício, a fuzarca, o mercado de mulheres… ai, neste lugar vi alguns e ou muitos eventos sinistros. Mais adiantemos. Não tem importância agora. Nesta área do rio, posso dizer que conheço até hoje, onde tem pedras. As areias não, por que elas descem rio abaixo.

natalia-do-valeCida era uma garota bonita. Hoje, quando olho para Natalia do Vale, me lembro perfeitamente do rosto dela.  E porque foi a primeira mulher atrevida que conheci? Por que foi, e vos conto.

Cida tinha aquela aparência de menina bonita, mimada e cativante. Na casa dela, muitas vezes a olhava dançar um grande sucesso de Madonna. Ela colocava a música nas alturas e dançava na sala. Rebolava que só. Logo me vi apaixonado por aquela exibicionista da sala, e da beira do rio mucuri. Que sentimento louco. Uma mistura de tudo em mim. Até aprender a dançar eu tentei. O que uma mulher não faz com um homem? Imagine em um menino no inicio da época de acasalamento!

Certo dia, eu recebi um pequeno papel branco com uma frase:

- Vou no cinema domingo!

Certamente isto era um “aviso-convite”. E, eu fiz de tudo que podia para ter dinheiro naquele domingo. Meu pai mandava eu comprar um quilo de carne. Eu comprava 800 gramas. Tudo que ele mandava fazer eu tirava uns trocados, por que naquela época, a situação era outra.

Quando ia para o cinema, encontrei uns colegas. Um deles estava animado com a certeza de que lá encontraria também o amor de sua vida. Isto mesmo: ela!

Daí por diante fiquei com a pulga atrás da orelha. E, um turbilhão de pensamentos. Será? Porque? Como? Qual propósito? Por isto, não a procurei no cinema. Entrei e subi para a parte superior do cinema.

Lá pras tantas do filme, ela chegou e sentou ao meu lado. Meu coração acelerou. E tive a certeza de que fizera a estratégia correta. Deixei-a decidir se iria ou não me procurar. E ela não só procurou. Ela me achou. E ali estava. Junto a ela, estava o outro. Ele falava muito. Conversava demais. Puxava conversa. Ela nem ouvia. Virou para mim, e nada disse.  Virou-se para a frente e ligeiramente esticou a mão e enfiou entre os botões de minha camisa. Um arrepio me subiu no corpo. E, o sujeito lá falando, falando e falando.

O atrevimento dela não foi recompensado. O outro havia ido para o cinema com a certeza de que namoraria com ela que fiquei apenado dele. Nada fiz.  Isto eu lamento todos os anos. Todos os 31 de agosto depois daquele ano me lembro dela. Tal sentimento me acompanha desde sempre.  Sacrifiquei meus sentimentos para não ferir os sentimentos daquele outro? Não sei! Sei que Cida entrou em minha vida e permaneceu.

No dia seguinte, ela estava lá na beira do rio. Usava um pequeno guarda-sol rosa. Chamou meu nome e correu! Lembro-me dela com carinho. E, vários sinais me trazem as boas lembranças dela. 

Todos os anos escrevo sobre ela. Acho que é uma maneira de compensar aquela sessão de cinema que eu não aproveitei. Uma tentativa de justificar e querer mudar o que não deixei acontecer. O que seria de minha vida se tivesse sido?  Naquela noite teria acontecido o primeiro beijo. A primeira namorada. A primeira mulher bonita que eu teria pegado. Teria sido, mas não foi. Eu, pensei no outro, que certamente, não pensava em mim. Frustração total hoje, olhando aquele dia. Mas, hoje, aonde estiver. Se viva ainda estiver. Como estiver:

Cida, hoje eu te desejo feliz aniversário.



Em 02/06, a procurada!

2 jun

Primeiro eu apenas a olhava atrás do balcão. Havia mistério naquela figura que sempre passava atrás do balcão. As vezes a via correr no quintal.  Algum tempo depois a odiei. Senti ódio ao posicionar parcial e passionalmente nas brigas entre irmãs. Algum tempo depois a conheci de fato. Amei-a. Admirei. Entendi sua vida. Gostei de sua maneira desambiguada de viver. Compreendia os anseios de sua alma. Participei brevemente de suas lutas e dúvidas.

Numa tarde qualquer, registrada no passado, vi o rubor de sua face ao ser enquadrada nestas situações de que “crianças diz cada uma”! Noutro momento, ela partilhou comigo suas vontades e desejos. Explicou-me o que gostava e porque estava no quinto casamento. Não se demonstrou frustrada. Nunca desistiu. Nunca esmoreceu. Criou suas crias. Hoje já deve ser dois jovens adultos. Casados ou não, mas, suspeito que sejam felizes com a mãe e a pessoa que os criou.

Mas faz uns dois anos que ela sumiu de minha esfera de ação. Então faço este texto de busca. PROCURA-SE. Se bem que eu sei como encontra-la. Mas, será que ela quer me reencontrar? Ela deseja estar comigo? Gostará de estar comigo mais uma vez?

Não sei!

Hoje, dia 02/06 de 2010 eu coloco abaixo a imagem desta PROCURADA!

anaaninha

Você sabe porque a procuro hoje! Não posso dizer que esqueci o número anterior 05/03. Não desistir de ambas, mas, no entanto, todavia, minha mente não esquece certos números ou seria melhor, minha mente não esquece certas pessoas e certos números?

Um beijo querida Ana Aninha. Você sabe porque!

As lembranças de amor: NÃO PASSAM

8 mai

Minha alegria passou só as lembranças de amor: NÃO PASSAM.

Este verso acima é e foi cantado pela dupla: Vitor & Leo. É verdade que se pode interpretar que a palavra amor na frase significa SEXO. Pois, inevitavelmente para nós homens lembranças de amor é quase sempre lembranças dos momentos de sexo. Entretanto, não é este o objetivo deste meu texto.  Nem tão pouco elogiar os cantores. Mas, a partir da frase rememorar e lembrar as lembranças de amor que não me passam… e neste caso, quero mesmo lembrar de quantas mulheres amei nesta minha breve vida.

Alguns e algumas poderão pensar que amor pra valer, verdadeiro, único, intenso, válido, só acontece uma vez na vida. E eu discordo! E faço coro com Raul Seixas:  “ninguém é feliz tendo amado uma só vez”.

Penso e sei que é possível amar todos e todas com intensidade, verdade, carinho, atenção e todos os atributos inerente ao amor, e não significa necessariamente que haverá entre tais pessoas um relacionamento duradouro.

Sempre fui o mais feio de todos os amigos, no entanto, nalguns casos, era o único que conseguia ter e manter ao menos um breve namoro.  Assim, abaixo listo duas lembranças de amores que não me passam quando tenho que se lembrar do passado, não em ordem de importância, apenas de lembranças neste momento que escrevo.

A mineira Dircimar

Dircimar foi uma mulher com quem mantive um curto e breve namoro na cidade de Frutal. Ela era intensa, carinhoso, impetuosa, fogosa, e para mim, um furacão de mulher. Ela era divorciada, e tinha uma filha: Tháis.

Ela era arriada por outro colega da turma, mas, o sujeito dizia-se o mais moral de todos os homens. E uma mulher para ele, tinha que ser virgem, e que ele fosse o primeiro namorado, noivo e esposo. “Só eu devo conhecer o corpo dela em todos os sentidos” – Eu não tinha lá estas exigências todas para uma namorada.

Sempre lembro com carinho da Dirce. Ela gostava como eu pronunciava o nome dela. Achava engraçado o sotaque diferente de Frutal, que todos a chamava de DIRRRRRRCE.

Apesar da situação, quando namorei com Dirce, eu era cristão, evangélico e puritano e havia dedicado meu tempo, talentos e templo a Deus. Nunca fizemos sexo, mas, não por falta de desejo, e ou por ela, veja que ironia, ela não ter insistido em fazer um “SANTO” pecar.  Ela não conseguiu. De minha parte, sem arrependimentos.

A baiana Luciana.

Tenho boas lembranças de Luciana. Uma graça de mulher. Ainda hoje, tenho na mente o formato de lua de seu rosto. Nosso namoro demorou até o dia que pai dela descobriu que namorávamos.  Ele descendente de japoneses que fugiram da segunda guerra. Ele foi morar  no extremo sul da Bahia. Lá eu, morava e trabalhava.

Num determinado dia me solicitou para dar aulas para ela nas matérias que ela tinha dificuldades. E destes encontros vespertinos e estudantis nasceu este amor e namoro. Era gostoso namorar com ela naquela lagoa que tinha nas terras onde eles moravam. As vezes, quando a Globo passa nas novelas cenas de namoro em lagos e lagoas, é inevitável não lembrar de Luciana.

Não insistimos com o namoro. Obedecemos aos mandos do pai dela. Ela se casou com outro conhecido lá de Nanuque. Teve dois ou três filhos. Muitas vezes ficávamos na frente da igreja conversando. Minha opinião é que o pai dela não aceitou o namoro por dois ou três motivos. O primeiro, eu era negro, pobre e feio. Motivos suficiente para qualquer pai impedir um namoro que prometia apenas amor e felicidade.

São muitas lembranças, e termino com as frases de Raul e de Vitor e Leo:

- Hoje eu sei, Que ninguém nesse mundo, É feliz tendo amado uma vez…
Uma vez

- Minha alegria passou só as lembranças de amor: NÃO PASSAM

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