Arquivos de etiquetas: Lembranças e Nostalgias

Eu e Zenáide. Uma música marcou este amor!

7 nov

Há momentos em que procuro na minha existência um meio, uma maneira, apesar de saber que não existe, mas eu desejo ardentemente por um CTRL+Z.

Ah! como, também seria bom, poder fazer como o professor Xavier da série X-Man da HQ, o poder de parar o tempo, os acontecimento e modificá-los, e poder continuar como se algo não tivesse acontecido.

Por outros lado, todos temos dentro de nós a máquina do tempo, as vezes tenho a impressão que ela é acionada por melodias. Há músicas que nos lembram um momento qualquer, e tais músicas funcionam como um gatilho, um interruptor, um acionador, um temporizador, que dispara uma quantidade de sentimentos, e assim, a reação em cadeia tem inicio.

Certas músicas nos lembram uma paixão, um amor empoeirado nos ocultos e abandonadas áreas do nossos passado. Mas, vez ou outra, elas conseguem sair e desperta tais sentimentos.

Há músicas que você fica na dúvida:

- Ouço esta música por que estou deprimido ou fico deprimido quando ouço esta música?

Os sentimentos nobres não morrem. Se você em algum momento amou alguém, apesar de haver passado muitos anos, basta uma só chave da clave músical para que eles acordem, e você passa algum tempo relembrando o passado. Isto me aconteceu agora.

Kaio estava assistindo Cold Case, ou Arquivo Morto, que passa no SBT. Uma história triste de um irmão que por ciúmes ataca e mata o irmão menor. A série Cold Case, me impressiona com a qualidade e o bom gosto musical dos produtores. Se bem que eles pegam as músicas de sucesso da época em que o crime aconteceu. Nesta madrugada, a música final foi: I Want To Know What Love Is (Leia a tradução aqui)

Já sei! Você não se lembra que música é esta! Por isto, abaixo o video para refrescar sua memória, e ou, apresentar-te esta música gostosa, e para mim, saudosa e marcante.

No auge desta música, eu estudava no colégio Santo Antonio. O diretor era o professor OTTO. Apaixonei-me obstinadamente por Zenaide, minha colega de curso Técnico de Contabilidade. Mas, fui gentilmente dispensado, com as mais duras palavras que o ouvido de um jovem apaixonado puderam ouvir:

- Você é muito jovem para mim! Imagina se eu vou namorar um adolescente!

Eu tinha 16 anos ela 21. Ela vendia frango abatido na feira. Eu fazia questão de ir todos os domingos na feira só para ficar olhando-a de longe, oculto entre as barracas da feira. O gostoso, e importante, era está sempre perto dela.

Quando chegava a noite, eu ouvia na rádio Mundial, as melhores músicas românticas, e esta sempre tocava. Depois, ia procurar nas outras emissoras outra oportunidade de ouvir novamente, e torcia para alguém ligar pedindo a música.

A primeira vez que bebi até cair foi numa festa frustrada, em que a irmã dela era a aniversariante. Nunca conseguir um só carinho dela. Nem um abraço. Nem um beijo. Nem um simples toque de mão.

- Adão, só amizade entre nós. Só posso te oferecer amizade. Você é muito novinho.

E a música me dizia:

I wanna know what love is

Eu quero saber o que é o amor

I want you to show me

Eu quero que você me mostre

I wanna feel what love is

Eu quero sentir o que é o amor

I know you can show me

Eu sei que você pode me mostrar

Quando jovem, parece que gostamos de sofrer por amor. Eu ia nas bancas de revistas e copiava as letras das músicas românticas internacionais, corria para biblioteca e traduzia.  Isto amplificar o que eu sentia. Não me arrependo de nenhum momento vivido e experimentado. Como diz o Raul, “Hoje eu sei! Que ninguém nesse mundo, é feliz tendo amado uma vez.” (Ruim para quem nunca amou!)

Vivemos numa época em que parte de nossos semelhantes não sabem o que é o amor, não se alimenta do amor, não buscam o amor. Ao contrário, muitos e muitas procuram meios de evitar. É tão gostoso apaixonar-se, buscar este amor, inventar desculpas para estar perto, ir lá dar um recado, esquercer algo insignificante, só para poder voltar. E depois, depois de muito tempo, ouvir uma música como esta e poder resgatar boas lembranças, e ainda pensar:

- Se fosse hoje, eu faria isto! Agiria assim! Teria dito isto.

Hoje, isto é apenas uma lembrança despertada por uma boa música. Ficou marcado e impresso nos circuitos interno de minha memória estes momentos. E, não nego a mim tais momentos de recordação, transe e extase de minhas agradáveis memórias. Desejo que ela tenha também experimentado e vivido os amores que a vida lhe tenha oferecido, uma vez que o que lhe ofereci fora rejeitado.

Pai, resumido na música!

11 ago

A música é, para quem se lembra, um momento especial e particular da vida do Fábio Junior, entretanto, tornou-se um clássico para homenagear aos pais.
 
Neste pequeno vídeo, há momentos a serem relembrados, além de vermos a imagem de Fábio Junior novinho, com a moda de camisa aberta, o Jorge Fernandes, e Lucélia Santos, todos três novinhos, lindinhos, bonitinhos, emocionados e vivendo um momento mágico daqueles dias.
 

discórdia

28 fev

Depois de algum tempo de carinho e prazer conversavam sobre a história deles.

- É verdade! Casamos e fomos felizes por quanto tempo? Você se lembra!

- Quis ela saber.

- Aah! foi de 86 até 91! Cinco anos! Nem chegou a fazer cinco. Foi quase cinco. Quatro e  muitos meses.

Fizeram um pausa. Nasceu um breve silêncio.

- Várias vezes tentei lembrar o motivo pelo qual nós brigamos e largamos -Disse ela!

- A briga, de fato, começou no almoço, com aquele feijão salgado que você fez!

- NÃO ESTAAAVA SALGADO! – Morreu o silêncio e o recomeço!


Minhas paixões passadas! Será?

10 nov

Era um dia qualquer. Não sei se feriado, fim de semana, se no meio de semana. Eu sei que estava no quintal com uma machadinha, e treinava atirando-a contra um coqueiro, entre os outros que havia ali.

Numa destas atirada de machadinha, ela passou pelo coqueiro, atravessou a ripas da cerca, e foi cair lá do outro lado, na casa do vizinho e inimigo de meu pai. (Os dois, havia se estranhado, e partiram para a briga, com facas, facões, e revolveres, depois que o vizinho chamou minha mãe de descarada, e vagabunda.)

Agora que a machadinha estava lá, eu não poderia ir lá pegar.

Fiquei, rodando a cerca. Ia pra lá e pra cá, imaginando uma maneira de pegar a machadinha. Nesta agonia de ter a machadinha de volta, me surge pela porta da cozinha, uma menina. Linda, linda. Ou meus olhos me enganaram.

Olhei-a de alto a baixo, e mesmo assim, quase sem folego, chamei-lhe e disse:

- Por favor, pegue esta machadinha para mim! – Nunca tinha sido tão educado, polido, gentil, e sobretudo, nem sabia, que eu sabia ser daquela maneira.

Ela pegou e trouxe-a para mim.

Desejei tocar-lhe as mãos. Ela entregou-me e rapidamente, entrou na porta, e desapareceu.

Imediatamente, a brincadeira perdeu a graça. Agora eu queria saber quem era ela. De onde vinha. O que fazia. O nome. A idade. A cor preferida. O nome do pai, da mãe, dos irmãos, a ascendência toda. Queria saber tudo sobre ela.

Naquela mesma semana, soube que era Leninha. Só isso!

Só Leninha, e até hoje, não sei se Leninha, era diminutivo de Helena, ou outro nome qualquer. Só sei que era Leninha. Descobri sua rua. Ela morava na Rua R 18. Na rua de D. Stela. E era vizinha da casa de Jaime, o caolho, de Miguel o neguinho. E logo, logo estas pessoas se tornaram os meus melhores amigos, e não saia de lá.

Eu ficava lá o tempo todo. Jogavamos bola, iamos para o rio, mas tinha que voltar no momento em que ela passava de volta do trabalho. Era jovem, mas trabalhava. Naquela época, não tinha esse negócio de trabalho infantil, todos tinhamos que se virar cedo.

Me apaixonei, e ninguém me ajudou. Ninguém me ensinou como lidar com este sentimento. Ninguém me auxiliou, na aproximação.

E quase ninguém ficou sabendo deste meu sentimento. Uns poucos, muito próximo descobriram, e então, todas a vezes que ela passava, meu coração disparava, e a cambada gritava, uivava, assobiava.

Depois dela, foi Edna. Veio Cida, essa foi fantastica. Vanessa, a grande professora! Com esta aprendi a domar minhas paixões e sentimentos, mas ela me massacrou, humilhou, destruiu-me, a semelhança do Rambo, nos cinemas da época. Como já relatei aqui.

Zenaide, a catastrofe geral. O desejo incontrolável de estar com ela, fiz-a perder de ano. Foi prejudicada por um ato impensado de minha parte. Lamento Naide! Entrei na sala numa tentativa louca de fazer a prova dela, só porque estava poucos minutos atrasadas.

Houve outras paixões. Mas prefiro escrever um capitulo, para cada uma das que não citei aqui, em especial Hortência, que ainda povoa meus pensamentos, e vez ou outra, me pego pronunciando seu nome, e pensando nela.

“Viver, e não ter vergonha de ser feliz, cantar, cantar, e cantar,… É a vida, é a vida, é a vida”


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 539 other followers