Corpo, Alma e Espírito

Dezembro 10, 2008

Blogagem Coletiva: Dignidade e Justiça para todos nós!

selodh02

Muitos estranham quando digo que sou preconceituoso, bruto, ignorante, e uma grande lista de adjetivos e predicados que envergonhariam a maior parte de vocês, bem como, a maior parte de vocês jamais assumiram no velado de vossos lares, quanto mais, assim tão publicamente.

Assim sou, porque sou humano. Nós humanos, somos assim. Queremos que todos vejam o nosso lado bom, lindo, ético, moral, equilibrado. Enquanto nos esforçamos para ocultar este outro lado.

Segundo algumas ciências, sempre arrumamos nossa sala para as visitas verem. Guardamos boas coisas no primeiro piso; ocultamos as velharias no lugar mais inacessível, escuro e protegido possível.

Como parte de minha natureza, e em comemoração ao 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos humanos, respondendo ao chamamento do Blog Fênix ad Eternum, escrevo hoje sobre a dignidade, amanhã escreverei sobre a Justiça.

Sei que muitos cobram dignidade para os seus semelhantes, mas, o meu ponto de partida é a dignidade que ofereço a este mundo. Como contribuo para que outros tenham também oportunidade de serem dignos, de agirem como dignidade.

Algumas vezes, já fui parado em blitz aqui na cidade e na região. Enquanto muitos colegas dizem apenas “molhar a mão” daqueles que ali estão, eu não! A minha idéia é que não devo baixar a minha dignidade a corrupção, por menor que seja. Não quero ser corrupto, e também, não preciso ser corruptor. Mas, o que tem isto com o tema da blogagem coletiva?

Para que eu exija DIGNIDADE para todos os outros, eu devo ter a dignidade inerente a minha pessoa, minhas ações, palavras, atitudes.

Sou preconceituoso, e sabendo disto, evito ao máximo, atravéz destes meus preconceitos, discriminar alguém, ou tratar sejam quem for, de forma indigna.

Para que possamos exigir dignidade das autoridades, e exigir que nossa comunidade/sociedade trate todos com dignidade, eu devo oferecer a este mundo a minha dignidade. Eu devo ser o individuo honesto, com ações correta. Eu devo ser aquele que age baseado na justiça e no pensamento que todos os outros tem o mesmo direito que eu tenho.

Nesta blogagem, além do texto, contribuo também (com as devidas ressalvas) com a minha reputação moral que construi desde a infância, e que, iniciou-se com a educação, as correções (diversos tipos, incluindo surras, beliscões, tapas, castigos) que minha mãe, meu pai, os vizinhos mais velhos, que naquela época tinham autoridade sobre os menores, ajudaram a nortear minha conduta.

Não adianta exigirmos dignidade das autoridades, e dos nossos signatários, se não somos dignos. Não é através de novas leis, de imposição de novos regras sociais que seremos mais dignos. Nós devemos aprender e praticar os códigos da ética, da moralidade, da cidadania. Devemos dar o exemplo de não trangressão ás leis, aos principios morais. Agindo assim, vamos contribuir, e vamos também respeitar os direitos dos demais.

Devemos aproveitar a oportunidade, e mostrar que, se estamos hoje escrevendo sobre a DIGNIDADE, é porque obtivemos este direito guiados por sentimentos de justiça, orientados pelos principios da honestidade e da honra. Uma vez assim agindo, nosso mundo será digno, porque todos seremos, e todos terão dignidades.

Um exemplo:

Há algum tempo, lá pelo ano 2001, fiz uma crítica à maneira como uma pessoa havia se aproximado, dominado e expulso uma pessoa do interior da igreja. Esta minha opinião, gerou uma controvérsia entre a minha pessoa e outra autoridade da igreja.

Ele, para resolver a questão entre nós, marcou uma conversa na loja. Na segunda-feira, às oito da manhã, cheguei para a conversa. Ele estava nervoso porque uma funcionária até então, às oito horas e quinze minutos, não havia chegado. Ela chegou à loja depois de 18 minutos. Ela adentrou a loja, esbaforida e com o olhos arregalados; dirigindo a todos disse:

- Bom dia gente, eu cheguei!

- Boa dia? – Interrogou em voz alta – Já é quase boa tarde! – Reclamou de maneira abusiva.

Quando ele voltou a conversar comigo, disse-lhe:

- É sobre isto que eu falava na igreja. As pessoas, não se preocupam com as outras. Não age com elas, da mesma maneira que gostaria que fosse tratado. Você sabe o motivo porque ela chegou atrasada? Sabe se a criança dela está bem? E se, a mãe dela ainda estiver no hospital? O que você já fez para ajudá-la na situação que agora ela atravessa?

Levantei-me e sair.

Devemos agir com dignidade em pequenos detalhes, em pequenas atitudes. Começando em nossa casa, com nossos filhos, com aqueles e aquelas que trabalham conosco. Dignidade e Justiça para todos nós, para iniciar: ofereça a sua!

Blogagem Coletiva: Dignidade e Justiça para todos nós!

Arquivado em: Aleatórios — by adaobraga @ 12:01 am
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selodh02

Muitos estranham quando digo que sou preconceituoso, bruto, ignorante, e uma grande lista de adjetivos e predicados que envergonhariam a maior parte de vocês, bem como, a maior parte de vocês jamais assumiram no velado de vossos lares, quanto mais, assim tão publicamente.

Assim sou, porque sou humano. Nós humanos, somos assim. Queremos que todos vejam o nosso lado bom, lindo, ético, moral, equilibrado. Enquanto nos esforçamos para ocultar este outro lado.

Segundo algumas ciências, sempre arrumamos nossa sala para as visitas verem. Guardamos boas coisas no primeiro piso; ocultamos as velharias no lugar mais inacessível, escuro e protegido possível.

Como parte de minha natureza, e em comemoração ao 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos humanos, respondendo ao chamamento do Blog Fênix ad Eternum, escrevo hoje sobre a dignidade, depois escreverei sobre a Justiça.

Dignidade

Sei que muitos cobram dignidade para os seus semelhantes, mas, o meu ponto de partida é a dignidade que ofereço a este mundo. Como contribuo para que outros tenham também oportunidade de serem dignos, de agirem como dignidade.

Algumas vezes, já fui parado em blitz aqui na cidade e na região. Enquanto muitos colegas dizem apenas “molhar a mão” daqueles que ali estão, eu não! A minha idéia é que não devo baixar a minha dignidade a corrupção, por menor que seja. Não quero ser corrupto, e também, não preciso ser corruptor. Mas, o que tem isto com o tema da blogagem coletiva?

Para que eu exija DIGNIDADE para todos os outros, eu devo ter a dignidade inerente a minha pessoa, minhas ações, palavras, atitudes.

Sou preconceituoso, e sabendo disto, evito ao máximo, através destes meus preconceitos, discriminar alguém, ou tratar seja quem for, de forma indigna.

Para que possamos exigir dignidade das autoridades, e exigir que nossa comunidade/sociedade trate todos com dignidade, eu devo oferecer a este mundo a minha dignidade. Eu devo ser o individuo honesto, com ações correta. Eu devo ser aquele que age baseado na justiça e no pensamento que todos os outros tem o mesmo direito que eu tenho.

Nesta blogagem, além do texto, contribuo também (com as devidas ressalvas) com a minha reputação moral que construi desde a infância, e que, iniciou-se com a educação, as correções (diversos tipos, incluindo surras, beliscões, tapas, castigos) que minha mãe, meu pai, os vizinhos mais velhos, que naquela época tinham autoridade sobre os menores, ajudaram a nortear minha conduta.

Não adianta exigirmos dignidade das autoridades, e dos nossos signatários, se não somos dignos. Não é através de novas leis, de imposição de novos regras sociais que seremos mais dignos. Nós devemos aprender e praticar os códigos da ética, da moralidade, da cidadania. Devemos dar o exemplo de não trangressão ás leis, aos principios morais. Agindo assim, vamos contribuir, e vamos também respeitar os direitos dos demais.

Devemos aproveitar a oportunidade, e mostrar que, se estamos hoje escrevendo sobre a DIGNIDADE, é porque obtivemos este direito guiados por sentimentos de justiça, orientados pelos principios da honestidade e da honra. Uma vez assim agindo, nosso mundo será digno, porque todos seremos, e todos terão dignidades.

Um exemplo:

Há algum tempo, lá pelo ano 2001, fiz uma crítica à maneira como uma pessoa havia se aproximado, dominado e expulso uma pessoa do interior da igreja. Esta minha opinião, gerou uma controvérsia entre a minha pessoa e outra autoridade da igreja.

Ele, para resolver a questão entre nós, marcou uma conversa na loja. Na segunda-feira, às oito da manhã, cheguei para a conversa. Ele estava nervoso porque uma funcionária até então, às oito horas e quinze minutos, não havia chegado. Ela chegou à loja depois de 18 minutos. Ela adentrou a loja, esbaforida e com o olhos arregalados; dirigindo a todos disse:

- Bom dia gente, eu cheguei!

- Boa dia? – Interrogou em voz alta – Já é quase boa tarde! – Reclamou de maneira abusiva.

Quando ele voltou a conversar comigo, disse-lhe:

- É sobre isto que eu falava na igreja. As pessoas, não se preocupam com as outras. Não age com elas, da mesma maneira que gostaria que fosse tratado. Você sabe o motivo porque ela chegou atrasada? Sabe se a criança dela está bem? E se, a mãe dela ainda estiver no hospital? O que você já fez para ajudá-la na situação que agora ela atravessa?

Levantei-me e sair.

Devemos agir com dignidade em pequenos detalhes, em pequenas atitudes. Começando em nossa casa, com nossos filhos, com aqueles e aquelas que trabalham conosco. Dignidade e Justiça para todos nós, para iniciar: ofereça a sua!

Agosto 3, 2008

Honra e Amor

Arquivado em: Alma, Alma Humana, Reconhecimento, Relacionamentos, Vidas, homens — by adaobraga @ 2:20 pm
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Naquela manhã de sexta-feira de 1998, havia chegado mercadoria. Montar todas as máquinas e entregrar antes do escucer não seria tarefa rápida. Mesmo estando atarefado, chamei para a sala de montagem meu amigo, Flin. Apelido carinhoso pela enorme semelhança que ele tem com Fred Flintstones.

Nossas conversas nunca tiveram um tema principal. Havia dias que debatiamos ferrenhamente sobre algum tema filosofico, noutros dias, conversamos sobre futebol, biologia, quimica, física, astrologia, teorias diversas.

Naquele dia entretanto, ele contou-me parte de sua história, e assim me relatou, ainda que, não me lembre, o fio que o tenha levado a tal narrativa.

- Eu por exemplo, já levei diversas tapas na cara. Há uns dez anos, fui a um advogado e preparei com ele toda a papelada do divórcio, e levei para casa. Havia planejado tudo. Não estava mais suportando a vida de casado com Galega, e resolvi, mediante o planejamento, entrar com o divórcio. As crianças já estavam todas criadas. Não havia compromissos, ou planos futuros.

- Porque ela não aceitou, porque vocês continuam juntos até hoje!

- Não foi ela quem não aceitou. Foi a vida que me deu uma rasteira. Quando eu cheguei em casa com a papelada, encontrei ela chorando. E pensei: “ela já sabe! Bem que eu não poderia confiar naquele advogado!”.

- Ela sabia mesmo? Indaguei, enquanto apertava mais um parafuso.

- Não! Ela não sabia. Ela me disse em soluços, que ia morrer. Que os exames havia apresentados uns nódulos nos dois seios, e que eram malignos, que era preciso fazer o tratamento, e que o câncer ia matá-la.

- Complicado! E, a papelada? O que você fez com ela.

- Guardei, e tá lá até hoje mocofoiado. Naquele momento não tinha como apresentar para ela. Eu não iria abandoná-la naquele momento, naquele estado, nesta situação. Apesar de nosso casamento ter caido num marasmo, minha atitude pioraria a situação dela.

- Verdade. Atitude nobre a sua.

- Eu pensei: Se eu deixo-a hoje, seguindo os meus planos, deixarei a impressão que estou aproveitando a doença dela para cair fora. E, também, por uma questão de justiça para com ela, afinal, quantas vezes ela me auxiliou noutros momentos de dificuldades comigo, sem ter me abandonado.

- Seria ingratidão também!

- Passamos sete anos lutando contra a doença. Cuidei dela. Auxiliei. Fiquei junto. E, então, pude reaver aquela menina que me cativou quando jovem. Ela não tinha mudado. Eu é que não enxergava. Eu é que estava olhando para outros aspectos e coisas que me incomodava mais do que as coisas boas que ela me proporcionava. Foram minhas perspectivas que mudaram.

- O que por exemplo?

- Ela nunca foi dada a grandes coisas da vida. Sempre teve uma vida simples. Sempre se contentou com o pouco. Sempre foi sem maldade, sem malicia. Sem preocupações futuras. Uma pessoa atipica paras os dias de hoje. Se ela estiver, por exemplo, passando roupa, e lembrar de algo, ela deixa tudo, e vai fazer  o que lembrou, porque se deixar, mesmo que escreva num bloquinho de notas, ela não fará. Ela habituou-se a fazer, e a realizar, as tarefas urgentes, e não aquilo que julgamos ser o mais necessário.

- E depois da cura, porque não a deixou?

- Agora eu não quero mais larga-la. Minha honra, herdada de meu pai, me fez ver que o amor pode usar qualquer regra, qualquer lei para prevalecer. Eu pensava que não mais a amava, mas estava enganado. Eu pensava que ela não confiava mais em mim, mas, descobrir, que era eu quem não via a confiança que ela depositava em mim. Foi preciso esta doença para me mostrar que ela é importante para mim.

Tempos depois, ele foi igreja, apesar de ser ateu, e realizou o sonho dela: – casar-se na igreja, e receber as bençãos divinas através do padre. Ela agora diz que é uma mulher realizada, e completamente casada.

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