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Os pais e a insegurança emocional com os filhos

6 abr

Quando eu era criança, antes das Diretas Já!, antes do fim do regime Militar, as músicas que faziam sucesso tinham outros estilos. Erámos um país mais caipira, inclusive no estilo musical. Haviam músicas de faroeste com balas ricocheteando, bandido morto em duelo, preso pelo delegado sabido. Haviam músicas com histórias alegres e tristes. Muitos se lembram do Menino da porteira e o boi sem coração. A mamãezinha querida daquele outro gaúcho. E por ai vai.

Pois bem! Havia vários discos em casa. De Jackson do Pandeiro, The Police, Duran Duran, Caetano Veloso, etc. Havia um disco de uma dupla caipira que narrava a história de um pai pobre, analfabeto, trabalhador e esforçado ao ponto de formar o filho doutor, e no dia da formatura o referido filho envergonhado do pai, finge não conhecer. Até foi tema da novela da Griselda, mas, isto é coisa antiga.

Meu pai tinha este medo. D´eu, depois de terminado os estudos, sentir vergonha dele e de minha mãe. Desde aquele tempo me cobrava compromisso: Você vai estudar! Mas, me prometa nunca fazer isto? – Hoje eu sei qual era o tipo de medo de meu pai. É um medo estranho. Um medo de não reconhecimento. Um medo amparado pelas insegurança afetiva.

E por que lembrei disto hoje? É por que mudou-se as gerações. Mudou-se muitos valores. Mudou-se muito nas últimas décadas e ainda existem filhos que assim agem. Eu tenho um amigo chamado Bené. Ele trabalha de segurança lá em Nanuque e certo dia ele me confidenciou: – Todos os dias quando eu levo meus filhos na escola, eu beijo cada um deles. Mas, já está chegando o dia em que eles não vão querer, nem que eu os leve na escola. Então, eu não esqueço de beijá-los nenhuma das vezes.

Muitos pais também são assim. Sabem que chegará o momento em que os filhos não quererão mais serem tratados como crianças, exigindo que nós, os trate como adultos e como emocionalmente equilibrados, como se nós fossemos emocionalmente equilibrados, e socialmente ajustados, e sobretudo, que não fossemos emocionalmente dependentes de demonstração deste carinho, desta atenção, destas pequenas demonstrações de afeto e amor.

Eu ainda não disse porque da lembrança e o faço agora. No inicio da noite fui comprar SBP e comprar remédios para dor de cabeça. Aproveitei e trouxe uns miojos. Quando passava pela praça do Feijão ouvi os seguintes gritos: Pai! Pai! Paiiiiinho! – Olhei para o outro lado da rua e estava meu filho gritando e acenando para mim. Eu sou muito desleixado e jogado às moscas e as traças em se  tratando de roupas, sapatos, chinelos. As vezes, sou convocado a voltar para trocar de roupa. Certa vez, tive que voltar da esquina quando minha esposa viu que eu estava indo com a roupa de dormir. Então, eu não estranharia meus filhos, as vezes, fingirem não me conhecer na rua. Eles são assim: gostam de mim, e me dão a coragem de pensar que não terão vergonha de mim depois de crescidos e formados. Mas, existem pais que fazem feio isto existe. Bem como existem filhos que mesmo sem motivos, sentem vergonha do que não é vergonhoso.

Ah! E meu filho gritou-me na rua por que estava com fome e me pediu dinheiro para fazer um lanche. Olhou as sacolas e inquiriu: não vai levando nada para eu jantar?

Felicidade também é poder influenciar os filhos.

9 jan

Nas comemorações de natal e nas comemorações de fim e inicio de ano, bem como, o dia 05 de janeiro que é aniversário de Kátia, e também do filho de Veridiana Serpa (Já não esqueço mais),  ocorreram alguns diálogos com Pedro Henrique que nos fizeram analisar os conceitos morais, éticos, espirituais e outros tipos de conceitos que transmitimos a nossos filhos por meio do ensino, da fala, por ações, atos diversos que, sem que percebamos, estão também educando-os, ensinando-os sobre a vida e como se devem comportar e agir perto e longe dos pais.

Como humanos os meios de transmissão destas ideias e conceitos são modificados ao longo do tempo, e são transmitidos de formas diferentes por sociedades diferentes. No entanto, há, sabemos disso, um conjunto de regras que são transmitidas de modo quase que generalizados por todos os povos. Desde criança somos orientados aos bons costumes e também aos modos corretos de se agir ante a diversas situações. Estes ensinamentos foram transmitidos de formas diferentes. Eis alguns exemplos de ensino por meio de fábulas, estórias, contos e mitos:

Ensinando com lendas, fábulas e estórias da carochinha.

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Com João e Maria se pode aprender algumas dicas de como eram ensinado aos pequenos conceitos de família, bondade, crueldade, certo, errado, condições financeiras, e entre tantos outros elementos morais. Poderíamos destacar vários destes conceitos na historieta em especial a de que trabalhar está relacionado com rendimentos. Que profissão está ligado com trabalho.  Fé, esperança e amor.  Há também na história as antíteses entre as ações: maldade e bondade. Esperteza e engano. Velhice e juventude. Sabedoria e juventude.

Esta história está repleta de elementos morais. E não só esta lenda. Há por exemplo a lenda do Pequeno Polegar que também contém vários elementos da lenda de João e Maria. Inclusive há, por exemplo, relação entre crise, fome, dificuldades, atitudes dos pais, planejamento… e por fim, as ações de justiça/vingança, maldade/punição.

Em ambas as histórias aqueles que são maus tem um triste fim. A bruxa  feia e malvada a semelhança da madrasta que morre, foi por Maria jogada dentro do forno e queimada viva. E na lenda de o Pequeno Polegar, o Ogro malvado, é traído pela maçaneta que tinha por obrigação de avisar a entrada e a saída, e também a ação bondosa da mulher sofredora dentro do lar do Ogro. Além disso, o Ogro é punido quando a violência que iria aplicar aos demais retorna para ele, pois, o Pequeno Polegar, que é esperto e inteligente (esperteza e inteligência vence a violência e o mal) troca as coroas de suas sete filhas pelos sete chapéus de seus irmãos.

Nossos filhos estão de olhos em nós. Eles nos vê. Eles nos ouvem. Eles nos observam. Eles nos copiam. Atos de bondades. Atos de crueldades. Atos de obscenidades. Gritos. Violência…tudo é por eles captados, e serve para que eles formem valores e o caráter se forma neste período.

Tal qual nas histórias devemos avisar nossos filhos das pessoas más. Em muitos casos, estas pessoas más são  trazidas por nós mesmos: madrasta, padrasto, “amigos”, vizinho.  Alguns valores transmitimos a eles pelo exemplo. Outros por meio de palavras.  Alguns por gestos. Outros conceitos lhe são transferidos por ensino de conceitos, ideias, associação. Muito me preocupa como exemplifico a meus filhos certos conceitos de certo e errado. Bondade e maldade, crueldade, malévolos.  E, nestes casos entram os jogos de computadores, os filmes, os desenhos, a literatura.

Volta e meia estamos neste debate. Em 2006 arribamos em caravana para Nanuque. Lá passamos uns 10 dias em férias. Como passamos muitos anos separados, as diferenças nos modos educativos eram visíveis e contrastantes.  Nossos filhos ligavam a televisão e assistiam os desenhos que queriam ver.  Outras crianças não podiam ver todos e os desenhos que passavam.  Certa tarde num debate sobre o assunto, cada um colocou suas opiniões e posicionamento quanto a influência dos desenhos, dos filmes na educação das crianças naquela idade.

Tenho uma amiga que, quando na TV passava um homem e uma mulher se beijando, e também, quando passavam homens brigando, e ou cenas de tiroteios e mortes , ela tirava a criança da sala, e em muitos casos, quando não conseguia tirar,  agarrava a criança e impedia-a de ouvir e ver. Eu considerava o que ela fazia um exagero.

Nós temos conceitos morais, éticos, espirituais, emocionais e os transmitimos a estas criaturas que nos foram enviadas para a vida. Temos lutado e batalhado cada dia para que eles saibam escolher corretamente. Que eles saibam decidir baseados nos conceitos de justiça, moral, ética. Que sejam íntegros. Que sejam sábios.  Nós damos os exemplo;  nós transmitimos os conceitos. É gratificante ver nossos filhos agindo de forma correta, leal, íntegra, honesta. É gratificante vê-lós defender seus pontos de vista; é gostoso constatar que você conseguiu transmitir a eles o que é bom, honesto, e de bom senso.

Há familiares que reclamam que meus filhos usam jogos de guerra. E que eu também jogo com eles. Sentamos em frente a TV e ficamos juntos nas aventuras. As vezes me dão o controle para sentir a vibração, sentir o efeito de como é atirar com um rifle, como posicionar a mira, como lançar granadas. E, também, me pedem ajuda quando chegam nalgum ponto do jogo em que não conseguem avançar. Cabe a mim analisar o ambiente e apontar a saída. Por isto, aqui temos os títulos: “Mestre” dos jogos,  mestre do controle… etc.

Outro dia, nosso filho menor disse-me: “Painho você sabe tudo é? Caramba! Você sabe gramatica, geografia, física, matemática.!” – Eu ri! E disse-lhe: Eu só sei o que preciso saber. Então é assim: de todas as formas, meios, maneiras, jeitos, palavras, atos, ações e até o que pensamos pode influenciar na educação de nossas crianças. Use bem seus meios, seus dotes, seus conhecimentos. Um mundo melhor depende disso.

Família: como educar os filhos?

8 jan

Nesta tarde de domingo fui ao mercadinho comprar uns biscoitos, ovos, doce de leite para minha esposa, café e também uns analgésicos. Lá estando vi quando o dono do mercadinho foi atender umas garotinhas. Quando eu pedi os analgésico e perguntei pelo preço a loirinha se intrometeu e disse:

- Você tá roubando viu?. Como é que um comprimidinho deste pode valer setenta e cinco centavos? Isto é um roubo? Você rouba todo mundo aqui!

Ele olhou a garotinha de alto a baixo. Eu também olhei-a! Era muita má educação, muito atrevimento. Muita reação sem ter havido do outro lado nenhuma ação. E assim que peguei as demais coisas a menininha loira de olhos azuis disse mais umas palavras duras e difíceis de se ouvir, ainda mais de uma criança naquela idade. Porém, como eu, não fazia parte do dialogo fiquei quieto no meu canto. Acho eu, que ela não aguentou me ver ali parado sem ter um lado. E então falou para mim:

- Você é muito besta viu? Ele tá te roubando e você não vai fazer nada?

Bom, ai, ela provocou em mim, aquela pessoa que há em mim, e que eu classifico como: a pessoa complicada de convivência e que reage às palavras na mesma intensidade com que elas me chegam.

Talvez eu seja assim por que, na idade desta criança, se eu tratasse um senhor, uma pessoa adulta da maneira como ela tratou o Roberto, além da reprimenda, certamente, teria que prestar contas a meus pais do comportamento desrespeitoso, e certamente, jamais ficaria sem umas lapadas no dorso seco e quase de ossos expostos. No entanto, nos dias de hoje, se você, falar qualquer coisa com estas crianças intrometidas, mal educadas, sem senso de ridículo, sem ainda ter senso moral e ético formado é bem possível ter que responder aos pais delas e na justiça por ter falado tais coisa para ela. Mas, eu prefiro correr o risco e então emendei:

- Olha criança! Para sua idade, você tem muito atrevimento para meu gosto. Não se intrometa na minha conversa. Não pense que eu sou educado o suficiente para não dizer a você o que você tem que ouvir. Então, não se intrometa comigo! Não te conheço, mas, não dirija a palavra a minha pessoa.

Mas, ela não se deteve. E me provocou de novo, e novamente. “oxe! oxe! que nervosinho” Ai! ela ouviu o que não tinha que ouvir! E, foi então desmascarada ante as coleguinhas. Pois o dono do mercado tirou dos bolsos dela, várias pequenos objetos “não comprado”.  Deu-lhe um carão entre as amigas, que também estavam envolvidas na trama e no roubo dos bombons, balas e biscoitos. Uma delas, já da porta disse: “runbora daqui, e nunca mais eu volto aqui. Nunca mais eu entro aqui”

Ou seja, elas já estavam combinadas na trama. Uma pequena formação de quadrilha com pequenas garotas. Não tem, todas elas, juntando as idades, não mais do que uns 30 anos. Pelo tamanho e caras, 6, 7, 8 e 9 anos de idade. Mas, já se ajuntam para roubar. Não quis intrometer mais do que intrometi, uma vez que discordei da proposta do dono do mercado:

- Eu não vou falar com ninguém! Nem com sua mãe, nem avô, nem avó. Mas, não quero que você venha aqui roubar novamente. Se quiser pode até me pedir, mas, roubar não!

Eu, ainda sou dos que diria para os pais e familiares do que elas fizeram. No entanto, ele não deixa de ter razão na observação que fez:

- Os pais delas são complicados. Se eu for reclamar com eles e dizer isto, vão dizer que eu estou inventando conversa. Pois, eles mesmos não conhecem os filhos que criam.

Galardão de um pai!

3 set

Existem algumas palavras que invariavelmente ficam restrita a uns poucos usos e algumas outras se tornam restritiva a uma ou outra atividade.

A palavra galardão, por se citada no Novo Testamento da Bíblia cristã como uma recompensa aos vitoriosos finais, é comum ouvirmos no meio cristão esta palavra como uma recompensa futura àqueles e àquelas que irão morar no paraíso.

Entretanto, galardão, além deste significado extraído da Bíblia, significa também:

  1. Obter uma recompensa de serviços valiosos;
  2. Receber um prêmio merecido;
  3. Obter honra por ação ou ato de bravura;
  4. Receber glórias por seus atos.

A nós pais, galardão, com todos estes significados acima obtemos quando recebemos elogios, reconhecimentos através de nossos filhos.

Jackson do Pandeiro cantava:

A alegria do vaqueiro

é ver a queda do boi,

A alegria de quem tá vendo

é dizer sempre quem foi.

Há sempre dois ou mais lados a serem observados. Há dois anos, por ocasião de fim de ano, fui fazer uma visita na casa de uma família. Inevitavelmente, as nossas conversas sempre tomam o caminho das conversas de determinadas épocas e ocasiões. Em fim de ano, com os jovens, as perguntas são sempre voltadas para as questões escolares.

- Passou direto querida!

- Fiquei em 4 recuperações!

Neste instante, a mãe entrou pelo meio, e pediu auxilio.

- Adão, não sabemos mais o que fazer para estas meninas se esforçarem mais. O que você faz com os seus filhos?

Assim são os filhos. Quando não atingem metas, nós pais ficamos envergonhados.

Estas metas, não necessariamente, são nossas metas. Eles tem que ter metas. Algumas vezes, podemos indicar uma boa meta. A esta jovem aconselhei-a pensando da maneira mais egoista possível.

- Seu pai deixa você sair com suas amigas sempre que você pede?

- Não!

- Ele compra sempre o que você pede?

- Não! Ele sempre diz que não tem dinheiro!

- Ele pagou quantas recuperações pra você este ano?

- 3 na primeira unidade. 2 na segunda unidade. 1 na terceira unidade.

- Se ele não pagasse tanto, será que ele, estando alegre, satisfeito com a filha que sempre tem boas notas, ele não te recompensaria por seu esforço e dedicação escolar?

Ela concordou. E, este ano, a mãe me agradeceu. Disse-me que desde aquela conversa, elas tem se esforçado. Diminuiram os gastos com as recuperações. Em reação ao empenho das filhas, o pai já fez algumas concessões às filhas. Já foi passear na capital. Já pode ir nalguns eventos da igreja deles com as amigas. etc.

A alegria dos pais é o sucesso de seus filhos. Um filho quando elogiado, quando bem sucedido, dâ-nos uma alegria incomensurável. E apesar da situação que por enquanto passamos, hoje, Kaio voltou da escola e nos avisou:

- Fiquei em primeiro lugar nas Olimpiadas de matemática na escola.

- Primeirão? Medalhão de ouro? – Perguntei admirado!

- Sim! Primeirão, em todas as turmas de sétimas séries e de todas as turmas de oitavas séries, nos turnos matutinos e vespertinos. E ainda sou o mais jovem aluno da sétima série. E vou concorrer com outros alunos para ser o representante da escola nas olimpiadas de matemática municipal.

Isto é um galardão! Vamos acompanhar de perto.

medidas extremas

3 nov

Don Corleone!Quando cheguei pra estas bandas, lá pros idos de 1990, conheci, lá na região de Jacobina um certo homem.

Naquele tempo, havia um burburinho no meio, a respeito dele. Diziam que outrora era “barra-pesada” e que tinha ligações com todo tipo de crime.

Passou-se muitos anos até que este certo homem e eu nos reencontrassemos. E ele, passado algum tempo, me inquiriu se não lembrava dele.

- Não! Não me lembro! De onde nos conhecemos?

Ele me explicou e eu relembrei a história, mas, mesmo assim, não consegui ter uma fisionomia passada na memória. Não importava muito, começamos outra amizade.

Certo dia, ele saiu de onde estavamos e foi seguindo o filho. Seguiu-o e depois retornou. Não demorou muito o jovem voltou triste e sentou-se na frente da televisão. Não disse uma palavra.

O comportamento dele estava estranho. E ele investigou diversos motivos. Drogas foi a primeira desconfiança. Passou a semana de tocaia. O rapaz estava estranho de fato. 

No sábado, assim que escureceu, ele chamou o filho e deu-lhe R$ 100,00 e disse que era para ele sair com a namorada no fim de semana. Entretanto, ele não quis o dinheiro e disse que o namoro havia terminado.

- Mas, cadê aquela paixão ardente? Aquele amor vigoroso que existia entre vocês?

- Acabou! – Limitou-se a dizer.

Na segunda-feira, ele foi para a escola do filho. E ficou de tocaia. Quando o sino tocou, o primeiro a sair foi o filho dele. Saiu correndo e olhava para trás em clara demonstração que estava sendo perseguido. E estava.

Eram quatro jovens. Não era mais fortes que ele. Mas, eram em maior número. Quando chegou em casa, ele cercou o filho. E ele abriu o jogo. Estava sendo perseguido. Fora obrigado a terminar o namoro, e tinha que ficar em casa sem sair, pois, se fosse surpreendido fora de casa, apanharia.

Assim ficou explicado todo o comportamento estranho. Na quarta-feira, ele saiu da casa dele, e ficou de tocaia na praça. Quando os quatro passavam, foram cercados por seis homens.

- Cala a boca e senta no chão! Quero ver quem de vocês é o mais valente agora. – Disse ele. E vou avisando. Já paguei pros cara ai, uma garrafa de cachaça e dei R$ 5,00 pra cada um para quebrar vocês. E já escolhi os ossos para ser quebrado. Agora vou apontar em quem.

Saiu então do lugar escuro, e apontou para cada um e dizia: Esse aqui é pra quebrar a perna porque ele gosta de jogar bola. Nesse quebra o braço, por que ele joga volei. Esse aqui, quebra uma costela, porque é o mais implicante, e aquele ali que é o mais novo é pra quebrar os dedos.

- Adão, a Bíblia diz que quando aceitamos Jesus, o velho homem morre, e é sepultado pelas águas do batismo.  Mas, o diabo manda umas “peças dessas” ficarem pulando sobre a lápide do sepulcro do velho homem, e se a tampa quebrar, vai sair de lá uma natureza que eu sempre agradeci a Deus, ter aprendido a controlar.

Passado alguns dias, encontrei um daqueles jovem com o braço engessado. Ele garantiu que foi uma queda, e o filho deste outro voltou a sair e renovou o namoro com a garota.

Vai saber!!

Me pergunto: Do que sou capaz de fazer por meus filhos?


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