Corpo, Alma e Espírito

Agosto 20, 2008

O amor, a felicididade e realizações fazem diferença

- Hoje, ao ir naquela loja pagar a mensalidade, notei que aquela menina do caixa tá diferente!

- Que diferença você notou nela?

- Não sei em especifico! Sei que há nela, algo diferente em relação aos anos anteriores quando a conheci.

- Fica díficil poder fazer tal observação, se nem mesmo você sabe o que tem de diferente nela!

- Ela, como posso dizer, eh! eh! tá com o semblante diferente, tem um brilho diferente, ela tá irradiante. Eu  até achei ela bonita, coisa que antes não achava! O que aconteceu com ela?

- Aaaah! Ela tá feliz!

- Feliz? E porque ela tá feliz?

- Ela veio da roça, não sabia falar direito. Quando ela falava com as pessoas, mesmo que fosse um recado simples, ela era rude, grosseira, beirando um ser incivilizado que não tinha prática com as palavras. Passou a ser faxineira da loja porque a menina responsável por abrir a loja tinha vergonha de trabalhar na limpeza e os amigos dela passava pela aveninda. Depois ela foi promovida a cobradora, mas, com a dificuldade em comunicar com os clientes, a gerência a afastou do cargo.

- Mas, isto só não deixa uma pessoa feliz!

- Não foi só isso! Foi treinada a lidar com o dinheiro, com as responsabilidades do caixa. Foi promovida. Recebeu um aumento salarial. Ganhou um computador de um amigo. A loja deu-lhe acesso a Internet. Conseguiu um namorado em Salvador. Ele veio morar com ela. Fez uma acordo com a empresa. Pegou o tempo de FGTS e os outros recursos e comprou um carrinho de churrasco e colocou o namorado para vender. Economizaram por dois anos, e agora, estão construindo a casa deles. Tem uma boa renda mensal, compram o que pode e o que precisam.

- Poxa! Tudo isto?

- Tem mais! Ela agora vai em salão de beleza para cuidar do cabelo, da pele, das unhas, e o melhor: como ela ainda não tem traquejo com as palavras com os clientes, ela só conversa com as pessoas mais próximas e amigas.

- A felicidade realmente transforma as pessoas. Elas ficam formosas, alegres e brilhantes. Tenho que concordar com você. Agora sei porque ela tá diferente, ela tá feliz, tem o dinheiro necessário, e algumas realizações pessoais nos tornam pessoas diferentes.

Abril 30, 2008

CTRL + C

No ano de 1995 quando voltei casado e a esposa já com um filho de apenas um mês, fui muito bem recebido por amigos e familiares. Mas, isto demorou pouco.

Havia um amigo que estava em processo de divorcio nos últimos seis anos. Ele havia me consultado algumas vezes sobre a situação dele, e pedia conselho sobre como deveria se comportar diante da situação complexa que o relacionamento havia se tornado.

Quando voltei, e vendo a maneira como eu me comportava em relação a esposa, e ao filho, ele certa noite, quando olhavamos as estrelas e conversamos sobre a vida pública e privada de cada um, disse-me:

- Você tá criando uma cobra, que mais tarde vai te picar!

A observação dele era sobre a liberdade e a maneira descompromissada que vivemos até hoje. Não há cobranças. Não há obrigações diretas dela que também não seja minha.

Desde aquele tempo que eu afirmava que o ato de assinar o documento de casamento não era o mesmo que assinar um documento de supressão de personalidade.

O nosso casamento, é até o dia de hoje assim guiado. Temos áreas comuns de entendimento. Há uma área diplomaticamente desmilitarizada entre nós, e há áreas em que é forrada de minas, e deve-se andar com todo cuidado possível, porque esta área pertence a ela, e ela sabe a área que pertence a mim.

O casamento deles acabaram alguns anos depois. Ele ficou mais próximo de mim, Kátia e Kaio, e algumas vezes, ele praticamente morava em nossa casa. E certo dia, ele disse a nós todos:

- Peço perdão por ter feito um juízo infundado sobre voces. Achava que vocês eram pessoas estranhas e que um casamento nunca poderia ser conduzido com o grau de liberdade que existe entre vocês. E quero dizer que no próximo casamento, assim tentarei viver com minha nova esposa.

Ele casou-se com uma jovem e linda menina. Atualmente, vivem bem. A ex-esposa elogia-o no casamento atual, e disse, que se ele agisse com ela e as filhas dela da mesma maneira, que não haveriam motivos para o término do relacionamento. 

A maneira arbitrária, autoritária que ele conduziu a outra esposa e familia, tornou-se ao longo dos anos, o ponto de atrito entre eles.

Ele copiou-nos apenas na maneira direta de vivermos. As regras simples. Os territórios marcados. As idéias e opiniões definidas e declaradas. Posição definida quanto a tudo que se gosta e não gosta, isto me agrada, isto me desagrada.

É bom sempre saber diferenciar a condição de seu parceiro, que as vezes pode fazer algo, mas, não quer fazer. As vezes se quer fazer, mas não pode!

E nós até hoje sentimos muito bem quanto a este episódio. É nos muito agradável saber que, apesar da distância, há outra familia, que segue nossas idéias e modos como um padrão. Uma sensação agradável que estamos num bom e reto caminho.


Abril 11, 2008

Descobri que amo meu marido

Mulher é mesmo bicho esquisito. Algumas vezes elas tem algo que nem sabem que tem. Mulher é tão vasta externa e internamente que até desconhece a si mesma. Outro dia, uma amiga, (Não tem blog, e reclamou por não estar na lista anterior das queridinhas do Adão Braga) me escreveu:

ADÃOOOO! DESCOBRI QUE AMO O MEU MARIDO!

Eu pensei comigo mesmo:

- Elá tá dizendo isto porque resistiu a 3 ou 4 cantadas.Talvez, ela esteja confundindo fidelidade com amor.

Devo afirmar aqui, que as mulheres conseguem ser fieis, mesmo quando não amam, e, nós homens conseguimos ser infiéis, mesmo quando amamos!

Atraves da fidelidade pode-se provar amor? Pode-se concluir que pelo tamanho sacrificio exigido na fidelidade pensar:

É amor que sinto!

Ela é casada. Está em fase de transição de bôdas. Agora vive o momento da Boda de Perfume, e em evolução ao período da Boda de Latão. Eu e Kátia já estamos nas Bodas de Marfim.

É admirável o fato dela dizer e acreditar ter descoberto que ama o marido apenas agora. Qual o problema?

Na minha opinião, o que há, não é falta de amor da parte dela, mas, tão somente, uma confusão de idéias e vivências.

Atualmente, as idéias de amor, é muito complexa, e as vezes inatingivel. Tem-se estabelecido que o amor, é esse evento meloso de dar flores, caixas de chocolates, lembrar datas, abrir porta de carro, lembrar e presentear a companheira em datas especificas. Coisa mais sem sentido isto.

Qualquer um ou qualquer uma pode viver assim. Complicado nos dias atuais é viver um relacionamento quando não existe esta realidade. Logo se pensa que não há amor, quando estas frivolidades não fazem parte da vida do casal.

Ela, descobriu que amava o marido como? O que ele fez que houve o clique nos tico-tecos dela? Houve alguma mudança de comportamento dele? O que ele fez, ou ou que ele disse que ela descobriu que o amava?

  • Muitos tentam explicar o que é amor?
  • Muitos querem definir como se amar?
  • Muitos desejam apalpar o amor!
  • Muitos querem domar o amor!

Mas, só quem ama é que sabe como é o Amor, e que o amor não precisa de explicações, não necessita de definições, porém, o amor não rejeita um apalpo, um afago, uma atenção, porém, rejeita qualquer tipo de dominação!

Há por nossa parte um certo preconceito em pensar que mulheres em outras culturas, em que os casamentos são arranjados e muitas vezes negociados entre os pais, que as mulheres não são amadas, e que não há amor. Eu discordo.

Conheci famílias que foram assim constituidas, e entre eles, havia muito amor. Muita entrega. Muito sentimento. E, posso até deduzir, muito mais sexo do que nos casamentos que atualmente nossa cultura cultua como sendo a excelência em convivio.

Felicidades galegas. Que seu amor cresça e frutifique! Você não descobriu que amava seu marido, você caiu em si e descobriu como é, e também descobriu o que é AMOR.

Descobriu que o amor, não é quase nada do que te disseram há não muito tempo. E também descobriu que os conselhos daquelas revistinhas que você lia na adolescência errou muito as definições e as dicas para um casamento feliz.


AVISO:

Esta semana foi um tanto catastrófica. Alguns aparelhos eletro-eletrônico aqui de casa queimaram, a maquina de lavar, o DVD, e o Computador. A moto furou a camara, rasgou o pneu. Pedro caiu da bicicleta, e por falta do PC, talvez eu tenha mais uma semana sem PC, até, as finanças permitirem comprar outra placa mãe, memória e HD para montar um outro PC.

Que Deus livre todos vocês de uma semana catastrôficas como esta que passamos!

As visitas e comentários estão suspensos por força do momento!


Fevereiro 28, 2008

discórdia

Arquivado em: Lembranças, Relacionamentos — by adaobraga @ 6:15 pm
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Depois de algum tempo de carinho e prazer conversavam sobre a história deles.

- É verdade! Casamos e fomos felizes por quanto tempo? Você se lembra!

- Quis ela saber.

- Aah! foi de 86 até 91! Cinco anos! Nem chegou a fazer cinco. Foi quase cinco. Quatro e  muitos meses.

Fizeram um pausa. Nasceu um breve silêncio.

- Várias vezes tentei lembrar o motivo pelo qual nós brigamos e largamos -Disse ela!

- A briga, de fato, começou no almoço, com aquele feijão salgado que você fez!

- NÃO ESTAAAVA SALGADO! – Morreu o silêncio e o recomeço!


Fevereiro 22, 2008

A felicidade pode ser encontrada em atitudes simples

Arquivado em: Alma Humana, Relacionamentos, Vidas — by adaobraga @ 10:17 pm
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Estamos no período de Quaresma. Neste período, a família de Kátia tem por costume antigo, não comer carnes vermelhas às quartas e sextas-feira.

Hoje, ao invés de comprar o peixe, propus que fossemos comer num restaurante que nos preparesse um bom peixe frito.

Quando chegamos já haviam dois jovens à nossa frente, porém, nós haviamos feito a encomenda antes, então foi só sentar e receber a mesa pronta. Só estavam esperando.

Sou mesmo um tremendo observador da vida alheia. Me impressiona como a “valorização egoista” da “natureza egoista” impera nesta nossa geração. Fico perturbado em ver como alguns são inabeis, e até inaptos para resolver questões pessoais quando a questão é emocional. A truculência emocional, é usada com frequência.

Enquanto esperavam, o celular de um deles tocou três vezes. Em todas as vezes, aquele que recebeu a ligação, tentou explicar que um outro alguém não estava ali.

Quando este outro chegou, foi avisado: 

- “Sua mulher já ligou três vezes perguntando por você”.

Muitos, depois de casados, pensam que um relacionamento, se mantém tão somente a imposição do mais forte. Tolice!

Um relacionamento para ser profícuo, ambos, devem estar ligados, e lembrar sempre, que estabilidade não existe.

O que existe é o dinamismo, e que se deve estar aptos a improvisar, decidir, andar “juntos-separados-juntos-separados” para formar um conjunto e transformar a realidade de ambos.

Não demorou muito o celular tocou.

- É sua esposa! – Disse o amigo, e passou-lhe o celular. Saiu de perto dos amigos e foi conversar a uma certa distãncia. A conversa foi rápida. Logo voltou. Sentou-se e começou a comer.

A truculência que ele revelou, me transportou para o outro lado da linha, e me perguntei, como ela estaria reagindo. Fiquei apenas teorizando enquanto o ouvir dizer aos amigos:

- “Eu sou assim!” e também

- ”Se quiser viver comigo é assim!”

Demonstrando força e imposição, e energia em suas palavras. Pelo, que pudemos ouvir, ela estava preocupada com ele. Queria saber se ele estava bem.

É inacreditável, como existem pessoas que se entregam. Se martirizam. E depois reclamam que o casamento acabou. Que não deu certo. E dizem que o culpado é a instituição. Que casamento não presta! Que mulher é bicho complicado! Que homem são todos iguais. Etc. 

Se esquecem que a cada manhã somos diferentes. Que a cada manhã nosso caminho é diferente. A vida é dinâmica e os relacionamentos também. Decisões importantes são tomadas todos os dias. Transformações são inevitáveis. E que ambos são os agentes destas transformações. Ambos estão não fazendo o caminho enquanto caminham.

Já percebi, que muitos vivem seguindo manuais de relacionamentos. E tenho lido artigos do tipo:

  • 10 coisas que uma mulher nunca deve dizer a um homem;
  • 10 coisa que ele espera de você na cama;
  • 05 motivos pelos quais ele some

E por ai vai.

Num relacionamento, a entrega de ambos deve ser de forma proporcional e equacional. Devem reduzir as questões “emaranhadas, a pontos simples e claros, à semelhança dos matemáticos, para mais facilmente lhe achar solução.”

Não somos a melhor família do mundo. Não somos perfeitos. Temos diversos problemas. Enormes dificuldades nos cercam a cada dia, mas, enquanto estavamos aproveitando uma tradição antiga para estarmos juntos, eles estavam separados. Ela procurava meios de atraí-lo, ele impunha seu desejo sobre ela: “Se não quiser assim, vai te lascar” – disse.

Kátia comentou baixinho:

- Todos ali são casados. Todos tem filhos. Enquanto estão aqui neste banquete, deixa as esposas em casa com os filhos como se fossem elas as responsáveis por tudo.

As oportunidades de transformar nossos relacionamentos estão a nossa disposição. Hoje, está mais fácil. A felicidade pode ser encontrada em atitudes simples, em modo de vida simples: uma roça, uma cerveja num lugar qualquer; um riacho; sentarem juntos e verem um filme, uma novela; um banho juntos; uma piada; …uma troca de atividades,  uma louça lavada, uma roupa passada. etc.

Sabe o que vai acontecer?

Quando chegar em casa, ela vai estar tomada banho, cheirosa e fazendo mil e uma demonstração de que hoje terá uma terapia sexual para dar jeito neste dia que o casamento deles estava ruim. Porque é assim, que muitos resolvem algumas pendengas do dia-a-dia do relacionamento, até o dia, em que este evento não mais ter efeito sobre eles.

Homens deste tipo, sofrem e chora ás escondidas. Negam seus sentimentos. Suas emoções são mascaradas com a coragem. A coragem, é a arte de sentir medo sem que outros percebam.

Impõem às esposas a dura atividade de serem responsáveis pelo sucesso e fracasso do casamento. Não são honestos em admitir que não conseguem ser sinceros, que são eles os inaptos em externar sentimentos e principalmente que não assumem suas inseguranças. 

Preferem ir almoçar com os amigos do que dar explicações e pedir desculpa ou perdão quando está errado.

Exploram o medo do fracasso, muito comum, nalgumas mulheres. Esse medo é explorado, porque, a maioria das mulheres sabem da cobrança social sobre elas. Sem dúvidas, é sobre elas que recaem a culpa de um relacionamento fracassado.


Janeiro 10, 2008

Parâmetros da vida!

Arquivado em: Aleatórios — by adaobraga @ 12:14 am
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Estamos todos em missão. E digamos, missão dificilima de sermos livres, sermos felizes. Temos que ser livres, e por isso, somos também forçados a darmos certos.

Quando alguma das nossas tarefas, de nossas lidas, de nossos afazeres não cumpre o seu propósito, somos levados a pensar e agir com depressão, com irônia, com desprezo, e até mesmo nos invalidando.

Desde que disseram que viviamos numa sociedade democrática, e que todos somos livres, esqueceram-se de nós. Ninguém quer saber se você tem comida, se você tem roupas, dinheiro para quitar a água, a luz, o telefone. Ficam apenas ditando regras para  vivermos assim, desse jeito, fazendo isto e não aquilo, falando, andando, agindo de tal maneira, que inevitavelmente, seremos felizes, seremos pessoas amadas e amantes, ainda que você não seje, e não conheça ninguém nesta situação. Isso é uma utopia.

Desde quando ser “Livre” é tão importante quanto ter onde morar? Desde quando, ser livre, para ir e vir, é mais importante do que ter o que comer? Desde quando, ser livre, é melhor do que ter o necessário, para não se preocupar com o dia de amanhã? Eu preferiria ser um escravo, com todas as necessidades supridas do que ser um homem livre, como hoje, e não ter nada, ou ter a obrigação de providenciar tudo.

Como homem livre, tenho grandes responsabilidades que não gostaria de ter, se me fosse perguntado antes. Essa tarefa de preservar os bons costumes, criar valores, educar filhos para a democracia, criar cidadãos honestos, integros, morais, não é uma tarefa fácil.

Estes valores, e este papel de criar valores, dirigir a vida para que os outros possam olhar pela janela e inspirar em meus exemplos, e modo de vida, fazer o mesmo, ou simplesmente, morrer de inveja, não é o mehor modo de se aproveitar esta breve existência.

Somos “obrigados a viver” uma realidade, uma vida fantasiosa, dramatica, quando na verdade queremos apenas ter uma vida sem grandes saltos, sem planos mirabolantes, sem grandes surpresas, nos vestindo, comendo, bebendo, e ter um ou dois dias para não fazer nada.

Quando é que descobrirão, que não existe a mulher perfeita? Quando saberão que o homem dos seus sonhos, está dentro dos seus sonhos? E que a felicidade, por começar com FÉ, depende mais de você do que de nós outros?


Novembro 8, 2007

as aparências enganam

Arquivado em: Alma Humana, Relacionamentos, Vidas — by adaobraga @ 1:10 am
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No texto anterior, tive a grata surpresa de ter alguns comentários. Fico satisfeito com a ação e reação dos amigos. A nobre AP, do Curral Somos Todas Umas Vacas, comentou assim:

“… Quem está de fora não enxerga isso como uma solução óbvia e prática, mas como falta de intimidade. Do jeito que vcs dormem, dormem pessoas estranhas que por algum motivo precisam dividir uma cama de casal…” (Parte 1)

Quando li o comentário, veio-me a mente um ou dois casais que vez ou outra tivemos que intermediar um ou outra crise.

Veio também à mente, a lembrança de uma música antiga, cantada por Márcio Greyck. Que penso, muitos leitores lembrarão: Aparências.

Se dormimos assim, é porque, um conhece o outro, a ponto de saber os motivos, os porques, os ques de se concordar que isso aconteça. Não só indica intimidade, mas também respeito às manias, desejos, hábitos e espaços do outro.

Pessoas que vivem e convivem juntas por longo período de tempo, sabe o que está muito dentro do outro, conhece profundamente os desejos, os sentimentos, as ações do outro. Bem como saber suas manias, seus anseios, planos e sabe o que agrada e o que desagrada.

Um casal, deve ter a ciência do que a outra parte gosta e que incomoda.

Nossas regras aqui são assim mesmo! Aqui usamos de tudo: política, religião, anarquia, democracia, ditadura, diplomacia, etc., tudo com a finalidade de que o coletivo e o individuo possam existir e coabitar o mesmo ambiente, sem muitos conflitos e atritos.

Moramos numa região pacata e tradicionalista. Aqui, ainda se vê famílias que proibem filhas e filhos de casarem com um ou com outra, com o argumento fortissimo: É divorciado (a), não é pessoa boa!

Então, quanto ao convivio, aqui na nossa “república familiar”, não damos valor a certas aparências. Dormimos juntos se possível.

Não temos apelidos carinhosos um com o outro. Isso porque, sempre, diziam que viviamos mal. Que eramos um casal falso, e que viviamos de aparências. Nunca nos importamos com a opinião alheia, quanto a este assunto. Somos assim.

Não impomos regras um ao outro. Ela usa aliança. Eu não! E decidi tirar a minha porque se colocava muita credibilidade na peça, e não em mim.

- Você acha que serei infiel se não usar isso? Meu carater, meus sentimentos existem independente de ter ou não uma aliança no dedo. Sou um homem casado, e cumprirei minha palavra e promessa. Fidelidade, carater, lealdade, não depende de haver ou não esta argola no dedo.

Desde então, jamais usei. Era ainda o segundo ano de casamento. Ela continua a usar. Mas, não haverá problema se ela resolver não usar.

Quanto a forma de dormir, o lado preferido, não implica em não existir intimidade, ou que somos estranhos. Somos bem conhecidos. E conhecidos ao ponto de saber como o outro gosta e dorme melhor. Isso, já é intimidade. E ter convivio.  

Já houve necessidade em que tivemos que dormir 8 jovens, todos homens, numa esteira, com um único lençol, com 12 graus de frio, e todos dormimos, juntinhos, de “conchinha”, agarradinhos um ao outro, e nós nunca tinhamos dormidos antes, e jamais voltamos a dormir juntos.

Meus pais dormem na mesma cama, porém cada qual com seu cobertor.

“Claro que é só a opinião de quem está fora. A realidade do casal, só mesmo o casal que conhece. E fazer o melhor para conviver é um dos passos para um relacionamento feliz.” (Parte 2)

Um dos casais que nos criticava – Ainda criticam – nossa forma de viver, como marido e mulher, esposo e esposa, vivem uma vida social aparente. Chamam-se mutuamente de amor, meu bem, querido, querida, etc e tal quando estão nalgum lugar público, ou reunião familiar, é um esfrega-esfrega que quem não conhece, e não sabe de nada, logo diz:

- Que casal lindo! Tantos anos casados, e não perderam a paixão e o fogo!

Quando estão juntos formam um lindo casal. Pessoas próximas, nos diz que deverimos imitar o convivio deles.

Todavia, há pouco tempo, houve uma desavença por lá. Ela é muito ciumenta. Diz que ele tem mulheres na rua. Porém, vieram-na acudi-los e então ficaram sabendo da vida real deles.

- Ele tem uma amante, não tem explicação! Só pode ter uma amante! Vocês não querem é ver!. Vocês estão defendendo ele porque vocês não sabem de nada. – Esbravejava ela com todo o ar dos pulmões.

- Não sabe de que?

- Que vai fazer dois anos que este homem não toca em mim. Ele deita naquela cama e dorme. Não adianta eu vestir langerie cara, colocar perfume cheiroso, me depilar e enfeitar, andar nua pela casa, encostar nele, insinuar. Não adianta! Ele não me deseja, e nem me toca.  O troço dele, nem se mexe dentro das calças.

Eles dormem juntinhos todos os dias! Neste ponto, repito as palavras da AP: “A realidade do casal, só mesmo o casal que conhece. E fazer o melhor para conviver é um dos passos para um relacionamento feliz.”

Dormimos assim, um prá lá, e outro pra cá (Nem sempre não é!, no frio, nos ajuntamos). Eu não uso aliança. Porém, tudo é feito para que o coletivo e o individuo exista sem conflitos. Tem dado certo. Sem aparências e sem enganação.

Não adianta só dormir juntinho, tem também que chegar junto! Nós muitas vezes dormimos separados por opção. Nos dias de flatulência, por exemplo, eu me retiro do quarto, porque ninguém merece! 


Outubro 23, 2007

Feliz no casamento.

Arquivado em: Relacionamentos, Vidas — by adaobraga @ 3:12 am
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Muitas pessoas são infelizes no casamento porque casaram-se pensando em serem felizes, e então descobriram que ninguém é feliz casando.

O casamento, não é, nunca foi, e nunca será um bom terreno para a felicidade. Você pode ser feliz, no casamento, desde que não deposite todas as suas fichas no relacionamento.

De forma geral, ampla, abrangente, posso dizer que numa balança de precisão, sou feliz no casamento. Sou feliz também no trabalho. Na vida de forma geral sou feliz.

Não deposito minhas expectativas de felicidade, na minha companheira. Ela não deve, e não é obrigada a me fazer feliz, mas do que esteja se sentindo feliz.

Não espero que ela, me afague no portão quando meu dia não foi bom, e não é obrigação dela, me ajudar a resolver todos os meus problemas. Eu penso que por isso, nós estamos vivendo muito bem nestes últimos doze anos. Eu faço minha parte. Ela faz a parte dela. Cobramos juntos as tarefas das crianças. Sou a favor de algumas idéias dela. Ela é a favor de algumas idéias minhas. Entretanto não é obrigada a estar sempre do meu lado, sempre do lado de minha opinião.

Não casei para ser feliz. Casei para ter uma família. Para ter filhos. Foi uma sociedade, com fins egoístas: tanto meu, quanto do dela. Eu pensava que cansando com ela eu seria beneficiado, e que em contrapartida, eu suportaria viver ao lado dela, e manteria-me fiel a relação até que a morte nos separasse. O lado dela, eu não sei se pensou assim.

Nosso casamento foi estabelecido, não com base, nas falsas expectativas da falsa felicidade, muito menos no tão badalado: AMOR. Eu não casei por causa do amor.

Eu não casei por amor. Eu amo, e então sou amado, e não preciso estar casado para isto. Poderia ter isto dela sem o casamento. O casamento, foi só uma socieade. Uma parceria com minha esposa. E tem dado certo, e dará certo por muito mais tempo, assim espero.

Eu estava feliz ao lado dela antes do casamento. Eu a amava antes do casamento. E por isso casei.

E você como é feliz???
Releitura: 2005-06-21 04:18:16


Setembro 26, 2007

Tempo, Tesão e Dinheiro.

Arquivado em: Alma Humana, Espirito — by adaobraga @ 6:12 am
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Ontem enquanto atendia ao Dr. Cláudio, o obstetra que “ajudou-nos” bastante e que somos gratos, me saiu com esta:

Adão! – Disse ele –  o homem tem 3 coisas que ele não descobriu ainda como conciliar:

Tempo, tesão e dinheiro.

1 – Quando jovem, o homem tem tempo e tem tesão, mas falta-lhe o dinheiro.

2 – Quando tem meia-idade, tem tesão e tem dinheiro, mas lhe falta tempo.

3 – Quando velho, tem tempo e dinheiro, mas lhe falta o tesão.

Anotado Dr. Cláudio, e para não esquecer deixo aqui para poder lembrar sempre.


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