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Amor aos pedaços: Reintegração!

15 jul

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Integrar: é igual á fazer parte de um conjunto. Ser uma das partes do todo. Parte que completa. Estar incluido. É estar incorporado.

Desintegrar: é o contrário da definicão acima.

Reintegração: É voltar ao estado de integrar, estar integrado, voltar a fazer parte do conjunto, participar da completitude.

Pelas definições das palavras tem-se uma ideia do que é reintegração. E por ilação, conclusão, inferência, dedução do significado da palavra é obvio que só se RE-INTEGRA aquilo, aquele ou aquela que está, momentaneamente fora do conjunto, ou seja, estamos, desta forma tratando de mais uma tentativa de reconstrução, mais uma chance, mais uma oportunidade de que nossos sentimentos, nossos desejos sejam realizados nesta nova oportunidade.

A reintegração de alguém a um circulo; a reintegração de alguém a algum cargo; a reintegração de algo a seu lugar; a reintegração de alguém em algum lugar; a reintegração exige primeiro que tenha ocorrido a integração, o desacordo, a desintegração, e agora os passos para a reintegração.

Em muitas igrejas evangélicas, quando, pessoas do grupo agem de forma diferente do estabelecido nas doutrinas, nas regras do grupo, a pessoa é afastada da comunhão, é censurada, é disciplinada, é afastada das atividades da comunidade, ou seja, por suas atitudes é DESINTEGRADA. Para ocorrer a REINTEGRAÇÃO, é necessário dar provas de mudanças de comportamento; precisa haver comprovação de que se arrependeu do caminho tomado; tem que voltar a cumprir as regras, e por determinado tempo – que é imposto depois de análise do grupo dirigente e votação nas assembléias – ai, a pessoa é REINTEGRADA ao grupo por meio de nova imersão batismal, ou apenas, apresentação direta.

Nos relacionamento a reintegração, quando necessária, é muitas vezes, uma decisão do tribunal: corpo, alma e espírito. Isto mesmo. Nosso corpo, nossas emoções e nossa inteligência é quem nos ajudam a decidir reintegrar ou não, aquele ou aquela que por motivos quaisquer estavam desintegrado.

Algumas famílias ainda participam ativamente das decisões amorosas, e nestes casos, a integração, como a desintegração, e a possível reintegração depende do voto de confiança, e ou, dos motivos pelos quais ocorreram a desintegração.

A reintegração em alguns casos exige o pedido formal da parte que está desintegrada. Noutros casos, é a parte interessada quem propõe a reintegração.

E o amor? Bem! Eu creio que é com base neste sentimento nobre que os pedidos de reintegração são feitos. Evidente que há casos em que o pedido de reintegração são outros. Por volta dos anos 95/97 fui testemunha de um pedido de reintegração baseado em motivos expúrios. A pessoa que havia sido desintegrada quis aproveitar-se dos sentimentos nobres do moço. E, assim planejou:

- Eu digo que estou arrependida! Eu sei que ele me ama. Me aceita de volta. Eu vivo com ele uns tempos até ele pagar minhas dívidas. Quando eu estiver equilibrada financeiramente, eu pulo fora!

O amor reintegra. Mas, o amor, não faz com que as pessoas percam a racionalidade. E neste caso citado, quando se viu enredado na situação, ocorreu nova desintegração. Quando a parte reintegrada não muda de atitude, a parte reintegrante entra no caminho do desencanto, da desilusão e por fim, abandono do relacionamento. Em milhares de casos, esta parte, continua amando, continua crendo e esperando a recompensa de amar, perdoar e reintegrar. E quando só ela age e a outra parte não reage, bem, é inevitável: o amor não suporta maus comportamentos; a amor não embrutece a ração, em embota a inteligência; pelo contrário, o amor estimula outras emoções, inclusive a sensação do alivio: agora acabou! Já fiz de tudo. Agora sigo meu caminho, pois, o amor, me fez agir com justiça, mansidão, paciência, delicadeza, simpatia, encanto. Mas, não foi suficiente para impactar na outra parte, mudanças.

A reintegração é uma das alternativas que o amor dá a nós para que possamos nos relacionar melhor. Em minha opinião, a reintegração está ligado a perdão, recomeço, reestruturação, reconhecimento de que errou, mudança de atitude.

O amor incondicional das mães e do amor divino é quem reintegra sem pedido de caução ou de garantias. Estão sempre dispostos a aceitar suas crias sem exigirem o cumprimento dos tratos ou dos acordos. A reintegração em certa medida é o que nos ajudam cotidianamente. Eu já reintegrei várias pessoas a meu convivio. Eu já fui reintegrado também várias vezes.

Onde primeiro vivem as amantes!

12 mai

Antes de escrever sobre ela, eu devo admitir que ela existe. E se ela existe, ainda que seja em ideias, ainda que ela exista em sentimentos muito íntimos, intrínseco em mim,  admitir a existência dela já me torna um, como disse Jesus, adultero! Então eu, admito sou um adultero e tenho uma amante.

Ela reside muito próximo a minha esposa, apesar de estar intimamente ligado a mim. Está entranhada dentro de minha fisiologia e dos mecanismos da psique humana; vive dentro do recôndito do ego, entrelaçada aos mecanismos sensoriais das emoções humanas. Ela surgiu. Não se aproveitou de nenhuma falha minha, nem foi também, por me faltar o que outros homens elencam como necessário às traições: sexo, amor, carinho, atenção, mulher, problemas, novidades. Nada disso. Ela surgiu da felicidade. Ela chegou num banho. Adentrou quando era festa, e aumentou a alegria. Ela tomou conta da sala, do salão, do quarto, da cozinha e dos meus banhos.

Esta amante é diferente de todas as que existem. Ela tem singularidades. Ela quer estar comigo o máximo de tempo que puder, sem abrir mão da vida que leva; talvez eu a esteja julgar irrefletidamente; mas não irresponsável e inconsciente. Ela não quer e não pode, sei de suas raízes familiares, suas tradições abandonar o homem que agora vive. Sei o que a amarra, o que a prende. É o mesmo que me amarra e o que me prende aqui, sem querer sair correndo e atirar em seus braços e dedicar-lhe os dias de minha vida: O COMPROMISSO FIRMADO. Os laços sociais, as promessas feitas. Não tenho dúvidas de que ela representa para mim, um ideal de vida. Uma forma gostosa de ver o outro lado meu.

Eu amo a vida que tenho, mas, desejo ter a vida que possa existir entre nós. Eu amo a família que tenho, mas, gostaria de ter também uma vida familiar com ela. Eu amo a vidinha tranquila que tenho, no entanto, desejaria estar envolvido além do emocional com ela, eu gostaria de viver fisicamente com ela, estar debaixo do seu teto, comer do seu sal, experimentar seus cremes, sentir seus perfumes, deitar em teus lençóis. Sei que tudo isto é um sonho possível.

O que ela faz comigo, a minha esposa não faz. Minha esposa faz sexo comigo. Ela faz amor. Minha esposa me escuta, ela me ouve. Minha esposa não olha mais em meus olhos, ela não tira os olhos de mim; minha esposa nem sabe o que penso, ela quer saber o que penso sempre; minha esposa raramente me beija, ela quer me beijar sempre; minha esposa acha que não posso ir, ela pensa que devo ir quando eu quiser; minha esposa sempre quer ouvir palavras de carinho, ela ouve e também diz; são tantas as diferenças entre minha esposa e Ela .

Por enquanto Ela vive dentro de mim: é uma mulher ideal e idealizada, e se, ela existir, e sei que ela existe, e se for o nosso destino algum dia estarmos um nos braços do outro, assim será, que assim seja, e que os anjos digam amém. Até lá deixo-a viver onde está vivendo, como está vivendo, da maneira e modos que vive, enquanto vou tocando a vida que tenho a semelhança dela esperando a oportunidade de acontecer este evento metafísico.

As amantes antes de materializarem-se elas nascem das antíteses entre nós, vivem em nossas emoções, alimentam-se de nossas esperanças, sobrevivem de nossas desilusões, crescem com nossos desejos, e quando se materializam, bem! nestes casos, não se pode mais dizer: foi só sexo! Algumas amantes não são só sexo! Envolvem mais do que conjunção carnal. Envolvem emoções, desejos, e volições.


P.S: Já é quase três da madrugada. Estou esperando meu filho que foi a um evento com amigos e até agora não ligou, não voltou. – É a realidade me chamando a atenção. A preocupação de pai, bateu na porta, o relógio me deixa angustiado, o tic-tac, me irrita e provoca agonia; se o celular tocar agora, eu tenho um treco.

E, alguns amigos me dizem: seria pior se você tivesse filhas! As preocupações e os ciúmes te deixaria louco.


Ter uma família é viver em diversas, constantes e inimagináveis rotinas.

10 mai

Há milhares de semelhantes que a tônica é reclamar da rotina no casamento. E atribui à rotina a causa o efeito deletério dos relacionamentos cada dia mais. Eu sou daquelas pessoas que discorda deste conceito. Afinal, afirmo e reafirmo que a rotina é necessária em toda jornada humana. Nossas vidas são feitas de diversas pequenas rotinas.

  • · Hora de dormir;
  • · Hora de levantar;
  • · Hora de trabalhar;
  • · Hora de comer;

Eu sempre digo que se reclamam muito e se repete muito: evitar a rotina no casamento. Alguns casais para fugir da rotina criam outras rotinas: dia de ir comer fora; dia de ir ao motel; dia de fazer atividades físicas juntas; hora disto juntinhos… Ou seja, rotinas para fugir das rotinas.

Você não vê porá ai, reclamações de rotinas como por exemplo: vou pedir demissão por que nos últimos vinte anos eu fiz a mesma coisa na minha profissão; o jogador de futebol parar e justificar: jogar bola é muito rotineiro. Tenho que dominar a bola, driblar os adversários, marcar gols. Esta rotina me cansa; quem sabe então o político reclamando da rotina: é que política é isto mesmo. E a rotina de político enerva qualquer um. Afinal, toda e qualquer atividade humana exige rotina. Eu não me canso da rotina em minha vida, porque penso que a rotina faz parte de minha rotina humana, e deixo, para que os eventos casuais, caóticos, destinados, traçados, escritos, ou seja, que aconteça do jeito que tem que acontecer para que minha vida conjugal, profissional, amorosa [...] ainda que seja feita e inúmeras rotinas, fique mais agradável de viver.

Imagine você que minha rotina nestas últimas quatro semanas foi muito alterada e o que aconteceu foi que minha esposa recebeu ordens expressas do ortopedista: “você tem que desistir de fazer certos trabalhos domésticos como lavar, passar, varrer e outras atividades em que você faça força nestes músculos.” A mim, ele impôs outra regra: “você tem que vigiar sua esposa para ela não se prejudicar.”

Acontece que optamos por um modelo de família, segundo as pessoas, ultrapassado, e que inibe o desenvolvimento feminino, e confina dentro de casa uma criatura que nasceu para dominar o mundo: a mulher. Lamento! Nós pensamos e agimos de forma diferente. Nós adotamos o modelo em que ela tem as tarefas dela em casa, e eu tenho as minhas tarefas em função da casa dela, e dos filhos que ela concebeu. Ainda que eu saia para prestar serviços em empresas e residências, minha vida é tão cheia de rotinas quanto as rotinas que minha esposa leva em casa.

Não há diferença se o assunto é rotina. O que há, são rotinas. E se diz que a rotina de uma dona de casa é mais desgastante por que ela faz, refaz, e torna a fazer. Tá! É verdade. Mas, é diferente a minha rotina de fazer as mesmas tarefas? Ajuda-la na educação, sair para comprar alimentos, carregar as sacolas, colocar o lixo nos dias e horários corretos, levantar mais cedo do que todos, dormir mais tarde do que todos, ser responsabilizado quando falta mantimentos, quando falta dinheiro para pagar água, luz, telefone, prestações… Tudo é muito rotineiro.

Porém, é imperativo reconhecer que além da rotina nestas tarefas, o que faz-nos ficar chateados, é o isolamento; e ter que fazer tudo isto sozinha, sem ajuda, e sem reconhecimento, sem entendimento, sem auxilio. Isto é desolador, desanimador, e se é para estar só, evidente que se deve reclamar desta rotina, que além de tudo, deves ainda permitir a rotina sexual da outra parte.

E minha rotina nestes últimos dias mudou. E, eu não tenho que reclamar. E o que mudou em minha rotina? Bem! Agora tenho que sair, trabalhar, comprar o que ela mandar e voltar uma hora antes para auxilia-la a fazer o almoço, pois, as 12:50 o filho caçula vai sair para a escola, e o mais velho chegará da escola as 12:45. Ou seja, como minha esposa não pode fazer força com os braços, eu tenho que chegar para cortar e descascar vegetais, pegar as panelas com água, varrer a casa, lavar os pratos sujos (quando estiver caindo água: tempos de racionamento. Seca na região), arrumar os pratos e ser os braços dela nestas tarefas.

Muitas destas atividades eram dela, e que com esta inflamação do músculo “não-lembro-o-nome”, passaram para mim automaticamente, afinal, quem são os responsáveis por tudo na casa: NÓS DOIS! Isto mesmo! Não é só ela quem é responsável pela família. Eu também sou. A família é nossa. É minha família. É a família dela; É a família que temos; que construímos que geramos que concebemos. Eu moro aqui! Apesar do pouco tempo que passo dentro desta casa (eu venho para comer, fazer algumas tarefas, e venho dormir).

Se você acha que a rotina está matando seu relacionamento, faça algo diferente de sua rotina. Interesse-se e participe da rotina de sua esposa, e ou, participe da rotina de seu esposo. No mínimo você poderá compreender o que é que ele/ela tanto reclama do dia-a-dia. Talvez você consiga entender os motivos daquele olhar atravessado, por que aquele grito: “NÃO! Eu não estou nem ai com seus problemas!” – Como se fosse um desabafo: “olhe e reconheça o que eu faço todos os dias de minha vida.”

Ah! Gente! Este negócio de rotina é mesmo uma encrenca. Quem olha de soslaio, ou quem fica apenas contemplando no viés, pensa que a outra parte reclama sem motivos. Participar da rotina do outro é fundamental para entender e dá uma sacada de outro ângulo, vê como se enrola completamente quando falta uma das atividades a serem executada. Como o dia se perde em pequenas rotinas. Não realizar uma só coisinha, as vezes atrapalha todo o andamento do dia. Atrasa tudo. Atrapalha tudo.

Hoje, por exemplo, tive que intervir nas tarefas escolares do filho caçula. Tive que cortar o aipim, a carne, a batata, a cenoura. Hoje soube que carne ensopada é o prato que agrada a todos, e que o aipim agrada o mais velho, o caldo agrada o mais novo, e a carne, do jeito que foi cortada e temperada era para agradar a mim. Esta visão do todo me fez perceber o quanto a visão das mulheres em relação a família é mais amplo do que podemos imaginar. Pequenos detalhes na rotina dela é para suavizar a rotinas de outros. Mas, minhas rotinas também são.

Quando voltei à noite para casa recebi a informação: as blusas das fardas dos meninos estão aqui. É para lavar, torcer e estender no varal. Já estava na metade do primeiro tempo do futebol quando fui alertado: não se esqueça das fardas! Antes de uma terceira menção, fui lá e fiz a tarefa. Pronto! Minha vidinha rotineira, nesses últimos dias acabou? Não! De jeito nenhum. Pelo contrário. Agreguei a rotina chamada EMERGÊNCIA de todas as jornadas.

Eu sou do tipo que penso que nem todos, sejam Homens ou mulheres, estão aptos a terem uma família. Ter uma família é viver em diversas, constantes e inimagináveis rotinas. Até para sair da rotina, deve-se criar outras rotinas. Se achas que será diferente, nem tente. Nem queira. Se não aguenta, depois de estar dentro, não tem como pedir para sair.

Os pais e a insegurança emocional com os filhos

6 abr

Quando eu era criança, antes das Diretas Já!, antes do fim do regime Militar, as músicas que faziam sucesso tinham outros estilos. Erámos um país mais caipira, inclusive no estilo musical. Haviam músicas de faroeste com balas ricocheteando, bandido morto em duelo, preso pelo delegado sabido. Haviam músicas com histórias alegres e tristes. Muitos se lembram do Menino da porteira e o boi sem coração. A mamãezinha querida daquele outro gaúcho. E por ai vai.

Pois bem! Havia vários discos em casa. De Jackson do Pandeiro, The Police, Duran Duran, Caetano Veloso, etc. Havia um disco de uma dupla caipira que narrava a história de um pai pobre, analfabeto, trabalhador e esforçado ao ponto de formar o filho doutor, e no dia da formatura o referido filho envergonhado do pai, finge não conhecer. Até foi tema da novela da Griselda, mas, isto é coisa antiga.

Meu pai tinha este medo. D´eu, depois de terminado os estudos, sentir vergonha dele e de minha mãe. Desde aquele tempo me cobrava compromisso: Você vai estudar! Mas, me prometa nunca fazer isto? – Hoje eu sei qual era o tipo de medo de meu pai. É um medo estranho. Um medo de não reconhecimento. Um medo amparado pelas insegurança afetiva.

E por que lembrei disto hoje? É por que mudou-se as gerações. Mudou-se muitos valores. Mudou-se muito nas últimas décadas e ainda existem filhos que assim agem. Eu tenho um amigo chamado Bené. Ele trabalha de segurança lá em Nanuque e certo dia ele me confidenciou: – Todos os dias quando eu levo meus filhos na escola, eu beijo cada um deles. Mas, já está chegando o dia em que eles não vão querer, nem que eu os leve na escola. Então, eu não esqueço de beijá-los nenhuma das vezes.

Muitos pais também são assim. Sabem que chegará o momento em que os filhos não quererão mais serem tratados como crianças, exigindo que nós, os trate como adultos e como emocionalmente equilibrados, como se nós fossemos emocionalmente equilibrados, e socialmente ajustados, e sobretudo, que não fossemos emocionalmente dependentes de demonstração deste carinho, desta atenção, destas pequenas demonstrações de afeto e amor.

Eu ainda não disse porque da lembrança e o faço agora. No inicio da noite fui comprar SBP e comprar remédios para dor de cabeça. Aproveitei e trouxe uns miojos. Quando passava pela praça do Feijão ouvi os seguintes gritos: Pai! Pai! Paiiiiinho! – Olhei para o outro lado da rua e estava meu filho gritando e acenando para mim. Eu sou muito desleixado e jogado às moscas e as traças em se  tratando de roupas, sapatos, chinelos. As vezes, sou convocado a voltar para trocar de roupa. Certa vez, tive que voltar da esquina quando minha esposa viu que eu estava indo com a roupa de dormir. Então, eu não estranharia meus filhos, as vezes, fingirem não me conhecer na rua. Eles são assim: gostam de mim, e me dão a coragem de pensar que não terão vergonha de mim depois de crescidos e formados. Mas, existem pais que fazem feio isto existe. Bem como existem filhos que mesmo sem motivos, sentem vergonha do que não é vergonhoso.

Ah! E meu filho gritou-me na rua por que estava com fome e me pediu dinheiro para fazer um lanche. Olhou as sacolas e inquiriu: não vai levando nada para eu jantar?

Família: como educar os filhos?

8 jan

Nesta tarde de domingo fui ao mercadinho comprar uns biscoitos, ovos, doce de leite para minha esposa, café e também uns analgésicos. Lá estando vi quando o dono do mercadinho foi atender umas garotinhas. Quando eu pedi os analgésico e perguntei pelo preço a loirinha se intrometeu e disse:

- Você tá roubando viu?. Como é que um comprimidinho deste pode valer setenta e cinco centavos? Isto é um roubo? Você rouba todo mundo aqui!

Ele olhou a garotinha de alto a baixo. Eu também olhei-a! Era muita má educação, muito atrevimento. Muita reação sem ter havido do outro lado nenhuma ação. E assim que peguei as demais coisas a menininha loira de olhos azuis disse mais umas palavras duras e difíceis de se ouvir, ainda mais de uma criança naquela idade. Porém, como eu, não fazia parte do dialogo fiquei quieto no meu canto. Acho eu, que ela não aguentou me ver ali parado sem ter um lado. E então falou para mim:

- Você é muito besta viu? Ele tá te roubando e você não vai fazer nada?

Bom, ai, ela provocou em mim, aquela pessoa que há em mim, e que eu classifico como: a pessoa complicada de convivência e que reage às palavras na mesma intensidade com que elas me chegam.

Talvez eu seja assim por que, na idade desta criança, se eu tratasse um senhor, uma pessoa adulta da maneira como ela tratou o Roberto, além da reprimenda, certamente, teria que prestar contas a meus pais do comportamento desrespeitoso, e certamente, jamais ficaria sem umas lapadas no dorso seco e quase de ossos expostos. No entanto, nos dias de hoje, se você, falar qualquer coisa com estas crianças intrometidas, mal educadas, sem senso de ridículo, sem ainda ter senso moral e ético formado é bem possível ter que responder aos pais delas e na justiça por ter falado tais coisa para ela. Mas, eu prefiro correr o risco e então emendei:

- Olha criança! Para sua idade, você tem muito atrevimento para meu gosto. Não se intrometa na minha conversa. Não pense que eu sou educado o suficiente para não dizer a você o que você tem que ouvir. Então, não se intrometa comigo! Não te conheço, mas, não dirija a palavra a minha pessoa.

Mas, ela não se deteve. E me provocou de novo, e novamente. “oxe! oxe! que nervosinho” Ai! ela ouviu o que não tinha que ouvir! E, foi então desmascarada ante as coleguinhas. Pois o dono do mercado tirou dos bolsos dela, várias pequenos objetos “não comprado”.  Deu-lhe um carão entre as amigas, que também estavam envolvidas na trama e no roubo dos bombons, balas e biscoitos. Uma delas, já da porta disse: “runbora daqui, e nunca mais eu volto aqui. Nunca mais eu entro aqui”

Ou seja, elas já estavam combinadas na trama. Uma pequena formação de quadrilha com pequenas garotas. Não tem, todas elas, juntando as idades, não mais do que uns 30 anos. Pelo tamanho e caras, 6, 7, 8 e 9 anos de idade. Mas, já se ajuntam para roubar. Não quis intrometer mais do que intrometi, uma vez que discordei da proposta do dono do mercado:

- Eu não vou falar com ninguém! Nem com sua mãe, nem avô, nem avó. Mas, não quero que você venha aqui roubar novamente. Se quiser pode até me pedir, mas, roubar não!

Eu, ainda sou dos que diria para os pais e familiares do que elas fizeram. No entanto, ele não deixa de ter razão na observação que fez:

- Os pais delas são complicados. Se eu for reclamar com eles e dizer isto, vão dizer que eu estou inventando conversa. Pois, eles mesmos não conhecem os filhos que criam.

Aniversário de Kaio!

27 nov

Hoje é o dia do aniversário de meu filho primogênito. Estamos alegres e felizes por mais este dia. Tem sido um dia alegre. Tem sido um dia comum. A diferença é que ele e os amigos dele estão aqui assistindo ao jogo do campeonato brasileiro. Estão assistindo São Paulo x Palmeiras.

Pense num barulho! Depois dizem que mulher é que faz muito barulho e conversa muito. Ao que parece, quando o assunto é futebol, meu time do coração, eles não são muito diferentes do que as meninas em conversas, dialogos, papos e fofocas.

Mas, hoje é dia de dizer: Feliz aniversário filho!

As mentiras sobre amor, felicidade e sexo

13 ago

“- Não casei para ser feliz, nem casei por causa do sexo, muito menos, por causa do amor.” Algumas pessoas, em especifico, mulheres estranham e saem em defesa dos elementos citados: felicidade, sexo e amor. Porém, até o momento, a tese tem se sustentado. Não por eu ser melhor do que outras pessoas, mas, por que encaro de forma diferente: o ser feliz, o sexo, e o amor.

Das últimas vezes que citei a frase houve acalorado debate sobre o tema, e uma pessoa disse que ela não vivia sem sexo, e que desde que casou-se todos os dias ela fazia sexo.

- Assim não meu bem, pra cima de mim? A mesma história de que casados tem direito, e podem, e ou tem relações sexuais todos os dias? Ai, eu digo na cada: MENTIRA!

Fato é, que as últimas pessoas que assim opinaram, não muito tempo depois, esqueceram de terem dito tais palavras, entraram em processo de divórcio. Um deles até no litigioso. E, então vem a verdade da vida inteira.

  • Ah! eu já não aguento mais sustentar a casa sozinha!
  • Eu não tenho mais prazer sexual
  • Eu não tenho amor
  • Minha vida é uma infelicidade só;

Entre tantas coisa da lista, as reclamações sexuais estão todas lá anotadas. Uma destas pessoas reclamou, dias depois de ter declarado nunca ter faltado um só dia de sexo nos últimos dez anos, de estar a mais de oito meses sem contato físico e sexual com o marido. No entanto, havia declarado: todos os dias nós transamos. Que por sinal, nem precisava de tanta investigação para saber que era mentira. Afinal, com duas informações sobre o marido e dela tudo se ruiu.

- Você já teve relacionamento extra-conjugal? NÃOOOOO! Respondeu ela.

- Seu marido trabalha onde? Ele viaja a região toda! Só fica em casa sábados e domingos.

Simples assim! É mentira dela que todos os dias eles fazem sexo! Alguns amigos e amigas chegam a afirmar tais mentiras “socio-alto-astral” na ideia tola e distorcida de que sexo é igual dar e receber amor, e de que quantidade e qualidade de sexo é elemento suficiente e necessário para produzir seres felizes independentemente de fatores outros. Sexo se tem e faz por dinheiro, casualmente, por vingança, por tentação, por tesão, por tantos elementos. Mas, a relação de fatores fazer e ter sexo igual a ser feliz, e ser igual a amar e ser amado(a) nem sempre é verdadeira!

kamasutra

Fato é que se mente sobre sexo, família, relacionamentos, quantidades, amor, felicidade, prazer, sobre tudo isto ai envolvido, na esperança de transparecer aos amigos de que se está feliz, de que se é feliz, de que se tem sexo na quantidade e qualidade estipulada não sei por quem, e que se é uma pessoa emocionalmente resolvida, que se deu bem na vida.  E tudo isto é sinônimo de sucesso pessoal e emocional. E, não tendo, se mente! Fantasia. Diz ter mesmo não tendo, com aquela ideia: diz que é para ser ou atrair. – Tolice!

Esta preocupação de exteriorizar para amigos e familiares que se é feliz, de que se faz sexo, de que é amado e amada, faz parte de nossos desejos, e sabemos que isto é necessário, e é possível. E, quando não se tem, bem! Ai, se mente. Finge. Oculta. Mascara. Faz uma bela faixada. 

Eu não!

Prefiro assumir que não casei por amor, nem para ser feliz, nem por sexo. Para quem nada espera, o pouco é grande coisa, imagina encontrar então um tesouro?

Antes de querer desdizer-me analise, se de fato você é contrário a isto, e se os fatos não irão te desmentir. As pessoas mentem sobre amor, felicidade e sexo, na vã ideia de que isto fará bem a quem ouve, e que também, é uma prova inquestionável do sucesso emocional. Afinal, todos somos cobrados pelo que conquistamos, pelo que sabemos fazer, pelo que temos, e sobretudo, se temos alguém para amar, ser amado, oferecer e ter sexo, ser feliz e fazer feliz. Logo, se pressupõe que, quem é casado, quem está num relacionamento a tanto tempo, tem sucesso emocional, sexual e felicidade máxima.

15695 dias depois!

7 jul

Em 07 de julho de 1968 nasceu o terceiro menino, filho de seu Raulino e de D. Maria Eulália. O nome Adão foi escolhido por que os dois outros filhos varões que haviam nascidos foram a óbito. As duas meninas, uma com a letra R, igual a dos dois meninos estava ruinzinha de saúde. Daí a conclusão de que a letra R deveria ser trocada.

Além disso, da troca de letra para os nomes de R para A, fora feita uma promessa a santa, salvo engano, Senhora de Aparecida, e tal promessa consistia em: Se nascer “menino macho” e vingasse, o nome seria Adão, e para confirmar a tal promessa, me fizeram de NAZIREU, ou seja, fui consagrado e o voto nazireato sobre mim, consistia em não cortarem o cabelo até certa idade, e quando chegasse o tempo de cortar, o cabelo deveria ser cortado em determinado tempo e lugar.

Bem esta parte não foi cumprida, e eu estou vivo até hoje. Meus outros irmãos, filhos de D. Maria Eulália foram todos iniciados com a letra A. A saber: Romildes, Ana Maria, Adão, Adonias, Adene, Adineia, Andréia, Abdias, André, Ailton. Sem contar os filhos de seu Raulino com D. Valdívia. Tá no blog a história.

Pois bem. Eu digo e reafirmo: a última geração de criança besta nasceram em 1968. Dai por diante só nasceram crianças sabidas e de olhos abertos. Eu também digo que minha geração é uma geração especial. Experimentamos tudo de bom, e vivemos uma época maravilhosa, gostosa, e exuberante, a década de 70 e 80, ainda que, neste período ocorreu o revolução militar.

Eu fui forjado para a vida. Fui treinado a suportar muitas situações, e a me virar nas mais diversas circunstâncias. Trabalhei em diversas idades e não reclamo do que tive que fazer ainda quando criança. Tinha que trabalhar e estudar, e no meio disso tudo, arranjava tempo para brincar, inventar, traquinar, fazer tudo que as crianças tem condições de fazer hoje, e uma grande maioria não fazem.

Meu pai me ensinou muito da arte dos pedreiros, mas eu para não trabalhar como pedreiro, preferir estudar. Mentia sobre trabalhos escolares, sobre horários de educação físicas, reuniões e trabalhos em grupo. E para dar credibilidade, tirava certo tempo para o estudo, afinal, quando eu era criança, enganar D. Maria não era para qualquer um. As vezes para sustentar a mentira, eu estudava, lia, escrevia para chegar em casa com conteúdo para responder as perguntas de minha mãe.

Trabalhei de contador, vendedor de tecidos, funcionário público fantasma. Fui para o internato. Estudei teologia, filosofia, grego, hebraico, história da igreja cristã, filosofia da educação, entre outras matérias. Abandonei o curso no sétimo semestre.  Casei com Kátia em 1994. Em 1995 nasceu o primeiro filho. Em 2000 o segundo.

Vim a este mundo para viver todos os dias possíveis. E nestes dias todos (43 anos = 15.695 dias) tenho muito mais para ser lembrado, ser comemorado do que para reclamar. Mas, hoje, excepcionalmente hoje, não irei reclamar de nada. A vida não é fácil. Mas, não é só para mim. A vida é o que é, para mim, e para todos os outros que estão vivos, e experimentando esta existência. É fato que há uns que parecem ser mais felizes do que outros, mas, todos somos felizes dentro da realidade criamos e que podemos experimentar e viver.

Hoje eu estou feliz por mais este ano. Mais um período. Mais um ciclo. Mais uma rodada concluída ao astro rei termina, e outra ciclo começa no segundo seguinte.  E você que chegou agora em minha vida, tenha sido hoje, ontem, mês passado, ano passado, seja bem vinda, bem vindo. Minha vida é assim, do jeito que você lê neste blog.  Nem mais, nem menos,  nem colocando, nem tirando. É do jeito que me deram. É do jeito que fiz. É do jeito que consegui fazer., do jeito que pude e que realizei.

Por meio dos dogmas  tentaram limitar e delimitar meu caminho. Os seguir por 18 anos de minha existência. Foram úteis em tempos em que sem os mesmos, minha existência teria sido dizimada, extinguidas. Várias doutrinas no entanto ainda me são úteis e as obedeço, as observo. Outras no entanto foram abandonadas. O fato é que tudo tem contribuído para eu aproveitar melhor meus dias. E assim pretendo passar mais estes 365 dias que a partir de  hoje se reinicia. Mais um ano! Espero estar aqui no próximo dia 07 de julho, e com mais novidades.

adaobraga e ph jogando Na imagem acima no sábado a noite 02 de julho eu e PH estávamos jogando Crash Bandcoot no PC.

Ser homem e ser pai são coisas diferentes.

8 ago

Deus é pai! E não padrasto!

Esta é uma frase que muito ouço por aqui na região de Irecê. Uma cunhada tem esta frase como referência. Foi dela que ouvir a primeira vez esta frase, que aqui é usada como uma exclamação, uma maneira de dizer: Deus não é ruim! Deus tem amor por mim! Deus cuida das pessoas. Deus tem cuidado!

O fato é que esta frase implica numa comparação e também baseado na certeza de que os pais são pessoas que cuidam dos filhos. Até no evangelho, Jesus ensinava assim:

… qual dentre vós é o homem que, se porventura o filho lhe pedir pão, lhe dará pedra? Ou, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma cobra?  Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem? – Mateus 7:9-11

Esta é a base da expressão: Deus é pai e não padrasto. A antítese entre pai/bondade e padrasto/maldade não é verdadeira. Há casos e casos.

Hoje, dia dos pais, não me foi um dia bom. Houve uma dissensão entre os homens desta casa, e a única mulher ficou zangada.

No fim, o que acontece? Mãe e filhos se unem contra o vilão. Se unem contra aquele que não entende o que acontece na casa. Se unem contra aquele que está nesta casa em alguns momentos da semana, e nas tardes de sábado e aos domingos.

É antiga a minha reclamação de que os pais necessitam de uma nova legislação. É fato mais do que comprovado de que, uma grande parte dos pais merecem uma legislação que nos cubra de direitos.

Desde que lançaram a campanha: Não basta ser pai! Tem que participar! Que a situação masculina, quanto a paternidade teve, e ainda é perceptível as mudanças. Hoje, todos querem participar. Todos querem passear. Todos querem ter o direito de ser pai.

Pai! Foi a grande invenção moderna para as famílias. Hoje o pai, não é mais apenas aquele que trabalha e mantêm a família. Até há aqueles que apenas fazem isto, e nada mais. Ser pai é mais do que isto. É mais do que suprir necessidades básicas tais como alimento, roupa, remédio, caderno, sandálias, sapatos.

  • Ser pai é levar na escola;
  • Ser pai é ir nos campeonatos inter-classes;
  • Ser pai é ir à igreja;
  • Ser pai é participar das reuniões de pais e mestres;
  • Ser pai é cuidar das feridas nas canelas;
  • Ser pai é conhecer e assistir os desenhos animados preferidos;
  • Ser pai é ouvir uma banda nova e aprender a gostar da novidade;
  • Ser pai é ficar de plantão; o filho saiu e não ligou para avisar;
  • Ser pai é sofrer e velar quando o filho está doente;
  • Ser pai é …

As campanhas de marketing aproveitam cada momento para mostrar como DEVEM SER os  novos pais. As vezes é frustrante saber que certos padrões são elevados demais para todos nós. E, como é que os filhos demonstram e ou como retribuem tamanha dedicação por nós homens que transformamos-nos em pais?

Eu, ganho certos mimos. As vezes ela, a mãe fica enciumada. Eles confiam em mim. Quando é para ir a hospitais, fazer exames, ter que furar a veia, limpar perebas, coisas do gênero… é a mim que eles recorrem.  Quando é noite e querem comer algo, é a mim que chamam. Quando querem algo diferente, é a mim que perguntam. Mas, tudo isto tem um preço. E eu exijo os devidos pagamentos.

Eu sou pai! Não sou padrasto!

Para cada especialista que se lê, que se ouve, as recomendações são as mesmas:  “Os homens necessitam criar vinculo com seus filhos.”  Esta orientação deixa claro duas coisas: Ser homem e ser pai são coisas diferentes.

Faz duas semanas que isto foi dito para mim nas seguintes palavras:

- Olha Adão, você conhece minha história com ele.  E você, mais do que ninguém sabe que me esforcei para que nossa história fosse diferente. Mas, ele como HOMEM, não tenho o que reclamar. Ele é carinhoso, é atencioso, e, demonstra gostar muito de mim. Mas, ele passa o dia inteiro comigo e não pergunta pelos filhos que tem comigo. Isto, me mata!

Esta é a diferença entre ser homem e ser pai! Uma outra história até mais antiga. Um conhecido queria namorar uma conhecida, no entanto ela sempre se esquivava. Foi quando ele me conheceu e perguntou o que havia de errado com ele em relação a ela. E foi isto que respondi:

- Esta mulher nunca amará um homem que não demonstre amor e carinho pelos três filhos dela.

Mais recentemente, ela me disse:

- Ele é um traste como homem, Adão. Mas, ele defende meus filhos até de mim! E isto, me faz gostar cada vez mais dele. E, eu sei que foi você quem disse pra ele amar meus filhos!

Ser homem é fácil. Complicado é ser homem e pai ao mesmo tempo!


O trabalho, a família e as realizações pessoais!

17 jun

Semana passada encontrei uma amiga que disse estar sentindo minha falta na empresa.

- Nunca mais você foi lá. – Disse ela para mim -  Estão chamando um rapaz para consertar os computadores, mas ele, não transmite segurança. Porque você nunca mais nos atendeu?

A resposta, como sempre curta, claro e concisa:

- Querida, eu não me submeto a certas chantagens para pessoas que eu tenho certeza, e digo: EU TE AMO, vou me submeter a certas situações por dinheiro? Nem que!

- É querido! Por amor a outros não sei, mas vejo nesta atitude seu amor-próprio. Você tem auto-estima e dela faz bom uso. Eu bem que gostaria de poder me desprender daqui, mas, o dinheiro fala mais alto.

Nós temos condições de viver melhor sem ter muito dinheiro e estar preso ao sistema escravocrata capitalista. Temos meio de melhorar nosso convivio e nossa saúde mental, emocional e corporal. Não precisa tanto de dinheiro, mas necessitamos muito de vontade. Temos urgência em aprender a viver com o pouco, mas, com qualidade, pequenas atitudes. Pequenos gestos. Pequenas mudanças. Grandes resultados.

Kátia tem o hábito de mudar sempre a mobilia de lugar. È uma atividade normal e corriqueira para ela, no entanto, ela mantém o ambiente sempre limpo, cheiroso, e atrativo. Isso faz com nós, os moradores, nos sentamos melhor, com um cheiro diferente. Não usamos pedras, nem cristais para harmonizar o ambiente, nós somos as pedras, nós somos os cristais, e nos esforçamos para estarmos sempre reluzentes, e brilhantes. Nem sempre é possível, mas nós nos esforçamos.

O dinheiro é importante na vida de cada humano. Quem não tem dinheiro nem sempre é bem visto, nem sempre é bem recebido, nem sempre é bem tratado. (Leia esta história que Julie publicou). Mas, mesmo com pouco dinheiro, procuramos sempre ter uma alimentação agradável. Nem sempre saudável, mas sempre o que nos agrada o apetite.

Numa família, saber o que cada um gosta de comer é importante. Pedro por exemplo, não gosta de Coca-Cola e Kátia não gosta de Fanta Uva, a predileta de Pedro. O que fazer? Ao invés de dois litros de coca-cola, 1 litro de coca-cola, 1 litro de fanta uva e ambos ficam contentes e satisfeitos. Kaio come todo tipo de verduras, legumes,  frutas e carnes. Pedro é seletivo, e não pode comer tudo que deseja.

Não somos negativistas, mas, não somos um exemplo de positivismo e otimismo. Procuramos eliminar o que faz mal, e buscamos o que nos torna alegres, contentes e que nos proporciona prazer. Estamos juntos em momentos difíceis, e nem sempre juntos nas alegrias de cada um, todavia, mesmo que ausentes, demonstrando conhecimento da evolução e sucesso obtido. Acompanhamos e apoiamos cada um em seus desafios, empreitas e atividades.

As crianças na escola, recebem atenção, acompanhamento, e cumprimento às regras, leis e estatutos. Se estão corretos, procuramos não desautorizar os professores na presença dos mesmos. Vocês sabem: não se pode dar asas a cobra! De tudo que eles pedem, menos da metade lhe é concedido. Qual humano mediano consegue tudo na vida? Então, porque motivos, dariamos tudo que nossos filhos pedem? De jeito maneira! Temos que colocar limites.

Nossos valores, nossas vontades, nossos preceitos morais, espirituais e emocionais não tem preço. Por isso, digo que há situações que nem por amor ás pessoas que amamos, nós cedemos, porque motivos nos rebaixariamos por dinheiro? Em hipose alguma.

Depois de uma breve conversa com esta amiga, ela me contou como ela tem trabalhado naquele ambiente. São certas humilhações, certas palavras agudas que ferem, magoam, e mina nossa auta-estima. Certos trabalhos, faço por amor, outros nem por todo dinheiro do mundo.

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