Corpo, Alma e Espírito

Junho 17, 2009

O trabalho, a família e as realizações pessoais!

Semana passada encontrei uma amiga que disse estar sentindo minha falta na empresa.

- Nunca mais você foi lá. – Disse ela para mim -  Estão chamando um rapaz para consertar os computadores, mas ele, não transmite segurança. Porque você nunca mais nos atendeu?

A resposta, como sempre curta, claro e concisa:

- Querida, eu não me submeto a certas chantagens para pessoas que eu tenho certeza, e digo: EU TE AMO, vou me submeter a certas situações por dinheiro? Nem que!

- É querido! Por amor a outros não sei, mas vejo nesta atitude seu amor-próprio. Você tem auto-estima e dela faz bom uso. Eu bem que gostaria de poder me desprender daqui, mas, o dinheiro fala mais alto.

Nós temos condições de viver melhor sem ter muito dinheiro e estar preso ao sistema escravocrata capitalista. Temos meio de melhorar nosso convivio e nossa saúde mental, emocional e corporal. Não precisa tanto de dinheiro, mas necessitamos muito de vontade. Temos urgência em aprender a viver com o pouco, mas, com qualidade, pequenas atitudes. Pequenos gestos. Pequenas mudanças. Grandes resultados.

Kátia tem o hábito de mudar sempre a mobilia de lugar. È uma atividade normal e corriqueira para ela, no entanto, ela mantém o ambiente sempre limpo, cheiroso, e atrativo. Isso faz com nós, os moradores, nos sentamos melhor, com um cheiro diferente. Não usamos pedras, nem cristais para harmonizar o ambiente, nós somos as pedras, nós somos os cristais, e nos esforçamos para estarmos sempre reluzentes, e brilhantes. Nem sempre é possível, mas nós nos esforçamos.

O dinheiro é importante na vida de cada humano. Quem não tem dinheiro nem sempre é bem visto, nem sempre é bem recebido, nem sempre é bem tratado. (Leia esta história que Julie publicou). Mas, mesmo com pouco dinheiro, procuramos sempre ter uma alimentação agradável. Nem sempre saudável, mas sempre o que nos agrada o apetite.

Numa família, saber o que cada um gosta de comer é importante. Pedro por exemplo, não gosta de Coca-Cola e Kátia não gosta de Fanta Uva, a predileta de Pedro. O que fazer? Ao invés de dois litros de coca-cola, 1 litro de coca-cola, 1 litro de fanta uva e ambos ficam contentes e satisfeitos. Kaio come todo tipo de verduras, legumes,  frutas e carnes. Pedro é seletivo, e não pode comer tudo que deseja.

Não somos negativistas, mas, não somos um exemplo de positivismo e otimismo. Procuramos eliminar o que faz mal, e buscamos o que nos torna alegres, contentes e que nos proporciona prazer. Estamos juntos em momentos difíceis, e nem sempre juntos nas alegrias de cada um, todavia, mesmo que ausentes, demonstrando conhecimento da evolução e sucesso obtido. Acompanhamos e apoiamos cada um em seus desafios, empreitas e atividades.

As crianças na escola, recebem atenção, acompanhamento, e cumprimento às regras, leis e estatutos. Se estão corretos, procuramos não desautorizar os professores na presença dos mesmos. Vocês sabem: não se pode dar asas a cobra! De tudo que eles pedem, menos da metade lhe é concedido. Qual humano mediano consegue tudo na vida? Então, porque motivos, dariamos tudo que nossos filhos pedem? De jeito maneira! Temos que colocar limites.

Nossos valores, nossas vontades, nossos preceitos morais, espirituais e emocionais não tem preço. Por isso, digo que há situações que nem por amor ás pessoas que amamos, nós cedemos, porque motivos nos rebaixariamos por dinheiro? Em hipose alguma.

Depois de uma breve conversa com esta amiga, ela me contou como ela tem trabalhado naquele ambiente. São certas humilhações, certas palavras agudas que ferem, magoam, e mina nossa auta-estima. Certos trabalhos, faço por amor, outros nem por todo dinheiro do mundo.

Novembro 10, 2008

Blogagem Coletiva: Adoção um ato de nobreza

Alguns podem achar que a palavra nobreza pode não ser apropriada para esta blogagem coletiva, que participo a convite do Saia Justa, porque NOBREZA, tem como parte de sua definição uma parte ligada à sociedade nobre, ligada à fidalguia. Entretanto, a palavra não tem apenas esta definição. Ela também significa agir ou ter ação notável, ilustre, célebre, majestosa, augusta, generosa, longânima, magnânima. Assim é a adoção.

Eu, Adão Braga, antes de casar e constituir família tinha como meta, mesmo depois de “ter”, melhor, “ganhar” filhos biológicos, adotar quantas crianças fosse possível. Mas, a questão é: porque antes de casar?

Depois de casado, descobrir que meu conjuge nunca demonstrou ter esta alma notável, ilústre, célebre, majestosa, augusta, generosa, longânima, magnânima. Minha opinião encorpou definitiva e permanetemente, quando a ouvi declarar, que “não gostaria em nenhuma hipótese dividir os bens da família com uma criança adotada, que teria os mesmos direitos aos bens que os filhos dela!”

Estas palavras, fez hibernar em mim tal desejo. Mas, ainda espero que ela chegue a maturidade e a conhecer o amor numa face menos egoísta. Minha participação é sobre os sexto e o sétimo item da blogagem:

  • Gostaria de discutir o assunto mesmo que não queira adotar uma criança?
  • E como vê toda essa situação na sociedade em que vivemos?

Em 1997, estava eu numa excurção na região de Irecê, e usei as seguintes palavras numa reunião evangélica:

- Se todos aqueles que se dizem seguidor de Jesus, adotassem uma criança, em poucos anos, não haveria a necessidade de as igrejas terem que sair de casa-em-casa para pregar o evangelho.

Esta minha opinião, é baseada nos conselhos de Ellen White, uma escritora americana. Ela era considerada profetisa no meio Adventista do Sétimo Dia, e os textos abaixo, foram escritos nos últimos anos do século 19 e no inicio do século 20, ou seja, antes de 1900. Isto mesmo! Os conselhos desta senhora, era para que as famílias Adventistas adotassem crianças nestes longinquos anos. Ei-los abaixo:

Abram aqueles que têm o amor de Deus, o coração e o lar a essas crianças. Não é o melhor plano cuidar dos órfãos em grandes instituições. Caso eles não tenham parentes capazes de tomar conta deles, os membros de nossas igrejas devem, ou adotar esses pequenos em sua família, ou encontrar lugar conveniente para eles em outros lares. Testemunhos Seletos – Volume 2 – Pág: 519

Meu esposo e eu, embora chamados para árduo trabalho no ministério, sentimos ser nosso privilégio trazer para dentro de nosso lar crianças que necessitam cuidado, ajudando-as a formar caráter apropriado para o Céu. Não podíamos adotar bebês, pois isto teria monopolizado o nosso tempo e atenção e roubaria ao Senhor o serviço que de nós requer em levar muitos filhos e filhas para Ele. Mas sentimos que a instrução do Senhor em Isaías 58 era para nós, e que Sua bênção nos acompanharia na obediência a Sua Palavra. Todos podem fazer alguma coisa pelos pequeninos necessitados, ajudando a pô-los em lares onde possam ser cuidados. Manuscrito 35, 1896.  Beneficência Social – Pág: 221

Deus tem um povo neste mundo, e há muitos que podem adotar crianças e delas cuidar como os pequeninos de Deus. Carta 68, 1899.  Beneficência Social – Pág: 232

Se tivésseis vossos próprios filhos para pordes em exercício cuidado, afeição e amor, não estaríeis tão encerrados em vós mesmos com os vossos próprios interesses. Se os que não têm filhos e que têm sido por Deus feitos mordomos de recursos, dilatassem o seu coração no cuidado de crianças que necessitam de amor, zelo e afeição, bem como assistência de bens do mundo, seriam mais felizes do que são hoje. Sempre que jovens sem o piedoso cuidado de um pai e o terno amor de uma mãe estiverem expostos à corruptora influência destes últimos dias, é dever de alguém suprir o lugar de pai e mãe para com alguns deles. Aprenda-se a prover-lhes amor, afeição e simpatia. Beneficência Social – Pág: 233

É estranho que não exista entre as diversas comunidades cristãs esta cultura de adoção. Há, certamente, uma tendência e uma maneira social diferente da que hoje vivenciamos, mas, observo nos escritos dela, e comparando com a atual situação que a “conduta humana”, nesta situação, parece-me não ter sofrido mudanças no último século.

Baseado nestes conselhos, já consegui fazer com que duas famílias adotassem crianças. A primeira delas, ouviu a conversa na reunião que citei acima e adotou a criança. Dois anos depois, ela me encontrou, e disse, que havia adotado uma criança porque ouviu o conselho que eu havia dito na reunião. Depois de quatro anos ela engravidou.

Um amigo que há 17 anos casado e a esposa não engravidava, viajou seisentos quilometros para adotar o filho que sempre desejou.

Só para atiçar, saibam todos, que, quem mais adota neste mundo é o próprio Deus. Vou esclarecer. O evangelho diz que Deus só tem “UM FILHO ÚNICO”, leia nas palavras do evangelista João:

“Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna.”

Se Deus, tem filho único, fica entendido que todos nós outros somos filhos adotados. E o apóstolo Paulo confirma ao informar que somos “filhos de adoção por Jesus Cristo, […], segundo o beneplácito de sua vontade” (Efesios 1:5) e ambém declara: “… recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai” – (romanos 8:15).

Depois de tudo, repito o conselho de Jesus:

Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também

Vá lá e adote!

Setembro 3, 2008

Galardão de um pai!

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Existem algumas palavras que invariavelmente ficam restrita a uns poucos usos e algumas outras se tornam restritiva a uma ou outra atividade.

A palavra galardão, por se citada no Novo Testamento da Bíblia cristã como uma recompensa aos vitoriosos finais, é comum ouvirmos no meio cristão esta palavra como uma recompensa futura àqueles e àquelas que irão morar no paraíso.

Entretanto, galardão, além deste significado extraído da Bíblia, significa também:

  1. Obter uma recompensa de serviços valiosos;
  2. Receber um prêmio merecido;
  3. Obter honra por ação ou ato de bravura;
  4. Receber glórias por seus atos.

A nós pais, galardão, com todos estes significados acima obtemos quando recebemos elogios, reconhecimentos através de nossos filhos.

Jackson do Pandeiro cantava:

A alegria do vaqueiro

é ver a queda do boi,

A alegria de quem tá vendo

é dizer sempre quem foi.

Há sempre dois ou mais lados a serem observados. Há dois anos, por ocasião de fim de ano, fui fazer uma visita na casa de uma família. Inevitavelmente, as nossas conversas sempre tomam o caminho das conversas de determinadas épocas e ocasiões. Em fim de ano, com os jovens, as perguntas são sempre voltadas para as questões escolares.

- Passou direto querida!

- Fiquei em 4 recuperações!

Neste instante, a mãe entrou pelo meio, e pediu auxilio.

- Adão, não sabemos mais o que fazer para estas meninas se esforçarem mais. O que você faz com os seus filhos?

Assim são os filhos. Quando não atingem metas, nós pais ficamos envergonhados.

Estas metas, não necessariamente, são nossas metas. Eles tem que ter metas. Algumas vezes, podemos indicar uma boa meta. A esta jovem aconselhei-a pensando da maneira mais egoista possível.

- Seu pai deixa você sair com suas amigas sempre que você pede?

- Não!

- Ele compra sempre o que você pede?

- Não! Ele sempre diz que não tem dinheiro!

- Ele pagou quantas recuperações pra você este ano?

- 3 na primeira unidade. 2 na segunda unidade. 1 na terceira unidade.

- Se ele não pagasse tanto, será que ele, estando alegre, satisfeito com a filha que sempre tem boas notas, ele não te recompensaria por seu esforço e dedicação escolar?

Ela concordou. E, este ano, a mãe me agradeceu. Disse-me que desde aquela conversa, elas tem se esforçado. Diminuiram os gastos com as recuperações. Em reação ao empenho das filhas, o pai já fez algumas concessões às filhas. Já foi passear na capital. Já pode ir nalguns eventos da igreja deles com as amigas. etc.

A alegria dos pais é o sucesso de seus filhos. Um filho quando elogiado, quando bem sucedido, dâ-nos uma alegria incomensurável. E apesar da situação que por enquanto passamos, hoje, Kaio voltou da escola e nos avisou:

- Fiquei em primeiro lugar nas Olimpiadas de matemática na escola.

- Primeirão? Medalhão de ouro? – Perguntei admirado!

- Sim! Primeirão, em todas as turmas de sétimas séries e de todas as turmas de oitavas séries, nos turnos matutinos e vespertinos. E ainda sou o mais jovem aluno da sétima série. E vou concorrer com outros alunos para ser o representante da escola nas olimpiadas de matemática municipal.

Isto é um galardão! Vamos acompanhar de perto.

Agosto 20, 2008

O amor, a felicididade e realizações fazem diferença

- Hoje, ao ir naquela loja pagar a mensalidade, notei que aquela menina do caixa tá diferente!

- Que diferença você notou nela?

- Não sei em especifico! Sei que há nela, algo diferente em relação aos anos anteriores quando a conheci.

- Fica díficil poder fazer tal observação, se nem mesmo você sabe o que tem de diferente nela!

- Ela, como posso dizer, eh! eh! tá com o semblante diferente, tem um brilho diferente, ela tá irradiante. Eu  até achei ela bonita, coisa que antes não achava! O que aconteceu com ela?

- Aaaah! Ela tá feliz!

- Feliz? E porque ela tá feliz?

- Ela veio da roça, não sabia falar direito. Quando ela falava com as pessoas, mesmo que fosse um recado simples, ela era rude, grosseira, beirando um ser incivilizado que não tinha prática com as palavras. Passou a ser faxineira da loja porque a menina responsável por abrir a loja tinha vergonha de trabalhar na limpeza e os amigos dela passava pela aveninda. Depois ela foi promovida a cobradora, mas, com a dificuldade em comunicar com os clientes, a gerência a afastou do cargo.

- Mas, isto só não deixa uma pessoa feliz!

- Não foi só isso! Foi treinada a lidar com o dinheiro, com as responsabilidades do caixa. Foi promovida. Recebeu um aumento salarial. Ganhou um computador de um amigo. A loja deu-lhe acesso a Internet. Conseguiu um namorado em Salvador. Ele veio morar com ela. Fez uma acordo com a empresa. Pegou o tempo de FGTS e os outros recursos e comprou um carrinho de churrasco e colocou o namorado para vender. Economizaram por dois anos, e agora, estão construindo a casa deles. Tem uma boa renda mensal, compram o que pode e o que precisam.

- Poxa! Tudo isto?

- Tem mais! Ela agora vai em salão de beleza para cuidar do cabelo, da pele, das unhas, e o melhor: como ela ainda não tem traquejo com as palavras com os clientes, ela só conversa com as pessoas mais próximas e amigas.

- A felicidade realmente transforma as pessoas. Elas ficam formosas, alegres e brilhantes. Tenho que concordar com você. Agora sei porque ela tá diferente, ela tá feliz, tem o dinheiro necessário, e algumas realizações pessoais nos tornam pessoas diferentes.

Agosto 17, 2008

Gosto pessoal.

Eu não sou do tipo que gosta de ouvir um cd de um só cantor, ainda que todas as músicas sejam sucessos incontestáveis do artista. Eu gosto, a semelhança de Julie de Zé Ramalho, entretanto, ouço o CD ou coleção de mp3 dele um vez, e passo para o seguinte. Mas, ouço várias vezes as mesmas música de Zé Ramalho, se as músicas forem mescladas com músicas de outros artistas.

Mas, o que tem isto de extraordinário? Nada! Apenas para dizer que as vezes, fazemos coisas tão somente para acocar a pessoa amada.

Quando Beth, me pediu para gravar uns videos para ela, Kátia viu o trabalho depois de pronto, no dia seguinte, lá estava uma lista com 12 músicas do Fábio Junior para ser devidamente baixados e gravados em uma mídia de DVD.

Fiz os downloads. Gravei-os na mídia.

Mas, não tem amor que suporte ouvir e ver isto o dia inteiro. Por isto, assim que ela saiu, o DVD foi estrategicamente misturado a diversos outras mídias. Pois, a depender do gosto dela, é o dia inteiro ouvindo forró, lambada, axé, baladas. Se depender de Kaio, é o dia inteiro de dilingue-din, dilingu-din dos pagodes.

Quando há reclamação que sou chato, e que eu não gosto de nada, a resposta é sempre a mesma:

- Se dizerem que eu não tenho bom gosto, lembrem-se: Vocês fazem parte da lista!

 

Abril 30, 2008

CTRL + C

No ano de 1995 quando voltei casado e a esposa já com um filho de apenas um mês, fui muito bem recebido por amigos e familiares. Mas, isto demorou pouco.

Havia um amigo que estava em processo de divorcio nos últimos seis anos. Ele havia me consultado algumas vezes sobre a situação dele, e pedia conselho sobre como deveria se comportar diante da situação complexa que o relacionamento havia se tornado.

Quando voltei, e vendo a maneira como eu me comportava em relação a esposa, e ao filho, ele certa noite, quando olhavamos as estrelas e conversamos sobre a vida pública e privada de cada um, disse-me:

- Você tá criando uma cobra, que mais tarde vai te picar!

A observação dele era sobre a liberdade e a maneira descompromissada que vivemos até hoje. Não há cobranças. Não há obrigações diretas dela que também não seja minha.

Desde aquele tempo que eu afirmava que o ato de assinar o documento de casamento não era o mesmo que assinar um documento de supressão de personalidade.

O nosso casamento, é até o dia de hoje assim guiado. Temos áreas comuns de entendimento. Há uma área diplomaticamente desmilitarizada entre nós, e há áreas em que é forrada de minas, e deve-se andar com todo cuidado possível, porque esta área pertence a ela, e ela sabe a área que pertence a mim.

O casamento deles acabaram alguns anos depois. Ele ficou mais próximo de mim, Kátia e Kaio, e algumas vezes, ele praticamente morava em nossa casa. E certo dia, ele disse a nós todos:

- Peço perdão por ter feito um juízo infundado sobre voces. Achava que vocês eram pessoas estranhas e que um casamento nunca poderia ser conduzido com o grau de liberdade que existe entre vocês. E quero dizer que no próximo casamento, assim tentarei viver com minha nova esposa.

Ele casou-se com uma jovem e linda menina. Atualmente, vivem bem. A ex-esposa elogia-o no casamento atual, e disse, que se ele agisse com ela e as filhas dela da mesma maneira, que não haveriam motivos para o término do relacionamento. 

A maneira arbitrária, autoritária que ele conduziu a outra esposa e familia, tornou-se ao longo dos anos, o ponto de atrito entre eles.

Ele copiou-nos apenas na maneira direta de vivermos. As regras simples. Os territórios marcados. As idéias e opiniões definidas e declaradas. Posição definida quanto a tudo que se gosta e não gosta, isto me agrada, isto me desagrada.

É bom sempre saber diferenciar a condição de seu parceiro, que as vezes pode fazer algo, mas, não quer fazer. As vezes se quer fazer, mas não pode!

E nós até hoje sentimos muito bem quanto a este episódio. É nos muito agradável saber que, apesar da distância, há outra familia, que segue nossas idéias e modos como um padrão. Uma sensação agradável que estamos num bom e reto caminho.


Novembro 8, 2007

as aparências enganam

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No texto anterior, tive a grata surpresa de ter alguns comentários. Fico satisfeito com a ação e reação dos amigos. A nobre AP, do Curral Somos Todas Umas Vacas, comentou assim:

“… Quem está de fora não enxerga isso como uma solução óbvia e prática, mas como falta de intimidade. Do jeito que vcs dormem, dormem pessoas estranhas que por algum motivo precisam dividir uma cama de casal…” (Parte 1)

Quando li o comentário, veio-me a mente um ou dois casais que vez ou outra tivemos que intermediar um ou outra crise.

Veio também à mente, a lembrança de uma música antiga, cantada por Márcio Greyck. Que penso, muitos leitores lembrarão: Aparências.

Se dormimos assim, é porque, um conhece o outro, a ponto de saber os motivos, os porques, os ques de se concordar que isso aconteça. Não só indica intimidade, mas também respeito às manias, desejos, hábitos e espaços do outro.

Pessoas que vivem e convivem juntas por longo período de tempo, sabe o que está muito dentro do outro, conhece profundamente os desejos, os sentimentos, as ações do outro. Bem como saber suas manias, seus anseios, planos e sabe o que agrada e o que desagrada.

Um casal, deve ter a ciência do que a outra parte gosta e que incomoda.

Nossas regras aqui são assim mesmo! Aqui usamos de tudo: política, religião, anarquia, democracia, ditadura, diplomacia, etc., tudo com a finalidade de que o coletivo e o individuo possam existir e coabitar o mesmo ambiente, sem muitos conflitos e atritos.

Moramos numa região pacata e tradicionalista. Aqui, ainda se vê famílias que proibem filhas e filhos de casarem com um ou com outra, com o argumento fortissimo: É divorciado (a), não é pessoa boa!

Então, quanto ao convivio, aqui na nossa “república familiar”, não damos valor a certas aparências. Dormimos juntos se possível.

Não temos apelidos carinhosos um com o outro. Isso porque, sempre, diziam que viviamos mal. Que eramos um casal falso, e que viviamos de aparências. Nunca nos importamos com a opinião alheia, quanto a este assunto. Somos assim.

Não impomos regras um ao outro. Ela usa aliança. Eu não! E decidi tirar a minha porque se colocava muita credibilidade na peça, e não em mim.

- Você acha que serei infiel se não usar isso? Meu carater, meus sentimentos existem independente de ter ou não uma aliança no dedo. Sou um homem casado, e cumprirei minha palavra e promessa. Fidelidade, carater, lealdade, não depende de haver ou não esta argola no dedo.

Desde então, jamais usei. Era ainda o segundo ano de casamento. Ela continua a usar. Mas, não haverá problema se ela resolver não usar.

Quanto a forma de dormir, o lado preferido, não implica em não existir intimidade, ou que somos estranhos. Somos bem conhecidos. E conhecidos ao ponto de saber como o outro gosta e dorme melhor. Isso, já é intimidade. E ter convivio.  

Já houve necessidade em que tivemos que dormir 8 jovens, todos homens, numa esteira, com um único lençol, com 12 graus de frio, e todos dormimos, juntinhos, de “conchinha”, agarradinhos um ao outro, e nós nunca tinhamos dormidos antes, e jamais voltamos a dormir juntos.

Meus pais dormem na mesma cama, porém cada qual com seu cobertor.

“Claro que é só a opinião de quem está fora. A realidade do casal, só mesmo o casal que conhece. E fazer o melhor para conviver é um dos passos para um relacionamento feliz.” (Parte 2)

Um dos casais que nos criticava – Ainda criticam – nossa forma de viver, como marido e mulher, esposo e esposa, vivem uma vida social aparente. Chamam-se mutuamente de amor, meu bem, querido, querida, etc e tal quando estão nalgum lugar público, ou reunião familiar, é um esfrega-esfrega que quem não conhece, e não sabe de nada, logo diz:

- Que casal lindo! Tantos anos casados, e não perderam a paixão e o fogo!

Quando estão juntos formam um lindo casal. Pessoas próximas, nos diz que deverimos imitar o convivio deles.

Todavia, há pouco tempo, houve uma desavença por lá. Ela é muito ciumenta. Diz que ele tem mulheres na rua. Porém, vieram-na acudi-los e então ficaram sabendo da vida real deles.

- Ele tem uma amante, não tem explicação! Só pode ter uma amante! Vocês não querem é ver!. Vocês estão defendendo ele porque vocês não sabem de nada. – Esbravejava ela com todo o ar dos pulmões.

- Não sabe de que?

- Que vai fazer dois anos que este homem não toca em mim. Ele deita naquela cama e dorme. Não adianta eu vestir langerie cara, colocar perfume cheiroso, me depilar e enfeitar, andar nua pela casa, encostar nele, insinuar. Não adianta! Ele não me deseja, e nem me toca.  O troço dele, nem se mexe dentro das calças.

Eles dormem juntinhos todos os dias! Neste ponto, repito as palavras da AP: “A realidade do casal, só mesmo o casal que conhece. E fazer o melhor para conviver é um dos passos para um relacionamento feliz.”

Dormimos assim, um prá lá, e outro pra cá (Nem sempre não é!, no frio, nos ajuntamos). Eu não uso aliança. Porém, tudo é feito para que o coletivo e o individuo exista sem conflitos. Tem dado certo. Sem aparências e sem enganação.

Não adianta só dormir juntinho, tem também que chegar junto! Nós muitas vezes dormimos separados por opção. Nos dias de flatulência, por exemplo, eu me retiro do quarto, porque ninguém merece! 


Novembro 3, 2007

medidas extremas

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Don Corleone!Quando cheguei pra estas bandas, lá pros idos de 1990, conheci, lá na região de Jacobina um certo homem.

Naquele tempo, havia um burburinho no meio, a respeito dele. Diziam que outrora era “barra-pesada” e que tinha ligações com todo tipo de crime.

Passou-se muitos anos até que este certo homem e eu nos reencontrassemos. E ele, passado algum tempo, me inquiriu se não lembrava dele.

- Não! Não me lembro! De onde nos conhecemos?

Ele me explicou e eu relembrei a história, mas, mesmo assim, não consegui ter uma fisionomia passada na memória. Não importava muito, começamos outra amizade.

Certo dia, ele saiu de onde estavamos e foi seguindo o filho. Seguiu-o e depois retornou. Não demorou muito o jovem voltou triste e sentou-se na frente da televisão. Não disse uma palavra.

O comportamento dele estava estranho. E ele investigou diversos motivos. Drogas foi a primeira desconfiança. Passou a semana de tocaia. O rapaz estava estranho de fato. 

No sábado, assim que escureceu, ele chamou o filho e deu-lhe R$ 100,00 e disse que era para ele sair com a namorada no fim de semana. Entretanto, ele não quis o dinheiro e disse que o namoro havia terminado.

- Mas, cadê aquela paixão ardente? Aquele amor vigoroso que existia entre vocês?

- Acabou! – Limitou-se a dizer.

Na segunda-feira, ele foi para a escola do filho. E ficou de tocaia. Quando o sino tocou, o primeiro a sair foi o filho dele. Saiu correndo e olhava para trás em clara demonstração que estava sendo perseguido. E estava.

Eram quatro jovens. Não era mais fortes que ele. Mas, eram em maior número. Quando chegou em casa, ele cercou o filho. E ele abriu o jogo. Estava sendo perseguido. Fora obrigado a terminar o namoro, e tinha que ficar em casa sem sair, pois, se fosse surpreendido fora de casa, apanharia.

Assim ficou explicado todo o comportamento estranho. Na quarta-feira, ele saiu da casa dele, e ficou de tocaia na praça. Quando os quatro passavam, foram cercados por seis homens.

- Cala a boca e senta no chão! Quero ver quem de vocês é o mais valente agora. – Disse ele. E vou avisando. Já paguei pros cara ai, uma garrafa de cachaça e dei R$ 5,00 pra cada um para quebrar vocês. E já escolhi os ossos para ser quebrado. Agora vou apontar em quem.

Saiu então do lugar escuro, e apontou para cada um e dizia: Esse aqui é pra quebrar a perna porque ele gosta de jogar bola. Nesse quebra o braço, por que ele joga volei. Esse aqui, quebra uma costela, porque é o mais implicante, e aquele ali que é o mais novo é pra quebrar os dedos.

- Adão, a Bíblia diz que quando aceitamos Jesus, o velho homem morre, e é sepultado pelas águas do batismo.  Mas, o diabo manda umas “peças dessas” ficarem pulando sobre a lápide do sepulcro do velho homem, e se a tampa quebrar, vai sair de lá uma natureza que eu sempre agradeci a Deus, ter aprendido a controlar.

Passado alguns dias, encontrei um daqueles jovem com o braço engessado. Ele garantiu que foi uma queda, e o filho deste outro voltou a sair e renovou o namoro com a garota.

Vai saber!!

Me pergunto: Do que sou capaz de fazer por meus filhos?


Outubro 26, 2007

Modelos

Arquivado em: Alma Humana, Espirito, Vidas — by adaobraga @ 9:33 pm
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A sociedade e as comunidades vivem e sobrevivem sob os modelos estabelecidos e transformados em padrões. As leis, regras, estatutos, diretrizes são estabelecidas e devem ser seguidas, sob a forte ameça das leis vigentes. Certas leis só existem nalgumas famílias.

Nunca me interessei em saber como certos modelos se tornaram tão popular, no entanto, há modelos que me custa aceita-los.  As vezes, nem é o modelo em si, mas, o mais intrigante, é saber como há pessoas que se adaptam e vivem dentro de certos modelos impostos, ou até escolhido de forma livre, outras vezes, nem é escolhido, foi ao longo da existência aceitado como normal e se questiona justamente o contrário: Como é que as pessoas não percebem que estamos certos?

Esta semana, fomos confrontados. Fomos pisoteados e até tentaram  enxovalhar-nos,  por não seguirmos alguns modelos e não somos adeptos de alguns outros rótulos por eles advogados e que já tentaram fazer-nos aderir, no entanto, sem eficácia.

A família se tornou enorme. E onde há pessoas, surgem comentário. Fofocas. Intrigas. Debates entre outros.

Nossa família, não tem lá muitas regras. Porém, não é desprovida destas, apenas, não são as mesmas regras e padrões ou modelo que você utiliza na sua.

Aqui há respeito, amor, gratidão e queremos que nossos filhos se tornem cidadãos críticos e responsáveis. Que saibam a diferença entre o certo e o errado. Saiba também, escolher no momento certo,  um ou outro. Mas, quando for, e se algum dia forem fazer algo errado, que o façam de forma certa!

Noutros lugares não é assim, (e todos tem o direito de escolher o modelo, o padão a ser adotado, e ressalvo também o nosso direito de tê-los.) Há as regras que os filhos devem seguir, e há punições severas para quem não as cumprem. Há nalguns modelo, um caminho obrigatório a seguir para se obter a recompensa final ou a decepção. Não há garantia alguma de que seguir este ou aquele modelo, mas, há uma clara evidência, de que há certas preferências. E isto é importante.

Temos tido alguns problemas. Os problemas tem aflorado quando alguns filhos criados noutro modelo, vem gradativamente, migrando para nossa casa e modelo. Tem havido uma guerra fria da parte de lá para com os de cá. E somos acusados de aliciadores, desvirtuadores. Porém, a acusação se auto-destroi, quando os filhos e netos dizem: “Não se meta mais na minha vida, eu posso ir e vir, já sou maior!!!”

Temos sofrido algumas acusações. E, como, não houve reação agressiva de nossa parte, nem uma rejeição por estes que nos achegam, vieram esta semana nos atacar.

O ataque foi frontal e violento.

A “verborreia” atingiu nossa moral e nosso ego. Porém, não ficamos abalados. Ficamos tristes porque há pessoas que se irritam quando são rejeitados, quando se descobrem falidos quanto a seus modos e maneiras de viver, e que eles pensavam, que eram os únicos e talvez os últimos bastiões de todas as famílias tradicionais.

Nunca os convidamos a virem pra cá. Eles optaram. Eles desejaram virem pra cá. Alguns pensam que é porque temos condições financeiras e oferecemos o que eles não tem. Entretanto, não é verdade. Não somos ricos. Não temos dinheiro em banco. Não temos recursos finaceiros excedentes. É muito pelo contrário. As vezes estamos como disse uma amiga: “As pessoas pensam que estamos ricos, porque compramos um carro novo financiado, e eu comprei um notebook de três mil reais; mas, tem dia que vamos comer acarajé na barraca de mamãe, porque lá em casa não tem o que comer”

Nos investigaram para saber então o que é que há aqui, que os filhos e netos deles gostam de estar aqui, e ficaram furiosos, porque não eram os bens materiais que eles procuravam, eram tão somente o ambiente.

Decepcionaram-se. Porque pensavam que podiam reproduzir o ambiente. Compraram TV grande. Aparelho de som potente. Novos móveis. E tudo que não temos por aqui, e mesmo assim, não os atrairam. Agora estão nos atacando violentamente, moral, ética, social e fisicamente.

O que eles tem descoberto é que à medida em que estes jovens vão crescendo e adquirindo certos conhecimentos, tem deixado de lado este modelo em que eles dão presentes em troca de submissão, respeito, amor e outras atitudes. (Leiam este post da Julie)

Fazem de tudo para que os filhos, netos e sobrinhos os amem. E este amor deve ser em retribuição aos muitos presentes e tudo mais que fazem por eles. Estes jovens tem se sentido comprados, e até vendidos. E desprezam este tipo de amor, este modelo e padrão aqui presente.

 Já o citei esta semana, mas, serei obrigado a fazê-lo novamente:
Pra estes a música do Frejat e Cazuza (Blues da Piedade):

Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com cara de abortadas

Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm

Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia


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