Este é um texto de participação na blogagem coletiva em que o tema é o Amor ao pedaços. Tema desta etapa: QUESTIONAMENTO. Primeiro: questionar não é o mesmo que duvidar. Questionar é perguntar. É inquerir
Duvidar é faltar de convencimento. É ter dificuldade em acreditar. É suspeita. É ter receio. É ter uma crença vacilante.
Eu penso que sentimentos e emoções nascem em nós sem explicações lógicas. Afinal, se você questiona o que você sente, é porque você mesmo não sabe o que está sentindo ou não estar convecido(a) de que, e do porque tais sentimentos existem em você. Isto é natural até! Em minha opinião existem sentimentos que dispensam ou existem sem serem, poderem ou necessitarem ser questionado. Se você questiona o que sente, é algo de fórum íntimo. É conflito interno de vossos sentimentos com preceitos morais, religiosos, espirituais, éticos e outros mais.
Eu questiono não os sentimentos. Eu não questiono as emoções que sinto. Eu não pergunto a mim mesmo se o que sinto é verdadeiro ou falso, se é forte ou fraco, se é efemero ou duradouro, se é confiavel ou volúvel… afinal, eu sei o que existe em mim. E as emoções, os sentimentos, não seguem, nem estão submetidos aos decretos da razão, nem tão pouco, pode a ciência, com todas as suas descobertas e estudos analisar com exatidão e fazer deduções lógicas e daí estabelecer hipóteses, regras e lei. Bem como, não há como a psicanalise e a psicologia definir e delimitar a área de ação e atuação em nós, do que sentimos.
Afinal, há pessoas que conseguem reagir bem as frustrações. Há pessoas que conseguem ressurgir de fragmentos sentimentais. Se é para questionar, eu questiono sempre como é que se saem de um extremo para o outro num fulgor. Eu questiono como é que se migram do amor para o ódio em espaço de tempo do tamanho de um instante! Como é que saem da segurança para a insegurança? Como é que trilham rapidamente o caminho da traição e da desconsideração? Como é que nós conseguimos ser como somos e de repente em uma transformação inexplicável saimos de um extremo para outro?
Na semana em que selamos nosso relacionamento oficialmente no cartório eu conversei com um amigo. Os meus questionamentos não eram sobre o que eu sentia. Isto eu tinha segurança e certezas. Eu tinha uma névoa era sobre minhas capacidades de suster, proteger, ter paciência, suportar e aguentar as dificuldades. Lembro-me que um dos meus medos era não conseguir ter dinheiro para fazer as compras do mês. E o meu amigo, já com pelo menos um ano de casamento realizado me disse: “Coisa! Vai por mim! Dinheiro será o menor de seus problemas! Isto você consegue!”
Depois de casado, durante os meses seguintes meus questionamentos eram outros. Eram do tipo:
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Até quando eu conseguirei viver com ela?
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Será que viveremos muito tempo juntos?
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E se ela não me quiser mais?
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E se não der certo?
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E se, ela se arrepender?
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Será que eu suportarei viver todo os resto dos meus dias com ela?
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O que terei que fazer para todos os dias, a partir de hoje, ter que estar com esta pessoa?
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E se… etc.
Já estamos a muito tempo juntos. Este ano fará 18 anos de relacionamento oficializado. Os questionamentos são outros e inversos! Vejam, que eu não questiono o que sinto. Os meus questionamentos são voltados para o que pode acontecer, o que as circunstâncias nos proporcionam. O que os eventos aleatórios dos eventos do destino, do livre árbitrio ou seja lá o que for que dirige as existência de todos nós, nos levará a decidir! Eu não questiono o que sinto. Eu tenho absoluta certeza de que são verdadeiros, fortes, santos, peculiares e meus. Porém, os relacionamentos dão margens aos questionamentos.
O que farei se acontece isto? E se ela encontrar alguém e mudar de ideia em relação a nosso relacionamento? E se ela morrer? E se eu morrer primeiro o que será dela? O que será de meus filhos?
E por ai vai!
Nosso amor. Nossas paixões. Nossos encantos. Nossos desencantos. Nossos relacionamentos sempre nos levará a questionamentos diversos. No entanto devemos estar seguros de que, o que sentimos, não necessita ser questionado, afinal, se você questionar o que você sente, é porque você mesmo não tem habilidade, não tem aptidão para lidar com suas emoções. Não tem segurança plena no que você sente. Nestes casos, bem, se é assim: questione o que você tem que fazer para mudar esta realidade.
Questionar é típicamente humano, no entanto,duvidar é diferente de questionar. Eu não compreendo como é que se vive vinte anos com uma pessoa e quando ela sai de perto de você, se possa questionar, se na sua ausência ela irá agir de forma diferente de todos os outros dias dos últimos vinte anos. Por outro lado, é também questionável, alguém que durante as últimas década agiu de uma maneira, possa mudar de comportamento, atitude e resolve jogar tudo para o alto em atitude, que do outro lado é questionável, mas, que do lado contrário é totalmente justificàvel.
Questionar também é humano, ainda que nem sempre compreensivel e nem sempre lógico. Está questioando o que? O que sente ou o que aconteceu? O que a pessoa dizia sentir ou o que a pessoa disse que não faria? Questiona o que a pessoa diz ou que ela demonstra?
Amor aos pedaços: Questionamento! Quais são suas perguntas?

Corpos e Almas