Arquivos de etiquetas: família feliz

AMOR AOS PEDAÇOS: Questionamento!

16 jun

amor_aos_pedacos-questionamentos

Este é um texto de participação na blogagem coletiva em que o tema é o Amor ao pedaços. Tema desta etapa: QUESTIONAMENTO. Primeiro: questionar não é o mesmo que duvidar. Questionar é perguntar. É inquerir

Duvidar é faltar de convencimento. É ter dificuldade em acreditar. É suspeita. É ter receio. É ter uma crença vacilante.

Eu penso que sentimentos e emoções nascem em nós sem explicações lógicas. Afinal, se você questiona o que você sente, é porque você mesmo não sabe o que está sentindo ou não estar convecido(a) de que, e do porque tais sentimentos existem em você. Isto é natural até! Em minha opinião existem sentimentos que dispensam ou existem sem serem, poderem ou necessitarem ser questionado. Se você questiona o que sente, é algo de fórum íntimo. É conflito interno de vossos sentimentos com preceitos morais, religiosos, espirituais, éticos e outros mais.

Eu questiono não os sentimentos. Eu não questiono as emoções que sinto. Eu não pergunto a mim mesmo se o que sinto é verdadeiro ou falso, se é forte ou fraco, se é efemero ou duradouro, se é confiavel ou volúvel… afinal, eu sei o que existe em mim. E as emoções, os sentimentos, não seguem, nem estão submetidos aos decretos da razão, nem tão pouco, pode a ciência, com todas as suas descobertas e estudos analisar com exatidão e fazer deduções lógicas e daí estabelecer hipóteses, regras e lei. Bem como, não há como a psicanalise e a psicologia definir e delimitar a área de ação e  atuação em nós, do que sentimos.

Afinal, há pessoas que conseguem reagir bem as frustrações. Há pessoas que conseguem ressurgir de fragmentos sentimentais. Se é para questionar, eu questiono sempre como é que se saem de um extremo para o outro num fulgor. Eu questiono como é que se migram do amor para o ódio em espaço de tempo do tamanho de um instante! Como é que saem da segurança para a insegurança? Como é que trilham rapidamente o caminho da traição e da desconsideração? Como é que nós conseguimos ser como somos e de repente em uma transformação inexplicável saimos de um extremo para outro?

Na semana em que selamos nosso relacionamento oficialmente no cartório eu conversei com um amigo. Os meus questionamentos não eram sobre o que eu sentia. Isto eu tinha segurança e certezas. Eu tinha uma névoa era sobre minhas capacidades de suster, proteger, ter paciência, suportar e aguentar as dificuldades. Lembro-me que um dos meus medos era não conseguir ter dinheiro para fazer as compras do mês. E o meu amigo, já com pelo menos um ano de casamento realizado me disse: “Coisa! Vai por mim! Dinheiro será o menor de seus problemas! Isto você consegue!”

Depois de casado, durante os meses seguintes meus questionamentos eram outros. Eram do tipo:

  • Até quando eu conseguirei viver com ela?
  • Será que viveremos muito tempo juntos?
  • E se ela não me quiser mais?
  • E se não der certo?
  • E se, ela se arrepender?
  • Será que eu suportarei viver todo os resto dos meus dias com ela?
  • O que terei que fazer para todos os dias, a partir de hoje, ter que estar com esta pessoa?
  • E se… etc.

Já estamos a muito tempo juntos. Este ano fará 18 anos de relacionamento oficializado. Os questionamentos são outros e inversos! Vejam, que eu não questiono o que sinto. Os meus questionamentos são voltados para o que pode acontecer, o que as circunstâncias nos proporcionam. O que os eventos aleatórios dos eventos do destino, do livre árbitrio ou seja lá o que for que dirige as existência de todos nós, nos levará a decidir! Eu não questiono o que sinto. Eu tenho absoluta certeza de que são verdadeiros, fortes, santos, peculiares e meus. Porém, os relacionamentos dão margens aos questionamentos.

O que farei se acontece isto? E se ela encontrar alguém e mudar de ideia em relação a nosso relacionamento? E se ela morrer? E se eu morrer primeiro o que será dela? O que será de meus filhos?

E por ai vai!

Nosso amor. Nossas paixões. Nossos encantos. Nossos desencantos. Nossos relacionamentos sempre nos levará a questionamentos diversos. No entanto devemos estar seguros de que, o que sentimos, não necessita ser questionado, afinal, se você questionar o que você sente, é porque você mesmo não tem habilidade, não tem aptidão para lidar com suas emoções. Não tem segurança plena no que você sente. Nestes casos, bem, se é assim: questione o que você tem que fazer para mudar esta realidade.

Questionar é típicamente humano, no entanto,duvidar é diferente de questionar.  Eu não compreendo como é que se vive vinte anos com uma pessoa e quando ela sai de perto de você, se possa questionar, se na sua ausência ela irá agir de forma diferente de todos os outros dias dos últimos vinte anos. Por outro lado, é também questionável, alguém que durante as últimas década agiu de uma maneira, possa mudar de comportamento, atitude e resolve jogar tudo para o alto em atitude, que do outro lado é questionável, mas, que do lado contrário é totalmente justificàvel.

Questionar também é humano, ainda que nem sempre compreensivel e nem sempre lógico.  Está questioando o que? O que sente ou o que aconteceu? O que a pessoa dizia sentir ou o que a pessoa disse que não faria?  Questiona o que a pessoa diz ou que ela demonstra?

Amor aos pedaços: Questionamento! Quais são suas perguntas?

Ter uma família é viver em diversas, constantes e inimagináveis rotinas.

10 mai

Há milhares de semelhantes que a tônica é reclamar da rotina no casamento. E atribui à rotina a causa o efeito deletério dos relacionamentos cada dia mais. Eu sou daquelas pessoas que discorda deste conceito. Afinal, afirmo e reafirmo que a rotina é necessária em toda jornada humana. Nossas vidas são feitas de diversas pequenas rotinas.

  • · Hora de dormir;
  • · Hora de levantar;
  • · Hora de trabalhar;
  • · Hora de comer;

Eu sempre digo que se reclamam muito e se repete muito: evitar a rotina no casamento. Alguns casais para fugir da rotina criam outras rotinas: dia de ir comer fora; dia de ir ao motel; dia de fazer atividades físicas juntas; hora disto juntinhos… Ou seja, rotinas para fugir das rotinas.

Você não vê porá ai, reclamações de rotinas como por exemplo: vou pedir demissão por que nos últimos vinte anos eu fiz a mesma coisa na minha profissão; o jogador de futebol parar e justificar: jogar bola é muito rotineiro. Tenho que dominar a bola, driblar os adversários, marcar gols. Esta rotina me cansa; quem sabe então o político reclamando da rotina: é que política é isto mesmo. E a rotina de político enerva qualquer um. Afinal, toda e qualquer atividade humana exige rotina. Eu não me canso da rotina em minha vida, porque penso que a rotina faz parte de minha rotina humana, e deixo, para que os eventos casuais, caóticos, destinados, traçados, escritos, ou seja, que aconteça do jeito que tem que acontecer para que minha vida conjugal, profissional, amorosa [...] ainda que seja feita e inúmeras rotinas, fique mais agradável de viver.

Imagine você que minha rotina nestas últimas quatro semanas foi muito alterada e o que aconteceu foi que minha esposa recebeu ordens expressas do ortopedista: “você tem que desistir de fazer certos trabalhos domésticos como lavar, passar, varrer e outras atividades em que você faça força nestes músculos.” A mim, ele impôs outra regra: “você tem que vigiar sua esposa para ela não se prejudicar.”

Acontece que optamos por um modelo de família, segundo as pessoas, ultrapassado, e que inibe o desenvolvimento feminino, e confina dentro de casa uma criatura que nasceu para dominar o mundo: a mulher. Lamento! Nós pensamos e agimos de forma diferente. Nós adotamos o modelo em que ela tem as tarefas dela em casa, e eu tenho as minhas tarefas em função da casa dela, e dos filhos que ela concebeu. Ainda que eu saia para prestar serviços em empresas e residências, minha vida é tão cheia de rotinas quanto as rotinas que minha esposa leva em casa.

Não há diferença se o assunto é rotina. O que há, são rotinas. E se diz que a rotina de uma dona de casa é mais desgastante por que ela faz, refaz, e torna a fazer. Tá! É verdade. Mas, é diferente a minha rotina de fazer as mesmas tarefas? Ajuda-la na educação, sair para comprar alimentos, carregar as sacolas, colocar o lixo nos dias e horários corretos, levantar mais cedo do que todos, dormir mais tarde do que todos, ser responsabilizado quando falta mantimentos, quando falta dinheiro para pagar água, luz, telefone, prestações… Tudo é muito rotineiro.

Porém, é imperativo reconhecer que além da rotina nestas tarefas, o que faz-nos ficar chateados, é o isolamento; e ter que fazer tudo isto sozinha, sem ajuda, e sem reconhecimento, sem entendimento, sem auxilio. Isto é desolador, desanimador, e se é para estar só, evidente que se deve reclamar desta rotina, que além de tudo, deves ainda permitir a rotina sexual da outra parte.

E minha rotina nestes últimos dias mudou. E, eu não tenho que reclamar. E o que mudou em minha rotina? Bem! Agora tenho que sair, trabalhar, comprar o que ela mandar e voltar uma hora antes para auxilia-la a fazer o almoço, pois, as 12:50 o filho caçula vai sair para a escola, e o mais velho chegará da escola as 12:45. Ou seja, como minha esposa não pode fazer força com os braços, eu tenho que chegar para cortar e descascar vegetais, pegar as panelas com água, varrer a casa, lavar os pratos sujos (quando estiver caindo água: tempos de racionamento. Seca na região), arrumar os pratos e ser os braços dela nestas tarefas.

Muitas destas atividades eram dela, e que com esta inflamação do músculo “não-lembro-o-nome”, passaram para mim automaticamente, afinal, quem são os responsáveis por tudo na casa: NÓS DOIS! Isto mesmo! Não é só ela quem é responsável pela família. Eu também sou. A família é nossa. É minha família. É a família dela; É a família que temos; que construímos que geramos que concebemos. Eu moro aqui! Apesar do pouco tempo que passo dentro desta casa (eu venho para comer, fazer algumas tarefas, e venho dormir).

Se você acha que a rotina está matando seu relacionamento, faça algo diferente de sua rotina. Interesse-se e participe da rotina de sua esposa, e ou, participe da rotina de seu esposo. No mínimo você poderá compreender o que é que ele/ela tanto reclama do dia-a-dia. Talvez você consiga entender os motivos daquele olhar atravessado, por que aquele grito: “NÃO! Eu não estou nem ai com seus problemas!” – Como se fosse um desabafo: “olhe e reconheça o que eu faço todos os dias de minha vida.”

Ah! Gente! Este negócio de rotina é mesmo uma encrenca. Quem olha de soslaio, ou quem fica apenas contemplando no viés, pensa que a outra parte reclama sem motivos. Participar da rotina do outro é fundamental para entender e dá uma sacada de outro ângulo, vê como se enrola completamente quando falta uma das atividades a serem executada. Como o dia se perde em pequenas rotinas. Não realizar uma só coisinha, as vezes atrapalha todo o andamento do dia. Atrasa tudo. Atrapalha tudo.

Hoje, por exemplo, tive que intervir nas tarefas escolares do filho caçula. Tive que cortar o aipim, a carne, a batata, a cenoura. Hoje soube que carne ensopada é o prato que agrada a todos, e que o aipim agrada o mais velho, o caldo agrada o mais novo, e a carne, do jeito que foi cortada e temperada era para agradar a mim. Esta visão do todo me fez perceber o quanto a visão das mulheres em relação a família é mais amplo do que podemos imaginar. Pequenos detalhes na rotina dela é para suavizar a rotinas de outros. Mas, minhas rotinas também são.

Quando voltei à noite para casa recebi a informação: as blusas das fardas dos meninos estão aqui. É para lavar, torcer e estender no varal. Já estava na metade do primeiro tempo do futebol quando fui alertado: não se esqueça das fardas! Antes de uma terceira menção, fui lá e fiz a tarefa. Pronto! Minha vidinha rotineira, nesses últimos dias acabou? Não! De jeito nenhum. Pelo contrário. Agreguei a rotina chamada EMERGÊNCIA de todas as jornadas.

Eu sou do tipo que penso que nem todos, sejam Homens ou mulheres, estão aptos a terem uma família. Ter uma família é viver em diversas, constantes e inimagináveis rotinas. Até para sair da rotina, deve-se criar outras rotinas. Se achas que será diferente, nem tente. Nem queira. Se não aguenta, depois de estar dentro, não tem como pedir para sair.

Felicidade também é poder influenciar os filhos.

9 jan

Nas comemorações de natal e nas comemorações de fim e inicio de ano, bem como, o dia 05 de janeiro que é aniversário de Kátia, e também do filho de Veridiana Serpa (Já não esqueço mais),  ocorreram alguns diálogos com Pedro Henrique que nos fizeram analisar os conceitos morais, éticos, espirituais e outros tipos de conceitos que transmitimos a nossos filhos por meio do ensino, da fala, por ações, atos diversos que, sem que percebamos, estão também educando-os, ensinando-os sobre a vida e como se devem comportar e agir perto e longe dos pais.

Como humanos os meios de transmissão destas ideias e conceitos são modificados ao longo do tempo, e são transmitidos de formas diferentes por sociedades diferentes. No entanto, há, sabemos disso, um conjunto de regras que são transmitidas de modo quase que generalizados por todos os povos. Desde criança somos orientados aos bons costumes e também aos modos corretos de se agir ante a diversas situações. Estes ensinamentos foram transmitidos de formas diferentes. Eis alguns exemplos de ensino por meio de fábulas, estórias, contos e mitos:

Ensinando com lendas, fábulas e estórias da carochinha.

image

Com João e Maria se pode aprender algumas dicas de como eram ensinado aos pequenos conceitos de família, bondade, crueldade, certo, errado, condições financeiras, e entre tantos outros elementos morais. Poderíamos destacar vários destes conceitos na historieta em especial a de que trabalhar está relacionado com rendimentos. Que profissão está ligado com trabalho.  Fé, esperança e amor.  Há também na história as antíteses entre as ações: maldade e bondade. Esperteza e engano. Velhice e juventude. Sabedoria e juventude.

Esta história está repleta de elementos morais. E não só esta lenda. Há por exemplo a lenda do Pequeno Polegar que também contém vários elementos da lenda de João e Maria. Inclusive há, por exemplo, relação entre crise, fome, dificuldades, atitudes dos pais, planejamento… e por fim, as ações de justiça/vingança, maldade/punição.

Em ambas as histórias aqueles que são maus tem um triste fim. A bruxa  feia e malvada a semelhança da madrasta que morre, foi por Maria jogada dentro do forno e queimada viva. E na lenda de o Pequeno Polegar, o Ogro malvado, é traído pela maçaneta que tinha por obrigação de avisar a entrada e a saída, e também a ação bondosa da mulher sofredora dentro do lar do Ogro. Além disso, o Ogro é punido quando a violência que iria aplicar aos demais retorna para ele, pois, o Pequeno Polegar, que é esperto e inteligente (esperteza e inteligência vence a violência e o mal) troca as coroas de suas sete filhas pelos sete chapéus de seus irmãos.

Nossos filhos estão de olhos em nós. Eles nos vê. Eles nos ouvem. Eles nos observam. Eles nos copiam. Atos de bondades. Atos de crueldades. Atos de obscenidades. Gritos. Violência…tudo é por eles captados, e serve para que eles formem valores e o caráter se forma neste período.

Tal qual nas histórias devemos avisar nossos filhos das pessoas más. Em muitos casos, estas pessoas más são  trazidas por nós mesmos: madrasta, padrasto, “amigos”, vizinho.  Alguns valores transmitimos a eles pelo exemplo. Outros por meio de palavras.  Alguns por gestos. Outros conceitos lhe são transferidos por ensino de conceitos, ideias, associação. Muito me preocupa como exemplifico a meus filhos certos conceitos de certo e errado. Bondade e maldade, crueldade, malévolos.  E, nestes casos entram os jogos de computadores, os filmes, os desenhos, a literatura.

Volta e meia estamos neste debate. Em 2006 arribamos em caravana para Nanuque. Lá passamos uns 10 dias em férias. Como passamos muitos anos separados, as diferenças nos modos educativos eram visíveis e contrastantes.  Nossos filhos ligavam a televisão e assistiam os desenhos que queriam ver.  Outras crianças não podiam ver todos e os desenhos que passavam.  Certa tarde num debate sobre o assunto, cada um colocou suas opiniões e posicionamento quanto a influência dos desenhos, dos filmes na educação das crianças naquela idade.

Tenho uma amiga que, quando na TV passava um homem e uma mulher se beijando, e também, quando passavam homens brigando, e ou cenas de tiroteios e mortes , ela tirava a criança da sala, e em muitos casos, quando não conseguia tirar,  agarrava a criança e impedia-a de ouvir e ver. Eu considerava o que ela fazia um exagero.

Nós temos conceitos morais, éticos, espirituais, emocionais e os transmitimos a estas criaturas que nos foram enviadas para a vida. Temos lutado e batalhado cada dia para que eles saibam escolher corretamente. Que eles saibam decidir baseados nos conceitos de justiça, moral, ética. Que sejam íntegros. Que sejam sábios.  Nós damos os exemplo;  nós transmitimos os conceitos. É gratificante ver nossos filhos agindo de forma correta, leal, íntegra, honesta. É gratificante vê-lós defender seus pontos de vista; é gostoso constatar que você conseguiu transmitir a eles o que é bom, honesto, e de bom senso.

Há familiares que reclamam que meus filhos usam jogos de guerra. E que eu também jogo com eles. Sentamos em frente a TV e ficamos juntos nas aventuras. As vezes me dão o controle para sentir a vibração, sentir o efeito de como é atirar com um rifle, como posicionar a mira, como lançar granadas. E, também, me pedem ajuda quando chegam nalgum ponto do jogo em que não conseguem avançar. Cabe a mim analisar o ambiente e apontar a saída. Por isto, aqui temos os títulos: “Mestre” dos jogos,  mestre do controle… etc.

Outro dia, nosso filho menor disse-me: “Painho você sabe tudo é? Caramba! Você sabe gramatica, geografia, física, matemática.!” – Eu ri! E disse-lhe: Eu só sei o que preciso saber. Então é assim: de todas as formas, meios, maneiras, jeitos, palavras, atos, ações e até o que pensamos pode influenciar na educação de nossas crianças. Use bem seus meios, seus dotes, seus conhecimentos. Um mundo melhor depende disso.

As mentiras sobre amor, felicidade e sexo

13 ago

“- Não casei para ser feliz, nem casei por causa do sexo, muito menos, por causa do amor.” Algumas pessoas, em especifico, mulheres estranham e saem em defesa dos elementos citados: felicidade, sexo e amor. Porém, até o momento, a tese tem se sustentado. Não por eu ser melhor do que outras pessoas, mas, por que encaro de forma diferente: o ser feliz, o sexo, e o amor.

Das últimas vezes que citei a frase houve acalorado debate sobre o tema, e uma pessoa disse que ela não vivia sem sexo, e que desde que casou-se todos os dias ela fazia sexo.

- Assim não meu bem, pra cima de mim? A mesma história de que casados tem direito, e podem, e ou tem relações sexuais todos os dias? Ai, eu digo na cada: MENTIRA!

Fato é, que as últimas pessoas que assim opinaram, não muito tempo depois, esqueceram de terem dito tais palavras, entraram em processo de divórcio. Um deles até no litigioso. E, então vem a verdade da vida inteira.

  • Ah! eu já não aguento mais sustentar a casa sozinha!
  • Eu não tenho mais prazer sexual
  • Eu não tenho amor
  • Minha vida é uma infelicidade só;

Entre tantas coisa da lista, as reclamações sexuais estão todas lá anotadas. Uma destas pessoas reclamou, dias depois de ter declarado nunca ter faltado um só dia de sexo nos últimos dez anos, de estar a mais de oito meses sem contato físico e sexual com o marido. No entanto, havia declarado: todos os dias nós transamos. Que por sinal, nem precisava de tanta investigação para saber que era mentira. Afinal, com duas informações sobre o marido e dela tudo se ruiu.

- Você já teve relacionamento extra-conjugal? NÃOOOOO! Respondeu ela.

- Seu marido trabalha onde? Ele viaja a região toda! Só fica em casa sábados e domingos.

Simples assim! É mentira dela que todos os dias eles fazem sexo! Alguns amigos e amigas chegam a afirmar tais mentiras “socio-alto-astral” na ideia tola e distorcida de que sexo é igual dar e receber amor, e de que quantidade e qualidade de sexo é elemento suficiente e necessário para produzir seres felizes independentemente de fatores outros. Sexo se tem e faz por dinheiro, casualmente, por vingança, por tentação, por tesão, por tantos elementos. Mas, a relação de fatores fazer e ter sexo igual a ser feliz, e ser igual a amar e ser amado(a) nem sempre é verdadeira!

kamasutra

Fato é que se mente sobre sexo, família, relacionamentos, quantidades, amor, felicidade, prazer, sobre tudo isto ai envolvido, na esperança de transparecer aos amigos de que se está feliz, de que se é feliz, de que se tem sexo na quantidade e qualidade estipulada não sei por quem, e que se é uma pessoa emocionalmente resolvida, que se deu bem na vida.  E tudo isto é sinônimo de sucesso pessoal e emocional. E, não tendo, se mente! Fantasia. Diz ter mesmo não tendo, com aquela ideia: diz que é para ser ou atrair. – Tolice!

Esta preocupação de exteriorizar para amigos e familiares que se é feliz, de que se faz sexo, de que é amado e amada, faz parte de nossos desejos, e sabemos que isto é necessário, e é possível. E, quando não se tem, bem! Ai, se mente. Finge. Oculta. Mascara. Faz uma bela faixada. 

Eu não!

Prefiro assumir que não casei por amor, nem para ser feliz, nem por sexo. Para quem nada espera, o pouco é grande coisa, imagina encontrar então um tesouro?

Antes de querer desdizer-me analise, se de fato você é contrário a isto, e se os fatos não irão te desmentir. As pessoas mentem sobre amor, felicidade e sexo, na vã ideia de que isto fará bem a quem ouve, e que também, é uma prova inquestionável do sucesso emocional. Afinal, todos somos cobrados pelo que conquistamos, pelo que sabemos fazer, pelo que temos, e sobretudo, se temos alguém para amar, ser amado, oferecer e ter sexo, ser feliz e fazer feliz. Logo, se pressupõe que, quem é casado, quem está num relacionamento a tanto tempo, tem sucesso emocional, sexual e felicidade máxima.

O trabalho, a família e as realizações pessoais!

17 jun

Semana passada encontrei uma amiga que disse estar sentindo minha falta na empresa.

- Nunca mais você foi lá. – Disse ela para mim -  Estão chamando um rapaz para consertar os computadores, mas ele, não transmite segurança. Porque você nunca mais nos atendeu?

A resposta, como sempre curta, claro e concisa:

- Querida, eu não me submeto a certas chantagens para pessoas que eu tenho certeza, e digo: EU TE AMO, vou me submeter a certas situações por dinheiro? Nem que!

- É querido! Por amor a outros não sei, mas vejo nesta atitude seu amor-próprio. Você tem auto-estima e dela faz bom uso. Eu bem que gostaria de poder me desprender daqui, mas, o dinheiro fala mais alto.

Nós temos condições de viver melhor sem ter muito dinheiro e estar preso ao sistema escravocrata capitalista. Temos meio de melhorar nosso convivio e nossa saúde mental, emocional e corporal. Não precisa tanto de dinheiro, mas necessitamos muito de vontade. Temos urgência em aprender a viver com o pouco, mas, com qualidade, pequenas atitudes. Pequenos gestos. Pequenas mudanças. Grandes resultados.

Kátia tem o hábito de mudar sempre a mobilia de lugar. È uma atividade normal e corriqueira para ela, no entanto, ela mantém o ambiente sempre limpo, cheiroso, e atrativo. Isso faz com nós, os moradores, nos sentamos melhor, com um cheiro diferente. Não usamos pedras, nem cristais para harmonizar o ambiente, nós somos as pedras, nós somos os cristais, e nos esforçamos para estarmos sempre reluzentes, e brilhantes. Nem sempre é possível, mas nós nos esforçamos.

O dinheiro é importante na vida de cada humano. Quem não tem dinheiro nem sempre é bem visto, nem sempre é bem recebido, nem sempre é bem tratado. (Leia esta história que Julie publicou). Mas, mesmo com pouco dinheiro, procuramos sempre ter uma alimentação agradável. Nem sempre saudável, mas sempre o que nos agrada o apetite.

Numa família, saber o que cada um gosta de comer é importante. Pedro por exemplo, não gosta de Coca-Cola e Kátia não gosta de Fanta Uva, a predileta de Pedro. O que fazer? Ao invés de dois litros de coca-cola, 1 litro de coca-cola, 1 litro de fanta uva e ambos ficam contentes e satisfeitos. Kaio come todo tipo de verduras, legumes,  frutas e carnes. Pedro é seletivo, e não pode comer tudo que deseja.

Não somos negativistas, mas, não somos um exemplo de positivismo e otimismo. Procuramos eliminar o que faz mal, e buscamos o que nos torna alegres, contentes e que nos proporciona prazer. Estamos juntos em momentos difíceis, e nem sempre juntos nas alegrias de cada um, todavia, mesmo que ausentes, demonstrando conhecimento da evolução e sucesso obtido. Acompanhamos e apoiamos cada um em seus desafios, empreitas e atividades.

As crianças na escola, recebem atenção, acompanhamento, e cumprimento às regras, leis e estatutos. Se estão corretos, procuramos não desautorizar os professores na presença dos mesmos. Vocês sabem: não se pode dar asas a cobra! De tudo que eles pedem, menos da metade lhe é concedido. Qual humano mediano consegue tudo na vida? Então, porque motivos, dariamos tudo que nossos filhos pedem? De jeito maneira! Temos que colocar limites.

Nossos valores, nossas vontades, nossos preceitos morais, espirituais e emocionais não tem preço. Por isso, digo que há situações que nem por amor ás pessoas que amamos, nós cedemos, porque motivos nos rebaixariamos por dinheiro? Em hipose alguma.

Depois de uma breve conversa com esta amiga, ela me contou como ela tem trabalhado naquele ambiente. São certas humilhações, certas palavras agudas que ferem, magoam, e mina nossa auta-estima. Certos trabalhos, faço por amor, outros nem por todo dinheiro do mundo.

Regras masculinas

12 out

Os meus sonhos, estes que ocorrem quando se dorme, são todos iguais ao longo dos últimos 20 anos. Mas, não são apenas os sonhos que me repentem. Ao longo dos últimos 14 anos tenho ouvido constantemente algumas frases. Uma destas frase é a seguinte:

- Você não muda nunca! É sempre a mesma coisa todos os dias, o dia todo, nestes anos todos, você nunca mudou em nada, mas eu mudei. Eu mudei sempre para atender a sua necessidade. Mudei para estar de acordo com a nossa situação.

Sei que muitos casados vão dizer que também ouviram isto, porém, não é tudo verdade. Há alguns itens, que as esposas, por longos anos de convivências, não mudam. Abaixo minha lista.

1 – Espere um minutinho. Já vou!!

Para inicio de conversa, não existe isto. Minuto é 60 segundos. Não existe minutinho. Não é porque você usa a palavra minuto no diminitivo que 60 segundos serão menores. Não gosto de esperar. Não apenas ela.

Ela porém, ainda não entendeu que: Vamos! Rumbora! Vambora! Exige ação imediata. Estas palavras só podem ser ditas depois que já despediu de todos, e ou, depois que já está pronta.

2 – Quieto e calado!

Estar quieto e calado, não é sinônimo de que o casamento está acabando. Significa apenas isto. Ele hoje tá quieto e calado! E ficar perguntando, beijando, e adulando é quase sinônimo de tortura. Não significa nada, mas se insistir em ficar perguntando, indagando, certamente vai transformar a quietude e o silêncio noutra coisa qualquer e desagradável.

3 – Espaço e Caos.

O meu espaço e o caos existente ali fazem parte de minha idéia de harmonia. Tudo está onde o espaço permite e o caos organizou. Não mude. Imaginem vocês, que eu tenho diversas pequenas peças, e numa bela tarde ensolarada:

- Cadê minhas coisas que estavam aqui?

Ela veio gentilmente com sorriso nos lábios, como que esperando um elogio, suspende uma cortina, e lá debaixo, estava 15 caixas de sapato com tudo separado e oculto. Passado dois meses, quando já havia acostumado com as caixas, encontro no lugar da pequena estante, um enorme volume. Um grande baú, com todas as pequenas caixas dentro.

Dei as costas e sair contráriado. Minha cunhada disse:

- Ele foi embora?

- Sei não! mas, por via das dúvidas, vou deixar do jeito que estava antes.

4 – Eu sou eu! Os outros são os outros!

- Ah! Eu gostaria tanto que voce saisse. Que fosse num barzinho com seus amigos tomar uma cerveja. Que fosse jogasse bola num clube. Mas, você não faz nada que os outros maridos fazem.

- Tá incluido na sua lista, ter uma amante? Sair pras baladas e pegar quantas bobear?

Não queira modificar o que não é seu. Não sou sua propriedade particular, e privada. Nem sou seu filhinho, que voce quer moldar a seu modo.

Eu sou eu, e os outros são os outros. Somos diferentes, e as diferenças são necessárias. Eu não quero ser igual a eles, e eles, não querem ser iguais a mim. Então, deixe-me aqui, e de preferência, do jeito que sou.

5 – Sem ciúmes e sem monitoramento.

Não queira ser um agente secreto infiltrado. Não vasculhe meu celular, nem meus e-mails. Eu  não confio meus segredos aos computadores, nem guardo nenhuma mensagem no celular. Os números que estão ai, são todos de pessoas que estão ligadas ao trabalho ou a família, ou são amigos. Não adianta ficar ligando para eles, tentando descobri algo. Não obterá exito.

Para facilitar, no PC, tem todos os meus e-mails registrados. Todos os formulários tem usuário e senha gravadas. Olhe-os e decepcione-se. Se tenho segredos, não ficam ai, onde é tão fácil vasculhar. Quero ver é você entrar na minha mente!!!

6 – Não sou seu melhor amigo(a)!

Eu não sou seu melhor amigo, eu sou seu esposo, marido, parceiro, “cumplice”, mas isso fica muito longe de ser seu melhor amigo. Assim, não me trate como se fosse. Não preciso saber de suas confidências íntimas e pessoais. Se necessitar de alguém para falar de seus segredos, vá ao confessionário da igreja, ao conselheiro psicológico. Assim, não esqueça de manter velhas amizades. Você pode precisar delas rapidamente.

7 – Quando for às compras.

Quando formos às compras tenha certeza do que vai comprar, e que sabe o que esta querendo, do contrário, ficarei insatisfeito em ter que ficar entrando e saido de diversas lojas, e ter que ficar experimentando diversos produtos.

8 – Sem imposições.

- Você não tem horário de chegar em casa. Todos os dias você chega num horário diferente.

- E porque você  quer saber meus horários. Tá pretendendo algo? Quer planejar o que?

- O queeee você tá insinuando com isto?

- Nada!! Apenas, quero saber que chatisse é essa de que eu chegue sempre num horário?

Isso me encheu até que aconteceu que num determinado dia cheguei muito além do horário, e ela reclamou. Noutro dia, cheguei antes do horário. E ela reclamou também.


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 538 other followers