Corpo, Alma e Espírito

Agosto 28, 2008

Não ter certezas é torturante

Arquivado em: Aleatórios — by adaobraga @ 2:09 am
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Este dia foi apenas um engano. Pensavamos que estavamos próximo da solução; Fomos ludibriados pelos fatos e kaio-borges eventos que nos sobrevieram. Em certos momentos, estar vivo não é o mais importante. Em certos dias, o importante é não ter dúvidas. Esse dia de hoje, desejavamos ardentemente que estivessemos sem dúvidas, mesmo que em situação ruim. Mas, não foi assim que aconteceu.

Nem todos sabem dos dias angustiantes que estamos vivendo. Neste caso, aqui vai um resumo:

Recentemente Kaio, o nosso filho mais velho, (imagem ao lado), apresentou uma alteração do lado direito do rosto, logo abaixo do maxilar, como se pode ver na seta apontadora.

O que pode ser isto? Caxumba? Não há sintomas da caxumba tais como: “dores musculares, de cabeça, ao mastigar ou engolir, febre, falta de apetite, fadiga e inchaço”. Além disso, Kátia teve caxumba quando grávida dele. Com esta ocorrência, por tabela, o filho nasceu, imune à caxumba, porém, por via das dúvidas recebeu todas as doses de vacinas para sua idade.

O inchaço veio crescendo. Aumentou o volume e a textura. Quando apalpo levemente, apresenta-se de forma  arredondado, saliênte, e por tateamento, de aspecto poroso.

Leva-se ao pediatra. Apalpa-se. Mede. Faz perguntas. Pede-se exames. Nenhuma inflamação. Algumas pessoas que viram e opinaram dizendo:

- Não tá vendo que isto é da tireóde!

Para alguns destes, é necessário fazer desenhos, apontar no pescoço e ainda definir: “são glândula endócrina de situação anterior e inferior no pescoço, formada, habitualmente, por dois lobos unidos por um istmo, e que desempenha importantes funções metabólicas” – Dicionário Aurélio.

Voltamos ao pediatra. Apresentou-se o exames. Nenhuma informação conclusiva. Procure um dentista. Vamos para o dentista. Faz-se raio-x da arcada. Faz, não me lembro o que, que é panorâmica. Mais exata. Nenhum problema na dentição, exceto os dentões frontais.

Diz o dentista:

- Faça uma ultra-sonografia do lugar.

Voltamos ao pediatra. Vamos a clinica. A sonografia nada apresenta. Procure um neuro. Procure um Otorrino. E por fim, na última semana:

- Preparei as guias, os laudos. Esta é minha parte – disse o pediatra – separe os exames e leve seu filho para este especialista em Salvador. Ele pode indicar o melhor caminho para este caso.

Mais exames foram solicitados. Mais exames foram feitos, e o cofrinho esvaziando. Depois de vai-e-vem, vem o especialista e diz:

- Vamos fazer uma pequena incisão e retirar uma pequena parte para avaliar a natureza deste elemento, e determinar se ele é agressivo ou não.

- Peraí doutor. Este negócio apareceu ai. Cresceu. Não doe. Não incomoda a fala. Não atrapalha o cotidiano dele. Não interferiu na apetite. Ele não emagreceu. E, o senhor quer abrir, cortar um pedacinho. O senhor vai agredir este sujeito que por enquanto é uma preocupação passiva. O que pode acontecer depois desta agressão?

- Não sabemos!

- Quem vai fazer esta mini-cirurgia?

- Eu e meu colega!

- E o seu colega, o que diz?

- Ele tá vindo ai!

Não esperamos. Dirigimo-nos à sala do colega. Pegou os exames. Olhou. Observou. Apalpou. Mediu. Fez perguntas e disse:

- Não vou mexer em quem está quieto. Volte ao otorrino, e peça a orientação.

Nem sempre ser pobre é a pior das situações. Em nossa experiência atual, não ter certezas é torturante. Quando um economista erra em suas analises, empresas e pessoas perdem dinheiro; Quando um contador erra em seus cálculos as empresas e as pessoas podem ser autuadas em processos; Há profissionais que quando erram, vidas são perdidas.

Enquanto isto, voltamos de onde saimos. Andamos de lugar nenhum, e chegamos em lugar algum. A vida continua. Amanhã tem clientes a ser atendido no intento de angariar mais fundos. Afinal, não é atoa que o simbolo de alguns profissionais é uma cobra.

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Abril 30, 2008

CTRL + C

No ano de 1995 quando voltei casado e a esposa já com um filho de apenas um mês, fui muito bem recebido por amigos e familiares. Mas, isto demorou pouco.

Havia um amigo que estava em processo de divorcio nos últimos seis anos. Ele havia me consultado algumas vezes sobre a situação dele, e pedia conselho sobre como deveria se comportar diante da situação complexa que o relacionamento havia se tornado.

Quando voltei, e vendo a maneira como eu me comportava em relação a esposa, e ao filho, ele certa noite, quando olhavamos as estrelas e conversamos sobre a vida pública e privada de cada um, disse-me:

- Você tá criando uma cobra, que mais tarde vai te picar!

A observação dele era sobre a liberdade e a maneira descompromissada que vivemos até hoje. Não há cobranças. Não há obrigações diretas dela que também não seja minha.

Desde aquele tempo que eu afirmava que o ato de assinar o documento de casamento não era o mesmo que assinar um documento de supressão de personalidade.

O nosso casamento, é até o dia de hoje assim guiado. Temos áreas comuns de entendimento. Há uma área diplomaticamente desmilitarizada entre nós, e há áreas em que é forrada de minas, e deve-se andar com todo cuidado possível, porque esta área pertence a ela, e ela sabe a área que pertence a mim.

O casamento deles acabaram alguns anos depois. Ele ficou mais próximo de mim, Kátia e Kaio, e algumas vezes, ele praticamente morava em nossa casa. E certo dia, ele disse a nós todos:

- Peço perdão por ter feito um juízo infundado sobre voces. Achava que vocês eram pessoas estranhas e que um casamento nunca poderia ser conduzido com o grau de liberdade que existe entre vocês. E quero dizer que no próximo casamento, assim tentarei viver com minha nova esposa.

Ele casou-se com uma jovem e linda menina. Atualmente, vivem bem. A ex-esposa elogia-o no casamento atual, e disse, que se ele agisse com ela e as filhas dela da mesma maneira, que não haveriam motivos para o término do relacionamento. 

A maneira arbitrária, autoritária que ele conduziu a outra esposa e familia, tornou-se ao longo dos anos, o ponto de atrito entre eles.

Ele copiou-nos apenas na maneira direta de vivermos. As regras simples. Os territórios marcados. As idéias e opiniões definidas e declaradas. Posição definida quanto a tudo que se gosta e não gosta, isto me agrada, isto me desagrada.

É bom sempre saber diferenciar a condição de seu parceiro, que as vezes pode fazer algo, mas, não quer fazer. As vezes se quer fazer, mas não pode!

E nós até hoje sentimos muito bem quanto a este episódio. É nos muito agradável saber que, apesar da distância, há outra familia, que segue nossas idéias e modos como um padrão. Uma sensação agradável que estamos num bom e reto caminho.


Outubro 23, 2007

Feliz no casamento.

Arquivado em: Relacionamentos, Vidas — by adaobraga @ 3:12 am
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Muitas pessoas são infelizes no casamento porque casaram-se pensando em serem felizes, e então descobriram que ninguém é feliz casando.

O casamento, não é, nunca foi, e nunca será um bom terreno para a felicidade. Você pode ser feliz, no casamento, desde que não deposite todas as suas fichas no relacionamento.

De forma geral, ampla, abrangente, posso dizer que numa balança de precisão, sou feliz no casamento. Sou feliz também no trabalho. Na vida de forma geral sou feliz.

Não deposito minhas expectativas de felicidade, na minha companheira. Ela não deve, e não é obrigada a me fazer feliz, mas do que esteja se sentindo feliz.

Não espero que ela, me afague no portão quando meu dia não foi bom, e não é obrigação dela, me ajudar a resolver todos os meus problemas. Eu penso que por isso, nós estamos vivendo muito bem nestes últimos doze anos. Eu faço minha parte. Ela faz a parte dela. Cobramos juntos as tarefas das crianças. Sou a favor de algumas idéias dela. Ela é a favor de algumas idéias minhas. Entretanto não é obrigada a estar sempre do meu lado, sempre do lado de minha opinião.

Não casei para ser feliz. Casei para ter uma família. Para ter filhos. Foi uma sociedade, com fins egoístas: tanto meu, quanto do dela. Eu pensava que cansando com ela eu seria beneficiado, e que em contrapartida, eu suportaria viver ao lado dela, e manteria-me fiel a relação até que a morte nos separasse. O lado dela, eu não sei se pensou assim.

Nosso casamento foi estabelecido, não com base, nas falsas expectativas da falsa felicidade, muito menos no tão badalado: AMOR. Eu não casei por causa do amor.

Eu não casei por amor. Eu amo, e então sou amado, e não preciso estar casado para isto. Poderia ter isto dela sem o casamento. O casamento, foi só uma socieade. Uma parceria com minha esposa. E tem dado certo, e dará certo por muito mais tempo, assim espero.

Eu estava feliz ao lado dela antes do casamento. Eu a amava antes do casamento. E por isso casei.

E você como é feliz???
Releitura: 2005-06-21 04:18:16


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