Arquivos de etiquetas: esposa.

Onde primeiro vivem as amantes!

12 mai

Antes de escrever sobre ela, eu devo admitir que ela existe. E se ela existe, ainda que seja em ideias, ainda que ela exista em sentimentos muito íntimos, intrínseco em mim,  admitir a existência dela já me torna um, como disse Jesus, adultero! Então eu, admito sou um adultero e tenho uma amante.

Ela reside muito próximo a minha esposa, apesar de estar intimamente ligado a mim. Está entranhada dentro de minha fisiologia e dos mecanismos da psique humana; vive dentro do recôndito do ego, entrelaçada aos mecanismos sensoriais das emoções humanas. Ela surgiu. Não se aproveitou de nenhuma falha minha, nem foi também, por me faltar o que outros homens elencam como necessário às traições: sexo, amor, carinho, atenção, mulher, problemas, novidades. Nada disso. Ela surgiu da felicidade. Ela chegou num banho. Adentrou quando era festa, e aumentou a alegria. Ela tomou conta da sala, do salão, do quarto, da cozinha e dos meus banhos.

Esta amante é diferente de todas as que existem. Ela tem singularidades. Ela quer estar comigo o máximo de tempo que puder, sem abrir mão da vida que leva; talvez eu a esteja julgar irrefletidamente; mas não irresponsável e inconsciente. Ela não quer e não pode, sei de suas raízes familiares, suas tradições abandonar o homem que agora vive. Sei o que a amarra, o que a prende. É o mesmo que me amarra e o que me prende aqui, sem querer sair correndo e atirar em seus braços e dedicar-lhe os dias de minha vida: O COMPROMISSO FIRMADO. Os laços sociais, as promessas feitas. Não tenho dúvidas de que ela representa para mim, um ideal de vida. Uma forma gostosa de ver o outro lado meu.

Eu amo a vida que tenho, mas, desejo ter a vida que possa existir entre nós. Eu amo a família que tenho, mas, gostaria de ter também uma vida familiar com ela. Eu amo a vidinha tranquila que tenho, no entanto, desejaria estar envolvido além do emocional com ela, eu gostaria de viver fisicamente com ela, estar debaixo do seu teto, comer do seu sal, experimentar seus cremes, sentir seus perfumes, deitar em teus lençóis. Sei que tudo isto é um sonho possível.

O que ela faz comigo, a minha esposa não faz. Minha esposa faz sexo comigo. Ela faz amor. Minha esposa me escuta, ela me ouve. Minha esposa não olha mais em meus olhos, ela não tira os olhos de mim; minha esposa nem sabe o que penso, ela quer saber o que penso sempre; minha esposa raramente me beija, ela quer me beijar sempre; minha esposa acha que não posso ir, ela pensa que devo ir quando eu quiser; minha esposa sempre quer ouvir palavras de carinho, ela ouve e também diz; são tantas as diferenças entre minha esposa e Ela .

Por enquanto Ela vive dentro de mim: é uma mulher ideal e idealizada, e se, ela existir, e sei que ela existe, e se for o nosso destino algum dia estarmos um nos braços do outro, assim será, que assim seja, e que os anjos digam amém. Até lá deixo-a viver onde está vivendo, como está vivendo, da maneira e modos que vive, enquanto vou tocando a vida que tenho a semelhança dela esperando a oportunidade de acontecer este evento metafísico.

As amantes antes de materializarem-se elas nascem das antíteses entre nós, vivem em nossas emoções, alimentam-se de nossas esperanças, sobrevivem de nossas desilusões, crescem com nossos desejos, e quando se materializam, bem! nestes casos, não se pode mais dizer: foi só sexo! Algumas amantes não são só sexo! Envolvem mais do que conjunção carnal. Envolvem emoções, desejos, e volições.


P.S: Já é quase três da madrugada. Estou esperando meu filho que foi a um evento com amigos e até agora não ligou, não voltou. – É a realidade me chamando a atenção. A preocupação de pai, bateu na porta, o relógio me deixa angustiado, o tic-tac, me irrita e provoca agonia; se o celular tocar agora, eu tenho um treco.

E, alguns amigos me dizem: seria pior se você tivesse filhas! As preocupações e os ciúmes te deixaria louco.


Não ter certezas é torturante

28 ago

Este dia foi apenas um engano. Pensavamos que estavamos próximo da solução; Fomos ludibriados pelos fatos e kaio-borges eventos que nos sobrevieram. Em certos momentos, estar vivo não é o mais importante. Em certos dias, o importante é não ter dúvidas. Esse dia de hoje, desejavamos ardentemente que estivessemos sem dúvidas, mesmo que em situação ruim. Mas, não foi assim que aconteceu.

Nem todos sabem dos dias angustiantes que estamos vivendo. Neste caso, aqui vai um resumo:

Recentemente Kaio, o nosso filho mais velho, (imagem ao lado), apresentou uma alteração do lado direito do rosto, logo abaixo do maxilar, como se pode ver na seta apontadora.

O que pode ser isto? Caxumba? Não há sintomas da caxumba tais como: “dores musculares, de cabeça, ao mastigar ou engolir, febre, falta de apetite, fadiga e inchaço”. Além disso, Kátia teve caxumba quando grávida dele. Com esta ocorrência, por tabela, o filho nasceu, imune à caxumba, porém, por via das dúvidas recebeu todas as doses de vacinas para sua idade.

O inchaço veio crescendo. Aumentou o volume e a textura. Quando apalpo levemente, apresenta-se de forma  arredondado, saliênte, e por tateamento, de aspecto poroso.

Leva-se ao pediatra. Apalpa-se. Mede. Faz perguntas. Pede-se exames. Nenhuma inflamação. Algumas pessoas que viram e opinaram dizendo:

- Não tá vendo que isto é da tireóde!

Para alguns destes, é necessário fazer desenhos, apontar no pescoço e ainda definir: “são glândula endócrina de situação anterior e inferior no pescoço, formada, habitualmente, por dois lobos unidos por um istmo, e que desempenha importantes funções metabólicas” – Dicionário Aurélio.

Voltamos ao pediatra. Apresentou-se o exames. Nenhuma informação conclusiva. Procure um dentista. Vamos para o dentista. Faz-se raio-x da arcada. Faz, não me lembro o que, que é panorâmica. Mais exata. Nenhum problema na dentição, exceto os dentões frontais.

Diz o dentista:

- Faça uma ultra-sonografia do lugar.

Voltamos ao pediatra. Vamos a clinica. A sonografia nada apresenta. Procure um neuro. Procure um Otorrino. E por fim, na última semana:

- Preparei as guias, os laudos. Esta é minha parte – disse o pediatra – separe os exames e leve seu filho para este especialista em Salvador. Ele pode indicar o melhor caminho para este caso.

Mais exames foram solicitados. Mais exames foram feitos, e o cofrinho esvaziando. Depois de vai-e-vem, vem o especialista e diz:

- Vamos fazer uma pequena incisão e retirar uma pequena parte para avaliar a natureza deste elemento, e determinar se ele é agressivo ou não.

- Peraí doutor. Este negócio apareceu ai. Cresceu. Não doe. Não incomoda a fala. Não atrapalha o cotidiano dele. Não interferiu na apetite. Ele não emagreceu. E, o senhor quer abrir, cortar um pedacinho. O senhor vai agredir este sujeito que por enquanto é uma preocupação passiva. O que pode acontecer depois desta agressão?

- Não sabemos!

- Quem vai fazer esta mini-cirurgia?

- Eu e meu colega!

- E o seu colega, o que diz?

- Ele tá vindo ai!

Não esperamos. Dirigimo-nos à sala do colega. Pegou os exames. Olhou. Observou. Apalpou. Mediu. Fez perguntas e disse:

- Não vou mexer em quem está quieto. Volte ao otorrino, e peça a orientação.

Nem sempre ser pobre é a pior das situações. Em nossa experiência atual, não ter certezas é torturante. Quando um economista erra em suas analises, empresas e pessoas perdem dinheiro; Quando um contador erra em seus cálculos as empresas e as pessoas podem ser autuadas em processos; Há profissionais que quando erram, vidas são perdidas.

Enquanto isto, voltamos de onde saimos. Andamos de lugar nenhum, e chegamos em lugar algum. A vida continua. Amanhã tem clientes a ser atendido no intento de angariar mais fundos. Afinal, não é atoa que o simbolo de alguns profissionais é uma cobra.

Para ficar bem informado de assuntos relacionados à saúde e da medicina visite e cadastre-se no Bibliomed. O conteúdo não é totalmente gratuítos, entretanto, muitos bons artigos são publicados e disponibilizados de forma gratuítas, até irem para o acervo e conteúdo não gratuíto.

CTRL + C

30 abr

No ano de 1995 quando voltei casado e a esposa já com um filho de apenas um mês, fui muito bem recebido por amigos e familiares. Mas, isto demorou pouco.

Havia um amigo que estava em processo de divorcio nos últimos seis anos. Ele havia me consultado algumas vezes sobre a situação dele, e pedia conselho sobre como deveria se comportar diante da situação complexa que o relacionamento havia se tornado.

Quando voltei, e vendo a maneira como eu me comportava em relação a esposa, e ao filho, ele certa noite, quando olhavamos as estrelas e conversamos sobre a vida pública e privada de cada um, disse-me:

- Você tá criando uma cobra, que mais tarde vai te picar!

A observação dele era sobre a liberdade e a maneira descompromissada que vivemos até hoje. Não há cobranças. Não há obrigações diretas dela que também não seja minha.

Desde aquele tempo que eu afirmava que o ato de assinar o documento de casamento não era o mesmo que assinar um documento de supressão de personalidade.

O nosso casamento, é até o dia de hoje assim guiado. Temos áreas comuns de entendimento. Há uma área diplomaticamente desmilitarizada entre nós, e há áreas em que é forrada de minas, e deve-se andar com todo cuidado possível, porque esta área pertence a ela, e ela sabe a área que pertence a mim.

O casamento deles acabaram alguns anos depois. Ele ficou mais próximo de mim, Kátia e Kaio, e algumas vezes, ele praticamente morava em nossa casa. E certo dia, ele disse a nós todos:

- Peço perdão por ter feito um juízo infundado sobre voces. Achava que vocês eram pessoas estranhas e que um casamento nunca poderia ser conduzido com o grau de liberdade que existe entre vocês. E quero dizer que no próximo casamento, assim tentarei viver com minha nova esposa.

Ele casou-se com uma jovem e linda menina. Atualmente, vivem bem. A ex-esposa elogia-o no casamento atual, e disse, que se ele agisse com ela e as filhas dela da mesma maneira, que não haveriam motivos para o término do relacionamento. 

A maneira arbitrária, autoritária que ele conduziu a outra esposa e familia, tornou-se ao longo dos anos, o ponto de atrito entre eles.

Ele copiou-nos apenas na maneira direta de vivermos. As regras simples. Os territórios marcados. As idéias e opiniões definidas e declaradas. Posição definida quanto a tudo que se gosta e não gosta, isto me agrada, isto me desagrada.

É bom sempre saber diferenciar a condição de seu parceiro, que as vezes pode fazer algo, mas, não quer fazer. As vezes se quer fazer, mas não pode!

E nós até hoje sentimos muito bem quanto a este episódio. É nos muito agradável saber que, apesar da distância, há outra familia, que segue nossas idéias e modos como um padrão. Uma sensação agradável que estamos num bom e reto caminho.


Feliz no casamento.

23 out

Muitas pessoas são infelizes no casamento porque casaram-se pensando em serem felizes, e então descobriram que ninguém é feliz casando.

O casamento, não é, nunca foi, e nunca será um bom terreno para a felicidade. Você pode ser feliz, no casamento, desde que não deposite todas as suas fichas no relacionamento.

De forma geral, ampla, abrangente, posso dizer que numa balança de precisão, sou feliz no casamento. Sou feliz também no trabalho. Na vida de forma geral sou feliz.

Não deposito minhas expectativas de felicidade, na minha companheira. Ela não deve, e não é obrigada a me fazer feliz, mas do que esteja se sentindo feliz.

Não espero que ela, me afague no portão quando meu dia não foi bom, e não é obrigação dela, me ajudar a resolver todos os meus problemas. Eu penso que por isso, nós estamos vivendo muito bem nestes últimos doze anos. Eu faço minha parte. Ela faz a parte dela. Cobramos juntos as tarefas das crianças. Sou a favor de algumas idéias dela. Ela é a favor de algumas idéias minhas. Entretanto não é obrigada a estar sempre do meu lado, sempre do lado de minha opinião.

Não casei para ser feliz. Casei para ter uma família. Para ter filhos. Foi uma sociedade, com fins egoístas: tanto meu, quanto do dela. Eu pensava que cansando com ela eu seria beneficiado, e que em contrapartida, eu suportaria viver ao lado dela, e manteria-me fiel a relação até que a morte nos separasse. O lado dela, eu não sei se pensou assim.

Nosso casamento foi estabelecido, não com base, nas falsas expectativas da falsa felicidade, muito menos no tão badalado: AMOR. Eu não casei por causa do amor.

Eu não casei por amor. Eu amo, e então sou amado, e não preciso estar casado para isto. Poderia ter isto dela sem o casamento. O casamento, foi só uma socieade. Uma parceria com minha esposa. E tem dado certo, e dará certo por muito mais tempo, assim espero.

Eu estava feliz ao lado dela antes do casamento. Eu a amava antes do casamento. E por isso casei.

E você como é feliz???
Releitura: 2005-06-21 04:18:16


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 539 other followers