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Agir e reagir de acordo com as complexas e intrigantes sensações que os sentimentos nos provocam.

6 out

Meus dias tem sido de dois tipos de eventos: tediosos e de pasmaceiras. O tédio me tem vindo por diversas circunstâncias e meios. Em especial os poucos serviços e em consequência baixos rendimentos. Mas, nem por isto, posso dizer que o mundo vai acabar. Não por isto. Isto passa. A pasmaceira ou embasbacamento me vem exatamente por me faltar os movimentos do cotidiano. No entanto, há muito para se observar neste mundão nosso, dos anjos, dos deuses e também dos nefastos do mal.

Bem! Não é nada disso!

Algo me chamou a atenção ontem, e foi uma conversa que mantive com uma colega nos mais diversos tipos de bate-papo que hoje temos. O que exatamente me chamou a atenção foi a constatação obvia do que normalmente temos em teoria: temos pelo menos duas gerações carentes de orientação emocional, sentimental e conhecimento básico de como resolver problemas quando se trata do conviver a dois. Não me é estranho as reportagens que exaltam, enaltecem e até incentivam o viver só. O viver solteiro. O viver sem os compromissos e as regras do viver acompanhado. Algumas pessoas já até criaram resistência aos relacionamentos, ao passo que também reclamam, da “falta que me faz um bem, da falta que faz um xodó, e eu que não tenho ninguém…”

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Voltando! Ontem uma menina exclamou para mim: “Adão! Eu quero, que de agora em diante você seja meu conselheiro sentimental” – Não que eu seja bom na coisa. Mas, também não sou do tipo, como afirmou um colega de faculdade: “É muito fácil! É só deixar a pessoa falar e depois você faz perguntas que ela mesma responde o que tem que ser feito”. Não sou do tipo. Eu opino.

Esta menina estava confusa quanto a sua relação. Disse-me, que há entre eles muitas brigas, muitas rixas, muitas querelas. Disse-lhe que não há problema algum em se discutir. Em haver divergências. Em haver opiniões discordantes. Há problemas nos relacionamentos quando há muitas brigas e não se buscam soluções para os pontos que causam as brigas. Que ela e ele deveriam chegar a pontos de consensos. Que todas a brigas, por quaisquer tipo de problemas não deixar de encontrar um ponto em que ela e ele pudessem chegar ao comum acordo, caso contrário, passarão o resto da vida debatendo sobre o mesmo assunto. E sempre.

Entramos também no campo das mentiras. Ela disse-me de que não sabe quando é que ele está falando a verdade, e quando é que ele mente. Então, é porque falta a ela convivência com o namorado. Nós homens, podemos mentir muito bem, entretanto, a convivência nos deixa vulneráveis. A proximidade nos deixa transparentes. E, confesso, que nem sempre é possível mentir para as esposas. Se, se consegue mentir com eficiência e eficácia é porque existe distanciamento.

O ponto máximo disso tudo é a constatação de que há milhares de jovens (masculinos e femininos) que estão entregues a si próprios quanto aos seus relacionamentos. Milhares de mães e também pais, não auxiliam seus filhos a enfrentarem as questões emocionais, os problemas das paixões, e como reagir as traições dos sentimentos, as ações passionais. Muitas destas meninas se atiram de prédios, se enforcam, tomam substâncias tóxicas por problemas emocionais, sentimentais em claros e expressivos exemplos de que faltam-lhe base sócio-educativos-emocionais para lidarem com seus sentimentos, com os sentimentos alheios.

E o pior é que muitos pais não ensinam, não ajudam, não auxiliam por um motivo simples: também não sabem! Porque de fato todos temos regras para agir em situações de risco físico, de risco de perder bens materiais, porém, nossas regras emocionais vão sendo criadas na medida em que vamos passando por situações que nos exigem tomada de decisão. Por isto, não critico os pais. Não rotulo nenhum de nós por isto. Mas, vou criticar sempre por abandonar e entregar, e deixar, e pensar que nossos filhos sabem agir, reagir de acordo com as complexas e intrigantes sensações que os sentimentos nos provocam. Não mesmo!

 

um homem, uma mulher; amor e sexo !

5 nov

Nem sempre sabemos resolver os problemas diversos que nos cercam. Em especial, sabemos opinar na vida emocional, sentimental, conjugal de todos os amigos e parentes, e no entanto, não sabermos resolver nossas pendengas.

- Não sei o que esse deus viu nesta mortal. Esse cara é o máximo, e casou-se com esta lambisgoia. Eu dou de 10 nessa zinha.

Os comentários dela sobre ele, procedem e fazem referências às qualidades dele. É jovem, bonito, estabelecido profissionalmente, capaz, talentoso, e sobre tudo, tem uma facilidade inacreditável com as palavras. Tem uma voz bonita e acolhedora. Este homem, é um abençoado.

O que se pode dizer dele, em todos os aspectos, não se pode atribuir a ela nem 5%. Uma desproporção. Porém, o que não se sabe, é como ela vive com aquele semi-deus. As vezes imaginamos que a vida dos outros em vários aspectos sejam melhores do que, a experiência e a vida que levamos, porque temos padrões de medidas diferentes. Medimos as pessoas por nossas medidas, testes e avaliações. Ignoramos que a medida dos outros diferem da nossa, exatamente no tamanho da medida, na qualidade dos testes, e nos métodos avaliativos.

- Você sabe que ele não pode fazer filhos nela?

- Não! Porque?

- A história dele é uma histórias triste desde a infância. Ele quase morreu. Vive hoje por um milagre da medicina. Dizem até que ele não tem o “negócio”! Que o negócio dele só serve para a função 1.

- O que é a função 1?

- Função 1 tonta, é pra dizer que o negócio só serve pra mijar! Não fica grande. Não fica duro… entendeu?

- Verdade? E como ela casou com ele? Foi enganada, só pode! Casar com um homem, mesmo que seja bonito, inteligente, e fantastico como ele é, mas, sem o “negócio”, não tem “negócio” não nega! É ruim hein? Esse negócio faz uma diferença danada!

Não foi necessário muita conversa para que a opinião e as medidas mudassem. Com tais informações, nenhuma delas queriam está na situação daquela outra, que há tão pouco, era imerecedora daquele semi-deus.

O amor não é entendido, e não, conseguimos explica-lo como se fosse uma matéria exata entre as tantas ciências exatas. O amor é inexplicável. O que eu não consigo fazer racionalmente, o amor, me faz aceitar e viver mesmo sem explicações lógicas.

Eu amo, ponto e pronto. Não tem mais explicações. Você nem merece, mas alguém te ama a ponto de sacrificar parte dela por você, e o máximo que você pode fazer é contranger-se por tamanho e quantidade de amor dedicados a você, que se julga imerecedor ou imerecedora.

Nalguns casos, alguns dentre nós, julgando-se imerecedor ou imerecedora, recusam-se a aceitar tal oferta de amor. Isto deixa alguns desorientados, doentes e feridos de morte. Não foi o caso e a situação dele. Ele sabia da sua incapacidade física de retribuir tamanho afeto abstrato e tão nobre sentimento. Ela sabia da incapacidade dele, porém, resignou-se e submeteu-se a sina deste amor incompreendido, e plenamente vivido, doado e dedicado.

Eu, no lugar dela, me questiono esta capacidade de amar, mas, relembrando umas velhas memórias, eu bem sei o que é este amor, e sei do poder que ele tem sobre quem ama nesta magnitude, comprimento, extensão e profundidade. É praticamente impossível resistir às ordens do amor!

Revelação

12 ago

Um dia vestido
De saudade viva
Faz ressuscitar
Casas mal vividas
Camas repartidas
Faz se revelar

Quando a gente tenta
De toda maneira
Dele se guardar
Sentimento ilhado
Morto, amordaçado
Volta a incomodar

Fagner
Composição: Clodô e Clésio

Quem acha que não conhece, clique aqui, e ouça

Desde quando?

17 out

Esta semana foi intensa. Muito se aconteceu. Muita adrenalina. Mas, tive que lembrar de meu professor Carlos, e uma conversa que tivemos numa sexta-feira qualquer do passado!

- Professor Carlos, eu já não quero mais ficar ouvindo as pessoas reclamarem de suas vidas.
- Olha Adão, se elas te procuram é porque você tem algo que lhes falta.
- O que?
- Alguém que as ouça! Que dê atenção a elas.
- Certo! Tenho 22 anos, e tenho que ficar ouvindo pessoas que deveriam estar me dando conselhos?
- A vida é assim. Nem todos temos a maturidade necessária para resolver nossas questões, as vezes precisamos de outras pessoas nos auxiliando.
- Tá e eu? Quem vai ouvir minhas lamentações?
- É um problema… mas você tem que saber, que esse caminho é muito solitário, e você terá que aprender duas coisas: Você ouvirá as pessoas, e não poderá falar do assunto delas para ninguém…
- Quer dizer que não terei ninguém para me ouvir!
- Não! Não é isso, quando você orar Deus te ouvirá; e quando você meditar Deus falará com você.

Pois então, eu reencontrei uma amiga. E lá veio ela com suas lamentações e problemas. Ouvi-a. Eu gosto dela. Uma pessoa maravilhosa. Lembro que foi uma das pessoas que mais me levou a sério.

Certa vez ela me ouviu dizer, que se todo cristão, adotasse uma criança necessitada, em pouco tempo, não haveria necessidade de as igrejas sairem para pregar o evangelho, para aqueles que cresceriam sem conhecer o evangelho. Ela então acreditou nisso, e adotou uma criança.

Esta amiga queria conselhos quanto ao casamento dela. As reclamações de sempre.

- Ele vai para o bazinho e fica com os amigos

Querida, os homens são assim mesmo. A maioria de nós precisamos nos reunir, e também ficar longe das neuras femininas. Ficar em casa sempre, é torturante.

Você exige que ele fique em casa. Então começa a reclamar que está tudo uma bagunça, que a casa não fica arrumada, que tá tudo fora de lugar, etc. – É! ele bagunça mesmo – Disse ela!

Por outro lado, ele só ficará em casa, até vocês fazerem sexo. Você vai reclamar que ele é interesseiro. Ai você pensa em “dar”, apenas no fim do dia, ai ele sai, e só volta no fim do dia, sem esperança alguma.

- E o que ele vai fazer no bazinho? – Quis saber! – Bem na maioria dos casos, tomar uma cerveja, jogar uma sinuca, bater um dominó e conversar com os amigos e pode crê: mentir sobre a atual situação deles. Muitos, contam as maiores vantagens da esposa. Mas todos sabem que é mentira. Uns dirão que a mulher dele é sensual, gostosona e que todo dia “dá uma”… Pura ilusão, é só uma idealização da fêmea perfeita.

- Adão, você está acabando com o casamento.
- Não! Estou apenas, dizendo como são os casamentos.

As mulheres reclamam dos maridos. Os maridos reclamam das esposas. Porém, quando estão separados, uma grande maioria é só elogio, só falam bem. Só mesmo em relações conflitantes, e há muitos, que a conversa descamba para a baixaria.

- E como eu faço para ele ser companheiro, atencioso, carinhoso?
- Faça sexo com ele todos os dias!
- Quer dizer que é só sexo, sexo, sexo e sexo!
- Só!

Amiga! Os homens, desde que passam pela puberdade, todos os dias, até o fim de sua carreira, eles estão aptos ao sexo. Já as mulheres, em conformidade com a natureza, em sua mairia, só estão prontas ao sexo uma vez no período. Cabe ao marido, aproveitar bem o periodo.

- E, o prazer? Quer dizer que a mulher não precisa do prazer não?
- O orgamos feminino, talvez tenha sido uma descoberta de alguém muito curioso.
- Como assim?
- Alguém desejou saber, se era possível, as mulheres terem o mesmo tipo de prazer que os homens. Então, começaram a investigar, mexer, futucar, acariciar, provocar, até descobrir que o que ocorre no homem, se for repetido numa mulher por algum tempo, elas também podem, ai, assim que divulgaram isto, todas querem, mas antes, se dizia que o maior prazer para uma mulher era ter filhos….

Ela ficou contrariada. Mas, meus conselhos foram breves e curtos. Ela ria muito. Ela é muito romântica e saudosista.

- Adão, eu já vou fazer 40 anos, não tenho mais o vigor que eu tinha quando eu conheci ele não… se for pela cabeça dele, é todo dia, é de manhã, a tarde e a noite… Ele me procura todos os dias…
- Humm! Eu te garanto, que se ele ficar satisfeito, deixará você quieta. Ele te procura todos os dias, porque nós homens somos animais de laboratório.
- Não entendi!
- Tem-se a certeza que vai ter, mas não sabemos quando, então, vamos por tentativas. Tentamos todos os dias.
- Sim, mas porque tenta no outro dia?
- Ai, já começou outro período.

Uma mulher querida, acha graça num jantar a luz de vela. Um homem, é capaz de chegar lá, e pensar: Pôxa! as velas servem pra tudo mesmo. Se pode ver velas em jantares românticos, em velórios, em igrejas, em terreiros de macumba, em homenagem a santos, como em rituais macrabros… as velas servem para tudo mesmo… então é isso!

- Como assim Adão?
- As velas, amiga servem para iluminar um jantar, e serve para um velório… não é magnifico a utilidade de uma vela… e as mulheres o que ela vê num jantar a luz de vela: a beleza da penumbra.

- E o amor no casamento? O que você acha?
- Uma merda! Hoje se acabam muitos casamentos dizendo que não se tem amor. Os homens não casam por amor, casam para ter sexo. As mulheres dão sexo para terem amor… é tudo assim muito contraditório. Mas, há casamentos que não tem sexo, não tem amor, não tem nada que segure… eu nem sei porque se juntaram algum dia, acho que foi só para brigarem.

- Mas, você não ama Kátia, não?
- Amor e sexo não tem nada a ver.
- Mas, você estão sempre juntos?

- Estratégia minha. Se ela, pensar que eu a amo, que sou companheiro, que sou cumplice, que estou sempre com ela, tem mais sexo… então, eu faço tudo isto.
- Adão! Você não vale nada!

- Amiga, eu sou homem, agora, procuro tirar proveito do que conheço e tento me adaptar a situações. Se eu tenho o que quero assim, assim vivo.
- Vocês são o tipo de esposo e esposa amigos?
- Não! No dia que ela for minha amiga, eu vou embora?
- Porque?

- Porque eu não faço sexo com minhas amigas. Esposa tem que ser esposa, mulher e amante. E eu tenho que ser marido, homem, amante e conquistador. Todos os dias, senão não tenho sexo.
- E você tem sexo de quanto em quanto tempo?
- Não tem regra não! Se tiver que ter a semana inteira tem… as vezes passa 8, 10, 15 dias sem nada… mas isso não muda nada não.
- Ôpaí, tá vendo que você é diferente!
- Num sou não… é que quando as coisas acontecem, acontecem, não é obrigação não… é um conquista, um jogo de interesse.

Por fim:

Depois de mais de duas horas de conversa, ela ainda me saiu com esta:
- É, hoje, vai ter festa lá em casa… ele tava de castigo, vou acabar com o castigo dele hoje.
- E ele tava de castigo porque?
- Porque uma amiga me disse que viu ele com uma mulher na garupa da moto. Ai eu dei o castigo para ele, e até tirei a aliança, e tem oito dias, que estamos dormindo em quartos separados…
- Humm…
- E ele sabe que você está sem aliança?
- Não, sei não!


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