Corpo, Alma e Espírito

Dezembro 11, 2008

vidas normais e virtuais, virtuais e normais.

Arquivado em: Alma Humana, Relacionamentos, Vidas, homens, mulheres — by adaobraga @ 11:44 pm
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Esta eu ouvi na quinta-feira, quando recebi meu presente de Natal:

Se um dia meu marido arranjar uma amante, que seja uma mulher destas da internet que ele só fala, escreve e a vê pelo monitor do computador.

Esta tem mais tempo:

Há sete anos não faço sexo com minha esposa. Arranjei uma namorada na internet. Sou um cara muito azarado. Quando fui conhecê-la, ela aproveitou para terminar o namoro que até agora era virtual, porque ela havia se transformado, e agora era uma serva de Jeová.

A vida não é virtual. A vida é a vida. Se você tem amizades na web, não é uma amizade virtual, é uma amizade. O amor, a gratidão, a preocupação que tenho com meus amigos, independe do meio. São meus amigos. Inclusive os mesmos tipos de situações que vivo com uns no meio físico, tem se repetido no meio virtual.

Isto apenas reforça a minha idéia de que a vida virtual é tão normal, quanto a vida normal pode ser virtual.

Dezembro 9, 2008

Os avisos que nos chegam

Este fim de semana uma amiga realizou a cerimônia de casamento aqui no Brasil. É que ela casou-se com um espanhol. Eles tiveram que realizar dois casamentos para terem certos direitos garantidos.

O que me impressiona em alguns eventos, talvez, sofrendo influência de filmes e teorias conspiratórias, é que sou observador de alguns detalhes que envolve aqueles participantes.

Uma música trágica representará algo trágico sempre. Vejo alertas e avisos premonitórios em diversos momentos, até mesmo, no voo de um Anhum sobre minha cabeça ou sobre minha casa. Nos filmes, em especial, a série Premonição, é usado tal recurso para ilustrar que “algo”, ou “alguém”, de alguma maneira, nos avisa que algo não está começando bem. São avisos diversos que servem para alertar os envolvidos de uma tragédia iniciada.

Não gosto de ir em cerimonias de casamento. Não gosto de festa de aniversários. E o pior de tudo, é ir numa casa em que os anfitriões, resolvem nos entreter com o DVD do aniversário, ou do dia do nosso casamento. Triste! Por isto, nesta última meia-década, que eu me lembre, este foi o segundo casamento que eu fui obrigado por laços de amizade ou por circunstâncias a ir.

No casamento anterior, era de um casal religioso ligados aos Testemunhas de Jeová. O noivo, resolveu agradar a noiva lendo as seguintes palavras:

Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração" (Oséias 2:14).

As palavras isoladas são lindas. No seu contexto uma tragédia.

No seu contexto histórico, representa o plano do marido em tentar este último recurso: o isolamento, o afastamento total da comunidade para que ela pudesse prestar atenção nele, e assim, não havendo outros homens por perto, talvez, ela aceitasse o amor que ele lhe oferece.

Isto mesmo! Oséias era casado com esta mulher. Quer saber mais? Leia o livro do profeta Oséias. É linda a história.

Esta história aconteceu na antiga Samaria. Ele amava e se casou com esta mulher chamada Gômer. Oséias era apaixonado como um poeta, porém, não houve poesia em sua vida. Ele deve ter pensado que mudaria a vida dela, mas não aconteceu.

Ela era uma prostituta e gostava de ser. Muitas vezes, o abandonou. Em mais de uma destes momentos de abandono, voltou. E, os filhos que ela tinha, dizia que eram dele. E ele os criava. Neste contexto, é que Oséias planeja e quer assim agir com ela.

Como é que alguém, ignorando tal contexto, assim diz, para sua recém esposa? Isto é sinal de agouro. Mal presságio. Não deu outra! Não teve jeito! O casamento deles começou com este planejamento e acabou em menos de dois anos.

O casamento de minha amiga, por outro lado, teve em diversos momentos uma música de fundo. A música não foi ela quem escolheu, muito menos ele. Era o padre quem solicitava: “Por favor coloque uma música de fundo!” A música tocada era YESTERDAY (tradução). Composição do Paul McCartney.

A canção, apesar de linda, clássica, sucesso no mundo, paixão de diversas pessoas, não é uma boa canção para cerimônia de casamento. E porque? Simples: Yesterday, é uma música que fala sobre um amor perdido! Como é que se toca uma música em uma cerimônia de casamento em que o tema central da música é um amor que foi perdido? Falta de todos os sensos possíveis, a saber:

  • Senso comum:  Conjunto de opiniões e modos de sentir que, por serem impostos pela tradição aos indivíduos de uma determinada época, local ou grupo social;
  • Senso moral: Faculdade de reconhecer intuitiva e infalivelmente o bem e o mal, sobretudo nos fatos concretos;
  • Bom senso: Aplicação correta da razão para julgar ou raciocinar em cada caso particular da vida.

Chris, uma amiga, que me viu menear a cabeça negativamente, me perguntou o motivo de minha negativa no momento da cerimônia. Ela é professora e dona do curso de Inglês aqui na cidade, e eu disse o motivo. Ela cantarolou a música, e concordou comigo ao dizer:

Realmente, a música não tem relação com o momento, pelo contrário, a letra da música é contrária ao momento.

Observe o seu momento. Você poderá está sendo alertado de que algo está começando errado, continuará errado, e terminará errado. Depois não diga que ninguém te avisou!

Abril 30, 2008

CTRL + C

No ano de 1995 quando voltei casado e a esposa já com um filho de apenas um mês, fui muito bem recebido por amigos e familiares. Mas, isto demorou pouco.

Havia um amigo que estava em processo de divorcio nos últimos seis anos. Ele havia me consultado algumas vezes sobre a situação dele, e pedia conselho sobre como deveria se comportar diante da situação complexa que o relacionamento havia se tornado.

Quando voltei, e vendo a maneira como eu me comportava em relação a esposa, e ao filho, ele certa noite, quando olhavamos as estrelas e conversamos sobre a vida pública e privada de cada um, disse-me:

- Você tá criando uma cobra, que mais tarde vai te picar!

A observação dele era sobre a liberdade e a maneira descompromissada que vivemos até hoje. Não há cobranças. Não há obrigações diretas dela que também não seja minha.

Desde aquele tempo que eu afirmava que o ato de assinar o documento de casamento não era o mesmo que assinar um documento de supressão de personalidade.

O nosso casamento, é até o dia de hoje assim guiado. Temos áreas comuns de entendimento. Há uma área diplomaticamente desmilitarizada entre nós, e há áreas em que é forrada de minas, e deve-se andar com todo cuidado possível, porque esta área pertence a ela, e ela sabe a área que pertence a mim.

O casamento deles acabaram alguns anos depois. Ele ficou mais próximo de mim, Kátia e Kaio, e algumas vezes, ele praticamente morava em nossa casa. E certo dia, ele disse a nós todos:

- Peço perdão por ter feito um juízo infundado sobre voces. Achava que vocês eram pessoas estranhas e que um casamento nunca poderia ser conduzido com o grau de liberdade que existe entre vocês. E quero dizer que no próximo casamento, assim tentarei viver com minha nova esposa.

Ele casou-se com uma jovem e linda menina. Atualmente, vivem bem. A ex-esposa elogia-o no casamento atual, e disse, que se ele agisse com ela e as filhas dela da mesma maneira, que não haveriam motivos para o término do relacionamento. 

A maneira arbitrária, autoritária que ele conduziu a outra esposa e familia, tornou-se ao longo dos anos, o ponto de atrito entre eles.

Ele copiou-nos apenas na maneira direta de vivermos. As regras simples. Os territórios marcados. As idéias e opiniões definidas e declaradas. Posição definida quanto a tudo que se gosta e não gosta, isto me agrada, isto me desagrada.

É bom sempre saber diferenciar a condição de seu parceiro, que as vezes pode fazer algo, mas, não quer fazer. As vezes se quer fazer, mas não pode!

E nós até hoje sentimos muito bem quanto a este episódio. É nos muito agradável saber que, apesar da distância, há outra familia, que segue nossas idéias e modos como um padrão. Uma sensação agradável que estamos num bom e reto caminho.


Abril 28, 2008

Eu sabia!

Arquivado em: Relacionamentos, mulheres — by adaobraga @ 9:33 pm
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Faz dois anos que a conheci. No primeiro momento, ela me odiou. Não demorou dois dias e ela já ria para mim, e já dizia:

- Adão você é demais!

Já comentei aqui, o caso em que alguém disse a ela que sentia nojo do marido dela, pois, segundo, a pessoa, ele tinha cara de alcoolatra. Ela ficou irritada por dias.

Algumas vezes conversei com ela. Tentei ajudar, entender, compreender para poder auxiliar, no entanto, cada família há uma poço onde os segredos são ocultado.

Hoje, ela me chamou e disse-me:

- Já está sabendo do babado?

- Não! O que é?

- Faz três meses que eu e ele estamos separados. Já coloquei os papeis, e Dr Bruto tá cuidando do caso para mim.

- Hum! Isto é bom, ou ruim?

- Para mim, tá horrivel! Estou me sentindo a pior das mulheres. É uma sensação terrível de solidão, de que o mundo vai ruir, acabar. E ele faz pressão, vive pedindo um tempo para ele melhorar. Que ele quer melhorar, que mudar de vida! Que vai ser outro. Mas eu cansei. Não acredito mais nele.

- É só por não acreditar nele que o casamento acabou?

- Claro que não! São mais de 13 anos de sofrimento. Ele só pensa nele. Não pensa em mim, nem na filha. Nestes anos de casamento, eu não sei o que é um fim de semana em família. Ele saia sábado depois do almoço. Chegava sempre lá pras tantas da madrugada e ainda por cima bêbado.

- Complicado mesmo uma situação assim!

- Você acredita, que esta semana, foi que ele procurou o endereço da casa de minha mãe e foi na casa dela? Que foi pedir a ajuda de minha família?

- O que tem isto com seu casamento?

- Ele nunca foi na casa de mamãe. Não sabe nada de minha família, e agora, que eu quero ir embora, ele quer usar a minha família como meio de me pressionar.

A conversa foi longa.

Lembro-me muito bem que há não mais de um ano, estava ela com este dito marido, hoje o  imprestável, sentada no colo, tomando todas, cuidando, beijando e dizendo que não havia homem melhor que aquele dito homem.

Há sempre a possibilidade de se enganar todas pessoas por algum tempo. Porém, é impossivel, enganar TODAS as pessoas por TODO o tempo.

Dentro de uma relação, você até pode camuflar, ocultar situações, porém, isto não será conseguido por todo tempo, e ocultando de todas as pessoas.

Não adiantou nada ter tentado mostrar aos vizinhos que o casamento deles era um mar de rosas, um lar feliz! Agora todos sabem, que durante estes 15 anos que viveram juntos, pelo menos 13 foram de agruras, sofrimentos, angústias e outros percalços.

Muitos ainda vivem sob estas aparências. Muitos ainda querem maquiar a situação para poder ficar bem na foto. Quer ser exemplo de casamento feliz, que sabe viver, que sabe cuidar do marido, que é paciente, que é amorosa, que recebe amor, que é uma santa, mas no fim, se descobre que TODOS temos limites, e nossos limites e fronteiras estão sempre desmilitarizados.

Nossos limites estão sempre mais próximo do que nossos parceiros possam imaginar. Se nem nós conhecemos completamente a nós, imagine se outra pessoa pode mensurar nossos limites.

13 anos de um casamento unilateral, é muito tempo. Eu não teria tanta paciência!


Fevereiro 28, 2008

discórdia

Arquivado em: Lembranças, Relacionamentos — by adaobraga @ 6:15 pm
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Depois de algum tempo de carinho e prazer conversavam sobre a história deles.

- É verdade! Casamos e fomos felizes por quanto tempo? Você se lembra!

- Quis ela saber.

- Aah! foi de 86 até 91! Cinco anos! Nem chegou a fazer cinco. Foi quase cinco. Quatro e  muitos meses.

Fizeram um pausa. Nasceu um breve silêncio.

- Várias vezes tentei lembrar o motivo pelo qual nós brigamos e largamos -Disse ela!

- A briga, de fato, começou no almoço, com aquele feijão salgado que você fez!

- NÃO ESTAAAVA SALGADO! – Morreu o silêncio e o recomeço!


Novembro 8, 2007

as aparências enganam

Arquivado em: Alma Humana, Relacionamentos, Vidas — by adaobraga @ 1:10 am
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No texto anterior, tive a grata surpresa de ter alguns comentários. Fico satisfeito com a ação e reação dos amigos. A nobre AP, do Curral Somos Todas Umas Vacas, comentou assim:

“… Quem está de fora não enxerga isso como uma solução óbvia e prática, mas como falta de intimidade. Do jeito que vcs dormem, dormem pessoas estranhas que por algum motivo precisam dividir uma cama de casal…” (Parte 1)

Quando li o comentário, veio-me a mente um ou dois casais que vez ou outra tivemos que intermediar um ou outra crise.

Veio também à mente, a lembrança de uma música antiga, cantada por Márcio Greyck. Que penso, muitos leitores lembrarão: Aparências.

Se dormimos assim, é porque, um conhece o outro, a ponto de saber os motivos, os porques, os ques de se concordar que isso aconteça. Não só indica intimidade, mas também respeito às manias, desejos, hábitos e espaços do outro.

Pessoas que vivem e convivem juntas por longo período de tempo, sabe o que está muito dentro do outro, conhece profundamente os desejos, os sentimentos, as ações do outro. Bem como saber suas manias, seus anseios, planos e sabe o que agrada e o que desagrada.

Um casal, deve ter a ciência do que a outra parte gosta e que incomoda.

Nossas regras aqui são assim mesmo! Aqui usamos de tudo: política, religião, anarquia, democracia, ditadura, diplomacia, etc., tudo com a finalidade de que o coletivo e o individuo possam existir e coabitar o mesmo ambiente, sem muitos conflitos e atritos.

Moramos numa região pacata e tradicionalista. Aqui, ainda se vê famílias que proibem filhas e filhos de casarem com um ou com outra, com o argumento fortissimo: É divorciado (a), não é pessoa boa!

Então, quanto ao convivio, aqui na nossa “república familiar”, não damos valor a certas aparências. Dormimos juntos se possível.

Não temos apelidos carinhosos um com o outro. Isso porque, sempre, diziam que viviamos mal. Que eramos um casal falso, e que viviamos de aparências. Nunca nos importamos com a opinião alheia, quanto a este assunto. Somos assim.

Não impomos regras um ao outro. Ela usa aliança. Eu não! E decidi tirar a minha porque se colocava muita credibilidade na peça, e não em mim.

- Você acha que serei infiel se não usar isso? Meu carater, meus sentimentos existem independente de ter ou não uma aliança no dedo. Sou um homem casado, e cumprirei minha palavra e promessa. Fidelidade, carater, lealdade, não depende de haver ou não esta argola no dedo.

Desde então, jamais usei. Era ainda o segundo ano de casamento. Ela continua a usar. Mas, não haverá problema se ela resolver não usar.

Quanto a forma de dormir, o lado preferido, não implica em não existir intimidade, ou que somos estranhos. Somos bem conhecidos. E conhecidos ao ponto de saber como o outro gosta e dorme melhor. Isso, já é intimidade. E ter convivio.  

Já houve necessidade em que tivemos que dormir 8 jovens, todos homens, numa esteira, com um único lençol, com 12 graus de frio, e todos dormimos, juntinhos, de “conchinha”, agarradinhos um ao outro, e nós nunca tinhamos dormidos antes, e jamais voltamos a dormir juntos.

Meus pais dormem na mesma cama, porém cada qual com seu cobertor.

“Claro que é só a opinião de quem está fora. A realidade do casal, só mesmo o casal que conhece. E fazer o melhor para conviver é um dos passos para um relacionamento feliz.” (Parte 2)

Um dos casais que nos criticava – Ainda criticam – nossa forma de viver, como marido e mulher, esposo e esposa, vivem uma vida social aparente. Chamam-se mutuamente de amor, meu bem, querido, querida, etc e tal quando estão nalgum lugar público, ou reunião familiar, é um esfrega-esfrega que quem não conhece, e não sabe de nada, logo diz:

- Que casal lindo! Tantos anos casados, e não perderam a paixão e o fogo!

Quando estão juntos formam um lindo casal. Pessoas próximas, nos diz que deverimos imitar o convivio deles.

Todavia, há pouco tempo, houve uma desavença por lá. Ela é muito ciumenta. Diz que ele tem mulheres na rua. Porém, vieram-na acudi-los e então ficaram sabendo da vida real deles.

- Ele tem uma amante, não tem explicação! Só pode ter uma amante! Vocês não querem é ver!. Vocês estão defendendo ele porque vocês não sabem de nada. – Esbravejava ela com todo o ar dos pulmões.

- Não sabe de que?

- Que vai fazer dois anos que este homem não toca em mim. Ele deita naquela cama e dorme. Não adianta eu vestir langerie cara, colocar perfume cheiroso, me depilar e enfeitar, andar nua pela casa, encostar nele, insinuar. Não adianta! Ele não me deseja, e nem me toca.  O troço dele, nem se mexe dentro das calças.

Eles dormem juntinhos todos os dias! Neste ponto, repito as palavras da AP: “A realidade do casal, só mesmo o casal que conhece. E fazer o melhor para conviver é um dos passos para um relacionamento feliz.”

Dormimos assim, um prá lá, e outro pra cá (Nem sempre não é!, no frio, nos ajuntamos). Eu não uso aliança. Porém, tudo é feito para que o coletivo e o individuo exista sem conflitos. Tem dado certo. Sem aparências e sem enganação.

Não adianta só dormir juntinho, tem também que chegar junto! Nós muitas vezes dormimos separados por opção. Nos dias de flatulência, por exemplo, eu me retiro do quarto, porque ninguém merece! 


Outubro 23, 2007

Feliz no casamento.

Arquivado em: Relacionamentos, Vidas — by adaobraga @ 3:12 am
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Muitas pessoas são infelizes no casamento porque casaram-se pensando em serem felizes, e então descobriram que ninguém é feliz casando.

O casamento, não é, nunca foi, e nunca será um bom terreno para a felicidade. Você pode ser feliz, no casamento, desde que não deposite todas as suas fichas no relacionamento.

De forma geral, ampla, abrangente, posso dizer que numa balança de precisão, sou feliz no casamento. Sou feliz também no trabalho. Na vida de forma geral sou feliz.

Não deposito minhas expectativas de felicidade, na minha companheira. Ela não deve, e não é obrigada a me fazer feliz, mas do que esteja se sentindo feliz.

Não espero que ela, me afague no portão quando meu dia não foi bom, e não é obrigação dela, me ajudar a resolver todos os meus problemas. Eu penso que por isso, nós estamos vivendo muito bem nestes últimos doze anos. Eu faço minha parte. Ela faz a parte dela. Cobramos juntos as tarefas das crianças. Sou a favor de algumas idéias dela. Ela é a favor de algumas idéias minhas. Entretanto não é obrigada a estar sempre do meu lado, sempre do lado de minha opinião.

Não casei para ser feliz. Casei para ter uma família. Para ter filhos. Foi uma sociedade, com fins egoístas: tanto meu, quanto do dela. Eu pensava que cansando com ela eu seria beneficiado, e que em contrapartida, eu suportaria viver ao lado dela, e manteria-me fiel a relação até que a morte nos separasse. O lado dela, eu não sei se pensou assim.

Nosso casamento foi estabelecido, não com base, nas falsas expectativas da falsa felicidade, muito menos no tão badalado: AMOR. Eu não casei por causa do amor.

Eu não casei por amor. Eu amo, e então sou amado, e não preciso estar casado para isto. Poderia ter isto dela sem o casamento. O casamento, foi só uma socieade. Uma parceria com minha esposa. E tem dado certo, e dará certo por muito mais tempo, assim espero.

Eu estava feliz ao lado dela antes do casamento. Eu a amava antes do casamento. E por isso casei.

E você como é feliz???
Releitura: 2005-06-21 04:18:16


Outubro 4, 2007

Ela não serve pra você!

Arquivado em: Alma Humana, Relacionamentos — by adaobraga @ 2:25 am
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- Ela não serve pra ser sua esposa!

Assim disse aquele amigo, com a intenção de convencer o jovem apaixonado, quanto sua futura esposa.Não ocorreu debates, e nenhuma outra atitudes ríspida quanto a observação.

Cinco anos depois, encontrou-o. E, ainda estando casado, “sartisfetio” com a escolha e a decisão acertada, até então, inquiriu o referido, considerando-o como “antigo amigo”:

- Porque motivo, você disse que ela não servia pra ser minha esposa?
- Eu falei?
- Falou! O que você sabia da vida pregressa dela que eu nunca soube?
- Nada, apenas pensava que ela não servia pra você.

E para tentar esconder algum preconceito, minimizou dizendo:

- Afinal, você é um cara culto, estudado, e tinha planos que não combinava com ela. Era o que eu achava!

É assim mesmo!! Há pessoas que querem moldar a vida dos outros, pela opinião dele, e não muito raro, são incapazes de ajustarem a própria vida.

Tem eles as palavras mágicas para solucionar todos os problemas na vida alheia, no entanto, vivem sofrendo pelos cantos suas desventuras. Querem impor seus conceitos, preconceitos e modos, aos demais, como se nós outros não soubessemos decidir, escolher, opinar, resolver, ver, ouvir, sentir, etc.

Abaixo, um vídeo ilustrativo:

Falsidade social! Desejo de controle!


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