Amanhã, 19 de Fevereiro, possivelmente, terá uma festinha na casa de Sarah. Ainda que o aniversário dela seja amanhã, e estive no blog dela hoje, e nos comentários falamos sobre padrões, resolvi escrever sobre caminhos e padrões.
A vida, a nossa vida é uma estrada, um trilho, uma via. As vezes tentamos fazer atalhos, por algumas veredas, para se alcançar nossos destinos, mas sempre, tendo ao longe a direção, o rumo certo. Pretendemos apenas encurtar certas distâncias.
Há, no entanto, certos caminhos, algumas normas estabelecidas, e outros procedimentos, que não criamos e nem estabelecemos. Quando aqui chegamos, já estavam estabelecidas.
Muitos, se desagradam, quando um de você questiona ou simplesmente, ignora e ou rejeita andar, proceder segundo este caminho, pois, afinal, ali está um caminho padrão, estabelecido pelos antigos.
Neste ponto, lembro-me de um professor da faculdade que nos contou a história de um certo caminho antigo. Sei que já fiz citações a ele aqui, ou lá no Artigo 1, entretanto, não me lembro onde, e não vou lá pesquisar. Esvrevo-a novamente.
Havia num determinado lugar um caminho antigo que os moradores usavam para irem pegar água na fonte.
Um dos filhos daquele lugarejo, nasceu, cresceu e foi estudar na cidade grande.Passado os anos de estudos, voltou para lá, e tendo feito cursos e mais cursos de especializações, estudou geograficamente o lugar e a rota do caminho, e traçou um novo caminho para se chegar a fonte.
Propos a mudança, mas a comunidade rejeitou o desejo dele de mudar o caminho antigo para chegar à fonte.- Quem é você para querer mudar esse caminho? Quando você nasceu, esse caminho já estava ai!
Por mais que ele tentasse, recusavam qualquer tentativa de mudanças de caminho. Ele não se deu por vencido, e foi procurar explicações sobre a origem do caminho. Encontrou um ancião, que lhe contou a história do caminho.
- Quando eu era menino, nós tinhamos que pegar água lá pras bandas da Marcedônia. Era muito longe, e iamos lá uma vez por semana. Certo dia, o bezerro preferido do Coronel, estava doente, e saiu cambaleando pelo capim na madrugada.
Pela manhã, quando os vaqueiros viram que o bezerro tinha saido, foram atrás dele. Foi só seguir o capim amassado. Veja que o caminho é um vai-prá-la e vem-pra-cá, porque o bezerro estava zonzo.
Este bezerro andando assim, levou os vaqueiros até a fonte, que até então era desconhecida. Ele limparam o lugar e desde então vão por aquela estrada para pegar água na fonte. Mesmo assim, ir pegar água nesta fonte, é mais perto do que ir pegar água na Marcedônia.
- Quer dizer que o caminho dos antigos é o caminho do bezerro doente?
- É! Mas, o povo pensa que é o melhor caminho, o melhor padrão.
Quando um padrão é estabelecido, aceito, e vivido pela maioria, é díficil romper certos paradigmas. Há caminhos que são verdadeiros “caminhos de cabra”, ou seja, um trilho estreito e difícil.
Abaixo uma Relação dos Blogs que li, na última hora. Mas, é bem mais fácil você assinar o Feeds deles do que ficar esperando Adão Braga fazer uma lista pra você!!Você sabe o que é Normose? Leia no
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