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Amor aos pedaços: Reintegração!

15 jul

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Integrar: é igual á fazer parte de um conjunto. Ser uma das partes do todo. Parte que completa. Estar incluido. É estar incorporado.

Desintegrar: é o contrário da definicão acima.

Reintegração: É voltar ao estado de integrar, estar integrado, voltar a fazer parte do conjunto, participar da completitude.

Pelas definições das palavras tem-se uma ideia do que é reintegração. E por ilação, conclusão, inferência, dedução do significado da palavra é obvio que só se RE-INTEGRA aquilo, aquele ou aquela que está, momentaneamente fora do conjunto, ou seja, estamos, desta forma tratando de mais uma tentativa de reconstrução, mais uma chance, mais uma oportunidade de que nossos sentimentos, nossos desejos sejam realizados nesta nova oportunidade.

A reintegração de alguém a um circulo; a reintegração de alguém a algum cargo; a reintegração de algo a seu lugar; a reintegração de alguém em algum lugar; a reintegração exige primeiro que tenha ocorrido a integração, o desacordo, a desintegração, e agora os passos para a reintegração.

Em muitas igrejas evangélicas, quando, pessoas do grupo agem de forma diferente do estabelecido nas doutrinas, nas regras do grupo, a pessoa é afastada da comunhão, é censurada, é disciplinada, é afastada das atividades da comunidade, ou seja, por suas atitudes é DESINTEGRADA. Para ocorrer a REINTEGRAÇÃO, é necessário dar provas de mudanças de comportamento; precisa haver comprovação de que se arrependeu do caminho tomado; tem que voltar a cumprir as regras, e por determinado tempo – que é imposto depois de análise do grupo dirigente e votação nas assembléias – ai, a pessoa é REINTEGRADA ao grupo por meio de nova imersão batismal, ou apenas, apresentação direta.

Nos relacionamento a reintegração, quando necessária, é muitas vezes, uma decisão do tribunal: corpo, alma e espírito. Isto mesmo. Nosso corpo, nossas emoções e nossa inteligência é quem nos ajudam a decidir reintegrar ou não, aquele ou aquela que por motivos quaisquer estavam desintegrado.

Algumas famílias ainda participam ativamente das decisões amorosas, e nestes casos, a integração, como a desintegração, e a possível reintegração depende do voto de confiança, e ou, dos motivos pelos quais ocorreram a desintegração.

A reintegração em alguns casos exige o pedido formal da parte que está desintegrada. Noutros casos, é a parte interessada quem propõe a reintegração.

E o amor? Bem! Eu creio que é com base neste sentimento nobre que os pedidos de reintegração são feitos. Evidente que há casos em que o pedido de reintegração são outros. Por volta dos anos 95/97 fui testemunha de um pedido de reintegração baseado em motivos expúrios. A pessoa que havia sido desintegrada quis aproveitar-se dos sentimentos nobres do moço. E, assim planejou:

- Eu digo que estou arrependida! Eu sei que ele me ama. Me aceita de volta. Eu vivo com ele uns tempos até ele pagar minhas dívidas. Quando eu estiver equilibrada financeiramente, eu pulo fora!

O amor reintegra. Mas, o amor, não faz com que as pessoas percam a racionalidade. E neste caso citado, quando se viu enredado na situação, ocorreu nova desintegração. Quando a parte reintegrada não muda de atitude, a parte reintegrante entra no caminho do desencanto, da desilusão e por fim, abandono do relacionamento. Em milhares de casos, esta parte, continua amando, continua crendo e esperando a recompensa de amar, perdoar e reintegrar. E quando só ela age e a outra parte não reage, bem, é inevitável: o amor não suporta maus comportamentos; a amor não embrutece a ração, em embota a inteligência; pelo contrário, o amor estimula outras emoções, inclusive a sensação do alivio: agora acabou! Já fiz de tudo. Agora sigo meu caminho, pois, o amor, me fez agir com justiça, mansidão, paciência, delicadeza, simpatia, encanto. Mas, não foi suficiente para impactar na outra parte, mudanças.

A reintegração é uma das alternativas que o amor dá a nós para que possamos nos relacionar melhor. Em minha opinião, a reintegração está ligado a perdão, recomeço, reestruturação, reconhecimento de que errou, mudança de atitude.

O amor incondicional das mães e do amor divino é quem reintegra sem pedido de caução ou de garantias. Estão sempre dispostos a aceitar suas crias sem exigirem o cumprimento dos tratos ou dos acordos. A reintegração em certa medida é o que nos ajudam cotidianamente. Eu já reintegrei várias pessoas a meu convivio. Eu já fui reintegrado também várias vezes.

AMOR AOS PEDAÇOS: Questionamento!

16 jun

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Este é um texto de participação na blogagem coletiva em que o tema é o Amor ao pedaços. Tema desta etapa: QUESTIONAMENTO. Primeiro: questionar não é o mesmo que duvidar. Questionar é perguntar. É inquerir

Duvidar é faltar de convencimento. É ter dificuldade em acreditar. É suspeita. É ter receio. É ter uma crença vacilante.

Eu penso que sentimentos e emoções nascem em nós sem explicações lógicas. Afinal, se você questiona o que você sente, é porque você mesmo não sabe o que está sentindo ou não estar convecido(a) de que, e do porque tais sentimentos existem em você. Isto é natural até! Em minha opinião existem sentimentos que dispensam ou existem sem serem, poderem ou necessitarem ser questionado. Se você questiona o que sente, é algo de fórum íntimo. É conflito interno de vossos sentimentos com preceitos morais, religiosos, espirituais, éticos e outros mais.

Eu questiono não os sentimentos. Eu não questiono as emoções que sinto. Eu não pergunto a mim mesmo se o que sinto é verdadeiro ou falso, se é forte ou fraco, se é efemero ou duradouro, se é confiavel ou volúvel… afinal, eu sei o que existe em mim. E as emoções, os sentimentos, não seguem, nem estão submetidos aos decretos da razão, nem tão pouco, pode a ciência, com todas as suas descobertas e estudos analisar com exatidão e fazer deduções lógicas e daí estabelecer hipóteses, regras e lei. Bem como, não há como a psicanalise e a psicologia definir e delimitar a área de ação e  atuação em nós, do que sentimos.

Afinal, há pessoas que conseguem reagir bem as frustrações. Há pessoas que conseguem ressurgir de fragmentos sentimentais. Se é para questionar, eu questiono sempre como é que se saem de um extremo para o outro num fulgor. Eu questiono como é que se migram do amor para o ódio em espaço de tempo do tamanho de um instante! Como é que saem da segurança para a insegurança? Como é que trilham rapidamente o caminho da traição e da desconsideração? Como é que nós conseguimos ser como somos e de repente em uma transformação inexplicável saimos de um extremo para outro?

Na semana em que selamos nosso relacionamento oficialmente no cartório eu conversei com um amigo. Os meus questionamentos não eram sobre o que eu sentia. Isto eu tinha segurança e certezas. Eu tinha uma névoa era sobre minhas capacidades de suster, proteger, ter paciência, suportar e aguentar as dificuldades. Lembro-me que um dos meus medos era não conseguir ter dinheiro para fazer as compras do mês. E o meu amigo, já com pelo menos um ano de casamento realizado me disse: “Coisa! Vai por mim! Dinheiro será o menor de seus problemas! Isto você consegue!”

Depois de casado, durante os meses seguintes meus questionamentos eram outros. Eram do tipo:

  • Até quando eu conseguirei viver com ela?
  • Será que viveremos muito tempo juntos?
  • E se ela não me quiser mais?
  • E se não der certo?
  • E se, ela se arrepender?
  • Será que eu suportarei viver todo os resto dos meus dias com ela?
  • O que terei que fazer para todos os dias, a partir de hoje, ter que estar com esta pessoa?
  • E se… etc.

Já estamos a muito tempo juntos. Este ano fará 18 anos de relacionamento oficializado. Os questionamentos são outros e inversos! Vejam, que eu não questiono o que sinto. Os meus questionamentos são voltados para o que pode acontecer, o que as circunstâncias nos proporcionam. O que os eventos aleatórios dos eventos do destino, do livre árbitrio ou seja lá o que for que dirige as existência de todos nós, nos levará a decidir! Eu não questiono o que sinto. Eu tenho absoluta certeza de que são verdadeiros, fortes, santos, peculiares e meus. Porém, os relacionamentos dão margens aos questionamentos.

O que farei se acontece isto? E se ela encontrar alguém e mudar de ideia em relação a nosso relacionamento? E se ela morrer? E se eu morrer primeiro o que será dela? O que será de meus filhos?

E por ai vai!

Nosso amor. Nossas paixões. Nossos encantos. Nossos desencantos. Nossos relacionamentos sempre nos levará a questionamentos diversos. No entanto devemos estar seguros de que, o que sentimos, não necessita ser questionado, afinal, se você questionar o que você sente, é porque você mesmo não tem habilidade, não tem aptidão para lidar com suas emoções. Não tem segurança plena no que você sente. Nestes casos, bem, se é assim: questione o que você tem que fazer para mudar esta realidade.

Questionar é típicamente humano, no entanto,duvidar é diferente de questionar.  Eu não compreendo como é que se vive vinte anos com uma pessoa e quando ela sai de perto de você, se possa questionar, se na sua ausência ela irá agir de forma diferente de todos os outros dias dos últimos vinte anos. Por outro lado, é também questionável, alguém que durante as últimas década agiu de uma maneira, possa mudar de comportamento, atitude e resolve jogar tudo para o alto em atitude, que do outro lado é questionável, mas, que do lado contrário é totalmente justificàvel.

Questionar também é humano, ainda que nem sempre compreensivel e nem sempre lógico.  Está questioando o que? O que sente ou o que aconteceu? O que a pessoa dizia sentir ou o que a pessoa disse que não faria?  Questiona o que a pessoa diz ou que ela demonstra?

Amor aos pedaços: Questionamento! Quais são suas perguntas?

Os pais e a insegurança emocional com os filhos

6 abr

Quando eu era criança, antes das Diretas Já!, antes do fim do regime Militar, as músicas que faziam sucesso tinham outros estilos. Erámos um país mais caipira, inclusive no estilo musical. Haviam músicas de faroeste com balas ricocheteando, bandido morto em duelo, preso pelo delegado sabido. Haviam músicas com histórias alegres e tristes. Muitos se lembram do Menino da porteira e o boi sem coração. A mamãezinha querida daquele outro gaúcho. E por ai vai.

Pois bem! Havia vários discos em casa. De Jackson do Pandeiro, The Police, Duran Duran, Caetano Veloso, etc. Havia um disco de uma dupla caipira que narrava a história de um pai pobre, analfabeto, trabalhador e esforçado ao ponto de formar o filho doutor, e no dia da formatura o referido filho envergonhado do pai, finge não conhecer. Até foi tema da novela da Griselda, mas, isto é coisa antiga.

Meu pai tinha este medo. D´eu, depois de terminado os estudos, sentir vergonha dele e de minha mãe. Desde aquele tempo me cobrava compromisso: Você vai estudar! Mas, me prometa nunca fazer isto? – Hoje eu sei qual era o tipo de medo de meu pai. É um medo estranho. Um medo de não reconhecimento. Um medo amparado pelas insegurança afetiva.

E por que lembrei disto hoje? É por que mudou-se as gerações. Mudou-se muitos valores. Mudou-se muito nas últimas décadas e ainda existem filhos que assim agem. Eu tenho um amigo chamado Bené. Ele trabalha de segurança lá em Nanuque e certo dia ele me confidenciou: – Todos os dias quando eu levo meus filhos na escola, eu beijo cada um deles. Mas, já está chegando o dia em que eles não vão querer, nem que eu os leve na escola. Então, eu não esqueço de beijá-los nenhuma das vezes.

Muitos pais também são assim. Sabem que chegará o momento em que os filhos não quererão mais serem tratados como crianças, exigindo que nós, os trate como adultos e como emocionalmente equilibrados, como se nós fossemos emocionalmente equilibrados, e socialmente ajustados, e sobretudo, que não fossemos emocionalmente dependentes de demonstração deste carinho, desta atenção, destas pequenas demonstrações de afeto e amor.

Eu ainda não disse porque da lembrança e o faço agora. No inicio da noite fui comprar SBP e comprar remédios para dor de cabeça. Aproveitei e trouxe uns miojos. Quando passava pela praça do Feijão ouvi os seguintes gritos: Pai! Pai! Paiiiiinho! – Olhei para o outro lado da rua e estava meu filho gritando e acenando para mim. Eu sou muito desleixado e jogado às moscas e as traças em se  tratando de roupas, sapatos, chinelos. As vezes, sou convocado a voltar para trocar de roupa. Certa vez, tive que voltar da esquina quando minha esposa viu que eu estava indo com a roupa de dormir. Então, eu não estranharia meus filhos, as vezes, fingirem não me conhecer na rua. Eles são assim: gostam de mim, e me dão a coragem de pensar que não terão vergonha de mim depois de crescidos e formados. Mas, existem pais que fazem feio isto existe. Bem como existem filhos que mesmo sem motivos, sentem vergonha do que não é vergonhoso.

Ah! E meu filho gritou-me na rua por que estava com fome e me pediu dinheiro para fazer um lanche. Olhou as sacolas e inquiriu: não vai levando nada para eu jantar?

Amor aos pedaços: Encantamento

14 mar

 

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Eu uso uma frase, com certa frequência. Ao ouvi-la, e quem a lê, leva de inicio um susto, ou fica sem captar o sentido e o significado da frase que é esta:

- Você nem merece, mas, eu te amo!

O amor, o mesmo que é poetizado, declamado, filosofado, instrumentado, manipulado, julgado, incompreendido, idealizado, perseguido… é um sentimento PESSOAL e INTRANSFERÍVEL. Pode existir em mim, e não existe em mim, capacidade alguma de transmitir e transferir este amor para você, a ponto de você saber mensurar, quantificar, conhecer ou ter medidas do quanto é que este amor que existe em mim.

Compreende-se que a paixão é um sentimento reciproco em duas pessoas. Mas, o amor, pode existir apenas em uma das partes. Tanto é assim, que você pode amar coisas, e as coisas não responde  a seus sentimentos. Você consegue amar um lugar; você ama animais, e certos animais, não  tem demonstração de amor, e não se sabe se os mesmos tem tais sentimentos. Alguns sim. Outros não! Por exemplo, alguém já sentiu um peixinho de aquário demonstrar sentimentos por seus donos, ainda que estes digam que os amem? O que encafifa nas pessoas é que se ama de formas variadas, como disse ainda neste parágrafo. Ama-se lugares, bichos, objetos, situações, eventos, ações, reações, situações.

  • Eu amo pular de paraquedas;
  • Eu amo cachorros;
  • Eu amo gatos;
  • Eu amo carros.

Não esquecendo, evidente, de sabermos diferenciar tais amores, tais sentimentos. Não se pode dizer que a maneira como se ama uma coisa, é a mesma maneira que se ama um animal, muito menos, como se ama as pesssoas. O que observo, é que, somos exigentes com nossos semelhantes quanto, ao amor que lhes dedicamos, o como demonstramos, e o tanto que sentimos, é quase um imperativo em nós, exigir a mesma dose, tamanho, largura, altura, extensão em troca. […]

As pessoas declaram amor assim, sem exigir por exemplo, nada de volta das coisas, dos lugares, por que sabem ser este amor: mão unica e direcional: de mim para lá! Mas, não se consegue agir assim com nossos semelhantes: entre nós, os racionais, o amor, exige-se que seja BI-DIRECIONAL e full duplex (Em informática é a capacidade de transmitir e receber uma grande quantidade de dados simultâneamente). Nós exigimos de quem amamos, amor igual ou em dobro nas quantidade e velocidades com que operamos.

E por que mesmo nós amamos? Por que você ama seu cão? Por que você ama seu gato? Por que você ama seu carro? Por que você ama seu trabalho? Por que você ama estudar? Por que você ama história e odeia português? Ai, em minha opinião, é que entra o ENCANTO. O encantamento acontece quantas vezes para despertar o amor? Eu não sei! Nem sei se é possível contar! Sei que quando ficamos encantado, estamos mais propensos ao amor. Sei que o encanto é que nos arrebata, nos faz perceber o prazer, ver as qualidades que nos atraem, e que fazem-nos está agradado, fazer agrados, ficamos maravilhados e maravilhar,, seduzidos e conquistar, enlevados e enlevar, extasiados e extasiar.

Não temos também a capacidade de escolher o que é que nos encanta. Acontece! E ficamos assim: encantados, enlevados. Extasiados, seduzidos. Quando decidimos permanecer ao lado de quem nos encantou uma, duas, ou quantas vezes ocorrerem, é que, ou é porque queremos estar sempre encantados, ou esperançosos de que este encantamento dure o tanto de nossos dias de vida.

Se estou com quem me encantei na minha juventude, é que ainda há encanto entre nós. Por outro lado, estamos também encantando outras, e sendo encantado. Isto não tem fim.

Observação: Este texto faz parte da Blogagem coletiva. Eis aqui as explicações: Fases da Vida. Eu recebi o convite por e-mail da Luma Rosa. Ela já escreveu também. Amor aos Pedaços.

Abstrações diversas de um romance inexplicável

12 jan

Ela morava numa extremidade longínqua entre o ponto mais ao sul e ele vivia na outra extremidade mais distante do norte. Entre eles uma distância superior as dezenas de centenas de quilômetros. Ambos se encontraram entre o acender e o apagar dos bits.  Se viram algumas vezes utilizando os olhos eletrônicos.  Tocaram em si mesmos, enquanto, era segundo suas mentes, um tocando no outro. 

Tudo na forma mais platônica, eletrônica, mesmerizada, factual, e longe de ser entendido racionalmente .  Tudo dependendo das enzimas, proteínas e tudo mais que os neurotransmissores são capazes de produzir no cérebro e que por conseguinte, provoca agradáveis reações em cadeia em todos os órgãos da fisiologia humana.

Tudo, absolutamente, dentro destas circunstâncias; tudo eles podiam.  Tudo por meio da química produzida em cada qual; provocada; incentivada; alimentada desta forma. Para eles, não havia relacionamento mais intenso, desejo mais quente, vontades mais ardentes. Para ele, uma sentença matemática lhe dava certezas.

 

Duas retas paralelas em um plano afim z = 1
interceptam-se num tempo e num espaço no infinito

 

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Esta intercepção, ainda que por um breve instante no tempo e no espaço era imaginado, desejado, ambicionado. A questão para ele, nunca era a intercepção no infinito, pois, em sua mente, isto era certo. O que o preocupava era poder aproveitar o tempo e o espaço da intercepção naquele instante, único, excepcional, sem precedentes, pois, ainda que breve, era tudo que ele tinha de concreto e certo. Nunca questionava seus sentimentos. Ele conhecia a si. O incerto e incontrolável era o tempo de viagem em direção ao infinito e a intercepção.

Se amparava na mais simples das afirmações, nas convicções do amor, nos rompantes do desejo, no descontrole das vontades, na incerteza das intenções. Pensava também na perseverança, na fé, na esperança e da certeza de que tudo pode acontecer, e que o tempo se curva, e que na curva do tempo se vê o futuro;  na certeza de que hoje, foi o que ontem era amanhã.

Deus age! Deus atua! Deus cuida de nós.

11 dez

Eu confesso que as vezes conhecer muitas ideias, conhecer vários conceitos, ter outras maneiras de ver um evento não é muito bom. Ter maneiras de ver uma cena, interpretar um evento de outras maneiras é, ainda que gostoso, nos traz mais incertezas do que certezas, e isto se dá, por algo muito simples: ter opções. Ter explicações diferentes. Mas, nada se compara ao caminho da fé. Nada é mais enigmático do que a ação de Deus. Nada é mais inexplicável como é o caminho da fé. Nada é mais extraordinário do que não saber como é que os eventos se entrelaçam. Pois bem! Eu me encanto com tudo! Eu vejo a mão de Deus guiando cada pessoa que nEle crê, e também vejo, a mão de Deus agindo, até mesmo por meio daqueles que dizem, não crer em Deus. Não é não crer nas religiões, o que seria algo diferente, é mesmo isto: não creem na existência de Deus.

Eu, ao contrário, vejo Deus agindo por meios diversos. Questiono vários argumentos, como por exemplo: a totalidade do livre arbitrio. Questiono o destino. Questiono a manipulação a eleição divina. Questiono a parcialidade religiosa. Questiono a “fé irracional”, afinal, não é por crer que devemos fugir de certa racionalidade. E penso que a fé, sem uma base doutrinária histórica, lúcida, leva ao radicalismo e ao fanatismo obscuro e que inevitávelmente leva muitas pessoas a agirem de forma descabida e diferente dAquele que o Evangelho apresenta como “manso e humilde de coração”, e que Ele “tem um fardo leve e suave”.

Onde é que vejo a mão de Deus em minha vida? Como é possível ver a ação divina, mesmo em meio a turbulência? Como é possível ver a mão de Deus na história humana, quando se vê tantos crimes bárbaros? Como é possível pensar em um Deus amoroso, compasivo, magnânimo, amável diante de tantas catastrofes, tantas mortes?

Pois bem! Se os eventos ruins servem para provar e alimentar as ideias contrárias a existencia de Deus, os eventos inusitados, os eventos inexeplicáveis, os eventos em que temos algo fora do comum e é algo bom, caridoso, harmonico, do bem, de caridade… evidente são, mesmo pela estranhesa do pensamento: prova de Seu cuidado e atenção, amor e intervenção.

Se é assim, eu digo: Deus cuida de mim e sinto seu amor, das formas mais inusitadas possíveis. No ano passado, uma amiga, Helena, soube que estavamos em meio ao tratamento de nosso filho. E, ela soube, porque, quando eu estava em seu escritório, minha irmã me ligou, e nós conversamos por vários minutos sobre o tratamento. Ela então me disse:

- Mas, Adão! Você passando por este problema em sua família e nunca me procurou para eu poder ajudar vocês?

Até parece que é assim! Até parece que é fácil. Pelo contrário. Na minha lista, PEDIR é uma das atividade mais dificeis de se fazer. Uma outra é RECONHECER QUE SE ERROU. E, pedir PERDÃO.

Esta amiga, passado uns dias, me ligou em tom de urgência. Era um sábado. Corri até o local onde ela marcou. Lá chegando, eu e Kátia, ela nos deu um envelope e disse que ela queria ajudar. E ajuntou com vários clientes de seu escritório para financiar parte das despesas. Isto, eu classifiquei como ação e cuidado de Deus. Um amigo ateu, discordou, porém, eu o desafiei a provar o contrário diante da situação. Afinal, naquela semana, tinhamos que ir para Salvador, permanecer lá por alguns dias, e ainda que os exames tivessem sido feitos e pagos por mim e Kátia, a despesa dos dias na capital ainda não tinhamos. E aquele dinheiro, foi o suficiente para aquele período.

Para ele, apenas ACASO. Para nós, ação divina por agência humana! E ao longo destes anos todos de tratamento, ocorreram outras duas vezes. E, aconteceu, de forma inesperada e inexplicável. Tanto para a pessoa, quanto para nós. Um destes exemplos, foi Ricardo Carneiro, que saiu de sua roça, veio aqui em Irecê e deixou exatamente o valor que Kátia precisava para ir para Salvador. Num dia, que ninguém sabia que era necessário ir. Como explicar a frase dele para nós: eu estava lá na roça e foi como uma voz me dizendo: leve este dinheiro para Kátia AGORA! Eu tinha conseguido fazer e pagar todas as despesas médicas daquela quinzena, mas, faltava-nos 250,00. E ele nos trouxe este dinheiro naquele dia, e nem tomou um gole de água! Só disse: só vim trazer este dinheiro para Kátia e Kaio. É para a viagem. Mas, ele não sabia que iriamos viajar.

Entramos num breve debate sobre o ocorrido. Eu, até quis municia-lo. E disse-lhe: se você argumentasse que eu estava dizendo que Deus é parcial, que Deus faz acepção de pessoas, que Ele agindo desta maneira, me favorecia mais, do que a outros que em situação igual não obtinha o mesmo… eu até ficaria sem argumetação, e sem explicação, mas, talvez, ele não tenha percebido isto, a semelhança de muitos. Fato é que sinto o amor e a proximidade de Deus em minha vida. Sinto seu cuidado e sua atenção voltadas para mim e minha família. Ainda que as vezes, a dor, o sofrimento, e o sentimento de afastamento no sussurrem nos ouvido algumas ideias.

Não tenho como explicar por que outras pessoas não tem o mesmo que eu tenho. Talvez a fé, seja o elemento diferenciador. Talvez encaramos os sofrimento de forma diferente. Que tudo isto seja apenas, os meios, e não o fim. Nem digo que é questão de fé. Não digo que é questão de religião. Nem é questão de amar e dedicar mais tempo à oração. E digo isto, por não saber exatamente o quanto o outro lado dedica em oração. Se ora só. Se ora em segredo. Se ora 3, 4, 10 …1 milhão de vezes mais do que eu. Se a medida de fé dela é maior do que a minha. Sei que é assim que tem nos acontecido. E isto, é para nós um forte alento. É um forte e intenso sentimento de amor divino que nos chega.

E isto acontece sempre Adão? Não! Se acontece sempre em situação complicada, isto não faria com que vocês (nós humanos) vivessemos mais relaxados na certeza da ação divina em situações adversas e impossíveis? Não! Não é assim que funciona! Não é assim que acontece. As vezes, acontece com algo fora de nosso controle, e noutras, vemos a ação divina, num encontro na rua, com alguém que resolve algo para nós. Como por exemplo, outro dia, encontrei com um amigo, e depois de alguns minutos de conversa me disse: ligue para esta pessoa amanhã! Na manhã seguinte, quando liguei, os exames estavam marcados, e eu tive que pagar os custos dos exames. Foi uma grande ajuda.

Todos os eventos provam que Deus age? – Perguntou um destes meus amigos ateus – Então, quando estes eventos não acontecem, é por que Ele não existe?. Eu ri da fraqueza do argumento, pois, se então age, prova a existência. Mas, se age com poucos, é parcial! Age para uns e não para outros. Neste caso, mesmo agindo assim, e se é assim, você não deveria ser ateu, pois, aceitando que Deus age de forma parcial, você, apenas diz que Ele existe, e que é incapaz de alcançar todos da mesma maneira e modo: isto é DEISMO! – Ele riu sem graça por desconhecer a corrente filosófica.

Pois bem, vamos adiante! Para o inicio de Janeiro, estamos em fase de planejamento e ida para outras bandas para continuar o tratamento da atual esplenomegalia (aumento do baço). Acontece que, desde setembro que estamos na labuta por este tratamento. Já fizemos vários exames (sangue, RM do torax, ultrasonografias). Pelo menos 4 consultas ao hematologista em Feira de Santana. Diante da situação, e do conselho médico, resolvemos ir fazer o acompanhamento médico no Espirito Santo. Lá tenho parentes e amigas (Não é Lora ES – A cantora Gospel que mora por lá).

As despesas continuam as de sempre. Vem chegando o Natal. E, ainda que, muitos critiquem, o Natal ainda é uma festa cristã. Os valores cristãos, as mensagens, os significados do nascimento, a história completa do nascimento de Jesus e seus significados estão ai. É só não olhar para o apelo comercial. E, um grupo de amigos, amigas nos presentearam esta semana. O presente nos chegou de surpresa! E, nos pegou, assim: DE SURPRESA! E o que isto significa? Que é assim mesmo! Deus age! Deus atua! Deus cuida de nós. E cuida de todos. De uma forma ou de outra. Eu e Kátia estamos radiantes com o presente. Estamos alegres com a proteção e ajuda. Estamos inebriados com tanto carinho, caridade, amor. Saber que existem outras pessoas orando, agindo, torcendo, e fazendo com que tenhamos alívio, folga, bons momentos, é sem sombra de dúvidas para nós, uma mensagem de NASCIMENTO. Uma mensagem direta: Eu estou agindo! E agindo Eu, quem poderá me deter!

Obrigado a todos vocês, por nos fortalecer as certezas de nossa fé, e reconhecer, na ação de vocês, a energia de Deus. Reconhecer na união de vocês o amor, a caridade, a fé em Deus, e e todos vocês como AGÊNCIAS, MENSAGEIROS dEle em nosso favor. O que você fizeram, foi para nós, tudo isto. Isto é para nós, o que significa Deus agindo por meio de seus mensageiros.

As mentiras sobre amor, felicidade e sexo

13 ago

“- Não casei para ser feliz, nem casei por causa do sexo, muito menos, por causa do amor.” Algumas pessoas, em especifico, mulheres estranham e saem em defesa dos elementos citados: felicidade, sexo e amor. Porém, até o momento, a tese tem se sustentado. Não por eu ser melhor do que outras pessoas, mas, por que encaro de forma diferente: o ser feliz, o sexo, e o amor.

Das últimas vezes que citei a frase houve acalorado debate sobre o tema, e uma pessoa disse que ela não vivia sem sexo, e que desde que casou-se todos os dias ela fazia sexo.

- Assim não meu bem, pra cima de mim? A mesma história de que casados tem direito, e podem, e ou tem relações sexuais todos os dias? Ai, eu digo na cada: MENTIRA!

Fato é, que as últimas pessoas que assim opinaram, não muito tempo depois, esqueceram de terem dito tais palavras, entraram em processo de divórcio. Um deles até no litigioso. E, então vem a verdade da vida inteira.

  • Ah! eu já não aguento mais sustentar a casa sozinha!
  • Eu não tenho mais prazer sexual
  • Eu não tenho amor
  • Minha vida é uma infelicidade só;

Entre tantas coisa da lista, as reclamações sexuais estão todas lá anotadas. Uma destas pessoas reclamou, dias depois de ter declarado nunca ter faltado um só dia de sexo nos últimos dez anos, de estar a mais de oito meses sem contato físico e sexual com o marido. No entanto, havia declarado: todos os dias nós transamos. Que por sinal, nem precisava de tanta investigação para saber que era mentira. Afinal, com duas informações sobre o marido e dela tudo se ruiu.

- Você já teve relacionamento extra-conjugal? NÃOOOOO! Respondeu ela.

- Seu marido trabalha onde? Ele viaja a região toda! Só fica em casa sábados e domingos.

Simples assim! É mentira dela que todos os dias eles fazem sexo! Alguns amigos e amigas chegam a afirmar tais mentiras “socio-alto-astral” na ideia tola e distorcida de que sexo é igual dar e receber amor, e de que quantidade e qualidade de sexo é elemento suficiente e necessário para produzir seres felizes independentemente de fatores outros. Sexo se tem e faz por dinheiro, casualmente, por vingança, por tentação, por tesão, por tantos elementos. Mas, a relação de fatores fazer e ter sexo igual a ser feliz, e ser igual a amar e ser amado(a) nem sempre é verdadeira!

kamasutra

Fato é que se mente sobre sexo, família, relacionamentos, quantidades, amor, felicidade, prazer, sobre tudo isto ai envolvido, na esperança de transparecer aos amigos de que se está feliz, de que se é feliz, de que se tem sexo na quantidade e qualidade estipulada não sei por quem, e que se é uma pessoa emocionalmente resolvida, que se deu bem na vida.  E tudo isto é sinônimo de sucesso pessoal e emocional. E, não tendo, se mente! Fantasia. Diz ter mesmo não tendo, com aquela ideia: diz que é para ser ou atrair. – Tolice!

Esta preocupação de exteriorizar para amigos e familiares que se é feliz, de que se faz sexo, de que é amado e amada, faz parte de nossos desejos, e sabemos que isto é necessário, e é possível. E, quando não se tem, bem! Ai, se mente. Finge. Oculta. Mascara. Faz uma bela faixada. 

Eu não!

Prefiro assumir que não casei por amor, nem para ser feliz, nem por sexo. Para quem nada espera, o pouco é grande coisa, imagina encontrar então um tesouro?

Antes de querer desdizer-me analise, se de fato você é contrário a isto, e se os fatos não irão te desmentir. As pessoas mentem sobre amor, felicidade e sexo, na vã ideia de que isto fará bem a quem ouve, e que também, é uma prova inquestionável do sucesso emocional. Afinal, todos somos cobrados pelo que conquistamos, pelo que sabemos fazer, pelo que temos, e sobretudo, se temos alguém para amar, ser amado, oferecer e ter sexo, ser feliz e fazer feliz. Logo, se pressupõe que, quem é casado, quem está num relacionamento a tanto tempo, tem sucesso emocional, sexual e felicidade máxima.

As mulhers que choraram esta semana

19 jun

Esta semana que findou ontem encontrei três mulheres que choravam. O choro feminino por ter várias fontes. Invariavelmente muitas choram por sua desdita “situação amorosa”, o que para mim é uma grande antítese. Eu penso que o amor que sentimos por outra pessoa dói. E dói mais quando o objeto do amor age, reage e insiste em agir contrário a quantidade de amor que se envia a ele.  Pois bem, vamos a relação das mulheres que choravam e por quais motivos.

A primeira que chorava estava numa clinica médica. Estava lá oficialmente pode que havia quebrado o antebraço numa escorregadela doméstica. Oficiosamente, confessou-me que foi por ter batido de frente com seu companheiro, e na luta corpo-a-corpo ela levou a pior.

Sei que entre nós humanos, em todos os aspectos possíveis a serem analisados, NÃO EXISTE esta tal de IGUALDADE. Não somos iguais. E por isto, me incomoda a maneira violenta como nossa espécie quer sempre resolver as crises. E, invariavelmente, a violência é usada em casos extremos, ou não. Eu sei, e já usei de certa violência extrema, em pelo menos duas vezes. Não no meio conjugal, que penso, não deveria haver violência e sim sempre os embates diplomáticos, políticos, debates e resoluções de questões baseado na dialética, oratória, apologética (se é possível o uso do termo). Mas, nunca a violência entre os pares que se uniram prometendo se amarem, prometeram estarem juntos em situações adversas quaisquer que fossem.

Esta chorava por ter tentado bater no marido. E quis bater por que soube que ele estava com uma certa quenga pras bandas de um lugar de banho e encontros. Por conta da ação dele, ela, para se vingar, ajuntou com duas outras colegas e foram se insinuar para alguns homens em certo lugar, que sabe, geraria comentários e desaprovação do esposo. Realmente, o que falta a muitos de nós humanos, é um pouco de inteligência emocional. Afinal, qualquer tipo de violência, gera mais violência. Onde é que estas vinganças levam? A violência e destratos. Não prego esta subserviência feminina, nem masculina. Todos temos direitos iguais. Mas, se há este comportamento fora do prometito, é o suficiente para se, ou exigir mudanças, ou partir para outra. Simples assim!

Pois bem, a segunda mulher que chorava não quis comentar comigo do que se tratava. Mas, deixou claro se tratar de problemas com o trabalho. Os atritos entre humanos as vezes é inevitável. Somos diversos, heterógenos, e nalguns pontos, devemos obedecer as palavras do apóstolo: “Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha queixa contra outrem.” (Colossenses 3.13). No ambiente de trabalho, é o ambiente perfeito para se aprender algumas lições. Uma delas, é que muitas vezes nós reclamamos de nossos pais, de nossos irmãos, mas, suportamos alguns gerentes, alguns chefes de setores, alguns colegas de trabalho muito mais pacientemente do que suportamos nossos familiares.

E, sim, aqui, por onde tenho andado, a vida de muitas pessoas, tanto faz se homem, se mulher, é muito ruim quando o assunto é o relacionamento funcionário X gerente, chefe ou patrão. Ambiente hostil, caótico, humilhante, desagradável, destruidor de qualquer doutrina e modo de vida zen.

Adiante!

A última que estava chorando … bem” … fui em parte culpado.

Se tem um estado em que admiro uma mulher, é quando ela está grávida. Eu paro e olho uma mulher grávida com prazer, satisfação e esperança. E se é tal mulher, é amiga… ai é quase tietagem. Mimo. Conversas. Perguntas diversas: tá fazendo o pré-natal? Como tá o bebê? Já tem um nome? Tá se alimentando bem? O pai tá animado? Tá recebendo atenção do papai da criança? O seu companheiro tá te ajudando? Já fez o enxoval, tá faltando algo? … etc.

Bem! Aconteceu que fui atender uma empresa e falei com as colegas todas. E a grávida não estava no alcance dos meus olhos. Não vi a criaturinha sentada lá no lugar de sempre. E, quando finalmente cheguei lá, ela estava chorando. Ai me preocupei. Fui lá perguntar o que havia acontecido.

- Eu pensei que você não vinha conversar comigo! Eu estava aqui pensando o que foi que eu fiz para você me esquecer, se toda vez que você vem aqui, você pergunta pelo meu bebê, como tá a barriga, se eu estou calma… – desandou a lamentar e lastimar sobre o ocorrido.

Soluçou! Limpou as lágrimas. E me sorriu!

Onde é que eu iria pensar e calcular o tamanho desta carência. Esta deficiência afetiva. Como poderia imaginar que um comportamento, uma atitude tão simples em perguntar pela gravidez dela, fizesse tanta falta. Mas tem explicação? Sim, claro que tem. Afinal quantas mulheres passam pelos 9 meses de gestação sem atenção, sem carinho, sem receber amor, afeto, abraços, beijos seja do companheiro ou familiares.

No final, tudo foi resolvido. Voltei lá na sexta-feira, e antes de fazer o serviço, fui lá na sala e fiz as perguntas de sempre, beijei-lhe carinhosamente a cabeça, elogiei a barriga, perguntei pela data prevista para o parto.

- Ah! vai demorar ainda! Será ainda em setembro. Obrigada!

Meus Deus, como são as mulheres! Tanta simplicidade e tanta complexidade ao mesmo tempo, num único ser!

Como é que nascem os sentimentos?

12 mai

Você já pensou nisto? Eu já. E, digo que eu não sei como é que nascem os sentimentos. Sejam eles bons ou sejam eles maus. Seja ele, um sentimentos positivo em relação a uma pessoa seja algo negativo sobre outras pessoas. Você sabe porque gosta de umas pessoas e tem antipatias por outras, sem que nem as de um grupo nem as do outro tenham feito nada a você?

sentimentos

No conceito popular até existem expressões, que ainda que nada expliquem, servem assim mesmo para justificar, expressar a falta de explicação, e normalmente, apela-se para o argumento sobrenatural, e no mínimo, uma relação quimica, uma relação de pele, tais como:

  • Nossos santos se bateram;
  • Meu santo não combinou com o santo dele(a);
  • Nossos sangues não combinaram;
  • Isto é coisa de vidas passadas;
  • Isto é carma;
  • Eu devo ter cuspido na cruz;
  • Quanto mais rezo, mais assombração aparerce…

Seja qual for a expressão usada, a ideia, a intenção é a mesma: a falta de meios, a falta de palavras, a falta de compreensão, falta de entendimento para explicar como é que, ou como foi que você passou a amar, odiar, recear, desconfiar, gostar, ignorar, …etc. UMA PESSOA QUALQUER.

Certo dia uma, tive este dialogo com uma amiga, que antes não era amiga.

- Adão! Quando eu abria a porta de minha casa e era você  ( silêncio) … eu rezava! Por que eu não suportava você! Maaaaas! Meu marido precisava de seus serviços.

- Mas galega o que é que eu fiz para você me detestar?

- Ah! Sei lá! Eu olhava para você e não gostava de você!

- E quando foi que você passou a gostar de mim galega? – Quis eu saber!

- Interessante! Minha resistência a você, começou a cair no dia que você fez algo que eu muito detesto, mas, como fez também algo que me ajudou, o que eu detestava foi esquecido.

- Sim! E o que foi mesmo que eu fiz?

- Ah! Você deu uma opinião sobre meu trabalho de faculdade e me alumiou as ideias. Ai, eu vi que o que eu sentia por você não tinha justificativa. Afinal, você nunca tinha feito nada para que eu detestasse tanto você. Mas, você fez algo que me fez gostar de você.

Com isto, é fácil entender, e compreender que o gostar, o amar, o detestar é, as vezes inexplicável. Assim como as pessoas que amamos não necessita fazerem nada para serem amadas, como as pessoas que não gostamos tenha feito algo para despertar em nós sentimentos de aversão.

Eu costumo dizer, e algumas pessoas não entendem a seguinte frase:

- Você não merece, mas, eu te amo!

No inicio se espanta com a declaração. No entretanto, é só pensar por um momento e se percebe que de fato, não é necessário fazer nada para se gostar de alguém, nem é necessário algo para se ter antipatia por alguém. O outro lado é curioso! As vezes, um só ato, um só momento, uma só ação, é suficiente para que um sentimento morra e dali nasça outro sentimento diferente.

Assim como não temos explicação para os sentimentos de antipatias, aversão que sentimos por outras pessoas, sem que se tenha feito nada a nós, também, não temos explicações por que motivos gostamos das pessoas que gostamos.

Não sei quantas pessoas, a minha semelhança se preocupa com os sentimentos que intencionalmente, propositalmente ou involuntariamente provocamos nas pessoas. Eu me preocupo. Minha preocupação é voltada para o lado da decepção, o lado da incapacidade de manter, o lado de não provocar repulsa, evitar ferir, e não fazer com as pessoas que sentem algo bom para comigo deixe de sentir.

Não é fácil! Nem todas as pessoas que gostam de nós, falam que gostam. Quando falam, traz a nós a responsabilidade de corresponder beneficamente,  a este sentimento. As pessoas que não nos suportam, temos que seguir as orientações sábias de Jesus:

- Amar nossos inimigos;

- Orar por quem nos perseguem.

“Grande poderes trazem grandes responsabilidades”, e também, somos responsáveis por todos que cativamos. Todos sentimento nasce em alguém. E este alguém é responsável por seus sentimentos. O objeto do amor, o objeto da antipatia nem sempre participa. Mas, tal objeto, agindo contrariamente a nossos sentimentos, podem matar o sentimento existente em nós, seja ele amor ou antipatia. Talvez, as decepções matem amores e talvez as bondades matem antipatias.

Os sentimentos que você nutre pelas pessoas, sejam ele de amor, paixão, gostar, simpatia, amizade, camaradagem não tem necessariamente uma explicação lógica, bem como os demais sentimentos…. Os sentimentos não necessita de uma explicação lógica. Nós gostamos de pessoas que nunca fez nada para serem gostadas, e temos antipatias por pessoas que também, NUNCA fizeram nada para serem antipatizadas.

Como você explica os sentimentos que você sente pelas pessoas?

Os pobres e os ricos que perdem tudo.

27 jan

Constrange a mim a diferença com as pessoas são tratadas em tragédias semelhantes. Não é de hoje que questiono a maneira como se noticia, como se dão apoio diferentes ás pessoas que estão em situações semelhantes.

Em situação de doenças.

O ex-vice-presidente José Alencar é um exemplo de pessoa que luta pela vida, pela sobre vida. No entanto, a doença em José de Alencar, não desperta a empatia como em outras pessoas, como se nele, a doença não tivesse o mesmo poder de destruição quanto nas demais pessoas.

E porque a diferença de sentimento?

A dedução lógica é que, por ser ele de uma casta do poder, ter condição financeira de pagar os melhores tratamentos, as melhores equipe médicas.

Existem outros exemplos, mas, ao que vejo, nós outros nos sentimos menos propensos a sentir pena, compaixão, envolvimento, e poder de medir a extensão devastadora de certas doenças em algumas pessoas, é como se as dores da doença nele, doa menos nele, e doí mais em nós. Não é verdade!

Brota o sentimento de que, por ser José Alencar, político, empresário, rico, ter apoio médico, ter acesso a novos tratamentos, ser ele também menos necessitado de afeto, de cuidados, atenção e outros cuidados especiais. É como se existisse alguma lei, que por ter certas condições financeiras, como se, a quantidade de bens adquiridos sejam capazes de minimizar dor, sofrimento e dispensa sentimentos como amor, altruísmo, compaixão, entre outros.

Fenômenos Naturais.

Em dezembro de 2010, comentei nalguns blogs sobre as tragédias humanas que se abateriam no Rio em 2011. Não era nenhuma profecia negra, apenas, comentei que nos últimos anos, as tragédias vinham se repetindo, e que era esperado tal caso.

No entanto, percebo que, há sentimento diferente entre os pobres que perderam tudo, e também os ricos que também perderam tudo.

As reportagens, as entrevistas, a maneira como tratam as pessoas pobres, e as pessoas ricas e as de classe intermediarias atingidas pelas mesmas águas, mesmos deslizamentos, e também pelas mesma condições de soterramento, enchentes,

Houve reportagens que quiseram igualar a todos com frases do tipo: pobre e ricos na mesma situação. E, quando se sabe que alguém com um poder aquisitivo melhorzinho, com salário e posição social acima da média nacional, parece não despertar o mesmo tipo de sentimento.

Eu, que sinto todas as dores do mundo, sinto de igual forma as dores de todos. Os que perderam todos os parentes, estão de fato, num grau de dor acima dos que perderam a base da nossa trindade materialista: móveis, imóveis e automóveis.

Pois é gente, amigos nossos, blogueiros, blogueiras, jornalistas etc e tal, estão em situação semelhante em vários graus.  Minha querida amiga Carmem Neves, na última enchente foi atingida. Perdeu tudo. E, sinto tanto por ela ter sido atingida. (Perceberam como é que é diferente?)

Mas, como sempre digo, daqui, não sairemos sem passar por caminhos diversos.

carmem-neves

Força a todas as famílias atingidas de forma semelhante! A você Carmem o carinho de sempre!

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