Corpo, Alma e Espírito

Julho 20, 2009

Dia do amigo!

Hoje, 20 de julho, todos os meios de comunicação em massa vão dedicar pelo menos uma linha para este dia.  A nossa caixa de e-mail vai ficar lotada de correio eletrônico, inclusive daqueles amigos que faz algum tempo não entra em contato. Os blogs, já vi alguns, já tem mensagens dedicada ao tema.

Eu vou apenas deixar este versiculo biblico:

Algumas amizades não duram nada, mas um verdadeiro amigo é mais chegado que um irmão.

Proverbios 18:24

Muito agradecido sou por existir estes amigos e estas amigas em nossa rota, onde colidimos, nos agarrmos e estamos juntos de muitas formas, meios e maneiras.

O que nos une é a fé, o amor, a esperança, a amizade, a fidelidade, a utilidade, e tudo que existe de bom numa amizade.

Continuamos escrevendo todos os dias no blog

Dezembro 22, 2008

Aprovação e Reprovação.

Quando menino, ouvindo minhas duas irmãs maiores falando de escola, passei a ter um objetivo estudantil: Eu queria no futuro, quando estivesse no colégio onde elas estudavam, ter o professor Moacir como meu professor.

Elas elogiavam tanto o professor, que eu fiquei desejando ter idade suficiente para estudar com tal professor. Porém, quando, na sexta-série, tive finalmente o primeiro contato com o professor, foi o pior ano na matéria que tive entre a quinta série e a oitava série.

Depois, a segunda oportunidade, foi no segundo ano do curso técnico de contabilidade, que na época era uma formação profissionalizante.

Nas duas vezes em tive a oportunidade de estudar com o professor ideal, maximizador, idolatrado por minhas irmãs, e por cerca de 90% dos estudantes das escola, eu tive um dos piores aproveitamentos de minha vida estudantil.

Minha vida é quase sempre assim. Hoje, neste texto, reservo-me o direito de chorar minha mágoas do ano. Este foi um dos piores anos desde que casamos.

Não foi um ano fácil. Não foi um período fabuloso. Não foi de todos ruim, mas, o pouco desgostos que tive, foi o suficiente para estragar outros periodos gostosos e legais do período. Quando passamos por dificuldades, esquecemos rapidamente das sensações e alegrias. O sentimento que temos é que os minutos de períodos ruins são mais duraveis do que aqueles minutos bons, e agradáveis.

Este foi um ano daqueles. Foi um ano que tudo que produzimos não foi suficiente para alcançarmos a APROVAÇÃO no final do ano letivo. A APROVAÇÃO veio. Estamos contentes, porém, não esquecemos do sofrimento da recuperação, e da angústiante idéia da REPROVAÇÃO no ano letivo.

Este foi um ano em que esperavamos mudanças, mas, elas não chegaram, e as mudanças que chegaram, não foram aquelas que almejavamos, nem planejamos. Todas aquelas mudanças, aquelas guinadas planejadas e almejadas ficaram na gôndola para podermos utilizar e adquirir no próximo período.

Fomos todos aprovados. Eu, Kátia, Kaio e Pedro.

As amigas me ajudaram a ser aprovados. Me deram colas nos momentos em que eu não sabia a resposta correta, ou estava indeciso numa ou noutra questão. Os amigos me fortaleceram nos momentos de fraqueza. Estiveram ao meu lado, nos momentos em que chorei e pensei que não conseguiria nota suficiente para ser aprovado. 

Este ano letivo foi reprovado, apesar de no inicio ter sido tão bem iniciado. A primeira unidade este ano 2008 foi um espetáculo. Mas, nas duas últimas unidades, todos as coisas contribuiram para a reprovação do período.

Fomos aprovados, apesar de reprovamos o período. “Não existe bem que nunca se acabe, nem mal que dure para sempre”

Setembro 30, 2008

Desespero injustificado!

Arquivado em: Alma, Alma Humana, Espirito, Lembranças, Pessoal, Relacionamentos, Vidas, homens — by adaobraga @ 3:27 pm
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O desespero tomou conta do meu ser.

Corri. Tentei fugir

Atravessei a planicie com o capim-colonião serrilhando a pele abaixo da verilha.

A dor atingia seu nível máximo.

Cheguei na extremidade da montanha.

Olhei o rochedo abaixo.

Olhei para trás.

Pensamentos me surgiram.

Vozes aconselhavam.

Vozes zombavam.

Resistir.

Não pulei.

Enfrentei a dor.

Sentei.

Respirei.

Cocei as pernas ensanguentadas.

Peguei um gravatá, entornei a água fria sobre as feridas

Tirei a camisa hering branca e enxuguei as feridas.

Esperei os amigos.

Subi mais alto.

Olhei o chão das alturas.

Desci.

Vivo como se nunca houvesse pensado, o que pensei, naquela tarde!

“Deve-se ter muita coragem ao lançar-se no desconhecido da morte, a enfrentar as incertezas e dúvidas da vida!”

Novembro 14, 2007

Eu e Ana Lídia

Arquivado em: Alma Humana, Lembranças, Relacionamentos — by adaobraga @ 12:34 am
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No último ano que estudei no Polivalente, lá no Bairro da Vila Nova, tive vários contra-tempos, momentos tristes e também inesquecíveis. O colégio era longe de minha casa, pois, meu pai, resolveu separar-me de uns amigos lá do bairro.

Neste último ano, sofri com a Vanessa; quem não leu, aproveite e clique no link: Crédulos e Enganados, e também, fiquei de recuperação em Inglês, Matemática e Educação Artistica. Minha mácula no colegial.

Estudei no Polivalente da quinta série até a oitava série. Fiz boas e duradouras amizades. Na oitava série, depois da Vanessa, sofri um outro golpe. Esse, tão sujo quanto os enganos da Vanessa.

Ana Lídia, era uma fofura de colega. Branquinha. Magrinha. Cabelo escorrido. Alegre. Risonha. E, diziam lá, que a Ana Lidia, era também muito burrinha.

Havia até uma história, de que certo dia, ela foi ao banco pagar a mensalidade do colégio; naquela época, os pais que podiam contribuir com as despesas do colégio, declaravam quanto podiam, e então pagava no banco.

Naquele dia, ela foi pagar a mensalidade dela, e também, do irmão. E diziam, que ela pegou a fila, pagou a mensalidade dela; voltou para o fim da fila, para pagar a mensalidade do irmão.

E, isso não foi o ápice. Diziam que tudo tomou os contornos de asnices, quando a mulher do caixa, perguntou-lhe:

- Porque você não pagou as duas juntas?

- Porque a primeira mensalidade era a minha, e essa é a mensalidade do meu irmão; é pra não misturar e o colégio saber, que eu paguei minha e que paguei a de meu irmão.

Outros contavam a história e dizia que ela agiu assim, pro pessoal, não pensar ela estava cortando fila pra pagar a mensalidade do irmão.

Eu e Ana tinhamos uma boa amizade. Ela a aluna bonita, eu o feinho! Eu nem dava cola pra ela. Ela não exigia nada de mim. E eu não cobrava nada dela.

Eramos também de classe social diferentes. Enquanto o pai dela pagava os maiores valores, para meu pai, o pagamento era facultativo. No tempo de frio, ela sempre tinha um belo cachecol, um bonito moleton, que na época era um luxo ter.

Nós sentavamos na quadra para assistir aos jogos. Conversavamos no recreio. Saiamos juntos pra todos os lugares no colégio. Porém, certo dia, “um outro amigo”, que morava lá no Morro do Zaru, o Celestino, que era popularmente chamado de Celestian, saiu espalhando no colégio que eu estava apaixonado por ela.

Ela nunca me deu a chance de explicar. Nunca mais falou comigo. Passou a evitar-me. Saia de onde estava, quando eu chegava, e não se aproximava dos lugares onde eu estava. Vivia olhando pra mim com aquele olhar de cachorro que fez coisa errada, mas, que não sabe falar, nem explicar o que fez.

Nunca soube o motivo que levou o Celestino a espalhar tal conversa. Ele apenas dizia que sabia que eu era apaixonado por ela, porque eu falava muito nela, que eu me preocupava com as notas dela, e defendia-a quando chamava-a de burra, e que tentou ajudar-nos a assumir nossos sentimentos e namorarmos.

Mais tarde, uma amiga, que tentei ser namorado me disse:

- Certas intimidades acabam qualquer amizade!

Não desejo um amigo como o Celestino para nenhum de vocês, apesar de saber, que todos podem ter um.


Setembro 27, 2007

Eu, ela e as amigas dela.

Arquivado em: Relacionamentos, Vidas — by adaobraga @ 3:59 am
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Eu desci a rua Lambari, acompanhada dela. Minha mãe e minhas irmãs que vinham do Salão do Reino das Testemunhas de Jeová,  juntou-se a nós. Continuamos nossa andada até chegar a altura da casa dela na Rua Lagoa Santa.

Ela me chamou para conversar. Sentei-me e fiquei esperando-a na sala. Ela entrou para a cozinha e trouxe-me um copo de suco. Porém, quando voltou, ficou tímida.

Pouco depois, enquanto eu fingia não ter percebido nada e ansioso para ir embora, sem que ela tivesse coragem de dizer o que prentendia ela me disse:

- Adão, estou muito a fim de você, e gostaria de namorar com você.

Havia dois anos e meio que eu não namorava. Foi um período de ajustes de personalidade. Eu, havia tomados algumas decisões importantes e que norteariam minha vida ao longo de uma década e meia.

E, neste período, eu havia proposto, não ter uma namorada, mas como dizer não a uma mulher bonita, insistente e corajosa como esta?  Seria eu indelicado ou poderia dar uma chance a tanto sentimento, e tentar fazer brotar algum afeto ? Optei por este último.

Errei!

Quando a turma soube que eu estava namorando-a, riram. Não que fossemos uma piada, mas, riram, porque sabiam aonde eu estava entrando.

Foi algo mágico aquele namoro. Naquela semana, garotas que outrora nunca dirigiam a palavra a mim, quando passavam por mim, abraçavam-me e eram carinhosas. Teciam comentários, e eram agradabilissimas comigo.

Situação totalmente diferente antes do namoro. Mas, isto era explicado porque eram todas amigas dela. Primas, colegas de escola e da igreja. Quando aceitei o namoro, fui aceito por todas, mas, não havia mérito nenhum em mim, apenas no título: “Adão é o namorado de fulana.”

Garotas de diferentes bairros e que eu nem sabia que sabia o meu nome, passaram a conversar comigo:

- Olá Adão tudo bem? Como tá você e fulana? Tão felizes hein??

Eramos a novidade. Todas comentavam a situação, em especial, por ela ter vindo me pedir em namoro.

Mas, isto durou pouco. Uns 12 dias. Não quis alimentar os sentimentos dela, sem poder corresponder-lhe tanto carinho e afeto, e na mesma sala, onde ela pediu para começar eu pedi para terminar.

Ela ficou triste, e apenas concordou dizendo: “Tá bom! você tentou, mas se não me quer! fazer o que? Thau!” É muito triste terminar um namoro, em especial, um assim onde a outra parte deposita muitas esperanças.

A questão foi passar a semana. Todas aquelas garotas que eram-me amigas, intimas as vezes, atenciosas e animadas, que me procuravam pra pedir favores, pedir informações… se transformaram todas em ex-namoradas.

Neste momento, foi que “Barranco” – Apelido e um amigo - me disse:

- Adão, aqui funciona assim: se você namora com uma, todas te aceitam, e é como se você estivesse namorando com todas, quando o namoro termina, todas ficam com raiva de você. Se foi você quem terminou, declaram-te inimigos. Se foi ela todas vão rir de você, e todas agirão como se cada uma tivesse te dado o fora.

E, não é muito diferente nos dias de hoje, ou seja, não mudou muito não!!! As vezes, quando passo por uma casa, onde há muitas conhecidas de minha esposa, sou tratado assim, e também ouço, as mulheres em festas e em rodinhas detonando aqueles outros ex-maridos, ex-namorados, “maridos ruins”, entre outros.

Assim, saibam que quando namoramos, noivamos e casamos com uma, só o somos por completo, se todas do grupo o aceitar.

Se apenas uma, for “du contra” e você tomar uma atitude contrária ao gosto delas, certamente, essa oposicionista, fará movimento contra você, e logo-logo estarás queimado no meio.

Ela e as amigas delas, foi isto que escrevi, não foi “elas e as amigdalas dela!”, cuidados com as amigas dela!! Zele delas e tenha respeito e afeto por todas.


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