Corpo, Alma e Espírito

Dezembro 8, 2008

“Amigos”

Na abundância, os amigos te conhece. Na adversidade, você conhece os amigos!

Junho 30, 2008

como perder minha amizade e lealdade!

Arquivado em: Alma Humana, Pessoal, Relacionamentos, Vidas — by adaobraga @ 7:54 am
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Semana passada em uma sanha, explicável e justificável, resolvi ir embora de Irece. Ajuntei meus panos de bunda e mesmo sem nenhum planejamento estratégico, resolvi aceitar a proposta de um antigo amigo á acompanhá-lo em sua jornada política. Ele me convidou num momento crítico. Em protesto e vingança a situação que pelo momento vivia, resolvi partir, e planejei ficar por lá uns tres meses, e posteriormente, mudaria para a remota região do Pernambuco.

Deixei para trás esposa e filhos em desconsolado choro. Sair mesmo com o rumo, e com todos os pertences que tinha quando casamos: Uma sacola de roupas, porém, sem cuecas e sem meias.

Permaneci até então isolado, e sem contato direto. No sábado á noite, bati um breve papo com Pri, a galega capixaba e só. O desespero foi grande por aqui. Choro e ranger de dentes. A minha situação não é uma valhala (paraiso dos guerreiros escandinavos mortos em combate), mas também não chega a ser comparado ao tártaro (lugar mais profundo do inferno).

A esposa ficou chorosa por que ela ama a terra onde nasceu. Os filhos choraram porque nunca passamos tanto tempo separados, e ademais, eles não sabiam para que lugar eu estava indo. Apenas sabiam que eu estava indo, e também não sabiam os motivos da ida. Foi um alvoroço só.

Apenas uma pessoa soube deduzir aonde me encontrar. E foi em minha direção. Dois dias depois, ele me localizou e me entregou o celular que Kátia enviara.

Os planos:

Fui convidado para coordenar a campanha política de um amigo no Pernambuco. E sem avisar ninguém, aceitei o convite e despedi de todos, dizendo que estava indo, e se, tudo ocorresse bem voltava para irmos todos, porém, não os avisei para que lugar estava indo. Foi mesmo de próposito.

Porque o propósito?

Um meio de protestar a situação que vivo. Uma situação chata, causada, provocada por terceiros, porém, que caiu sobre meus ombros e tenho que resolver. Resolver problemas meus já é chato, imagina a consternação que é resolver problemas causados a voce por outras pessoas, inda mais, por pessoas que dizem: Eu te amo! Estas situações, parecem ser mais doloridas e desalentadoras do que muitas outras juntas.

O que deu errado?

  • Uma pessoa que seja complicado de conviver: Sou eu.
  • Uma pessoa que seja facil convivio: Sou eu.
  • Uma pessoa que abandona o que atrapalha o convivio: Sou eu.

Posto acima, mesmo que contraditório, e tendo a viagem sido realizada, cheguei na região próxima de Recife para os trabalhos.

Nos primeiros dias, tinha como meta conhecer a cidade, seus órgãos, localizações diversas, mapeamento, e algumas reuniões com o presidente do partido, o secretário, e o candidato majoritário.

Participei da convenção partidária.

Estava lá pelo amigo, e pelo contrato proposto. Minhas tarefas seriam de coordenação politica, organização, agendamento, acompanhamento e apontar o melhor caminho para o amigo candidato.

Porém, na segunda-feira, quando tudo parecia bem encaminhado, reuniões marcadas, agendamentos feitos, compromissos marcados, me aparece o amigo-politico, e me diz:

- Dão, quero conversar com voce!

- Tá conversando!

- È desagradável, mas, é uma recomendação, e um conselho ao amigo.

- Diga homem, o que é!

- Não quero que voce fique conversando com “minha mulher” do jeito ficou lá na copa conversando com ela. Eu ouvi o que voces conversaram e não gostei! Aquilo que voces conversavam pode fazer com que voces fiquem intimos demais.

- Como é que é?

- Isso mesmo! Voce não pode ficar conversando com minha mulher. Eu já vi muitos romances começarem assim, e não quero perder o amigo por causa disso. Mulher casada, em especial a minha, não pode ficar conversando com homens não!

- O que tem de intimidade no que conversamos.

- Não importa o que, o que importa é que voce é homem, ela é mulher, voces são humanos, e pode nascer entre voces uma intimidade…

Fez mil e uma recomendações a respeito de como eu deveria me comportar diante da presença feminina; como evitar certas situações constrangedoras; que mulher alguma é de confiança; que eu somos humano; que somos fracos; ela é humana; que as coisas podem acontecer quando menos se espera; etc e tal.

Depois dele ter feito a lista de recomendações, disse-lhe:

- Ainda que sua mulher fosse a mais famosa messalina, a mais vagabunda de todas as esposas, além do desrepeito que voce acaba de cometer a ela, voce está me desconsiderando como amigo.

“Amigo que é amigo, por amor ao amigo”, não olha para a esposa do amigo, ainda que seja a mais bonita e mais gostosona de todas.

E então determinei:

- Amanhã partirei!

- Dão! Que isso! Não é necessário esta atitude!

- Não admito qualquer julgamento desta natureza á minha honra, moral e lealdade. Voce me desmoraliza e fere minha honra; quando julga que eu e sua esposa possamos desenvolver um romance, só porque conversamos por poucos minutos; voce me coloca numa posição de galanteador, e coloca-a, como mulher insinuante, e nós não comportamos assim, em momento algum.

Na manhã seguinte partir para Campina Grande. Fui para Feira de Santana. Voltei para casa. Deixei de estudar para o concurso da CEF. Sepultei a amizade com este ex-amigo. Tinha enorme consideração a ele. Muitas histórias do passado agora só terão valor saudosista e romãntica.

Não admito tal julgamento infundado a minha pessoal. Casei-me aos 26, até então, apesar ter tido alguns namoradas, foi com esta que tive relações sexuais a primeira vez, e desde então, nunca tive um relacionamento extra-conjugal, nem beijo na boca, nem romance, exceto um flerte virtual com uma certa “barriga verde”, mas, tudo dentro do permitido e acompanhamento de minha parceira, sem segredos.

Foi isto! Para quem ficou preocupada, depois explico a minha outra situação, que é mais pessoal, porém, em diversos momentos, já dissolvir em textos aqui neste Blog.

Janeiro 10, 2008

Parâmetros da vida!

Arquivado em: Aleatórios — by adaobraga @ 12:14 am
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Estamos todos em missão. E digamos, missão dificilima de sermos livres, sermos felizes. Temos que ser livres, e por isso, somos também forçados a darmos certos.

Quando alguma das nossas tarefas, de nossas lidas, de nossos afazeres não cumpre o seu propósito, somos levados a pensar e agir com depressão, com irônia, com desprezo, e até mesmo nos invalidando.

Desde que disseram que viviamos numa sociedade democrática, e que todos somos livres, esqueceram-se de nós. Ninguém quer saber se você tem comida, se você tem roupas, dinheiro para quitar a água, a luz, o telefone. Ficam apenas ditando regras para  vivermos assim, desse jeito, fazendo isto e não aquilo, falando, andando, agindo de tal maneira, que inevitavelmente, seremos felizes, seremos pessoas amadas e amantes, ainda que você não seje, e não conheça ninguém nesta situação. Isso é uma utopia.

Desde quando ser “Livre” é tão importante quanto ter onde morar? Desde quando, ser livre, para ir e vir, é mais importante do que ter o que comer? Desde quando, ser livre, é melhor do que ter o necessário, para não se preocupar com o dia de amanhã? Eu preferiria ser um escravo, com todas as necessidades supridas do que ser um homem livre, como hoje, e não ter nada, ou ter a obrigação de providenciar tudo.

Como homem livre, tenho grandes responsabilidades que não gostaria de ter, se me fosse perguntado antes. Essa tarefa de preservar os bons costumes, criar valores, educar filhos para a democracia, criar cidadãos honestos, integros, morais, não é uma tarefa fácil.

Estes valores, e este papel de criar valores, dirigir a vida para que os outros possam olhar pela janela e inspirar em meus exemplos, e modo de vida, fazer o mesmo, ou simplesmente, morrer de inveja, não é o mehor modo de se aproveitar esta breve existência.

Somos “obrigados a viver” uma realidade, uma vida fantasiosa, dramatica, quando na verdade queremos apenas ter uma vida sem grandes saltos, sem planos mirabolantes, sem grandes surpresas, nos vestindo, comendo, bebendo, e ter um ou dois dias para não fazer nada.

Quando é que descobrirão, que não existe a mulher perfeita? Quando saberão que o homem dos seus sonhos, está dentro dos seus sonhos? E que a felicidade, por começar com FÉ, depende mais de você do que de nós outros?


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