Ao longo da vida conjugal os casais vão, ou, ao menos deveriam ir conhecendo mais e melhor o seu consorte. Porém, nem sempre isto é verdade, e talvez, isto não é, e não seja uma verdade ampla, longa, comprida, extensa, real e integra. Credita sempre às mulheres uma maior entrega e também uma maior conhecimento dos parceiros do que o contrário. Mas, não é uma regra. Existe o contrário também.
Algumas vezes tenho que alertar minha esposa de que certas atitudes, antes de serem interpretadas como algo propositalmente realizada com o propósito único de a incomodar, de ferir, de provocar, pode ter sido feita exclusivamente por outro motivo simples: o meu gosto.
Já conversamos sobre várias situações e casos em que o parceiro faz algo, e não se faz aquilo para provocar o outro, mas, se faz pelo fato simples de se gostar. E também há a possibilidade de ser por ambos os motivos. Numa destas conversas eu citei o seguinte exemplo:
- Você mesma, quando compra algo fora do orçamento, você faz consciente de que está saindo dos limites. Mesmo assim você o faz. E você pensa: Eu sei que Adão poderá ficar chateado! Vai lá e compra!.
Você comprou por que o objeto te agradou e não para me provocar e perturbar. Ou seja, o item ter agradado a você produz um estimulo maior e grande o suficiente para você suportar algum tempo comigo chateado. Mas, você não comprou para me fazer ficar chateado! Isto não quer dizer que não se faça também com outros propósito. E se, é este o caso, é necessário fazer uma desconstrução deste tipo de comportamento, pois, mais prejudica do que ajuda.
Nos relacionamentos não existe uma regra de satisfação eterna. Cada um tem o que o torna mais satisfeito(a), contente, alegre e feliz. Cada um deve aprender a diferenciar ou identificar o que é que foi feito com o intuito e com prazer pessoal e não com a intenção de provocar os sentimentos contrários no outro. No entanto, isto não é fácil.
Certo dia numa discussão encerrei a mesma com a seguinte frase:
- Certamente eu e você estamos casados com o único propósito de descobrir o que é que provoca ódio e rancor no outro. E então, passar a fazer isto todos os dias. Nós estamos casado para perturbar um ao outro. E eu fiz isto ai, porque eu sabia que você iria morrer de raiva quando eu terminasse!
Ela me olhou! E a discussão acabou!
Com o tempo vamos aprendendo a lidar com as pessoas. Vamos memorizando e criando em nós uma lista de ações, palavras, comportamentos, atitudes, e vários outras ações comportamentais, não por nós, nem para nós, mas para nossos parceiros, nossas parceiras, e isto faz muita diferença no dia-a-dia. Isto nos leva a um amadurecimento moral, ético, relacional de tal tamanho, que frases do tipo: viver para si, viver para o outro, viver em harmonia, viver sem egoísmo, viver plenamente, satisfação pessoal, amor próprio, amor, paixão… adquire uma extensão, comprimento, largura, e amplitude sem explicações ou meios de tradução para outras pessoas que pensam e atrelam tais circunstâncias ás palavras pejorativas do tipo: escravidão, prisão, tortura, inferno, isolamento, vida acabada… etc..
Viver assim é possível e cada um de nós temos a capacidade de aprender, experimentar e aproveitar. Não é fácil. Mas, quem foi que disse que seria?

Ontem, depois que cheguei do velório – A mãe de um colega de trabalho faleceu e fui lá – fui ainda atender uma cliente especial. Cheguei em casa, e ainda fui preparar um PC para ser entregue na manhã seguinte.
Corpos e Almas