Corpo, Alma e Espírito

Novembro 10, 2008

Blogagem Coletiva: Adoção um ato de nobreza

Alguns podem achar que a palavra nobreza pode não ser apropriada para esta blogagem coletiva, que participo a convite do Saia Justa, porque NOBREZA, tem como parte de sua definição uma parte ligada à sociedade nobre, ligada à fidalguia. Entretanto, a palavra não tem apenas esta definição. Ela também significa agir ou ter ação notável, ilustre, célebre, majestosa, augusta, generosa, longânima, magnânima. Assim é a adoção.

Eu, Adão Braga, antes de casar e constituir família tinha como meta, mesmo depois de “ter”, melhor, “ganhar” filhos biológicos, adotar quantas crianças fosse possível. Mas, a questão é: porque antes de casar?

Depois de casado, descobrir que meu conjuge nunca demonstrou ter esta alma notável, ilústre, célebre, majestosa, augusta, generosa, longânima, magnânima. Minha opinião encorpou definitiva e permanetemente, quando a ouvi declarar, que “não gostaria em nenhuma hipótese dividir os bens da família com uma criança adotada, que teria os mesmos direitos aos bens que os filhos dela!”

Estas palavras, fez hibernar em mim tal desejo. Mas, ainda espero que ela chegue a maturidade e a conhecer o amor numa face menos egoísta. Minha participação é sobre os sexto e o sétimo item da blogagem:

  • Gostaria de discutir o assunto mesmo que não queira adotar uma criança?
  • E como vê toda essa situação na sociedade em que vivemos?

Em 1997, estava eu numa excurção na região de Irecê, e usei as seguintes palavras numa reunião evangélica:

- Se todos aqueles que se dizem seguidor de Jesus, adotassem uma criança, em poucos anos, não haveria a necessidade de as igrejas terem que sair de casa-em-casa para pregar o evangelho.

Esta minha opinião, é baseada nos conselhos de Ellen White, uma escritora americana. Ela era considerada profetisa no meio Adventista do Sétimo Dia, e os textos abaixo, foram escritos nos últimos anos do século 19 e no inicio do século 20, ou seja, antes de 1900. Isto mesmo! Os conselhos desta senhora, era para que as famílias Adventistas adotassem crianças nestes longinquos anos. Ei-los abaixo:

Abram aqueles que têm o amor de Deus, o coração e o lar a essas crianças. Não é o melhor plano cuidar dos órfãos em grandes instituições. Caso eles não tenham parentes capazes de tomar conta deles, os membros de nossas igrejas devem, ou adotar esses pequenos em sua família, ou encontrar lugar conveniente para eles em outros lares. Testemunhos Seletos – Volume 2 – Pág: 519

Meu esposo e eu, embora chamados para árduo trabalho no ministério, sentimos ser nosso privilégio trazer para dentro de nosso lar crianças que necessitam cuidado, ajudando-as a formar caráter apropriado para o Céu. Não podíamos adotar bebês, pois isto teria monopolizado o nosso tempo e atenção e roubaria ao Senhor o serviço que de nós requer em levar muitos filhos e filhas para Ele. Mas sentimos que a instrução do Senhor em Isaías 58 era para nós, e que Sua bênção nos acompanharia na obediência a Sua Palavra. Todos podem fazer alguma coisa pelos pequeninos necessitados, ajudando a pô-los em lares onde possam ser cuidados. Manuscrito 35, 1896.  Beneficência Social – Pág: 221

Deus tem um povo neste mundo, e há muitos que podem adotar crianças e delas cuidar como os pequeninos de Deus. Carta 68, 1899.  Beneficência Social – Pág: 232

Se tivésseis vossos próprios filhos para pordes em exercício cuidado, afeição e amor, não estaríeis tão encerrados em vós mesmos com os vossos próprios interesses. Se os que não têm filhos e que têm sido por Deus feitos mordomos de recursos, dilatassem o seu coração no cuidado de crianças que necessitam de amor, zelo e afeição, bem como assistência de bens do mundo, seriam mais felizes do que são hoje. Sempre que jovens sem o piedoso cuidado de um pai e o terno amor de uma mãe estiverem expostos à corruptora influência destes últimos dias, é dever de alguém suprir o lugar de pai e mãe para com alguns deles. Aprenda-se a prover-lhes amor, afeição e simpatia. Beneficência Social – Pág: 233

É estranho que não exista entre as diversas comunidades cristãs esta cultura de adoção. Há, certamente, uma tendência e uma maneira social diferente da que hoje vivenciamos, mas, observo nos escritos dela, e comparando com a atual situação que a “conduta humana”, nesta situação, parece-me não ter sofrido mudanças no último século.

Baseado nestes conselhos, já consegui fazer com que duas famílias adotassem crianças. A primeira delas, ouviu a conversa na reunião que citei acima e adotou a criança. Dois anos depois, ela me encontrou, e disse, que havia adotado uma criança porque ouviu o conselho que eu havia dito na reunião. Depois de quatro anos ela engravidou.

Um amigo que há 17 anos casado e a esposa não engravidava, viajou seisentos quilometros para adotar o filho que sempre desejou.

Só para atiçar, saibam todos, que, quem mais adota neste mundo é o próprio Deus. Vou esclarecer. O evangelho diz que Deus só tem “UM FILHO ÚNICO”, leia nas palavras do evangelista João:

“Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna.”

Se Deus, tem filho único, fica entendido que todos nós outros somos filhos adotados. E o apóstolo Paulo confirma ao informar que somos “filhos de adoção por Jesus Cristo, […], segundo o beneplácito de sua vontade” (Efesios 1:5) e ambém declara: “… recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai” – (romanos 8:15).

Depois de tudo, repito o conselho de Jesus:

Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também

Vá lá e adote!

Maio 11, 2008

Lembranças de mães.

Arquivado em: Alma Humana, Lembranças, Reconhecimento, mulheres — by adaobraga @ 9:31 pm
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Neste dia das mães, é inevitável não lembrar de nossa mãe, ainda que ela seja de uma comunidade cristã que abomina estas datas comemorativas. Minha mãe pertence ao grupo religioso Testemunha de Jeová.

Nestes dias que antecederam e hoje, passou por minha cabeça,algumas lembranças que D. Maria Eulália, querendo ou não deixou de forma indelével na minha mente em formação.

Lembro-me de uma vez que ela me levou à feira. Em determinado momento, ela chegou numa banca para comprar alhos, cebolas e outros condimentos. Aproveitei que o dono da banca estava ocupado com o atendimento, e embolsei três cabeças de alho.

Quando saimos, fui todo contente, entregar-lhe o produto de “minha esperteza”. Ela olhou-me e perguntou como foi que eu tinha conseguido.

- Eu peguei quando ele não tava olhando. Não sou esperto?

- É verdade!

Demos umas voltas, e novamente, paramos na mesma banca. Eu corri para o outro lado. Ela ficou me olhando fixamente. Esperou a minha ação. E então, o dono da banca, me surpreendeu. Me segurou pelo braço, me sacudiu, me chamou de ladrãozinho descarado!

Eu olhava para minha mãe esperando socorro, e ela nada fez! Apenas, deixou-me sofrer as consequências de meus atos. Me borrei todo, e soube naquela época que minha mãe não compactuaria comigo em nenhum negócio desonesto. Nem adianta pedir a ela segredo por algo ilicito. Ela é do tipo que ai denunciar o próprio filho se for necessário.

Lembro-me que ao chegar em casa recebi o meu galardão: Uma surra de sinto de couro. Não me lembro, mas, tenho a impressão, que ela e o dono da banca agiram juntos para que eu jamais esquecesse aquele episódio.

Agradeço D. Maria Eulália pela lição ensinada!

Quando sair da casa de meus pais, eu tinha 16 anos. Fui morar e trabalhar numa pequena cidade do extremo sul da Bahia, chamada de Posto da Mata. Lá trabalhei e morei de 1986 até 1989, quando fui para o colégio interno, estudar teologia.

Depois disto, tive várias mães adotivas. E lembro-me e faço ao menos duas ou três linhas a estas mulheres maravilhosas que ajudaram e participaram de minha jornada.

- A mãe do Capoeiruçu.

Quando fui fazer vestibular para teologia, hospedei-me na casa de uma senhora na vila do capoeiruçu. O marido dela era carpinteiro, e ela cuidava de cada estudante como filho.

- Betina:

Betina, é a esposa de Milton. Uma santa mulher que tive a oportunidade de morar na casa dela em 1989 por três meses. Ela era uma mulher sincera, amiga, zelosa. Tinha três filhos biológicos e uma criança que o marido pediu para uma senhora alcoolatra lá do bairro onde moravam em Belo Horizonte. Além é claro de ter me doado um creme que acabou com o meu chulé!

- Dezuita.

Em Jacobina conheci Dezuita e sua família. Lá eu morei por mais de três anos. Tive namorada e apresentei-a como sogra. Sou considerado como filho. E considero-os como família.

- Maria dos Passos

Na pequena e acolhedora Caldeirão Grande, tive a oportunidade de morar na casa de Maria dos Passos, por cerca de um ano. Além de cuidar dos filhos e marido, cuidava de mim, de tal maneira a criar ciúmes e até desentendimento, mas, tudo não passava de intriga de alguns que não aceitaram o tratamento exclusivo deles sendo doado tão altruisticamente a um desconhecido.

- Diolina.

Aqui em Irecê, conheci e fui bem cuidado por Diolina Dourada. Uma senhora admirável. Forte. Digna de exmplo, e uma frase emblemática que o esposo falou sobre ela:

- Adão, o mundo anda tão complicado, que até Diolina, essa pureza de mulher, outro dia, desabafou dizendo que deveria haver algum meio de exterminar essas pessoas maus que comentem certos crimes.

Era mesmo de admirar!

- Linda, a mãe do Lapão

Em 1993, conheci Linda. Não sei quem me tratava melhor como filho, se ela, ou se era a mãe de Linda. Eram duas mãezona para mim. Se preocupavam comigo. E até diziam que eu era o filho homem que eles queriam ter.

Há outras que merecem meus reconhecimentos. Fico com estas por enquanto, com o coração alegre de ter recebido destas criaturas divinas, atenção, dedicação, apoio, carinho e amor de mãe que são!

 


Outubro 17, 2007

Desde quando?

Arquivado em: Relacionamentos — by adaobraga @ 2:17 am
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Esta semana foi intensa. Muito se aconteceu. Muita adrenalina. Mas, tive que lembrar de meu professor Carlos, e uma conversa que tivemos numa sexta-feira qualquer do passado!

- Professor Carlos, eu já não quero mais ficar ouvindo as pessoas reclamarem de suas vidas.
- Olha Adão, se elas te procuram é porque você tem algo que lhes falta.
- O que?
- Alguém que as ouça! Que dê atenção a elas.
- Certo! Tenho 22 anos, e tenho que ficar ouvindo pessoas que deveriam estar me dando conselhos?
- A vida é assim. Nem todos temos a maturidade necessária para resolver nossas questões, as vezes precisamos de outras pessoas nos auxiliando.
- Tá e eu? Quem vai ouvir minhas lamentações?
- É um problema… mas você tem que saber, que esse caminho é muito solitário, e você terá que aprender duas coisas: Você ouvirá as pessoas, e não poderá falar do assunto delas para ninguém…
- Quer dizer que não terei ninguém para me ouvir!
- Não! Não é isso, quando você orar Deus te ouvirá; e quando você meditar Deus falará com você.

Pois então, eu reencontrei uma amiga. E lá veio ela com suas lamentações e problemas. Ouvi-a. Eu gosto dela. Uma pessoa maravilhosa. Lembro que foi uma das pessoas que mais me levou a sério.

Certa vez ela me ouviu dizer, que se todo cristão, adotasse uma criança necessitada, em pouco tempo, não haveria necessidade de as igrejas sairem para pregar o evangelho, para aqueles que cresceriam sem conhecer o evangelho. Ela então acreditou nisso, e adotou uma criança.

Esta amiga queria conselhos quanto ao casamento dela. As reclamações de sempre.

- Ele vai para o bazinho e fica com os amigos

Querida, os homens são assim mesmo. A maioria de nós precisamos nos reunir, e também ficar longe das neuras femininas. Ficar em casa sempre, é torturante.

Você exige que ele fique em casa. Então começa a reclamar que está tudo uma bagunça, que a casa não fica arrumada, que tá tudo fora de lugar, etc. – É! ele bagunça mesmo – Disse ela!

Por outro lado, ele só ficará em casa, até vocês fazerem sexo. Você vai reclamar que ele é interesseiro. Ai você pensa em “dar”, apenas no fim do dia, ai ele sai, e só volta no fim do dia, sem esperança alguma.

- E o que ele vai fazer no bazinho? – Quis saber! – Bem na maioria dos casos, tomar uma cerveja, jogar uma sinuca, bater um dominó e conversar com os amigos e pode crê: mentir sobre a atual situação deles. Muitos, contam as maiores vantagens da esposa. Mas todos sabem que é mentira. Uns dirão que a mulher dele é sensual, gostosona e que todo dia “dá uma”… Pura ilusão, é só uma idealização da fêmea perfeita.

- Adão, você está acabando com o casamento.
- Não! Estou apenas, dizendo como são os casamentos.

As mulheres reclamam dos maridos. Os maridos reclamam das esposas. Porém, quando estão separados, uma grande maioria é só elogio, só falam bem. Só mesmo em relações conflitantes, e há muitos, que a conversa descamba para a baixaria.

- E como eu faço para ele ser companheiro, atencioso, carinhoso?
- Faça sexo com ele todos os dias!
- Quer dizer que é só sexo, sexo, sexo e sexo!
- Só!

Amiga! Os homens, desde que passam pela puberdade, todos os dias, até o fim de sua carreira, eles estão aptos ao sexo. Já as mulheres, em conformidade com a natureza, em sua mairia, só estão prontas ao sexo uma vez no período. Cabe ao marido, aproveitar bem o periodo.

- E, o prazer? Quer dizer que a mulher não precisa do prazer não?
- O orgamos feminino, talvez tenha sido uma descoberta de alguém muito curioso.
- Como assim?
- Alguém desejou saber, se era possível, as mulheres terem o mesmo tipo de prazer que os homens. Então, começaram a investigar, mexer, futucar, acariciar, provocar, até descobrir que o que ocorre no homem, se for repetido numa mulher por algum tempo, elas também podem, ai, assim que divulgaram isto, todas querem, mas antes, se dizia que o maior prazer para uma mulher era ter filhos….

Ela ficou contrariada. Mas, meus conselhos foram breves e curtos. Ela ria muito. Ela é muito romântica e saudosista.

- Adão, eu já vou fazer 40 anos, não tenho mais o vigor que eu tinha quando eu conheci ele não… se for pela cabeça dele, é todo dia, é de manhã, a tarde e a noite… Ele me procura todos os dias…
- Humm! Eu te garanto, que se ele ficar satisfeito, deixará você quieta. Ele te procura todos os dias, porque nós homens somos animais de laboratório.
- Não entendi!
- Tem-se a certeza que vai ter, mas não sabemos quando, então, vamos por tentativas. Tentamos todos os dias.
- Sim, mas porque tenta no outro dia?
- Ai, já começou outro período.

Uma mulher querida, acha graça num jantar a luz de vela. Um homem, é capaz de chegar lá, e pensar: Pôxa! as velas servem pra tudo mesmo. Se pode ver velas em jantares românticos, em velórios, em igrejas, em terreiros de macumba, em homenagem a santos, como em rituais macrabros… as velas servem para tudo mesmo… então é isso!

- Como assim Adão?
- As velas, amiga servem para iluminar um jantar, e serve para um velório… não é magnifico a utilidade de uma vela… e as mulheres o que ela vê num jantar a luz de vela: a beleza da penumbra.

- E o amor no casamento? O que você acha?
- Uma merda! Hoje se acabam muitos casamentos dizendo que não se tem amor. Os homens não casam por amor, casam para ter sexo. As mulheres dão sexo para terem amor… é tudo assim muito contraditório. Mas, há casamentos que não tem sexo, não tem amor, não tem nada que segure… eu nem sei porque se juntaram algum dia, acho que foi só para brigarem.

- Mas, você não ama Kátia, não?
- Amor e sexo não tem nada a ver.
- Mas, você estão sempre juntos?

- Estratégia minha. Se ela, pensar que eu a amo, que sou companheiro, que sou cumplice, que estou sempre com ela, tem mais sexo… então, eu faço tudo isto.
- Adão! Você não vale nada!

- Amiga, eu sou homem, agora, procuro tirar proveito do que conheço e tento me adaptar a situações. Se eu tenho o que quero assim, assim vivo.
- Vocês são o tipo de esposo e esposa amigos?
- Não! No dia que ela for minha amiga, eu vou embora?
- Porque?

- Porque eu não faço sexo com minhas amigas. Esposa tem que ser esposa, mulher e amante. E eu tenho que ser marido, homem, amante e conquistador. Todos os dias, senão não tenho sexo.
- E você tem sexo de quanto em quanto tempo?
- Não tem regra não! Se tiver que ter a semana inteira tem… as vezes passa 8, 10, 15 dias sem nada… mas isso não muda nada não.
- Ôpaí, tá vendo que você é diferente!
- Num sou não… é que quando as coisas acontecem, acontecem, não é obrigação não… é um conquista, um jogo de interesse.

Por fim:

Depois de mais de duas horas de conversa, ela ainda me saiu com esta:
- É, hoje, vai ter festa lá em casa… ele tava de castigo, vou acabar com o castigo dele hoje.
- E ele tava de castigo porque?
- Porque uma amiga me disse que viu ele com uma mulher na garupa da moto. Ai eu dei o castigo para ele, e até tirei a aliança, e tem oito dias, que estamos dormindo em quartos separados…
- Humm…
- E ele sabe que você está sem aliança?
- Não, sei não!


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