Arquivos | Relacionamentos, casamentos e contratos RSS feed for this section

A família e os impactos tecnológicos

17 mai

A família e os impactos tecnológicos é o tema para analise, reflexão e textos proposto por Norma Emiliano do Blog Pensando em Família. Agradecimento à Luma que também está participando. É só clicar aqui!

Aqui é tudo conectado e todos somos dependes da tecnologia. Kaio e Pedro são nativos digitais. Kaio é mais ativo e sabe muito sobre as interconexões de redes, aparelhos, mensagens, compartilhamentos. Parece que todos os aparelhos da casa lhes prestam obediência. Do quarto dele ele controla o som, a televisão e o videogame.

Nossa família vive com a tecnologia e dos serviços que a tecnologia oferece. Eu trabalho com informática e instalo, configuro, manuseio, ensino, compartilho informações sobre tecnologia. Kaio também já ganha dinheiro com configurações, downloads, instalações, e até assessoria técnica.

Nossa família usa a tecnologia como meio de renda e também, a tecnologia nos permite lazer. Música, filmes e séries tem seus destaques. Agora, enquanto escrevo, ouço a música que toca no quarto de Kaio. Não tem volume suficiente que incomodar e tornou-se hábito, segundo ele, depois que ficava ouvindo o bip-bip da sala de cirurgia.

Música é algo indispensável aqui em casa. Todos os dias ouvimos músicas e para tanto, existem diversos meios. O som no quarto de Kaio é ligado ao PC dele. Na TV da sala existe um HD com pelo menos 35.000 músicas de todos os tipos, letras, bandas, solos, novas, antigas, estilos. Com alguns toques no controle e pronto. Quanto há festas, usa se o Notebook de Kátia conectado ao som que fica no quarto de Kaio. Música para todos os gostos. Outro dia, uma amiga nos viu dançando ao som de Nelson Rodrigues e uns forrós. Eu não sei dançar. Sim! Ela nos viu pela webcam. Outro impacto.

Pedro Henrique também se utiliza da tecnologia. Tem um PC. Tem um celular, presente de meu amigo Dezin. Com este celular, carrega PDF, trabalhos da escola, conecta-se a rede sem fio, envia-me email do tipo: “Pai, imprime o trabalho que te enviei” – “Pai! Preciso de cartolina, lápis de cor, e o livro de Machado de Assis”.

Kátia usa da tecnologia o básico. A tv para ver novelas, noticias, programas que ela gosta do tipo: entretenimento, musicais, informativos, receitas, festas, celebridades. Para ouvir músicas ela tem uma caixa de som portátil que pode tocar músicas com autonomia de bateria de até duas horas. Rádio tem pelo menos três e tem hora para ser ligado: das 11:30 até as 14:30 – Hora do almoço. Quando não, toca-se muito o Rei do Baião, Luiz Gonzaga. Meu sogro adora!

Quanto a mim! Bem, eu ganho algum dinheiro, para fazer algumas tecnologias funcionarem, e muito mais dinheiro, quando os aparelhos tecnológicos não funcionam. Outro meio de renda, é a desinformação tecnológica. Alguns colegas reclamam de pessoas que não lidam bem com a tecnologia. Eu porém digo: “Não falem de meus clientes mais assíduos”. Afinal, são as pessoas que, por faltar tato tecnológicos,  que melhor pagam para aprender a usar, manipular, consertar, entender.

A tecnologia em minha família é uma coisa. E como todas as coisas, nós as usamos para gerar bem estar, produzir satisfação, e sobre tudo, termos tempo para nós mesmos. Por aqui, tem hora de todos estarem na mesa para o almoço, motivos para ir a um restaurante, sairmos. Por meio da tecnologia, por exemplo, a jornada de trabalho de Kátia é menos bruta, menos estressante por meio da máquina de lavar, do processador que tritura, corta, rala; da batedeira de massas, da geladeira, do fogão.

Nesta última quarta-feira, 15/05, dia internacional das famílias, enquanto estava no campus do IFBA estudando, Kátia e Pedro foram à praça de alimentação curtir um cinema 3D itinerante. Eles voltaram encantados com os breves minutos que estiveram no interior do referido cinema. Contaram coisas incríveis que viram. Uma pena que é caro: R$ 5,00 por poucos minutos. Mas, vejo ai, o impacto da tecnologia nas famílias.

O objetivo da tecnologia é permitir que usemos menos nossos meios físicos, sejam eles: músculos e mentais, para que produzamos mais, com menos tempo, e tenhamos tempo, exatamente para dedicar à família e outras atividades familiares. Nas grandes cidades, nem sempre isto funciona. Se passa muito tempo indo de um lugar para outro, viaja-se muitos quilômetros para trabalhar, estudar, deslocar. Mas, ainda assim, a tecnologia tem impacto positivo nas famílias. Tempos atrás, muitas pessoas simplesmente não poderiam ir trabalhar, por exemplo, a 40 quilômetros de distância, pois, não havia tecnologia suficiente para transpor a distância, e encurtar o tempo. Hoje existe.

Os impactos tecnológicos sobre as famílias são mais positivos do que negativos. Mas, como tudo, existem aqueles que extrapolam, usam em demasia, e a tecnologia se torna um mau, tanto quanto, abusar de todas as coisas boas, se torna um mau em si.

Aqui em casa, o impacto foi positivo, e eu dependo cada dia mais dela, e os impactos são enormes.

Finalizando com uma piada:

Ontem, minha esposa e eu estávamos sentados na sala, falando das muitas coisas da vida. Estávamos falando de viver ou morrer. Eu lhe disse:

“Nunca me deixe viver em estado vegetativo, dependendo de uma máquina e de líquidos. Se você me vir nesse estado, desligue tudo o que me mantém vivo, sim?”.

Você acredita que a vaca levantou, desligou a televisão e jogou minha cerveja fora?

Quando as metades de nossos pais se separam ou se unem?

24 mar

Biologicamente somos formados por 23 pares de cromossomos sendo que último par  são os “cromossomos sexuais, de morfologia diferente entre si, que recebem o nome de X e Y. No sexo feminino existem dois cromossomos X e no masculino existem um cromossomo X e um Y” – Virtual EpM 

Eu e J. Apócrifo estruturamos umas ideias em torno de uma ficção sobre isto ai, em que há uma grande conspiração universal terreal para obter tais elementos no sangue do filho do Espirito Santo, onde reside a imortalidade e ou elementos químicos interessantes para a reprodução em laboratório de criaturas com características do Espirito Santo, afinal, se nasceu menino é o elemento X e Y estão presente … por ai. Tá lá o primeiro volume no Amazon.

O texto não é sobre isto. É sobre pais, heranças genéticas e outras heranças.

É muito comum ouvirmos nas famílias frases do tipo: “isto é da mãe”, “igualzinho ao pai”; “os avós dele é que eram assim”; “as mesmas traquinagens de quando o pai era desta idade”. Evidente que estas características não vieram nos genes. Não são transmitidos pelos cromossomos. Comportamento não!

Hoje! Com meus quarenta e poucos anos de idade, sou capaz de fazer algumas distinções comportamentais em mim e até atribuo certas características de ação e atitudes a herança de meu pai, outras no entanto, observo seria atitudes e modos de ação de minha mãe.

As vezes até ameaço meus filhos e esposa com frases do tipo: “não provoque a parte ruim de meu pai que existe em mim.” – Mas, eles desconhece este lado até perverso de meu velho pai. É um lado obscuro; Frio; Melancólico; Que é capaz de permanecer hibernado; remoendo mágoas;  abandonar e esquecer; ignorar e olhar seja quem for implorar por ajuda, e nada fazer. Deixar de lado, e mesmo com dor no coração, jamais procurar novamente.

Feio isto não é? Vergonhoso para muitos. Mas, sei que existe isto em mim. São características emocionais, comportamentais, heranças do convívio  que trago, que trazemos de nossos ancestrais. Alguns podem sentir orgulhosos do lado maravilhoso, e vergonhoso pelo que é capaz de fazer de ruim, de sombrio, de tórrido, de traiçoeiro, de malévolo. Mas, somos assim: humanos transferindo seus círculos, suas maneiras a seus filhos, seus netos.

De meu pai há heranças boas e ruins. Mas, normalmente somos levados, as vezes, a crer que tudo de bom vem da mãe, e o lado ruim do pai, perpetuando o maniqueísmo: pai =  mal; maldades e a mãe = boa; bondade. Que os homens representam o mal e as mulheres criaturas divinas aprisionadas pelos agentes das trevas. – Jamais vou deixar de lembrar da Clarissa nestes momentos  – Quiçá tenha oito. Bem e mau de ambos. 

Eu tenho os quatro lados em mim. O lado bom e o mal de meu pai. O bom e o mal de minha mãe. E ambos são bem definidos. O lado mal materno chega a pervertida situação de demonstrar-se ser vítima de inescrupulosa injustiça, quando, nem sempre é.

Este texto nasce de algo corriqueiro e trivial. Eu e minha esposa estamos em casa. Não há outras pessoas aqui a não ser eu e ela. Estávamos conversando e ao mesmo tempo vendo TV e eu também estou usando o computador para outras atividades. Eu sei que é uma confissão desastrosa e desanimadora para todas as pessoas que pensam que os casais, quando tem tempo para ficar só, aproveitam para fazer sexo intenso.

A TV está ligada e minha esposa mudou o canal, sei lá para onde. O que sei é que estava passando Gilberto Gil com um trio de mulheres cegas cantoras. Elas contavam a história delas intercalado das mesmas cantando. Para muitos, isto é um programa de cultura popular e que deveria eu estar interessado por isto, mas, não! Não estou, por que acho que não é interessante. Não vejo interesse na história, nas senhoras, que são irmãs, cegas e cantoras. Muito menos pelo Gilberto Gil. Pois bem! Ela deixou no canal e foi para a cozinha pegar o quiabo. Eu reclamei da programação da TV o que ela disse que queria acompanhar a história das mulheres. Tudo bem! Ela tem o direito de querer e ver o programa que quiser.

Peguei os fones de ouvido, fiz uma seleção de músicas estrangeiras, e doravante, nem programa de TV tão pouco as conversas que estávamos mantendo mais me interessam.

Agora é ela lá na TV e eu aqui no PC com os textos e o lado ruim de meu pai: ignorar e não dar atenção; bem como o lado ruim de mamãe: quem mandou optar pelo que me desagrada. Ela tem direito de querer ver o programa e, eu, de não querer. Ela quer. Eñtão que veja! Eu não quero, não vejo! Faço outras coisas, oras!

Viu ai? Até a culpa se transfere para o outro lado. Se assim ajo, não é porque sou mal, mas, sim por que ela escolheu errado, e provocou em mim ações torpes. A culpada é ela e não minhas heranças, desejos, vontades, educação, exemplos herdados. Mas, já terminei o texto e vou ali, adular minha esposa que está em dias de “Chapeuzinho vermelho”. – Esse lado de cuidado, é meu mesmo. Quem sabe uma parte de minha mãe. Talvez, uma parte de meu pai!

Segredos de um casamento duradouro.

26 dez

Faz alguns dias se noticiou os números recordes de divórcios depois da aprovação da nova lei. (Divórcios no Brasil cresce mais de 40% em um ano). As vezes, algumas pessoas acham estranho que estejamos a tanto tempo juntos, e já, se parece estranho casais com muitos anos casados.

Nas escolas alguns amiguinhos de Pedro e de Kaio falam: “os pais deles moram na mesma casa!”. Outros comentários vão no sentido da realidade deles: “meus pais moram em casas separadas e cada um tem outra família”. Um dos amigos de Kaio, por exemplo, passa muito tempo aqui. Nem vai muito na casa do pai, e raramente vai à casa da mãe.

Para se manter casados, em minha opinião, é necessário um conjunto de eventos, atitudes, desejos, desprendimento, conhecimento, disposição, volições… vamos então as minhas opiniões sobre como manter seu casamento.

1 – Respeitar um ao outro. Eis uma palavra que muitos repetem, mas, o que é respeitar um ao outro dentro de um relacionamento? Tenho percebido que para várias pessoas, respeitar é quase um sinônimo de “não trair”. E eu não discordo, mas, penso que não é só trair. Respeitar é ter consideração pela outra pessoa ao ponto de evitar atitudes, palavras, ações, gestos, modos.

As mulheres fazem isto muito mais do que nós homens. Elas abrem mão de muito mais em favor do relacionamento. Os homens estão mais dispostos e agem mais com a imposição do que com o respeito. É mais comum ouvir e saber que agem e dizem às companheiras: “Se quiser é assim…”

2 – Conhecer um ao outro. Quando duas pessoas estão se conhecendo, e digo que a maioria assim faz, passam horas e horas conversando sobre o que a outra pessoa gosta, quais são suas preferências, qual sua cor favorita, qual a comida que mais gosta, qual é a música, qual o filme, qual o livro, qual a novela, … mas, depois de juntos no casamento, para muitos isto acaba, e ou, é abandonado.

Minha esposa gosta de festas em multidões. Eu não! Minhas festas, se resumiria sempre a uma lista de amigos. Minha esposa gosta e sabe dançar. Eu mal consigo girar a perna e virar pra lá e pra cá.

Ela gosta de forró, pagode, samba, funk, … gosta de ouvir vários tipos de músicas, mas, tem preferência para qualquer tipo de música que a faça dançar, requebrar, pular. Eu não! Eu ouço Adele, Linkin Park, Scorpions, AC/DC, System Off Down, ou seja, Rock, nacional e internacional, e muitas músicas antigas. Gosto de ouvir e ler a músicas, saber o que está escrito ali, e o que significa cada verso. Ela se contenta com todas que a faz balançar.

Ela quer saber é fazer o movimento que a dançarina faz no palco, eu quero saber e sentir o que outras pessoas dizem que sentem ao ouvir a mesma música, e ou, por que milhões de pessoas estão ouvindo e comentando um show de uma pessoa ou de uma banda.

Somos diferentes e temos gostos, desejos, vontades e tudo diferente. E parte do desafio de viver juntos é sincronizar, compatibilizar tudo isto. As vezes saímos perdendo, noutras ganhamos muito mais. E assim vamos indo.

3 – Conhecer e aperceber detalhes. Não é uma tarefa fácil para os homens. Não é não! Ainda mais com as rotinas estressantes, dias corridos e cheios de atividades como se tem nos dias atuais. Ai, fica muito mais complicado, pois, se convive mais com os colegas de trabalho, pessoas nos ônibus, amigos e amigas do que com a companheira.

Para todos os que conseguem viver mais tempo com a companheira é possível ir conhecendo e apercebendo detalhes de sua natureza, de suas manias, de suas voltas e rodeios para seus objetivos.

Quando minha esposa começa desnecessariamente querer mudar a casa toda de lugar, é só contar três ou quatro dias para a menstruação chegar.

Quando ela começa a falar, e continua falando, contando e insistindo para que eu fique ali olhando-a falar de tudo e ao mesmo tempo, é sinal de que está a um dia da menstruação. Logo em seguida, os dias ficam irritados, e tudo que se faz é motivo de pelo menos meia hora de reclamação.

4 – Manias de mãe e de mulher. Não adiantam insistir no contrário. As mulheres depois que se tornam mães elas se transformam. Elas mudam! Digo até que a paternidade também. Mas, em menor grau. Elas passam a ser, além de mulheres são as representantes dos desejos dos filhos; elas se transformam em diplomatas das necessidades dos filhos. E como elas são profissionais nestas áreas!

A mulher daqui as vezes fala em códigos, e eu tenho que saber distinguir entre a mãe e a mulher. "Kaio disse que está com vontade de comer carne com aipim” – “Pedro nunca mais comeu uma vaca atolada” – “Sabe a cantada que pai deu hoje? Disse que tá com vontade de comer buchada” – E assim ela vai intermediando as vontades e os desejos de cada um da casa como mãe e mulher. Como mãe, advoga em favor dos filhos. Como mulher quer agradar com os temperos, receitas e guloseimas, com comida, lanches, e realizações de desejos de cada qual. A mãe dá carinho. A mulher dá cuidados.

5 – Não existe receita pronta. Não existe uma receita do sucesso e do casamento feliz. Se o seu relacionamento está passando por uma crise, por dificuldades, e você quer continuar, se pensa que existem razões para continuar, se você consegue visualizar um caminho, uma alternativa: vá! faça! tente!

Saiba que viver um relacionamento duradouro não é fácil. Não é não! Mas, quem opta por viver, e viver bem, chegará a um momento que não se arrependerá de ter optado por ele, apesar das dificuldades e dos problemas e dos dias escuros, e das noites mau dormidas, nem dos fins de semana longos e das semanas intermináveis.

Acho também que se desistem rapidamente dos relacionamentos por não se querer mudar, e as vezes, por esperar muitos anos por mudanças que não vem, nunca se concretizam, apesar das constantes promessas.

É verdade que os índices dos divórcios aumentaram. No entanto, cada dia mais, se encontram meios de se casar, de estar em relacionamento. Há muito mais relacionamentos não registrados, pois, muitos jovens estão optando por viverem juntos sem ir ao cartório oficializar seus relacionamentos exatamente por estes motivos. Existe também informalidade nos casamentos e nos relacionamentos. Por outro lado, oficializar não é garantia de durabilidade nos relacionamento. Há os que vivem pouco depois de oficializados, e há os que vivem muito sem oficialização alguma.

Encontre o seu segredo e tenha um relacionamento duradouro.

Segundo ano de natal. E tudo recomeçou no natal passado.

24 dez

Durante alguns anos eu e minha esposa fomos criticados, muito mais ela, do que eu, em relação a gostar e fazer festas. Ela é assim! Quando não tem uma data especifica ela fazia uma ”festa”, nada tão grandioso. Alias, ela faz festa do que quer e não precisa muito. Este video aqui abaixo representa o que é festa para ela: poder ouvir músicas e dançar. Diz, desde já: “no meu velório, nada de muito choro. Ligue o som e deixa  tocando na sala. É isto que quero!”

Video de Novembro de 2007

E qual era o motivo da festa? A vida! Uma piscina de criança, música e uma pessoa que gosta de dançar. Comida da festa: 1 litro de feijão verde (R$ 6,00 preço atual), filé de frango (R$ 9,70), arroz, farinha, pimenta e meia dúzia de cerveja e 1 litro de refrigerante. Para ela ser feliz e estar feliz é coisa simples e possível e sobretudo, não é preciso de móveis, imóveis, automóveis. Não é necessário riqueza, poder e grandes eventos: basta estar viva e com saúde! Até hoje é criticada por viver assim.

“Assim, você não vai ter nada na vida!”, “Vocês nunca irão ter nada”, “Vão morrer pobres”, ”Como é que se quer viver sempre assim”. São os conselhos e criticas mais comuns. As criticas e as sugestões são sempre neste sentido: ter coisas, ter bens, ter móveis novos, ter casa bonita, ter apartamento bem mobiliado, ter carros, poder viajar e conhecer o mundo … tudo isto listado é muito mais importante do que viver do jeito que se quer viver, e muitas pessoas que assim vivem e exigem dela esta mudança, reclamam da vida que vivem, e do modo como vivem. oras! oras!.

Depois do ano de 2007, raramente tivemos festas nesta casa. Seja ela de qualquer natureza até o final do ano de 2011. Já este ano de 2012 já aconteceu vários momentos assim. Estivemos olhando fotos hoje a tarde. Olhando o antes. Olhando o durante. E estamos vivendo o periodo do “depois”.

Era muito bom antes. Foi muito ruim o durante (2008/2011/12) e agora estamos terminando o primeiro ano do depois. E este “depois” começou em novembro/dezembro de 2011. Este ano nós o vivemos como antes. Não do mesmo jeito, afinal, a falta de chuva tem provocado grandes estragos, mas, ainda tá suportável, e se chegar em um ponto insuportável, ainda existe a possibilidade de imigração…

Este ano começou com duas boas noticias nos primeiros dias. No dia 05 de janeiro é o aniversario de Kátia e de outras pessoas também. No entanto, no dia 05 tivemos o aniversário de Kátia, o resultado da aprovação de Kaio no IFBA, e a aprovação de Pedro na melhor escola de Irecê e ele ganhou uma bolsa integral.

Nos meses seguintes vieram os resultados dos exames laboratoriais e a avaliação médica positiva quanto a situação de Kaio. O baço não precisava ser extraído; o tratamento que o médico havia dito: “vocês não tem condições de pagar” – nem foi necessário. Colocamos na conta de Deus estas mudanças todas em poucos meses. Certamente que creio e aceito intercessão, por meio da oração dos amigos e amigas.

Segundo ano de natal. E tudo recomeçou no natal passado. Por isto, este ano, o nosso natal será igual aos que eram antes. E continuaremos a lutar, orar, interceder para que continue assim, até a consumação dos séculos.

feliz-natal-adao-katia

Se não estiver conseguindo ler, clique na imagem.

Votos de Adão Braga e família!

Somos felizes como pessoas, como casal, como pais

11 out

No ano passado, nos meses de setembro e outubro, nós estávamos abalados com as noticias sobre a possível contaminação do baço de nosso filho primogênito. Foi uma noticia difícil para nós todos. E para piorar recebemos o comentário funesto do especialista de que não podíamos pagar ele e o tratamento na clinica dele. Nós, eu e Kátia passamos dias e dias chorando e angustiado com aquele reverse. Mas isto passou! Aquele período logo se desmanchou em novidades, em boas novas.

Pessoas maravilhosas entraram em ação e ajudaram; elas contribuíram com a mudança de cenário. Primeiro elas enviaram mensagens de apoio: estamos orando por vocês; estamos juntos nesta fase com vocês; não se preocupem o que necessitarem nós estamos aqui. Depois elas nos confortaram: seja o que vier, estamos juntos e unidos; Estas pessoas nos animaram: sejam fortes. Se faltar forças, pegue um pouco aqui.

Eu já escrevi textos em agradecimentos a e este aqui é para dizer que tudo aconteceu e tem acontecido para honra e glória de Deus. E, não é só porque tivemos a resposta positiva, pensamos que a resposta positiva aconteceu por que tudo isto aconteceu.

É muito complicado, complexo criar e elencar razões de causa e efeito, ação e reação nestes casos. É como digo: um produto da fé. Um resultado da esperança e da perseverança. E que invariavelmente a lógica e a razão, por mais, lógica e racional que seja, não encontrará razão e lógica.

Pois bem! Esta semana temos dois eventos marcantes em nossas vidas. Mais um ano juntos, unidos, lado a lado, caminhado.

  • Dia 13 dia de aniversário de casamento;
  • Dia 14 dia de aniversário de Pedro Henrique meu filho caçula;

Oficialmente faremos 18 anos de casados. A contagem total deve-se levar em conta desde 15 de julho de 1993 quando nos beijamos. Foi neste dia, uma quinta-feira que nos unimos. Primeiro em salivas, depois em amores, sentimentos, ações, reações, emoções… e toda esta história.

Hoje, quando já havia escurecido, ouvi a seguinte frase: o que é que eu vou ganhar de presente no sábado? Desde já, hoje quarta-feira, que já há marcação de terreno. No domingo Pedro Henrique fará 12 anos. E no dia 27/2012 Kaio faz 17 anos.

Estejam convidados a participarem dos eventos deste fim de semana. E, a todos os amigos, e todas as amigas, todas as famílias que nos apoiaram, nestes momentos tão difíceis. Obrigado por tudo que fizeram.  O que fizeram. Como fizeram. Quando fizeram.

Vocês marcaram nossa vida conjugal, familiar e de cada individuo. Neste ano de 2012, que está sendo maravilhoso, e vocês se enlearam a nossas vidas, a nossas histórias, e já não vivemos sem lembrar-se das dificuldades, e lembrar-se de todos vocês que estiveram debaixo do jugo que a nós chegou.

Nestes 18/19 anos de união já vivenciamos os mais diferentes lados de vários sentimentos, várias situações. E no balanço geral: somos felizes como pessoas, como casal, como pais, e temos filhos maravilhosos.

Alguns dias atrás uma pessoa me perguntou qual era o segredo de nosso casamento, e eu respondi: eu me preparei para viver sempre em família. E penso que falta este compromisso social com as gerações atuais. E transmitir a todos eles o valor que é viver em família, o gosto que é superar obstáculos em família. Penso que se desiste muito fácil do convivio. As vezes por problemas clássicos e banais. Puro egocentrismos. Outros perduram apesar disto tudo.

Agradecimentos a todos vocês que estão conosco fazendo, participando, escrevendo esta nossa história, pois, desde dezembro de 2011 que a vida reentrou numa série de evento ditoso, venturoso, feliz, e afortunado. Obrigado!

Adão Braga e Família

Amor aos pedaços: Reintegração!

15 jul

amor_aos_pedacos43

Integrar: é igual á fazer parte de um conjunto. Ser uma das partes do todo. Parte que completa. Estar incluido. É estar incorporado.

Desintegrar: é o contrário da definicão acima.

Reintegração: É voltar ao estado de integrar, estar integrado, voltar a fazer parte do conjunto, participar da completitude.

Pelas definições das palavras tem-se uma ideia do que é reintegração. E por ilação, conclusão, inferência, dedução do significado da palavra é obvio que só se RE-INTEGRA aquilo, aquele ou aquela que está, momentaneamente fora do conjunto, ou seja, estamos, desta forma tratando de mais uma tentativa de reconstrução, mais uma chance, mais uma oportunidade de que nossos sentimentos, nossos desejos sejam realizados nesta nova oportunidade.

A reintegração de alguém a um circulo; a reintegração de alguém a algum cargo; a reintegração de algo a seu lugar; a reintegração de alguém em algum lugar; a reintegração exige primeiro que tenha ocorrido a integração, o desacordo, a desintegração, e agora os passos para a reintegração.

Em muitas igrejas evangélicas, quando, pessoas do grupo agem de forma diferente do estabelecido nas doutrinas, nas regras do grupo, a pessoa é afastada da comunhão, é censurada, é disciplinada, é afastada das atividades da comunidade, ou seja, por suas atitudes é DESINTEGRADA. Para ocorrer a REINTEGRAÇÃO, é necessário dar provas de mudanças de comportamento; precisa haver comprovação de que se arrependeu do caminho tomado; tem que voltar a cumprir as regras, e por determinado tempo – que é imposto depois de análise do grupo dirigente e votação nas assembléias – ai, a pessoa é REINTEGRADA ao grupo por meio de nova imersão batismal, ou apenas, apresentação direta.

Nos relacionamento a reintegração, quando necessária, é muitas vezes, uma decisão do tribunal: corpo, alma e espírito. Isto mesmo. Nosso corpo, nossas emoções e nossa inteligência é quem nos ajudam a decidir reintegrar ou não, aquele ou aquela que por motivos quaisquer estavam desintegrado.

Algumas famílias ainda participam ativamente das decisões amorosas, e nestes casos, a integração, como a desintegração, e a possível reintegração depende do voto de confiança, e ou, dos motivos pelos quais ocorreram a desintegração.

A reintegração em alguns casos exige o pedido formal da parte que está desintegrada. Noutros casos, é a parte interessada quem propõe a reintegração.

E o amor? Bem! Eu creio que é com base neste sentimento nobre que os pedidos de reintegração são feitos. Evidente que há casos em que o pedido de reintegração são outros. Por volta dos anos 95/97 fui testemunha de um pedido de reintegração baseado em motivos expúrios. A pessoa que havia sido desintegrada quis aproveitar-se dos sentimentos nobres do moço. E, assim planejou:

- Eu digo que estou arrependida! Eu sei que ele me ama. Me aceita de volta. Eu vivo com ele uns tempos até ele pagar minhas dívidas. Quando eu estiver equilibrada financeiramente, eu pulo fora!

O amor reintegra. Mas, o amor, não faz com que as pessoas percam a racionalidade. E neste caso citado, quando se viu enredado na situação, ocorreu nova desintegração. Quando a parte reintegrada não muda de atitude, a parte reintegrante entra no caminho do desencanto, da desilusão e por fim, abandono do relacionamento. Em milhares de casos, esta parte, continua amando, continua crendo e esperando a recompensa de amar, perdoar e reintegrar. E quando só ela age e a outra parte não reage, bem, é inevitável: o amor não suporta maus comportamentos; a amor não embrutece a ração, em embota a inteligência; pelo contrário, o amor estimula outras emoções, inclusive a sensação do alivio: agora acabou! Já fiz de tudo. Agora sigo meu caminho, pois, o amor, me fez agir com justiça, mansidão, paciência, delicadeza, simpatia, encanto. Mas, não foi suficiente para impactar na outra parte, mudanças.

A reintegração é uma das alternativas que o amor dá a nós para que possamos nos relacionar melhor. Em minha opinião, a reintegração está ligado a perdão, recomeço, reestruturação, reconhecimento de que errou, mudança de atitude.

O amor incondicional das mães e do amor divino é quem reintegra sem pedido de caução ou de garantias. Estão sempre dispostos a aceitar suas crias sem exigirem o cumprimento dos tratos ou dos acordos. A reintegração em certa medida é o que nos ajudam cotidianamente. Eu já reintegrei várias pessoas a meu convivio. Eu já fui reintegrado também várias vezes.

Fiz 44 anos. Ainda não estou nem na metade do tanto de anos que desejo viver.

7 jul

Hoje 07/07/2012 é meu aniversário. Fiz 44 anos. Ainda não estou nem na metade do tanto de anos que desejo viver, no entanto, já tenho muitas histórias a contar. Tenho muitas pessoas intrinsicamente ligadas a minha história e também entranhadas em minha intimidade.

Pessoas de longe que diz o seguinte a meu respeito: “Nunca nos vimos, nunca nos olhamos nos olhos, mas posso dizer que somos amigos e que dividimos momentos significativos e marcantes de nossas vidas… E hoje meu desejo é que seja um dia festa la em Irecê… Com todos os paparicos que a Katia e filhos sabem proporcionar…”Sarah Rubia.

Meu aniversário este ano não foi como em anos passados. Foi como sempre tive: quieto, sereno, sossegado, livro. Além de Sarah, somente um amigo esteve comigo. Me chegou aqui logo cedo. Trouxe comidas próprias para este diabético aniversariante. Meu sogro foi quem me chamou para a comemoração na casa dele. E lá estavam minhas cunhadas e sogra.

Tenho diversas lembranças desde que nasci e me entendo por gente. Em 2011 minha mãe admirou eu ter lembranças de um funeral que aconteceu lá em casa. Eu só não sabia quem era. Eu tenho muitas lembranças da infância, da juventude, da mocidade, e de  tudo mais. Então vamos às estatísticas destes 44 anos.

  • De 1976 até 1986 eu aprendi a ler, escrever e me formei em técnico contábil;
  • De 1985 até 2003 eu fui cristão da IASD;
  • De 1988 até 1993 estudei Teologia no IAENE;
  • Em 1994 casei;
  • Em 1995 Kaio nasceu;
  • De janeiro de 1996 a Fevereiro de 1997 moramos em Serra dos Aimorés e em Nanuque;
  • Em abril de 1997 voltamos para Irecê;
  • Entre 1997 e 2001 trabalhei na Cavalvanti Computadores;
  • Em outubro de 2000 Pedro Henrique nasceu;
  • A partir de 1999 até 2006 trabalhei na Holistica;
  • A partir de 2007 passei a dar aulas na Cursotec;
  • Em 2006 Kátia teve problemas de coluna;
  • A partir do final de 2007 passamos a enfrentar o Linfoma em Kaio;
  • Em 2010 a diabete hereditária se apresentou a mim;
  • Em abril de 2011 voltei aos estudos. Estou cursando Informática no IFBA;
  • Em 2012 recebemos a alta médica.

Neste período estive cercado de pessoas amigas. Este ano de 2012 tem sido o melhor ano desde a muitos anos. E este meu aniversário de 2012 foi assim maravilhoso. Fiz minhas avaliações. Não espero que meus dias sejam sem problemas. Não desejo dias descomplicados. Desejo ter forças para enfrentar e suportar tudo que vier pela frente. Desejo ter e contar com todas estas pessoas que até aqui contribuíram com minha existência. Pessoas aqui, ao esticar de um braço, de andar alguns minutos e estar junto a elas, e também pessoas que estão a distância de um clique do mouse, e das lentes da webcam. (Só uma pessoa aparece em minha webcam).

Obrigado a todos que contribuíram e fez com que meus dias de aniversários e os demais dias fossem o que foram e o que tem sido. Sem a amizade de todos certamente meus dias não seriam, e não teriam sido como foram. Vocês todos e todas mudaram e participaram destes dias  todos. Estiveram comigo na alegria e na tristeza, e certamente mais na pobreza (finanças evidente) e na riqueza de vossas mentes, na saúde de vossa fé, na contrição, na esperança, no amor, na expectativa de dias de alta médica. Vocês estiveram comigo. E eu sou feliz por isto!

Obrigado por estarem comigo nestes dias  todos.

     

Não passamos pelo vale da sombra da morte só!

23 jun

Neste ano de 2012 talvez a frase que mais estejamos repetindo é esta: “Estamos muito felizes. É o melhor ano de nossas vidas nos últimos anos todos!” – Assim mesmo com toda a redundância.

Não vivemos nos padrões de antes, quando podiamos realizar comemorações diversas durante os nossos dias natalicios. Mas, este ano, já temos uma condição muito melhor do que, por exemplo, os últimos cinco anos, em que vivemos angustiados com a doença, com as atenções divididas, as preocupações ampliadas.

Durante a fase mais critica da doença – o Linfoma diagnósticado em nosso filho – (2008/2011),  algumas vezes eu e Kátia ficavamos preocupados com Pedro Henrique. A falta de acompanhamento escolar, a falta de roupas novas, brinquedos, atenções diversas. Tudo que antes tinhamos como fazer, e que neste período ficamos manietados pelas circunstâncias. Além de não poder deixar a peteca cair de um dos lados, não podiamos vacilar em nenhum dos flancos, nem no ataque, nem da retaguarda.

A boa noticia sobre isto é que Pedro Henrique passou junto conosco. Muitas vezes chorou conosco a situação do irmão. Algumas vezes se resignou. Outras ele disse: “painho! Kaio é forte! Se esta doença fosse em mim, eu preferia morrer!” – Como repreender uma criatura tão pura e adorador do irmão como ele? As vezes, nós brigamos com Kaio que explora dele, das mais diversas formas, inclusive a emocional. Coisa de irmãos. Entendo! Mas, vigio.

Pedro  tem nos dado constantes alegrias este ano. Primeiro passou num concurso oferecido por uma conceituada escola de Irecê. Ganhou uma bolsa de 100%. Só tivemos que comprar o material escolar. Caro. Mas, conseguimos. Segundo. Pedro foi homenageado com sua citação e foto no mural como destaque da turma. Terceiro. Pedro participou da prova das olimpiadas do conhecimento. Ficou em segundo lugar.

Não é tudo sobre Pedro. Mas, deixa eu escrever um pouco sobre Kaio. Ele passou no vestibular do IFBA e lá está. Eu sei que o objetivo dele é ser melhor e maior do que eu. Ele já declarou: “Meu irmão! Eu vim para este mundo para te ofuscar!” – debocha sempre. Ele já me tomou alguns títulos domésticos tal como: “O mestre dos jogos”. Agora investe alto e pesado em ser melhor do que eu em conhecimentos técnicos, e escolares, uma vez, que estamos estudando na mesma instituição de ensino.

Problema mesmo, este ano quem esta dando é Kátia. Mas, ela é teimosa desde sempre. Duas ou três vezes neste ano que ela me “dá problemas”. Mas, era assim antes e eu suportava e cumpria a promessa feita: “na alegria, e na tristeza. Na saúde e na doença …”

Não passamos pelo vale da sombra da morte só, isolados, abandonados, e esquecidos. Pelo contrário. E, este ano de 2012 está sendo maravilhoso também, por que, os amigos, conhecidos, anônimos, famosos, ricos, pobres, poderosos e fracos […] gente de toda natureza, sorte, lugar, meio social, condição financeiro, espiritualistas, carnais, agnósticos, céticos, ateus, teístas, deístas … e das mais variadas maneiras, meios e modos nos auxiliaram, nos abraçaram, nos confortaram. Mas, isto acima, não abandonados, e esquecidos é tão somente a referência aos amigos e amigas e vários famíliares.

E eu não irei cansar de repetir que este ano de 2012 está sendo maravilhosos para nós. Falta alguns tocos a serem arrancados. Existem alguns espinhos a serem tirados. Sabemos que a doença, segundo os médicos, só poderá ser dada com curada em definitivo após anos de acompanhamento. Mas, o que é esta vida sem esperança, perserverança, fé, entusiasmo, crença, amizade, espiritualidade, ceticismos, abalo, queda, … soerguimento, apoio, amparo, amor, dedicação… ah! é tanta coisa a ser listado.

Meu filho agora já é um rapaz. Passamos por esta fase. Todas elas. Outro dia, veja que coisa! Eu disse a minha esposa: “Kaio passou pela transição de criança, juvenil, adolescente para esta pessoa que está aqui em casa hoje, e que eu me lembro, nós brigamos apenas uma vez!”

Isto mesmo! Nós brigamos. Falamos alto um com o outro. Olhamos encarados. Nos enfrentamos. Ai! Exigir respeito. E com autoritarismo e totalitarismos coloquei as coisas nas devidas ordens. Ele ameaçou ir embora. Disse que me odiava. Quando a mãe entrou na conversa e esclareceu o lado dela, e disse: “essa sua ameaça de: eu vou embora! Fique sabendo que se sair não vai pensar que eu vou te aliviar. Eu estou do lado de seu pai! Se sair assim! Tá saído!” – Nem passou três horas de raiva e ódio a mim, chegou pedindo dinheiro para ir lanchar que estava com fome.

Bem é isto! A vida nossa não está mil maravilhas, mas, já esteve bem ruim. Não está como pensavamos que seria. Mas, já está muito, muito melhor do que ano passado, retrasado, e ante-retrasado.

Mais um texto de agradecimento por todos vocês que ajudaram, contribuiram, auxiliaram, estiveram perto, longe. Obrigado amigos e amigas. Pessoas físicas, juridicas, casadas, solteiras, familias. Obrigado!

Por carinho, por afeto, por atenção e também por obrigação.

21 mai

Depois de muitos anos junto a mesma pessoa, unidos por compromisso de casamento, de papel passado, com testemunhas, juiz de paz, padrinhos (não mágicos), correria no dia do casório, fotos e diversas lembranças daquela tarde, que, evidente está num passado já distante tomando por padrão a idade média de vida dos brasileiros, já existem elementos entre eles que já não tem, e não é mais como certas coisas, eventos, e conceitos eram no inicio. Acontece que chega um momento que certas atitudes antes vista com um olhar de carinho, atenção, desejo, inexplicavelmente, muda sua propriedade e forma. Deixa de ser visto como carinho, afeto, amor, dedicação para algo mais impositivo: é sua obrigação!

Em uma pesquisa recente que fiz com algumas centenas de pessoas, todas casadas e vivendo no mesmo teto, compartilhando de sal a cobertor, tenho as informações de que esta mudança é automática com o tempo. Se, no inicio do relacionamento o parceiro tem uma maneira de tratar as companheira, seja lá o que for o hábito, como, por exemplo, ao deitar beijar a esposa, e cobrir, e ou leva-la à cama, levantar no meio da noite para lhe pegar água, remédios, quem sabe, dar-lhe banho todos os dias, esfregando lhe as costas, os pés, pernas e tornozelos, isto, com o passar do tempo, com a repetição e o prolongado comportamento gera entre as partes um compromisso obrigatório, é como, que o ato, ainda que de carinho e cuidado, passa a ser a obrigação de fulano a dar-me banho.

Isto é tão verdade que se uma destas atividades for esquecida ou deixada de ser executada, é vista como falta de cumprimento das obrigações e se questiona a qualidade dos sentimentos. MInha esposa ainda quando éramos noivos disse: “Se não vai conseguir repetir a vida toda, não faça a primeira vez.” Esta frase me foi dita quando esqueci de levar a toalha para o banho. E, ainda que, a mãe dela tenha protestado ela foi categórica: “Eu não vou querer ficar levando toalha para ele todas as vezes que ele esquecer, então, não faço a primeira vez.” Quase vinte anos depois esta é uma das regras vigentes. Por mais que possa parecer falta de carinho, falta de atenção, cordialidade, e gentilezas.

No entanto, a constante demonstração de carinho, atenção, afeto e que inevitavelmente há atitudes envolvidas, com o passar do tempo, o carinho demonstrado, a atividade realizada como demonstração de afeto, carinho e atenção, automaticamente gera uma rotina de obrigação. Eu não reclamo, pois, sei da natureza dos eventos. E de fato, com o tempo, toda atividade que fazemos tornar-se em breve uma obrigação. A obrigação de levar o lixo nos dias de coleta foi uma atenção simples: carregar peso. Eu achava que o lixo estava pesado para ela levar. Fiz tantas vezes que passei a ter a obrigação de fazê-lo sempre, por que ela já confiava que Adão tá fazendo sempre. E certos dias tiveram que desobrigar-me da obrigação, pois, a vez que eu saia mais cedo para o atendimento, e o lixo não estava pronto para ser transportado, tive que ouvi reclamação do tipo: por sua causa, o lixo não foi coletado. Dai se estabeleceu nova regra e novas tarefas obrigatórias. Não é que alguém diz para você: é sua obrigação. É mais uma questão de consciência e responsabilização. Eu mesmo me condiciono a estas tarefas e atividades.

Eu tenho várias e constantes obrigações dentro desta família. Mas, é como eu sempre digo ter família não é para todos. Alguns seres humanos sabem perfeitamente reproduzir, mas, são inaptas as famílias e as obrigações, aos carinhos, aos afetos que esta instituição é capaz de proporcionar a todos aqueles e aquelas, que por afeto, carinho e atenção, se obrigam a certas obrigações voluntárias e conscientemente. Sem rancor. Sem escravidão. Sem sou um cativo de minhas obrigações familiares, e com gosto!

Coisa de mulher: a minha submissão é diferente e melhor do que a sua!

6 mai

Por estes dias tenho lido algumas reações de algumas mulheres quanto a mudança de postura, e consequentemente do exemplo de algumas mulheres famosas ou que são casadas com homens famosos. O busílis é que estas ditas famosas outrora exemplo da liberdade feminina, deram testemunho de que atualmente são mulheres submissas. Além! Dizem-se felizes na condição atual, em que são submissas e reconhecem que o homem é a cabeça, é o elo mais forte. É a eles que elas devem obedecer e aceitar suas ordens. Ao menos é o que me pareceu.

Algumas outras ficaram irritadíssimas com a postura, por exemplo, da esposa do jogador Kaká. Isto mesmo. Chamam-na de “esposa de Kaká”, como se a mesma não tivesse nome; sabemos que tem nome! Mas, certamente fazer a referência ao jogador é mais impactante do que mencionar o nome dela: Caroline Celico, pois, duvido que se leia o nome dela, ou quem vê a imagem dela saiba quem é. Por ser esposa de quem é, pelo meio em que vive, pelo que se pode pensar de sua classe social esta declaração: “Porque quando o homem trai, é sinal de que a sua mulher falhou em algum ponto. Ela não estava dando o necessário. E não falo só de sexo. Falo de carinho, diálogo, cumplicidade. Se eu descobrisse um caso do Kaká, seria complicado. Mas se ele me trair, acho que estou fazendo algo de muito errado” – ficou muito mal dita. E, é um exemplo de mulher que as mulheres lideres do movimento de libertação, se pudessem amordaçariam ou impediam-nas de ter acesso a imprensa e redes sociais.

Eu discordo destas ideias em que a vítima se posiciona como culpada ou coadjuvante nos erros de outrem, pois, para mim, é como argumentar que a vítima do estuprador foi quem o atraiu para a ação; é como argumentar que por você ter algo valioso está contribuindo para alguém se tornar ladrão. Não! Isto não. Mas, sou contra nesta questão e sou contra em outras situações análogas e também isomorfas. Eu discordo dela quanto a maneira em que se submete a seu marido. Penso os votos e as promessas feitas devem ser respeitadas e a traição deve ser evitada. E sei o quanto isto é complicado, difícil, amplo, e inimaginavelmente complexo. Porém, não me posiciono contrário à submissão entre os gêneros. Não que pense que apenas e tão somente a mulher deve ser submissa. Deve haver submissão em quem quer manter o relacionamento o mais longo possível. Por que socialmente se exige submissão das esposas?

Muitas criticas feitas as mulheres, que se dizem submissa aos maridos, são por ser esta opinião e submissão baseada em conceitos, dogmas e doutrinas religiosas. Mas parece haver uma rixa entre as próprias mulheres que se dizem livres da tal submissão em relação a estas outras que se assumem submissas. Eu até arrisco a dizer que todas as mulheres são submissas dentro de um relacionamento, e não é por que milhares tiveram coragem de divorciar, que tem coragem de sair de certas situações que se possa dizer: Eu não fui submissa. É que a palavra submissão já carrega um preconceito: é coisa da Bíblia.

A submissão, em especifico a que é mais criticada é aquela submissão por meio de dogmas ou conselhos religiosos – e há mulheres que não sabem explicar nada mais do que: é a Bíblia que manda – bem, além desta submissão orientada pela religião, há a submissão voluntária por parte de milhões de mulheres que não são religiosas, e vivem na sociedade moderna, cercada de tecnologia, e tem seu emprego e quiçá renda maior do que a do seus esposo, ai entra a pergunta: nestes casos, porque elas são submissas? Para as mulheres bem sucedidas, poderosos, ricas, por que são submissas? Há uma cultura já estabelecida. Milhões se dizem submissas. Outras que também são submissas, mas, de forma diferente, dizem não ser. É como se estivessem declarando: a minha submissão é diferente melhor do que a sua submissão. A minha submissão é consciente, a sua, é imposição religiosa, é uma ordenança doutrinária. Qual é mesmo a diferença entre uma e outra? Nenhuma. Trata-se de submissão.

Milhares de mulheres que evitam os relacionamentos por não aceitar nenhum tipo de submissão, vivem a reclamar que não encontraram, vejam que ironia, o seu ogro. Já não dizem mais “meu príncipe”. Estão trocando uma expressão por outra, mas, com significado igual. Gostaria de ter um macho, um ser viril e que mija ereto, e que bagunça quarto, sala, cozinha e deixa o banheiro todo molhado, outro do gênero para dedicar-lhe corpo, amor, atenção, carinho, cuidado, e submissão, pois, meu gato, meu cachorro já não me satisfaz. É quase inevitável. Todos que entramos em um relacionamento, haverá sim submissão de ambas as partes.

Minhas ideias sobre submissão não mudaram. Aqui no blog tem muitos textos em que opino sobre o tema. É só usar o sistema de busca. Só para lembrar uma destas opiniões: “Este é outro tipo de comportamento mal visto e mal entendido na guerra entre os gêneros. Essa natural submissão feminina ao gênero masculino, e ou talvez, esta tática feminina de ter poder incomoda a muitos. Pensam que não deveria haver mais esta palavra submissão, e penso, tentam dizer que o que existe mesmo é cumplicidade”

Outra atitude que tenho visto pela internet e aqui em minha esfera de ação, são mulheres que se dizem contrárias à submissão e chegam ao ponto de abominar os relacionamentos por pensarem que ao unirem em relacionamento obrigatoriamente terão que ser submissas. E de fato é verdade. Mas, é que, eu reconheço, há uma confusão em se ser submissa, e em se ser escrava doméstica e ou sem identidade moral, ética e sem personalidade, sem caráter, sem CPF, sem RG e sem título eleitoral. Isto é outra coisa. Isto não é submissão.

A verdade é que aquele que aconselha às esposas submissão exorta aos maridos: amai-as como vossas carnes; protejam-nas como parte mais fraca, seja feliz com mulher que você escolheu em sua juventude, sacie-te nos seios da mulher que você ama… Não existe apenas um lado. Existem sim duas pessoas, duas maneiras de viver, dois gêneros, um só relacionamento, um jeito de viverem.

Eu conheço advogadas, professoras, vereadores, deputadas, oficiais de justiça, sociólogas, empregadas domésticas, tecnólogas [...] ou seja, mulheres de tipo, forma, etnias (caucasianas, negras, altas, baixas, magras, gordas) que são independentes em todos os sentidos: emocionais, financeiras, intelectuais, espirituais e no entanto, no relacionamento há sim submissão. Pois, nas relações humanas, sejam quais forem sempre haverá submissão. O interessante da palavra submissão, é que muitas mulheres dizem ser contrárias, mas, vejamos, por exemplo, nos relacionamentos homo afetivo. Há submissão entre eles? Quem entre eles se coloca em submissão?

Não é algo simples. Eu sei que não! Há como sempre aquela explicação HISTÓRICA sobre tudo. E aqui nos relacionamentos, dizem que a submissão é uma herança do patriarcalismo desde a colonização portuguesa e muitos vão além ao dizer que é mesmo uma herança do modelo adotado pela Bíblia sagrada cristã judaica. Seja como for. Venha de onde vier, o fato é que há submissão de uma das partes.

Como é em minha casa? Não sei se aqui ela é submissa a mim como gênero, ou se ela é submissa ao ideal dela de manter o relacionamento e seguir o que prometeu: até que a morte nos separe. Eu não exijo que ela me obedeça. Não há um código a ser seguido. O contrário. Eu digo que ela como brasileira tem uma lei apenas que nos governa: a constituição. É ai que ela deve se pautar. Há também as regras sociais, que invariavelmente estamos inseridos e queiramos ou não, tem influências sobre nós.

Eu, de minha parte, faço o que é necessário para que ela se submeta a minha liderança: amo-a. Dedico tempo, atenção, carinho, cuidado, afeto, proteção, ouvidos, tempo, meus dias, minhas energias, e tenho testemunhas disto tudo! E tudo que lhe prometi que faria – na alegria, na tristeza, na pobreza e na riqueza, no bom e no ruim, no calor e na chuva, no calor e no frio, na água e na seca – eu tenho me esforçado para cumprir. Talvez por tudo isto eu tenha uma mulher submissa, mas, não escravizada. Eu tenho uma mulher companheira e que as vezes entramos em divergências, em conflito de opinião, e que muitas vezes entramos em debates. Ou seja, submissão não é abdicação de direitos constitucionais, civis e penais.

Na quinta-feira última ouvi a reclamação de uma colega: “Adão! Eu já não estou mais aguentando. Estou para entregar os pontos para ser uma mulherzinha dona de casa, e deixar meu marido trabalhar para nós”.
Eu lhe perguntei: Por quê? E ela me respondeu: “É que esta vida de mulher moderna, livre, dona de seu nariz, que tem seu próprio dinheiro, que não depende de homem tá me acabando”. Pois é isto. A vida de algumas mulheres é o testemunho vivo do que afirmo no texto: a minha submissão é diferente e melhor do que a sua. E mada justifica aos homens serem o que muitos tem sido: insensíveis, abusados, intolerantes, desmotivadores das relações naturais que deve existir entre nós, os homens e elas as mulheres. Tome jeito homem tosco!

A submissão feminina é uma coisa que nem todo homem merece receber, apesar de milhares delas serem submissas a cada tipo de homem, que, as vezes, eu me perco nos pensamentos de quem é que mais merece ser meus sentimentos de empatia e misericórdia.

Devo concluir dizendo que a palavra submissão nada tem a ver com fazer tudo que o marido manda, servir-lhe sua cerveja preferida quando ele exigir, nem ter que suportar os amigos dele para o futebol ou enquanto o ele está vendo o jogo do seu time, nem servir-lhe o café, o almoço, o jantar nas mãos e todos os dia de sua vida e estar a disposição dele e de seus amigos enquanto jogam baralho, dominó ou seja lá o que for. Isto não é submissão, é servidão! E não! Submissão – vai por mim – não é coisa do tempo de nossas mães e de nossas avós, apesar de que a palavra submissão é vista como mulher que fica em casa para lavar, passar, cuidar dos filhos, cozinhar, agradar o esposo quando em casa. Isto não é submissão! Não se deve confundir tarefas de cada um com submissão, e não há uma regra para definir quem é que deve fazer o que. isto é outro texto, pois este já está longo demais.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 540 outros seguidores