A família e os impactos tecnológicos é o tema para analise, reflexão e textos proposto por Norma Emiliano do Blog Pensando em Família. Agradecimento à Luma que também está participando. É só clicar aqui!
Aqui é tudo conectado e todos somos dependes da tecnologia. Kaio e Pedro são nativos digitais. Kaio é mais ativo e sabe muito sobre as interconexões de redes, aparelhos, mensagens, compartilhamentos. Parece que todos os aparelhos da casa lhes prestam obediência. Do quarto dele ele controla o som, a televisão e o videogame.
Nossa família vive com a tecnologia e dos serviços que a tecnologia oferece. Eu trabalho com informática e instalo, configuro, manuseio, ensino, compartilho informações sobre tecnologia. Kaio também já ganha dinheiro com configurações, downloads, instalações, e até assessoria técnica.
Nossa família usa a tecnologia como meio de renda e também, a tecnologia nos permite lazer. Música, filmes e séries tem seus destaques. Agora, enquanto escrevo, ouço a música que toca no quarto de Kaio. Não tem volume suficiente que incomodar e tornou-se hábito, segundo ele, depois que ficava ouvindo o bip-bip da sala de cirurgia.
Música é algo indispensável aqui em casa. Todos os dias ouvimos músicas e para tanto, existem diversos meios. O som no quarto de Kaio é ligado ao PC dele. Na TV da sala existe um HD com pelo menos 35.000 músicas de todos os tipos, letras, bandas, solos, novas, antigas, estilos. Com alguns toques no controle e pronto. Quanto há festas, usa se o Notebook de Kátia conectado ao som que fica no quarto de Kaio. Música para todos os gostos. Outro dia, uma amiga nos viu dançando ao som de Nelson Rodrigues e uns forrós. Eu não sei dançar. Sim! Ela nos viu pela webcam. Outro impacto.
Pedro Henrique também se utiliza da tecnologia. Tem um PC. Tem um celular, presente de meu amigo Dezin. Com este celular, carrega PDF, trabalhos da escola, conecta-se a rede sem fio, envia-me email do tipo: “Pai, imprime o trabalho que te enviei” – “Pai! Preciso de cartolina, lápis de cor, e o livro de Machado de Assis”.
Kátia usa da tecnologia o básico. A tv para ver novelas, noticias, programas que ela gosta do tipo: entretenimento, musicais, informativos, receitas, festas, celebridades. Para ouvir músicas ela tem uma caixa de som portátil que pode tocar músicas com autonomia de bateria de até duas horas. Rádio tem pelo menos três e tem hora para ser ligado: das 11:30 até as 14:30 – Hora do almoço. Quando não, toca-se muito o Rei do Baião, Luiz Gonzaga. Meu sogro adora!
Quanto a mim! Bem, eu ganho algum dinheiro, para fazer algumas tecnologias funcionarem, e muito mais dinheiro, quando os aparelhos tecnológicos não funcionam. Outro meio de renda, é a desinformação tecnológica. Alguns colegas reclamam de pessoas que não lidam bem com a tecnologia. Eu porém digo: “Não falem de meus clientes mais assíduos”. Afinal, são as pessoas que, por faltar tato tecnológicos, que melhor pagam para aprender a usar, manipular, consertar, entender.
A tecnologia em minha família é uma coisa. E como todas as coisas, nós as usamos para gerar bem estar, produzir satisfação, e sobre tudo, termos tempo para nós mesmos. Por aqui, tem hora de todos estarem na mesa para o almoço, motivos para ir a um restaurante, sairmos. Por meio da tecnologia, por exemplo, a jornada de trabalho de Kátia é menos bruta, menos estressante por meio da máquina de lavar, do processador que tritura, corta, rala; da batedeira de massas, da geladeira, do fogão.
Nesta última quarta-feira, 15/05, dia internacional das famílias, enquanto estava no campus do IFBA estudando, Kátia e Pedro foram à praça de alimentação curtir um cinema 3D itinerante. Eles voltaram encantados com os breves minutos que estiveram no interior do referido cinema. Contaram coisas incríveis que viram. Uma pena que é caro: R$ 5,00 por poucos minutos. Mas, vejo ai, o impacto da tecnologia nas famílias.
O objetivo da tecnologia é permitir que usemos menos nossos meios físicos, sejam eles: músculos e mentais, para que produzamos mais, com menos tempo, e tenhamos tempo, exatamente para dedicar à família e outras atividades familiares. Nas grandes cidades, nem sempre isto funciona. Se passa muito tempo indo de um lugar para outro, viaja-se muitos quilômetros para trabalhar, estudar, deslocar. Mas, ainda assim, a tecnologia tem impacto positivo nas famílias. Tempos atrás, muitas pessoas simplesmente não poderiam ir trabalhar, por exemplo, a 40 quilômetros de distância, pois, não havia tecnologia suficiente para transpor a distância, e encurtar o tempo. Hoje existe.
Os impactos tecnológicos sobre as famílias são mais positivos do que negativos. Mas, como tudo, existem aqueles que extrapolam, usam em demasia, e a tecnologia se torna um mau, tanto quanto, abusar de todas as coisas boas, se torna um mau em si.
Aqui em casa, o impacto foi positivo, e eu dependo cada dia mais dela, e os impactos são enormes.
Finalizando com uma piada:
Ontem, minha esposa e eu estávamos sentados na sala, falando das muitas coisas da vida. Estávamos falando de viver ou morrer. Eu lhe disse:
“Nunca me deixe viver em estado vegetativo, dependendo de uma máquina e de líquidos. Se você me vir nesse estado, desligue tudo o que me mantém vivo, sim?”.
Você acredita que a vaca levantou, desligou a televisão e jogou minha cerveja fora?








Corpos e Almas