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Outra interpretação para a lei 8.069

18 dez

- Alô!

- Alô! Bom dia cidadão! Em que posso servi-lo?

- Primeiro eu quero saber da nova lei sobre os direitos das crianças e dos adolescentes. Ela pode ser resumida como?

- Bem! A lei diz que as crianças e adolescentes tem o direito de “serem educados e cuidados sem o uso de castigos corporais ou de tratamento cruel ou degradante.”

- Me esclareça o que é “tratamento cruel ou degradante”. Eu não tenho dúvidas sobre o que é castigo!

- Cidadão! Tratamento cruel ou degradante é… bem! O senhor vai ter que procurar alguém lá do setor de proteção das crianças e adolescentes, o ECA, para eles explicarem para o senhor sobre isto!

- Tá! Eu faço isto amanhã! Mas me diz uma coisa só!

- Sim! O que o cidadão quer saber mais?

- Eu tô querendo ir à festa da banda do Chiclete com Bananas este fim de semana. O abada é caro. Eu quero ir para a festa e meus pais não querem me dá a grana de comprar o abada e também o dinheiro de eu comer e beber na festa. Isto pode ser considerado como castigo, e tratamento cruel ou degradante? Eu acho que é! E o senhor?

- “Rapaaaaz!” Sei dizer não! É como eu disse pro senhor! Vai lá ao setor que trata da criança e do adolescente!

- Mas, o senhor não acha que…

- Bom dia cidadão!

- tum! tum! tum!

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Minha opinião sobre a mudança da lei 8.069 modificará muita coisa na nossa comunidade e vai dá muito que falar. Se a intenção era proteger a família, ajudar a sociedade a se livrar de pais violentos… talvez estejam criando mais problemas do que resolvendo! Se até o momento a polícia, a justiça, ECA, e os muitos Conselhos Tutelares espalhados pelo país, bem como as exigências de denuncias por parte dos médicos, das assistêntes sociais não têm ajudado a resolver a situação atual de mortes, maus tratos, violências domésticas, torturas, tratamento degradante contra crianças, mulheres, idosos, cães, gatos.

Não se podem classificar todos os pais de igual modo. Não se podem igualar os que chegam ao limite de usar castigos, com aqueles que chegam ao limite de pôr as mãos da criança no fogo. Não se podem nivelar os pais que dá um beliscão num filho que está fora dos limites sociais aceitáveis, com os pais que arrancam o pedaço da carne do braço do filho em situação semelhante. Etc.

Não é por que há muitos descontrolados que todos devem ser responsabilizados e inclusos na lei como quem falta cuidado, educação e que trata de forma degradante ou cruel. Nem todos agem de forma igual, então, a lei não pode nos igualar de forma semelhante. Uns comportamentos são aceitáveis outras atitudes são crimes.

Como é que eles pensam que com esta lei irá contribuir?

Eu não preciso da ajuda do filme Comer, Rezar e Amar.

27 nov

Eu, como homem, sou o que sou. No gênero e na raça! Sou o que minhas experiências puderam me transformar e me moldar. Na maioria das vezes, digo que sou o resultado do produto das minhas equações, das minhas escolhas, dos contatos, dos convívios, das reações às ações minhas e alheias. Sou o que sou. Hoje, o meu filho primogênito faz 16 anos. Temos 17 anos de casamento oficializado e 18 anos juntos. Quase nunca separados. Conversando todos os dias. Às vezes o dia inteiro. Se, fizéssemos sexo o tanto que conversamos ou na quantidade que conversamos, bem, nenhum homem no universo teria feito mais do que eu.

No entanto, por causa daquelas, que rotulo de discípulas de Clarissa Pinkolo Éstes, as ditas clarissistas escrevo este texto. Uma resposta direta. Quem são elas? São mulheres que vem aqui, sentindo-se as almas mais puras e mais seguras do universo por que leram os livros desta autora. Através dela, soube que todas elas, são gente boa! Eu não sou gente boa! Segundo Lígia Maria Marques, eu sou uma migalhinha. Mas! Sou destas migalhinhas que incomoda. É tanto que ela me escreveu! A Miriam disse ter sentido uma angústia no coração … saibam todos: por mim! Nem precisava tanto querida! Valho menos do que toda esta sua angústia… e este texto é para dizer a Miriam, que eu assistir ao filme que ela “recomendou”. Mas, assistir não porque ela recomendou. Eu já tinha visto. E esta semana revi e lembrei-me de que tinha que responder a isto:

“Assista ao filme: Comer, Rezar e Amar… quem sabe possa lhe ajudar a encontrar Sua Palavra de fato. Venha nos contar”.

Meu resumo do filme: Nihil novi! – (Nenhuma novidade!) Muitas podem se deslumbrar com o filme. Podem se sentir presas e verem no filme e também na leitura do livro um impulso libertador. Podem se identificar com a história. Eu vi no filme indicado um bocado de idiotice, e situações não aplicável a 99,98% das mulheres que eu conheço e me relaciono.

Eu conheci uma mulher na situação dela. Talvez pior! Ela tinha sido abandonada pelo esposo. Fugiu com sua melhor amiga. Deixou-a para trás, ela e o filho. Ignorou-os por longos anos. O que fiz? Eu a amei e insistir para ela aceitar o amor que havia despertado em mim para com ela. Vivemos um intenso amor de nove meses. Foi-me dolorido separar-me dela… Sabe o que mais Miriam, nove meses de amor. Sem sexo. E nosso relacionamento foi de meu ponto de vista: um sucesso. Eu disse a ela em palavras e em letras que ninguém deve recusar amor por desanimo, nem se é derrotada por “fracassar” em um relacionamento, que não depende apenas dela.

Aliás, por que se diz que se fracassa quando o casamento acaba? O tempo em que teve amor, carinho, atenção, cuidado nunca é contabilizado? Tenha paciência e mude de opinião! Se meu casamento acabar amanhã ou depois de amanhã, eu, e minha esposa não somos fracassados. Tivemos quase duas décadas de sucesso! Por que não mudar esta opinião de que divorciar é sinônimo de fracasso? Como afirmei para minha querida Beth Santana: aproveite e viva enquanto eterno for.

Por uma simples questão de princípios, eu não imporia essa minha pessoa desanimada, derrotada e velha ao adorável, inocente Giovanni. Sem falar que eu finalmente havia chegado à idade em que uma mulher começa a questionar se a maneira mais sensata de superar a perda de um lindo rapaz de olhos castanhos é mesmo levar outro para sua cama imediatamente

É no mínimo uma visão equivocada sobre ela, a pessoa humana, os relacionamentos e a sexualidade, em especial, da comunidade onde ela foi criada. Não muito diferente de uma grande maioria das comunidades. Ela questiona relacionamento e sexo casual neste paragrafo, e dá aquela sensação de grandeza ao ponto que se inferioriza se declarando desanimada (Por causa do relacionamento anterior), derrotada (idem), velha (o tempo e a biologia ). Ou seja, ela é a injustiçada! Mas, está ai ocultando, o que nós homens assumimos. Quando olhamos para uma mulher bonita e de olhos castanhos, nós, homens, não pensamos que vamos casar com ela, se ela quer, nós também queremos e pronto! É só um falso senso de moral versus desejo e excitação!

O livro e o filme, na visão que tive, é uma história de alguém, no mínimo egoísta, e uma visão, que veja bem: mantém o mito desconfortável de que uma mulher não pode sentir desejo, não pode e nem deve revelar seus desejos. É estranho para muitos, saber que, eu e minha esposa conversamos sobre isto. Estranham saber que ela me conta os desejos dela. Acham que ela fica vulnerável em dizer a mim, que, sente-se atraída por homens negros, altos e elegantes. Ah! Você é louco e corno! Mas, digo sempre: casar-se comigo, não extingue nela o desejo, as vontades, as carências (emocionais, fantasias, e desejos dela). Penso que não tem necessidade dela esconder, nem de revelar. Sei que existe. Se ela não conseguir segurar, bem, de igual forma a mim, temos a liberdade de ir atrás destes, e romper o relacionamento. Sem fracassos!

Só lamento vocês não terem um homem como sou! Desculpe a falta de modéstia e a arrogância. Mas, neste caso, está sendo necessário. Lamento que vocês, clarissistas, junguianas, não tenham a seu lado um companheiro tal qual sou para minha esposa.

O livro e o filme descreve como são as mulheres? Acho que não! É só uma visão, uma opinião de uma mulher que pensa que da maneira mediocre e aprisionada que ela viveu é a realidade de todas. As vezes é bem pior. Mas revela que elas guardam segredos de seus segredos. Superei estes medos e dificuldades com o último filme de Stanley Kubrick: De olhos bem fechados. Se nunca assistiu tome coragem e assista! É de 1999. Quer mais detalhe antes de assistir: Clique aqui. Eu prefiro esta visão ao do Comer, Rezar, amar.

O resumo de Comer, rezar e amar, é uma triste realidade: não ensinam as moças, e os moços a lidarem com os sentimentos, as emoções e os relacionamentos. Eu, não só procuro lidar com minhas emoções, como, se possível ajudo quem estiver precisando. E, até listaria, pelo menos quatro meninas e dois meninos que aconselhei recentemente a como resolver seus problemas de relacionamento. Criaram uma sociedade de humanos, emocionais, inaptos aos relacionamentos e aos sentimentos. São pessoas que pensam que relacionar num casamento é viver felizes para sempre. E, por uma, outra, ou por um período de desavenças, se declaram fracassados, feridos mortalmente, há os que matam e se matam também. Fraquezas emocionais, sentimentais, e falta de conceitos sobre sucesso e fracasso, amor e ódio. Há também os doentes! Casos separados.

A minha vida é conturbada como a vida dos sete bilhões deste planeta. E daí? E daí que não vou me matar por esta ou aquela dificuldade. E, sou diferente, bem como minha esposa da Elizabeth. Se nosso casamento acabar amanhã, não teremos condições de sair viajando mundo a fora. Nem reprimindo excitação. Medindo sentimentos. Ocultando emoções. Não, não vamos!

Meu casamento esta semana.

Esta semana é especial e também está conturbada. Eu e minha parceira de relacionamento estamos em situação difícil. Nosso filho menor está de catapora. E o mais velho faz aniversário hoje. Esta foi uma semana de pouco sono. Uma semana de comiseração e de impotência. Quando se digo que tá de catapora, as pessoas tem a ideia de que catapora é isto e aquilo. Em Pedro é pior. Ele está completamente tomado pela catapora. Duvido que alguém tenha tido tantas cataporas quanto ele. E Ontem o levamos ao hospital para ser medicado. Ele necessitava dormir, pois, nestas semanas poucos foram os minutos de sono que ele e nós pudemos ter.

A vida continua oras! Tive que trabalhar. Ela teve que cuidar das tarefas dela. O outro filho teve que ir para a escola. E eu tive que trabalhar durante o dia, e cuidar dele durante a noite. Dar banho. Passar remédio. Cuidar para que ele descansasse um pouco. E finalmente ontem à noite, tive que cuidar dele e cuidar dela que ao ver a reação adversa que o Polaramine causa nele, pensou que nosso filho estava ficando demente.

Então queridas desinformadas e discípulas de Clarissa, eu não preciso dos conselhos de Elizabeth, nem da Clarissa. Minha vida é completa sem elas, e as ideias e conselhos delas não tem nenhum valor por aqui. Temos nossa vida assim. Cheias de eventos bons, eventos não bons. Mas, é a vida! É a existência. Uns sofrem mais. Outros sofrem menos. Uns não procuram e sofrem. Outros procuram e não sofrem. Uns parecem serem e estarem mais felizes do que outros.

Eu não preciso da ajuda do filme Comer, Rezar e Amar.

Minha vida: não é questão de ser ou não justa. É o que acontece!

26 nov

Minha vida não é um mar de rosas. Minha vida é a vida dos homens conscientes. Minha vida é hoje o que pude agregar nestes breves anos de existência. Aprendi a não julgar uma mulher por seus relacionamentos. Por seus casamentos acabados (fracassadas) ou mantidos (feliz e bem sucedida). Mantenho minha linha, e venho obtendo, e tenho este comportamento, por que li, por exemplo, o dialogo de Jesus com a mulher samaritana. Aprendi, lendo, o respeito que culturas antigas dedicavam às mulheres. Não sou dos simpáticos com vários caminhos propostos. No entanto, não sou dos que saio por ai advogando isto e aquilo em nome do gênero. Às vezes sou machista. Às vezes sou o macho alfa. No entanto, evito ao máximo ser o homem que meu pai por longos anos exemplificou para mim. É um modelo que não me agradou. Nunca! O homem violento e forte com os fracos: esposa e filhos ainda crianças!

Assim como abomino o modelo de macho de meu pai, é de igual forma por mim, visto como execrável as atitudes de certas feministas. Agora deram, de uns tempos pra cá, enviarem correios eletrônicos para mim, com conselhos e textos, com a clara ideia e vontade de “salvar a alma” desta pobre criatura que não ama as mulheres: Adão Braga.

Quando estou com problemas é que minha mente mais trabalha. E, não só eu. Somos assim. Quando exigidos produzimos e somos mais criativos, imaginativos. Esta semana tenho um quadro agravado de saúde aqui em casa. Faz algumas noites que tenho que velar sobre Pedro Henrique. Não só eu. De uns tempos pra cá, minha esposa também tem revezado comigo. Ah! Não se espante. Eu sempre fiz isto. Faz parte do acordo com ela. Eu cuido das crianças enquanto você dorme. Nem é de agora.

Pois bem! Além de tudo que passo. Além da forma como vivo. Além da maneira como levo adiante a família, a esposa, os filhos, as responsabilidades, ainda tenho que lidar com as acusações. Não digo que não são importantes, pois são. Algumas acusações e ideias que fazem a meu respeito caem por si mesmo, sem que eu tenha que abrir a boca para me defender… Outras, no entanto me perseguiram por longos anos, até caírem no esquecimento.

- O tarado!

No internato do IAENE nos anos de 91/92 sofri por, pelo menos doze meses a acusação de ser um tarado! Foi um período que, para muitos, deveria ser deixado lá no passado. Mas, eu não o esqueço, pois, me faz lembrar constantemente que tipo de homens os membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia tolera e aceita para administrar suas instituições, colégios, clinicas e igrejas. Muito tem baixa qualidade moral, ética e parcos conhecimentos de como viver em comunidade. Muito são tiranos, autoritários e perseguidores.

São pessoas também que agem como agentes de difamação. São caluniadores, difamadores e injuriadores. Dez anos depois de sair do internato ainda sofria com eles, como uma sombra me perseguindo. Foi quando resolvi contra-atacar. E, me livrei deles. Mas, jamais conseguirei fazer com que pessoas que lá viveram que lá estiveram, tenham ideia e conhecimento a meu respeito a não ser: Adão Braga o tarado do IAENE em 1992/93.

O espancador de esposa

No inicio da década de noventa uma pessoa da família de minha esposa me fez uma ameaça. Disse que me mataria. Não sou um homem diferente dos demais homens em certas circunstâncias. O que me diferencia, talvez, é que não tenho pressa para nada nesta vida. Nem para morrer. Fui à delegacia e registrei a ameaça. Começava ai, minha reação. Fui depois ferido em uma briga braçal com o referido sujeito. Fiz outra queixa crime e um corpo de delito. Procurei um advogado. Orientei-me sobre a legislação e perguntei se em caso de uma fatalidade, como é que eu poderia usar a defesa putativa a meu favor. – Ai está uma de minhas diferenças. Se necessário, uso o que está à disposição do gênero. Apenas com sofisticação.

Desta época, o que ficou marcado foi à defesa do sujeito, amparado por sogra, e três cunhadas: ele bate em minha irmã! Por volta da metade da primeira década, uma senhora, casada com o primo de minha esposa disse que não conversava comigo e não queria nunca saber de mim, por que: eu tenho cara de homem que bate em mulher.

Ela só confunde feiura com pessoas violentas ou quem sabe, para ela, todas as pessoas feias também são as feras e todas as bonitas são as belas. Só se for! Penso que é só um distúrbio! Dela e nela! Não de nós feinhos. Não necessariamente os feios são espancadores de mulher. Não é Dado? Nem os anônimos. Não é Netinho? Não é Mel Gibson? Não é Cadú? […]

Eu posso dizer: Nunca bati em minha esposa. Mas, já fui acusado e já me condenaram por isto! A vida é assim, acontece isto e aquilo. Não é questão de ser ou não justa. É o que acontece. Justo e injusto é como classificamos. Afinal, justiça é tudo aquilo que está a nosso favor.

TARA, a médium tá me fazendo chantagem depois que leu o LIVRO DO MEU DESTINO. Pode?

11 nov

No dia 14 de setembro publiquei a proposta que recebi da Medium Tara (vou mudar de vida com a visão da médium Tara a visionária). Ela me fez promessas de mudar de vida, que tinha segredos a me revelar, e bastaria que eu entrasse em contato. Como não tenho lá muito medo de muita coisa, evento, vida, morte ou revelação, eu só tenho mesmo medo, veja que estranho! é de CASCO DE NAVIO! Nem sei por que! Talvez um trama adquirido de um filme antigo: O destino do Poseidon!

Depois da oferta da Tara ela me enviou e-mail em que começa assim:

ADAO, Esta noite tive um “flash” estranho, que lhe diz pessoalmente respeito. É por isso que fiz  especialmente para si uma vidência imediata dos acontecimentos felizes que devem ter lugar muito brevemente. Leia bem o que vai suceder nos próximos minutos. Vai ser verdadeiramente surpreendente.

Eu confesso que me surpreendeu foi saber que há algo “estranho” em mim, mesmo que seja no plano espiritual, cármico, cósmico. Não há nada de estranho Tara, em mim, nem no mundo material, nem no espiritual. Mas, vamos seguir, pois, há uma grande contradição logo no primeiro parágrafo: “Na noite passada aconteceu algo milagroso“. Para mim, é assim Tara: ou é estranho ou é milagroso. Ou para você, o que é milagroso também é estranho? Ah! é verdade! O Flash é que foi estranho, mas, a revelação é que é milagrosa. Mas, você não me escreveu na mensagem que faria isto? ~

Mais palavras de Tara:

Desde há vários dias que realizo uma série de cerimónias secretas de alta magia para determinados conselheiros. Na noite anterior, quando estava a terminar um trabalho importante, aconteceu algo de muito invulgar.

Estava prestes a pronunciar uma fórmula especial de “Magia Vibratória”, quando subitamente aconteceu uma coisa verdadeiramente muito estranha. Uma coisa indefinível, como uma presença benéfica que flutuava no ar.

E, como sob a influência de uma força invisível, pressenti fortemente uma poderosa coluna de energia invadir todo o meu corpo. Quando este género de acontecimento surge, tenho de me preparar para efectuar uma viagem astral em direcção a outras esferas espirituais.

 

 

 

Novamente coisas estranhas acontecem com pessoas que estão ligadas a mim. Eu entendo como é que é! Porém, veja que contradição: Uma coisa INDEFINIVEL… e logo em seguinda a explicação. Mas, logo a seguir, Tara diz que SAIU do seu corpo, e foi levada para um lugar, um tipo de biblioteca espiritual de todos as pessoas, e então, ele conseguiu ler o meu LIVRO DO DESTINO.

Caramba! Estou impressionado. Resumindo: Tara teve acesso a este meu LIVRO DO DESTINO e disse que viu muitas coisas de meu futuro. Ele me escreveu que eu IRIA ganhar dois prêmios em dinheiro. Que minha vida afetiva ia dar um salto de qualidade. Leia:

 

        • Deve surgir um acontecimento feliz directamente relacionado com o domínio financeiro muito brevemente. A quantia é verdadeiramente considerável. A seguir a esta feliz receita de dinheiro, vai certamente poder desencalhar a sua conta.
        • Uma segunda receita de dinheiro deverá acontecer logo a seguir. Trata-se de um montante que deverá ser ainda maior do que o primeiro.
        • Pode igualmente aguardar por uma melhoria muito interessante no plano afectivo. Esta mudança vai certamente acontecer de uma maneira bastante surpreendente segundo o que pude ver.

 

Isto tudo ACONTECERIA no intervalo de 3 semanas após eu receber o e-mail. E ai, veiio o que me desanimou com as revelações da médium Tara. Ela me escreveu dizendo que teve acesso ao livro de MEU DESTINO. Que viu que eu iria ganhar dois prêmios na loteria. No entanto, veja que sacanagem, ela só vai revelar o que leu no MEU LIVRO DE MEU DESTINO se eu pagar a ela 39,90. Ai, ela vai me dizer em que jogo da loteria eu devo jogar e quais número eu devo jogar por quanto e qual é o dia de minha sorte.

Para tudo!

  1. Se tá no meu destino Tara, você não tem poder de impedir o acontecimento.
  2. Se você sabe os números, se sabe os jogos, se sabe os dias de minha sorte, e sabe que o montante é considerável, por que, troca por uma única parcela de 39,90?

Tara A AMEAÇADORA!

De um parágrafo para outro, de reveladora do destino, de leitora dos meus segredos Tara passa a ser um anjo de maus agouros. De uma linha para outra ela se transforma em a mensageira de más noticias.

Tenho de o advertir: tem de agir depressa. Há algo de invisível que parece impedi-lo de aceder à sua felicidade. Trata-se de uma má influência na sua vida que pode bloquear a realização de acontecimentos positivos que devem acontecer-lhe muito brevemente. Está talvez em marcha neste momento. Sinto que esta influência negativa pode aumentar seriamente nos próximos dias. Isso pode ter uma consequência directa ao atrair muito azar e agravar ainda mais a sua situação difícil.

Dificil de eu acreditar. Afinal, se é invisivel, como é que sabes Tara? Só parece querida. Nada tem me impedido de ser e estar feliz. Não tenho má influência em minha vida. Por outro lado querida, você pode ser esta má influência.  A frase: “Está talvez em marcha neste momento” pode revelar exatamente você, que neste momento, é o que está em marcha neste instante. E, sim, você pode está atraíndo azar! E, para finalizar. Nesta manhã de sexta-feira: 11/11/2011 recebo dois e-mail de Tara. Eis abaixo o conteúdo.

Email 1

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Email 2

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Consolo em Guerreiro Menino

7 set

Neste dia sete de setembro, a dor volta com força e intensidade. Volta a amedrontar. Volta sem sabermos qual é sua força, e seu grau de devastação. Só sabemos que está sendo assim. Na incertezas dos especialistas que nos dão noticias sem garantias. E, a angústia de antes nos abate em pleno voo da esperançosa alta médica.

O Hematologista nos foi muito pessimista. Não nos deixou opções a não ser pensar e sentir o retorno de dias nublados. Incertos. Doloridos. O pessimismo médico veio com palavras do tipo:

- Um tratamento hematológico é muito caro para ser bancado particular! – Ai Kaio me chega aqui neste amanhecer de independência, com o humor de sempre e me diz:

- Painho! o médico foi bem claro: vocês são pobres, não tem condições de me pagar!

Agora! Neste instante ele e a mãe estão dormindo. Aproveito este momento para desabafa neste texto, chorar enquanto nenhum deles me vê. E cantar, e me consolar nas palavras de Gonzaguinha que cantou em minha juventude esta poesia, que ouvi na voz de Fagner.

GUERREIRO MENINO!
Gonzaguinha

Um homem também chora
Menina morena
Também deseja colo
Palavras amenas…

Precisa de carinho
Precisa de ternura
Precisa de um abraço
Da própria candura…

Guerreiros são pessoas
Tão fortes, tão frágeis
Guerreiros são meninos
No fundo do peito…

Precisam de um descanso
Precisam de um remanso
Precisam de um sono
Que os tornem refeitos…

É triste ver meu homem
Guerreiro menino
Com a barra do seu tempo
Por sobre seus ombros…

Eu vejo que ele berra
Eu vejo que ele sangra
A dor que tem no peito
Pois ama e ama…

Um homem se humilha
Se castram seu sonho
Seu sonho é sua vida
E vida é trabalho…

E sem o seu trabalho
O homem não tem honra
E sem a sua honra
Se morre, se mata…

Não dá prá ser feliz
Não dá prá ser feliz…

Sou professora, não educadora de seu filho. E nós pensamos: ainda bem!

4 set

Se tem uma atitude que não me deixa confortável e confesso que me controlo para não dizer algumas palavras não agradáveis é quando encontro com algumas mulheres que, as vezes posando de vitimas dizem:

- Eu saio de casa cedo e deixo meus filhos lá e venho para a batalha e recebo muito pouco por isto!

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Esta mesma frase noutras situações também é usada para a vanglória e para o engrandecimento. O que tenho sempre condenado nalguns amigos é querer demonstrar que fizeram escolhas, que optaram por um caminho de sacrifício, de renuncia, tomaram um caminho que exige além de trabalho, que exige também esforço maior das emoções, do físico e do intelecto. Assim, não me venha com tal farsa: “de que eu deixo meus filhos em casa”, como que se está dando mais do que pode, e que recebe menos do que merece. São escolhas. São caminhos seguidos. São opções e decisões tomadas. Você escolhe seus caminhos e os trilha. Você toma suas decisões e assume com isto os riscos bem como recebe os louros. É você quem deve colher as tempestades dos ventos plantados.

Não queira fazer com que eu me sinta culpado, e, senti compaixão por suas decisões. Certamente que não estás livre e fora do alcance de sentimentos como compaixão, altruísmo, empatia de minha parte, mas, no entanto, não por estes motivos. Nunca! Estou sempre disponível para oferecer apoio, carinho, atenção, ombro, e disposição, se o que está em curso, é inevitável, e o que sempre pode ocorrer com todos nós. Esta é a tragédia humana. Sejamos bons ou maus. Ricos ou pobres. Brancos, negros, amarelos, religiosos, políticos, ateus … etc.., é inevitável que vivamos e que passemos por esta existência sem alegria, sem amores, paixões, músicas, e também, dores, sofrimentos diversos e por fim: MORTE. Só nalgumas literaturas é que se registra que pelo menos três personagens tenham deixado este mundo vivos (dois deles morreram e ressuscitaram) para lugar e situação desconhecida.

O que não me emociona, nem me causa boa impressão, é a vitimização. É querer jogar pra cima de mim uma carga que não é minha. Esta de que você está se sacrificando por um bem da coletividade, e que eu devo ser grato por isto, por pertencer a coletividade, não me atrai, nem me ativa sentimentos de empatia. Quem lê este blog sabe de minha posição quanto ao trabalho feminino no mercado de trabalho. Da grande conspiração por mão de obra de qualidade, com preços baixos, e com a delicadeza, a organização, a presteza, o amor, o cuidado… e tudo mais em empenho, dedicação, atenção, carinho, …. que só as mulheres são capazes.

Pois bem. Acontece que nossa sociedade está cada vez mais comum mulheres educando, protegendo, cuidando e zelando dos filhos de outras mulheres que por motivos vários saem para a batalha. É bom esclarecer que esta batalha é por muitos definido como: sucesso profissional, sonhos pessoais, … nada contra, desde que se não queira dizer que somos culpados por não lhe ter chegado ainda este momento.

Assim, muitos destes filhos, destas batalhadoras de sonhos e metas pessoais de sucesso, empresarial, de desejos e metas propostas, são educados por babas ou por domésticas, por amas, por mucamas modernas, que zelam, que cercam os filhos destas outras mulheres e patroas. Então é questão de escolha. É questão de metas. Todas estas escolhas. Todas estas escolhas, estes planos, estas metas foram decididas em algum momento de vossa caminhada. Não me venha dizer que eu devo ser complacente, que eu deva agir de forma diferente com você por que você sacrificou a educação, o acompanhamento de vossas crias em detrimento a vossa carreira. Se você optou assim, por que queres que eu, me preocupe com os seus filhos?

Muitas mulheres que saem de casa para trabalhar na casa destas outras mulheres que também saem em busca de seus sonhos, de sua carreira, também sacrificam os filhos, a família, o marido, o lazer e no final das contas, todas estão, por necessidade ou por metas, buscando alcançar o sucesso, o prazer, e a tão almejada felicidade.

A frase lá de cima, foi uma professora quem disse a Kátia esta semana, justificando que ela é apenas professora e não educadora dos filhos de ninguém. E o debate começou assim. E Kátia então disse-lhe o que pensamos sobre o assunto. Nós escolhemos o caminho a seguir. Se não agüenta, que não invente! Foi ela quem optou por sair e ir trabalhar. Muitas escolhem a carreira pensando apenas de forma bocó: quero ser independente de marido. Estudo e trabalho para homem nenhum mandar em mim. – ou só por usura mesmo, e acabam na situação do mesmo jeito ou pior!

Conheço algumas que amam o que faz! E se esmeram, se esforçam e não reclamam das decisões tomadas, dos caminhos percorrido, dos atalhos errados, da caminhada mais longa, …. Sobem e descem montanhas para ensinar, compartilhar. Muitas apenas acreditam que podem ser esposa, professora, mãe, e servidora pública, e que as prestações não lhe seriam pesada. E, no arroxo… ai, dá tilt, peripaque, estafa, estresses, dores, doenças, infortúnios mil. Caem na vala antes da hora.

Aqui em Irecê nas reuniões de pais e professores tem sido moda usar de forma generalizada essa CULPABILIDADE como que todos nós, pais e mães não estamos em casa, não estamos sabendo o que nosso filhos estão fazendo aqui, ali e acolá. Não aceitamos esta carapuça de que os filhos fazem o que bem querem sem dar satisfação, de que os pais são responsáveis por isto e por aquilo, que os filhos usam e abusam da liberdade concedida por pais ocupados. Não somos parte do todo! Afinal, nem todos optamos tal qual estes que assim vivem. Até os puns aqui de casa é catalogado pela fêmea e cuidadora, nem adianta dizer: não fui eu!

Aqui em casa tem sido o contrário. Exigimos que nossos filhos sejam responsáveis, morais e lá fora em contato com outras pessoas que sejam éticos. Respeitem os professores, as diretoras, e que saiba tratar todas as pessoas conforme a educação e o respeito que exigimos deles. Mas, infelizmente, a educação deles, depende em muito da educação do outro lado.

Várias professoras, professores e diretores tem repetido, não uma só vez, que eles não são EDUCADORES de nossos filhos. E entendemos. Muitos não tem experiência na área. Não educaram nem os próprios filhos, como poderiam querer, pensar que são EDUCADORES. Muitos são, meros replicadores da ladainha exigida pelos PNE. Muitos se incomodam com o que não deveriam incomodar, e deixam de lado, certos conteúdos, e ficam discutindo o que não está no programa do PNE, e criticado por eles.

Ainda bem que certos servidores foram e exercem apenas a função de professores e não de educadores. Vários não tem experiência nem numa função, e delegou a função para outra, que em via de regras, sabem educar os filhos, mas, que não tem estudos.

Um dia chegaremos ao ápice! Ai perguntaremos: E agora?

 

As mentiras sobre amor, felicidade e sexo

13 ago

“- Não casei para ser feliz, nem casei por causa do sexo, muito menos, por causa do amor.” Algumas pessoas, em especifico, mulheres estranham e saem em defesa dos elementos citados: felicidade, sexo e amor. Porém, até o momento, a tese tem se sustentado. Não por eu ser melhor do que outras pessoas, mas, por que encaro de forma diferente: o ser feliz, o sexo, e o amor.

Das últimas vezes que citei a frase houve acalorado debate sobre o tema, e uma pessoa disse que ela não vivia sem sexo, e que desde que casou-se todos os dias ela fazia sexo.

- Assim não meu bem, pra cima de mim? A mesma história de que casados tem direito, e podem, e ou tem relações sexuais todos os dias? Ai, eu digo na cada: MENTIRA!

Fato é, que as últimas pessoas que assim opinaram, não muito tempo depois, esqueceram de terem dito tais palavras, entraram em processo de divórcio. Um deles até no litigioso. E, então vem a verdade da vida inteira.

  • Ah! eu já não aguento mais sustentar a casa sozinha!
  • Eu não tenho mais prazer sexual
  • Eu não tenho amor
  • Minha vida é uma infelicidade só;

Entre tantas coisa da lista, as reclamações sexuais estão todas lá anotadas. Uma destas pessoas reclamou, dias depois de ter declarado nunca ter faltado um só dia de sexo nos últimos dez anos, de estar a mais de oito meses sem contato físico e sexual com o marido. No entanto, havia declarado: todos os dias nós transamos. Que por sinal, nem precisava de tanta investigação para saber que era mentira. Afinal, com duas informações sobre o marido e dela tudo se ruiu.

- Você já teve relacionamento extra-conjugal? NÃOOOOO! Respondeu ela.

- Seu marido trabalha onde? Ele viaja a região toda! Só fica em casa sábados e domingos.

Simples assim! É mentira dela que todos os dias eles fazem sexo! Alguns amigos e amigas chegam a afirmar tais mentiras “socio-alto-astral” na ideia tola e distorcida de que sexo é igual dar e receber amor, e de que quantidade e qualidade de sexo é elemento suficiente e necessário para produzir seres felizes independentemente de fatores outros. Sexo se tem e faz por dinheiro, casualmente, por vingança, por tentação, por tesão, por tantos elementos. Mas, a relação de fatores fazer e ter sexo igual a ser feliz, e ser igual a amar e ser amado(a) nem sempre é verdadeira!

kamasutra

Fato é que se mente sobre sexo, família, relacionamentos, quantidades, amor, felicidade, prazer, sobre tudo isto ai envolvido, na esperança de transparecer aos amigos de que se está feliz, de que se é feliz, de que se tem sexo na quantidade e qualidade estipulada não sei por quem, e que se é uma pessoa emocionalmente resolvida, que se deu bem na vida.  E tudo isto é sinônimo de sucesso pessoal e emocional. E, não tendo, se mente! Fantasia. Diz ter mesmo não tendo, com aquela ideia: diz que é para ser ou atrair. – Tolice!

Esta preocupação de exteriorizar para amigos e familiares que se é feliz, de que se faz sexo, de que é amado e amada, faz parte de nossos desejos, e sabemos que isto é necessário, e é possível. E, quando não se tem, bem! Ai, se mente. Finge. Oculta. Mascara. Faz uma bela faixada. 

Eu não!

Prefiro assumir que não casei por amor, nem para ser feliz, nem por sexo. Para quem nada espera, o pouco é grande coisa, imagina encontrar então um tesouro?

Antes de querer desdizer-me analise, se de fato você é contrário a isto, e se os fatos não irão te desmentir. As pessoas mentem sobre amor, felicidade e sexo, na vã ideia de que isto fará bem a quem ouve, e que também, é uma prova inquestionável do sucesso emocional. Afinal, todos somos cobrados pelo que conquistamos, pelo que sabemos fazer, pelo que temos, e sobretudo, se temos alguém para amar, ser amado, oferecer e ter sexo, ser feliz e fazer feliz. Logo, se pressupõe que, quem é casado, quem está num relacionamento a tanto tempo, tem sucesso emocional, sexual e felicidade máxima.

sentimentos, classe social e desejos

15 mai

desejos

Faz poucas semanas que aconteceu o casamento dos jovens da realeza inglesa. Entre tantas noticias sobre o evento, pouquíssimas vezes não se leu que o casamento se dava entre um príncipe e uma plebeia

Infelizmente as várias comunidades humanas, entre as centenas de nações, povos, línguas ainda que não haja leis, o comportamento social aceitável, instituído, difundido exige que nossos sentimentos também seja confinado às castas sociais, e isto, causa sérias dificuldades para as pessoas que vivem em sistema social diferentes.

Não só na realeza é assim. Aqui em nosso meio há tais regras que tentam inibir o que sempre digo: não há como controlar o coração!

Não temos uma realeza, mas, temos as divisões de classe sociais entre nós. Miseráveis, pobres, classes A, B, C, D, E – classe média, etc. e tal. Até entre as classe existem diferenciações sociais. Há quem é classe média e não estudou, há quem é pobre e estudou, há os negros, as ruivas, as louras, os corruptos, os de mal caráter, os bonzinhos… isto tudo é divisão social e divisão de classes que se consideram como empecilho para as pessoas.

O que não se leva em consideração, em muitos exemplos, é que os sentimentos tais como amor, amizade, atração física, atração erótica, paixão, e desejos não conhece estas regras como ordens superiores.

Os sentimentos nascem onde é possível nascerem. Eles não reconhecem as classes sociais com a autoridade. Indo mais adiante, os sentimentos não conhecem as classes sociais. Os sentimentos nascem nas pessoas, e não dependem de condição financeira, estudos, conhecimento, posição política, religiosa, de sexo, ideologia… os sentimentos nascem onde podem nascer, e crescem onde são alimentados.

Não raro se ouve besteiras sobre as pessoas e seus relacionamentos. Há até um programa de humor, em que as personagens vivem às turras com seus parceiros. O mais funesto que vejo no programa é que uma das personagens tenta fazer humor exatamente sobre esta questão. Ou seja, é uma canalhice fazer chacota sobre a situação das pessoas, em especial, a ideia de que uma mulher que tem uma condição social melhorzinha, tem mais estudos, tem uma loja, tem mais dinheiro, tem profissão mais bem valorizada não pode ter sentimentos, nem tão pouco envolvimento com alguém de uma classe social diferente, como que amar alguém mais pobre, seja vergonhoso.

A outra personagem, no entanto, tem na minha opinião condição pior do que estar envolvida com alguém socialmente inferior. Ela tem um envolvimento moral e ético inadequado para os padrões sociais. Mas, porém, contudo, todavia, parece-me que é mais bem aceito uma mulher ter um caso, ter um envolvimento com um homem casado do que diferença de classes sociais.

Eu e minha Kátia temos nossas diferenças sociais. Temos nossas discrepâncias. No entanto, isto não conta tanto entre nós, mas, já aconteceu de um ou mais amigos dizerem a mim:

- Ela não é uma mulher ideal para você!

A pergunta inevitável: Por que não? – A resposta idiota:

- Você tem estudo ela não! Você já tá no fim da faculdade, e ela nunca terminou o ginasial.

No entanto, esta diferença entre nós nunca foi marcante a ponto de provocar debate, desavenças, discórdias. Que é bom deixar evidente, é mais fácil haver briga entre nós por causa de um pum, do que por causa de uma palavra que ela insiste em falar errado, afinal, isto não é tão importante quanto, o que sentimos um pelo outro.

Nossos sentimentos não conhece diferenças tais como: riqueza, poder, posição social, cargos, altura, comprimento, sexo, cor, religião, distância, e muitas outra variáveis e grandezas.

Como diz uma certa educadora: Apenas sinta! Não pergunte tanto. Não queira entender tanto. Apenas sinta o que tem que ser sentido. Viva cada sentimento quando ele chegar.

Nossos sentimentos trata, e tem relação com áreas do cérebro que não é da mesma relação com, por exemplo, a razão.  E, a razão, não tem poderes sobre os desejos. Por mais que se queira evitar, uma paixão, um amor, um desejo nos faz tomar decisões racionais incompreensíveis para amigos e familiares.

Quantas e quantas vezes ainda iremos ouvir sobre nós, ou sobre outra pessoa qualquer, em especial se for, mulher:

-  Estragar a vida por um traste daquele!

Eu sinto desejos por alguém. Ainda que racionalmente, eu pense que ela é “muita areia para meu caminhão”, ainda que ela “esteja numa casta social”, numa região diferente da minha, ainda que ela more numa cidade com formação cultural diferente, ainda que sejamos de formação religiosa diferentes.

Ainda que nossos pais tenham dado a nós educação religiosa, sexual, moral e ética diferente, ainda que nossos caminhos profissionais sejam diferentes, nosso gosto musical seja de A e Z de diferenças … mesmo assim, pode nascer entre nós um desejo intenso. Um desejo carnal, emocional, avassalador que tudo que existe entre nós perca o valor, por mais importante, forte, impositivo, que seja.

Como é que nascem os sentimentos?

12 mai

Você já pensou nisto? Eu já. E, digo que eu não sei como é que nascem os sentimentos. Sejam eles bons ou sejam eles maus. Seja ele, um sentimentos positivo em relação a uma pessoa seja algo negativo sobre outras pessoas. Você sabe porque gosta de umas pessoas e tem antipatias por outras, sem que nem as de um grupo nem as do outro tenham feito nada a você?

sentimentos

No conceito popular até existem expressões, que ainda que nada expliquem, servem assim mesmo para justificar, expressar a falta de explicação, e normalmente, apela-se para o argumento sobrenatural, e no mínimo, uma relação quimica, uma relação de pele, tais como:

  • Nossos santos se bateram;
  • Meu santo não combinou com o santo dele(a);
  • Nossos sangues não combinaram;
  • Isto é coisa de vidas passadas;
  • Isto é carma;
  • Eu devo ter cuspido na cruz;
  • Quanto mais rezo, mais assombração aparerce…

Seja qual for a expressão usada, a ideia, a intenção é a mesma: a falta de meios, a falta de palavras, a falta de compreensão, falta de entendimento para explicar como é que, ou como foi que você passou a amar, odiar, recear, desconfiar, gostar, ignorar, …etc. UMA PESSOA QUALQUER.

Certo dia uma, tive este dialogo com uma amiga, que antes não era amiga.

- Adão! Quando eu abria a porta de minha casa e era você  ( silêncio) … eu rezava! Por que eu não suportava você! Maaaaas! Meu marido precisava de seus serviços.

- Mas galega o que é que eu fiz para você me detestar?

- Ah! Sei lá! Eu olhava para você e não gostava de você!

- E quando foi que você passou a gostar de mim galega? – Quis eu saber!

- Interessante! Minha resistência a você, começou a cair no dia que você fez algo que eu muito detesto, mas, como fez também algo que me ajudou, o que eu detestava foi esquecido.

- Sim! E o que foi mesmo que eu fiz?

- Ah! Você deu uma opinião sobre meu trabalho de faculdade e me alumiou as ideias. Ai, eu vi que o que eu sentia por você não tinha justificativa. Afinal, você nunca tinha feito nada para que eu detestasse tanto você. Mas, você fez algo que me fez gostar de você.

Com isto, é fácil entender, e compreender que o gostar, o amar, o detestar é, as vezes inexplicável. Assim como as pessoas que amamos não necessita fazerem nada para serem amadas, como as pessoas que não gostamos tenha feito algo para despertar em nós sentimentos de aversão.

Eu costumo dizer, e algumas pessoas não entendem a seguinte frase:

- Você não merece, mas, eu te amo!

No inicio se espanta com a declaração. No entretanto, é só pensar por um momento e se percebe que de fato, não é necessário fazer nada para se gostar de alguém, nem é necessário algo para se ter antipatia por alguém. O outro lado é curioso! As vezes, um só ato, um só momento, uma só ação, é suficiente para que um sentimento morra e dali nasça outro sentimento diferente.

Assim como não temos explicação para os sentimentos de antipatias, aversão que sentimos por outras pessoas, sem que se tenha feito nada a nós, também, não temos explicações por que motivos gostamos das pessoas que gostamos.

Não sei quantas pessoas, a minha semelhança se preocupa com os sentimentos que intencionalmente, propositalmente ou involuntariamente provocamos nas pessoas. Eu me preocupo. Minha preocupação é voltada para o lado da decepção, o lado da incapacidade de manter, o lado de não provocar repulsa, evitar ferir, e não fazer com as pessoas que sentem algo bom para comigo deixe de sentir.

Não é fácil! Nem todas as pessoas que gostam de nós, falam que gostam. Quando falam, traz a nós a responsabilidade de corresponder beneficamente,  a este sentimento. As pessoas que não nos suportam, temos que seguir as orientações sábias de Jesus:

- Amar nossos inimigos;

- Orar por quem nos perseguem.

“Grande poderes trazem grandes responsabilidades”, e também, somos responsáveis por todos que cativamos. Todos sentimento nasce em alguém. E este alguém é responsável por seus sentimentos. O objeto do amor, o objeto da antipatia nem sempre participa. Mas, tal objeto, agindo contrariamente a nossos sentimentos, podem matar o sentimento existente em nós, seja ele amor ou antipatia. Talvez, as decepções matem amores e talvez as bondades matem antipatias.

Os sentimentos que você nutre pelas pessoas, sejam ele de amor, paixão, gostar, simpatia, amizade, camaradagem não tem necessariamente uma explicação lógica, bem como os demais sentimentos…. Os sentimentos não necessita de uma explicação lógica. Nós gostamos de pessoas que nunca fez nada para serem gostadas, e temos antipatias por pessoas que também, NUNCA fizeram nada para serem antipatizadas.

Como você explica os sentimentos que você sente pelas pessoas?

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