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A família e os impactos tecnológicos

17 mai

A família e os impactos tecnológicos é o tema para analise, reflexão e textos proposto por Norma Emiliano do Blog Pensando em Família. Agradecimento à Luma que também está participando. É só clicar aqui!

Aqui é tudo conectado e todos somos dependes da tecnologia. Kaio e Pedro são nativos digitais. Kaio é mais ativo e sabe muito sobre as interconexões de redes, aparelhos, mensagens, compartilhamentos. Parece que todos os aparelhos da casa lhes prestam obediência. Do quarto dele ele controla o som, a televisão e o videogame.

Nossa família vive com a tecnologia e dos serviços que a tecnologia oferece. Eu trabalho com informática e instalo, configuro, manuseio, ensino, compartilho informações sobre tecnologia. Kaio também já ganha dinheiro com configurações, downloads, instalações, e até assessoria técnica.

Nossa família usa a tecnologia como meio de renda e também, a tecnologia nos permite lazer. Música, filmes e séries tem seus destaques. Agora, enquanto escrevo, ouço a música que toca no quarto de Kaio. Não tem volume suficiente que incomodar e tornou-se hábito, segundo ele, depois que ficava ouvindo o bip-bip da sala de cirurgia.

Música é algo indispensável aqui em casa. Todos os dias ouvimos músicas e para tanto, existem diversos meios. O som no quarto de Kaio é ligado ao PC dele. Na TV da sala existe um HD com pelo menos 35.000 músicas de todos os tipos, letras, bandas, solos, novas, antigas, estilos. Com alguns toques no controle e pronto. Quanto há festas, usa se o Notebook de Kátia conectado ao som que fica no quarto de Kaio. Música para todos os gostos. Outro dia, uma amiga nos viu dançando ao som de Nelson Rodrigues e uns forrós. Eu não sei dançar. Sim! Ela nos viu pela webcam. Outro impacto.

Pedro Henrique também se utiliza da tecnologia. Tem um PC. Tem um celular, presente de meu amigo Dezin. Com este celular, carrega PDF, trabalhos da escola, conecta-se a rede sem fio, envia-me email do tipo: “Pai, imprime o trabalho que te enviei” – “Pai! Preciso de cartolina, lápis de cor, e o livro de Machado de Assis”.

Kátia usa da tecnologia o básico. A tv para ver novelas, noticias, programas que ela gosta do tipo: entretenimento, musicais, informativos, receitas, festas, celebridades. Para ouvir músicas ela tem uma caixa de som portátil que pode tocar músicas com autonomia de bateria de até duas horas. Rádio tem pelo menos três e tem hora para ser ligado: das 11:30 até as 14:30 – Hora do almoço. Quando não, toca-se muito o Rei do Baião, Luiz Gonzaga. Meu sogro adora!

Quanto a mim! Bem, eu ganho algum dinheiro, para fazer algumas tecnologias funcionarem, e muito mais dinheiro, quando os aparelhos tecnológicos não funcionam. Outro meio de renda, é a desinformação tecnológica. Alguns colegas reclamam de pessoas que não lidam bem com a tecnologia. Eu porém digo: “Não falem de meus clientes mais assíduos”. Afinal, são as pessoas que, por faltar tato tecnológicos,  que melhor pagam para aprender a usar, manipular, consertar, entender.

A tecnologia em minha família é uma coisa. E como todas as coisas, nós as usamos para gerar bem estar, produzir satisfação, e sobre tudo, termos tempo para nós mesmos. Por aqui, tem hora de todos estarem na mesa para o almoço, motivos para ir a um restaurante, sairmos. Por meio da tecnologia, por exemplo, a jornada de trabalho de Kátia é menos bruta, menos estressante por meio da máquina de lavar, do processador que tritura, corta, rala; da batedeira de massas, da geladeira, do fogão.

Nesta última quarta-feira, 15/05, dia internacional das famílias, enquanto estava no campus do IFBA estudando, Kátia e Pedro foram à praça de alimentação curtir um cinema 3D itinerante. Eles voltaram encantados com os breves minutos que estiveram no interior do referido cinema. Contaram coisas incríveis que viram. Uma pena que é caro: R$ 5,00 por poucos minutos. Mas, vejo ai, o impacto da tecnologia nas famílias.

O objetivo da tecnologia é permitir que usemos menos nossos meios físicos, sejam eles: músculos e mentais, para que produzamos mais, com menos tempo, e tenhamos tempo, exatamente para dedicar à família e outras atividades familiares. Nas grandes cidades, nem sempre isto funciona. Se passa muito tempo indo de um lugar para outro, viaja-se muitos quilômetros para trabalhar, estudar, deslocar. Mas, ainda assim, a tecnologia tem impacto positivo nas famílias. Tempos atrás, muitas pessoas simplesmente não poderiam ir trabalhar, por exemplo, a 40 quilômetros de distância, pois, não havia tecnologia suficiente para transpor a distância, e encurtar o tempo. Hoje existe.

Os impactos tecnológicos sobre as famílias são mais positivos do que negativos. Mas, como tudo, existem aqueles que extrapolam, usam em demasia, e a tecnologia se torna um mau, tanto quanto, abusar de todas as coisas boas, se torna um mau em si.

Aqui em casa, o impacto foi positivo, e eu dependo cada dia mais dela, e os impactos são enormes.

Finalizando com uma piada:

Ontem, minha esposa e eu estávamos sentados na sala, falando das muitas coisas da vida. Estávamos falando de viver ou morrer. Eu lhe disse:

“Nunca me deixe viver em estado vegetativo, dependendo de uma máquina e de líquidos. Se você me vir nesse estado, desligue tudo o que me mantém vivo, sim?”.

Você acredita que a vaca levantou, desligou a televisão e jogou minha cerveja fora?

Haverá o movimento “Eu odeio o dia oito de março” ?

8 mar

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Hoje foi o dia dedicado às mulheres. O tal do 8 de março. As vezes tenho a impressão que fui eu quem começou esta onde homenagens às mulheres. Lembro-me da primeira vez que presentei minha sogra – que me detestava – com um quadro religioso. Ela se espantou, era o ano de 1993, e quis saber porque estava ganhando o presente, e expliquei-lhe:

- Hoje é o dia internacional da mulher.

Desde então, o movimento municipal, regional, estadual, federal e mundial só fez aumentar.  Não me lembro de antes desta época haver tanta atenção ao dia 8 de março, e, naquela época eu fiz isto, por que era pauta da programação da Escola Sabatina da IASD de Irecê, na Bahia. Até parece que fui eu quem comecei todas estas comemorações, he he he he

No entretanto, já entrei em movimento solitário e contrário ao dia. E já tenho minha lista de desagrado quanto ao dia. E, vamos lá.

1 – Fui/Sou cobrado por… Cheguei numa empresa em que a maioria do quadro funcional é feminina e fui cobrado por, ao entrar no recinto, não ter chegado dizendo: “Feliz dia internacional da mulher, meninas"!

Evidente que receberam uma resposta adequada e a altura da cobrança. Mas, fui educado em justificar. Curiosamente, o gerente, o mais detestado por todas, fez assim, já fui menosprezado e equiparado a ele. Isto, no entanto, me enfureceu, e, assim, parti para a defesa mais agressiva e apresentei a incoerência delas com a situação.

- Vocês passam todos os outros dias do ano reclamando do patrão. Dizem que ele é mau educado; dizem que ele é grosso; dizem que ele é a pior parte deste trabalho; dizem que ele não vale nada; que ele é burro; dizem e reclamam de estarem abaixo de uma pessoa como esta … mas, hoje, ele é melhor do que eu, que as elogio sempre, que ajudo vocês, que as auxilio, que as amparo… e por que ele é melhor que eu? Porque as felicitaram hoje… e eu, simplesmente ignoro este dia. O que vocês preferem então? Já sei! Um dia de felicitação!  Não de mim. Se acostumem!

2 – Mistificação do gênero. Fiz e recebi criticas e xingamentos por criticar a mistificação que a Clarissa Pinkola Èstes faz do gênero feminino. E o dia 08 de março tem sido um instrumento de ampliação da mistificação do gênero feminino. Eu acho muito.  Reconheço que há diferença entre nós. No entanto, não chega a ser, elas as deusas, e nós, pobres diabos. Não mesmo!

Ontem na TV alguns programas só falavam da superioridade feminina e a funesta vida de serem, quase sempre, submissa ao gênero masculino. Um dito canto de pagode, agora a pouco, deixou claro que, quando as esposas adoecem, tem que ficar hospitalizada, “são abandonadas” por seus companheiros.

Não é uma verdade absoluta. Há homens insensíveis. Um muito próximo, abandonou a companheira por que o médico, a aconselhou ficar em repouso total, inclusive, quanto ao sexo. Ele justificou: “não vou  ficar com uma mulher que não pode me dá, quanto há tantas que podem”. Existem aos montes, assim, como há, as que abandonam os companheiros quando estão em situação financeira ruim.

Já reclamei aqui no blog das vezes que tive que voltar da porta da enfermaria do Hospital Regional. É regra: “esposos e pais não podem acompanhar esposas, filhos e filhas” – Preferem e exigem acompanhamento feminino nas alas e enfermarias. “HOMENS são monstros e se veem uma doente nua, ocorrem ereções”, e havendo ereções, consequentemente, quereremos estuprar as doentes. – Foi o que me disseram no hospital regional de Irecê e a parte sem aspas, é a dedução lógica.

3 – irrealidade da situação. Evidente que há muitas mudanças quanto a sexualidade, quanto as diferenças de gêneros, o tratamento social, os direitos conquistados, os reconhecimentos… etc. e tal. Mas, a irrealidade do que se transparece no dia oito de março é espantoso.

Há milhões de mulheres em situações vergonhosa e que o dia oito de março sequer acolhe, conhece, estende as mãos. Exemplo disso são as colegas acima citadas, em que, exige-se, cobra-se, xinga-se, maltrata-se, mas, que tudo se justifica no final do mês, com o salário mínimo. Eu digo a estas colegas, que, o trabalho fora de casa, o acumulo das funções de funcionária, mãe, esposa, dona de casa serve para demarcar as diferenças entre irmão, pai e patrão.

Os irmãos os primeiros guardiões de suas celas invisíveis e impositores de regras, leis e exigências. O pai o terrível monstro a ser derrotado, destruído, seja na vida real, quanto na imaginária, na ficção e na cabeça de Clarissa Éstes. Todos são imagens e metáforas do mal a ser vencido pelas semideusas. Já o patrão é o que digo: é para vocês saberem que há algo pior do que irmão e pai. – Mas, apesar dos gracejos, tudo verdade!

4 – Divisão e facção. Lamentavelmente o dia tem se transformado num banker da divisão e da facção. É o dia do levante. E, homens como eu, que vê com desconfiança tal movimento, somos taxados de insensíveis, trogloditas, ultrapassados, toscos, irrelevantes, quando de fato, estamos levantando a bandeira do alerta para a grande divisão e a grande  facção que a comemoração tem estabelecido na sociedade.

O dia 08 de março é um grande símbolo. E, ai daquele, daquela, de qualquer grupo ou individuo que ousar dizer algo contra.

Podem pesquisar na internet e vê a importância que se dão à origem do dia internacional da mulher. E daí? Quais tem sido os direitos conquistado pelas mulheres?

- De trabalhar? Sim! De trabalhar “fora de casa”- Ah! tá. Eu nasci em 1968. Só tive um professor (do sexo masculino) na quinta série em 1980. Da alfabetização até então, só mulheres participaram desta minha fase. O que os homens faziam? Trabalhavam para suster a casa, e os cargos mais importantes das mulheres eram na educação, e na revolução. Evidente! Me lembro de ser estranho ouvir nome de mulheres ligadas às lutas comunistas.

Pois então! Hoje se vangloriam de ter obtido o direito de trabalhar.  E reclamar da carga excessiva, das jornadas, da insensibilidade masculina… ai! ai! No mercado de trabalho meninas, somos todos quase iguais. E vos garanto que já ouvi: meu computador não tá funcionando bem, pois, quem formatou e instalou tudo foi aquela moça lá daquela loja. Bem vindas.

- De estudar? Sem dúvidas esta é uma enorme bandeira. E como se vangloriam de as mulheres estarem mais estudiosas do que os homens; e como se enchem a boca para dizer, que as mulheres são mais aplicadas; do quanto as mulheres dedicam mais tempo aos livros; de como as mulheres são mais cultas; do quanto as mulheres são mais preparadas; de como as mulheres… choram quando o patrão, menos tudo, grita com elas, e elas, … elas, a maioria, se calam e voltam para suas tarefas.

- De beber, ir a festas, de dá vexame. Agora que meu filho tem tido uma vida social normal e agitada, tenho visto o comportamento feminino desta nova geração, e como elas se sentem no poder, por, ter a liberdade de ir às festas, competir com os colegas no gole da bebida, de vomitar, de embebedar, cair bêbada, fazer “coisas feias”, grotescas. E, tudo isto, é visto como conquistas.

Por outro lado, as normas sociais continuam a prevalecer, e os colegas, amigos, amigas continuam naquela linha anterior de censurar, criticar, dizer que é feio.

… tem muito mais por ai.

Eu vejo com desconfiança e descrédito certas conquistas. Vejo uma grande conspiração em ter mão de obra barata, qualificada e com menos problemas de insubordinação, de irresponsável e afrontamento, ameaças, violência, força, resistência.

Certos direitos femininos vieram não do direito mas do mercado de trabalho. Adquiriram por umas e outras que lutaram para exercerem certas atividades, e que o mercado de trabalho preferiu-as. Outras áreas estão sendo invadidas exatamente pela qualidade das mulheres. Outras no entanto, nem tanto.

Por tudo isto, e mais outros que eu tenha esquecido, é que o dia 08 de março está na minha lista do dia a ser ignorado, enquanto, dia de enaltecimento, consagração, dedicação às mulheres. Eu insisto, e continuo a tratar todas as mulheres com carinho, elogios, atenção, dedicação todos os dias do ano, e nos contatos. Mas, para aquelas que preferirem, eu faço como certos gerentes que conheço: trato mau todos os dias do ano, e  trato bem, apenas neste dia oito de março.

O que vos parece? Eu ainda não posso odiar o dia oito de março, mas, a comemoração, as celebrações, as mistificações, as massificações, tem me feito colocar o dia na minha lista de dias a ser ignorado. Não por causa das mulheres, mas, por uma série de fatos e eventos: em especial estas atitudes de vitrinização do gênero, do empedestalamento da figura feminina, do engrandecimento, da vitimização… de uma série de coisas e eventos, que de outra maneira, não existiria.

Pior: é a aceitação e a defesa que o gênero tem feito do dia, como, que sendo contra, sou o pior de todas as criaturas, pior de todos os monstros, pior do que todos os torturadores, de todos os estupradores, pior do que todos aqueles que destroem, aprisionam, maltratam as mulheres, tão somente por serem mulheres, e conheço homens  que assim fazem. Conheço também mulheres que falam assim, das mulheres.

O titulo é este mesmo: Poderia ser este o título: “Eu odeio o dia oito de março” – E não existe ainda o movimento, e outros textos na internet em que se afirma: “Eu odeio o dia oito de março!” ou “Porque eu odeio o dia oito de março”. Não é de espantar, afinal, há tais movimentos em outros dias comemorativos como o natal, carnaval, dia das mães, dia dos pais, dia das crianças… etc.

Vai existir em breve o “eu odeio o dia oito de março?” É esperar para ver!

Segundo ano de natal. E tudo recomeçou no natal passado.

24 dez

Durante alguns anos eu e minha esposa fomos criticados, muito mais ela, do que eu, em relação a gostar e fazer festas. Ela é assim! Quando não tem uma data especifica ela fazia uma ”festa”, nada tão grandioso. Alias, ela faz festa do que quer e não precisa muito. Este video aqui abaixo representa o que é festa para ela: poder ouvir músicas e dançar. Diz, desde já: “no meu velório, nada de muito choro. Ligue o som e deixa  tocando na sala. É isto que quero!”

Video de Novembro de 2007

E qual era o motivo da festa? A vida! Uma piscina de criança, música e uma pessoa que gosta de dançar. Comida da festa: 1 litro de feijão verde (R$ 6,00 preço atual), filé de frango (R$ 9,70), arroz, farinha, pimenta e meia dúzia de cerveja e 1 litro de refrigerante. Para ela ser feliz e estar feliz é coisa simples e possível e sobretudo, não é preciso de móveis, imóveis, automóveis. Não é necessário riqueza, poder e grandes eventos: basta estar viva e com saúde! Até hoje é criticada por viver assim.

“Assim, você não vai ter nada na vida!”, “Vocês nunca irão ter nada”, “Vão morrer pobres”, ”Como é que se quer viver sempre assim”. São os conselhos e criticas mais comuns. As criticas e as sugestões são sempre neste sentido: ter coisas, ter bens, ter móveis novos, ter casa bonita, ter apartamento bem mobiliado, ter carros, poder viajar e conhecer o mundo … tudo isto listado é muito mais importante do que viver do jeito que se quer viver, e muitas pessoas que assim vivem e exigem dela esta mudança, reclamam da vida que vivem, e do modo como vivem. oras! oras!.

Depois do ano de 2007, raramente tivemos festas nesta casa. Seja ela de qualquer natureza até o final do ano de 2011. Já este ano de 2012 já aconteceu vários momentos assim. Estivemos olhando fotos hoje a tarde. Olhando o antes. Olhando o durante. E estamos vivendo o periodo do “depois”.

Era muito bom antes. Foi muito ruim o durante (2008/2011/12) e agora estamos terminando o primeiro ano do depois. E este “depois” começou em novembro/dezembro de 2011. Este ano nós o vivemos como antes. Não do mesmo jeito, afinal, a falta de chuva tem provocado grandes estragos, mas, ainda tá suportável, e se chegar em um ponto insuportável, ainda existe a possibilidade de imigração…

Este ano começou com duas boas noticias nos primeiros dias. No dia 05 de janeiro é o aniversario de Kátia e de outras pessoas também. No entanto, no dia 05 tivemos o aniversário de Kátia, o resultado da aprovação de Kaio no IFBA, e a aprovação de Pedro na melhor escola de Irecê e ele ganhou uma bolsa integral.

Nos meses seguintes vieram os resultados dos exames laboratoriais e a avaliação médica positiva quanto a situação de Kaio. O baço não precisava ser extraído; o tratamento que o médico havia dito: “vocês não tem condições de pagar” – nem foi necessário. Colocamos na conta de Deus estas mudanças todas em poucos meses. Certamente que creio e aceito intercessão, por meio da oração dos amigos e amigas.

Segundo ano de natal. E tudo recomeçou no natal passado. Por isto, este ano, o nosso natal será igual aos que eram antes. E continuaremos a lutar, orar, interceder para que continue assim, até a consumação dos séculos.

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Se não estiver conseguindo ler, clique na imagem.

Votos de Adão Braga e família!

Ter pai e ser pai

12 ago

Hoje é o segundo domingo de agosto. Dia em que se comemora o dia dos pais. Alguns amigos não tem mais a presença física de seus entes paternos. Alguns, faz algum tempo que vive sem ter esta companhia e influência. Outros perderam recentemente. Lembro-me de minha amiga Beth Santana, e de Daniel – Blog: tempestade cerebral.

Ter pai ou ter alguém como figura paterna é importante e deve existir por ai pesquisas que aponte para esta realidade. Não vou pesquisar pra exibir aqui, pois, não é objetivo meu neste texto. Eu, quando jovem, pensava que odiaria meu pai por toda minha vida, no entanto, a figura de meu pai se transmutou depois que eu me tornei pai. Muitas ações, coisas, eventos, situações me fez sentir na pele de meu pai. Eu fui uma criança levada, um juvenil teimoso, estripulento, traquino; e fui um adolescente sem dar problemas a meus pais e famílias, com raras exceções.

Ter pai ou ter alguém como figura paterna é maravilhoso. Algum tempo atrás quando o pai de um amigo faleceu, e, eu fui lá conversar com ele, falei-lhe o que eu pensava sobre isto, e sair de lá com a certeza de que nós, por mais independente que sejamos, por mais estabilizado que estivermos, por mais longe que estivermos, ainda que tenhamos nossas vidas seguindo com trabalho, família, projetos, ter um pai como referência é como ter a certeza de que poderemos voltar para casa de papai quando necessário.

Sem pai, perdemos esta referência. É o que vivo hoje. Meu pai está la. Já teve alguns Acidente Vascular Cerebral. Já está com algumas dificuldades físicas; tem algumas limitações locomotivas; mas está lá. E o fato dele está lá, é suficiente para dar-me garantia de que estou amparado.

Ser pai é muito diferente de ter pai. Ser pai – nem  todos os homens, infelizmente – é um privilégio, uma responsabilidade, uma função, um posto de vigilância, um tótem: espiritual, físico, emocional, histórico, referencial, filosofico, político…

Tive a oportunidade de ser referência paterna para meus filhos: Kaio e Pedro, e também, ser a referência paterna para outros que tive contato. Ano passado um colega de Pedro me fez chorar por sua situação. Aqui em casa quando faziam um trabalho de escola, ouvi-o dizer a Pedro o seguinte:

- Eu queria conhecer meu pai, e queria que meu pai fosse igual ao seu.

Ter pai e ser pai são equidistante. Tanto é que o colega que aqui dizia querer um pai igual a mim, para se defender na escola, afirmou o seguinte:

- É que o pai dele, ajuda ele nas tarefas e nos trabalhos.

De fato ajudo. Eu não faço as tarefas de meus filhos. Ajudo-os a entender, compreender, fazer, desenvolver; eu opino, auxilio, e contribuo com materiais, dinheiro e incentivo. Se depender de meu exemplo, daqui desta casa sairá dois pais, para que os filhos deles tenham pais, e que eles dois sejam pais. No entanto, nem sempre acontece como nós pais queremos.

Para todos que são pais: Parabéns. Para todos que tem pais, aproveitem o dia de hoje; para os que não tem a presença física de seu pai, fica a reflexão e as lembranças; aqueles que nunca tiveram a influência deste ser, que seja você um pai, e desenvolva e demonstre a necessidade de pais, não de homens valentes, violentos, autoritários; ser pai, para mim, é uma honraria.

Eventos do dia 02 de Agosto.

2 ago

Neste dia de hoje, 02/08/2012 aproveito duas coisas distintas para este texto.

1 – O convite para escrever algo para o blog: Pensando em Família; Recebi o convite por e-mail.

O blog é de Norma Emiliano, e assim ela se apresenta no blog:

Norma-N“Olá. Sou Norma Emiliano,Terapeuta de Família. Faço atendimentos clínicos há 17 anos.Tenho paixão pelo que faço. Minhas experiências profissionais constituem a base das minhas reflexões sobre as mudanças ocorridas na sociedade e suas repercussões nos indivíduos, nas relações interpessoais e, principalmente, no interior das famílias. Neste blog, convido o internauta a ler, refletir e a trocar idéias sobre vários assuntos apresentados em poesia, música, experiências e textos que dizem respeito à família”

Eu conheci o blog e a Norma Emiliano faz uns seis meses com a Blogagem Coletiva da Luma Rosa (Amor aos Pedaços). E o que tenho a dizer sobre o blog que faz aniversário no dia nove deste mês, é o seguinte:

Tudo e todas as coisas, eventos, movimentos, pessoas, ação, reação e cada um dos nossos passos, podem ter sido escrito ou não. Eu penso que tudo isto faz parte do grande painel que é a vida e o viver. Certamente que vários conceitos, preceitos, regras e estatutos que ajudavam as famílias estão sendo derrubados, destruídos e caídos. Por outro lado, é bom saber que existem pessoas que insistem em acreditar, e fazer com que o núcleo familiar seja fortalecido.

Normas Emiliano este seu blog, este seu site, este seu intento, esta sua ideia tem meu apoio, incentivo e atenção. Parabéns!

2 – Aniversário de Julie Rossi

É! Hoje é o dia da “minha psi!”. Faz muito tempo que tive contato com ela. Desapareceu a mulher. Nem no blog: Poeiras ao Vento, nem tão pouco no MSN, nem no e-mail.

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Por onde é que anda esta mulher? A aniversariante de hoje? Não sei! Se alguém tiver noticias, ou se, a mesma desejar, comunique-se

Amor aos pedaços: Reintegração!

15 jul

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Integrar: é igual á fazer parte de um conjunto. Ser uma das partes do todo. Parte que completa. Estar incluido. É estar incorporado.

Desintegrar: é o contrário da definicão acima.

Reintegração: É voltar ao estado de integrar, estar integrado, voltar a fazer parte do conjunto, participar da completitude.

Pelas definições das palavras tem-se uma ideia do que é reintegração. E por ilação, conclusão, inferência, dedução do significado da palavra é obvio que só se RE-INTEGRA aquilo, aquele ou aquela que está, momentaneamente fora do conjunto, ou seja, estamos, desta forma tratando de mais uma tentativa de reconstrução, mais uma chance, mais uma oportunidade de que nossos sentimentos, nossos desejos sejam realizados nesta nova oportunidade.

A reintegração de alguém a um circulo; a reintegração de alguém a algum cargo; a reintegração de algo a seu lugar; a reintegração de alguém em algum lugar; a reintegração exige primeiro que tenha ocorrido a integração, o desacordo, a desintegração, e agora os passos para a reintegração.

Em muitas igrejas evangélicas, quando, pessoas do grupo agem de forma diferente do estabelecido nas doutrinas, nas regras do grupo, a pessoa é afastada da comunhão, é censurada, é disciplinada, é afastada das atividades da comunidade, ou seja, por suas atitudes é DESINTEGRADA. Para ocorrer a REINTEGRAÇÃO, é necessário dar provas de mudanças de comportamento; precisa haver comprovação de que se arrependeu do caminho tomado; tem que voltar a cumprir as regras, e por determinado tempo – que é imposto depois de análise do grupo dirigente e votação nas assembléias – ai, a pessoa é REINTEGRADA ao grupo por meio de nova imersão batismal, ou apenas, apresentação direta.

Nos relacionamento a reintegração, quando necessária, é muitas vezes, uma decisão do tribunal: corpo, alma e espírito. Isto mesmo. Nosso corpo, nossas emoções e nossa inteligência é quem nos ajudam a decidir reintegrar ou não, aquele ou aquela que por motivos quaisquer estavam desintegrado.

Algumas famílias ainda participam ativamente das decisões amorosas, e nestes casos, a integração, como a desintegração, e a possível reintegração depende do voto de confiança, e ou, dos motivos pelos quais ocorreram a desintegração.

A reintegração em alguns casos exige o pedido formal da parte que está desintegrada. Noutros casos, é a parte interessada quem propõe a reintegração.

E o amor? Bem! Eu creio que é com base neste sentimento nobre que os pedidos de reintegração são feitos. Evidente que há casos em que o pedido de reintegração são outros. Por volta dos anos 95/97 fui testemunha de um pedido de reintegração baseado em motivos expúrios. A pessoa que havia sido desintegrada quis aproveitar-se dos sentimentos nobres do moço. E, assim planejou:

- Eu digo que estou arrependida! Eu sei que ele me ama. Me aceita de volta. Eu vivo com ele uns tempos até ele pagar minhas dívidas. Quando eu estiver equilibrada financeiramente, eu pulo fora!

O amor reintegra. Mas, o amor, não faz com que as pessoas percam a racionalidade. E neste caso citado, quando se viu enredado na situação, ocorreu nova desintegração. Quando a parte reintegrada não muda de atitude, a parte reintegrante entra no caminho do desencanto, da desilusão e por fim, abandono do relacionamento. Em milhares de casos, esta parte, continua amando, continua crendo e esperando a recompensa de amar, perdoar e reintegrar. E quando só ela age e a outra parte não reage, bem, é inevitável: o amor não suporta maus comportamentos; a amor não embrutece a ração, em embota a inteligência; pelo contrário, o amor estimula outras emoções, inclusive a sensação do alivio: agora acabou! Já fiz de tudo. Agora sigo meu caminho, pois, o amor, me fez agir com justiça, mansidão, paciência, delicadeza, simpatia, encanto. Mas, não foi suficiente para impactar na outra parte, mudanças.

A reintegração é uma das alternativas que o amor dá a nós para que possamos nos relacionar melhor. Em minha opinião, a reintegração está ligado a perdão, recomeço, reestruturação, reconhecimento de que errou, mudança de atitude.

O amor incondicional das mães e do amor divino é quem reintegra sem pedido de caução ou de garantias. Estão sempre dispostos a aceitar suas crias sem exigirem o cumprimento dos tratos ou dos acordos. A reintegração em certa medida é o que nos ajudam cotidianamente. Eu já reintegrei várias pessoas a meu convivio. Eu já fui reintegrado também várias vezes.

Não passamos pelo vale da sombra da morte só!

23 jun

Neste ano de 2012 talvez a frase que mais estejamos repetindo é esta: “Estamos muito felizes. É o melhor ano de nossas vidas nos últimos anos todos!” – Assim mesmo com toda a redundância.

Não vivemos nos padrões de antes, quando podiamos realizar comemorações diversas durante os nossos dias natalicios. Mas, este ano, já temos uma condição muito melhor do que, por exemplo, os últimos cinco anos, em que vivemos angustiados com a doença, com as atenções divididas, as preocupações ampliadas.

Durante a fase mais critica da doença – o Linfoma diagnósticado em nosso filho – (2008/2011),  algumas vezes eu e Kátia ficavamos preocupados com Pedro Henrique. A falta de acompanhamento escolar, a falta de roupas novas, brinquedos, atenções diversas. Tudo que antes tinhamos como fazer, e que neste período ficamos manietados pelas circunstâncias. Além de não poder deixar a peteca cair de um dos lados, não podiamos vacilar em nenhum dos flancos, nem no ataque, nem da retaguarda.

A boa noticia sobre isto é que Pedro Henrique passou junto conosco. Muitas vezes chorou conosco a situação do irmão. Algumas vezes se resignou. Outras ele disse: “painho! Kaio é forte! Se esta doença fosse em mim, eu preferia morrer!” – Como repreender uma criatura tão pura e adorador do irmão como ele? As vezes, nós brigamos com Kaio que explora dele, das mais diversas formas, inclusive a emocional. Coisa de irmãos. Entendo! Mas, vigio.

Pedro  tem nos dado constantes alegrias este ano. Primeiro passou num concurso oferecido por uma conceituada escola de Irecê. Ganhou uma bolsa de 100%. Só tivemos que comprar o material escolar. Caro. Mas, conseguimos. Segundo. Pedro foi homenageado com sua citação e foto no mural como destaque da turma. Terceiro. Pedro participou da prova das olimpiadas do conhecimento. Ficou em segundo lugar.

Não é tudo sobre Pedro. Mas, deixa eu escrever um pouco sobre Kaio. Ele passou no vestibular do IFBA e lá está. Eu sei que o objetivo dele é ser melhor e maior do que eu. Ele já declarou: “Meu irmão! Eu vim para este mundo para te ofuscar!” – debocha sempre. Ele já me tomou alguns títulos domésticos tal como: “O mestre dos jogos”. Agora investe alto e pesado em ser melhor do que eu em conhecimentos técnicos, e escolares, uma vez, que estamos estudando na mesma instituição de ensino.

Problema mesmo, este ano quem esta dando é Kátia. Mas, ela é teimosa desde sempre. Duas ou três vezes neste ano que ela me “dá problemas”. Mas, era assim antes e eu suportava e cumpria a promessa feita: “na alegria, e na tristeza. Na saúde e na doença …”

Não passamos pelo vale da sombra da morte só, isolados, abandonados, e esquecidos. Pelo contrário. E, este ano de 2012 está sendo maravilhoso também, por que, os amigos, conhecidos, anônimos, famosos, ricos, pobres, poderosos e fracos […] gente de toda natureza, sorte, lugar, meio social, condição financeiro, espiritualistas, carnais, agnósticos, céticos, ateus, teístas, deístas … e das mais variadas maneiras, meios e modos nos auxiliaram, nos abraçaram, nos confortaram. Mas, isto acima, não abandonados, e esquecidos é tão somente a referência aos amigos e amigas e vários famíliares.

E eu não irei cansar de repetir que este ano de 2012 está sendo maravilhosos para nós. Falta alguns tocos a serem arrancados. Existem alguns espinhos a serem tirados. Sabemos que a doença, segundo os médicos, só poderá ser dada com curada em definitivo após anos de acompanhamento. Mas, o que é esta vida sem esperança, perserverança, fé, entusiasmo, crença, amizade, espiritualidade, ceticismos, abalo, queda, … soerguimento, apoio, amparo, amor, dedicação… ah! é tanta coisa a ser listado.

Meu filho agora já é um rapaz. Passamos por esta fase. Todas elas. Outro dia, veja que coisa! Eu disse a minha esposa: “Kaio passou pela transição de criança, juvenil, adolescente para esta pessoa que está aqui em casa hoje, e que eu me lembro, nós brigamos apenas uma vez!”

Isto mesmo! Nós brigamos. Falamos alto um com o outro. Olhamos encarados. Nos enfrentamos. Ai! Exigir respeito. E com autoritarismo e totalitarismos coloquei as coisas nas devidas ordens. Ele ameaçou ir embora. Disse que me odiava. Quando a mãe entrou na conversa e esclareceu o lado dela, e disse: “essa sua ameaça de: eu vou embora! Fique sabendo que se sair não vai pensar que eu vou te aliviar. Eu estou do lado de seu pai! Se sair assim! Tá saído!” – Nem passou três horas de raiva e ódio a mim, chegou pedindo dinheiro para ir lanchar que estava com fome.

Bem é isto! A vida nossa não está mil maravilhas, mas, já esteve bem ruim. Não está como pensavamos que seria. Mas, já está muito, muito melhor do que ano passado, retrasado, e ante-retrasado.

Mais um texto de agradecimento por todos vocês que ajudaram, contribuiram, auxiliaram, estiveram perto, longe. Obrigado amigos e amigas. Pessoas físicas, juridicas, casadas, solteiras, familias. Obrigado!

AMOR AOS PEDAÇOS: Questionamento!

16 jun

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Este é um texto de participação na blogagem coletiva em que o tema é o Amor ao pedaços. Tema desta etapa: QUESTIONAMENTO. Primeiro: questionar não é o mesmo que duvidar. Questionar é perguntar. É inquerir

Duvidar é faltar de convencimento. É ter dificuldade em acreditar. É suspeita. É ter receio. É ter uma crença vacilante.

Eu penso que sentimentos e emoções nascem em nós sem explicações lógicas. Afinal, se você questiona o que você sente, é porque você mesmo não sabe o que está sentindo ou não estar convecido(a) de que, e do porque tais sentimentos existem em você. Isto é natural até! Em minha opinião existem sentimentos que dispensam ou existem sem serem, poderem ou necessitarem ser questionado. Se você questiona o que sente, é algo de fórum íntimo. É conflito interno de vossos sentimentos com preceitos morais, religiosos, espirituais, éticos e outros mais.

Eu questiono não os sentimentos. Eu não questiono as emoções que sinto. Eu não pergunto a mim mesmo se o que sinto é verdadeiro ou falso, se é forte ou fraco, se é efemero ou duradouro, se é confiavel ou volúvel… afinal, eu sei o que existe em mim. E as emoções, os sentimentos, não seguem, nem estão submetidos aos decretos da razão, nem tão pouco, pode a ciência, com todas as suas descobertas e estudos analisar com exatidão e fazer deduções lógicas e daí estabelecer hipóteses, regras e lei. Bem como, não há como a psicanalise e a psicologia definir e delimitar a área de ação e  atuação em nós, do que sentimos.

Afinal, há pessoas que conseguem reagir bem as frustrações. Há pessoas que conseguem ressurgir de fragmentos sentimentais. Se é para questionar, eu questiono sempre como é que se saem de um extremo para o outro num fulgor. Eu questiono como é que se migram do amor para o ódio em espaço de tempo do tamanho de um instante! Como é que saem da segurança para a insegurança? Como é que trilham rapidamente o caminho da traição e da desconsideração? Como é que nós conseguimos ser como somos e de repente em uma transformação inexplicável saimos de um extremo para outro?

Na semana em que selamos nosso relacionamento oficialmente no cartório eu conversei com um amigo. Os meus questionamentos não eram sobre o que eu sentia. Isto eu tinha segurança e certezas. Eu tinha uma névoa era sobre minhas capacidades de suster, proteger, ter paciência, suportar e aguentar as dificuldades. Lembro-me que um dos meus medos era não conseguir ter dinheiro para fazer as compras do mês. E o meu amigo, já com pelo menos um ano de casamento realizado me disse: “Coisa! Vai por mim! Dinheiro será o menor de seus problemas! Isto você consegue!”

Depois de casado, durante os meses seguintes meus questionamentos eram outros. Eram do tipo:

  • Até quando eu conseguirei viver com ela?
  • Será que viveremos muito tempo juntos?
  • E se ela não me quiser mais?
  • E se não der certo?
  • E se, ela se arrepender?
  • Será que eu suportarei viver todo os resto dos meus dias com ela?
  • O que terei que fazer para todos os dias, a partir de hoje, ter que estar com esta pessoa?
  • E se… etc.

Já estamos a muito tempo juntos. Este ano fará 18 anos de relacionamento oficializado. Os questionamentos são outros e inversos! Vejam, que eu não questiono o que sinto. Os meus questionamentos são voltados para o que pode acontecer, o que as circunstâncias nos proporcionam. O que os eventos aleatórios dos eventos do destino, do livre árbitrio ou seja lá o que for que dirige as existência de todos nós, nos levará a decidir! Eu não questiono o que sinto. Eu tenho absoluta certeza de que são verdadeiros, fortes, santos, peculiares e meus. Porém, os relacionamentos dão margens aos questionamentos.

O que farei se acontece isto? E se ela encontrar alguém e mudar de ideia em relação a nosso relacionamento? E se ela morrer? E se eu morrer primeiro o que será dela? O que será de meus filhos?

E por ai vai!

Nosso amor. Nossas paixões. Nossos encantos. Nossos desencantos. Nossos relacionamentos sempre nos levará a questionamentos diversos. No entanto devemos estar seguros de que, o que sentimos, não necessita ser questionado, afinal, se você questionar o que você sente, é porque você mesmo não tem habilidade, não tem aptidão para lidar com suas emoções. Não tem segurança plena no que você sente. Nestes casos, bem, se é assim: questione o que você tem que fazer para mudar esta realidade.

Questionar é típicamente humano, no entanto,duvidar é diferente de questionar.  Eu não compreendo como é que se vive vinte anos com uma pessoa e quando ela sai de perto de você, se possa questionar, se na sua ausência ela irá agir de forma diferente de todos os outros dias dos últimos vinte anos. Por outro lado, é também questionável, alguém que durante as últimas década agiu de uma maneira, possa mudar de comportamento, atitude e resolve jogar tudo para o alto em atitude, que do outro lado é questionável, mas, que do lado contrário é totalmente justificàvel.

Questionar também é humano, ainda que nem sempre compreensivel e nem sempre lógico.  Está questioando o que? O que sente ou o que aconteceu? O que a pessoa dizia sentir ou o que a pessoa disse que não faria?  Questiona o que a pessoa diz ou que ela demonstra?

Amor aos pedaços: Questionamento! Quais são suas perguntas?

Amor aos Pedaços: Esperança!

15 mai

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A esperança pode ser definida, defendida, classificada. A esperança é nada mais do que uma expectativa de que algo venha, que algo possa acontecer, ainda que improvavel, imponderável, e as vezes impossível. A esperança está em todas as nossas esferas de ação. É possível encontrar pessoas que duvide da fé, e que ao mesmo tempo mantém certas esperanças. Esperança de ficar rico; esperança de que se cure encontre a cura de doenças, esperança de ser visto por alguém, esperança de passar em um concurso público, esperança de que este ano será diferente do que a ano anterior, esperança de solucionar uma crise.

Nos relacionamentos a esperança é um esteio. Conheço histórias antigas e novas de homens e mulheres viveram anos a fio na esperança de que algo mudasse. Pessoas que suportaram agruras, perseguições, traumas… na esperança de que toda esta realidade triste mudasse.

Tenho exemplos na família. Minha mãe suportou anos e anos de maus tratos na esperança de que um dia o marido dela se transformasse em um homem melhor. Quando a mudança chegou, as esperanças, já não mais conseguiam se manter, e a desconfiança e o descrédito já estavam com todos os cômodos ocupados.

Uma irmã suportou e conviveu muitos anos com um marido ingrato, a semelhança de minha mãe, sempre com a esperança que ele reconheceria seu valor, que haveria um dia de premiação e um breve discurso declamando em prosa e versos o que de fato ela significava. Morreu faz pouco tempo. Agora, é ele quem vive na esperança de que ela mude de ideia e retorne para a antiga vida. Nós todos, temos a esperança de que ela continua neste novo caminho.

A esperança está em todos nós. Está em todas as épocas, momentos e instantes de nossas vidas. A esperança é esta vontade, esta crença interna que pulsa e impulsa-nos a esperar que algo venha a acontecer, por mais complicado, díficil, improvável, que possa parecer.

Conheço história de esperanças realizadas. Em Belo Horizonte conheci uma família em que a esposa alimentava a esperança de que o esposo mudaria de atitude, que ele se transformaria num homem diferente, que seria um homem voltado para a família, que conseguiria educar e dar bons exemplos aos filhos. E, aconteceu. Ele por sua vez, disse-me certa vez, que tinha esperanças de ter outra mulher. Pois, durante muitos anos se pensava e diziam que ele tinha outra mulher, mas, ele não tinha.

Na semana que a esperança dela se concretizou e que ele determinou que mudaria de vida e de atitudes, aconteceu que estando viajando pela empresa, no jantar, recebeu do garçon um bilhete. Era a mulher mais linda e mais gostosona que ele pode ter encontrado na sua vida toda. Era aquele tipo de mulher que ele tinha esperança de ter como amante. No bilhete um convite simples: passe a noite comigo!

O final desta história é que a esperança da esposa, de que ele mudasse sua vida, mudasse seu estilo, que se transformasse em um homem diferente se concretizou uma semana antes da esperança dele chegar. Quando voltei lá em 1994 a esperança dela, a esperança concretizada, ainda estava em pleno vigor. Então é isto! Não desista de suas esperanças, ainda que seja improvável, imponderável, distante, e as vezes com aparência de impossível.

Eu não tenho uma esperança. Eu tenho várias. Uma de minhas esperanças é viver o suficiente para ser chamado e visitado por meus bisnetos. E, meu filho mais velho já me disse, quando você morrer aos 118 anos, eu te enterrarei! E, eu espero que sim!

Os agentes do Destino.

13 abr

Sabe aquela ideia que você teve sobre um assunto e que pensou algo do gênero:

  • isto daria para escrever um livro;
  • Se eu conhecesse um novelista passaria esta ideia para uma novela;
  • É um roteiro de um ótimo filme;
  • etc.

Passam se os dias, as semanas, os meses, e alguns anos, e pimba! Você descobre que aquela ideia alguém escreveu um livro, fez uma novela ou fez um filme maravilhoso, e ai você fica se perguntando como foi que sua ideia chegou lá nesta outra pessoa. Bem, isto aí, é o que alguns teóricos chamam de ressonância mórfica, uma outra tese dentro da teoria dos Campos Mórficos  de Rupert Sheldrake. Uma herege para muitos. Eu gosto das excentricidades dele.

Bem, vamos ao que interessa. Faz muito  tempo que eu divirjo de vários argumentos sobre nós termos Livre Arbítrio. Que nós decidimos. Que nós somos seres capazes de decidir o certo e o errado, o santo do profano, o puro do impuro, as virtudes dos vícios e por ai vai toda a linha maniqueísta. Pois bem! Várias ideias eu escrevi nos muitos textos deste blog, no outro blog, e muitos se perderam nas duas catástrofe que ocorreram com o servidor da holística.com.br de forma que, ainda que eu queria, só encontrarei resquícios do que falo.

No filme; Os agentes do Destino muitas das ideias que escrevi foram ali abordadas de uma forma maravilhosa. O filme conta a história de David. Um político candidato ao  Senado Americano e antes de fazer o discurso de que perdeu, ele conhece Elise Sellas no banheiro masculino. Ela era uma penetra. Eles se beijam inexplicavelmente. Depois das apresentações dos personagens, vemos dois homens combinando algo: Não atrase! Antes das 7:05 você tem que fazer com que ele derrame o café. Porém, isto não acontece, e o segundo encontro acontece entre eles. Daí por diante. Bem, é melhor você assistir ao filme.

Além de eu ter gostado do filme, tem alguns diálogos que me agradaram, pois, os mesmos, foram muitas vezes escrevi aqui, e nos demais blogs. Em especial, as alusões ao cabeça, que para mim, faz referência a Destino, que, segundo a mitologia é uma divindade, que todas as demais coisas, eventos, pessoas e até os deuses lhe estão subordinadas ou, pior, estão sob seus caprichos, e tudo que acontece agora, o que já aconteceu, e o que acontecerá, é o que é, porque está escrito no livro de Destino.

No filme se explorar estes conceitos da divindade Destino, bem como, apresenta o Acaso, como um evento que pode acontecer, e por isto, existem os tais agentes. O filme também argumenta sobre o Livre Arbítrio, e, o ponto de vista expresso no filme, é muito próximo do que argumento. É, por assim dizer, nossa ressonância mórfica.

O filme é gostoso de assistir. A história dos personagens cativa, em especial o publico feminino. E, a atração de ambos é explicado na seguinte frase: Em um plano antigo, eles nasceram um para o outro. Raramente faço indicação de filmes. Este, eu indico pela ressonância mórfica, bem como, por ter gostado do filme.

Valeu cada minuto dedicado a ele.

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