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Segredos de um casamento duradouro.

26 dez

Faz alguns dias se noticiou os números recordes de divórcios depois da aprovação da nova lei. (Divórcios no Brasil cresce mais de 40% em um ano). As vezes, algumas pessoas acham estranho que estejamos a tanto tempo juntos, e já, se parece estranho casais com muitos anos casados.

Nas escolas alguns amiguinhos de Pedro e de Kaio falam: “os pais deles moram na mesma casa!”. Outros comentários vão no sentido da realidade deles: “meus pais moram em casas separadas e cada um tem outra família”. Um dos amigos de Kaio, por exemplo, passa muito tempo aqui. Nem vai muito na casa do pai, e raramente vai à casa da mãe.

Para se manter casados, em minha opinião, é necessário um conjunto de eventos, atitudes, desejos, desprendimento, conhecimento, disposição, volições… vamos então as minhas opiniões sobre como manter seu casamento.

1 – Respeitar um ao outro. Eis uma palavra que muitos repetem, mas, o que é respeitar um ao outro dentro de um relacionamento? Tenho percebido que para várias pessoas, respeitar é quase um sinônimo de “não trair”. E eu não discordo, mas, penso que não é só trair. Respeitar é ter consideração pela outra pessoa ao ponto de evitar atitudes, palavras, ações, gestos, modos.

As mulheres fazem isto muito mais do que nós homens. Elas abrem mão de muito mais em favor do relacionamento. Os homens estão mais dispostos e agem mais com a imposição do que com o respeito. É mais comum ouvir e saber que agem e dizem às companheiras: “Se quiser é assim…”

2 – Conhecer um ao outro. Quando duas pessoas estão se conhecendo, e digo que a maioria assim faz, passam horas e horas conversando sobre o que a outra pessoa gosta, quais são suas preferências, qual sua cor favorita, qual a comida que mais gosta, qual é a música, qual o filme, qual o livro, qual a novela, … mas, depois de juntos no casamento, para muitos isto acaba, e ou, é abandonado.

Minha esposa gosta de festas em multidões. Eu não! Minhas festas, se resumiria sempre a uma lista de amigos. Minha esposa gosta e sabe dançar. Eu mal consigo girar a perna e virar pra lá e pra cá.

Ela gosta de forró, pagode, samba, funk, … gosta de ouvir vários tipos de músicas, mas, tem preferência para qualquer tipo de música que a faça dançar, requebrar, pular. Eu não! Eu ouço Adele, Linkin Park, Scorpions, AC/DC, System Off Down, ou seja, Rock, nacional e internacional, e muitas músicas antigas. Gosto de ouvir e ler a músicas, saber o que está escrito ali, e o que significa cada verso. Ela se contenta com todas que a faz balançar.

Ela quer saber é fazer o movimento que a dançarina faz no palco, eu quero saber e sentir o que outras pessoas dizem que sentem ao ouvir a mesma música, e ou, por que milhões de pessoas estão ouvindo e comentando um show de uma pessoa ou de uma banda.

Somos diferentes e temos gostos, desejos, vontades e tudo diferente. E parte do desafio de viver juntos é sincronizar, compatibilizar tudo isto. As vezes saímos perdendo, noutras ganhamos muito mais. E assim vamos indo.

3 – Conhecer e aperceber detalhes. Não é uma tarefa fácil para os homens. Não é não! Ainda mais com as rotinas estressantes, dias corridos e cheios de atividades como se tem nos dias atuais. Ai, fica muito mais complicado, pois, se convive mais com os colegas de trabalho, pessoas nos ônibus, amigos e amigas do que com a companheira.

Para todos os que conseguem viver mais tempo com a companheira é possível ir conhecendo e apercebendo detalhes de sua natureza, de suas manias, de suas voltas e rodeios para seus objetivos.

Quando minha esposa começa desnecessariamente querer mudar a casa toda de lugar, é só contar três ou quatro dias para a menstruação chegar.

Quando ela começa a falar, e continua falando, contando e insistindo para que eu fique ali olhando-a falar de tudo e ao mesmo tempo, é sinal de que está a um dia da menstruação. Logo em seguida, os dias ficam irritados, e tudo que se faz é motivo de pelo menos meia hora de reclamação.

4 – Manias de mãe e de mulher. Não adiantam insistir no contrário. As mulheres depois que se tornam mães elas se transformam. Elas mudam! Digo até que a paternidade também. Mas, em menor grau. Elas passam a ser, além de mulheres são as representantes dos desejos dos filhos; elas se transformam em diplomatas das necessidades dos filhos. E como elas são profissionais nestas áreas!

A mulher daqui as vezes fala em códigos, e eu tenho que saber distinguir entre a mãe e a mulher. "Kaio disse que está com vontade de comer carne com aipim” – “Pedro nunca mais comeu uma vaca atolada” – “Sabe a cantada que pai deu hoje? Disse que tá com vontade de comer buchada” – E assim ela vai intermediando as vontades e os desejos de cada um da casa como mãe e mulher. Como mãe, advoga em favor dos filhos. Como mulher quer agradar com os temperos, receitas e guloseimas, com comida, lanches, e realizações de desejos de cada qual. A mãe dá carinho. A mulher dá cuidados.

5 – Não existe receita pronta. Não existe uma receita do sucesso e do casamento feliz. Se o seu relacionamento está passando por uma crise, por dificuldades, e você quer continuar, se pensa que existem razões para continuar, se você consegue visualizar um caminho, uma alternativa: vá! faça! tente!

Saiba que viver um relacionamento duradouro não é fácil. Não é não! Mas, quem opta por viver, e viver bem, chegará a um momento que não se arrependerá de ter optado por ele, apesar das dificuldades e dos problemas e dos dias escuros, e das noites mau dormidas, nem dos fins de semana longos e das semanas intermináveis.

Acho também que se desistem rapidamente dos relacionamentos por não se querer mudar, e as vezes, por esperar muitos anos por mudanças que não vem, nunca se concretizam, apesar das constantes promessas.

É verdade que os índices dos divórcios aumentaram. No entanto, cada dia mais, se encontram meios de se casar, de estar em relacionamento. Há muito mais relacionamentos não registrados, pois, muitos jovens estão optando por viverem juntos sem ir ao cartório oficializar seus relacionamentos exatamente por estes motivos. Existe também informalidade nos casamentos e nos relacionamentos. Por outro lado, oficializar não é garantia de durabilidade nos relacionamento. Há os que vivem pouco depois de oficializados, e há os que vivem muito sem oficialização alguma.

Encontre o seu segredo e tenha um relacionamento duradouro.

Herança violenta! O que fazer com ela?

3 ago

É estranho o comportamento da sociedade feminina em muitas família. E digo isto baseado nas famílias em que participo e tenho ativa participação. Meu pai que era mulherengo, machista, e que batia em minha mãe, é o exemplo a ser evitado para todas as mulheres da família. Nenhum homem com o comportamento e atitudes de meu pai, deve ser escolhido para ser esposo, marido e companheiro. Por outro lado, é um comportamento totalmente aceito, se, for levado em consideração as mulheres que entram na família.

Nós os filhos homens de meu pai, se não agem com machismo, força, insensibilidade e agressão somos taxados de frouxos, dominado pelas esposas, manipulados e outros adjetivos que apontam para a falta de herança de macho por parte de meu pai, pois, parece-me que é o que desejam para as companheira e esposas de todos os homens. É como se, tivéssemos que vingar a desditosa vida que tiveram na infância, e das tristes lembranças de momentos que, não esquecemos.

Não é só em minha família que percebo e vejo isto. Nalgumas famílias próximas, as mulheres, revelam desejar que seus irmãos ajam e sejam iguais ou piores do que os chefes de família a que pertencem. Tenho visto nestas famílias o mesmo comportamento que vi recentemente entre algumas mulheres da minha família. Repito! É como, se os irmão devessem reproduzir o exemplo paterno como uma vingança social e impingir sobre estas o que lhes aconteceram; por outro lado, desejam, que as mulheres tenham a sorte de encontrarem esposos modernos, e tipicamente educados para a nova realidade feminina.

Não faz muito tempo que ouvi esta frase: "Todas as minhas cunhadas tiveram a "sorte grande" com os homens de nossa família, todos são ótimos maridos e nenhum de vocês agem como pai". O lamento era de que não foram vingadas. Não tiveram nos homens da família a perpetuação do círculo violento encontrado no seu lar. Alguns amigos são impulsionados pelas próprias irmãs a agirem com vigor, virilidade, violência e cerceamento de liberdade. Semana passada ouvir de uma irmã o seguinte: "Mulher é bicho traiçoeiro! Se você não agir com força e violência ela pinta e borda!" – Isto foi dito mesmo no intuito de dominação e subjugação.

No início da vida conjugal, no segundo ano, ocorreu um fato entre eu e Kátia. E todos os indícios apontavam para violência doméstica, e havia sido apenas um incidente violento. A cultura de mascarar, ocultar, proteger os agressores é tanta que minha esposa, propôs ao aproximar da casa dos pais uma mentira para ocultar minha ação. O que eu disse discordar. E discordei pelo fato de que não havia necessidade de ocultação o ocorrido, e, mesmo que fosse um ato de violência ela deveria sentir-se segura em falar aos familiares dela tal conduta de minha parte.

O que aconteceu é que foi inusitado. Ela falou que o ferimento na perna havia sido eu quem tinha feito. E nenhum dos parentes dela acreditou. Me senti o Acima de qualquer suspeita. No entanto, na virada do século, sofri com acusações de maus tratos e violência doméstica a ponto de ir na delegacia responder por suposta agressão. Felizmente, a justiça, apurou os fatos, nada encontrou de violência em nosso lar.

É assim! Se querem proteger os seus, enquanto, se acoberta a violência dos seus. Pois, quem me acusava, e me perseguia com tais acusações, fazia muito pior com sua companheira e filhos. Infelizmente eles pensavam e acusavam a mim de atitude que era o lado contrário quem fazia. Partiam do pressuposto de que, se ele fazia, era provável que eu também daquela forma agisse. Enganaram. Este é meu legado a meus filhos: jamais sejam como seu avô foi com sua avó, suas tias e seus tios.

Vingança é muito diferente de justiça. E não justifica aceitar que irmãos sejam vingadores de irmãs com as irmãos de outros irmãos. Isto fará apenas prosperar o círculo da violência. Muitas vezes é muito bom ter alguém próximo para te alertar quando há algo fora do lugar

Uma irmã, certa noite, gritou comigo:

ADÃO BRAGA BORGES, assim você vai se tornar e fazer igual a seu PAI! É isso que você quer?

Pronto! Este grito ecoa ainda em meus ouvidos. E já faz, 17 anos. Pois, naquela noite, quase saio dos trilhos e dos caminhos das virtudes.

É só uma confissão de que todos somos tentados a agirmos como vimos acontecer. A minha resposta a pergunta do título é: Vigilância e perseverança no caminho e na busca do equilíbrio é sempre uma exigência de excelência. E quando em perigo, que se tenha alguém para gritar-nos, pois, certamente estamos longe do caminho e da vereda da prudência, da justiça, dos bons costumes.

Oxalá todos tenham uma irmã com o juizo no lugar. E paciência em todas as vezes que se tentam quebrar e destruir este equilibrio que a duras penas conseguimos montar.

Terminar um namoro: NÃO É FÁCIL! Mas, eu digo como os meus acabaram!

29 mai

Entre os muitos textos deste blog alguns me surpreendem pela quantidade de comentários que recebem até hoje, muitos dias após terem sido publicados. Um exemplo de texto assim é aquele que fiz comentários sobre a música de Roberto Carlos, e que intitulei: como não terminar um namoro? Curiosamente, quando se procurar esta frase, estou lá no inicio da lista. Neste texto vou listar os motivos pelos quais terminei alguns namoros, e alguns pelos quais terminaram comigo.

Não está sendo lá muito agradável para milhares de mulheres por fim a um relacionamento. Só hoje, no programa Brasil Urgente, em poucos minutos que ouvi o apresentador, pelo menos quatro reportagens foi de mulheres que foram assassinadas, e ou, que receberam agressões e tentativas de homicídios por quererem ou terem encerrado tais fracassos emocionais. Pelo visto, a outra parte discorda e reage de forma desequilibrada. Adiante.

Para terminar um namoro é necessário que ele tenha tido um começo. E se vai terminar o que se começou, é por que, o que foi iniciado com alegria anterior já não está continuando como antes. As vezes, se começa um namoro, tão somente por não se saber dizer: Não! Muitas vezes por não saber evitar, outras, por pensar que não se terá outra maneira de se livrar a não ser iniciando o namoro, e depois querer dizer: eu tentei, mas, não dá! Outro engano. Pode ser muito pior!

Para terminar, nem sempre a sinceridade é suficiente, apesar de eu sempre ter optado por ir direto ao ponto e afirmar categoricamente: Eu não consegui sustentar o sentimento por você. Não sinto desejo de ficar com você! Não sentir sua falta nestes dias todos.

Entre tantas frases usadas uma vez eu disse para uma namorada o seguinte: “Algumas vezes eu procurei algo para me ocupar para não vir a sua casa, então, penso ser melhor não me sentir assim, nem enganar a você, fazendo você pensar que venho aqui com alegria e satisfação!” Apesar de ter me esforçado para não parecer cruel, assim mesmo, eu fui! Afinal é devastador dizer a qualquer pessoa que ela não é suficiente e bastante para despertar sentimentos outros em você. E tive que fazer isto pelo menos duas vezes.

Nunca tive facilidade em terminar os meus namoros. Afinal tive que pensar, elaborar, e quis fazer isto de forma a não ferir ou magoar profundamente a pessoa do lado de lá. Houve dois que me foi complicadíssimo. Em ambos, a dificuldade era justamente o fato, de terem sido elas quem me pedira em namoro. É complicado. Primeiro por que nunca fui, nem nunca houve em mim, resquícios de belezas e atrativos físicos. No entanto, algumas vezes fui pedido em namoro. Alguns dizem que é por que mulher só não casa com sapo por não saber distinguir o macho da fêmea.

Terminar um namoro, um noivado, um casamento, um enrosco, uma paquera… Seja lá o que for relacionado as nossas e às emoções alheias é muito complicado, complexo e doloroso, ao menos, isto será mais intenso e “mais tudo” da outra parte. Em minha opinião se deve evitar frases do tipo: isto está doendo mais em mim. Certamente não é verdade! Afinal, logo mais, sua dor se transformará em alivio em um: UFA! Conseguir dizer tudo e acho que agora terminou!

Se eu tivesse que terminar hoje o namoro com “certas mulheres”, eu diria: “Não existe tempo, dedicação, atenção e condições de eu existir nesta sua agenda de mulher moderna e atarefada, mesmo que você insista em dizer: eu penso em você o tempo todo!” – Afinal, hoje as agendas femininas e masculinas andam tão cheias que não se dá tempo a si mesmo para os relacionamentos, as emoções e os relacionamentos. Talvez, por isto, e vários outros motivos, estamos cada vez menos envolvidos e dispostos a encarar relacionamentos afetivos. E para mim, só pensar em mim o tempo todo, não é bastante, suficiente e capaz de mexer com minhas entranhas.

Terminar um relacionamento é sempre complicado porque, querendo ou não, é um ato egoísta. Egocêntrico! Afinal é baseado em si, baseado no que você sente, ou no que não sente que se decide encerrar um namoro. No outro texto, podem conferir, há muitas pessoas angustiadas. Um grupo por querer terminar. Outros por perceber que a outra parte vai terminar.

Uma das moças que terminou comigo teve que me explicar meses depois os motivos pelos quais terminou comigo. Não poderia ser de outra maneira, ou seja, os motivos delas, não foram diferentes dos motivos pelos quais terminei com as minhas namoradas. Uma delas foi muito franca e me listou seus motivos. Depois de ouví-los. Nunca mais voltei a tocar no assunto.Imagem 031

  1. Você viajou! E eu, não sentia emoção alguma em receber suas cartas, pelo contrário, às vezes, eu respondia por que me sentia na obrigação.
  2. Nestes meses que fiquei longe de você, eu não pensei em você momento algum. Isto é prova suficiente para mim, de que não tem como levar este namoro adiante;
  3. Eu reencontrei um antigo namorado e descobrir que gosto mais dele do que de você. Então, por este amor de minha juventude, preferir terminar com você!
  4. O mais doloroso, foi o termino em que tive que aceitar a decisão dela, apesar de discordar. Ela não conseguia visualizar um futuro feliz entre nós, então, decidiu que não queria arriscar. Eu, não pude, e não quis insistir. Lacerante! Salvador. Campo da Pólvora. 1990. José Augusto. Roberto Carlos. Aguenta Coração. O melhor em minha vida. Bem! Este foi tão intenso que ainda há ventos daquele redemoinho.
  5. Foi só um namoro de férias, meu bem! Nada sério! Eu gostei de você estes dias todos. Você foi encantador. Mas, meu futuro não é com você! – isto mesmo. Levei na cara assim, nestas palavras.
  6. Não temos nada em comum! Eu gosto de Legião Urbana! Você não! Eu estou no colégio por que meus pais querem você por que você escolheu. Eu gosto de você, mas, não para ser meu namorado!
  7. Não vamos estragar uma linda amizade como a nossa!

Motivos para terminar uma das partes sempre têm. Ainda que, tais motivos, da outra parte sejam questionados, duvidados e sempre haverá um pedido, nalguns casos: dê-me uma chance para eu mudar! Eu vou ser diferente. Eu vou melhorar. Eu vou mudar. Eu farei você gostar de mim. Nada disso, as vezes, adianta. Pelo contrário! O efeito é catastrófico. Faz é fortificar a decisão.

Os motivos de uma das partes não serão bem aceito, nem será entendido, compreendido e aceitado da outra. Então, a afirmação final, é que vale para todos: Não existe uma forma fácil, rápida, indolor, sensata, coerente. Não existem palavras bonitas, nem atitudes honradas. Não há dia, nem hora, nem momento adequado. E, ainda aqueles ou aquelas que simplesmente se vão, machucam. Ferem. Dilaceram. São como pessoas desaparecidas! Uma dor permanente.

Não é fácil terminar um namoro!

Por carinho, por afeto, por atenção e também por obrigação.

21 mai

Depois de muitos anos junto a mesma pessoa, unidos por compromisso de casamento, de papel passado, com testemunhas, juiz de paz, padrinhos (não mágicos), correria no dia do casório, fotos e diversas lembranças daquela tarde, que, evidente está num passado já distante tomando por padrão a idade média de vida dos brasileiros, já existem elementos entre eles que já não tem, e não é mais como certas coisas, eventos, e conceitos eram no inicio. Acontece que chega um momento que certas atitudes antes vista com um olhar de carinho, atenção, desejo, inexplicavelmente, muda sua propriedade e forma. Deixa de ser visto como carinho, afeto, amor, dedicação para algo mais impositivo: é sua obrigação!

Em uma pesquisa recente que fiz com algumas centenas de pessoas, todas casadas e vivendo no mesmo teto, compartilhando de sal a cobertor, tenho as informações de que esta mudança é automática com o tempo. Se, no inicio do relacionamento o parceiro tem uma maneira de tratar as companheira, seja lá o que for o hábito, como, por exemplo, ao deitar beijar a esposa, e cobrir, e ou leva-la à cama, levantar no meio da noite para lhe pegar água, remédios, quem sabe, dar-lhe banho todos os dias, esfregando lhe as costas, os pés, pernas e tornozelos, isto, com o passar do tempo, com a repetição e o prolongado comportamento gera entre as partes um compromisso obrigatório, é como, que o ato, ainda que de carinho e cuidado, passa a ser a obrigação de fulano a dar-me banho.

Isto é tão verdade que se uma destas atividades for esquecida ou deixada de ser executada, é vista como falta de cumprimento das obrigações e se questiona a qualidade dos sentimentos. MInha esposa ainda quando éramos noivos disse: “Se não vai conseguir repetir a vida toda, não faça a primeira vez.” Esta frase me foi dita quando esqueci de levar a toalha para o banho. E, ainda que, a mãe dela tenha protestado ela foi categórica: “Eu não vou querer ficar levando toalha para ele todas as vezes que ele esquecer, então, não faço a primeira vez.” Quase vinte anos depois esta é uma das regras vigentes. Por mais que possa parecer falta de carinho, falta de atenção, cordialidade, e gentilezas.

No entanto, a constante demonstração de carinho, atenção, afeto e que inevitavelmente há atitudes envolvidas, com o passar do tempo, o carinho demonstrado, a atividade realizada como demonstração de afeto, carinho e atenção, automaticamente gera uma rotina de obrigação. Eu não reclamo, pois, sei da natureza dos eventos. E de fato, com o tempo, toda atividade que fazemos tornar-se em breve uma obrigação. A obrigação de levar o lixo nos dias de coleta foi uma atenção simples: carregar peso. Eu achava que o lixo estava pesado para ela levar. Fiz tantas vezes que passei a ter a obrigação de fazê-lo sempre, por que ela já confiava que Adão tá fazendo sempre. E certos dias tiveram que desobrigar-me da obrigação, pois, a vez que eu saia mais cedo para o atendimento, e o lixo não estava pronto para ser transportado, tive que ouvi reclamação do tipo: por sua causa, o lixo não foi coletado. Dai se estabeleceu nova regra e novas tarefas obrigatórias. Não é que alguém diz para você: é sua obrigação. É mais uma questão de consciência e responsabilização. Eu mesmo me condiciono a estas tarefas e atividades.

Eu tenho várias e constantes obrigações dentro desta família. Mas, é como eu sempre digo ter família não é para todos. Alguns seres humanos sabem perfeitamente reproduzir, mas, são inaptas as famílias e as obrigações, aos carinhos, aos afetos que esta instituição é capaz de proporcionar a todos aqueles e aquelas, que por afeto, carinho e atenção, se obrigam a certas obrigações voluntárias e conscientemente. Sem rancor. Sem escravidão. Sem sou um cativo de minhas obrigações familiares, e com gosto!

Coisa de mulher: a minha submissão é diferente e melhor do que a sua!

6 mai

Por estes dias tenho lido algumas reações de algumas mulheres quanto a mudança de postura, e consequentemente do exemplo de algumas mulheres famosas ou que são casadas com homens famosos. O busílis é que estas ditas famosas outrora exemplo da liberdade feminina, deram testemunho de que atualmente são mulheres submissas. Além! Dizem-se felizes na condição atual, em que são submissas e reconhecem que o homem é a cabeça, é o elo mais forte. É a eles que elas devem obedecer e aceitar suas ordens. Ao menos é o que me pareceu.

Algumas outras ficaram irritadíssimas com a postura, por exemplo, da esposa do jogador Kaká. Isto mesmo. Chamam-na de “esposa de Kaká”, como se a mesma não tivesse nome; sabemos que tem nome! Mas, certamente fazer a referência ao jogador é mais impactante do que mencionar o nome dela: Caroline Celico, pois, duvido que se leia o nome dela, ou quem vê a imagem dela saiba quem é. Por ser esposa de quem é, pelo meio em que vive, pelo que se pode pensar de sua classe social esta declaração: “Porque quando o homem trai, é sinal de que a sua mulher falhou em algum ponto. Ela não estava dando o necessário. E não falo só de sexo. Falo de carinho, diálogo, cumplicidade. Se eu descobrisse um caso do Kaká, seria complicado. Mas se ele me trair, acho que estou fazendo algo de muito errado” – ficou muito mal dita. E, é um exemplo de mulher que as mulheres lideres do movimento de libertação, se pudessem amordaçariam ou impediam-nas de ter acesso a imprensa e redes sociais.

Eu discordo destas ideias em que a vítima se posiciona como culpada ou coadjuvante nos erros de outrem, pois, para mim, é como argumentar que a vítima do estuprador foi quem o atraiu para a ação; é como argumentar que por você ter algo valioso está contribuindo para alguém se tornar ladrão. Não! Isto não. Mas, sou contra nesta questão e sou contra em outras situações análogas e também isomorfas. Eu discordo dela quanto a maneira em que se submete a seu marido. Penso os votos e as promessas feitas devem ser respeitadas e a traição deve ser evitada. E sei o quanto isto é complicado, difícil, amplo, e inimaginavelmente complexo. Porém, não me posiciono contrário à submissão entre os gêneros. Não que pense que apenas e tão somente a mulher deve ser submissa. Deve haver submissão em quem quer manter o relacionamento o mais longo possível. Por que socialmente se exige submissão das esposas?

Muitas criticas feitas as mulheres, que se dizem submissa aos maridos, são por ser esta opinião e submissão baseada em conceitos, dogmas e doutrinas religiosas. Mas parece haver uma rixa entre as próprias mulheres que se dizem livres da tal submissão em relação a estas outras que se assumem submissas. Eu até arrisco a dizer que todas as mulheres são submissas dentro de um relacionamento, e não é por que milhares tiveram coragem de divorciar, que tem coragem de sair de certas situações que se possa dizer: Eu não fui submissa. É que a palavra submissão já carrega um preconceito: é coisa da Bíblia.

A submissão, em especifico a que é mais criticada é aquela submissão por meio de dogmas ou conselhos religiosos – e há mulheres que não sabem explicar nada mais do que: é a Bíblia que manda – bem, além desta submissão orientada pela religião, há a submissão voluntária por parte de milhões de mulheres que não são religiosas, e vivem na sociedade moderna, cercada de tecnologia, e tem seu emprego e quiçá renda maior do que a do seus esposo, ai entra a pergunta: nestes casos, porque elas são submissas? Para as mulheres bem sucedidas, poderosos, ricas, por que são submissas? Há uma cultura já estabelecida. Milhões se dizem submissas. Outras que também são submissas, mas, de forma diferente, dizem não ser. É como se estivessem declarando: a minha submissão é diferente melhor do que a sua submissão. A minha submissão é consciente, a sua, é imposição religiosa, é uma ordenança doutrinária. Qual é mesmo a diferença entre uma e outra? Nenhuma. Trata-se de submissão.

Milhares de mulheres que evitam os relacionamentos por não aceitar nenhum tipo de submissão, vivem a reclamar que não encontraram, vejam que ironia, o seu ogro. Já não dizem mais “meu príncipe”. Estão trocando uma expressão por outra, mas, com significado igual. Gostaria de ter um macho, um ser viril e que mija ereto, e que bagunça quarto, sala, cozinha e deixa o banheiro todo molhado, outro do gênero para dedicar-lhe corpo, amor, atenção, carinho, cuidado, e submissão, pois, meu gato, meu cachorro já não me satisfaz. É quase inevitável. Todos que entramos em um relacionamento, haverá sim submissão de ambas as partes.

Minhas ideias sobre submissão não mudaram. Aqui no blog tem muitos textos em que opino sobre o tema. É só usar o sistema de busca. Só para lembrar uma destas opiniões: “Este é outro tipo de comportamento mal visto e mal entendido na guerra entre os gêneros. Essa natural submissão feminina ao gênero masculino, e ou talvez, esta tática feminina de ter poder incomoda a muitos. Pensam que não deveria haver mais esta palavra submissão, e penso, tentam dizer que o que existe mesmo é cumplicidade”

Outra atitude que tenho visto pela internet e aqui em minha esfera de ação, são mulheres que se dizem contrárias à submissão e chegam ao ponto de abominar os relacionamentos por pensarem que ao unirem em relacionamento obrigatoriamente terão que ser submissas. E de fato é verdade. Mas, é que, eu reconheço, há uma confusão em se ser submissa, e em se ser escrava doméstica e ou sem identidade moral, ética e sem personalidade, sem caráter, sem CPF, sem RG e sem título eleitoral. Isto é outra coisa. Isto não é submissão.

A verdade é que aquele que aconselha às esposas submissão exorta aos maridos: amai-as como vossas carnes; protejam-nas como parte mais fraca, seja feliz com mulher que você escolheu em sua juventude, sacie-te nos seios da mulher que você ama… Não existe apenas um lado. Existem sim duas pessoas, duas maneiras de viver, dois gêneros, um só relacionamento, um jeito de viverem.

Eu conheço advogadas, professoras, vereadores, deputadas, oficiais de justiça, sociólogas, empregadas domésticas, tecnólogas [...] ou seja, mulheres de tipo, forma, etnias (caucasianas, negras, altas, baixas, magras, gordas) que são independentes em todos os sentidos: emocionais, financeiras, intelectuais, espirituais e no entanto, no relacionamento há sim submissão. Pois, nas relações humanas, sejam quais forem sempre haverá submissão. O interessante da palavra submissão, é que muitas mulheres dizem ser contrárias, mas, vejamos, por exemplo, nos relacionamentos homo afetivo. Há submissão entre eles? Quem entre eles se coloca em submissão?

Não é algo simples. Eu sei que não! Há como sempre aquela explicação HISTÓRICA sobre tudo. E aqui nos relacionamentos, dizem que a submissão é uma herança do patriarcalismo desde a colonização portuguesa e muitos vão além ao dizer que é mesmo uma herança do modelo adotado pela Bíblia sagrada cristã judaica. Seja como for. Venha de onde vier, o fato é que há submissão de uma das partes.

Como é em minha casa? Não sei se aqui ela é submissa a mim como gênero, ou se ela é submissa ao ideal dela de manter o relacionamento e seguir o que prometeu: até que a morte nos separe. Eu não exijo que ela me obedeça. Não há um código a ser seguido. O contrário. Eu digo que ela como brasileira tem uma lei apenas que nos governa: a constituição. É ai que ela deve se pautar. Há também as regras sociais, que invariavelmente estamos inseridos e queiramos ou não, tem influências sobre nós.

Eu, de minha parte, faço o que é necessário para que ela se submeta a minha liderança: amo-a. Dedico tempo, atenção, carinho, cuidado, afeto, proteção, ouvidos, tempo, meus dias, minhas energias, e tenho testemunhas disto tudo! E tudo que lhe prometi que faria – na alegria, na tristeza, na pobreza e na riqueza, no bom e no ruim, no calor e na chuva, no calor e no frio, na água e na seca – eu tenho me esforçado para cumprir. Talvez por tudo isto eu tenha uma mulher submissa, mas, não escravizada. Eu tenho uma mulher companheira e que as vezes entramos em divergências, em conflito de opinião, e que muitas vezes entramos em debates. Ou seja, submissão não é abdicação de direitos constitucionais, civis e penais.

Na quinta-feira última ouvi a reclamação de uma colega: “Adão! Eu já não estou mais aguentando. Estou para entregar os pontos para ser uma mulherzinha dona de casa, e deixar meu marido trabalhar para nós”.
Eu lhe perguntei: Por quê? E ela me respondeu: “É que esta vida de mulher moderna, livre, dona de seu nariz, que tem seu próprio dinheiro, que não depende de homem tá me acabando”. Pois é isto. A vida de algumas mulheres é o testemunho vivo do que afirmo no texto: a minha submissão é diferente e melhor do que a sua. E mada justifica aos homens serem o que muitos tem sido: insensíveis, abusados, intolerantes, desmotivadores das relações naturais que deve existir entre nós, os homens e elas as mulheres. Tome jeito homem tosco!

A submissão feminina é uma coisa que nem todo homem merece receber, apesar de milhares delas serem submissas a cada tipo de homem, que, as vezes, eu me perco nos pensamentos de quem é que mais merece ser meus sentimentos de empatia e misericórdia.

Devo concluir dizendo que a palavra submissão nada tem a ver com fazer tudo que o marido manda, servir-lhe sua cerveja preferida quando ele exigir, nem ter que suportar os amigos dele para o futebol ou enquanto o ele está vendo o jogo do seu time, nem servir-lhe o café, o almoço, o jantar nas mãos e todos os dia de sua vida e estar a disposição dele e de seus amigos enquanto jogam baralho, dominó ou seja lá o que for. Isto não é submissão, é servidão! E não! Submissão – vai por mim – não é coisa do tempo de nossas mães e de nossas avós, apesar de que a palavra submissão é vista como mulher que fica em casa para lavar, passar, cuidar dos filhos, cozinhar, agradar o esposo quando em casa. Isto não é submissão! Não se deve confundir tarefas de cada um com submissão, e não há uma regra para definir quem é que deve fazer o que. isto é outro texto, pois este já está longo demais.

Todos têm fé. A diferença é como se aplica a fé

3 mai

Esta semana estava conversando com um amigo que se diz ateu. A conversa era sobre religião. Ele me indicou para eu ouvir o Hap da Religião. Segundo o testemunho dele foram: “uns moleques cara! Mó legal eles criticando as religiões, Deus, os padres e os pastores…”. O que lhe respondi: eu tenho observado que as pessoas que mais criticam as religiões nunca foram religiosos. E ele disse que já foi religioso. No entanto não soube explicar qual religião tenha praticado, vivenciado e renegado. Ou seja, ele se declara ateu tão somente porque acha ser mais inteligente ser ateu do que ser religioso. Mas, isto não é novidade. Jesus já dizia naquele tempo, dois mil anos atrás, “As pessoas deste mundo são muito mais espertas nos seus negócios do que as pessoas que pertencem à luz.” Estas palavras dentro do contexto da história que havia sido contada, Jesus disse literalmente que as pessoas não religiosas são mais hábeis em tomar decisões quando em situações difíceis, complicadas, e que exigem ação, reação DO QUE as pessoas religiosas. Assim mesmo. Direto e reto.

Jesus não era um poço de gentilezas. Nem com o populacho, muito menos com seus discípulos. O que se vê atualmente, inclusive no tal Hap da Religião, são pessoas, que não são religiosas, nunca estiveram em uma congregação religiosa, nunca pertenceram a algum grupo qualquer, posando de intelectuais, morais, éticos, superiores, e na música críticos de situações sociais. São alguns idiotas que pensam que sabem tudo sobre os religiosos, por criticar os pastores avaros, os padres pedófilos e outros acolá que são pederastas, como se todos os religiosos e todas as religiões seguissem a vida e o modelo distorcido destes que seriam o que são, dentro de uma igreja, sendo um juiz, um advogado, delegado, um comerciante. Aliás, existem tantos iguais em outros segmentos sociais que não recebem esta indignada reaçOI ão, nem música, nem moda de viola, nem mesmo versos de revolta. É a típica generalização discriminadora e que faz com que de se dissemine o rancor, a ira, das diferenças.

No Hap da Religião, os ditos “moleques” – como disse o amigo – repisam as criticas de sempre. Dizem que a Bíblia é um livro assim, daquele jeito, aquilo lá, preconceituoso, discriminador, violento, irascível… etc. Eles é que são os bons. Eles é que é exemplos de moral, ética, racionalidade, juventude iluminada. Dizem-se críticos da história cristã. No entanto, o que estes jovens, que se dizem ateus ou contrários a religião fazem de diferente para melhorar a sociedade em que vivem? Não vi. Nunca li. Nunca encontrei nenhuma linha, nenhuma atitude destes mesmos racionalistas, humanistas, iluministas, raça inteligente e superior em relação as mortes dos cristãos que eles tantos criticam em várias partes do mundo.

Pô! Por uma questão de racionalidade, humanista estes seres superiores poderiam se manifestar em critica aos países em que a outra parte mais numerosa, mais popular está exterminando os cristãos. Seria humano. Seria racional. Seria moral. Seria ético da parte deles socorrerem estas pobres criaturas. Seria de bom sentimento ir ao encontro destas minorias perseguidas.

Mas, estes idiotas só sabem criticar. Só sabem fazer versos de repetição. De argumentos que pouca cultura traz a sociedade. Não são capazes de ir defender os cristãos. Ah! Mas, eu sou contra os religiosos e as religiões. Tá! Que seja. E por que não faz nada por aqueles que a sua semelhança, e até por sofrimentos atrozes também ateus, e irreligiosos? Por que motivos não os auxiliam? Ah! Eles estão longe? Não! Não estão! È que vocês apenas e tão somente só sabem fazer isto. No conforto de vossas casas, deitados em lençóis que vossos pais compraram, com equipamentos eletrônicos que, muitos religiosos trabalharam arduamente para você poder comprar e usar. Pobres idiotas. Mal sabem que mais dependem dos religiosos, incultos, tolos, ignorantes, do que os religiosos dependem deles.

Às vezes entendo estas pobres almas. É desesperador, mesmo sem querer, ter que levar sobre si o dom e maldição de Cassandra. Saber a verdade. Saber algo maravilhoso. Saber algo e ser incapacitado de convencer os demais de evento tão eminente, ser inapto, ineficiente, inábil a ponto de não conseguir fazer com as pessoas acreditem em suas ideias. É desolador chegar a um hospital e ser tratado por um médico religioso. Ser atendido num banco por pessoas religiosas. Ser conduzido em transportes públicos diversos por pessoas com seus elementos e símbolos religiosos. É de desesperar estar em um avião guiado por um, que ao começar seu trabalho, antes de ligar os motores, se benza, ou que reze, ou que ore por proteção divina. … é este o mundo que você vive.

É que a fé é um atributo humano. Todos têm fé. A diferença é como se aplica a fé. A maioria usa a fé para diversas atividades, inclusive a fé, para o religioso, é a certeza de coisas invisíveis. Para um comerciante, seja ele religioso ou ateu, a fé, é a certeza também de coisas invisíveis, afinal, receber um cheque para data futura, é ter fé que haverá fundos, ter fé que a pessoa honrará o compromisso, é ter fé que viverá até a data para receber, é ter fé que a outra parte viverá tempo suficiente para pagar.

Não se vive sem fé. A diferença entre uns e outros, é como se trabalha a fé existente em cada um de nós. Não mais do que isto. A sua fé te leva a isto. A minha me leva a outras veredas. Pena que você pensa ser superior a mim, ainda que, quando vá ao sanitário produza a mesma matéria que eu.

Amor aos pedaços: Desencanto

15 abr

amor_aos_pedacos25Quando nos encantamos com algo, com algum lugar, com algum animal, com alguma pessoa, é inevitável, na maioria das vezes, não despertar em nós o amor. Este amor, que sempre é mais forte do que tudo, todos os inconveniente, e aliado com a fé, e a esperança ele tudo suporta, tudo espera.

No entanto, o desencanto também tem sua vez, e ele desabrocha. O que é desencantar? Desencantar, oras, é o contrário de encantar-se. É perder a ilusão. É desiludir-se. Nos relacionamentos humanos, o desencanto nem sempre acontece na passagem de segundo para outro. O desencanto primeiro derriba, faz cair; faz deitar abaixo, demole, vai minando a fé, a esperança e finalmente, arruinar; destroem; abate; faz prostrar, subjuga e destitui o amor que o encanto havia erigido com tanto empenho, beleza, entusiasmo e cuidado.

A maioria das pessoa que me conhece sabe que trabalho com informática, mas, minha paixão maior são as relações humanas, as ciências humanas, os relacionamentos, e sabem que ao longo destes meus quarenta e poucos anos, tive contatos com inúmeras pessoas, dezenas delas já desencantas. Há dezenas de casos, causos e histórias neste blog de homens e mulheres desencantadas e os seus respectivos fins.

Como é que o desencanto acontece? É difícil dizer como é que acontece, mas, é sabido que o processo de desencantamento pode ser rápido, lento, modorrento, apático. Alguns conseguem viver longos anos sob o domínio do desencanto por motivos diversos. Até dizem que entre os vários fatores, a percepção e as expectativas de um para com o outro muito contribui. Pois, é dito que a mulher entra num relacionamento esperando que seja capaz de MUDAR AQUELE REFERIDO HOMEM a ser o que ela deseja. Já o homem entra no mesmo relacionamento com dois pensamentos: NUNCA MUDAR O SEU JEITO e esperar que ela também JAMAIS MUDE de atitude em relação a ele, e a si mesma.

Diante desta antítese é que o desencanto germina, cresce e pede para ser colhido. Quantas mulheres se encantam com homens bonitos, bem de vida, estruturado, e espera que com o tempo aquele(s) defeito(s), (seja qual for: alcoolismo, violência, indolência, preguiça, irresponsabilidade, amizades, descompromissado) sejam superados e vivam felizes para sempre. No entanto, o tempo avança e não se percebe desejos, vontades ou meios de contornar esta situação. Inevitável não se desencantar.

Eu conheço um senhor, hoje com uns 76 anos, que vive arremedando sua esposa. Ele faz caretas, repete frases, macaqueia completamente a maneira como ela vive seus dias. O comportamento dele é típico de quem está desencantado; mesmo assim, consegue viver com ela, e segundo ele:

- A minha idade já não permite sair por ai a procura de outra mulher, sendo que não sou viúvo, e o sentimento que tenho por ela, me faz não querer deixa-la agora nesta altura de nossas vidas. -

Ou seja, ele, ainda que desencantado é capaz de viver com ela por um sentimento que o encanto de outrora fez nascer. Outros no entanto, não conseguem suportar o desencanto. Pessoas desencantadas, com raras exceções, pirraçam mutuamente. A músicas que outrora eram de amor, e indicativos de carinho, memórias, passam a ser motivos de chacota e indiretas.

O que causa o desencanto? São vários os motivos. São muitos fatores, nenhum fixo, e uma infinidade de ações variáveis. Eu sei por exemplo de uma senhora que desencantou-se quando teve que por anos a fio limpar as imundícias de seu companheiro. Outras mulheres desencantaram com as humilhações sofridas. Centenas de milhares pelo comportamento desenfreado do companheiro. Outras delas pela imoralidade. Infidelidade. Violência. Entre vários homens as reclamações de que as esposas se tornaram mulheres frias, sem tesão, sem desejos, sem demonstração de carinho, atenção demais ao trabalho, a carreira, a família. É muito extensa a lista dos que se dizem desencantados.

Meu lado desencantador

E sua lista de ações, atitudes e modos que podem causar o desencantamento na outra parte, você consegue vê, lista e reconhecer? Eu, tenho minha lista. Eu sou intolerante. Eu sou exigente. Eu sou paciente – e todos temos nossos limites – e o minha paciência as vezes beira a outros valores como: apatia e pode ser confundido facilmente com “desimportância”, negligência, indolência, desatenção, … Mas, chegando a este limite eu me torno instável e revelo o que tem acontecido de forma impaciente, autoritária, enérgica e se, insistirem em não entender, bem, eu me torno como vários outros canalhas: grito alto e quero me impor pela força. E, vejam vocês que são traços de minha personalidade que conheço, reconheço ser de difícil lida, e no entanto, muitas vezes sou provocado e jogado para o lado do desencantamento. Tenho resistido.

Finalizando com uma música: A. B. C do preguiçoso – Xangai. Através desta música pode-se ver no final qual é o motivo pelo qual o marido diz estar desencantado, ainda que seja, por assim dizer: jogar a culpa sobre a esposa: Se eu soubesse disso tudo eu não tinha casado com você! – Clique aqui para ir ao site e ouvir a música. Uma delícia de moda de viola e cantoria.

Marido se alevanta e vai armá um mundé
Prá pegá uma paca gorda prá nóis cumê um sarapaté
Aroeira é pau pesado num é minha véia
Cai e machuca meu pé e ai d´eu sodade

Marido se alevanta e vai na casa da tua avó buscá
A ispingarda dela procê caçá um mocó
Só que no lajedo tem cobra braba num é minha véia
Me morde e fica pió e ai deu sodade

Entonce marido se alevanta e caçá uma siriema
Nóis come a carne dela e faiz uma bassora das pena
Ai quem dera tá agora num é minha véia
Nos braço duma roxa morena e ai d´eu sodade

Sujeito alevanta e vai na casa do venderão
Comprá uma carne gorda prá nois fazê um pirão
É que eu num tenho mais dinheiro num é minha véia
Fiado num compro não e ai d´eu sodade

Ô marido se alevanta e vai na venda do venderim
Comprá deiz metro de chipa prá fazê rôpa pros nossos fiim
Ai dentro tem um colchão véio num é minha véia
Desmancha e faiz umas carça prá mim e ai d´eu sodade

Disgramado se alevanta, deixa de ser preguiçoso
O homi que num trabáia num pode cumê gostoso
É que trabáia é muito bom num é minha véia
Mas é um pouco arriscoso e ai d´eu sodade

Ô marido se alevanta e vem tomá um mingau
Que é prá criá sustança prá nóis fazê um calamengal
Brincadêra de manhã cedo num é minha véia
Arrisca, quebrá o pau e ai d´eu sodade

Marido seu disgraçado tu ai de morrê
Cachorro ai de ti lati e urubu ai de ti cumê
Se eu subesse disso tudo num é minha véia
Eu num casava cum ocê e ai deu sodade

Fato é, que no desancanto, cada qual quer estar com a razão e nenhum deles estão certos.

Abdicar. Conceder. Conviver. Realizar … Os verbos dos relacionamentos

31 jan

Hoje eu excluir minha conta no Facebook. Na prática eu ainda tenho 14 dias para pensar melhor. Porém, não farei, repito, como o político. A minha decisão é irrevogável. Foi assim em 2006 quem abandonei o Orkut. E, parte do problema, eu confesso, é que eu sou um homem de difícil lida! Difícil convívio! E tudo o contrário, se as regras a mim impostas sejam também válidas para quem impõe regras. Ninguém está acima da lei, nem quem promulga.

Um dos motivos listado entre vários outros foi: “Minha esposa, anda, a semelhança da vida real, não entendendo certas opiniões minhas, e tem gerado alguns conflitos, do tipo: você escreveu isto para mim, fulano de tal disse isto para mim, por que você escreveu aquilo lá… etc. Não tenho que convencê-la do contrário.” – Cansei do Facebook, por isto saio.

Eu sou de difícil lida. E um motivo que me torna assim, é que eu não gosto de ficar repetindo as mesmas coisas sempre. E algumas vezes tive que justificar que algo que escrevi não foi para dizer isto ou aquilo para minha esposa, e ou, sobre a família dela; e que minha opinião, fere fulano de tal que pensa diferente. Então, ao contrário de “os incomodados que se mudem”, eu prefiro mudar. Eu quero é ficar longe de ter que justificar o desnecessário. E, o pau de dá em Chico, dá em Francisco!

Não uma vez, nem duas. ”As esposas” (Se você se incomoda com generalizações, pule fora aqui) tem a capacidade de pensar que nós, os maridos, somos programados, e casamos com a missão secreta de fazer coisas que as incomodam, e que aquelas promessas de amar na riqueza, na pobreza, na alegria, na tristeza, na saúde e na doença e tudo mais, era só cascata. Nossas intenções são mesmo outras do tipo: irritar, provocar, desdenhar, fazer sofrer, humilhar, menosprezar, contrariar… Já escrevi isto aqui no blog!

Desde a faculdade de Teologia lá no IAENE, nos estudos dos livros do Pentateuco uma observação sobre o comportamento humano me ficou evidente: a necessidade constante de atenção e a insistente necessidade de ação demonstrativa de amor, atenção, cuidado, carinho, por parte de quem diz que ama, gosta, e tem carinho; este é quem tem que provar. Isto era visto da seguinte maneira: Deus fazia um milagre e todas as pessoas ficavam maravilhadas e criam. Dias depois, ainda que o último milagre tenha sido, por exemplo, fazer chover pão do céu, o povo exigia nova ação de Deus, senão eles reclamavam e debandavam para outras religiões. Quem ama tem que, cada dia e TODOS OS DIAS fazer um milagre. O milagre de ontem, hoje, já não vale, ou, se é lembrado, não tem validade. Hoje é hoje! Cadê o de hoje?

Nos relacionamentos não é diferente. É como aquele filme: Como se fosse a primeira vez. Todos os dias devemos reconquistar. Todos os dias devemos insistir. Todos os dias devemos fazer as atividades de ontem, e fazer as outras de hoje. Se o namoro for virtual, a situação pode até piorar. Pois, ai você tem que responder mais e mais indagações: eu ti vi online e você não me deu atenção; você não me enviou um e-mail, você não escreveu uma frase bonita para mim, você não me quer mais; o que está acontecendo que você não me ama mais, você não me quer mais, você não me deseja como antes; o que aconteceu que você passou um dia sem mandar um e-mail para mim; eu fiquei te esperando no bate-papo e você não apareceu…

Ou seja, não é de hoje, que nós fazemos como os antigos Hebreus. E não é de hoje que os relacionamentos exigem todos os dias, novas atitudes. Não importa se você está a um ano dando demonstração de carinho. Não importa se você está a 18 anos do lado da pessoa. Não importa os sacrifícios e tudo que foi feito ao longo de NOSSA HISTÓRIA; tudo é resumido e destruído se não aconteceu algo hoje, em especifico, se não aconteceu algo desde o último evento. Toda uma história de vida. Todo o romance. Todo o carinho dedicado. Todas as palavras e promessas feitas e cumpridas. Tudo! Absolutamente tudo, vai abaixo por uma PARANÓIA de que faltou atenção nas últimas 24 horas. Eu te esperei. Eu fiquei aguardando. Eu perdi meu tempo, eu perdi meu sábado, um feriado desperdiçado, […] É assim! Tudo antes de agora, não vale nada, por mais lindo que tenha sido! Porque agora algo não foi feito! Um evento não aconteceu. Um evento que não foi concretizado; vi você estava dando atenção a um amigo, você estava com os amigos de seu filho; você está comportando diferente de anteontem; você não é mais o mesmo; você está diferente.  São tantas observações e que as vezes eram positivias!

Nós maridos e namorados reconhecemos a importância dos eventos. Sabemos da dedicação das mulheres quando se expecta um encontro. Sabemos, ou melhor, eu sei do empenho que é aguardar um momento, um encontro. No entanto, não é por que algo aconteceu, e que nos impediu de agir dentro do esperado que nossa história antes disto está esquecida, perdeu o significado. Não! Mesmo quando, e se, um relacionamento vier ao fim numa situação desta, nada pode apagar o que aconteceu antes.

Outro exemplo? Sim eu tenho outro exemplo. Um homem, no modelo “semiantigo”, em que o homem é o provedor. Se, este homem, por um período apenas da vida conjugal estiver incapacitado de prover, de proteger, de agir como antes, todos os anos que antes que ele fez, é esquecido! E, não é só um que eu conheço nesta situação.

Quanto ao geral? Para manter um namoro, um casamento, uma amizade, um relacionamento por longos anos, é necessário, abdicar de muitos conceitos, preceitos, vergonha, desejos. Se uma das partes sentir, pensar, pesar e concluir que dá mais do que recebe, esta situação contribuirá para que em algum momento o relacionamento acabe. Então é melhor mudar de atitude antes que a vaca chegue no brejo.

É assim!

Abstrações diversas de um romance inexplicável

12 jan

Ela morava numa extremidade longínqua entre o ponto mais ao sul e ele vivia na outra extremidade mais distante do norte. Entre eles uma distância superior as dezenas de centenas de quilômetros. Ambos se encontraram entre o acender e o apagar dos bits.  Se viram algumas vezes utilizando os olhos eletrônicos.  Tocaram em si mesmos, enquanto, era segundo suas mentes, um tocando no outro. 

Tudo na forma mais platônica, eletrônica, mesmerizada, factual, e longe de ser entendido racionalmente .  Tudo dependendo das enzimas, proteínas e tudo mais que os neurotransmissores são capazes de produzir no cérebro e que por conseguinte, provoca agradáveis reações em cadeia em todos os órgãos da fisiologia humana.

Tudo, absolutamente, dentro destas circunstâncias; tudo eles podiam.  Tudo por meio da química produzida em cada qual; provocada; incentivada; alimentada desta forma. Para eles, não havia relacionamento mais intenso, desejo mais quente, vontades mais ardentes. Para ele, uma sentença matemática lhe dava certezas.

 

Duas retas paralelas em um plano afim z = 1
interceptam-se num tempo e num espaço no infinito

 

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Google imagens

Esta intercepção, ainda que por um breve instante no tempo e no espaço era imaginado, desejado, ambicionado. A questão para ele, nunca era a intercepção no infinito, pois, em sua mente, isto era certo. O que o preocupava era poder aproveitar o tempo e o espaço da intercepção naquele instante, único, excepcional, sem precedentes, pois, ainda que breve, era tudo que ele tinha de concreto e certo. Nunca questionava seus sentimentos. Ele conhecia a si. O incerto e incontrolável era o tempo de viagem em direção ao infinito e a intercepção.

Se amparava na mais simples das afirmações, nas convicções do amor, nos rompantes do desejo, no descontrole das vontades, na incerteza das intenções. Pensava também na perseverança, na fé, na esperança e da certeza de que tudo pode acontecer, e que o tempo se curva, e que na curva do tempo se vê o futuro;  na certeza de que hoje, foi o que ontem era amanhã.

Felicidade também é poder influenciar os filhos.

9 jan

Nas comemorações de natal e nas comemorações de fim e inicio de ano, bem como, o dia 05 de janeiro que é aniversário de Kátia, e também do filho de Veridiana Serpa (Já não esqueço mais),  ocorreram alguns diálogos com Pedro Henrique que nos fizeram analisar os conceitos morais, éticos, espirituais e outros tipos de conceitos que transmitimos a nossos filhos por meio do ensino, da fala, por ações, atos diversos que, sem que percebamos, estão também educando-os, ensinando-os sobre a vida e como se devem comportar e agir perto e longe dos pais.

Como humanos os meios de transmissão destas ideias e conceitos são modificados ao longo do tempo, e são transmitidos de formas diferentes por sociedades diferentes. No entanto, há, sabemos disso, um conjunto de regras que são transmitidas de modo quase que generalizados por todos os povos. Desde criança somos orientados aos bons costumes e também aos modos corretos de se agir ante a diversas situações. Estes ensinamentos foram transmitidos de formas diferentes. Eis alguns exemplos de ensino por meio de fábulas, estórias, contos e mitos:

Ensinando com lendas, fábulas e estórias da carochinha.

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Com João e Maria se pode aprender algumas dicas de como eram ensinado aos pequenos conceitos de família, bondade, crueldade, certo, errado, condições financeiras, e entre tantos outros elementos morais. Poderíamos destacar vários destes conceitos na historieta em especial a de que trabalhar está relacionado com rendimentos. Que profissão está ligado com trabalho.  Fé, esperança e amor.  Há também na história as antíteses entre as ações: maldade e bondade. Esperteza e engano. Velhice e juventude. Sabedoria e juventude.

Esta história está repleta de elementos morais. E não só esta lenda. Há por exemplo a lenda do Pequeno Polegar que também contém vários elementos da lenda de João e Maria. Inclusive há, por exemplo, relação entre crise, fome, dificuldades, atitudes dos pais, planejamento… e por fim, as ações de justiça/vingança, maldade/punição.

Em ambas as histórias aqueles que são maus tem um triste fim. A bruxa  feia e malvada a semelhança da madrasta que morre, foi por Maria jogada dentro do forno e queimada viva. E na lenda de o Pequeno Polegar, o Ogro malvado, é traído pela maçaneta que tinha por obrigação de avisar a entrada e a saída, e também a ação bondosa da mulher sofredora dentro do lar do Ogro. Além disso, o Ogro é punido quando a violência que iria aplicar aos demais retorna para ele, pois, o Pequeno Polegar, que é esperto e inteligente (esperteza e inteligência vence a violência e o mal) troca as coroas de suas sete filhas pelos sete chapéus de seus irmãos.

Nossos filhos estão de olhos em nós. Eles nos vê. Eles nos ouvem. Eles nos observam. Eles nos copiam. Atos de bondades. Atos de crueldades. Atos de obscenidades. Gritos. Violência…tudo é por eles captados, e serve para que eles formem valores e o caráter se forma neste período.

Tal qual nas histórias devemos avisar nossos filhos das pessoas más. Em muitos casos, estas pessoas más são  trazidas por nós mesmos: madrasta, padrasto, “amigos”, vizinho.  Alguns valores transmitimos a eles pelo exemplo. Outros por meio de palavras.  Alguns por gestos. Outros conceitos lhe são transferidos por ensino de conceitos, ideias, associação. Muito me preocupa como exemplifico a meus filhos certos conceitos de certo e errado. Bondade e maldade, crueldade, malévolos.  E, nestes casos entram os jogos de computadores, os filmes, os desenhos, a literatura.

Volta e meia estamos neste debate. Em 2006 arribamos em caravana para Nanuque. Lá passamos uns 10 dias em férias. Como passamos muitos anos separados, as diferenças nos modos educativos eram visíveis e contrastantes.  Nossos filhos ligavam a televisão e assistiam os desenhos que queriam ver.  Outras crianças não podiam ver todos e os desenhos que passavam.  Certa tarde num debate sobre o assunto, cada um colocou suas opiniões e posicionamento quanto a influência dos desenhos, dos filmes na educação das crianças naquela idade.

Tenho uma amiga que, quando na TV passava um homem e uma mulher se beijando, e também, quando passavam homens brigando, e ou cenas de tiroteios e mortes , ela tirava a criança da sala, e em muitos casos, quando não conseguia tirar,  agarrava a criança e impedia-a de ouvir e ver. Eu considerava o que ela fazia um exagero.

Nós temos conceitos morais, éticos, espirituais, emocionais e os transmitimos a estas criaturas que nos foram enviadas para a vida. Temos lutado e batalhado cada dia para que eles saibam escolher corretamente. Que eles saibam decidir baseados nos conceitos de justiça, moral, ética. Que sejam íntegros. Que sejam sábios.  Nós damos os exemplo;  nós transmitimos os conceitos. É gratificante ver nossos filhos agindo de forma correta, leal, íntegra, honesta. É gratificante vê-lós defender seus pontos de vista; é gostoso constatar que você conseguiu transmitir a eles o que é bom, honesto, e de bom senso.

Há familiares que reclamam que meus filhos usam jogos de guerra. E que eu também jogo com eles. Sentamos em frente a TV e ficamos juntos nas aventuras. As vezes me dão o controle para sentir a vibração, sentir o efeito de como é atirar com um rifle, como posicionar a mira, como lançar granadas. E, também, me pedem ajuda quando chegam nalgum ponto do jogo em que não conseguem avançar. Cabe a mim analisar o ambiente e apontar a saída. Por isto, aqui temos os títulos: “Mestre” dos jogos,  mestre do controle… etc.

Outro dia, nosso filho menor disse-me: “Painho você sabe tudo é? Caramba! Você sabe gramatica, geografia, física, matemática.!” – Eu ri! E disse-lhe: Eu só sei o que preciso saber. Então é assim: de todas as formas, meios, maneiras, jeitos, palavras, atos, ações e até o que pensamos pode influenciar na educação de nossas crianças. Use bem seus meios, seus dotes, seus conhecimentos. Um mundo melhor depende disso.

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