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Quando as metades de nossos pais se separam ou se unem?

24 mar

Biologicamente somos formados por 23 pares de cromossomos sendo que último par  são os “cromossomos sexuais, de morfologia diferente entre si, que recebem o nome de X e Y. No sexo feminino existem dois cromossomos X e no masculino existem um cromossomo X e um Y” – Virtual EpM 

Eu e J. Apócrifo estruturamos umas ideias em torno de uma ficção sobre isto ai, em que há uma grande conspiração universal terreal para obter tais elementos no sangue do filho do Espirito Santo, onde reside a imortalidade e ou elementos químicos interessantes para a reprodução em laboratório de criaturas com características do Espirito Santo, afinal, se nasceu menino é o elemento X e Y estão presente … por ai. Tá lá o primeiro volume no Amazon.

O texto não é sobre isto. É sobre pais, heranças genéticas e outras heranças.

É muito comum ouvirmos nas famílias frases do tipo: “isto é da mãe”, “igualzinho ao pai”; “os avós dele é que eram assim”; “as mesmas traquinagens de quando o pai era desta idade”. Evidente que estas características não vieram nos genes. Não são transmitidos pelos cromossomos. Comportamento não!

Hoje! Com meus quarenta e poucos anos de idade, sou capaz de fazer algumas distinções comportamentais em mim e até atribuo certas características de ação e atitudes a herança de meu pai, outras no entanto, observo seria atitudes e modos de ação de minha mãe.

As vezes até ameaço meus filhos e esposa com frases do tipo: “não provoque a parte ruim de meu pai que existe em mim.” – Mas, eles desconhece este lado até perverso de meu velho pai. É um lado obscuro; Frio; Melancólico; Que é capaz de permanecer hibernado; remoendo mágoas;  abandonar e esquecer; ignorar e olhar seja quem for implorar por ajuda, e nada fazer. Deixar de lado, e mesmo com dor no coração, jamais procurar novamente.

Feio isto não é? Vergonhoso para muitos. Mas, sei que existe isto em mim. São características emocionais, comportamentais, heranças do convívio  que trago, que trazemos de nossos ancestrais. Alguns podem sentir orgulhosos do lado maravilhoso, e vergonhoso pelo que é capaz de fazer de ruim, de sombrio, de tórrido, de traiçoeiro, de malévolo. Mas, somos assim: humanos transferindo seus círculos, suas maneiras a seus filhos, seus netos.

De meu pai há heranças boas e ruins. Mas, normalmente somos levados, as vezes, a crer que tudo de bom vem da mãe, e o lado ruim do pai, perpetuando o maniqueísmo: pai =  mal; maldades e a mãe = boa; bondade. Que os homens representam o mal e as mulheres criaturas divinas aprisionadas pelos agentes das trevas. – Jamais vou deixar de lembrar da Clarissa nestes momentos  – Quiçá tenha oito. Bem e mau de ambos. 

Eu tenho os quatro lados em mim. O lado bom e o mal de meu pai. O bom e o mal de minha mãe. E ambos são bem definidos. O lado mal materno chega a pervertida situação de demonstrar-se ser vítima de inescrupulosa injustiça, quando, nem sempre é.

Este texto nasce de algo corriqueiro e trivial. Eu e minha esposa estamos em casa. Não há outras pessoas aqui a não ser eu e ela. Estávamos conversando e ao mesmo tempo vendo TV e eu também estou usando o computador para outras atividades. Eu sei que é uma confissão desastrosa e desanimadora para todas as pessoas que pensam que os casais, quando tem tempo para ficar só, aproveitam para fazer sexo intenso.

A TV está ligada e minha esposa mudou o canal, sei lá para onde. O que sei é que estava passando Gilberto Gil com um trio de mulheres cegas cantoras. Elas contavam a história delas intercalado das mesmas cantando. Para muitos, isto é um programa de cultura popular e que deveria eu estar interessado por isto, mas, não! Não estou, por que acho que não é interessante. Não vejo interesse na história, nas senhoras, que são irmãs, cegas e cantoras. Muito menos pelo Gilberto Gil. Pois bem! Ela deixou no canal e foi para a cozinha pegar o quiabo. Eu reclamei da programação da TV o que ela disse que queria acompanhar a história das mulheres. Tudo bem! Ela tem o direito de querer e ver o programa que quiser.

Peguei os fones de ouvido, fiz uma seleção de músicas estrangeiras, e doravante, nem programa de TV tão pouco as conversas que estávamos mantendo mais me interessam.

Agora é ela lá na TV e eu aqui no PC com os textos e o lado ruim de meu pai: ignorar e não dar atenção; bem como o lado ruim de mamãe: quem mandou optar pelo que me desagrada. Ela tem direito de querer ver o programa e, eu, de não querer. Ela quer. Eñtão que veja! Eu não quero, não vejo! Faço outras coisas, oras!

Viu ai? Até a culpa se transfere para o outro lado. Se assim ajo, não é porque sou mal, mas, sim por que ela escolheu errado, e provocou em mim ações torpes. A culpada é ela e não minhas heranças, desejos, vontades, educação, exemplos herdados. Mas, já terminei o texto e vou ali, adular minha esposa que está em dias de “Chapeuzinho vermelho”. – Esse lado de cuidado, é meu mesmo. Quem sabe uma parte de minha mãe. Talvez, uma parte de meu pai!

Somos felizes como pessoas, como casal, como pais

11 out

No ano passado, nos meses de setembro e outubro, nós estávamos abalados com as noticias sobre a possível contaminação do baço de nosso filho primogênito. Foi uma noticia difícil para nós todos. E para piorar recebemos o comentário funesto do especialista de que não podíamos pagar ele e o tratamento na clinica dele. Nós, eu e Kátia passamos dias e dias chorando e angustiado com aquele reverse. Mas isto passou! Aquele período logo se desmanchou em novidades, em boas novas.

Pessoas maravilhosas entraram em ação e ajudaram; elas contribuíram com a mudança de cenário. Primeiro elas enviaram mensagens de apoio: estamos orando por vocês; estamos juntos nesta fase com vocês; não se preocupem o que necessitarem nós estamos aqui. Depois elas nos confortaram: seja o que vier, estamos juntos e unidos; Estas pessoas nos animaram: sejam fortes. Se faltar forças, pegue um pouco aqui.

Eu já escrevi textos em agradecimentos a e este aqui é para dizer que tudo aconteceu e tem acontecido para honra e glória de Deus. E, não é só porque tivemos a resposta positiva, pensamos que a resposta positiva aconteceu por que tudo isto aconteceu.

É muito complicado, complexo criar e elencar razões de causa e efeito, ação e reação nestes casos. É como digo: um produto da fé. Um resultado da esperança e da perseverança. E que invariavelmente a lógica e a razão, por mais, lógica e racional que seja, não encontrará razão e lógica.

Pois bem! Esta semana temos dois eventos marcantes em nossas vidas. Mais um ano juntos, unidos, lado a lado, caminhado.

  • Dia 13 dia de aniversário de casamento;
  • Dia 14 dia de aniversário de Pedro Henrique meu filho caçula;

Oficialmente faremos 18 anos de casados. A contagem total deve-se levar em conta desde 15 de julho de 1993 quando nos beijamos. Foi neste dia, uma quinta-feira que nos unimos. Primeiro em salivas, depois em amores, sentimentos, ações, reações, emoções… e toda esta história.

Hoje, quando já havia escurecido, ouvi a seguinte frase: o que é que eu vou ganhar de presente no sábado? Desde já, hoje quarta-feira, que já há marcação de terreno. No domingo Pedro Henrique fará 12 anos. E no dia 27/2012 Kaio faz 17 anos.

Estejam convidados a participarem dos eventos deste fim de semana. E, a todos os amigos, e todas as amigas, todas as famílias que nos apoiaram, nestes momentos tão difíceis. Obrigado por tudo que fizeram.  O que fizeram. Como fizeram. Quando fizeram.

Vocês marcaram nossa vida conjugal, familiar e de cada individuo. Neste ano de 2012, que está sendo maravilhoso, e vocês se enlearam a nossas vidas, a nossas histórias, e já não vivemos sem lembrar-se das dificuldades, e lembrar-se de todos vocês que estiveram debaixo do jugo que a nós chegou.

Nestes 18/19 anos de união já vivenciamos os mais diferentes lados de vários sentimentos, várias situações. E no balanço geral: somos felizes como pessoas, como casal, como pais, e temos filhos maravilhosos.

Alguns dias atrás uma pessoa me perguntou qual era o segredo de nosso casamento, e eu respondi: eu me preparei para viver sempre em família. E penso que falta este compromisso social com as gerações atuais. E transmitir a todos eles o valor que é viver em família, o gosto que é superar obstáculos em família. Penso que se desiste muito fácil do convivio. As vezes por problemas clássicos e banais. Puro egocentrismos. Outros perduram apesar disto tudo.

Agradecimentos a todos vocês que estão conosco fazendo, participando, escrevendo esta nossa história, pois, desde dezembro de 2011 que a vida reentrou numa série de evento ditoso, venturoso, feliz, e afortunado. Obrigado!

Adão Braga e Família

Herança violenta! O que fazer com ela?

3 ago

É estranho o comportamento da sociedade feminina em muitas família. E digo isto baseado nas famílias em que participo e tenho ativa participação. Meu pai que era mulherengo, machista, e que batia em minha mãe, é o exemplo a ser evitado para todas as mulheres da família. Nenhum homem com o comportamento e atitudes de meu pai, deve ser escolhido para ser esposo, marido e companheiro. Por outro lado, é um comportamento totalmente aceito, se, for levado em consideração as mulheres que entram na família.

Nós os filhos homens de meu pai, se não agem com machismo, força, insensibilidade e agressão somos taxados de frouxos, dominado pelas esposas, manipulados e outros adjetivos que apontam para a falta de herança de macho por parte de meu pai, pois, parece-me que é o que desejam para as companheira e esposas de todos os homens. É como se, tivéssemos que vingar a desditosa vida que tiveram na infância, e das tristes lembranças de momentos que, não esquecemos.

Não é só em minha família que percebo e vejo isto. Nalgumas famílias próximas, as mulheres, revelam desejar que seus irmãos ajam e sejam iguais ou piores do que os chefes de família a que pertencem. Tenho visto nestas famílias o mesmo comportamento que vi recentemente entre algumas mulheres da minha família. Repito! É como, se os irmão devessem reproduzir o exemplo paterno como uma vingança social e impingir sobre estas o que lhes aconteceram; por outro lado, desejam, que as mulheres tenham a sorte de encontrarem esposos modernos, e tipicamente educados para a nova realidade feminina.

Não faz muito tempo que ouvi esta frase: "Todas as minhas cunhadas tiveram a "sorte grande" com os homens de nossa família, todos são ótimos maridos e nenhum de vocês agem como pai". O lamento era de que não foram vingadas. Não tiveram nos homens da família a perpetuação do círculo violento encontrado no seu lar. Alguns amigos são impulsionados pelas próprias irmãs a agirem com vigor, virilidade, violência e cerceamento de liberdade. Semana passada ouvir de uma irmã o seguinte: "Mulher é bicho traiçoeiro! Se você não agir com força e violência ela pinta e borda!" – Isto foi dito mesmo no intuito de dominação e subjugação.

No início da vida conjugal, no segundo ano, ocorreu um fato entre eu e Kátia. E todos os indícios apontavam para violência doméstica, e havia sido apenas um incidente violento. A cultura de mascarar, ocultar, proteger os agressores é tanta que minha esposa, propôs ao aproximar da casa dos pais uma mentira para ocultar minha ação. O que eu disse discordar. E discordei pelo fato de que não havia necessidade de ocultação o ocorrido, e, mesmo que fosse um ato de violência ela deveria sentir-se segura em falar aos familiares dela tal conduta de minha parte.

O que aconteceu é que foi inusitado. Ela falou que o ferimento na perna havia sido eu quem tinha feito. E nenhum dos parentes dela acreditou. Me senti o Acima de qualquer suspeita. No entanto, na virada do século, sofri com acusações de maus tratos e violência doméstica a ponto de ir na delegacia responder por suposta agressão. Felizmente, a justiça, apurou os fatos, nada encontrou de violência em nosso lar.

É assim! Se querem proteger os seus, enquanto, se acoberta a violência dos seus. Pois, quem me acusava, e me perseguia com tais acusações, fazia muito pior com sua companheira e filhos. Infelizmente eles pensavam e acusavam a mim de atitude que era o lado contrário quem fazia. Partiam do pressuposto de que, se ele fazia, era provável que eu também daquela forma agisse. Enganaram. Este é meu legado a meus filhos: jamais sejam como seu avô foi com sua avó, suas tias e seus tios.

Vingança é muito diferente de justiça. E não justifica aceitar que irmãos sejam vingadores de irmãs com as irmãos de outros irmãos. Isto fará apenas prosperar o círculo da violência. Muitas vezes é muito bom ter alguém próximo para te alertar quando há algo fora do lugar

Uma irmã, certa noite, gritou comigo:

ADÃO BRAGA BORGES, assim você vai se tornar e fazer igual a seu PAI! É isso que você quer?

Pronto! Este grito ecoa ainda em meus ouvidos. E já faz, 17 anos. Pois, naquela noite, quase saio dos trilhos e dos caminhos das virtudes.

É só uma confissão de que todos somos tentados a agirmos como vimos acontecer. A minha resposta a pergunta do título é: Vigilância e perseverança no caminho e na busca do equilíbrio é sempre uma exigência de excelência. E quando em perigo, que se tenha alguém para gritar-nos, pois, certamente estamos longe do caminho e da vereda da prudência, da justiça, dos bons costumes.

Oxalá todos tenham uma irmã com o juizo no lugar. E paciência em todas as vezes que se tentam quebrar e destruir este equilibrio que a duras penas conseguimos montar.

Amor aos pedaços: Reintegração!

15 jul

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Integrar: é igual á fazer parte de um conjunto. Ser uma das partes do todo. Parte que completa. Estar incluido. É estar incorporado.

Desintegrar: é o contrário da definicão acima.

Reintegração: É voltar ao estado de integrar, estar integrado, voltar a fazer parte do conjunto, participar da completitude.

Pelas definições das palavras tem-se uma ideia do que é reintegração. E por ilação, conclusão, inferência, dedução do significado da palavra é obvio que só se RE-INTEGRA aquilo, aquele ou aquela que está, momentaneamente fora do conjunto, ou seja, estamos, desta forma tratando de mais uma tentativa de reconstrução, mais uma chance, mais uma oportunidade de que nossos sentimentos, nossos desejos sejam realizados nesta nova oportunidade.

A reintegração de alguém a um circulo; a reintegração de alguém a algum cargo; a reintegração de algo a seu lugar; a reintegração de alguém em algum lugar; a reintegração exige primeiro que tenha ocorrido a integração, o desacordo, a desintegração, e agora os passos para a reintegração.

Em muitas igrejas evangélicas, quando, pessoas do grupo agem de forma diferente do estabelecido nas doutrinas, nas regras do grupo, a pessoa é afastada da comunhão, é censurada, é disciplinada, é afastada das atividades da comunidade, ou seja, por suas atitudes é DESINTEGRADA. Para ocorrer a REINTEGRAÇÃO, é necessário dar provas de mudanças de comportamento; precisa haver comprovação de que se arrependeu do caminho tomado; tem que voltar a cumprir as regras, e por determinado tempo – que é imposto depois de análise do grupo dirigente e votação nas assembléias – ai, a pessoa é REINTEGRADA ao grupo por meio de nova imersão batismal, ou apenas, apresentação direta.

Nos relacionamento a reintegração, quando necessária, é muitas vezes, uma decisão do tribunal: corpo, alma e espírito. Isto mesmo. Nosso corpo, nossas emoções e nossa inteligência é quem nos ajudam a decidir reintegrar ou não, aquele ou aquela que por motivos quaisquer estavam desintegrado.

Algumas famílias ainda participam ativamente das decisões amorosas, e nestes casos, a integração, como a desintegração, e a possível reintegração depende do voto de confiança, e ou, dos motivos pelos quais ocorreram a desintegração.

A reintegração em alguns casos exige o pedido formal da parte que está desintegrada. Noutros casos, é a parte interessada quem propõe a reintegração.

E o amor? Bem! Eu creio que é com base neste sentimento nobre que os pedidos de reintegração são feitos. Evidente que há casos em que o pedido de reintegração são outros. Por volta dos anos 95/97 fui testemunha de um pedido de reintegração baseado em motivos expúrios. A pessoa que havia sido desintegrada quis aproveitar-se dos sentimentos nobres do moço. E, assim planejou:

- Eu digo que estou arrependida! Eu sei que ele me ama. Me aceita de volta. Eu vivo com ele uns tempos até ele pagar minhas dívidas. Quando eu estiver equilibrada financeiramente, eu pulo fora!

O amor reintegra. Mas, o amor, não faz com que as pessoas percam a racionalidade. E neste caso citado, quando se viu enredado na situação, ocorreu nova desintegração. Quando a parte reintegrada não muda de atitude, a parte reintegrante entra no caminho do desencanto, da desilusão e por fim, abandono do relacionamento. Em milhares de casos, esta parte, continua amando, continua crendo e esperando a recompensa de amar, perdoar e reintegrar. E quando só ela age e a outra parte não reage, bem, é inevitável: o amor não suporta maus comportamentos; a amor não embrutece a ração, em embota a inteligência; pelo contrário, o amor estimula outras emoções, inclusive a sensação do alivio: agora acabou! Já fiz de tudo. Agora sigo meu caminho, pois, o amor, me fez agir com justiça, mansidão, paciência, delicadeza, simpatia, encanto. Mas, não foi suficiente para impactar na outra parte, mudanças.

A reintegração é uma das alternativas que o amor dá a nós para que possamos nos relacionar melhor. Em minha opinião, a reintegração está ligado a perdão, recomeço, reestruturação, reconhecimento de que errou, mudança de atitude.

O amor incondicional das mães e do amor divino é quem reintegra sem pedido de caução ou de garantias. Estão sempre dispostos a aceitar suas crias sem exigirem o cumprimento dos tratos ou dos acordos. A reintegração em certa medida é o que nos ajudam cotidianamente. Eu já reintegrei várias pessoas a meu convivio. Eu já fui reintegrado também várias vezes.

Não passamos pelo vale da sombra da morte só!

23 jun

Neste ano de 2012 talvez a frase que mais estejamos repetindo é esta: “Estamos muito felizes. É o melhor ano de nossas vidas nos últimos anos todos!” – Assim mesmo com toda a redundância.

Não vivemos nos padrões de antes, quando podiamos realizar comemorações diversas durante os nossos dias natalicios. Mas, este ano, já temos uma condição muito melhor do que, por exemplo, os últimos cinco anos, em que vivemos angustiados com a doença, com as atenções divididas, as preocupações ampliadas.

Durante a fase mais critica da doença – o Linfoma diagnósticado em nosso filho – (2008/2011),  algumas vezes eu e Kátia ficavamos preocupados com Pedro Henrique. A falta de acompanhamento escolar, a falta de roupas novas, brinquedos, atenções diversas. Tudo que antes tinhamos como fazer, e que neste período ficamos manietados pelas circunstâncias. Além de não poder deixar a peteca cair de um dos lados, não podiamos vacilar em nenhum dos flancos, nem no ataque, nem da retaguarda.

A boa noticia sobre isto é que Pedro Henrique passou junto conosco. Muitas vezes chorou conosco a situação do irmão. Algumas vezes se resignou. Outras ele disse: “painho! Kaio é forte! Se esta doença fosse em mim, eu preferia morrer!” – Como repreender uma criatura tão pura e adorador do irmão como ele? As vezes, nós brigamos com Kaio que explora dele, das mais diversas formas, inclusive a emocional. Coisa de irmãos. Entendo! Mas, vigio.

Pedro  tem nos dado constantes alegrias este ano. Primeiro passou num concurso oferecido por uma conceituada escola de Irecê. Ganhou uma bolsa de 100%. Só tivemos que comprar o material escolar. Caro. Mas, conseguimos. Segundo. Pedro foi homenageado com sua citação e foto no mural como destaque da turma. Terceiro. Pedro participou da prova das olimpiadas do conhecimento. Ficou em segundo lugar.

Não é tudo sobre Pedro. Mas, deixa eu escrever um pouco sobre Kaio. Ele passou no vestibular do IFBA e lá está. Eu sei que o objetivo dele é ser melhor e maior do que eu. Ele já declarou: “Meu irmão! Eu vim para este mundo para te ofuscar!” – debocha sempre. Ele já me tomou alguns títulos domésticos tal como: “O mestre dos jogos”. Agora investe alto e pesado em ser melhor do que eu em conhecimentos técnicos, e escolares, uma vez, que estamos estudando na mesma instituição de ensino.

Problema mesmo, este ano quem esta dando é Kátia. Mas, ela é teimosa desde sempre. Duas ou três vezes neste ano que ela me “dá problemas”. Mas, era assim antes e eu suportava e cumpria a promessa feita: “na alegria, e na tristeza. Na saúde e na doença …”

Não passamos pelo vale da sombra da morte só, isolados, abandonados, e esquecidos. Pelo contrário. E, este ano de 2012 está sendo maravilhoso também, por que, os amigos, conhecidos, anônimos, famosos, ricos, pobres, poderosos e fracos […] gente de toda natureza, sorte, lugar, meio social, condição financeiro, espiritualistas, carnais, agnósticos, céticos, ateus, teístas, deístas … e das mais variadas maneiras, meios e modos nos auxiliaram, nos abraçaram, nos confortaram. Mas, isto acima, não abandonados, e esquecidos é tão somente a referência aos amigos e amigas e vários famíliares.

E eu não irei cansar de repetir que este ano de 2012 está sendo maravilhosos para nós. Falta alguns tocos a serem arrancados. Existem alguns espinhos a serem tirados. Sabemos que a doença, segundo os médicos, só poderá ser dada com curada em definitivo após anos de acompanhamento. Mas, o que é esta vida sem esperança, perserverança, fé, entusiasmo, crença, amizade, espiritualidade, ceticismos, abalo, queda, … soerguimento, apoio, amparo, amor, dedicação… ah! é tanta coisa a ser listado.

Meu filho agora já é um rapaz. Passamos por esta fase. Todas elas. Outro dia, veja que coisa! Eu disse a minha esposa: “Kaio passou pela transição de criança, juvenil, adolescente para esta pessoa que está aqui em casa hoje, e que eu me lembro, nós brigamos apenas uma vez!”

Isto mesmo! Nós brigamos. Falamos alto um com o outro. Olhamos encarados. Nos enfrentamos. Ai! Exigir respeito. E com autoritarismo e totalitarismos coloquei as coisas nas devidas ordens. Ele ameaçou ir embora. Disse que me odiava. Quando a mãe entrou na conversa e esclareceu o lado dela, e disse: “essa sua ameaça de: eu vou embora! Fique sabendo que se sair não vai pensar que eu vou te aliviar. Eu estou do lado de seu pai! Se sair assim! Tá saído!” – Nem passou três horas de raiva e ódio a mim, chegou pedindo dinheiro para ir lanchar que estava com fome.

Bem é isto! A vida nossa não está mil maravilhas, mas, já esteve bem ruim. Não está como pensavamos que seria. Mas, já está muito, muito melhor do que ano passado, retrasado, e ante-retrasado.

Mais um texto de agradecimento por todos vocês que ajudaram, contribuiram, auxiliaram, estiveram perto, longe. Obrigado amigos e amigas. Pessoas físicas, juridicas, casadas, solteiras, familias. Obrigado!

Terminar um namoro: NÃO É FÁCIL! Mas, eu digo como os meus acabaram!

29 mai

Entre os muitos textos deste blog alguns me surpreendem pela quantidade de comentários que recebem até hoje, muitos dias após terem sido publicados. Um exemplo de texto assim é aquele que fiz comentários sobre a música de Roberto Carlos, e que intitulei: como não terminar um namoro? Curiosamente, quando se procurar esta frase, estou lá no inicio da lista. Neste texto vou listar os motivos pelos quais terminei alguns namoros, e alguns pelos quais terminaram comigo.

Não está sendo lá muito agradável para milhares de mulheres por fim a um relacionamento. Só hoje, no programa Brasil Urgente, em poucos minutos que ouvi o apresentador, pelo menos quatro reportagens foi de mulheres que foram assassinadas, e ou, que receberam agressões e tentativas de homicídios por quererem ou terem encerrado tais fracassos emocionais. Pelo visto, a outra parte discorda e reage de forma desequilibrada. Adiante.

Para terminar um namoro é necessário que ele tenha tido um começo. E se vai terminar o que se começou, é por que, o que foi iniciado com alegria anterior já não está continuando como antes. As vezes, se começa um namoro, tão somente por não se saber dizer: Não! Muitas vezes por não saber evitar, outras, por pensar que não se terá outra maneira de se livrar a não ser iniciando o namoro, e depois querer dizer: eu tentei, mas, não dá! Outro engano. Pode ser muito pior!

Para terminar, nem sempre a sinceridade é suficiente, apesar de eu sempre ter optado por ir direto ao ponto e afirmar categoricamente: Eu não consegui sustentar o sentimento por você. Não sinto desejo de ficar com você! Não sentir sua falta nestes dias todos.

Entre tantas frases usadas uma vez eu disse para uma namorada o seguinte: “Algumas vezes eu procurei algo para me ocupar para não vir a sua casa, então, penso ser melhor não me sentir assim, nem enganar a você, fazendo você pensar que venho aqui com alegria e satisfação!” Apesar de ter me esforçado para não parecer cruel, assim mesmo, eu fui! Afinal é devastador dizer a qualquer pessoa que ela não é suficiente e bastante para despertar sentimentos outros em você. E tive que fazer isto pelo menos duas vezes.

Nunca tive facilidade em terminar os meus namoros. Afinal tive que pensar, elaborar, e quis fazer isto de forma a não ferir ou magoar profundamente a pessoa do lado de lá. Houve dois que me foi complicadíssimo. Em ambos, a dificuldade era justamente o fato, de terem sido elas quem me pedira em namoro. É complicado. Primeiro por que nunca fui, nem nunca houve em mim, resquícios de belezas e atrativos físicos. No entanto, algumas vezes fui pedido em namoro. Alguns dizem que é por que mulher só não casa com sapo por não saber distinguir o macho da fêmea.

Terminar um namoro, um noivado, um casamento, um enrosco, uma paquera… Seja lá o que for relacionado as nossas e às emoções alheias é muito complicado, complexo e doloroso, ao menos, isto será mais intenso e “mais tudo” da outra parte. Em minha opinião se deve evitar frases do tipo: isto está doendo mais em mim. Certamente não é verdade! Afinal, logo mais, sua dor se transformará em alivio em um: UFA! Conseguir dizer tudo e acho que agora terminou!

Se eu tivesse que terminar hoje o namoro com “certas mulheres”, eu diria: “Não existe tempo, dedicação, atenção e condições de eu existir nesta sua agenda de mulher moderna e atarefada, mesmo que você insista em dizer: eu penso em você o tempo todo!” – Afinal, hoje as agendas femininas e masculinas andam tão cheias que não se dá tempo a si mesmo para os relacionamentos, as emoções e os relacionamentos. Talvez, por isto, e vários outros motivos, estamos cada vez menos envolvidos e dispostos a encarar relacionamentos afetivos. E para mim, só pensar em mim o tempo todo, não é bastante, suficiente e capaz de mexer com minhas entranhas.

Terminar um relacionamento é sempre complicado porque, querendo ou não, é um ato egoísta. Egocêntrico! Afinal é baseado em si, baseado no que você sente, ou no que não sente que se decide encerrar um namoro. No outro texto, podem conferir, há muitas pessoas angustiadas. Um grupo por querer terminar. Outros por perceber que a outra parte vai terminar.

Uma das moças que terminou comigo teve que me explicar meses depois os motivos pelos quais terminou comigo. Não poderia ser de outra maneira, ou seja, os motivos delas, não foram diferentes dos motivos pelos quais terminei com as minhas namoradas. Uma delas foi muito franca e me listou seus motivos. Depois de ouví-los. Nunca mais voltei a tocar no assunto.Imagem 031

  1. Você viajou! E eu, não sentia emoção alguma em receber suas cartas, pelo contrário, às vezes, eu respondia por que me sentia na obrigação.
  2. Nestes meses que fiquei longe de você, eu não pensei em você momento algum. Isto é prova suficiente para mim, de que não tem como levar este namoro adiante;
  3. Eu reencontrei um antigo namorado e descobrir que gosto mais dele do que de você. Então, por este amor de minha juventude, preferir terminar com você!
  4. O mais doloroso, foi o termino em que tive que aceitar a decisão dela, apesar de discordar. Ela não conseguia visualizar um futuro feliz entre nós, então, decidiu que não queria arriscar. Eu, não pude, e não quis insistir. Lacerante! Salvador. Campo da Pólvora. 1990. José Augusto. Roberto Carlos. Aguenta Coração. O melhor em minha vida. Bem! Este foi tão intenso que ainda há ventos daquele redemoinho.
  5. Foi só um namoro de férias, meu bem! Nada sério! Eu gostei de você estes dias todos. Você foi encantador. Mas, meu futuro não é com você! – isto mesmo. Levei na cara assim, nestas palavras.
  6. Não temos nada em comum! Eu gosto de Legião Urbana! Você não! Eu estou no colégio por que meus pais querem você por que você escolheu. Eu gosto de você, mas, não para ser meu namorado!
  7. Não vamos estragar uma linda amizade como a nossa!

Motivos para terminar uma das partes sempre têm. Ainda que, tais motivos, da outra parte sejam questionados, duvidados e sempre haverá um pedido, nalguns casos: dê-me uma chance para eu mudar! Eu vou ser diferente. Eu vou melhorar. Eu vou mudar. Eu farei você gostar de mim. Nada disso, as vezes, adianta. Pelo contrário! O efeito é catastrófico. Faz é fortificar a decisão.

Os motivos de uma das partes não serão bem aceito, nem será entendido, compreendido e aceitado da outra. Então, a afirmação final, é que vale para todos: Não existe uma forma fácil, rápida, indolor, sensata, coerente. Não existem palavras bonitas, nem atitudes honradas. Não há dia, nem hora, nem momento adequado. E, ainda aqueles ou aquelas que simplesmente se vão, machucam. Ferem. Dilaceram. São como pessoas desaparecidas! Uma dor permanente.

Não é fácil terminar um namoro!

Por que eu não gosto de ir a lugares com muitas pessoas!

27 mai

Em 14 de junho de 2011 escrevi o texto: Por que não vou em festas? Neste texto listo vários motivos e episódios que me desmotivam ir a festas. Mas, não somente a festas. Para mim, basta ser um lugar com uma centena de pessoas desconhecidas, ou, uma aglomeração heterogênea da nossa raça para eu ficar desconfiado de que acontecerá algum movimento, algum tumulto.

Pois bem! Esta semana meu cunhado ganhou 15 ingressos do Parque que está instalado logo ali na Praça Cleriston Andrade. É muito perto daqui de casa. Olhe na imagem.

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Seguindo as setas na imagem acima, a distância de minha casa até o local onde o parque está instalado, não chega a 300 metros.

Hoje fomos levar Pedro, o filho caçula para brincar. Pedro é uma criança insegura em vários aspectos. Não tem a coragem e tão pouco é destemido quanto ao irmão. Mas, não lhe é exigido que fosse. Ele tem sua natureza, suas particularidades, suas peculiaridades, seu jeito, sua maneira de ver e entender as coisas, os eventos, etc.

Por exemplo: para usar alguns brinquedos ele insistiu para que eu fosse com ele. E depois de ter ido uma vez, ele foi outras vezes só. Mas, a primeira vez, só acompanhado. E, quando dissemos: agora você vai ao aviãozinho ele recuou e retrucou:

- Não vou não! Daquela outra vez, quando eu estava lá em cima, eu vi quando o cara assassinou aquele outro carinha. Quero ir não.

Isto aconteceu faz uns dois anos, e não imaginávamos que ele tinha ficado assim, “traumatizado” , e de certa forma, atrelado o evento de violência com o uso do brinquedo, mas, hoje, para nossa surpresa soubemos que para ele, o fato dele estar lá em cima, tem sim, ligação com violência.
Depois de ir a todos os brinquedos que ele quis ir e pôde ir só, resolveu que era hora de enfrentar seus medos e desassociar um evento de outro. Disse que iria sim voar no brinquedo do aviãozinho. No entanto, a nossa frente ia três Policiais Militares. E, em seguida fizeram aquele sinal típico de PM em missão. Apontando os dedos nos olhos, fez sinal de circulando, dividiram-se e saíram em disparada. Nós estávamos já na fila, quando isto aconteceu. Foi uma gritaria só. E, enquanto os PMs cercaram uma determinada área, eu peguei Kátia e Pedro pelas mãos e sair do local.

Resolvemos ir comprar lances. Afinal, o parque já não era mais atrativo. Saímos. Passamos pelo lado do muro do exército saímos na Avenida Caraíbas e subimos em direção ao Polivalente. Quando estávamos em frente ao Colégio Centro uma viatura da PM parou ao nosso lado, e três policiais desceram gritando: Parado ai velho! Parado! Mãos na cabeça. Encosta a cara no muro! Ficamos espantados com tudo aquilo. Ficamos a distância olhando a cena.

É como eu sempre digo: parece que quando saio e me junto a toda esta aglomeração de pessoas, a encrenca está sempre a poucos passos de mim. Por isto, insisto e vou continuar a preferir ficar em casa vendo TV, navegando na internet, lendo, escrevendo.

Afinal, a vida pode ser muito perigosa onde tem mais de uma dezena de pessoas desconhecidas. E Pedro, pelo que tenho acompanhado não é muito diferente de mim. Quando fomos visitar Kaio em Salvador quando ele esteve internado por mais de sessenta dias, quando lá estavamos, e quando fomos levar Pedro no Pelourinho, presenciamos três tipos de acidentes. Uma carreta que desceu uma ladeira e atingiu dois ônibus e três carros. Levou muitas pessoas ao desespero. Um ônibus que bateu em outros carros. E em frente ao Shopping Salvador Norte, aconteceu um violento acidente entre dois veículos.

Mas, o assassinato em 2010, pelo visto, foi o que “traumatizou meu caçula”. Não é pra menos, mas, também, vimos que não ficou para mais!

É isto. Pode não ter relação alguma. Mas, para mim, e para Pedro, certos eventos estão ligados. E eu entendo perfeitamente meu filhote!

Todos têm fé. A diferença é como se aplica a fé

3 mai

Esta semana estava conversando com um amigo que se diz ateu. A conversa era sobre religião. Ele me indicou para eu ouvir o Hap da Religião. Segundo o testemunho dele foram: “uns moleques cara! Mó legal eles criticando as religiões, Deus, os padres e os pastores…”. O que lhe respondi: eu tenho observado que as pessoas que mais criticam as religiões nunca foram religiosos. E ele disse que já foi religioso. No entanto não soube explicar qual religião tenha praticado, vivenciado e renegado. Ou seja, ele se declara ateu tão somente porque acha ser mais inteligente ser ateu do que ser religioso. Mas, isto não é novidade. Jesus já dizia naquele tempo, dois mil anos atrás, “As pessoas deste mundo são muito mais espertas nos seus negócios do que as pessoas que pertencem à luz.” Estas palavras dentro do contexto da história que havia sido contada, Jesus disse literalmente que as pessoas não religiosas são mais hábeis em tomar decisões quando em situações difíceis, complicadas, e que exigem ação, reação DO QUE as pessoas religiosas. Assim mesmo. Direto e reto.

Jesus não era um poço de gentilezas. Nem com o populacho, muito menos com seus discípulos. O que se vê atualmente, inclusive no tal Hap da Religião, são pessoas, que não são religiosas, nunca estiveram em uma congregação religiosa, nunca pertenceram a algum grupo qualquer, posando de intelectuais, morais, éticos, superiores, e na música críticos de situações sociais. São alguns idiotas que pensam que sabem tudo sobre os religiosos, por criticar os pastores avaros, os padres pedófilos e outros acolá que são pederastas, como se todos os religiosos e todas as religiões seguissem a vida e o modelo distorcido destes que seriam o que são, dentro de uma igreja, sendo um juiz, um advogado, delegado, um comerciante. Aliás, existem tantos iguais em outros segmentos sociais que não recebem esta indignada reaçOI ão, nem música, nem moda de viola, nem mesmo versos de revolta. É a típica generalização discriminadora e que faz com que de se dissemine o rancor, a ira, das diferenças.

No Hap da Religião, os ditos “moleques” – como disse o amigo – repisam as criticas de sempre. Dizem que a Bíblia é um livro assim, daquele jeito, aquilo lá, preconceituoso, discriminador, violento, irascível… etc. Eles é que são os bons. Eles é que é exemplos de moral, ética, racionalidade, juventude iluminada. Dizem-se críticos da história cristã. No entanto, o que estes jovens, que se dizem ateus ou contrários a religião fazem de diferente para melhorar a sociedade em que vivem? Não vi. Nunca li. Nunca encontrei nenhuma linha, nenhuma atitude destes mesmos racionalistas, humanistas, iluministas, raça inteligente e superior em relação as mortes dos cristãos que eles tantos criticam em várias partes do mundo.

Pô! Por uma questão de racionalidade, humanista estes seres superiores poderiam se manifestar em critica aos países em que a outra parte mais numerosa, mais popular está exterminando os cristãos. Seria humano. Seria racional. Seria moral. Seria ético da parte deles socorrerem estas pobres criaturas. Seria de bom sentimento ir ao encontro destas minorias perseguidas.

Mas, estes idiotas só sabem criticar. Só sabem fazer versos de repetição. De argumentos que pouca cultura traz a sociedade. Não são capazes de ir defender os cristãos. Ah! Mas, eu sou contra os religiosos e as religiões. Tá! Que seja. E por que não faz nada por aqueles que a sua semelhança, e até por sofrimentos atrozes também ateus, e irreligiosos? Por que motivos não os auxiliam? Ah! Eles estão longe? Não! Não estão! È que vocês apenas e tão somente só sabem fazer isto. No conforto de vossas casas, deitados em lençóis que vossos pais compraram, com equipamentos eletrônicos que, muitos religiosos trabalharam arduamente para você poder comprar e usar. Pobres idiotas. Mal sabem que mais dependem dos religiosos, incultos, tolos, ignorantes, do que os religiosos dependem deles.

Às vezes entendo estas pobres almas. É desesperador, mesmo sem querer, ter que levar sobre si o dom e maldição de Cassandra. Saber a verdade. Saber algo maravilhoso. Saber algo e ser incapacitado de convencer os demais de evento tão eminente, ser inapto, ineficiente, inábil a ponto de não conseguir fazer com as pessoas acreditem em suas ideias. É desolador chegar a um hospital e ser tratado por um médico religioso. Ser atendido num banco por pessoas religiosas. Ser conduzido em transportes públicos diversos por pessoas com seus elementos e símbolos religiosos. É de desesperar estar em um avião guiado por um, que ao começar seu trabalho, antes de ligar os motores, se benza, ou que reze, ou que ore por proteção divina. … é este o mundo que você vive.

É que a fé é um atributo humano. Todos têm fé. A diferença é como se aplica a fé. A maioria usa a fé para diversas atividades, inclusive a fé, para o religioso, é a certeza de coisas invisíveis. Para um comerciante, seja ele religioso ou ateu, a fé, é a certeza também de coisas invisíveis, afinal, receber um cheque para data futura, é ter fé que haverá fundos, ter fé que a pessoa honrará o compromisso, é ter fé que viverá até a data para receber, é ter fé que a outra parte viverá tempo suficiente para pagar.

Não se vive sem fé. A diferença entre uns e outros, é como se trabalha a fé existente em cada um de nós. Não mais do que isto. A sua fé te leva a isto. A minha me leva a outras veredas. Pena que você pensa ser superior a mim, ainda que, quando vá ao sanitário produza a mesma matéria que eu.

Os pais e a insegurança emocional com os filhos

6 abr

Quando eu era criança, antes das Diretas Já!, antes do fim do regime Militar, as músicas que faziam sucesso tinham outros estilos. Erámos um país mais caipira, inclusive no estilo musical. Haviam músicas de faroeste com balas ricocheteando, bandido morto em duelo, preso pelo delegado sabido. Haviam músicas com histórias alegres e tristes. Muitos se lembram do Menino da porteira e o boi sem coração. A mamãezinha querida daquele outro gaúcho. E por ai vai.

Pois bem! Havia vários discos em casa. De Jackson do Pandeiro, The Police, Duran Duran, Caetano Veloso, etc. Havia um disco de uma dupla caipira que narrava a história de um pai pobre, analfabeto, trabalhador e esforçado ao ponto de formar o filho doutor, e no dia da formatura o referido filho envergonhado do pai, finge não conhecer. Até foi tema da novela da Griselda, mas, isto é coisa antiga.

Meu pai tinha este medo. D´eu, depois de terminado os estudos, sentir vergonha dele e de minha mãe. Desde aquele tempo me cobrava compromisso: Você vai estudar! Mas, me prometa nunca fazer isto? – Hoje eu sei qual era o tipo de medo de meu pai. É um medo estranho. Um medo de não reconhecimento. Um medo amparado pelas insegurança afetiva.

E por que lembrei disto hoje? É por que mudou-se as gerações. Mudou-se muitos valores. Mudou-se muito nas últimas décadas e ainda existem filhos que assim agem. Eu tenho um amigo chamado Bené. Ele trabalha de segurança lá em Nanuque e certo dia ele me confidenciou: – Todos os dias quando eu levo meus filhos na escola, eu beijo cada um deles. Mas, já está chegando o dia em que eles não vão querer, nem que eu os leve na escola. Então, eu não esqueço de beijá-los nenhuma das vezes.

Muitos pais também são assim. Sabem que chegará o momento em que os filhos não quererão mais serem tratados como crianças, exigindo que nós, os trate como adultos e como emocionalmente equilibrados, como se nós fossemos emocionalmente equilibrados, e socialmente ajustados, e sobretudo, que não fossemos emocionalmente dependentes de demonstração deste carinho, desta atenção, destas pequenas demonstrações de afeto e amor.

Eu ainda não disse porque da lembrança e o faço agora. No inicio da noite fui comprar SBP e comprar remédios para dor de cabeça. Aproveitei e trouxe uns miojos. Quando passava pela praça do Feijão ouvi os seguintes gritos: Pai! Pai! Paiiiiinho! – Olhei para o outro lado da rua e estava meu filho gritando e acenando para mim. Eu sou muito desleixado e jogado às moscas e as traças em se  tratando de roupas, sapatos, chinelos. As vezes, sou convocado a voltar para trocar de roupa. Certa vez, tive que voltar da esquina quando minha esposa viu que eu estava indo com a roupa de dormir. Então, eu não estranharia meus filhos, as vezes, fingirem não me conhecer na rua. Eles são assim: gostam de mim, e me dão a coragem de pensar que não terão vergonha de mim depois de crescidos e formados. Mas, existem pais que fazem feio isto existe. Bem como existem filhos que mesmo sem motivos, sentem vergonha do que não é vergonhoso.

Ah! E meu filho gritou-me na rua por que estava com fome e me pediu dinheiro para fazer um lanche. Olhou as sacolas e inquiriu: não vai levando nada para eu jantar?

Adão Braga as novas regras aplicadas

17 mar

 

Adão! Vou te dá um conselho amigo! Espero que você não se zangue. Mas, eu acho que você está precisando de ajuda! Você está muito diferente do Adão que eu conheci a alguns anos. Muito diferente.

Eu sei por que motivo ela pensa que eu necessite de ajuda. Mas, estou bem! Não irei procurar não. Não por isto. O problema é que as últimas medidas de segurança que tomei em relação a minha pessoa, e também, o novo posicionamento em relação a negócios[bb], trabalhos, valores de serviços, atendimento, relação com amigos, parentes e aderentes, tudo foi mudado.

O que é interessante é que somos impulsionados a mudar de atitudes, mudar de opinião, reagir à vida, as circunstâncias com frases de efeito, incentivos e textos de auto-ajuda constantemente. Frases do tipo: “sou responsável pelo que falo, não pelo que você entende!”, “A vida é curta”, etc Para mim, as novas regras são estas atuais e adotadas. São como as novas políticas do Google.[bb] Há quem não vai gostar, mas, é inevitável. Já adotei. Estou gostando. Estou me adaptando. Porém, é até o momento a decisão correta. São atitudes e vontades implantadas. Agora falta a constância.

Não é a primeira vez que faço alterações em meu modo de viver. Não é a primeira vez que guino. Não é a primeira vez que digo: acabou! Porém, ainda que se exijam e comuniquem: “Não tiro ninguém da minha vida, apenas reorganizo as posições e inverto as prioridades.” ou seja, eu tenho que aceitar das pessoas esta ideia, no entanto, quando faço o mesmo, ai me aconselham e dizem que eu estou estranho, que não gostaram do novo Adão[bb]? Que estou mais seco, menos alegre, e esta, ainda que de uma amiga, aponta o grau das mudanças que andei adotando. Nada a estranhar, estou apenas reorganizando as posições e invertando as prioridades. O que há de estranho nisto? Não preciso de ajuda. Vá se acostumando! Como disse outro amigo a meu respeito:

é bom todos saberem que as cobras para crescerem, se isolam, ficam cegas, retiram a velha casca, e reaparecem com o grau e o mesmo tanto de peçonha.

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