Corpo, Alma e Espírito

Outubro 23, 2009

Esta regra não tem exceção!

Arquivado em: Alma, Alma feminina, Alma masculina, Espirito, Vidas, homens, mulheres — by adaobraga @ 1:26 am

Quando algo acontece conosco, as pessoas que nos amam sofrem, e pensam:

“Porque isto não é em mim?”

Ai, quando acontece com elas, é nós quem pensamos…

“Porque isto não está acontecendo comigo!”

Não tem jeito… não sairemos daqui sem ri, chorar, alegrar e sofrer, e também ver e participar dos sofrimentos de quem amamos, e causar o mesmo sofrimento a quem amamos.

- Esta regra não tem exceção!

Setembro 30, 2009

Homem modelo NOVO.

Arquivado em: Alma Humana, Alma feminina, Alma masculina, Espirito, Relacionamentos, mulheres — by adaobraga @ 11:31 pm

Hoje, um amigo me disse: Você é um homem modelo novo. E isto, foi dito no contexto em que conversavamos sobre a vida cotidiana. Ele soube da minha rotina:

Acordo as sete. Preparo o lanche da manhã de Pedro. Faço café e coloco no quente-frio. Acordo Pedro as sete e quarenta quando ele não acorda por si. Levo para a escola ás oito. Vou atender clientes […] pego-o ao meio-dia na escola. … e segue várias outras atividades cotidianas. Levo filhos, pego esposa, vou ao mercado, compro frutas e verduras.

Na parte da noite, nunca eles perguntam à mãe: o que vamos jantar? É sempre comigo: Painho, o que vamos comer? É assim que aqui funciona. Tarefas divididas. Umas por mim, outras, impostas e aceitas. Por tais informações, é que fui rotulado de HOMEM MODELO NOVO.

  • Observo quando minha esposa corta, pinta, modela ou faz qualquer coisa no cabelo;
  • Ajudo a esposa em tarefas domésticas;
  • Cuido dos filhos;
  • Levo-a ao salão;
  • Cuido do ambiente interno da casa, varro, lavo e ajeito quando necessário (Eu moro aqui também);
  • Quando possível compro presentes para ela. Algumas amigas admiraram no mês passando quando recebi certo dinheiro perdido, e comprei-lhe três calças jeans. (Há promoções que nem nós homens perdemos);
  • Faço alguns tipo de receitas, e na falta de uma, crio uma. O importante é ter o que comer, mesmo que mal feito.

Mas não se iludam comigo! Continuo sendo o velho macho alfa de sempre. Algumas atividades faço, não por ser marido, mas, por ter morado pelo menos dez anos só, andando pra lá e pra cá, aprendi a não depender dos serviços de quem quer que seja, pois, podem não está a minha disposição. Por isto, algumas tarefas doméstica faço sem reclamar tais como: Cozinhar, pequenas costuras (botões, barra de calça, pequenos remendos), dar banho nos filhos, sopas, caldos, sanduíches, alguns molhos. E mais outras atividades.

O melhor de tudo, para ser considerado um HOMEM MODELO NOVO, é ter bom humor. Saber fazer e continuar a fazer sua esposa rir. Saber e manter o humor deve ser seguido por alguns elogios despretensiosos. Em especial em dias que antecedem a TPM e também durante a TPM. Por pior que seja o período citado, elas ficarão mais calminhas se você, HOMEM MODELO NOVO, não desistir dela. É o que faço, não sempre. Mas, faço!

Afagando-lhe o cabelo – disse-lhe – Você está linda neste vestido verde. Beijei-lhe a maça do rosto, enquanto ela me olhava de soslaio. – E duvido que exista outra esposa neste mundo, que esteja ouvido palavras iguais – conclui e beijei-a novamente. Quando voltei mais tarde, ela estava rindo!

O bom mesmo deste dia foi ser rotulado de HOMEM MODELO NOVO.

Eu apenas ri!

Maio 20, 2009

Blogagem Coletiva: “Em defesa da Infância” 2009

Arquivado em: Alma feminina, Alma masculina, Blogagem Coletiva, Espirito, Participação — by adaobraga @ 7:18 am

Dias 18 e 25 de maio

erotizacao

A última geração de criança feliz, besta e inocente nasceu em 07 de julho!

Com esta frase, sempre afirmo que tive uma infância legal, bonita, feliz, alegre, e aproveitei cada instante que me foi concedido.

Os tempos são outros. Depois que elencaram certos conceitos e certas idéias na educação, a coisa ficou ruim. Muitas mães e muitos pais, não sabem mesmo orientar as crianças. Muitas famílias são desestruturadas emocionalmente, e para tais já existem as leis, os estatutos que protegem as crianças destes inaptos.

Porém, há muitos males ocultos em muitas boas famílias, que aparentemente seguem a lei. E digo isto baseado nalguns exemplos.

1 – Há pais que acham bonitinho a erotização;

Por volta de 1997 e 1998 uma amiga ficou chateada comigo e com Kátia quando discordamos da idéia de que nossos filhos fossem namorados. Segundo ela, era uma coisa inocente e pura;

No sábado pela manhã na igreja, lá estava a filhinha com seu novo namoradinho, entrando na igreja de mãos dadas. Porém, mais tarde teve que sair correndo para os fundos da igreja, porque o casalzinho estavam aos beijos e abraços.

- Que isso minha filha?

- Estou namorando mamãe igual na novela!

2 – Há pais e outros familiares que ensinam a erotização.

Eu sou chato, segundo a opinião de muitos, mas isto não me incomoda se sou assim rotulado por manter minhas idéias e vontades. Há por aqui, na família, dois homens que ensinam as crianças do sexo masculino a erotização banal.

- Olha que gostosona filho! Veja a bunda dela? uuuuHHH

- uuhhhh! É mesmo pai!

Já um tio dos meninos, sempre repete:

- Olha que mais que gostosona!

Vivem repetindo tais palavras, e ensinam a erotização precoce em mentes não preparadas para o erotismo.

Houve ainda uma vez que vi o pai acima mencionado, baixar a roupa do filho e apalpar o filho para provocar a ereção infantil, e assim, criar um vínculo sexual, quando até certa idade, não haveria ainda tal relação de idéias e sentimentos.

Em defesa da Infância, deveriamos também tratar destes pais e famíliares. Alguns impregnados de idéias machistas em que pensam e querem que crianças demonstrem reações sexuais.

Não é mais apenas o ensino do futebol, do gosto por atividades, conceituamente masculinizadas, estão também erotizando cada vez mais cedo os meninos-crianças com intenções diversas. Segundo alguns,

- É pra não ser bicha quando crescer!

E desde quando erotização precoce define a sexualidade futura? A erotização, ao contrário desta idéia, faz com que crianças possam ser abusadas, isto porque, uma vez fazendo parte de sua rotina, ela não entenderá, e reclamará do que lhe é normal.

Pais que ensinam seus filhos meninos a se portarem como pequenos adultos com suas palavras, atitudes, desejos bem como mães que vestem e usam maquiagens, e outros apetrechos em  filhas como pequenas mulheres, estão contribuindos para a banalização e  afetadam o desenvolvimento afetivo, emocional e sexual destes pequenos seres. Tem atropelado a vida  destes pequneninos, transformando-os  em miniadultos, porém, sem os meios de defenderem-se dos adultos.

Leia mais:

Blogagem coletiva proposta pelo Blog DIGA NÃO A EROTIZAÇÃO INFANTIL.

Abril 8, 2009

Formador de Opinião

Arquivado em: Alma Humana, Espirito, Participação, Pessoal, Reconhecimento, Relacionamentos, homens — by adaobraga @ 8:53 pm

Faz tempo que conheci uma brasileira vivendo nas terra além mar. Ela é Carol Steedman. Ela mantem o Blog Meu Reino Unido. Esta semana estava rouca, quase sem voz, mesmo assim ela gravou e disponibilizou para ouvirmos como ela estava falando. Hoje, já deve estar melhor ou curada.

Esta semana tive a grata satisfação de ter sido relacionado por ela, no Blog da Meiroca: Pensieri e Parole, como blogueiro que FORMA opinião. Fiquei nas nuvens. Alardeei para todos os amigos da cidade. E não poderia de deixar de comentar aqui.

A Carol me listou! Tá listado! Clique e leia as resposta dela no Blog:

- 51 perguntas para um blogger: Carol Steedman.

Março 28, 2009

Uma mãe em campanha: Doe medula

Arquivado em: Alma Humana, Espirito, Geral, Participação, Vidas — by adaobraga @ 9:33 pm

Eu não faço parte de correntes. Não repasso mensagens para ninguém. Não envio campanhas para os amigos. Apesar de recebê-las e leio quase todos. Este é um dos casos em que pensei: este caso é veridico e merece ser divulgado, apesar de não conhecer a família, as letras abaixo tem verdades expressas.

Compartilho com vocês minha história vida. Há um tempo eu diria que minha vida era digna de pena. Hoje penso diferente, todo sofrimento que passei aconteceu porque sou ser humano e sei que todos nós passamos por situações adversas e vez por outra, muito dolorosas. A diferença, no entanto, é que cada um enfrenta da maneira que melhor lhe cabe.

Sou de Lapão, uma pequena cidade do Semi-árido da microrregião de Irecê, ao Centro-Norte baiano à 495km de Salvador, cuja economia é baseada na agricultura de grãos.

Foi nesta cidade que meus pais se conheceram e se casaram. A tragédia infelizmente começou cedo, em 1982 com menos de dois anos de casados, meu pai foi assassinado. Era período eleitoral, eu tinha menos de um ano de idade e minha mãe estava em sua segunda gestação. Alguns meses depois a criança nasceu, um lindo menino, mas em seguida não resistiu e faleceu.

Após dois anos, minha mãe tentou reconstruir uma nova família e gerou outro casal de filhos e novamente outro menino faleceu após o nascimento. Fui criada em um lar com meu padrasto, minha mãe e minha irmã. Perto dos meus 14 anos minha mãe veio a falecer em um terrível acidente de carro, onde o condutor era seu marido, meu padrasto sobreviveu ao acidente.

Nesta época, meus avós moravam na área rural e se esforçaram para comprar uma casa na cidade para que eu pudesse morar com eles e continuar meus estudos. Não foi fácil superar a perda da minha mãe, ter que sair da casa onde cresci e convivi com minha família, e ter que deixar minha irmã para que ela morasse com o pai.

O período com meus avós foi curto, mas com muito mimo. Só passei três anos com eles e logo me casei. Meu esposo Aldon, que é da mesma cidade (Lapão), após o primeiro ano de namoro mudou-se para Recife para estudar Teologia. Como não suportamos a distância, nos casamos após um ano de seus estudos. Mudei para Recife deixando meus avós, para iniciar uma nova e duradoura família com apenas dezessete anos.

Aldon havia se formado e morávamos em Salvador agora, casados há cinco anos decidimos ter nosso primeiro filho, Heloísa. Ela foi uma criança super desejada, mas com poucos dias de vida começou a apresentar problemas de saúde, ficando internada por aproximadamente um mês. Após quatro lindos e maravilhosos meses, Heloísa não resistiu, e veio a falecer vítima de uma pneumonia atípica (suposto diagnóstico).

Foi difícil passar aqueles primeiros dias sem o nosso bebê nos braços! Depois de tantos acontecimentos, o pensamento de que nada mais poderia acontecer comigo era inevitável! Na verdade eu não conseguia parar de pensar que a qualquer momento, alguém que amasse viesse a falecer.

Contudo estava próximo de realizar um dos três grandes sonhos de minha infância que era: ter uma filha, mas o sonho durou pouco; me formar na área de saúde para salvar vidas, cheguei a iniciar o curso de Fisioterapia ao qual me identifiquei muito, porém tranquei a matrícula, pois, tivemos que mudar de cidade e o terceiro sonho, é futilidade comparado a estes.

Entretanto, creio na soberania de Deus e sei que a cada dia Ele tem me consolado. Apesar de tantos acontecimentos dolorosos, entendi que necessitava buscar mais forças Nele e sempre peço que me prepare para o dia de amanhã, o qual não conhecemos e estamos susceptíveis a tudo.

Felizmente após muito esperar, Aldon e eu decidimos ter outro filho. Passaram-se mais quatro anos até que a pequena Ana Maria viesse ao mundo. Ela nasceu linda e aparentemente saudável, mas aos cinco meses, começou a apresentar sintomas muito semelhantes aos da minha primeira filha. Ana Maria começou com febres que não cessavam e por indicação médica fomos encaminhados ao HC de Salvador, mesmo hospital que Heloísa ficou internada.

Ana_Maria

Com pouco mais de um mês de internação, foi diagnosticado que Ana Maria tem uma Imunodeficiência Grave Combinada, e há suspeitas médicas que Heloísa tenha falecido com o mesmo problema. Mediante a este diagnóstico ela nunca poderia ter tomado a vacina BCG, que previne a tuberculose. Por isso, minha filha desenvolveu uma grave infecção e como conseqüência, no período hospitalar permaneceu na sonda, no oxigênio e recebeu bolsas de sangue.

Esperamos uma breve recuperação para virmos à São Paulo em busca de melhores recursos. Ao chegarmos ao Hospital São Paulo, a médica foi objetiva e explicou:

“Para o caso de Ana Maria se pudéssemos, seria necessário isolá-la em uma bolha e imediatamente efetuar um transplante de medula para que ela melhore a defesa de seu organismo.”

Mais uma vez foi difícil ouvir isso, mas não ficamos parados, Aldon e eu fizemos o teste de compatibilidade, mas infelizmente não podemos ser os doadores da medula de que tanto Ana Maria necessita. Hoje ela está com 10 meses, com apenas 5.800g e alimentando-se de uma dieta super especial para ganhar peso preparando-se para o transplante.

No momento, eu e Ana Maria estamos na casa de familiares paternos, em uma cidade próxima a São Paulo, a aproximadamente 70 km da capital, chamada Campo Limpo Paulista. Todos que moram na casa foram vacinados, para poderem conviver no mesmo ambiente que ela.

A rotina dela é complicada ela toma 13 medicamentos, sendo que 4 destes se repetem ao longo do dia. Apesar de tudo é uma criança tranqüila e alegre. Toda semana ela passa por uma consulta com uma imunologista no Hospital São Paulo , quinzenalmente ela recebe gama globulina na veia, que basicamente são anticorpos, pois ela praticamente não tem defesa imunológica em seu organismo e também colhe sangue para análises laboratoriais, que visam principalmente controlar a infecção (BCGite).

Estou tentando através do hemocentro da Bahia (Ana Maria espera por um doador no banco nacional de medula), fazer uma campanha de doação de medula em Lapão, pois nossa família em grande parte reside nesta cidade. Mesmo não encontrando um doador para Ana Maria, possivelmente servirá para outro que precise.

É difícil ficar longe de meu esposo Aldon, pois, precisou retornar à Piritiba – BA cidade onde moramos atualmente, onde é pastor de uma igreja evangélica e precisou voltar ao trabalho. Não poderia deixar seu ministério e necessitava prover nosso sustento. É triste ver nossa filha em seus momentos de alegria longe do pai, e saber que ele está lá morrendo de saudades e preocupado com a situação sem poder fazer nada a não ser algo muito importante, colocá-la em oração diante de Deus todos os dias.

Meu objetivo com esse e-mail, na verdade, é mostrar para as pessoas que a imunodeficiência existe, sei que a probabilidade desta doença ocorrer é pequena, mas especificamente no meu caso, existe 25% de chance de todos os meus filhos nascerem com essa deficiência. E isso pode acontecer com outros casais e com certeza muitas famílias que tiverem conhecimento da minha história se identificarão ou por terem o mesmo problema ou por solidariedade.

Quero encorajar as famílias que passam por situações semelhantes a nos unirmos para sensibilização da sociedade da real gravidade deste diagnóstico, e a importância de ser identificado antes da criança ser vacinada, já que poderá levar a morte. Além disso, é necessária a conscientização da população sobre a importância de ser doador de medula, pois ajudará a salvar vidas. Contudo meu desejo também é que se desenvolva um projeto para que todo recém nascido faça um teste para saber se possui algum tipo de imunodeficiência.

Agradeço meus familiares e amigos pelo apoio nestes 5 meses longe de casa . Sou grata a Deus por tudo que tem acontecido, pois sei que poderíamos estar em situações piores, mas temos claramente percebido seu grande amor por nós.

Grata,

Priscila Dourado Oliveira.

Obs.: Estou contando uma história que possa fazer diferença na vida de tantas outras pessoas que estão à espera de um transplante, e que como minha filha, precisa ficar em fila de espera já que o banco de dados com pessoas compatíveis e cadastradas não é suficiente para os números de transplantes existentes no Brasil.

Não estou pedindo dinheiro, mantimentos, fraldas, nada material apenas apoio para a divulgação deste relato. Não quero com isso sensacionalismo e sim mostrar a necessidade que minha filha tem no momento, um doador de medula.

“Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam à Deus.”

Romanos 8:28

Se você têm dúvidas ou interesse em ser um doador de medula procure:

SE POSSÍVEL PASSE ESTE E-mail PARA SEUS CONTATOS

Janeiro 13, 2009

Tal qual como antes

Arquivado em: Alma Humana, Espirito, Relacionamentos, homens, mulheres — by adaobraga @ 11:16 am

Quando eles se casaram à família dele dizia que o casamento não teria duração de um ano. Há mais de uma década que o casamento deles estavam indo de vento em popa apesar das desconfianças, das alfinetadas, bem como das cobranças de atitude dos familiares dele para que ele tomasse uma atitude coercitiva, em relação aos comportamentos arbitrários, autoritários, agressivos, intolerantes que ela sempre manteve sobre ele. Tal comportamento foi ainda percebido no namoro. Todavia, depois de casados, pensavam que ele mudaria a situação do namoro. Isto não aconteceu.

 

Os mais de 3500 dias em que ele esteve com ela, e os filhos, tanto os irmãos mais velhos, como os mais novos, e até a caçula dizia que ele era frouxo ao permitir que ela o tratasse daquela maneira.

 

Ao longo dos anos, enquanto ele submetia voluntariamente à situação do seu relacionamento, os parentes, amigos e aderentes, o insuflava à rebelião, ao divórcio, ao abandono. Houve até quem, em sã consciência, aconselhou-o a dar uma sova naquela mulher intolerante, arbitrária, autoritária, agressiva para que ela se recolhesse a sua função social função social de submissão.

 

Em ocasiões de festas e regozijo familiar, ele era intimado a comparecer nos lugares e nas famílias em que ela tinha prestigio e notoriedade. Contrariamente a isto, ele era proibido de ir à casa dos pais, dos irmãos, parentes, amigos e colegas de trabalhos. Nalguns casos em que ele a avisava e ou pedia permissão, era-lhe concedido o direito de visitas e participações em festas e eventos.

 

Antes, porém de uma década e meia, ele ouviu algo que o enfureceu. Ninguém soube o que foi. Ninguém teve noticia de algo extraordinário, porém, todos souberam que ele havia saído de férias e viajara sozinho.

 

Não demorou até que o bairro fosse inundado com o escândalo da semana: Ele havia saído de casa. Fora em buscar um antigo amor da adolescência na capital cearense. Voltou uma quinzena depois. Desceu do carro com a nova companheira.

 

Intrigante foi ver a cara daqueles que outrora o incentivava à rebelião. Um irmão fechou a porta. Saiu ao passeio da casa e o avisou:

 

- Meus filhos não precisam deste exemplo de irresponsabilidade. Onde já se viu acabar um casamento assim?

 

A mãe e o pai, ainda que tentasse serem imparciais, se recusaram a receber a nova nora. Alguns amigos começaram a fazer-lhe agouros e vaticínios fatalistas e apocalípticos. A ex-esposa, espalha pelos comunicadores, comunidades virtuais e por e-mail a infidelidade, e a maneira triste como ele abandonou o lar, e a família.

 

Ele agora se encontra na situação oposta. Fez o que todos diziam que ele deveria fazer, entretanto, todos estão contra, e abandonando-a a própria sorte, tal como antes, mas, não demorará muito a surgir os novos a dizerem que ele apenas trocou seis por meia dúzia.

Dezembro 26, 2008

Melhor do que o original

Pri, que anda desaparecida da web, quando conversamos por MSN ou por telefone, por uma ou duas vezes aparentou descontentamento com uma frase que quando em vez falo. Alba, uma amiga daqui da cidade, diz, que foi por causa da frase, em especial, pelo tom de humor que uso, que a fez gostar de mim. Ka, sempre quando a ajudo nalgum problema, diz a frase. Afirmando: Adão Braga, é o máximo!

Ainda que eu diga: EU SOU O MÁXIMO, e eu a dizia antes de conhecer o desenho animado, não é uma frase que digo por arrogância, talvez por convencimento, nunca por petulância, orgulho, soberba, altivez, presunção, insolência ou audácia, apenas digo a frase como meio de humorizar alguma situação.

Não gosto de querer ser o melhor de todos tão somente por estes adjetivos acima elencados. Procuro saber aonde falar tal frase, e jamais, querer ser melhor do que o original.

Meu amigo,  “O Maestre Roberto“, faz uma excelente imitação da Voz do Cid Moreira. A última vez em que o encontrei, ele me mostrou as gravações, e no seu sotaque mineirês indagou: “Num tá igualzin?”. O que fui obrigado pela semelhança, a concordar com ele. Mas, em momento algum, o Roberto, quis ser, demonstrou ser ou tentou ser melhor do que o original.

Este é o ponto.

Eu não gosto de algumas vozes que o mercado musical lança, e num breve momento, o Brasil, se rende a tal voz. Eu não gosto de alguns cantores, de algumas expressões que alguns cantores e cantoras ficam famosos por usarem. Entretanto, pior do que os tais, é conhecer e conviver com alguém que queira e diz ser melhor do que estes tais. Não que não seja, mas, é o desgosto de ter que aturar tais comparações e presunções.

No domingo passado, 21/12, um determinado cantor estava apresentando seu repertório, e para minha dupla infelicidade, esta pessoa estava aqui em casa. Se já não gosto, da apresentação do original, imaginem a minha situação quando vejo alguém querer ser melhor do que os ditos?

Kátia se irrita, quando, usando todo o poder que ainda me resta, uso o controle e mudo o canal, para o canal dos leilões de boi. O problema é que tais arrogantes, se julgam melhor do que o original, sem levar em consideração, que tanto o original, quanto a imitação à minha frente, me é incomoda. E lá foi ele querendo demonstrar que cantava melhor do que o original, e para completar afirma:

Não sei como esta dupla faz sucesso! Esses dois nem sabem cantar.

Para piorar a situação lá vem ele com o violão. Aumenta a voz. Toca mais alto. Imita tão ruim quanto os originais, no entanto, julgando-se o melhor do Brasil, quer fazer o show na sala. Com toda imodéstica possível. Com todo o descaramento, com toda insolência, com o senso do rídiculo desligado, continua a sua trajetória rumo ao vexame.

Todos saem, ele ainda permanece disputando com a dupla que canta na TV. Neste caso, ainda que eu não goste destes outros, eu os prefiro. Mas, a lista de quem é inferior a ele, e que, por algumas vezes ele quis demonstrar sua voz maravilhosa passa por: Zeze de Camargo, Daniel, Chitão e Xororo, Fagner, Roberto Carlos, Renato Russo, Djavan, Zé Ramalho, Zeca Baleiro, Fábio Junior, Calcinha Preta… etc.

Dezembro 8, 2008

“Amigos”

Na abundância, os amigos te conhece. Na adversidade, você conhece os amigos!

Novembro 26, 2008

Situação atual!

Arquivado em: Alma, Alma Humana, Espirito, Pessoal, homens — by adaobraga @ 12:18 am

Seguindo minha opinião e desejo:

Deus não me ajuda do tanto que peço. O diabo atenta mais do que posso suportar. A situação não anda lá como no Éden pré-lapsariano, muito menos, se compara com a Valhala.

Não estou vivendo em nenhum Olimpo. Mas, ainda estou longe de habitar o Hades e ter como protetor dos meus portões o cérbero. Entretanto, espero que este banho estígio seja breve.

Outubro 8, 2008

Poderes

Naquele feriado de todos os santos, num dia nublado ele resolveu sair com seu filho menor. Uma criança paciente, educada e admirável por sua conduta integra. Sempre alegre, solicita, meiga, apesar de alguns acharem que os adultos da família a deixasse abandonada.

No cotidiano, era uma criança comum. Jogava video-game, assistia aos desenhos animados da tv aberta, quanto da tv por assinatura. Já sabia ler e escrever. Não era alheia as estruturas e regras sociais. Tanto quanto as oçpões e regras morais, quanto tanto com as leis e regras éticas.

Tinha em seu pai o exemplo de homem, de herói, de amigo. Porém, havia em seu pai algo estranho para os dias atuais. No mundo globalizado, industrializado, informatizado, eletrônico e voltado para estas bugigangas da tecnologia, eles estava sempre lendo velhos livros, antigas orações.

Não que ele soubesse ou percebesse. Era o comentário generalizado entre os famíliares sobre as estranhas predileções pelo mundo sobre-natural, e rezas e orações antigas.

Andava ele com seu infanto pelo parque quando se viu cercado por aquela súcia. A ação e reação institiva foi puxar o filho para entre as suas pernas, protegendo-o com os braços.

- Levanta covarde! – Disse um deles!

- Coisa de corno, esse seu programa de feriado hein? – zombou outro arrancando uníssona gargalhadas. Recebeu socos, safanões, empurrões.

- Não fala nada não! Frouxo! O gato comeu sua língua?  – Num tom gutural e com a língua entre os dentes falou como num breve múrmurio:

cai idú’ hippós clôrós’, cai rô caté-menus épánu autu ônoma autô, tanatós, cai rô êcolutei metá autu; cai edidomé autóis écsousia épi tó tetarton tens gens, rapokteinan en romfaia cai en limfô cai en tanato cai rupó ton térion tens gens.

Não terminara de cerrar a boca e o terror se abateu sobre o mais agressivo.

Vendo o comparssa em desespero, inquiriu ameaçadoramente.

- O que você fez?

- Não se preocupe, você terá o seu!

Foram espalhados. Corriam de um lado para outro como que fugindo do invisivel. Um a um foram tombando. Não demorou para a polícia chegar. Não souberam explicar, o como, o porque, que todos aqueles mortos estavam com olhar petrificados, pupilas dilatadas.

- Deve ser algum tipo de drogas que tomaram!

Não muito longe, pai e filho chegaram em casa. Ele correu para os braços da mamãe. Abraçou-a e num cochicho quis saber:

- Mamãe, o que significa cai idú´ clôros?

- Onde você ouvi isto?

- Foi o papai quem disse!

- Quando foi?

- La no parque!

- Vá tomar seu lanche que está sobre a mesa!

Entrou na biblioteca e puxando um dos antigos livros procurava explicações, e no verbete de Todos os Santos, leu as seguintes palavras:

“No dia de Todos os Santos, é o dia em que todos os demônios e espíritos podem andar livremente – só voltam às regiões inferiores à meia-noite do Dia de Finados. São implacáveis quando invocados, e não deixarão de executar a tarefa que lhes foram confiadas.”

Agora que foram invocados, tais agentes não cessariam suas atividades enquanto a terça parte de todos os familiares daqueles não fossem capturados e levados ao mundo inferior. Pegando o livro sagrado dos cristãos, abrindo-o no último livro, procurando nas referencias, encontrou o trecho correspondente, e assim está escrito:

“Eis um cavalo amarelo. Aquele que estava assentado sobre ele, tinha por nome Morte. O inferno o segue. Foi-lhes dado poder para matar a quarta parte da terra, com espada, com fome, com peste, e com as feras da terra”

- Porque você fez tal invocação? – Perguntou-lhe interropendo suas preces e tirando-o do êxtase.

- Eles ameaçavam seu filho!

Olhando-o ternamente, beijou-o com carinho. Saiu e foi para a copa onde o pequeno estava tomando o suco. Pegou-o no colo, abraçou-o e disse:

- Papai te ama!


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