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Quando as metades de nossos pais se separam ou se unem?

24 mar

Biologicamente somos formados por 23 pares de cromossomos sendo que último par  são os “cromossomos sexuais, de morfologia diferente entre si, que recebem o nome de X e Y. No sexo feminino existem dois cromossomos X e no masculino existem um cromossomo X e um Y” – Virtual EpM 

Eu e J. Apócrifo estruturamos umas ideias em torno de uma ficção sobre isto ai, em que há uma grande conspiração universal terreal para obter tais elementos no sangue do filho do Espirito Santo, onde reside a imortalidade e ou elementos químicos interessantes para a reprodução em laboratório de criaturas com características do Espirito Santo, afinal, se nasceu menino é o elemento X e Y estão presente … por ai. Tá lá o primeiro volume no Amazon.

O texto não é sobre isto. É sobre pais, heranças genéticas e outras heranças.

É muito comum ouvirmos nas famílias frases do tipo: “isto é da mãe”, “igualzinho ao pai”; “os avós dele é que eram assim”; “as mesmas traquinagens de quando o pai era desta idade”. Evidente que estas características não vieram nos genes. Não são transmitidos pelos cromossomos. Comportamento não!

Hoje! Com meus quarenta e poucos anos de idade, sou capaz de fazer algumas distinções comportamentais em mim e até atribuo certas características de ação e atitudes a herança de meu pai, outras no entanto, observo seria atitudes e modos de ação de minha mãe.

As vezes até ameaço meus filhos e esposa com frases do tipo: “não provoque a parte ruim de meu pai que existe em mim.” – Mas, eles desconhece este lado até perverso de meu velho pai. É um lado obscuro; Frio; Melancólico; Que é capaz de permanecer hibernado; remoendo mágoas;  abandonar e esquecer; ignorar e olhar seja quem for implorar por ajuda, e nada fazer. Deixar de lado, e mesmo com dor no coração, jamais procurar novamente.

Feio isto não é? Vergonhoso para muitos. Mas, sei que existe isto em mim. São características emocionais, comportamentais, heranças do convívio  que trago, que trazemos de nossos ancestrais. Alguns podem sentir orgulhosos do lado maravilhoso, e vergonhoso pelo que é capaz de fazer de ruim, de sombrio, de tórrido, de traiçoeiro, de malévolo. Mas, somos assim: humanos transferindo seus círculos, suas maneiras a seus filhos, seus netos.

De meu pai há heranças boas e ruins. Mas, normalmente somos levados, as vezes, a crer que tudo de bom vem da mãe, e o lado ruim do pai, perpetuando o maniqueísmo: pai =  mal; maldades e a mãe = boa; bondade. Que os homens representam o mal e as mulheres criaturas divinas aprisionadas pelos agentes das trevas. – Jamais vou deixar de lembrar da Clarissa nestes momentos  – Quiçá tenha oito. Bem e mau de ambos. 

Eu tenho os quatro lados em mim. O lado bom e o mal de meu pai. O bom e o mal de minha mãe. E ambos são bem definidos. O lado mal materno chega a pervertida situação de demonstrar-se ser vítima de inescrupulosa injustiça, quando, nem sempre é.

Este texto nasce de algo corriqueiro e trivial. Eu e minha esposa estamos em casa. Não há outras pessoas aqui a não ser eu e ela. Estávamos conversando e ao mesmo tempo vendo TV e eu também estou usando o computador para outras atividades. Eu sei que é uma confissão desastrosa e desanimadora para todas as pessoas que pensam que os casais, quando tem tempo para ficar só, aproveitam para fazer sexo intenso.

A TV está ligada e minha esposa mudou o canal, sei lá para onde. O que sei é que estava passando Gilberto Gil com um trio de mulheres cegas cantoras. Elas contavam a história delas intercalado das mesmas cantando. Para muitos, isto é um programa de cultura popular e que deveria eu estar interessado por isto, mas, não! Não estou, por que acho que não é interessante. Não vejo interesse na história, nas senhoras, que são irmãs, cegas e cantoras. Muito menos pelo Gilberto Gil. Pois bem! Ela deixou no canal e foi para a cozinha pegar o quiabo. Eu reclamei da programação da TV o que ela disse que queria acompanhar a história das mulheres. Tudo bem! Ela tem o direito de querer e ver o programa que quiser.

Peguei os fones de ouvido, fiz uma seleção de músicas estrangeiras, e doravante, nem programa de TV tão pouco as conversas que estávamos mantendo mais me interessam.

Agora é ela lá na TV e eu aqui no PC com os textos e o lado ruim de meu pai: ignorar e não dar atenção; bem como o lado ruim de mamãe: quem mandou optar pelo que me desagrada. Ela tem direito de querer ver o programa e, eu, de não querer. Ela quer. Eñtão que veja! Eu não quero, não vejo! Faço outras coisas, oras!

Viu ai? Até a culpa se transfere para o outro lado. Se assim ajo, não é porque sou mal, mas, sim por que ela escolheu errado, e provocou em mim ações torpes. A culpada é ela e não minhas heranças, desejos, vontades, educação, exemplos herdados. Mas, já terminei o texto e vou ali, adular minha esposa que está em dias de “Chapeuzinho vermelho”. – Esse lado de cuidado, é meu mesmo. Quem sabe uma parte de minha mãe. Talvez, uma parte de meu pai!

Haverá o movimento “Eu odeio o dia oito de março” ?

8 mar

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Hoje foi o dia dedicado às mulheres. O tal do 8 de março. As vezes tenho a impressão que fui eu quem começou esta onde homenagens às mulheres. Lembro-me da primeira vez que presentei minha sogra – que me detestava – com um quadro religioso. Ela se espantou, era o ano de 1993, e quis saber porque estava ganhando o presente, e expliquei-lhe:

- Hoje é o dia internacional da mulher.

Desde então, o movimento municipal, regional, estadual, federal e mundial só fez aumentar.  Não me lembro de antes desta época haver tanta atenção ao dia 8 de março, e, naquela época eu fiz isto, por que era pauta da programação da Escola Sabatina da IASD de Irecê, na Bahia. Até parece que fui eu quem comecei todas estas comemorações, he he he he

No entretanto, já entrei em movimento solitário e contrário ao dia. E já tenho minha lista de desagrado quanto ao dia. E, vamos lá.

1 – Fui/Sou cobrado por… Cheguei numa empresa em que a maioria do quadro funcional é feminina e fui cobrado por, ao entrar no recinto, não ter chegado dizendo: “Feliz dia internacional da mulher, meninas"!

Evidente que receberam uma resposta adequada e a altura da cobrança. Mas, fui educado em justificar. Curiosamente, o gerente, o mais detestado por todas, fez assim, já fui menosprezado e equiparado a ele. Isto, no entanto, me enfureceu, e, assim, parti para a defesa mais agressiva e apresentei a incoerência delas com a situação.

- Vocês passam todos os outros dias do ano reclamando do patrão. Dizem que ele é mau educado; dizem que ele é grosso; dizem que ele é a pior parte deste trabalho; dizem que ele não vale nada; que ele é burro; dizem e reclamam de estarem abaixo de uma pessoa como esta … mas, hoje, ele é melhor do que eu, que as elogio sempre, que ajudo vocês, que as auxilio, que as amparo… e por que ele é melhor que eu? Porque as felicitaram hoje… e eu, simplesmente ignoro este dia. O que vocês preferem então? Já sei! Um dia de felicitação!  Não de mim. Se acostumem!

2 – Mistificação do gênero. Fiz e recebi criticas e xingamentos por criticar a mistificação que a Clarissa Pinkola Èstes faz do gênero feminino. E o dia 08 de março tem sido um instrumento de ampliação da mistificação do gênero feminino. Eu acho muito.  Reconheço que há diferença entre nós. No entanto, não chega a ser, elas as deusas, e nós, pobres diabos. Não mesmo!

Ontem na TV alguns programas só falavam da superioridade feminina e a funesta vida de serem, quase sempre, submissa ao gênero masculino. Um dito canto de pagode, agora a pouco, deixou claro que, quando as esposas adoecem, tem que ficar hospitalizada, “são abandonadas” por seus companheiros.

Não é uma verdade absoluta. Há homens insensíveis. Um muito próximo, abandonou a companheira por que o médico, a aconselhou ficar em repouso total, inclusive, quanto ao sexo. Ele justificou: “não vou  ficar com uma mulher que não pode me dá, quanto há tantas que podem”. Existem aos montes, assim, como há, as que abandonam os companheiros quando estão em situação financeira ruim.

Já reclamei aqui no blog das vezes que tive que voltar da porta da enfermaria do Hospital Regional. É regra: “esposos e pais não podem acompanhar esposas, filhos e filhas” – Preferem e exigem acompanhamento feminino nas alas e enfermarias. “HOMENS são monstros e se veem uma doente nua, ocorrem ereções”, e havendo ereções, consequentemente, quereremos estuprar as doentes. – Foi o que me disseram no hospital regional de Irecê e a parte sem aspas, é a dedução lógica.

3 – irrealidade da situação. Evidente que há muitas mudanças quanto a sexualidade, quanto as diferenças de gêneros, o tratamento social, os direitos conquistados, os reconhecimentos… etc. e tal. Mas, a irrealidade do que se transparece no dia oito de março é espantoso.

Há milhões de mulheres em situações vergonhosa e que o dia oito de março sequer acolhe, conhece, estende as mãos. Exemplo disso são as colegas acima citadas, em que, exige-se, cobra-se, xinga-se, maltrata-se, mas, que tudo se justifica no final do mês, com o salário mínimo. Eu digo a estas colegas, que, o trabalho fora de casa, o acumulo das funções de funcionária, mãe, esposa, dona de casa serve para demarcar as diferenças entre irmão, pai e patrão.

Os irmãos os primeiros guardiões de suas celas invisíveis e impositores de regras, leis e exigências. O pai o terrível monstro a ser derrotado, destruído, seja na vida real, quanto na imaginária, na ficção e na cabeça de Clarissa Éstes. Todos são imagens e metáforas do mal a ser vencido pelas semideusas. Já o patrão é o que digo: é para vocês saberem que há algo pior do que irmão e pai. – Mas, apesar dos gracejos, tudo verdade!

4 – Divisão e facção. Lamentavelmente o dia tem se transformado num banker da divisão e da facção. É o dia do levante. E, homens como eu, que vê com desconfiança tal movimento, somos taxados de insensíveis, trogloditas, ultrapassados, toscos, irrelevantes, quando de fato, estamos levantando a bandeira do alerta para a grande divisão e a grande  facção que a comemoração tem estabelecido na sociedade.

O dia 08 de março é um grande símbolo. E, ai daquele, daquela, de qualquer grupo ou individuo que ousar dizer algo contra.

Podem pesquisar na internet e vê a importância que se dão à origem do dia internacional da mulher. E daí? Quais tem sido os direitos conquistado pelas mulheres?

- De trabalhar? Sim! De trabalhar “fora de casa”- Ah! tá. Eu nasci em 1968. Só tive um professor (do sexo masculino) na quinta série em 1980. Da alfabetização até então, só mulheres participaram desta minha fase. O que os homens faziam? Trabalhavam para suster a casa, e os cargos mais importantes das mulheres eram na educação, e na revolução. Evidente! Me lembro de ser estranho ouvir nome de mulheres ligadas às lutas comunistas.

Pois então! Hoje se vangloriam de ter obtido o direito de trabalhar.  E reclamar da carga excessiva, das jornadas, da insensibilidade masculina… ai! ai! No mercado de trabalho meninas, somos todos quase iguais. E vos garanto que já ouvi: meu computador não tá funcionando bem, pois, quem formatou e instalou tudo foi aquela moça lá daquela loja. Bem vindas.

- De estudar? Sem dúvidas esta é uma enorme bandeira. E como se vangloriam de as mulheres estarem mais estudiosas do que os homens; e como se enchem a boca para dizer, que as mulheres são mais aplicadas; do quanto as mulheres dedicam mais tempo aos livros; de como as mulheres são mais cultas; do quanto as mulheres são mais preparadas; de como as mulheres… choram quando o patrão, menos tudo, grita com elas, e elas, … elas, a maioria, se calam e voltam para suas tarefas.

- De beber, ir a festas, de dá vexame. Agora que meu filho tem tido uma vida social normal e agitada, tenho visto o comportamento feminino desta nova geração, e como elas se sentem no poder, por, ter a liberdade de ir às festas, competir com os colegas no gole da bebida, de vomitar, de embebedar, cair bêbada, fazer “coisas feias”, grotescas. E, tudo isto, é visto como conquistas.

Por outro lado, as normas sociais continuam a prevalecer, e os colegas, amigos, amigas continuam naquela linha anterior de censurar, criticar, dizer que é feio.

… tem muito mais por ai.

Eu vejo com desconfiança e descrédito certas conquistas. Vejo uma grande conspiração em ter mão de obra barata, qualificada e com menos problemas de insubordinação, de irresponsável e afrontamento, ameaças, violência, força, resistência.

Certos direitos femininos vieram não do direito mas do mercado de trabalho. Adquiriram por umas e outras que lutaram para exercerem certas atividades, e que o mercado de trabalho preferiu-as. Outras áreas estão sendo invadidas exatamente pela qualidade das mulheres. Outras no entanto, nem tanto.

Por tudo isto, e mais outros que eu tenha esquecido, é que o dia 08 de março está na minha lista do dia a ser ignorado, enquanto, dia de enaltecimento, consagração, dedicação às mulheres. Eu insisto, e continuo a tratar todas as mulheres com carinho, elogios, atenção, dedicação todos os dias do ano, e nos contatos. Mas, para aquelas que preferirem, eu faço como certos gerentes que conheço: trato mau todos os dias do ano, e  trato bem, apenas neste dia oito de março.

O que vos parece? Eu ainda não posso odiar o dia oito de março, mas, a comemoração, as celebrações, as mistificações, as massificações, tem me feito colocar o dia na minha lista de dias a ser ignorado. Não por causa das mulheres, mas, por uma série de fatos e eventos: em especial estas atitudes de vitrinização do gênero, do empedestalamento da figura feminina, do engrandecimento, da vitimização… de uma série de coisas e eventos, que de outra maneira, não existiria.

Pior: é a aceitação e a defesa que o gênero tem feito do dia, como, que sendo contra, sou o pior de todas as criaturas, pior de todos os monstros, pior do que todos os torturadores, de todos os estupradores, pior do que todos aqueles que destroem, aprisionam, maltratam as mulheres, tão somente por serem mulheres, e conheço homens  que assim fazem. Conheço também mulheres que falam assim, das mulheres.

O titulo é este mesmo: Poderia ser este o título: “Eu odeio o dia oito de março” – E não existe ainda o movimento, e outros textos na internet em que se afirma: “Eu odeio o dia oito de março!” ou “Porque eu odeio o dia oito de março”. Não é de espantar, afinal, há tais movimentos em outros dias comemorativos como o natal, carnaval, dia das mães, dia dos pais, dia das crianças… etc.

Vai existir em breve o “eu odeio o dia oito de março?” É esperar para ver!

O que te faz sentir-se bem, alegre e feliz?

10 fev

Estar alegre, sorridente, de bem com a vida, satisfeito, realiazidado (que é uma demonstração externa) é sem dúvidas, uma demonstração, quiçá, a melhor forma de demonstrar ou revelar-se feliz. Isto é uma variavel! E assim, significa dizer que cada pessoa, em certas circunstâncias sente e demonstra.

O que é que te faz sentir-se bem, alegre e feliz? Depende de sua idade, circunstâncias, realidade, e momentos. Quando jovem, isto é, entre 12 a 16 anos o que me fazia sentir-se assim, era idealizar entrar em alguma residência de gente rica e influente.  Abaixo uma imagem do Google Maps que destaco uma piscina que meu pai construiu, nos anos oitenta, talvez 1981/1982.

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Nesta época, quando eu tinha uns 15/16 anos a minha satisfação era entrar em casa de gente rica e influente. Esta piscina, por exemplo, foi contruída na residência de um dos fazendeiros mais ricos e influentes da região de Nanuque da década de 80. A dona da casa, exigiu mudanças na planta e meu pai fez tudo como ela solicitou. Elevou a piscina.

Esta piscina, foi na época, a primeira e única piscina suspensa por pilares e colunas. Abaixo dela é possível entrar carros do tamanho de toyotas e F10, Silverados, e pequenos caminhões. Ter um pai que construia casas e mansões, entrar nestes recintos, saber o que os ricos e poderosos tinha e usavam, me fazia sentir feliz, alegre, satisfeito, e realizado naquela década de 80; mas, não só isto! Eu me sentia feliz, alegre, satisfeito, contente com músicas, ouvir e acompanhar os grandes sucessos pela rádio Mundial, saber as matéria da oitava série, ser o primeiro e o melhor   aluno destaque do primeiro ano B no colégio Alpheu Melgaço. Isto me fazia sentir-se bem, imporatnte, alegre, satisfeito, feliz!

Os anos passaram. Estamos no terceiro ano da segunda década deste século e também,  o 13º ano deste milênio (2000/3000). O que é que me faz sentir-se como antes? Não muito diferente, vejamos!

Tenho contato com pessoas importantes, ricas, influentes da cidade de Irecê e da região e sou, um quase desconhecido na terra em que nasci. Isto (entrar e conhecer as residências de pessoas conhecidas, famosas, ricas e importantes), não me é uma medida de sucesso, satisfação, alegria e felicidade. Não mais!

Confesso que a companhia e o ambiente com estas pessoas me faz sentir especial. No entanto, o que me faz sentir-me bem, alegre, satisfeito, feliz é o que sou como pessoa, os valores e as conquistas que tenho! Ser o que sou!! Carregar a bagagem socio-cultural; ter e poder manter os valores socio, espiritual, moral, e ético de minha educação, seja ela familiar, escolar e socio cultural que a comunidade da Vila Esperança em Nanuque, Minas Gerais conseguiram transferir e impregnar em mim.  Isto me faz hoje, sentir-me bem, alegre, satisfeito, contente, feliz.

Há pessoas que associam minha pessoa, o trabalho que faço, e o modo como vivo com os valores que carrego. “Pode entregar! É de confiança”; “Ele fará o que for necessário e possível para resolver o problema”; “Se ele dizer: não tem jeito a não ser comprar peças e substituir isto e aquilo… é que não há outra solução possível”.

A satisfação, a alegria, e a felicidade de uma pessoa pode estar ligada a vários item e fatores. Pode ser de valores morais, éticos, espirituais; até o profissional, também o sucesso, fama e riqueza seja lá o que for …  Imagem 002

O que te faz sentir-se bem, alegre e feliz?

Segredos de um casamento duradouro.

26 dez

Faz alguns dias se noticiou os números recordes de divórcios depois da aprovação da nova lei. (Divórcios no Brasil cresce mais de 40% em um ano). As vezes, algumas pessoas acham estranho que estejamos a tanto tempo juntos, e já, se parece estranho casais com muitos anos casados.

Nas escolas alguns amiguinhos de Pedro e de Kaio falam: “os pais deles moram na mesma casa!”. Outros comentários vão no sentido da realidade deles: “meus pais moram em casas separadas e cada um tem outra família”. Um dos amigos de Kaio, por exemplo, passa muito tempo aqui. Nem vai muito na casa do pai, e raramente vai à casa da mãe.

Para se manter casados, em minha opinião, é necessário um conjunto de eventos, atitudes, desejos, desprendimento, conhecimento, disposição, volições… vamos então as minhas opiniões sobre como manter seu casamento.

1 – Respeitar um ao outro. Eis uma palavra que muitos repetem, mas, o que é respeitar um ao outro dentro de um relacionamento? Tenho percebido que para várias pessoas, respeitar é quase um sinônimo de “não trair”. E eu não discordo, mas, penso que não é só trair. Respeitar é ter consideração pela outra pessoa ao ponto de evitar atitudes, palavras, ações, gestos, modos.

As mulheres fazem isto muito mais do que nós homens. Elas abrem mão de muito mais em favor do relacionamento. Os homens estão mais dispostos e agem mais com a imposição do que com o respeito. É mais comum ouvir e saber que agem e dizem às companheiras: “Se quiser é assim…”

2 – Conhecer um ao outro. Quando duas pessoas estão se conhecendo, e digo que a maioria assim faz, passam horas e horas conversando sobre o que a outra pessoa gosta, quais são suas preferências, qual sua cor favorita, qual a comida que mais gosta, qual é a música, qual o filme, qual o livro, qual a novela, … mas, depois de juntos no casamento, para muitos isto acaba, e ou, é abandonado.

Minha esposa gosta de festas em multidões. Eu não! Minhas festas, se resumiria sempre a uma lista de amigos. Minha esposa gosta e sabe dançar. Eu mal consigo girar a perna e virar pra lá e pra cá.

Ela gosta de forró, pagode, samba, funk, … gosta de ouvir vários tipos de músicas, mas, tem preferência para qualquer tipo de música que a faça dançar, requebrar, pular. Eu não! Eu ouço Adele, Linkin Park, Scorpions, AC/DC, System Off Down, ou seja, Rock, nacional e internacional, e muitas músicas antigas. Gosto de ouvir e ler a músicas, saber o que está escrito ali, e o que significa cada verso. Ela se contenta com todas que a faz balançar.

Ela quer saber é fazer o movimento que a dançarina faz no palco, eu quero saber e sentir o que outras pessoas dizem que sentem ao ouvir a mesma música, e ou, por que milhões de pessoas estão ouvindo e comentando um show de uma pessoa ou de uma banda.

Somos diferentes e temos gostos, desejos, vontades e tudo diferente. E parte do desafio de viver juntos é sincronizar, compatibilizar tudo isto. As vezes saímos perdendo, noutras ganhamos muito mais. E assim vamos indo.

3 – Conhecer e aperceber detalhes. Não é uma tarefa fácil para os homens. Não é não! Ainda mais com as rotinas estressantes, dias corridos e cheios de atividades como se tem nos dias atuais. Ai, fica muito mais complicado, pois, se convive mais com os colegas de trabalho, pessoas nos ônibus, amigos e amigas do que com a companheira.

Para todos os que conseguem viver mais tempo com a companheira é possível ir conhecendo e apercebendo detalhes de sua natureza, de suas manias, de suas voltas e rodeios para seus objetivos.

Quando minha esposa começa desnecessariamente querer mudar a casa toda de lugar, é só contar três ou quatro dias para a menstruação chegar.

Quando ela começa a falar, e continua falando, contando e insistindo para que eu fique ali olhando-a falar de tudo e ao mesmo tempo, é sinal de que está a um dia da menstruação. Logo em seguida, os dias ficam irritados, e tudo que se faz é motivo de pelo menos meia hora de reclamação.

4 – Manias de mãe e de mulher. Não adiantam insistir no contrário. As mulheres depois que se tornam mães elas se transformam. Elas mudam! Digo até que a paternidade também. Mas, em menor grau. Elas passam a ser, além de mulheres são as representantes dos desejos dos filhos; elas se transformam em diplomatas das necessidades dos filhos. E como elas são profissionais nestas áreas!

A mulher daqui as vezes fala em códigos, e eu tenho que saber distinguir entre a mãe e a mulher. "Kaio disse que está com vontade de comer carne com aipim” – “Pedro nunca mais comeu uma vaca atolada” – “Sabe a cantada que pai deu hoje? Disse que tá com vontade de comer buchada” – E assim ela vai intermediando as vontades e os desejos de cada um da casa como mãe e mulher. Como mãe, advoga em favor dos filhos. Como mulher quer agradar com os temperos, receitas e guloseimas, com comida, lanches, e realizações de desejos de cada qual. A mãe dá carinho. A mulher dá cuidados.

5 – Não existe receita pronta. Não existe uma receita do sucesso e do casamento feliz. Se o seu relacionamento está passando por uma crise, por dificuldades, e você quer continuar, se pensa que existem razões para continuar, se você consegue visualizar um caminho, uma alternativa: vá! faça! tente!

Saiba que viver um relacionamento duradouro não é fácil. Não é não! Mas, quem opta por viver, e viver bem, chegará a um momento que não se arrependerá de ter optado por ele, apesar das dificuldades e dos problemas e dos dias escuros, e das noites mau dormidas, nem dos fins de semana longos e das semanas intermináveis.

Acho também que se desistem rapidamente dos relacionamentos por não se querer mudar, e as vezes, por esperar muitos anos por mudanças que não vem, nunca se concretizam, apesar das constantes promessas.

É verdade que os índices dos divórcios aumentaram. No entanto, cada dia mais, se encontram meios de se casar, de estar em relacionamento. Há muito mais relacionamentos não registrados, pois, muitos jovens estão optando por viverem juntos sem ir ao cartório oficializar seus relacionamentos exatamente por estes motivos. Existe também informalidade nos casamentos e nos relacionamentos. Por outro lado, oficializar não é garantia de durabilidade nos relacionamento. Há os que vivem pouco depois de oficializados, e há os que vivem muito sem oficialização alguma.

Encontre o seu segredo e tenha um relacionamento duradouro.

Segundo ano de natal. E tudo recomeçou no natal passado.

24 dez

Durante alguns anos eu e minha esposa fomos criticados, muito mais ela, do que eu, em relação a gostar e fazer festas. Ela é assim! Quando não tem uma data especifica ela fazia uma ”festa”, nada tão grandioso. Alias, ela faz festa do que quer e não precisa muito. Este video aqui abaixo representa o que é festa para ela: poder ouvir músicas e dançar. Diz, desde já: “no meu velório, nada de muito choro. Ligue o som e deixa  tocando na sala. É isto que quero!”

Video de Novembro de 2007

E qual era o motivo da festa? A vida! Uma piscina de criança, música e uma pessoa que gosta de dançar. Comida da festa: 1 litro de feijão verde (R$ 6,00 preço atual), filé de frango (R$ 9,70), arroz, farinha, pimenta e meia dúzia de cerveja e 1 litro de refrigerante. Para ela ser feliz e estar feliz é coisa simples e possível e sobretudo, não é preciso de móveis, imóveis, automóveis. Não é necessário riqueza, poder e grandes eventos: basta estar viva e com saúde! Até hoje é criticada por viver assim.

“Assim, você não vai ter nada na vida!”, “Vocês nunca irão ter nada”, “Vão morrer pobres”, ”Como é que se quer viver sempre assim”. São os conselhos e criticas mais comuns. As criticas e as sugestões são sempre neste sentido: ter coisas, ter bens, ter móveis novos, ter casa bonita, ter apartamento bem mobiliado, ter carros, poder viajar e conhecer o mundo … tudo isto listado é muito mais importante do que viver do jeito que se quer viver, e muitas pessoas que assim vivem e exigem dela esta mudança, reclamam da vida que vivem, e do modo como vivem. oras! oras!.

Depois do ano de 2007, raramente tivemos festas nesta casa. Seja ela de qualquer natureza até o final do ano de 2011. Já este ano de 2012 já aconteceu vários momentos assim. Estivemos olhando fotos hoje a tarde. Olhando o antes. Olhando o durante. E estamos vivendo o periodo do “depois”.

Era muito bom antes. Foi muito ruim o durante (2008/2011/12) e agora estamos terminando o primeiro ano do depois. E este “depois” começou em novembro/dezembro de 2011. Este ano nós o vivemos como antes. Não do mesmo jeito, afinal, a falta de chuva tem provocado grandes estragos, mas, ainda tá suportável, e se chegar em um ponto insuportável, ainda existe a possibilidade de imigração…

Este ano começou com duas boas noticias nos primeiros dias. No dia 05 de janeiro é o aniversario de Kátia e de outras pessoas também. No entanto, no dia 05 tivemos o aniversário de Kátia, o resultado da aprovação de Kaio no IFBA, e a aprovação de Pedro na melhor escola de Irecê e ele ganhou uma bolsa integral.

Nos meses seguintes vieram os resultados dos exames laboratoriais e a avaliação médica positiva quanto a situação de Kaio. O baço não precisava ser extraído; o tratamento que o médico havia dito: “vocês não tem condições de pagar” – nem foi necessário. Colocamos na conta de Deus estas mudanças todas em poucos meses. Certamente que creio e aceito intercessão, por meio da oração dos amigos e amigas.

Segundo ano de natal. E tudo recomeçou no natal passado. Por isto, este ano, o nosso natal será igual aos que eram antes. E continuaremos a lutar, orar, interceder para que continue assim, até a consumação dos séculos.

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Votos de Adão Braga e família!

Para eles, formatar o computador é mais dolorido do que apanhar.

17 out

Ano passado, uma vez mais, meu pai se disse vingado pelos netos em relação ao que lhe fiz quando na mesma idade. Tudo dentro da gozação que meu pai faz de mim. Na visita ele quis saber como estava a criação dos netos:

- Como é que você está criando meus netos? Tá cuidando bem deles?

E eu o respondi:

- Dentro do que posso estou trabalhando para eles serem homens sérios, honestos e íntegros, no entanto, eles dão muito trabalho, argumentam muito, divergem, tem ideia novas a todo momento, não aceita as regras facilmente. … por ai

Meu pai deu uma super gargalhada e disse: Bem feito! Isto é pra você saber o quanto de trabalho você deu pra mim e pra sua mãe.

Meu pai se sentiu “vingado” pelos netos. A justa paga! Ou seja, é o tal: aqui se faz, aqui se paga!

E não é só isto! Hoje tive que ir à escola conversar com a supervisora pedagógica, pois, o caçula, ainda que tenha tirado ótimas notas, tem sido destaque na turma, foi classificado como o segundo melhor aluno nas olímpiadas do conhecimento, recebi uma lista de atividades ilegais. Desde está no meio de outros meninos que a escola vê com reservas quanto ao comportamento e atitudes, passando por ter chegado à sala de aula sem ter feito as tarefas, e por fim, ter insultado um professor.

A gota d´água! Tive que aplicar sanções extremas ao rebelde sem causa. A regra aqui em casa é séria. Eles sabem, que se a diplomacia e o diálogo não levar os países a um acordo, certamente, o mais poderoso, o mais potente, declara guerra e usa a força. Aqui eu repito sempre a frase: se dialogo e diplomacia resolvesse tudo, não havia guerras! Eles já sabem o que isto significa.

Pois bem! Tive que, pela primeira reclamação da escola, tomar a decisão de formatar o computador  e apagar tudo que ele tem. Evidente que os documentos da escola será preservados, mas, os jogos, as músicas, os vídeos, as séries baixadas… tudo será excluído.

Mas, me bateu uma pena de fazer isto! E eu comentava com minha esposa isto, quando ouvi lá do quarto do mais velho:

- É! no meu tempo, não tinha este negócio de pena não!

Eu poderia dormir sem esta na cara! Segundo especialistas, somos assim. Os primeiros filhos, dizem eles, passam por uma educação mais rígida, mais severa, e os caçulas, por uma educação mais branda, menos exigentes.

Tenho que seguir a regra: o pau que dá em chico, também dá em Francisco. Logo mais o PC será formatado. Quando avisei que a penalidade seria a formatação e a exclusão de tudo, ele chorou, e prometeu evitar as faltas e corrigir o comportamento faltoso.

Nós pais, temos que está sempre atualizados. Aqui em casa formatar o PC é mais dolorido do que apanhar. Não existe castigo mais doído para eles, do que ter que refazer tudo, ajuntar todas as músicas, todos os vídeos, jogar e salvar todos os games.

E, meus filhos sabem, que castigo é castigo, e terem que pagar por seus erros, é inevitável!  Precisam saber que a vida tem suas regras sociais, e devemos seguir, obedecer, estar incluídos. Me dói vê-lós tristes. Mas, não tenho como evitar, senão, crescem sem respeito, inconsequentes, irresponsáveis. E, ai, será pior vê-lós respondendo processos, sendo foragidos da justiça. Isto é pior! Além de vidas estragadas, será um atestado para nós, os pais!

Somos felizes como pessoas, como casal, como pais

11 out

No ano passado, nos meses de setembro e outubro, nós estávamos abalados com as noticias sobre a possível contaminação do baço de nosso filho primogênito. Foi uma noticia difícil para nós todos. E para piorar recebemos o comentário funesto do especialista de que não podíamos pagar ele e o tratamento na clinica dele. Nós, eu e Kátia passamos dias e dias chorando e angustiado com aquele reverse. Mas isto passou! Aquele período logo se desmanchou em novidades, em boas novas.

Pessoas maravilhosas entraram em ação e ajudaram; elas contribuíram com a mudança de cenário. Primeiro elas enviaram mensagens de apoio: estamos orando por vocês; estamos juntos nesta fase com vocês; não se preocupem o que necessitarem nós estamos aqui. Depois elas nos confortaram: seja o que vier, estamos juntos e unidos; Estas pessoas nos animaram: sejam fortes. Se faltar forças, pegue um pouco aqui.

Eu já escrevi textos em agradecimentos a e este aqui é para dizer que tudo aconteceu e tem acontecido para honra e glória de Deus. E, não é só porque tivemos a resposta positiva, pensamos que a resposta positiva aconteceu por que tudo isto aconteceu.

É muito complicado, complexo criar e elencar razões de causa e efeito, ação e reação nestes casos. É como digo: um produto da fé. Um resultado da esperança e da perseverança. E que invariavelmente a lógica e a razão, por mais, lógica e racional que seja, não encontrará razão e lógica.

Pois bem! Esta semana temos dois eventos marcantes em nossas vidas. Mais um ano juntos, unidos, lado a lado, caminhado.

  • Dia 13 dia de aniversário de casamento;
  • Dia 14 dia de aniversário de Pedro Henrique meu filho caçula;

Oficialmente faremos 18 anos de casados. A contagem total deve-se levar em conta desde 15 de julho de 1993 quando nos beijamos. Foi neste dia, uma quinta-feira que nos unimos. Primeiro em salivas, depois em amores, sentimentos, ações, reações, emoções… e toda esta história.

Hoje, quando já havia escurecido, ouvi a seguinte frase: o que é que eu vou ganhar de presente no sábado? Desde já, hoje quarta-feira, que já há marcação de terreno. No domingo Pedro Henrique fará 12 anos. E no dia 27/2012 Kaio faz 17 anos.

Estejam convidados a participarem dos eventos deste fim de semana. E, a todos os amigos, e todas as amigas, todas as famílias que nos apoiaram, nestes momentos tão difíceis. Obrigado por tudo que fizeram.  O que fizeram. Como fizeram. Quando fizeram.

Vocês marcaram nossa vida conjugal, familiar e de cada individuo. Neste ano de 2012, que está sendo maravilhoso, e vocês se enlearam a nossas vidas, a nossas histórias, e já não vivemos sem lembrar-se das dificuldades, e lembrar-se de todos vocês que estiveram debaixo do jugo que a nós chegou.

Nestes 18/19 anos de união já vivenciamos os mais diferentes lados de vários sentimentos, várias situações. E no balanço geral: somos felizes como pessoas, como casal, como pais, e temos filhos maravilhosos.

Alguns dias atrás uma pessoa me perguntou qual era o segredo de nosso casamento, e eu respondi: eu me preparei para viver sempre em família. E penso que falta este compromisso social com as gerações atuais. E transmitir a todos eles o valor que é viver em família, o gosto que é superar obstáculos em família. Penso que se desiste muito fácil do convivio. As vezes por problemas clássicos e banais. Puro egocentrismos. Outros perduram apesar disto tudo.

Agradecimentos a todos vocês que estão conosco fazendo, participando, escrevendo esta nossa história, pois, desde dezembro de 2011 que a vida reentrou numa série de evento ditoso, venturoso, feliz, e afortunado. Obrigado!

Adão Braga e Família

Ter pai e ser pai

12 ago

Hoje é o segundo domingo de agosto. Dia em que se comemora o dia dos pais. Alguns amigos não tem mais a presença física de seus entes paternos. Alguns, faz algum tempo que vive sem ter esta companhia e influência. Outros perderam recentemente. Lembro-me de minha amiga Beth Santana, e de Daniel – Blog: tempestade cerebral.

Ter pai ou ter alguém como figura paterna é importante e deve existir por ai pesquisas que aponte para esta realidade. Não vou pesquisar pra exibir aqui, pois, não é objetivo meu neste texto. Eu, quando jovem, pensava que odiaria meu pai por toda minha vida, no entanto, a figura de meu pai se transmutou depois que eu me tornei pai. Muitas ações, coisas, eventos, situações me fez sentir na pele de meu pai. Eu fui uma criança levada, um juvenil teimoso, estripulento, traquino; e fui um adolescente sem dar problemas a meus pais e famílias, com raras exceções.

Ter pai ou ter alguém como figura paterna é maravilhoso. Algum tempo atrás quando o pai de um amigo faleceu, e, eu fui lá conversar com ele, falei-lhe o que eu pensava sobre isto, e sair de lá com a certeza de que nós, por mais independente que sejamos, por mais estabilizado que estivermos, por mais longe que estivermos, ainda que tenhamos nossas vidas seguindo com trabalho, família, projetos, ter um pai como referência é como ter a certeza de que poderemos voltar para casa de papai quando necessário.

Sem pai, perdemos esta referência. É o que vivo hoje. Meu pai está la. Já teve alguns Acidente Vascular Cerebral. Já está com algumas dificuldades físicas; tem algumas limitações locomotivas; mas está lá. E o fato dele está lá, é suficiente para dar-me garantia de que estou amparado.

Ser pai é muito diferente de ter pai. Ser pai – nem  todos os homens, infelizmente – é um privilégio, uma responsabilidade, uma função, um posto de vigilância, um tótem: espiritual, físico, emocional, histórico, referencial, filosofico, político…

Tive a oportunidade de ser referência paterna para meus filhos: Kaio e Pedro, e também, ser a referência paterna para outros que tive contato. Ano passado um colega de Pedro me fez chorar por sua situação. Aqui em casa quando faziam um trabalho de escola, ouvi-o dizer a Pedro o seguinte:

- Eu queria conhecer meu pai, e queria que meu pai fosse igual ao seu.

Ter pai e ser pai são equidistante. Tanto é que o colega que aqui dizia querer um pai igual a mim, para se defender na escola, afirmou o seguinte:

- É que o pai dele, ajuda ele nas tarefas e nos trabalhos.

De fato ajudo. Eu não faço as tarefas de meus filhos. Ajudo-os a entender, compreender, fazer, desenvolver; eu opino, auxilio, e contribuo com materiais, dinheiro e incentivo. Se depender de meu exemplo, daqui desta casa sairá dois pais, para que os filhos deles tenham pais, e que eles dois sejam pais. No entanto, nem sempre acontece como nós pais queremos.

Para todos que são pais: Parabéns. Para todos que tem pais, aproveitem o dia de hoje; para os que não tem a presença física de seu pai, fica a reflexão e as lembranças; aqueles que nunca tiveram a influência deste ser, que seja você um pai, e desenvolva e demonstre a necessidade de pais, não de homens valentes, violentos, autoritários; ser pai, para mim, é uma honraria.

As vidas que não consegui melhorar nem mudar

7 ago

Quando encontramos pessoas que faz muito tempo que não nos vemos, é normal, digo até inevitável, existir entre nós, antes das atualidades o papo saudoso, as perguntas sobre pessoas, eventos, lugares, situações, lembranças diversas, épocas, escola… por ai.

Este fim de semana tive a oportunidade de reencontrar um grande amigo da juventude. Apesar da diferença de idade entre nós, e dos laços de amizade, amor, espirituais e outros, somos amigos. Me alegrou vê-lo, ouvi-lo e ver seu filho.

No entanto, uma informação de me deixo triste. Muito triste! Extremamente triste. E eu explico. Lá nos idos 85/90 quando ainda jovem, conheci uma família. Desta família a filha caçula estava saído de um relacionamento complicado e complexo. Ela uma jovem mãe de vinte e poucos anos. O filho, um mimo de garoto. Lindo galeguinho. Não parava quieto. Como é hoje, quase que normal: criança saudável dá trabalho e causa euforias, e provoca tumulto onde está e aonde ficar. Assim era ele!

Neste fim de semana, no domingo, soube que o mesmo se encontra detido num presidio qualquer da região sudeste. Está cumprindo pena por envolvimento com drogas. As tentativas de protegê-lo e resgatá-lo foram feitas inúmeras vezes. Até ouvi a frase seguinte:

- Olha Dão! Até com vovó ele foi morar e mesmo lá, longe de todos aqueles que o influenciavam, ele deu trabalho e se envolveu novamente com quem não prestava.

Vi e ouvi o relato como um desabafo: não adiantou nada levá-lo para morar com vovó que é linha dura, e educou bem todos os filhos e também alguns netos. Foi como um veredito familiar: ele não tem jeito.

O que me condói nesta história e em algumas outras é que nossas vidas se cruzaram em uma época, em que, eu pouco pude fazer por sua formação, educação, proteção, auxilio e meios de fazê-lo tomar um caminhos diferente do que tomou.

As vezes me pegou fazendo perguntas e querendo saber como é que tal pessoa está? Será que fez escolhas certas? Será que tem uma vida feliz? Será que aproveitou  bem as oportunidades? Será que contribuir para sua vitória? Será que eu contribuir com sua vida bem sucedida? Será que…?

Eu já escrevi alguns textos sobre este tema com outros títulos. Mas, continuou a sentir certas dores pelo mundo, e muito mais por certas pessoas com as quais tive contato e que não consegui fazer com que tivesse uma vida diferente da que tiveram, nem tão pouco, consegui fazer com que decidissem melhor suas questões.

A vida continua e só termina em morte. Mas, até este dia, bem que podemos aproveitar este espaço de tempo muito bem.

Herança violenta! O que fazer com ela?

3 ago

É estranho o comportamento da sociedade feminina em muitas família. E digo isto baseado nas famílias em que participo e tenho ativa participação. Meu pai que era mulherengo, machista, e que batia em minha mãe, é o exemplo a ser evitado para todas as mulheres da família. Nenhum homem com o comportamento e atitudes de meu pai, deve ser escolhido para ser esposo, marido e companheiro. Por outro lado, é um comportamento totalmente aceito, se, for levado em consideração as mulheres que entram na família.

Nós os filhos homens de meu pai, se não agem com machismo, força, insensibilidade e agressão somos taxados de frouxos, dominado pelas esposas, manipulados e outros adjetivos que apontam para a falta de herança de macho por parte de meu pai, pois, parece-me que é o que desejam para as companheira e esposas de todos os homens. É como se, tivéssemos que vingar a desditosa vida que tiveram na infância, e das tristes lembranças de momentos que, não esquecemos.

Não é só em minha família que percebo e vejo isto. Nalgumas famílias próximas, as mulheres, revelam desejar que seus irmãos ajam e sejam iguais ou piores do que os chefes de família a que pertencem. Tenho visto nestas famílias o mesmo comportamento que vi recentemente entre algumas mulheres da minha família. Repito! É como, se os irmão devessem reproduzir o exemplo paterno como uma vingança social e impingir sobre estas o que lhes aconteceram; por outro lado, desejam, que as mulheres tenham a sorte de encontrarem esposos modernos, e tipicamente educados para a nova realidade feminina.

Não faz muito tempo que ouvi esta frase: "Todas as minhas cunhadas tiveram a "sorte grande" com os homens de nossa família, todos são ótimos maridos e nenhum de vocês agem como pai". O lamento era de que não foram vingadas. Não tiveram nos homens da família a perpetuação do círculo violento encontrado no seu lar. Alguns amigos são impulsionados pelas próprias irmãs a agirem com vigor, virilidade, violência e cerceamento de liberdade. Semana passada ouvir de uma irmã o seguinte: "Mulher é bicho traiçoeiro! Se você não agir com força e violência ela pinta e borda!" – Isto foi dito mesmo no intuito de dominação e subjugação.

No início da vida conjugal, no segundo ano, ocorreu um fato entre eu e Kátia. E todos os indícios apontavam para violência doméstica, e havia sido apenas um incidente violento. A cultura de mascarar, ocultar, proteger os agressores é tanta que minha esposa, propôs ao aproximar da casa dos pais uma mentira para ocultar minha ação. O que eu disse discordar. E discordei pelo fato de que não havia necessidade de ocultação o ocorrido, e, mesmo que fosse um ato de violência ela deveria sentir-se segura em falar aos familiares dela tal conduta de minha parte.

O que aconteceu é que foi inusitado. Ela falou que o ferimento na perna havia sido eu quem tinha feito. E nenhum dos parentes dela acreditou. Me senti o Acima de qualquer suspeita. No entanto, na virada do século, sofri com acusações de maus tratos e violência doméstica a ponto de ir na delegacia responder por suposta agressão. Felizmente, a justiça, apurou os fatos, nada encontrou de violência em nosso lar.

É assim! Se querem proteger os seus, enquanto, se acoberta a violência dos seus. Pois, quem me acusava, e me perseguia com tais acusações, fazia muito pior com sua companheira e filhos. Infelizmente eles pensavam e acusavam a mim de atitude que era o lado contrário quem fazia. Partiam do pressuposto de que, se ele fazia, era provável que eu também daquela forma agisse. Enganaram. Este é meu legado a meus filhos: jamais sejam como seu avô foi com sua avó, suas tias e seus tios.

Vingança é muito diferente de justiça. E não justifica aceitar que irmãos sejam vingadores de irmãs com as irmãos de outros irmãos. Isto fará apenas prosperar o círculo da violência. Muitas vezes é muito bom ter alguém próximo para te alertar quando há algo fora do lugar

Uma irmã, certa noite, gritou comigo:

ADÃO BRAGA BORGES, assim você vai se tornar e fazer igual a seu PAI! É isso que você quer?

Pronto! Este grito ecoa ainda em meus ouvidos. E já faz, 17 anos. Pois, naquela noite, quase saio dos trilhos e dos caminhos das virtudes.

É só uma confissão de que todos somos tentados a agirmos como vimos acontecer. A minha resposta a pergunta do título é: Vigilância e perseverança no caminho e na busca do equilíbrio é sempre uma exigência de excelência. E quando em perigo, que se tenha alguém para gritar-nos, pois, certamente estamos longe do caminho e da vereda da prudência, da justiça, dos bons costumes.

Oxalá todos tenham uma irmã com o juizo no lugar. E paciência em todas as vezes que se tentam quebrar e destruir este equilibrio que a duras penas conseguimos montar.

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