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Quando as metades de nossos pais se separam ou se unem?

24 mar

Biologicamente somos formados por 23 pares de cromossomos sendo que último par  são os “cromossomos sexuais, de morfologia diferente entre si, que recebem o nome de X e Y. No sexo feminino existem dois cromossomos X e no masculino existem um cromossomo X e um Y” – Virtual EpM 

Eu e J. Apócrifo estruturamos umas ideias em torno de uma ficção sobre isto ai, em que há uma grande conspiração universal terreal para obter tais elementos no sangue do filho do Espirito Santo, onde reside a imortalidade e ou elementos químicos interessantes para a reprodução em laboratório de criaturas com características do Espirito Santo, afinal, se nasceu menino é o elemento X e Y estão presente … por ai. Tá lá o primeiro volume no Amazon.

O texto não é sobre isto. É sobre pais, heranças genéticas e outras heranças.

É muito comum ouvirmos nas famílias frases do tipo: “isto é da mãe”, “igualzinho ao pai”; “os avós dele é que eram assim”; “as mesmas traquinagens de quando o pai era desta idade”. Evidente que estas características não vieram nos genes. Não são transmitidos pelos cromossomos. Comportamento não!

Hoje! Com meus quarenta e poucos anos de idade, sou capaz de fazer algumas distinções comportamentais em mim e até atribuo certas características de ação e atitudes a herança de meu pai, outras no entanto, observo seria atitudes e modos de ação de minha mãe.

As vezes até ameaço meus filhos e esposa com frases do tipo: “não provoque a parte ruim de meu pai que existe em mim.” – Mas, eles desconhece este lado até perverso de meu velho pai. É um lado obscuro; Frio; Melancólico; Que é capaz de permanecer hibernado; remoendo mágoas;  abandonar e esquecer; ignorar e olhar seja quem for implorar por ajuda, e nada fazer. Deixar de lado, e mesmo com dor no coração, jamais procurar novamente.

Feio isto não é? Vergonhoso para muitos. Mas, sei que existe isto em mim. São características emocionais, comportamentais, heranças do convívio  que trago, que trazemos de nossos ancestrais. Alguns podem sentir orgulhosos do lado maravilhoso, e vergonhoso pelo que é capaz de fazer de ruim, de sombrio, de tórrido, de traiçoeiro, de malévolo. Mas, somos assim: humanos transferindo seus círculos, suas maneiras a seus filhos, seus netos.

De meu pai há heranças boas e ruins. Mas, normalmente somos levados, as vezes, a crer que tudo de bom vem da mãe, e o lado ruim do pai, perpetuando o maniqueísmo: pai =  mal; maldades e a mãe = boa; bondade. Que os homens representam o mal e as mulheres criaturas divinas aprisionadas pelos agentes das trevas. – Jamais vou deixar de lembrar da Clarissa nestes momentos  – Quiçá tenha oito. Bem e mau de ambos. 

Eu tenho os quatro lados em mim. O lado bom e o mal de meu pai. O bom e o mal de minha mãe. E ambos são bem definidos. O lado mal materno chega a pervertida situação de demonstrar-se ser vítima de inescrupulosa injustiça, quando, nem sempre é.

Este texto nasce de algo corriqueiro e trivial. Eu e minha esposa estamos em casa. Não há outras pessoas aqui a não ser eu e ela. Estávamos conversando e ao mesmo tempo vendo TV e eu também estou usando o computador para outras atividades. Eu sei que é uma confissão desastrosa e desanimadora para todas as pessoas que pensam que os casais, quando tem tempo para ficar só, aproveitam para fazer sexo intenso.

A TV está ligada e minha esposa mudou o canal, sei lá para onde. O que sei é que estava passando Gilberto Gil com um trio de mulheres cegas cantoras. Elas contavam a história delas intercalado das mesmas cantando. Para muitos, isto é um programa de cultura popular e que deveria eu estar interessado por isto, mas, não! Não estou, por que acho que não é interessante. Não vejo interesse na história, nas senhoras, que são irmãs, cegas e cantoras. Muito menos pelo Gilberto Gil. Pois bem! Ela deixou no canal e foi para a cozinha pegar o quiabo. Eu reclamei da programação da TV o que ela disse que queria acompanhar a história das mulheres. Tudo bem! Ela tem o direito de querer e ver o programa que quiser.

Peguei os fones de ouvido, fiz uma seleção de músicas estrangeiras, e doravante, nem programa de TV tão pouco as conversas que estávamos mantendo mais me interessam.

Agora é ela lá na TV e eu aqui no PC com os textos e o lado ruim de meu pai: ignorar e não dar atenção; bem como o lado ruim de mamãe: quem mandou optar pelo que me desagrada. Ela tem direito de querer ver o programa e, eu, de não querer. Ela quer. Eñtão que veja! Eu não quero, não vejo! Faço outras coisas, oras!

Viu ai? Até a culpa se transfere para o outro lado. Se assim ajo, não é porque sou mal, mas, sim por que ela escolheu errado, e provocou em mim ações torpes. A culpada é ela e não minhas heranças, desejos, vontades, educação, exemplos herdados. Mas, já terminei o texto e vou ali, adular minha esposa que está em dias de “Chapeuzinho vermelho”. – Esse lado de cuidado, é meu mesmo. Quem sabe uma parte de minha mãe. Talvez, uma parte de meu pai!

O que te faz sentir-se bem, alegre e feliz?

10 fev

Estar alegre, sorridente, de bem com a vida, satisfeito, realiazidado (que é uma demonstração externa) é sem dúvidas, uma demonstração, quiçá, a melhor forma de demonstrar ou revelar-se feliz. Isto é uma variavel! E assim, significa dizer que cada pessoa, em certas circunstâncias sente e demonstra.

O que é que te faz sentir-se bem, alegre e feliz? Depende de sua idade, circunstâncias, realidade, e momentos. Quando jovem, isto é, entre 12 a 16 anos o que me fazia sentir-se assim, era idealizar entrar em alguma residência de gente rica e influente.  Abaixo uma imagem do Google Maps que destaco uma piscina que meu pai construiu, nos anos oitenta, talvez 1981/1982.

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Nesta época, quando eu tinha uns 15/16 anos a minha satisfação era entrar em casa de gente rica e influente. Esta piscina, por exemplo, foi contruída na residência de um dos fazendeiros mais ricos e influentes da região de Nanuque da década de 80. A dona da casa, exigiu mudanças na planta e meu pai fez tudo como ela solicitou. Elevou a piscina.

Esta piscina, foi na época, a primeira e única piscina suspensa por pilares e colunas. Abaixo dela é possível entrar carros do tamanho de toyotas e F10, Silverados, e pequenos caminhões. Ter um pai que construia casas e mansões, entrar nestes recintos, saber o que os ricos e poderosos tinha e usavam, me fazia sentir feliz, alegre, satisfeito, e realizado naquela década de 80; mas, não só isto! Eu me sentia feliz, alegre, satisfeito, contente com músicas, ouvir e acompanhar os grandes sucessos pela rádio Mundial, saber as matéria da oitava série, ser o primeiro e o melhor   aluno destaque do primeiro ano B no colégio Alpheu Melgaço. Isto me fazia sentir-se bem, imporatnte, alegre, satisfeito, feliz!

Os anos passaram. Estamos no terceiro ano da segunda década deste século e também,  o 13º ano deste milênio (2000/3000). O que é que me faz sentir-se como antes? Não muito diferente, vejamos!

Tenho contato com pessoas importantes, ricas, influentes da cidade de Irecê e da região e sou, um quase desconhecido na terra em que nasci. Isto (entrar e conhecer as residências de pessoas conhecidas, famosas, ricas e importantes), não me é uma medida de sucesso, satisfação, alegria e felicidade. Não mais!

Confesso que a companhia e o ambiente com estas pessoas me faz sentir especial. No entanto, o que me faz sentir-me bem, alegre, satisfeito, feliz é o que sou como pessoa, os valores e as conquistas que tenho! Ser o que sou!! Carregar a bagagem socio-cultural; ter e poder manter os valores socio, espiritual, moral, e ético de minha educação, seja ela familiar, escolar e socio cultural que a comunidade da Vila Esperança em Nanuque, Minas Gerais conseguiram transferir e impregnar em mim.  Isto me faz hoje, sentir-me bem, alegre, satisfeito, contente, feliz.

Há pessoas que associam minha pessoa, o trabalho que faço, e o modo como vivo com os valores que carrego. “Pode entregar! É de confiança”; “Ele fará o que for necessário e possível para resolver o problema”; “Se ele dizer: não tem jeito a não ser comprar peças e substituir isto e aquilo… é que não há outra solução possível”.

A satisfação, a alegria, e a felicidade de uma pessoa pode estar ligada a vários item e fatores. Pode ser de valores morais, éticos, espirituais; até o profissional, também o sucesso, fama e riqueza seja lá o que for …  Imagem 002

O que te faz sentir-se bem, alegre e feliz?

Segredos de um casamento duradouro.

26 dez

Faz alguns dias se noticiou os números recordes de divórcios depois da aprovação da nova lei. (Divórcios no Brasil cresce mais de 40% em um ano). As vezes, algumas pessoas acham estranho que estejamos a tanto tempo juntos, e já, se parece estranho casais com muitos anos casados.

Nas escolas alguns amiguinhos de Pedro e de Kaio falam: “os pais deles moram na mesma casa!”. Outros comentários vão no sentido da realidade deles: “meus pais moram em casas separadas e cada um tem outra família”. Um dos amigos de Kaio, por exemplo, passa muito tempo aqui. Nem vai muito na casa do pai, e raramente vai à casa da mãe.

Para se manter casados, em minha opinião, é necessário um conjunto de eventos, atitudes, desejos, desprendimento, conhecimento, disposição, volições… vamos então as minhas opiniões sobre como manter seu casamento.

1 – Respeitar um ao outro. Eis uma palavra que muitos repetem, mas, o que é respeitar um ao outro dentro de um relacionamento? Tenho percebido que para várias pessoas, respeitar é quase um sinônimo de “não trair”. E eu não discordo, mas, penso que não é só trair. Respeitar é ter consideração pela outra pessoa ao ponto de evitar atitudes, palavras, ações, gestos, modos.

As mulheres fazem isto muito mais do que nós homens. Elas abrem mão de muito mais em favor do relacionamento. Os homens estão mais dispostos e agem mais com a imposição do que com o respeito. É mais comum ouvir e saber que agem e dizem às companheiras: “Se quiser é assim…”

2 – Conhecer um ao outro. Quando duas pessoas estão se conhecendo, e digo que a maioria assim faz, passam horas e horas conversando sobre o que a outra pessoa gosta, quais são suas preferências, qual sua cor favorita, qual a comida que mais gosta, qual é a música, qual o filme, qual o livro, qual a novela, … mas, depois de juntos no casamento, para muitos isto acaba, e ou, é abandonado.

Minha esposa gosta de festas em multidões. Eu não! Minhas festas, se resumiria sempre a uma lista de amigos. Minha esposa gosta e sabe dançar. Eu mal consigo girar a perna e virar pra lá e pra cá.

Ela gosta de forró, pagode, samba, funk, … gosta de ouvir vários tipos de músicas, mas, tem preferência para qualquer tipo de música que a faça dançar, requebrar, pular. Eu não! Eu ouço Adele, Linkin Park, Scorpions, AC/DC, System Off Down, ou seja, Rock, nacional e internacional, e muitas músicas antigas. Gosto de ouvir e ler a músicas, saber o que está escrito ali, e o que significa cada verso. Ela se contenta com todas que a faz balançar.

Ela quer saber é fazer o movimento que a dançarina faz no palco, eu quero saber e sentir o que outras pessoas dizem que sentem ao ouvir a mesma música, e ou, por que milhões de pessoas estão ouvindo e comentando um show de uma pessoa ou de uma banda.

Somos diferentes e temos gostos, desejos, vontades e tudo diferente. E parte do desafio de viver juntos é sincronizar, compatibilizar tudo isto. As vezes saímos perdendo, noutras ganhamos muito mais. E assim vamos indo.

3 – Conhecer e aperceber detalhes. Não é uma tarefa fácil para os homens. Não é não! Ainda mais com as rotinas estressantes, dias corridos e cheios de atividades como se tem nos dias atuais. Ai, fica muito mais complicado, pois, se convive mais com os colegas de trabalho, pessoas nos ônibus, amigos e amigas do que com a companheira.

Para todos os que conseguem viver mais tempo com a companheira é possível ir conhecendo e apercebendo detalhes de sua natureza, de suas manias, de suas voltas e rodeios para seus objetivos.

Quando minha esposa começa desnecessariamente querer mudar a casa toda de lugar, é só contar três ou quatro dias para a menstruação chegar.

Quando ela começa a falar, e continua falando, contando e insistindo para que eu fique ali olhando-a falar de tudo e ao mesmo tempo, é sinal de que está a um dia da menstruação. Logo em seguida, os dias ficam irritados, e tudo que se faz é motivo de pelo menos meia hora de reclamação.

4 – Manias de mãe e de mulher. Não adiantam insistir no contrário. As mulheres depois que se tornam mães elas se transformam. Elas mudam! Digo até que a paternidade também. Mas, em menor grau. Elas passam a ser, além de mulheres são as representantes dos desejos dos filhos; elas se transformam em diplomatas das necessidades dos filhos. E como elas são profissionais nestas áreas!

A mulher daqui as vezes fala em códigos, e eu tenho que saber distinguir entre a mãe e a mulher. "Kaio disse que está com vontade de comer carne com aipim” – “Pedro nunca mais comeu uma vaca atolada” – “Sabe a cantada que pai deu hoje? Disse que tá com vontade de comer buchada” – E assim ela vai intermediando as vontades e os desejos de cada um da casa como mãe e mulher. Como mãe, advoga em favor dos filhos. Como mulher quer agradar com os temperos, receitas e guloseimas, com comida, lanches, e realizações de desejos de cada qual. A mãe dá carinho. A mulher dá cuidados.

5 – Não existe receita pronta. Não existe uma receita do sucesso e do casamento feliz. Se o seu relacionamento está passando por uma crise, por dificuldades, e você quer continuar, se pensa que existem razões para continuar, se você consegue visualizar um caminho, uma alternativa: vá! faça! tente!

Saiba que viver um relacionamento duradouro não é fácil. Não é não! Mas, quem opta por viver, e viver bem, chegará a um momento que não se arrependerá de ter optado por ele, apesar das dificuldades e dos problemas e dos dias escuros, e das noites mau dormidas, nem dos fins de semana longos e das semanas intermináveis.

Acho também que se desistem rapidamente dos relacionamentos por não se querer mudar, e as vezes, por esperar muitos anos por mudanças que não vem, nunca se concretizam, apesar das constantes promessas.

É verdade que os índices dos divórcios aumentaram. No entanto, cada dia mais, se encontram meios de se casar, de estar em relacionamento. Há muito mais relacionamentos não registrados, pois, muitos jovens estão optando por viverem juntos sem ir ao cartório oficializar seus relacionamentos exatamente por estes motivos. Existe também informalidade nos casamentos e nos relacionamentos. Por outro lado, oficializar não é garantia de durabilidade nos relacionamento. Há os que vivem pouco depois de oficializados, e há os que vivem muito sem oficialização alguma.

Encontre o seu segredo e tenha um relacionamento duradouro.

Segundo ano de natal. E tudo recomeçou no natal passado.

24 dez

Durante alguns anos eu e minha esposa fomos criticados, muito mais ela, do que eu, em relação a gostar e fazer festas. Ela é assim! Quando não tem uma data especifica ela fazia uma ”festa”, nada tão grandioso. Alias, ela faz festa do que quer e não precisa muito. Este video aqui abaixo representa o que é festa para ela: poder ouvir músicas e dançar. Diz, desde já: “no meu velório, nada de muito choro. Ligue o som e deixa  tocando na sala. É isto que quero!”

Video de Novembro de 2007

E qual era o motivo da festa? A vida! Uma piscina de criança, música e uma pessoa que gosta de dançar. Comida da festa: 1 litro de feijão verde (R$ 6,00 preço atual), filé de frango (R$ 9,70), arroz, farinha, pimenta e meia dúzia de cerveja e 1 litro de refrigerante. Para ela ser feliz e estar feliz é coisa simples e possível e sobretudo, não é preciso de móveis, imóveis, automóveis. Não é necessário riqueza, poder e grandes eventos: basta estar viva e com saúde! Até hoje é criticada por viver assim.

“Assim, você não vai ter nada na vida!”, “Vocês nunca irão ter nada”, “Vão morrer pobres”, ”Como é que se quer viver sempre assim”. São os conselhos e criticas mais comuns. As criticas e as sugestões são sempre neste sentido: ter coisas, ter bens, ter móveis novos, ter casa bonita, ter apartamento bem mobiliado, ter carros, poder viajar e conhecer o mundo … tudo isto listado é muito mais importante do que viver do jeito que se quer viver, e muitas pessoas que assim vivem e exigem dela esta mudança, reclamam da vida que vivem, e do modo como vivem. oras! oras!.

Depois do ano de 2007, raramente tivemos festas nesta casa. Seja ela de qualquer natureza até o final do ano de 2011. Já este ano de 2012 já aconteceu vários momentos assim. Estivemos olhando fotos hoje a tarde. Olhando o antes. Olhando o durante. E estamos vivendo o periodo do “depois”.

Era muito bom antes. Foi muito ruim o durante (2008/2011/12) e agora estamos terminando o primeiro ano do depois. E este “depois” começou em novembro/dezembro de 2011. Este ano nós o vivemos como antes. Não do mesmo jeito, afinal, a falta de chuva tem provocado grandes estragos, mas, ainda tá suportável, e se chegar em um ponto insuportável, ainda existe a possibilidade de imigração…

Este ano começou com duas boas noticias nos primeiros dias. No dia 05 de janeiro é o aniversario de Kátia e de outras pessoas também. No entanto, no dia 05 tivemos o aniversário de Kátia, o resultado da aprovação de Kaio no IFBA, e a aprovação de Pedro na melhor escola de Irecê e ele ganhou uma bolsa integral.

Nos meses seguintes vieram os resultados dos exames laboratoriais e a avaliação médica positiva quanto a situação de Kaio. O baço não precisava ser extraído; o tratamento que o médico havia dito: “vocês não tem condições de pagar” – nem foi necessário. Colocamos na conta de Deus estas mudanças todas em poucos meses. Certamente que creio e aceito intercessão, por meio da oração dos amigos e amigas.

Segundo ano de natal. E tudo recomeçou no natal passado. Por isto, este ano, o nosso natal será igual aos que eram antes. E continuaremos a lutar, orar, interceder para que continue assim, até a consumação dos séculos.

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Se não estiver conseguindo ler, clique na imagem.

Votos de Adão Braga e família!

Eventos do dia 02 de Agosto.

2 ago

Neste dia de hoje, 02/08/2012 aproveito duas coisas distintas para este texto.

1 – O convite para escrever algo para o blog: Pensando em Família; Recebi o convite por e-mail.

O blog é de Norma Emiliano, e assim ela se apresenta no blog:

Norma-N“Olá. Sou Norma Emiliano,Terapeuta de Família. Faço atendimentos clínicos há 17 anos.Tenho paixão pelo que faço. Minhas experiências profissionais constituem a base das minhas reflexões sobre as mudanças ocorridas na sociedade e suas repercussões nos indivíduos, nas relações interpessoais e, principalmente, no interior das famílias. Neste blog, convido o internauta a ler, refletir e a trocar idéias sobre vários assuntos apresentados em poesia, música, experiências e textos que dizem respeito à família”

Eu conheci o blog e a Norma Emiliano faz uns seis meses com a Blogagem Coletiva da Luma Rosa (Amor aos Pedaços). E o que tenho a dizer sobre o blog que faz aniversário no dia nove deste mês, é o seguinte:

Tudo e todas as coisas, eventos, movimentos, pessoas, ação, reação e cada um dos nossos passos, podem ter sido escrito ou não. Eu penso que tudo isto faz parte do grande painel que é a vida e o viver. Certamente que vários conceitos, preceitos, regras e estatutos que ajudavam as famílias estão sendo derrubados, destruídos e caídos. Por outro lado, é bom saber que existem pessoas que insistem em acreditar, e fazer com que o núcleo familiar seja fortalecido.

Normas Emiliano este seu blog, este seu site, este seu intento, esta sua ideia tem meu apoio, incentivo e atenção. Parabéns!

2 – Aniversário de Julie Rossi

É! Hoje é o dia da “minha psi!”. Faz muito tempo que tive contato com ela. Desapareceu a mulher. Nem no blog: Poeiras ao Vento, nem tão pouco no MSN, nem no e-mail.

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Por onde é que anda esta mulher? A aniversariante de hoje? Não sei! Se alguém tiver noticias, ou se, a mesma desejar, comunique-se

Em defesa dos pais inocentes!

1 ago

Na manhã de ontem, o último dia do mês de julho, eu estava na sala calçando os sapatos enquanto minha esposa assistia TV, pois, esperava o início da transmissão dos jogos olímpicos; passava na TV do bispo um telejornal. Só vi apresentadora; e uma delas depois da reportagem da prisão da “gangue dos playboys em São Paulo” ela exclamou:

- Isto é culpa dos pais!

Não é ipsis litteris. Mas, é esta a ideia explicitada: estes jovens escolheram assaltar, sequestrar, serem foras da lei, única e exclusivamente por culpa de seus pais.

Bem! Eu tenho outra opinião. E já expressei no texto anterior, bem como, sei que, os caminhos que os filhos seguem, não são frutos de má educação, não são gerados por que seus pais faltaram com suas obrigações, por que os pais agiram assim e não daquela outra forma. Por que os pais foram frouxos e também por que os pais foram rígidos, também é listado como elemento motivador; revolta por falta de condições sociais; insatisfação com o sistema político; impunidade;

Não é nada simples dizer o que leva certos jovens a agirem e decidirem para o crime. Certamente, os pais, não são os únicos e exclusivos culpados das decisões deles. Eu observo com descrédito estas críticas em que se generaliza qualquer posição. Esta por exemplo, de que, somos nós, os pais, únicos responsáveis por estes desvios é uma delas.

Esforço e trabalho arduamente para fazer com que meus filhos cresçam e saibam decidir pelos valores morais, éticos, políticos, filosóficos, educacionais e outros seguimentos. Outras decisões é de responsabilidades deles, mas, nem por isto, ficam sem minha opinião. Exemplos: se querem ou não seguir uma religião; se namoram ou não; se vão à igreja; se torcem ou não para o São Paulo, Flamengo, Fluminense ou Cruzeiro.

Veja que estou entranhado nas vidas de meus filhos. E sei da influência que exerço sobre cada um deles. Sei que o exemplo de moral, ética e de valores, eu, a mãe, os avós e os tios temos dados. Certamente não será por faltar-lhe exemplos, palavras, acompanhamento, escola, incentivos, proximidade, e outras coisas a serem listadas, contrárias às más condutas, que poderão dizer que seguiram o caminho do crime, da marginalidade, dos crimes, e da desordem. Se seguirem e tomarem tais caminhos, já sabem qual é minha posição sobre o assunto. Se inocentes forem, ajudo-os. Se culpados, espero-os depois de pagarem o que a justiça lhes exigirem.

Tenho certeza que os pais destes jovens rotulados de “A Gang dos Playboys” não são todos e totalmente culpados pelos crimes que os tais cometeram. Sei que existem pais que acobertam, facilitam, protegem, e até vivem de produtos que são frutos de roubo, e de outros ilícitos, mas, isto não é razão suficiente para ajuntarem-nos nesta generalização. Na vida temos que escolher. A vida é feita de decisões.  E cumpre a nós pais, orientar, ajudar, educar, auxiliar nossos filhos a serem aptos a escolher sempre o bom caminho, e decidir a favor dos bons valores tais como: honestidade, legalidade, moralidade, eticidade, espiritualidade, cordialidade, santidade, impessoalidade. etc.

- Todo bandido! Todos os atos criminosos; Todas as coisas erradas que os filhos cometem sejam frutos dos erros apenas e tão somente dos pais!

Existem pais culpados! Sabemos que existem. Mas, dizer que a “Gang dos Playboys” é culpa dos pais? Isto não! Não estamos todos neste bolo, nem neste saco! E por último. Não creio muito nas ideias, conselhos e opiniões de pessoas que sem nunca terem tido filhos, terem criados, ajudados, educados, se instalam como superiores e sabedores do que nunca fizeram.

É como digo para uma parente próxima: você nunca gestou. Você nunca criou. Você nunca se envolveu. Nunca resolveu nada nestas questões. Mas, é a primeira pessoa da família a opinar sobre a educação e as condições ideais para educar estas crianças. Faz assim: tenha os seus!

O que há por trás dos assassinos modernos; ou APOLOGIA AOS VILÕES!

21 jul

Esta semana é da estreia do novo filme do Batman dirigido por Nolan, estrelado por Bale e outros bons atores e atrizes. Até o filme passado, em minha opinião, esta é a melhor história do Homem Morcego no cinema e na televisão. As outros foram sofríveis e serviram mais para manchar as histórias do Batman do que enaltecê-las.

Os dois primeiros: Batman Begin, e o Cavaleiro das Trevas foram muito bem feitos, bem dirigidos e bem construído em histórias, personagens, equipes e aceitação. O ressurgimento foi aguardado e agora que chegou o tão esperado lançamento, a chamada pré-estreia, vem esta notícia de que um atirador solitário invadiu o cinema, atirou, matou, barbarizou, horrorizou a comunidade Aurora, no Colorado. A internet está cheia sobre a notícia.

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Eu penso que o evento – assassinato das pessoas no cinema -na pré-estreia do filme não tem ligação com a ação existente no filme, nem da maldade retratada nos vilões, mas, certamente vai aparecer especialistas em comportamento humano, em sociedade pós-guerra, na comunidade globalizada, e irão criar uma ligação, encontrar um elo, achar um resquício para dizer que os vilões, as cenas de violência no filme foi o que impulsionou o jovem a agir da maneira que agiu.

Menos especialistas. Menos! Achem outra relação social; encontre ai na comunidade regional para estudar o que é que tem feito estas pessoas agirem assim, afinal, Aurora, não é tão longe de Colombine onde aconteceu evento semelhante em 1999.

O perfil dos atiradores confunde os especialistas, ou então, os especialistas estão, sabe-se lá porque, ocultando a verdade de nós todos. O que tenho visto nestes assassinos modernos é um perfil (in)comum: desejos assassinos, pessoas que independentemente de influências externas, tem o desejo de matar, aniquilar, horrorizar, ficar na história como são: assassinos, ruins, malvados, criminosos, e o pior, com acesso a todo tipo de meios para realizarem suas sanhas assassinas.

São jovens que estudam, estão socialmente incluídos, participam de igrejas, escolas, reuniões. Conversam com pastores, professores, pais, amigos, autoridades e conseguem, pois são inteligentes e sabem como camuflar suas ideias e vontades, suas verdadeiras intenções. São pessoas perigosas e estão entre nós, e convivendo com nossos filhos.

Na atual situação, tenho é temor de que meu filho seja um destas criaturas; como é que poderemos ter certeza? Eu já não mais tenho estas certezas. Fui educado e aprendi que a educação, o exemplo, a vida em comunidade, os valores morais, os valores éticos, os valores espirituais, religiosos, os princípios e nortes dos direitos e dos deveres eram capazes de transformar-nos em pessoas melhores.

Estes assassinos que tem surgido nas últimas décadas tem provocado em mim estes questionamentos. O que é que está fora dos trilhos? O que é que está transformando estas pessoas instruídas, educadas, protegidas pelas leis da democracia agirem tal qual os homens bombas? O que é que está levando estas pessoas, aparentemente normais, explodirem em ódio, rancor, atrocidades, delinquência, assassinatos, destruição?

Não foi o filme do Batman: O cavaleiro das trevas ressurge! E por que digo que não? Enquanto o filme estava sendo produzido, o James Holmes estava montando seu arsenal; enquanto atores e atrizes estavam nos sets de filmagens, James Holmes estava comprando armas, estocando munição. Certamente há algo de errado em nosso meio. E não é o trabalho artístico cinematográfico em retratar esta realidade; será o cinema quem impulsiona o mal, ou é a arte cinematográfica quem retrata a maldade existente?

Alguns veem um conjunto de erros tais como: filhos abandonados em casas com TV, acesso a internet, diversão constante, pais sem interação com os filhos, liberdade, falta de diálogo, falta de exemplos morais, leis frouxas e de proteção aos menores e não de controle social; alguns especialistas veem até a música que se ouve como integrante da formação destes assassinos; certamente, algum dia quem sabe, a posição de sentar no vaso sanitário também terá sua contribuição para a formação assassinica dos tais.

Pode ser que sim? Pode! Mas, e como explicar por exemplo, pessoas do passado que agiram semelhantemente, e não tinham, videogames, não tinham cinema, não tinham TV, tinha uma educação rígida, tinha controle social, educação moral, ética, religiosa… e mesmo assim, agiram de forma assassina, destruidora, massacrante?

Quantos milhões de humanos estamos sob a mesma influência, meio, condições e não agimos tal qual a eles? Como e por que tais mentes se sentem superiores a ponto de quererem promover a seleção natural, agirem como os deuses antigos das mais diversas mitologias: matando, exterminando, extirpando a bel-prazer; deuses que eles mesmo condenam e dizem não existir.

O que existe, e que é subestimado por esta cultura atual, é a entidade do MAL. Existe “algo invisível” a nós, e que age, nestas mentes fracas. Existe “um ser malévolo”, maquinando e agindo entre nós. Existe o mal, não uma generalidade, não uma ficção, não uma imaginação, existe como uma persona, uma essência, uma energia. É este mal que age com estas pessoas; e contra este tipo de mal, a educação moral, ética, cientifica não tem poder, e pelo visto, nem também as forças humanas tem conseguido.

Como é que iremos resolver estas questões? Como é que iremos lutar e convencer e vencer estas mentes e estas entidades que conseguem fazer estes jovens viverem e agirem como estão agindo? Espero que encontremos uma solução, pois, ou estamos à mercê destas criaturas, ou, estaremos entre as vítimas deles, e penso, ser pior tanto quanto: sermos pais e mães de tais criaturas.

Eu observo que já existe nas comunidades, nas redes sociais, o que eu denominei de APOLOGIA AOS VILÕES. É mais fácil encontrar comunidades de admiradores do Coringa do que do Batman; é mais fácil encontrar gente dizendo que ama o Lex Luthor do que o Super-man; é mais fácil encontrar pessoas repetindo as gozações e palavras do Duende Verde do que do Homem Aranha; e por ai vai!

Uma vez eu criei uma ligação com o Lex Luthor, e foi ai, que eu passei a questionar esta cultura, esta apologia aos vilões, e mudei de ideia e de comportamento. Isto não é uma atitude sã, de uma mente saudável. E é esta sociedade que estamos vendo aqui, ali, lá e acolá; tem-se “achado” isto muito normal, quando normal, não é!

  • Como é que se ama, adora, é fã de uma criatura como o Coringa? Que nas HQs é uma criatura perversa, má, descontrolada, assassina, psicopata?
  • Como é que se ama, adora uma personagem como Lex Luthor, que por amor e desejo de poder matou o pai, que financia o terrorismo, faz parte da liga do mal, para ser contra a Liga da Justiça?
  • Como é que se quer um mundo melhor amando os vilões e bandidos?

Mas, esta é outra banda desta situação. Uma situação aponta para uma doença: amor ao mal; a outra aponta para uma realidade ignorada: o mal existe e opera de forma diferente entre nós. Uns acham a maldade dos vilões bonita; e outros a praticam para serem iguais aos mesmos, para espanto de todos nós. Depois do mal ocorrido, tudo está ligado ao fato. Veja esta descrição abaixo:

Sou um reclamão que escreve sobre tudo; o que vejo, o que leio, o ouço e o que assista, rock, MPB, quadrinhos, bíblia, programação, internet, revistas, jornais, sites, blogs e também: alguns poetas. Leio e escrevo demais. Woody, C. Nolan, Scorsese, Bergman, Hitchcock e Welles. Assisto séries desde a década de 90: Gosto de Arquivo X, 24 Horas, Lost, SobreNatural, Grimm, CSI, Bones, Fringie; No mundo dos games: Quake, Half Life, Doom, Wolfenstein, … por ai,

Porque o espanto? Isto, também é uma lista de um psicótico que a qualquer momento pode sair por ai atirando nas pessoas. Mas, por enquanto, falta cartão de crédito e dinheiro para comprar meu arsenal; Estamos todos na lista do mal.

Fiz 44 anos. Ainda não estou nem na metade do tanto de anos que desejo viver.

7 jul

Hoje 07/07/2012 é meu aniversário. Fiz 44 anos. Ainda não estou nem na metade do tanto de anos que desejo viver, no entanto, já tenho muitas histórias a contar. Tenho muitas pessoas intrinsicamente ligadas a minha história e também entranhadas em minha intimidade.

Pessoas de longe que diz o seguinte a meu respeito: “Nunca nos vimos, nunca nos olhamos nos olhos, mas posso dizer que somos amigos e que dividimos momentos significativos e marcantes de nossas vidas… E hoje meu desejo é que seja um dia festa la em Irecê… Com todos os paparicos que a Katia e filhos sabem proporcionar…”Sarah Rubia.

Meu aniversário este ano não foi como em anos passados. Foi como sempre tive: quieto, sereno, sossegado, livro. Além de Sarah, somente um amigo esteve comigo. Me chegou aqui logo cedo. Trouxe comidas próprias para este diabético aniversariante. Meu sogro foi quem me chamou para a comemoração na casa dele. E lá estavam minhas cunhadas e sogra.

Tenho diversas lembranças desde que nasci e me entendo por gente. Em 2011 minha mãe admirou eu ter lembranças de um funeral que aconteceu lá em casa. Eu só não sabia quem era. Eu tenho muitas lembranças da infância, da juventude, da mocidade, e de  tudo mais. Então vamos às estatísticas destes 44 anos.

  • De 1976 até 1986 eu aprendi a ler, escrever e me formei em técnico contábil;
  • De 1985 até 2003 eu fui cristão da IASD;
  • De 1988 até 1993 estudei Teologia no IAENE;
  • Em 1994 casei;
  • Em 1995 Kaio nasceu;
  • De janeiro de 1996 a Fevereiro de 1997 moramos em Serra dos Aimorés e em Nanuque;
  • Em abril de 1997 voltamos para Irecê;
  • Entre 1997 e 2001 trabalhei na Cavalvanti Computadores;
  • Em outubro de 2000 Pedro Henrique nasceu;
  • A partir de 1999 até 2006 trabalhei na Holistica;
  • A partir de 2007 passei a dar aulas na Cursotec;
  • Em 2006 Kátia teve problemas de coluna;
  • A partir do final de 2007 passamos a enfrentar o Linfoma em Kaio;
  • Em 2010 a diabete hereditária se apresentou a mim;
  • Em abril de 2011 voltei aos estudos. Estou cursando Informática no IFBA;
  • Em 2012 recebemos a alta médica.

Neste período estive cercado de pessoas amigas. Este ano de 2012 tem sido o melhor ano desde a muitos anos. E este meu aniversário de 2012 foi assim maravilhoso. Fiz minhas avaliações. Não espero que meus dias sejam sem problemas. Não desejo dias descomplicados. Desejo ter forças para enfrentar e suportar tudo que vier pela frente. Desejo ter e contar com todas estas pessoas que até aqui contribuíram com minha existência. Pessoas aqui, ao esticar de um braço, de andar alguns minutos e estar junto a elas, e também pessoas que estão a distância de um clique do mouse, e das lentes da webcam. (Só uma pessoa aparece em minha webcam).

Obrigado a todos que contribuíram e fez com que meus dias de aniversários e os demais dias fossem o que foram e o que tem sido. Sem a amizade de todos certamente meus dias não seriam, e não teriam sido como foram. Vocês todos e todas mudaram e participaram destes dias  todos. Estiveram comigo na alegria e na tristeza, e certamente mais na pobreza (finanças evidente) e na riqueza de vossas mentes, na saúde de vossa fé, na contrição, na esperança, no amor, na expectativa de dias de alta médica. Vocês estiveram comigo. E eu sou feliz por isto!

Obrigado por estarem comigo nestes dias  todos.

     

Os problemas existem, mas, nenhum sem solução

27 mar

A vida é dura pra quem é mole.

Você já deve ter lido esta frase em algum lugar. Talvez em um para-choque de caminhão. Quem sabe uma imagem nas redes sociais. Para minha amiga Iara Alencar, @iarana no twitter, tem até moda de viola, pois sei que alguém da família dela ama certos tipos de músicas, bem características. Pois bem, a música de Zé Mulato e Cassiano (Amigo Fred conhece também), tem uma música com o referido título: A vida é dura pra quem é mole, a vida é mole para quem é duro!

Nesse mundo os problemas existem
mas nenhum deles sem solução
por pior que agente esteja
sempre pode ajudar um irmão
não adianta viver reclamando
nem chorar o aperto da cinta
vai enfrenta o diabo de pé
será que não é feio como se pinta

Desde dias finais dos anos de 2005/2006 que nossa família vem sofrendo diversos reverses. Não foi fácil não! Nós sabíamos que não seria fácil e as vezes perguntávamos, por que é que estavam tão difícil. No inicio estávamos sós. Sem que amigos e familiares soubessem o que, e do que padecíamos. Por vezes me zangava com pessoas que viam nos consolar com palavras do tipo: “ah! tem tantas pessoas em situação pior do que a de vocês”. Uma parente até nos disse: “Vocês não sabem o que é sofrimento”.

Eu, e minha esposa não aceitamos esta comparação. Não aceitamos o nivelamento pela miséria alheia. Em hipótese alguma aceitamos que devíamos estar satisfeitos, neste particular, consolar-nos com outros em situações piores. É muito baixo este nível. Não queremos sofrer, e não aceitamos fazer comparações do tipo. É o nivelamento pelo grau da miséria que nos abate. Credo!

LORDOSE LOMBAR e CIFOSE. Devido as dores que eu sentia em 2005/2006 pedi afastamento da empresa onde trabalhei por sete anos, a Holística. Estou até hoje nestas condições. As vezes, nem consigo andar. Fico em casa. Mas, a situação está sob controle. Findou este período meu, tive os anos 2006/2007 com a esposa em estado indecifrável. Passou muito tempo sem saber o que a acometia. E tudo começou no dia após o aniversário de Kaio em 2006. Fortes dores de cabeça. Paralisia das pernas. Tremura. Desmaios. Uma série de sintomas sem nenhuma ligação aparente. Fez tratamento diversos. Acreditem, só melhorou depois de muitas sessões de RPG e pilates. Ai, começou outra série. Esta que vocês já sabem.

2012: o ano do fim do mundo.

Dizem por ai, que este é o último ano. Que este é ano do fim. Eu não creio não! Eu tenho outras crenças escatológicas, cataclísmica, apocalíptica e de extermínio geral. Seja como for, nosso sofrimento com todos estes problemas de saúde, este ano de 2012: CESSARAM!

Nós não chegamos aqui só. Saímos sós. Estivemos sós. Não solitários. Travamos várias batalhas sozinhos. Só nós. Mas, a partir de certo momento, a partir de certo ponto do caminho, nossos caminhos, nós vimos assim, estavam interligados com inúmeros outros caminhos, e dezenas, centenas, milhares de caminhos começaram a estar interligados e em congruências e intersecções com nossos caminhos. Estes caminhos não estavam ali ao acaso. Foram previamente, providencialmente interconecta-os. Para nós, eles foram prescientemente interligados por motivos para nós desconhecidos.

O que me levou ao blog e como foi que cheguei ao Blog de Veridiana Serpa? Como foi e porque motivos conheci o blog e a pessoa de Beth Santana? Também não sei! E por que motivos soube e conheci tantas outras pessoas na internet? O blog de Luma Rosa? Quem mais? E as pessoas da família da Médica Frustrada (Leticia, David)? Estes são alguns exemplos. Há pessoas que estiveram juntos a nós e que pediram: nunca faça citação a nós, e que vocês jamais saberão que são.

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Gente! Meu filho recebeu alta médica anual. Era o que esperávamos em setembro do ano passado, quando escrevi Consolo em Guerreiro Menino. Eu ainda choro em ler o texto e lembrar da dor que senti naquela manhã. Foi dolorido. Permaneceu dolorido por vários dias. Os últimos exames apontaram para a ausência de elementos agressivos. Os exames de imagens revelaram que não há nada mais nos lugares que haviam. Os exames de sangue estão normais. Todos os números e nomes estranhos que vem nos tais exames estão normais.

Agradecimentos especiais a todos vocês que ajudaram. Os que oraram. Os que levaram o nome de nossa família para as correntes e círculos de oração. A você, que me escreveu em 12 de setembro de 2011 estas palavras:

“Tenho orado mto por vcs e tenho certeza q Deus em sua infinita misericórdia está preparando algo de maravilhoso na vida de todos vcs. Força e Vitória , essa música nos traz gde alento nas horas difíceis. Fiquem na paz e no amor de Jesus.”

Coloco o destaque em azul, com todo o significado e a profundidade que a cor representa. Foram seis meses de momentos difíceis. Momentos complicados. De indecisões e de decisões. Orações. Fé. Dedicação. Ação. Aceitação.

Este ano de 2012 está sendo o melhor ano dos últimos dez anos. Se ele fosse acabar, tenham esta certeza, estaria acabando com nossa vitória. E nós desejamos intensamente que outras famílias também passem por estes dias de alegria, “transbordação”, efusão, magnificências, esplendor. Ainda que seja por instantes, mas que tenham!

A todos que oraram conosco: AMÉM! A todos que além de orarem se empenharam agradecimentos, beijos, abraços, ágape, laços ternos do amor divino cubram todos vocês. Estamos muito felizes estes dias, e você contribuiu. Muito obrigado.

Vergonha é roubar e não poder carregar!

3 fev

Desde criança, nas ruas, nos caminhos, nos terrenos baldios da Vila Esperança, bairro onde nasci e cresci na maravilhosa Nanuque, em Minas Gerais que ouvia e dizia repetidamente este ditado português:

- Vergonha é roubar e não poder carregar.

Nunca me importei em procurar saber o que realmente queria dizer tais palavras. Mas, será que tem necessidade de explicar? Pelo sentido da palavra não! Mas, pelo sentido moral sim. A frase é categórica em afirmar que se roubar e poder carregar, não existe motivo nenhum para se envergonhar. Ou seja, ainda que faça algo errado, mas, se ninguém souber que foi você quem fez nada de vergonha, nada de consciência pesada, nada de cobranças.

Acontece que milhares de pessoas não mais sentem vergonha de serem pegos com a mão na botija. Não se envergonha mais de roubarem e não conseguirem carregar. E, os valores estão hoje tão às avessas que tem se a impressão que errado é quem tem vergonha até de roubar, e não somente de não poder carregar.

E digo isto por que, nas duas últimas semanas tenho “sofrido” com ideia que tenho, de que cada pessoa tem a liberdade de ser, e tem a liberdade de viver como quer e como pode.

Não me faz vergonha se você usa drogas. Não faz vergonha se você se prostitue. Não me envergonha se você é do PT. Não me envergonha se você votou em Lula. Não me envergonha se você votou em Dilma. Não me envergonha se você defende os ministros corruptos do governo. Não me envergonha se você pensa que os maconheiros da USP tinham razão. Não me envergonha se você foi contra a desocupação da Cracolândia. Não me envergonha se você é contra a desocupação do Pinheirinho. Não me envergonha se você gostar do BBB. Não me envergonha você ouvir Michel Teló, Adele, Kiss, AC/DC, Pink Floyd, Leandro, Ch&X, Vitor & Léo… não me envergonha você beber até cair, falar besteiras, sair mijado de uma festa, cair na rua, perder a noção de onde está, e de com quem está falando… isto é, se você não sente vergonha por você, de si mesmo, por que eu teria? Não há motivo! Em suma: eu não me envergonho se você faz o que faz, sem sentir-se envergonhado.

Não me incomoda o seu jeito de ser, vestir, falar, andar, estar, pensar, opinar, ir, vir, defender, maldizer, xingar, orar, bendizer, louvar, meditar, beber, comer, peidar, cagar, estar doente, com diarreia… Etc. E vou adiante. Quando fui casar ouvi pelo menos duas opiniões desconfortáveis:

1) – Ela não é mulher para você! Você merecia mulher melhor.

2) – É! É verdade! Quem ama o feio bonito lhe parece!

Quem disse a primeira frase, não me soube explicar quais os critérios da eleição de mulher melhor para mim. Não soube dizer para mim, quais critérios eu deveria listar para ter escolhido mulher melhor. Se mais bonita. Se mais alta. Se mais magra. Se mais inteligente. Se menos faladeira. … Nada! Não sei! Só acho que você merece coisa melhor.

A segunda frase foi dita num contexto em que não me foi ofensiva, nem desmerecedor. A pessoa quis até justificar. Olha! Eu quero dizer que o importante é o amor. E que quem ama, ainda que outras pessoas digam que é feio, o amor, modifica as coisas, e faz a gente melhor. … Etc. Verdade é que estas pessoas não sentiram vergonha em agir assim comigo. Porque eu devo sentir vergonha por elas serem assim: intrometidas, enxeridas, inconvenientes, sem noção de certos valores e conceitos.

Em minha visão, em minha cosmovisão, em minha mundividência penso que cada pessoa tem saber lidar consigo mesmo, e saber se colocar nos lugares e nos meios de acordo com o que tem e o que pode oferecer. Existem certas posições, certas opiniões que são vexatórias, no entanto, se a pessoa não sente isto, o que é que eu posso fazer? Sentir vergonha por ela? Sim! Pode existir este negócio de vergonha alheia, porém, penso que não se aplica a muitos casos. Exemplos:

1 – Escrever palavras erradas: conheço várias pessoas que escrevem errado. Não só trocam ç, x, s, ss, z, etc. Escrevem palavras simples erradas. Não sabem escrever corretamente. E algumas destas pessoas têm formação acadêmica, tem diploma dependurado onde trabalham, outras são famosas, importantes, poderosas. Isto, ainda que possa ser vergonhoso para quem estudou não me traz vergonha, se a pessoa que escreve, sabe e não se envergonha.

2 – Falar palavras erradas: Às vezes, certas pessoas falam errado, e não falam errado por querer falar errado!  Falam errado por não conseguir falar de outra maneira. Tem pessoas que vão crescer falando ELADO e escrevendo ERRADO. O importante é reconhecer nas pessoas tais circunstâncias. E isto não me envergonha. Não sinto vergonha de minha esposa que fala Fossi, afinal, um amigo, terminando o doutorado em Administração Pública também fala: FOSSI. Bem como, muitas pessoas aqui em Irecê chama minha esposa de KAITA, e fala RAIDO, OIDIO, BURRALIDADE, … não tenho vergonha disto, porque são regionalismos, são maneiras de se falar, e não tem gramático, nem fonoaudiólogo neste mundo que consiga mudar esta realidade.Mas, tem quem não fale assim, e tenha vergonha de quem assim fala.

3 – Ter opinião: Algumas pessoas tem vergonha de mim. Outras têm vergonha de minha esposa. E o motivo é simples: nós expressamos nossas opiniões. Ainda que estas opiniões vão de encontro a sua fé, a sua posição política, a sua classe social, sua profissão, sua família, seu grupo de estudos… tão importante quanto tudo isto, é eu ter minha opinião, e dela só abrir mão, abdicar se encontrar outra que se adapte melhor a nossa filosofia de vida.

Esta é a minha dificuldade. Não sentir vergonha de você! Ainda que você seja branca cheia de pintas; não ter estudado e formado em pedagogia, nem ter concluído o ensino médio; não tenho vergonha de sua posição política; não tenho vergonha de sua aparência; não tenho vergonha de suas roupas; não tenho vergonha de suas danças; não tenho vergonha de sua risada… E sim, você pode interpretar errado o que eu penso. Eu também não sentirei vergonha disto! Afinal, vergonha é roubar e não poder carregar. Não estou roubando. E se eu roubei, eu carreguei, e carregarei sempre!

E não tenho vergonha de ser mal interpretado, mal compreendido, mal entendido, mal julgado, mal executado, maldito, malediciciado…etc.

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