Arquivos | Alma masculina RSS feed for this section

A família e os impactos tecnológicos

17 mai

A família e os impactos tecnológicos é o tema para analise, reflexão e textos proposto por Norma Emiliano do Blog Pensando em Família. Agradecimento à Luma que também está participando. É só clicar aqui!

Aqui é tudo conectado e todos somos dependes da tecnologia. Kaio e Pedro são nativos digitais. Kaio é mais ativo e sabe muito sobre as interconexões de redes, aparelhos, mensagens, compartilhamentos. Parece que todos os aparelhos da casa lhes prestam obediência. Do quarto dele ele controla o som, a televisão e o videogame.

Nossa família vive com a tecnologia e dos serviços que a tecnologia oferece. Eu trabalho com informática e instalo, configuro, manuseio, ensino, compartilho informações sobre tecnologia. Kaio também já ganha dinheiro com configurações, downloads, instalações, e até assessoria técnica.

Nossa família usa a tecnologia como meio de renda e também, a tecnologia nos permite lazer. Música, filmes e séries tem seus destaques. Agora, enquanto escrevo, ouço a música que toca no quarto de Kaio. Não tem volume suficiente que incomodar e tornou-se hábito, segundo ele, depois que ficava ouvindo o bip-bip da sala de cirurgia.

Música é algo indispensável aqui em casa. Todos os dias ouvimos músicas e para tanto, existem diversos meios. O som no quarto de Kaio é ligado ao PC dele. Na TV da sala existe um HD com pelo menos 35.000 músicas de todos os tipos, letras, bandas, solos, novas, antigas, estilos. Com alguns toques no controle e pronto. Quanto há festas, usa se o Notebook de Kátia conectado ao som que fica no quarto de Kaio. Música para todos os gostos. Outro dia, uma amiga nos viu dançando ao som de Nelson Rodrigues e uns forrós. Eu não sei dançar. Sim! Ela nos viu pela webcam. Outro impacto.

Pedro Henrique também se utiliza da tecnologia. Tem um PC. Tem um celular, presente de meu amigo Dezin. Com este celular, carrega PDF, trabalhos da escola, conecta-se a rede sem fio, envia-me email do tipo: “Pai, imprime o trabalho que te enviei” – “Pai! Preciso de cartolina, lápis de cor, e o livro de Machado de Assis”.

Kátia usa da tecnologia o básico. A tv para ver novelas, noticias, programas que ela gosta do tipo: entretenimento, musicais, informativos, receitas, festas, celebridades. Para ouvir músicas ela tem uma caixa de som portátil que pode tocar músicas com autonomia de bateria de até duas horas. Rádio tem pelo menos três e tem hora para ser ligado: das 11:30 até as 14:30 – Hora do almoço. Quando não, toca-se muito o Rei do Baião, Luiz Gonzaga. Meu sogro adora!

Quanto a mim! Bem, eu ganho algum dinheiro, para fazer algumas tecnologias funcionarem, e muito mais dinheiro, quando os aparelhos tecnológicos não funcionam. Outro meio de renda, é a desinformação tecnológica. Alguns colegas reclamam de pessoas que não lidam bem com a tecnologia. Eu porém digo: “Não falem de meus clientes mais assíduos”. Afinal, são as pessoas que, por faltar tato tecnológicos,  que melhor pagam para aprender a usar, manipular, consertar, entender.

A tecnologia em minha família é uma coisa. E como todas as coisas, nós as usamos para gerar bem estar, produzir satisfação, e sobre tudo, termos tempo para nós mesmos. Por aqui, tem hora de todos estarem na mesa para o almoço, motivos para ir a um restaurante, sairmos. Por meio da tecnologia, por exemplo, a jornada de trabalho de Kátia é menos bruta, menos estressante por meio da máquina de lavar, do processador que tritura, corta, rala; da batedeira de massas, da geladeira, do fogão.

Nesta última quarta-feira, 15/05, dia internacional das famílias, enquanto estava no campus do IFBA estudando, Kátia e Pedro foram à praça de alimentação curtir um cinema 3D itinerante. Eles voltaram encantados com os breves minutos que estiveram no interior do referido cinema. Contaram coisas incríveis que viram. Uma pena que é caro: R$ 5,00 por poucos minutos. Mas, vejo ai, o impacto da tecnologia nas famílias.

O objetivo da tecnologia é permitir que usemos menos nossos meios físicos, sejam eles: músculos e mentais, para que produzamos mais, com menos tempo, e tenhamos tempo, exatamente para dedicar à família e outras atividades familiares. Nas grandes cidades, nem sempre isto funciona. Se passa muito tempo indo de um lugar para outro, viaja-se muitos quilômetros para trabalhar, estudar, deslocar. Mas, ainda assim, a tecnologia tem impacto positivo nas famílias. Tempos atrás, muitas pessoas simplesmente não poderiam ir trabalhar, por exemplo, a 40 quilômetros de distância, pois, não havia tecnologia suficiente para transpor a distância, e encurtar o tempo. Hoje existe.

Os impactos tecnológicos sobre as famílias são mais positivos do que negativos. Mas, como tudo, existem aqueles que extrapolam, usam em demasia, e a tecnologia se torna um mau, tanto quanto, abusar de todas as coisas boas, se torna um mau em si.

Aqui em casa, o impacto foi positivo, e eu dependo cada dia mais dela, e os impactos são enormes.

Finalizando com uma piada:

Ontem, minha esposa e eu estávamos sentados na sala, falando das muitas coisas da vida. Estávamos falando de viver ou morrer. Eu lhe disse:

“Nunca me deixe viver em estado vegetativo, dependendo de uma máquina e de líquidos. Se você me vir nesse estado, desligue tudo o que me mantém vivo, sim?”.

Você acredita que a vaca levantou, desligou a televisão e jogou minha cerveja fora?

Quando as metades de nossos pais se separam ou se unem?

24 mar

Biologicamente somos formados por 23 pares de cromossomos sendo que último par  são os “cromossomos sexuais, de morfologia diferente entre si, que recebem o nome de X e Y. No sexo feminino existem dois cromossomos X e no masculino existem um cromossomo X e um Y” – Virtual EpM 

Eu e J. Apócrifo estruturamos umas ideias em torno de uma ficção sobre isto ai, em que há uma grande conspiração universal terreal para obter tais elementos no sangue do filho do Espirito Santo, onde reside a imortalidade e ou elementos químicos interessantes para a reprodução em laboratório de criaturas com características do Espirito Santo, afinal, se nasceu menino é o elemento X e Y estão presente … por ai. Tá lá o primeiro volume no Amazon.

O texto não é sobre isto. É sobre pais, heranças genéticas e outras heranças.

É muito comum ouvirmos nas famílias frases do tipo: “isto é da mãe”, “igualzinho ao pai”; “os avós dele é que eram assim”; “as mesmas traquinagens de quando o pai era desta idade”. Evidente que estas características não vieram nos genes. Não são transmitidos pelos cromossomos. Comportamento não!

Hoje! Com meus quarenta e poucos anos de idade, sou capaz de fazer algumas distinções comportamentais em mim e até atribuo certas características de ação e atitudes a herança de meu pai, outras no entanto, observo seria atitudes e modos de ação de minha mãe.

As vezes até ameaço meus filhos e esposa com frases do tipo: “não provoque a parte ruim de meu pai que existe em mim.” – Mas, eles desconhece este lado até perverso de meu velho pai. É um lado obscuro; Frio; Melancólico; Que é capaz de permanecer hibernado; remoendo mágoas;  abandonar e esquecer; ignorar e olhar seja quem for implorar por ajuda, e nada fazer. Deixar de lado, e mesmo com dor no coração, jamais procurar novamente.

Feio isto não é? Vergonhoso para muitos. Mas, sei que existe isto em mim. São características emocionais, comportamentais, heranças do convívio  que trago, que trazemos de nossos ancestrais. Alguns podem sentir orgulhosos do lado maravilhoso, e vergonhoso pelo que é capaz de fazer de ruim, de sombrio, de tórrido, de traiçoeiro, de malévolo. Mas, somos assim: humanos transferindo seus círculos, suas maneiras a seus filhos, seus netos.

De meu pai há heranças boas e ruins. Mas, normalmente somos levados, as vezes, a crer que tudo de bom vem da mãe, e o lado ruim do pai, perpetuando o maniqueísmo: pai =  mal; maldades e a mãe = boa; bondade. Que os homens representam o mal e as mulheres criaturas divinas aprisionadas pelos agentes das trevas. – Jamais vou deixar de lembrar da Clarissa nestes momentos  – Quiçá tenha oito. Bem e mau de ambos. 

Eu tenho os quatro lados em mim. O lado bom e o mal de meu pai. O bom e o mal de minha mãe. E ambos são bem definidos. O lado mal materno chega a pervertida situação de demonstrar-se ser vítima de inescrupulosa injustiça, quando, nem sempre é.

Este texto nasce de algo corriqueiro e trivial. Eu e minha esposa estamos em casa. Não há outras pessoas aqui a não ser eu e ela. Estávamos conversando e ao mesmo tempo vendo TV e eu também estou usando o computador para outras atividades. Eu sei que é uma confissão desastrosa e desanimadora para todas as pessoas que pensam que os casais, quando tem tempo para ficar só, aproveitam para fazer sexo intenso.

A TV está ligada e minha esposa mudou o canal, sei lá para onde. O que sei é que estava passando Gilberto Gil com um trio de mulheres cegas cantoras. Elas contavam a história delas intercalado das mesmas cantando. Para muitos, isto é um programa de cultura popular e que deveria eu estar interessado por isto, mas, não! Não estou, por que acho que não é interessante. Não vejo interesse na história, nas senhoras, que são irmãs, cegas e cantoras. Muito menos pelo Gilberto Gil. Pois bem! Ela deixou no canal e foi para a cozinha pegar o quiabo. Eu reclamei da programação da TV o que ela disse que queria acompanhar a história das mulheres. Tudo bem! Ela tem o direito de querer e ver o programa que quiser.

Peguei os fones de ouvido, fiz uma seleção de músicas estrangeiras, e doravante, nem programa de TV tão pouco as conversas que estávamos mantendo mais me interessam.

Agora é ela lá na TV e eu aqui no PC com os textos e o lado ruim de meu pai: ignorar e não dar atenção; bem como o lado ruim de mamãe: quem mandou optar pelo que me desagrada. Ela tem direito de querer ver o programa e, eu, de não querer. Ela quer. Eñtão que veja! Eu não quero, não vejo! Faço outras coisas, oras!

Viu ai? Até a culpa se transfere para o outro lado. Se assim ajo, não é porque sou mal, mas, sim por que ela escolheu errado, e provocou em mim ações torpes. A culpada é ela e não minhas heranças, desejos, vontades, educação, exemplos herdados. Mas, já terminei o texto e vou ali, adular minha esposa que está em dias de “Chapeuzinho vermelho”. – Esse lado de cuidado, é meu mesmo. Quem sabe uma parte de minha mãe. Talvez, uma parte de meu pai!

O que te faz sentir-se bem, alegre e feliz?

10 fev

Estar alegre, sorridente, de bem com a vida, satisfeito, realiazidado (que é uma demonstração externa) é sem dúvidas, uma demonstração, quiçá, a melhor forma de demonstrar ou revelar-se feliz. Isto é uma variavel! E assim, significa dizer que cada pessoa, em certas circunstâncias sente e demonstra.

O que é que te faz sentir-se bem, alegre e feliz? Depende de sua idade, circunstâncias, realidade, e momentos. Quando jovem, isto é, entre 12 a 16 anos o que me fazia sentir-se assim, era idealizar entrar em alguma residência de gente rica e influente.  Abaixo uma imagem do Google Maps que destaco uma piscina que meu pai construiu, nos anos oitenta, talvez 1981/1982.

Imagem 001

Nesta época, quando eu tinha uns 15/16 anos a minha satisfação era entrar em casa de gente rica e influente. Esta piscina, por exemplo, foi contruída na residência de um dos fazendeiros mais ricos e influentes da região de Nanuque da década de 80. A dona da casa, exigiu mudanças na planta e meu pai fez tudo como ela solicitou. Elevou a piscina.

Esta piscina, foi na época, a primeira e única piscina suspensa por pilares e colunas. Abaixo dela é possível entrar carros do tamanho de toyotas e F10, Silverados, e pequenos caminhões. Ter um pai que construia casas e mansões, entrar nestes recintos, saber o que os ricos e poderosos tinha e usavam, me fazia sentir feliz, alegre, satisfeito, e realizado naquela década de 80; mas, não só isto! Eu me sentia feliz, alegre, satisfeito, contente com músicas, ouvir e acompanhar os grandes sucessos pela rádio Mundial, saber as matéria da oitava série, ser o primeiro e o melhor   aluno destaque do primeiro ano B no colégio Alpheu Melgaço. Isto me fazia sentir-se bem, imporatnte, alegre, satisfeito, feliz!

Os anos passaram. Estamos no terceiro ano da segunda década deste século e também,  o 13º ano deste milênio (2000/3000). O que é que me faz sentir-se como antes? Não muito diferente, vejamos!

Tenho contato com pessoas importantes, ricas, influentes da cidade de Irecê e da região e sou, um quase desconhecido na terra em que nasci. Isto (entrar e conhecer as residências de pessoas conhecidas, famosas, ricas e importantes), não me é uma medida de sucesso, satisfação, alegria e felicidade. Não mais!

Confesso que a companhia e o ambiente com estas pessoas me faz sentir especial. No entanto, o que me faz sentir-me bem, alegre, satisfeito, feliz é o que sou como pessoa, os valores e as conquistas que tenho! Ser o que sou!! Carregar a bagagem socio-cultural; ter e poder manter os valores socio, espiritual, moral, e ético de minha educação, seja ela familiar, escolar e socio cultural que a comunidade da Vila Esperança em Nanuque, Minas Gerais conseguiram transferir e impregnar em mim.  Isto me faz hoje, sentir-me bem, alegre, satisfeito, contente, feliz.

Há pessoas que associam minha pessoa, o trabalho que faço, e o modo como vivo com os valores que carrego. “Pode entregar! É de confiança”; “Ele fará o que for necessário e possível para resolver o problema”; “Se ele dizer: não tem jeito a não ser comprar peças e substituir isto e aquilo… é que não há outra solução possível”.

A satisfação, a alegria, e a felicidade de uma pessoa pode estar ligada a vários item e fatores. Pode ser de valores morais, éticos, espirituais; até o profissional, também o sucesso, fama e riqueza seja lá o que for …  Imagem 002

O que te faz sentir-se bem, alegre e feliz?

Segredos de um casamento duradouro.

26 dez

Faz alguns dias se noticiou os números recordes de divórcios depois da aprovação da nova lei. (Divórcios no Brasil cresce mais de 40% em um ano). As vezes, algumas pessoas acham estranho que estejamos a tanto tempo juntos, e já, se parece estranho casais com muitos anos casados.

Nas escolas alguns amiguinhos de Pedro e de Kaio falam: “os pais deles moram na mesma casa!”. Outros comentários vão no sentido da realidade deles: “meus pais moram em casas separadas e cada um tem outra família”. Um dos amigos de Kaio, por exemplo, passa muito tempo aqui. Nem vai muito na casa do pai, e raramente vai à casa da mãe.

Para se manter casados, em minha opinião, é necessário um conjunto de eventos, atitudes, desejos, desprendimento, conhecimento, disposição, volições… vamos então as minhas opiniões sobre como manter seu casamento.

1 – Respeitar um ao outro. Eis uma palavra que muitos repetem, mas, o que é respeitar um ao outro dentro de um relacionamento? Tenho percebido que para várias pessoas, respeitar é quase um sinônimo de “não trair”. E eu não discordo, mas, penso que não é só trair. Respeitar é ter consideração pela outra pessoa ao ponto de evitar atitudes, palavras, ações, gestos, modos.

As mulheres fazem isto muito mais do que nós homens. Elas abrem mão de muito mais em favor do relacionamento. Os homens estão mais dispostos e agem mais com a imposição do que com o respeito. É mais comum ouvir e saber que agem e dizem às companheiras: “Se quiser é assim…”

2 – Conhecer um ao outro. Quando duas pessoas estão se conhecendo, e digo que a maioria assim faz, passam horas e horas conversando sobre o que a outra pessoa gosta, quais são suas preferências, qual sua cor favorita, qual a comida que mais gosta, qual é a música, qual o filme, qual o livro, qual a novela, … mas, depois de juntos no casamento, para muitos isto acaba, e ou, é abandonado.

Minha esposa gosta de festas em multidões. Eu não! Minhas festas, se resumiria sempre a uma lista de amigos. Minha esposa gosta e sabe dançar. Eu mal consigo girar a perna e virar pra lá e pra cá.

Ela gosta de forró, pagode, samba, funk, … gosta de ouvir vários tipos de músicas, mas, tem preferência para qualquer tipo de música que a faça dançar, requebrar, pular. Eu não! Eu ouço Adele, Linkin Park, Scorpions, AC/DC, System Off Down, ou seja, Rock, nacional e internacional, e muitas músicas antigas. Gosto de ouvir e ler a músicas, saber o que está escrito ali, e o que significa cada verso. Ela se contenta com todas que a faz balançar.

Ela quer saber é fazer o movimento que a dançarina faz no palco, eu quero saber e sentir o que outras pessoas dizem que sentem ao ouvir a mesma música, e ou, por que milhões de pessoas estão ouvindo e comentando um show de uma pessoa ou de uma banda.

Somos diferentes e temos gostos, desejos, vontades e tudo diferente. E parte do desafio de viver juntos é sincronizar, compatibilizar tudo isto. As vezes saímos perdendo, noutras ganhamos muito mais. E assim vamos indo.

3 – Conhecer e aperceber detalhes. Não é uma tarefa fácil para os homens. Não é não! Ainda mais com as rotinas estressantes, dias corridos e cheios de atividades como se tem nos dias atuais. Ai, fica muito mais complicado, pois, se convive mais com os colegas de trabalho, pessoas nos ônibus, amigos e amigas do que com a companheira.

Para todos os que conseguem viver mais tempo com a companheira é possível ir conhecendo e apercebendo detalhes de sua natureza, de suas manias, de suas voltas e rodeios para seus objetivos.

Quando minha esposa começa desnecessariamente querer mudar a casa toda de lugar, é só contar três ou quatro dias para a menstruação chegar.

Quando ela começa a falar, e continua falando, contando e insistindo para que eu fique ali olhando-a falar de tudo e ao mesmo tempo, é sinal de que está a um dia da menstruação. Logo em seguida, os dias ficam irritados, e tudo que se faz é motivo de pelo menos meia hora de reclamação.

4 – Manias de mãe e de mulher. Não adiantam insistir no contrário. As mulheres depois que se tornam mães elas se transformam. Elas mudam! Digo até que a paternidade também. Mas, em menor grau. Elas passam a ser, além de mulheres são as representantes dos desejos dos filhos; elas se transformam em diplomatas das necessidades dos filhos. E como elas são profissionais nestas áreas!

A mulher daqui as vezes fala em códigos, e eu tenho que saber distinguir entre a mãe e a mulher. "Kaio disse que está com vontade de comer carne com aipim” – “Pedro nunca mais comeu uma vaca atolada” – “Sabe a cantada que pai deu hoje? Disse que tá com vontade de comer buchada” – E assim ela vai intermediando as vontades e os desejos de cada um da casa como mãe e mulher. Como mãe, advoga em favor dos filhos. Como mulher quer agradar com os temperos, receitas e guloseimas, com comida, lanches, e realizações de desejos de cada qual. A mãe dá carinho. A mulher dá cuidados.

5 – Não existe receita pronta. Não existe uma receita do sucesso e do casamento feliz. Se o seu relacionamento está passando por uma crise, por dificuldades, e você quer continuar, se pensa que existem razões para continuar, se você consegue visualizar um caminho, uma alternativa: vá! faça! tente!

Saiba que viver um relacionamento duradouro não é fácil. Não é não! Mas, quem opta por viver, e viver bem, chegará a um momento que não se arrependerá de ter optado por ele, apesar das dificuldades e dos problemas e dos dias escuros, e das noites mau dormidas, nem dos fins de semana longos e das semanas intermináveis.

Acho também que se desistem rapidamente dos relacionamentos por não se querer mudar, e as vezes, por esperar muitos anos por mudanças que não vem, nunca se concretizam, apesar das constantes promessas.

É verdade que os índices dos divórcios aumentaram. No entanto, cada dia mais, se encontram meios de se casar, de estar em relacionamento. Há muito mais relacionamentos não registrados, pois, muitos jovens estão optando por viverem juntos sem ir ao cartório oficializar seus relacionamentos exatamente por estes motivos. Existe também informalidade nos casamentos e nos relacionamentos. Por outro lado, oficializar não é garantia de durabilidade nos relacionamento. Há os que vivem pouco depois de oficializados, e há os que vivem muito sem oficialização alguma.

Encontre o seu segredo e tenha um relacionamento duradouro.

Segundo ano de natal. E tudo recomeçou no natal passado.

24 dez

Durante alguns anos eu e minha esposa fomos criticados, muito mais ela, do que eu, em relação a gostar e fazer festas. Ela é assim! Quando não tem uma data especifica ela fazia uma ”festa”, nada tão grandioso. Alias, ela faz festa do que quer e não precisa muito. Este video aqui abaixo representa o que é festa para ela: poder ouvir músicas e dançar. Diz, desde já: “no meu velório, nada de muito choro. Ligue o som e deixa  tocando na sala. É isto que quero!”

Video de Novembro de 2007

E qual era o motivo da festa? A vida! Uma piscina de criança, música e uma pessoa que gosta de dançar. Comida da festa: 1 litro de feijão verde (R$ 6,00 preço atual), filé de frango (R$ 9,70), arroz, farinha, pimenta e meia dúzia de cerveja e 1 litro de refrigerante. Para ela ser feliz e estar feliz é coisa simples e possível e sobretudo, não é preciso de móveis, imóveis, automóveis. Não é necessário riqueza, poder e grandes eventos: basta estar viva e com saúde! Até hoje é criticada por viver assim.

“Assim, você não vai ter nada na vida!”, “Vocês nunca irão ter nada”, “Vão morrer pobres”, ”Como é que se quer viver sempre assim”. São os conselhos e criticas mais comuns. As criticas e as sugestões são sempre neste sentido: ter coisas, ter bens, ter móveis novos, ter casa bonita, ter apartamento bem mobiliado, ter carros, poder viajar e conhecer o mundo … tudo isto listado é muito mais importante do que viver do jeito que se quer viver, e muitas pessoas que assim vivem e exigem dela esta mudança, reclamam da vida que vivem, e do modo como vivem. oras! oras!.

Depois do ano de 2007, raramente tivemos festas nesta casa. Seja ela de qualquer natureza até o final do ano de 2011. Já este ano de 2012 já aconteceu vários momentos assim. Estivemos olhando fotos hoje a tarde. Olhando o antes. Olhando o durante. E estamos vivendo o periodo do “depois”.

Era muito bom antes. Foi muito ruim o durante (2008/2011/12) e agora estamos terminando o primeiro ano do depois. E este “depois” começou em novembro/dezembro de 2011. Este ano nós o vivemos como antes. Não do mesmo jeito, afinal, a falta de chuva tem provocado grandes estragos, mas, ainda tá suportável, e se chegar em um ponto insuportável, ainda existe a possibilidade de imigração…

Este ano começou com duas boas noticias nos primeiros dias. No dia 05 de janeiro é o aniversario de Kátia e de outras pessoas também. No entanto, no dia 05 tivemos o aniversário de Kátia, o resultado da aprovação de Kaio no IFBA, e a aprovação de Pedro na melhor escola de Irecê e ele ganhou uma bolsa integral.

Nos meses seguintes vieram os resultados dos exames laboratoriais e a avaliação médica positiva quanto a situação de Kaio. O baço não precisava ser extraído; o tratamento que o médico havia dito: “vocês não tem condições de pagar” – nem foi necessário. Colocamos na conta de Deus estas mudanças todas em poucos meses. Certamente que creio e aceito intercessão, por meio da oração dos amigos e amigas.

Segundo ano de natal. E tudo recomeçou no natal passado. Por isto, este ano, o nosso natal será igual aos que eram antes. E continuaremos a lutar, orar, interceder para que continue assim, até a consumação dos séculos.

feliz-natal-adao-katia

Se não estiver conseguindo ler, clique na imagem.

Votos de Adão Braga e família!

Somos felizes como pessoas, como casal, como pais

11 out

No ano passado, nos meses de setembro e outubro, nós estávamos abalados com as noticias sobre a possível contaminação do baço de nosso filho primogênito. Foi uma noticia difícil para nós todos. E para piorar recebemos o comentário funesto do especialista de que não podíamos pagar ele e o tratamento na clinica dele. Nós, eu e Kátia passamos dias e dias chorando e angustiado com aquele reverse. Mas isto passou! Aquele período logo se desmanchou em novidades, em boas novas.

Pessoas maravilhosas entraram em ação e ajudaram; elas contribuíram com a mudança de cenário. Primeiro elas enviaram mensagens de apoio: estamos orando por vocês; estamos juntos nesta fase com vocês; não se preocupem o que necessitarem nós estamos aqui. Depois elas nos confortaram: seja o que vier, estamos juntos e unidos; Estas pessoas nos animaram: sejam fortes. Se faltar forças, pegue um pouco aqui.

Eu já escrevi textos em agradecimentos a e este aqui é para dizer que tudo aconteceu e tem acontecido para honra e glória de Deus. E, não é só porque tivemos a resposta positiva, pensamos que a resposta positiva aconteceu por que tudo isto aconteceu.

É muito complicado, complexo criar e elencar razões de causa e efeito, ação e reação nestes casos. É como digo: um produto da fé. Um resultado da esperança e da perseverança. E que invariavelmente a lógica e a razão, por mais, lógica e racional que seja, não encontrará razão e lógica.

Pois bem! Esta semana temos dois eventos marcantes em nossas vidas. Mais um ano juntos, unidos, lado a lado, caminhado.

  • Dia 13 dia de aniversário de casamento;
  • Dia 14 dia de aniversário de Pedro Henrique meu filho caçula;

Oficialmente faremos 18 anos de casados. A contagem total deve-se levar em conta desde 15 de julho de 1993 quando nos beijamos. Foi neste dia, uma quinta-feira que nos unimos. Primeiro em salivas, depois em amores, sentimentos, ações, reações, emoções… e toda esta história.

Hoje, quando já havia escurecido, ouvi a seguinte frase: o que é que eu vou ganhar de presente no sábado? Desde já, hoje quarta-feira, que já há marcação de terreno. No domingo Pedro Henrique fará 12 anos. E no dia 27/2012 Kaio faz 17 anos.

Estejam convidados a participarem dos eventos deste fim de semana. E, a todos os amigos, e todas as amigas, todas as famílias que nos apoiaram, nestes momentos tão difíceis. Obrigado por tudo que fizeram.  O que fizeram. Como fizeram. Quando fizeram.

Vocês marcaram nossa vida conjugal, familiar e de cada individuo. Neste ano de 2012, que está sendo maravilhoso, e vocês se enlearam a nossas vidas, a nossas histórias, e já não vivemos sem lembrar-se das dificuldades, e lembrar-se de todos vocês que estiveram debaixo do jugo que a nós chegou.

Nestes 18/19 anos de união já vivenciamos os mais diferentes lados de vários sentimentos, várias situações. E no balanço geral: somos felizes como pessoas, como casal, como pais, e temos filhos maravilhosos.

Alguns dias atrás uma pessoa me perguntou qual era o segredo de nosso casamento, e eu respondi: eu me preparei para viver sempre em família. E penso que falta este compromisso social com as gerações atuais. E transmitir a todos eles o valor que é viver em família, o gosto que é superar obstáculos em família. Penso que se desiste muito fácil do convivio. As vezes por problemas clássicos e banais. Puro egocentrismos. Outros perduram apesar disto tudo.

Agradecimentos a todos vocês que estão conosco fazendo, participando, escrevendo esta nossa história, pois, desde dezembro de 2011 que a vida reentrou numa série de evento ditoso, venturoso, feliz, e afortunado. Obrigado!

Adão Braga e Família

Ter pai e ser pai

12 ago

Hoje é o segundo domingo de agosto. Dia em que se comemora o dia dos pais. Alguns amigos não tem mais a presença física de seus entes paternos. Alguns, faz algum tempo que vive sem ter esta companhia e influência. Outros perderam recentemente. Lembro-me de minha amiga Beth Santana, e de Daniel – Blog: tempestade cerebral.

Ter pai ou ter alguém como figura paterna é importante e deve existir por ai pesquisas que aponte para esta realidade. Não vou pesquisar pra exibir aqui, pois, não é objetivo meu neste texto. Eu, quando jovem, pensava que odiaria meu pai por toda minha vida, no entanto, a figura de meu pai se transmutou depois que eu me tornei pai. Muitas ações, coisas, eventos, situações me fez sentir na pele de meu pai. Eu fui uma criança levada, um juvenil teimoso, estripulento, traquino; e fui um adolescente sem dar problemas a meus pais e famílias, com raras exceções.

Ter pai ou ter alguém como figura paterna é maravilhoso. Algum tempo atrás quando o pai de um amigo faleceu, e, eu fui lá conversar com ele, falei-lhe o que eu pensava sobre isto, e sair de lá com a certeza de que nós, por mais independente que sejamos, por mais estabilizado que estivermos, por mais longe que estivermos, ainda que tenhamos nossas vidas seguindo com trabalho, família, projetos, ter um pai como referência é como ter a certeza de que poderemos voltar para casa de papai quando necessário.

Sem pai, perdemos esta referência. É o que vivo hoje. Meu pai está la. Já teve alguns Acidente Vascular Cerebral. Já está com algumas dificuldades físicas; tem algumas limitações locomotivas; mas está lá. E o fato dele está lá, é suficiente para dar-me garantia de que estou amparado.

Ser pai é muito diferente de ter pai. Ser pai – nem  todos os homens, infelizmente – é um privilégio, uma responsabilidade, uma função, um posto de vigilância, um tótem: espiritual, físico, emocional, histórico, referencial, filosofico, político…

Tive a oportunidade de ser referência paterna para meus filhos: Kaio e Pedro, e também, ser a referência paterna para outros que tive contato. Ano passado um colega de Pedro me fez chorar por sua situação. Aqui em casa quando faziam um trabalho de escola, ouvi-o dizer a Pedro o seguinte:

- Eu queria conhecer meu pai, e queria que meu pai fosse igual ao seu.

Ter pai e ser pai são equidistante. Tanto é que o colega que aqui dizia querer um pai igual a mim, para se defender na escola, afirmou o seguinte:

- É que o pai dele, ajuda ele nas tarefas e nos trabalhos.

De fato ajudo. Eu não faço as tarefas de meus filhos. Ajudo-os a entender, compreender, fazer, desenvolver; eu opino, auxilio, e contribuo com materiais, dinheiro e incentivo. Se depender de meu exemplo, daqui desta casa sairá dois pais, para que os filhos deles tenham pais, e que eles dois sejam pais. No entanto, nem sempre acontece como nós pais queremos.

Para todos que são pais: Parabéns. Para todos que tem pais, aproveitem o dia de hoje; para os que não tem a presença física de seu pai, fica a reflexão e as lembranças; aqueles que nunca tiveram a influência deste ser, que seja você um pai, e desenvolva e demonstre a necessidade de pais, não de homens valentes, violentos, autoritários; ser pai, para mim, é uma honraria.

As vidas que não consegui melhorar nem mudar

7 ago

Quando encontramos pessoas que faz muito tempo que não nos vemos, é normal, digo até inevitável, existir entre nós, antes das atualidades o papo saudoso, as perguntas sobre pessoas, eventos, lugares, situações, lembranças diversas, épocas, escola… por ai.

Este fim de semana tive a oportunidade de reencontrar um grande amigo da juventude. Apesar da diferença de idade entre nós, e dos laços de amizade, amor, espirituais e outros, somos amigos. Me alegrou vê-lo, ouvi-lo e ver seu filho.

No entanto, uma informação de me deixo triste. Muito triste! Extremamente triste. E eu explico. Lá nos idos 85/90 quando ainda jovem, conheci uma família. Desta família a filha caçula estava saído de um relacionamento complicado e complexo. Ela uma jovem mãe de vinte e poucos anos. O filho, um mimo de garoto. Lindo galeguinho. Não parava quieto. Como é hoje, quase que normal: criança saudável dá trabalho e causa euforias, e provoca tumulto onde está e aonde ficar. Assim era ele!

Neste fim de semana, no domingo, soube que o mesmo se encontra detido num presidio qualquer da região sudeste. Está cumprindo pena por envolvimento com drogas. As tentativas de protegê-lo e resgatá-lo foram feitas inúmeras vezes. Até ouvi a frase seguinte:

- Olha Dão! Até com vovó ele foi morar e mesmo lá, longe de todos aqueles que o influenciavam, ele deu trabalho e se envolveu novamente com quem não prestava.

Vi e ouvi o relato como um desabafo: não adiantou nada levá-lo para morar com vovó que é linha dura, e educou bem todos os filhos e também alguns netos. Foi como um veredito familiar: ele não tem jeito.

O que me condói nesta história e em algumas outras é que nossas vidas se cruzaram em uma época, em que, eu pouco pude fazer por sua formação, educação, proteção, auxilio e meios de fazê-lo tomar um caminhos diferente do que tomou.

As vezes me pegou fazendo perguntas e querendo saber como é que tal pessoa está? Será que fez escolhas certas? Será que tem uma vida feliz? Será que aproveitou  bem as oportunidades? Será que contribuir para sua vitória? Será que eu contribuir com sua vida bem sucedida? Será que…?

Eu já escrevi alguns textos sobre este tema com outros títulos. Mas, continuou a sentir certas dores pelo mundo, e muito mais por certas pessoas com as quais tive contato e que não consegui fazer com que tivesse uma vida diferente da que tiveram, nem tão pouco, consegui fazer com que decidissem melhor suas questões.

A vida continua e só termina em morte. Mas, até este dia, bem que podemos aproveitar este espaço de tempo muito bem.

Em defesa dos pais inocentes!

1 ago

Na manhã de ontem, o último dia do mês de julho, eu estava na sala calçando os sapatos enquanto minha esposa assistia TV, pois, esperava o início da transmissão dos jogos olímpicos; passava na TV do bispo um telejornal. Só vi apresentadora; e uma delas depois da reportagem da prisão da “gangue dos playboys em São Paulo” ela exclamou:

- Isto é culpa dos pais!

Não é ipsis litteris. Mas, é esta a ideia explicitada: estes jovens escolheram assaltar, sequestrar, serem foras da lei, única e exclusivamente por culpa de seus pais.

Bem! Eu tenho outra opinião. E já expressei no texto anterior, bem como, sei que, os caminhos que os filhos seguem, não são frutos de má educação, não são gerados por que seus pais faltaram com suas obrigações, por que os pais agiram assim e não daquela outra forma. Por que os pais foram frouxos e também por que os pais foram rígidos, também é listado como elemento motivador; revolta por falta de condições sociais; insatisfação com o sistema político; impunidade;

Não é nada simples dizer o que leva certos jovens a agirem e decidirem para o crime. Certamente, os pais, não são os únicos e exclusivos culpados das decisões deles. Eu observo com descrédito estas críticas em que se generaliza qualquer posição. Esta por exemplo, de que, somos nós, os pais, únicos responsáveis por estes desvios é uma delas.

Esforço e trabalho arduamente para fazer com que meus filhos cresçam e saibam decidir pelos valores morais, éticos, políticos, filosóficos, educacionais e outros seguimentos. Outras decisões é de responsabilidades deles, mas, nem por isto, ficam sem minha opinião. Exemplos: se querem ou não seguir uma religião; se namoram ou não; se vão à igreja; se torcem ou não para o São Paulo, Flamengo, Fluminense ou Cruzeiro.

Veja que estou entranhado nas vidas de meus filhos. E sei da influência que exerço sobre cada um deles. Sei que o exemplo de moral, ética e de valores, eu, a mãe, os avós e os tios temos dados. Certamente não será por faltar-lhe exemplos, palavras, acompanhamento, escola, incentivos, proximidade, e outras coisas a serem listadas, contrárias às más condutas, que poderão dizer que seguiram o caminho do crime, da marginalidade, dos crimes, e da desordem. Se seguirem e tomarem tais caminhos, já sabem qual é minha posição sobre o assunto. Se inocentes forem, ajudo-os. Se culpados, espero-os depois de pagarem o que a justiça lhes exigirem.

Tenho certeza que os pais destes jovens rotulados de “A Gang dos Playboys” não são todos e totalmente culpados pelos crimes que os tais cometeram. Sei que existem pais que acobertam, facilitam, protegem, e até vivem de produtos que são frutos de roubo, e de outros ilícitos, mas, isto não é razão suficiente para ajuntarem-nos nesta generalização. Na vida temos que escolher. A vida é feita de decisões.  E cumpre a nós pais, orientar, ajudar, educar, auxiliar nossos filhos a serem aptos a escolher sempre o bom caminho, e decidir a favor dos bons valores tais como: honestidade, legalidade, moralidade, eticidade, espiritualidade, cordialidade, santidade, impessoalidade. etc.

- Todo bandido! Todos os atos criminosos; Todas as coisas erradas que os filhos cometem sejam frutos dos erros apenas e tão somente dos pais!

Existem pais culpados! Sabemos que existem. Mas, dizer que a “Gang dos Playboys” é culpa dos pais? Isto não! Não estamos todos neste bolo, nem neste saco! E por último. Não creio muito nas ideias, conselhos e opiniões de pessoas que sem nunca terem tido filhos, terem criados, ajudados, educados, se instalam como superiores e sabedores do que nunca fizeram.

É como digo para uma parente próxima: você nunca gestou. Você nunca criou. Você nunca se envolveu. Nunca resolveu nada nestas questões. Mas, é a primeira pessoa da família a opinar sobre a educação e as condições ideais para educar estas crianças. Faz assim: tenha os seus!

AMOR AOS PEDAÇOS: Questionamento!

16 jun

amor_aos_pedacos-questionamentos

Este é um texto de participação na blogagem coletiva em que o tema é o Amor ao pedaços. Tema desta etapa: QUESTIONAMENTO. Primeiro: questionar não é o mesmo que duvidar. Questionar é perguntar. É inquerir

Duvidar é faltar de convencimento. É ter dificuldade em acreditar. É suspeita. É ter receio. É ter uma crença vacilante.

Eu penso que sentimentos e emoções nascem em nós sem explicações lógicas. Afinal, se você questiona o que você sente, é porque você mesmo não sabe o que está sentindo ou não estar convecido(a) de que, e do porque tais sentimentos existem em você. Isto é natural até! Em minha opinião existem sentimentos que dispensam ou existem sem serem, poderem ou necessitarem ser questionado. Se você questiona o que sente, é algo de fórum íntimo. É conflito interno de vossos sentimentos com preceitos morais, religiosos, espirituais, éticos e outros mais.

Eu questiono não os sentimentos. Eu não questiono as emoções que sinto. Eu não pergunto a mim mesmo se o que sinto é verdadeiro ou falso, se é forte ou fraco, se é efemero ou duradouro, se é confiavel ou volúvel… afinal, eu sei o que existe em mim. E as emoções, os sentimentos, não seguem, nem estão submetidos aos decretos da razão, nem tão pouco, pode a ciência, com todas as suas descobertas e estudos analisar com exatidão e fazer deduções lógicas e daí estabelecer hipóteses, regras e lei. Bem como, não há como a psicanalise e a psicologia definir e delimitar a área de ação e  atuação em nós, do que sentimos.

Afinal, há pessoas que conseguem reagir bem as frustrações. Há pessoas que conseguem ressurgir de fragmentos sentimentais. Se é para questionar, eu questiono sempre como é que se saem de um extremo para o outro num fulgor. Eu questiono como é que se migram do amor para o ódio em espaço de tempo do tamanho de um instante! Como é que saem da segurança para a insegurança? Como é que trilham rapidamente o caminho da traição e da desconsideração? Como é que nós conseguimos ser como somos e de repente em uma transformação inexplicável saimos de um extremo para outro?

Na semana em que selamos nosso relacionamento oficialmente no cartório eu conversei com um amigo. Os meus questionamentos não eram sobre o que eu sentia. Isto eu tinha segurança e certezas. Eu tinha uma névoa era sobre minhas capacidades de suster, proteger, ter paciência, suportar e aguentar as dificuldades. Lembro-me que um dos meus medos era não conseguir ter dinheiro para fazer as compras do mês. E o meu amigo, já com pelo menos um ano de casamento realizado me disse: “Coisa! Vai por mim! Dinheiro será o menor de seus problemas! Isto você consegue!”

Depois de casado, durante os meses seguintes meus questionamentos eram outros. Eram do tipo:

  • Até quando eu conseguirei viver com ela?
  • Será que viveremos muito tempo juntos?
  • E se ela não me quiser mais?
  • E se não der certo?
  • E se, ela se arrepender?
  • Será que eu suportarei viver todo os resto dos meus dias com ela?
  • O que terei que fazer para todos os dias, a partir de hoje, ter que estar com esta pessoa?
  • E se… etc.

Já estamos a muito tempo juntos. Este ano fará 18 anos de relacionamento oficializado. Os questionamentos são outros e inversos! Vejam, que eu não questiono o que sinto. Os meus questionamentos são voltados para o que pode acontecer, o que as circunstâncias nos proporcionam. O que os eventos aleatórios dos eventos do destino, do livre árbitrio ou seja lá o que for que dirige as existência de todos nós, nos levará a decidir! Eu não questiono o que sinto. Eu tenho absoluta certeza de que são verdadeiros, fortes, santos, peculiares e meus. Porém, os relacionamentos dão margens aos questionamentos.

O que farei se acontece isto? E se ela encontrar alguém e mudar de ideia em relação a nosso relacionamento? E se ela morrer? E se eu morrer primeiro o que será dela? O que será de meus filhos?

E por ai vai!

Nosso amor. Nossas paixões. Nossos encantos. Nossos desencantos. Nossos relacionamentos sempre nos levará a questionamentos diversos. No entanto devemos estar seguros de que, o que sentimos, não necessita ser questionado, afinal, se você questionar o que você sente, é porque você mesmo não tem habilidade, não tem aptidão para lidar com suas emoções. Não tem segurança plena no que você sente. Nestes casos, bem, se é assim: questione o que você tem que fazer para mudar esta realidade.

Questionar é típicamente humano, no entanto,duvidar é diferente de questionar.  Eu não compreendo como é que se vive vinte anos com uma pessoa e quando ela sai de perto de você, se possa questionar, se na sua ausência ela irá agir de forma diferente de todos os outros dias dos últimos vinte anos. Por outro lado, é também questionável, alguém que durante as últimas década agiu de uma maneira, possa mudar de comportamento, atitude e resolve jogar tudo para o alto em atitude, que do outro lado é questionável, mas, que do lado contrário é totalmente justificàvel.

Questionar também é humano, ainda que nem sempre compreensivel e nem sempre lógico.  Está questioando o que? O que sente ou o que aconteceu? O que a pessoa dizia sentir ou o que a pessoa disse que não faria?  Questiona o que a pessoa diz ou que ela demonstra?

Amor aos pedaços: Questionamento! Quais são suas perguntas?

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 539 outros seguidores