Faz muitos dias que quero escrever um certo texto no entanto, não tenho encontrado palavras para expressar os meus sentimentos. É que as vezes, ainda que eu perceba, e ou muitas vezes eu fique exposto ao evento, me falta condições ou meios de explicar a antipatia que tais circunstâncias, que tem se repetido nos últimos anos, tem provocado em mim, um emudecimento antes certas pessoas com quem tenho forte relacionamento.
Não é porque eu sou chato apenas. É falta de educação. É falta de atenção. É falta de consideração às pessoas, não apenas comigo. É um comportamento que acho estranho. Porém, que tenho que conviver. Vou explicar o que me aconteceu, faz poucos minutos. Estávamos voltando da casa de minha sogra, e eu contava um causo às pessoas que me acompanhavam. E, no meio de uma das frase e antes de eu terminar de contar o que eu vinha contando, uma pessoa interrompeu a conversa com outro caso. E disse a todos nós:
- Viu ali aquela antena? Pois, é a pessoa mal ganha para sustentar a casa, e paga TV por assinatura.
Então as pessoas ali presentes, todas – menos eu – voltaram e deram atenção para o assunto. E, o que eu falava simplesmente foi ignorado. Tocaram adiante os demais comentários, e tentaram me puxar para o assunto, que para mim, é de pouco valor. O que é que eu tenho a ver com a vida de quem paga TV por assinatura? Aqui em minha volta há muitíssimas pessoas que assim agem. E eu, tenho reagido de um jeito só: tenho ignorado. Algumas pessoas, raríssimos casos, voltam a atenção a mim: E ai Adão o que você estava dizendo? – Esqueci! Não lembro mais!
Além de me senti ignorado, sinto-me incapacitado de ensinar a estas pessoas o significado de certos valores: educação, atenção, solidariedade, relacionamento, regras sociais, conceitos de comunicação: emissor, mensagem, feedback […]
Vi, algo parecido acontecer recentemente no programa Big Brother. Havia uma mulher conversando na beira da piscina com outros participando e ela foi completamente ignorada, mas continuou a falar, mesmo sem estarem prestando atenção. Nem faziam questão de demonstrar que a ignorava. E, eu sei como é. Quando há motivos para a pessoa me ignorar, eu entendo e aceito o posicionamento dele em relação a mim. Mas, não existindo, bem, não existe uma explicação.
O ruim é que pessoas estranhas nos ouvem e nos dão atenção mais do que as pessoas mais próximas. Pessoas que esporadicamente se relacionam comigo, dão credibilidade e agem de forma diferente do que as pessoas mais intimas, mais familiares. Ou seja, é um comportamento, que as vezes, vejo acontecer com pessoas estranhas, mas, que é mais observável entre as pessoas mais próximas a nós.
Quando eu era menino, me foi ensinado e me era exigido, que quando um burro fala, os outros … aqui este ditado é muito repetido, mas, não respeitado por quem exige. É como se a regra aqui fosse: Quando você estiver falando, não me importo e não tenho que prestar atenção, mas, quando eu falar: PRESTE ATENÇÃO!

O ditado certo é: ” Quando um burro fala os outros baixam as orelhas”
Aqui também temos este ditado: “Quando um burro fala os outros calam a boca”. Na minha família original isto é comum. A falta de educação impera. Penso que como eles não entendem os assuntos mais profundos, desviam a conversa.
Beijos.