Corpo, Alma e Espírito

Outubro 23, 2009

Esta regra não tem exceção!

Arquivado em: Alma, Alma feminina, Alma masculina, Espirito, Vidas, homens, mulheres — by adaobraga @ 1:26 am

Quando algo acontece conosco, as pessoas que nos amam sofrem, e pensam:

“Porque isto não é em mim?”

Ai, quando acontece com elas, é nós quem pensamos…

“Porque isto não está acontecendo comigo!”

Não tem jeito… não sairemos daqui sem ri, chorar, alegrar e sofrer, e também ver e participar dos sofrimentos de quem amamos, e causar o mesmo sofrimento a quem amamos.

- Esta regra não tem exceção!

Outubro 12, 2009

Somos três crianças

Arquivado em: Alma Humana, Alma feminina, Alma masculina, Pessoal, Reconhecimento, Relacionamentos — by adaobraga @ 11:06 am

O dia da criança de hoje é diferente daqueles dias que eu fui criança. Hoje criança tem direitos, e não só isto, muitos pais os respeita, apesar de outros muitos não.

No tempo de minha infância eu tinha parcos direitos, e se os faltassem, não tinha o direito de reclamar, pois, era dever, e era exigido que eu, mesmo sendo criança, dentro da situação saber porque meu direito não foi devidamente cumprido, respeitado.

- Você não tá vendo que o mar não tá pra peixe menino? Aonde este menino anda com a cabeça?

Não foi por isto que cresci revoltado, traumatizado, violento, reclamão, descontente. De fato, ter sido inserido no contexto social familiar a ponto de ver a realidade muito me ajudou a entender, em alguns momentos a situação de meus pais.

Aqui em casa há duas crianças, mas, Kátia insiste em dizer que SOMOS EM TRÊS.

- Adão, se comporta como se fosse criança. Ele quer discutir e debater com Pedro e com Kaio como se ele tivesse a mesma idade! – Reclama sempre"!

O que me incomoda, nem é isto. É que as vezes, me pego exigindo deles, equilibrio emocional, espiritual e racional que ainda lhes faltam. Isto me incomoda.

- Poxa! Eles são apenas crianças! – Concluo em meus pensamentos.

Neste dia das crianças não pudemos comprar-lhe presentes. As tia compraram e estão distribuindo entre eles. É diferente. Não é a mesma coisa de receber de painho e mainha!

Os filhos que Kátia me deu, me emociona com certas atitudes, e não é apenas uma ou outra, já várias vezes já fizeram isto. A mais recente foi a de Pedro Henrique.

- Mainha, dia 14 é meu aniversário não é? Dia 12 é dia das crianças, não é? A senhora pega o dinheiro que ia comprar o presente do dia das crianças, e pega o dinheiro que ia fazer a festa de meu aniversário, e coloca as janelas na casa, porque, já tá pra começar a chover e vai molhar tudo de novo!

Era esta atitude que meus pais queriam que eu tivesse. É a atitude que muitos pais querem que seus filhos tenham, no entanto, não os deixam entrar na cãmara sigilosa dos pais para poder acompanhar o dia-a-dia deles, e saber se a situação tá ou não pra peixe.

Neste dia das crianças nós iremos jogar WAR, video-game e brigar muito entre nós, porque nós três vivemos como crianças: brincando, brigando e voltando a brincar e a brigar.

Kátia tá certa: somos três crianças. Isto deve incomodar. As mulheres depois de adultas, não querem e ou não conseguem mais ser crinças, só sabem ser mães, esposas e mulher!

Outubro 4, 2009

Sinto todas as dores do mundo

Arquivado em: Alma feminina, Alma masculina, Pessoal, Reconhecimento, Relacionamentos, homens, mulheres — by adaobraga @ 10:18 am

Neste instante enquanto os dedos correm sobre estas teclas, as lágrimas caem sobre a mesa, e não as irei enxugar. Uma amiga me disse que eu sinto todas as dores do mundo. Mas, não é pra menos!

Ah! como eu gostaria de poder melhorar este mundo, mas, o máximo que tenho feito é fazer minha parte, mudar a região mais próxima a mim, na esperança de que o poder do exemplo, o poder do bem, do viver correto possa auxiliar outros a também agirem assim.

Mas, fui impactado por duas noticias tristes. Uma aqui bem próxima de nós. Um padrasto, além de tentar estuprar a enteada, isto algum tempo antes, esta semana este infeliz matou a pedradas a pobre garota de doze anos.

Isto me doeu!

Agora pela manhã, fui levar Kátia, Kaio e Pedro para ao local do embarque.  Kaio esticou as canelas e já está pelo menos três ou quatro centímetros a mais da minha altura, no entanto, ele ainda me abraça, me beija em público. Enquanto se ajeitavam aqui e ali, ele deitou sobre meu colo e dormiu. Muitos que ali passavam olhava para nós. Nalguns deles, era nítida a expressão facial de admiração e espanto.

Numa comunidade preconceituosa como a nossa, um filho rapaz deitar no colo do pai, para muitos, é como se faltasse masculinidade em pelo menos um dos dois.

Quando chego em casa e ligo o PC, deparo-me com a noticia que uma mãe, também aqui na Bahia, não quer aceitar o filho de volta em sua casa. Isto porque, ele saiu da casa dela, e foi morar com o pai. Este outro infeliz o espancou a ponto do mesmo necessitar ir para o hospital. Agora está de fato só neste mundo. Tentou mudar a situação e piorou. Coitado!

Estas noticias me entristecem e me fazem chorar. Por mais severo que meus pais foram comigo, nunca nos abandonaram. Nenhum de nós, todos os dez filhos pode acusar a ambos de abandono e do comportamento LOUCO, desestruturado que se pode acompanhar atualmente.

Tais noticias me corroem. Elas me fazem chorar. Sem piedade, compaixão por quem comete tais crimes, apenas, sinto as entranhas me pressionando por não poder fazer mais do que faço. Mas, fico ainda impressionado com a clareza e visão futura destas palavras escritas a cerca de dois mil anos:

"Nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis; pois os homens serão egoísta, avarentos, orgulhosos, vaidosos, xingadores, ingratos, desobediente aos pais, irreverentes, não amarão ao próximo, serão duros, caluniadores, sem domínio próprio, violentos, inimigos do bem, traidores, atrevidos, amarão mais os prazeres do que a Deus." (2 Timóteo 3.1-4)

Outubro 2, 2009

É ilusão ou é otimismo?

Arquivado em: Aleatórios — by adaobraga @ 8:58 am

Admito ser um invasor da privacidade alheia, com as devidas permissões. Admito que sou indiscreto. Admito que sou atrevido.

Mas, faço e assim me comporto e assim sou, por querer, por desejar, e por experimentar e conhecer outras realidades.

Faz pouco tempo conheci esta garota. Novinha! Recém-saida, ou quem sabe, ainda num período de adolescência alongada. Apenas vinte e um anos. Ainda com o sorriso inocente dos jovens que poucas vezes se decepcionaram nesta vida. Vivendo ainda no útero, ou no aconchego que a casa de mamãe e papai proporciona.

Naquela manhã ela havia recebido um buquê de rosas vermelhas. Lindas. Com laços de fitas, cartão e mensagem especial. Era o presente de comemoração de seis meses de namoro. Porém, eu, por puro preconceito, e ou por conhecer a raça deduzir que era um pedido de perdão.

As mulheres se rendem as rosas vermelhas. A maioria perdoam até mesmo as manchas roxas ocultadas com a maquiagem, ou até com a mentira mais esfarrapada que puder inventar, para ocultar as marcas da agressão ocorrida três dias atrás.

Não era o caso.

O interessante e ou até preocupante desta “criança” é o fato dela estar namorando alguém que fora casado quatro vezes. Nenhum preconceito com os divorciados em série. Porém, é estranho, ver transfigurado na face dela, a esperança e a certeza de que com ela será diferente. Não me anima ver alguém, apesar de nada poder fazer, seguir um caminho, tentar resolver algo que outras pessoas desistiram por motivos variados.

- Minha mãe me disse que um homem que quatro mulheres largou, não pode ser boa coisa!

- E seu pai?

- Ele disse que quando uma mulher quer seguir um caminho, que nem Deus, consegue mudar a cabeça dela.

Movida pela ilusão de que o amor por ela será diferente, ela insiste. É otimista. Fica alegre e se emociona com os bilhetinhos das balas ice kiss.

Por fim, não consegui distiguir nela, o que era mais forte em sua fisionomia, se a ilusão de poder mudar a trajetória de um homem, se o otimismo de que conseguiria fazer o que as outras não fizeram,  que entre outras:

  • domar e acabar com a fama que ele carrega de ser infiel,
  • rabo desaia,
  • mulherengo,
  • safado,
  • descarado,
  • e também, desleal quando deseja partir para outra aventura.

Não elogiei o otimismo e também não alertei para a desilução que se aproxima!

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