Agora a pouco passando pelo centro da cidade observei jovens casais. Elas não aparentam mais do que 14 anos, no entanto, já dizem amar, já insinuam e já estão no jogo da conquista e querem desde já ouvir: EU TE AMO!
Os meninos da mesma idade, querem e agem com elas da maneira como agem com seus pares: a tática é a intimidação.
Fico curioso como eles conseguem se unir em tais circunstâncias. Elas querem ouvir, elas querem sentir. Eles se impões. Dizem que as regras são deles.
Quando voltava vi um casal. Ele estava encostado num poste de iluminação. As mãos estavam voltadas para as costas e esticadas até a popa da bunda. Cruzada, voltadas as palmas para o poste e fazendo a divisória entre a bunda e o metal frio.
Ela estava a menos de meio metro. Ria alegremente enquanto ele não reagia ao entusiasmo dela. Então ela o agarrou, abraçou, puxou-o do poste. Porém ele não reagiu. As mãos continuaram no lugar de antes. Não mudou de posição e atitude. Ela é quem insistia.
Neste caso em especifico, ele já impõe a regra, que mais tarde será dita: Eu sou assim! Você me conheceu assim! Se aceitou não tem como mudar!
Infelizmente, ainda é assim que funciona. Ainda é assim que se vive, e é assim que se relacionam.
As meninas vivem do romance, pelo romance, para o romance. Eles vivem pelo dominio, pela força, pela imposição, por regras que aprenderam e que viram sendo aplicadas, não teoricamente, mas na prática.
A intimidação masculina sobre os sentimentos femininos são transmitidos de pais para filhos, enquanto, mesmo que as mães insistem, eduquem, orientem as meninas a serem diferentes delas, viverem diferente da situação dela, mesmo que não seja uma realidade tão ruim, elas (as meninas) se submetem ao sistema educacional dele, tão somente por pensarem que o amor por ele, mudará a atitude dele.
Isto nem sempre acontece! Algum dia será diferente?
Adão,
Atualmente eu ando meio que apavorada com essa história do EU TE AMO em adolescentes. Sabe… Eles banalizaram ao menos o significado de amar. O que me preocupa é que cada vez os relacionamentos adolescentes pulam para o estágio do sexo, e nem sempre os pais sabem o que ocorre. Quanto a sentimentos, não sei não Adão… Parece que meninos e meninas estão no mesmo patamar hoje em dia.
Abraço
Comment por leticia coelho — Maio 11, 2009 @ 10:49 am |
Por isso Iara ja desistiu de romances.
Comment por Iara Alencar — Maio 11, 2009 @ 11:48 am |
Mas entra também o lado da educaçação feminina, infelizmente auto- estima tem que ser ensinada e passa de mãe para filha. No carnaval eu assisti um filme porno na rua, ao vivo, eu e pelo menos mais umas 40 pessoas que passavam, é humilhante ver uma menina nessa situação, juro que minha vontade foi tira-la de lá, acredito que a unica opção que acreditou ter foi a de esconder o rosto.
Adão, a midia está aí desvalorizando a mulher em todos os aspectos possiveis, e pior, as mulheres sentem orgulho, a maioria deseja ser uma fruta, fazer parte da feira, outro dia meu filho assustado assistindo um programa gritou:”Meu Deus, estão falando de pessoas ou isso é uma feira?”
Se eu não estiver atenta a esses detalhes, ele vai crescer acreditando que mulher é como fruta na feira.
Outro dia me disseram que quando meu flho crescer não vai ter mulher para o perfil dele, as mulheres estão desistindo dos romances, mas acredito que em algum lugar existe uma mãe de alguma menina que também se preocupa com o futuro dos relacionamentos.
Nós, mães e pais de meninos temos essa responsabilidade “melhorar a especie”.
Deus me livre de ver meu filho tratando uma menina assim!!!!
Mas elas precisam aprender a não aceitar migalhas!!!!
Beijinhos
Comment por Sarah Rubia — Maio 11, 2009 @ 12:46 pm |
talvez eu ainda seja uma menininha de 14 anos…
Comment por J. — Maio 11, 2009 @ 12:59 pm |
Gostei da resposta acima!!
Educar, fomos educadas, mas confesso que adorava fugir das regras que minha mae colocava.
Vim aqui porque te amo.
Comment por Julie — Maio 11, 2009 @ 5:12 pm |
Pois é Adão.
Vivi uma situação que pode ser descrita com esse texto.
Vale ainda aquela velha frase: “o homem casa esperando que a mulher nunca mude – e ela muda. A mulher casa esperando que um dia o homem mude – e ele nunca muda”.
Perfeito.
Exatamente isso.
Sempre colocamos, como mulheres, a família e a cria principalmente acima de tudo. Fazemos escolhas, acertamos ali, erramos aqui, sempre buscando, inquietas e errôneas (sim, porque toda a mãe acha que erra. e erra mesmo. tentando acertar), pensando que podemos deixar o mundo bom para todos. Senão o mundo, o lar! Que o lar seja!
E não conseguimos…
porque nunca se consegue o melhor para todos ao mesmo tempo.
A maturidade de assumir e de se corrigir no que magoa o outro, no que é invasivo e humilhante… onde se perderam esses valores?
Sem contar na criação que a mãe dá ao filho homem. A filha mulher é forte, guerreira, pode se virar. O filho homem é frágil, é poupado na infância e leva isso até a idade adulta, cada vez em maior proporção, e magoando mais e mais pessoas a sua volta.
Mas nem todos, meus amigos, nem todos são assim.
Comment por F. — Maio 12, 2009 @ 11:13 am |
O AMOR dos garotos e garotas… é na verdade uma paixão padronizada e enlouquecedora… hormônios em fúria que reagem e entram em erupção através de uma linguagem definida como romance… que na falta de uma denominação mais simples, é rotulada de AMOR.
As coisas estão acontecendo cada vez mais cedo.
Lembrei de uma história que me contaram sobre relacionamento:
“Certa vez uma mulher conheceu um homem livre, charmoso, impetuoso… e logo se apaixonou por essas qualidades e por ele.
Casaram… e com o passar do tempo, ela passou a controlar seus passos, limitando sua liberdade, não aceitava que ele usasse seu charme e minou, gradativamente, o seu ímpeto.
A mulher transformou seu marido em um pacato, sereno e servil companheiro.
Na ocasião do seu décimo aniversário de casamento… a mulher chega para o marido e diz insatisfeita:
- Você não é mais o homem com quem me casei.”
Fico triste sempre que lembro dessa história.
Comment por Antonio Ximenes — Maio 13, 2009 @ 1:17 pm |
Adão, já vi várias vezes essa cena, a garota em cima do garoto exigindo uma atenção que ele não está disposto a dar naquele momento. Alias acho que eles até se assustam com o assédio. O “amor” está muito banalizado, infelizmente.
Cada dia se vê menos relacionamentos duradouros, e quando digo duradouros não falo de décadas, falo de meses e quem sabe alguns anos.
Parece descartável. Muito louco isso.
Comment por Lugirão — Maio 13, 2009 @ 9:54 pm |
É tão perfeito esse texto… tão real.
Já vivi isso, e vejo isso.
Mas hoje não deixo mais ninguém se impor a mim.
Beijos
Comment por Renata — Maio 14, 2009 @ 11:01 am |
Meu Amor, sinta-se devorado!
Comment por Beth — Maio 16, 2009 @ 2:23 pm |