Corpo, Alma e Espírito

Março 29, 2009

Este marido é meu!

Arquivado em: Alma feminina, Relacionamentos, Vidas, mulheres — by adaobraga @ 2:49 am

Semana passada adentrei na intimidade de uma amiga. E fiquei surpreso em saber que ela ainda pratica algo tão antigo quanto o casamento moderno.

Ela é gerente de uma rede de loja da cidade. A cidade é pequena, assim, a rede de loja também é pequena, todavia, é ela a gerente de lá, e ela confessou:

- Quando eu preciso, eu roubo dinheiro na carteira de meu marido.

- É mesmo? E desde quando?

- Desde sempre! Mamãe fazia assim com papai. Eu faço também com ele. O dinheiro que tá na carteira é dele. Eu sou mulher dele, também é meu! – Justificou-se

Este comportamento, é comum neste nosso mundo,  cercado de tecnologias, cheio de mulheres inteligentes, independentes, bem sucedidas.

Sei que muitas colegas, leitoras e amigas pensarem que não, e recriminar tal ação. Mas, é assim que acontece.

Outra curiosidade que descobri conversando com ela, é a maneira “antiga” como ela trata o marido. Certamente, também herança do comportamento da mãe .

- Eu vasculho tudo dele. Carteira, orkut, MSN, bilhete no bolso, marca de batom.

Ela faz marcação forte e direta sobre ele.

- Homem é assim mesmo. E mulher também. Se eu pego “neguinha” rodeando ele, eu rodo a baiana, e até deixo ele de castigo. Faço “beicin“ de choro!

É curioso como “cada um é cada um” neste mundo. Ela age assim. Vez em quando vai passar uns dias na casa da mãe. Faz teatro. Demonstra irritação. Faz “briga”, …  faz tudo para manter o relacionamento. Age de forma emocional, passional, racional para chegar ao lugar onde estava.

As vezes é sério. As vezes encenação. As vezes usa a verdade, noutros casos, mente. Usa tudo que é lícito e ilicito. É democrática e ditadora. Mas, faz tudo para manter o marido dentro do seu cercado, e evitar a entrada de outra nos seus domínios.

- Sai prá lá, que este marido é meu!

São mulheres que foram ensinadas a ser responsáveis por seus maridos. Se eles lhes são infiéis, elas se irritam, e correm para fechar as brechas e acabar com os motivos que facilitaram a escapulida, e ou eleminar as razões que ele teve para ir atrás da sirigaita.  Por outro lado, se são elas quem vem atrás do homem dela, ai a coisa fica feio para aquela que pensou que poderia aproveitar-se dele, bem como, pensou que poderia engana-la tomando-lhe o marido.

- Mulher descarada eu pego pelo cabelo. Se não for assim, eu perco meu marido.

Este sentimento de posse, esta nomeclatura “meu marido” é levado a sério, e defendido de forma agressiva, e também passional, com todos os cuidados que mulheres do tempo de minha mãe tinham. Elas defende o seu direito de esposa como um traficante defende a boca de fumo.

O mundo mudou. As ciências evoluiram, mas, o relacionamento homem e mulher em muitos aspectos, em muitas regiões, muitas famílias, não mudou, e percebo, que nunca acabará.

Março 28, 2009

Uma mãe em campanha: Doe medula

Arquivado em: Alma Humana, Espirito, Geral, Participação, Vidas — by adaobraga @ 9:33 pm

Eu não faço parte de correntes. Não repasso mensagens para ninguém. Não envio campanhas para os amigos. Apesar de recebê-las e leio quase todos. Este é um dos casos em que pensei: este caso é veridico e merece ser divulgado, apesar de não conhecer a família, as letras abaixo tem verdades expressas.

Compartilho com vocês minha história vida. Há um tempo eu diria que minha vida era digna de pena. Hoje penso diferente, todo sofrimento que passei aconteceu porque sou ser humano e sei que todos nós passamos por situações adversas e vez por outra, muito dolorosas. A diferença, no entanto, é que cada um enfrenta da maneira que melhor lhe cabe.

Sou de Lapão, uma pequena cidade do Semi-árido da microrregião de Irecê, ao Centro-Norte baiano à 495km de Salvador, cuja economia é baseada na agricultura de grãos.

Foi nesta cidade que meus pais se conheceram e se casaram. A tragédia infelizmente começou cedo, em 1982 com menos de dois anos de casados, meu pai foi assassinado. Era período eleitoral, eu tinha menos de um ano de idade e minha mãe estava em sua segunda gestação. Alguns meses depois a criança nasceu, um lindo menino, mas em seguida não resistiu e faleceu.

Após dois anos, minha mãe tentou reconstruir uma nova família e gerou outro casal de filhos e novamente outro menino faleceu após o nascimento. Fui criada em um lar com meu padrasto, minha mãe e minha irmã. Perto dos meus 14 anos minha mãe veio a falecer em um terrível acidente de carro, onde o condutor era seu marido, meu padrasto sobreviveu ao acidente.

Nesta época, meus avós moravam na área rural e se esforçaram para comprar uma casa na cidade para que eu pudesse morar com eles e continuar meus estudos. Não foi fácil superar a perda da minha mãe, ter que sair da casa onde cresci e convivi com minha família, e ter que deixar minha irmã para que ela morasse com o pai.

O período com meus avós foi curto, mas com muito mimo. Só passei três anos com eles e logo me casei. Meu esposo Aldon, que é da mesma cidade (Lapão), após o primeiro ano de namoro mudou-se para Recife para estudar Teologia. Como não suportamos a distância, nos casamos após um ano de seus estudos. Mudei para Recife deixando meus avós, para iniciar uma nova e duradoura família com apenas dezessete anos.

Aldon havia se formado e morávamos em Salvador agora, casados há cinco anos decidimos ter nosso primeiro filho, Heloísa. Ela foi uma criança super desejada, mas com poucos dias de vida começou a apresentar problemas de saúde, ficando internada por aproximadamente um mês. Após quatro lindos e maravilhosos meses, Heloísa não resistiu, e veio a falecer vítima de uma pneumonia atípica (suposto diagnóstico).

Foi difícil passar aqueles primeiros dias sem o nosso bebê nos braços! Depois de tantos acontecimentos, o pensamento de que nada mais poderia acontecer comigo era inevitável! Na verdade eu não conseguia parar de pensar que a qualquer momento, alguém que amasse viesse a falecer.

Contudo estava próximo de realizar um dos três grandes sonhos de minha infância que era: ter uma filha, mas o sonho durou pouco; me formar na área de saúde para salvar vidas, cheguei a iniciar o curso de Fisioterapia ao qual me identifiquei muito, porém tranquei a matrícula, pois, tivemos que mudar de cidade e o terceiro sonho, é futilidade comparado a estes.

Entretanto, creio na soberania de Deus e sei que a cada dia Ele tem me consolado. Apesar de tantos acontecimentos dolorosos, entendi que necessitava buscar mais forças Nele e sempre peço que me prepare para o dia de amanhã, o qual não conhecemos e estamos susceptíveis a tudo.

Felizmente após muito esperar, Aldon e eu decidimos ter outro filho. Passaram-se mais quatro anos até que a pequena Ana Maria viesse ao mundo. Ela nasceu linda e aparentemente saudável, mas aos cinco meses, começou a apresentar sintomas muito semelhantes aos da minha primeira filha. Ana Maria começou com febres que não cessavam e por indicação médica fomos encaminhados ao HC de Salvador, mesmo hospital que Heloísa ficou internada.

Ana_Maria

Com pouco mais de um mês de internação, foi diagnosticado que Ana Maria tem uma Imunodeficiência Grave Combinada, e há suspeitas médicas que Heloísa tenha falecido com o mesmo problema. Mediante a este diagnóstico ela nunca poderia ter tomado a vacina BCG, que previne a tuberculose. Por isso, minha filha desenvolveu uma grave infecção e como conseqüência, no período hospitalar permaneceu na sonda, no oxigênio e recebeu bolsas de sangue.

Esperamos uma breve recuperação para virmos à São Paulo em busca de melhores recursos. Ao chegarmos ao Hospital São Paulo, a médica foi objetiva e explicou:

“Para o caso de Ana Maria se pudéssemos, seria necessário isolá-la em uma bolha e imediatamente efetuar um transplante de medula para que ela melhore a defesa de seu organismo.”

Mais uma vez foi difícil ouvir isso, mas não ficamos parados, Aldon e eu fizemos o teste de compatibilidade, mas infelizmente não podemos ser os doadores da medula de que tanto Ana Maria necessita. Hoje ela está com 10 meses, com apenas 5.800g e alimentando-se de uma dieta super especial para ganhar peso preparando-se para o transplante.

No momento, eu e Ana Maria estamos na casa de familiares paternos, em uma cidade próxima a São Paulo, a aproximadamente 70 km da capital, chamada Campo Limpo Paulista. Todos que moram na casa foram vacinados, para poderem conviver no mesmo ambiente que ela.

A rotina dela é complicada ela toma 13 medicamentos, sendo que 4 destes se repetem ao longo do dia. Apesar de tudo é uma criança tranqüila e alegre. Toda semana ela passa por uma consulta com uma imunologista no Hospital São Paulo , quinzenalmente ela recebe gama globulina na veia, que basicamente são anticorpos, pois ela praticamente não tem defesa imunológica em seu organismo e também colhe sangue para análises laboratoriais, que visam principalmente controlar a infecção (BCGite).

Estou tentando através do hemocentro da Bahia (Ana Maria espera por um doador no banco nacional de medula), fazer uma campanha de doação de medula em Lapão, pois nossa família em grande parte reside nesta cidade. Mesmo não encontrando um doador para Ana Maria, possivelmente servirá para outro que precise.

É difícil ficar longe de meu esposo Aldon, pois, precisou retornar à Piritiba – BA cidade onde moramos atualmente, onde é pastor de uma igreja evangélica e precisou voltar ao trabalho. Não poderia deixar seu ministério e necessitava prover nosso sustento. É triste ver nossa filha em seus momentos de alegria longe do pai, e saber que ele está lá morrendo de saudades e preocupado com a situação sem poder fazer nada a não ser algo muito importante, colocá-la em oração diante de Deus todos os dias.

Meu objetivo com esse e-mail, na verdade, é mostrar para as pessoas que a imunodeficiência existe, sei que a probabilidade desta doença ocorrer é pequena, mas especificamente no meu caso, existe 25% de chance de todos os meus filhos nascerem com essa deficiência. E isso pode acontecer com outros casais e com certeza muitas famílias que tiverem conhecimento da minha história se identificarão ou por terem o mesmo problema ou por solidariedade.

Quero encorajar as famílias que passam por situações semelhantes a nos unirmos para sensibilização da sociedade da real gravidade deste diagnóstico, e a importância de ser identificado antes da criança ser vacinada, já que poderá levar a morte. Além disso, é necessária a conscientização da população sobre a importância de ser doador de medula, pois ajudará a salvar vidas. Contudo meu desejo também é que se desenvolva um projeto para que todo recém nascido faça um teste para saber se possui algum tipo de imunodeficiência.

Agradeço meus familiares e amigos pelo apoio nestes 5 meses longe de casa . Sou grata a Deus por tudo que tem acontecido, pois sei que poderíamos estar em situações piores, mas temos claramente percebido seu grande amor por nós.

Grata,

Priscila Dourado Oliveira.

Obs.: Estou contando uma história que possa fazer diferença na vida de tantas outras pessoas que estão à espera de um transplante, e que como minha filha, precisa ficar em fila de espera já que o banco de dados com pessoas compatíveis e cadastradas não é suficiente para os números de transplantes existentes no Brasil.

Não estou pedindo dinheiro, mantimentos, fraldas, nada material apenas apoio para a divulgação deste relato. Não quero com isso sensacionalismo e sim mostrar a necessidade que minha filha tem no momento, um doador de medula.

“Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam à Deus.”

Romanos 8:28

Se você têm dúvidas ou interesse em ser um doador de medula procure:

SE POSSÍVEL PASSE ESTE E-mail PARA SEUS CONTATOS

31 anos de Happy Batatinha.

Arquivado em: Alma feminina, Reconhecimento, aniversário, mulheres — by adaobraga @ 5:34 pm

happy-batatinha

A Tábata faz anos
O azar é só dela
Cada ano que passa
Ela fica mais velha

Ela gosta de amarelo. Happy Batatinha !

Março 25, 2009

Uma cervejinha!

Arquivado em: Aleatórios — by adaobraga @ 9:40 pm

Hoje recebi algumas mensagens de amigos. Abaixo transcrevo a que Mauro Dourado me enviou por e-mail

Um professor de filosofia, parou na frente da classe e sem dizer uma palavra, pegou um vidro de maionese vazio e o encheu com pedras de uns 2 cm de diâmetro. Olhou para os alunos, e perguntou se o vidro estava cheio. Todos disseram que sim.

Ele então, pegou uma caixa com pedregulhos bem pequenos, jogou-os
dentro do vidro agitando-o levemente, os pedregulhos rolaram para os
espaços entre as pedras.

Tornou a perguntar se o vidro estava cheio. Os alunos concordaram: agora sim, estava cheio! Dessa vez, pegou uma caixa com areia e despejou dentro do vidro preenchendo o restante. Olhando calmamente para as crianças o professor disse:

- Quero que entendam, que isto, simboliza a vida de cada um de vocês. As pedras, são as coisas importantes: sua família, seus amigos, sua saúde, seus filhos, coisas que preenchem a vida.

Os pedregulhos, são as outras coisas que importam: como o emprego, a casa, um carro…. A areia, representa o resto: as coisas pequenas… Experimentem colocar, a areia primeiro no vidro, e verão que não caberá as pedras e os pedregulhos…  O mesmo vale para suas vidas.

Priorizem, cuidar das pedras, do que realmente importa. Estabeleçam suas prioridades. O resto é só areia!  Após ouvirem a mensagem tão profunda, um aluno perguntou ao professor se poderia pegar o vidro, que todos acreditavam estar cheio, e fez novamente a pergunta:

- Vocês concordam que o vidro esta realmente cheio?

Onde responderam, inclusive o professor:
- Sim está!

Então, ele derramou uma lata de CERVEJA dentro do vidro. A areia ficou ensopada, pois a cerveja foi preenchendo todos os espaços restantes, e fazendo com que ele, desta vez ficasse realmente cheio. Todos ficaram surpresos e pensativos com a atitude do aluno, incluindo o professor.

ENTÃO ELE EXPLICOU:

NÃO IMPORTA O QUANTO SUA VIDA ESTEJA CHEIA DE COISAS E PROBLEMAS, SEMPRE SOBRA ESPAÇO PARA UMA CERVEJINHA !

Março 23, 2009

Repassando selos!

Arquivado em: Aleatórios — by adaobraga @ 10:56 pm

Sou adepto do ditado: “Devo e não pago, nego enquanto puder”. Não sei quem assim disse, mas, hoje não posso mais negar que devo à menina do Voz Ativa a apresentação dos selos abaixo, bem como repassa-los aos amigos.

Da mesma menina e também da menina Veridiana Serpa, recebi este outro sêlo: O Prêmio Dardos. É dado aos blogueiros em reconhecimento ao seu trabalho. Reconhecendo o esforço de informar , entreter, sendo ético e repeitando valores, por ser um formador de opinião.

O "Prêmio Dardos" tem certas regras:
1. Aceitar exibir a distinta imagem.
2. Linkar o blog do qual recebeu o prêmio.
3. Escolher quinze (15) blogs para entregar o "Prêmio Dardos"

Como faço sempre, copiarei a lista de blogs ao lado e colarei aqui abaixo. Todos que quiserem, aproveite e prossiga com as indicações.

30 & Alguns; A medica Frustrada; André Neves; Bazar 21; Beth Santana; Beth Santana; Cármen Neves; Devaneios e Insanidade; Eu sou a Tal!Happy Batatinha; Iara Alencar; Jesus Apócrifo; Julie – Minha Psi!; Leticia e David; Leve Impressão; Luz de Luma; Morando Sozinho; Não sou normal; O Pitoresco; Poucas Palavras; Saber é Bom demais; Sarah Rubia; Tempestade Cerebral

Obrigado querida pelos sêlos. Já não os devo.

Março 18, 2009

nada, tudo e nada

Arquivado em: Alma Humana, Alma feminina, Alma masculina, Relacionamentos, mulheres — by adaobraga @ 1:00 pm

- Porque você trabalha?

- Eu tenho que trabalhar porque meu marido não me dá nada! Mas, mesmo trabalhando ele acha ruim. Pensa que eu estou traindo ele. Já deixei alguns trabalhos porque ele desconfiava de mim. Já até me bateu. É que eu sou negra e as machas roxas não aparecem. Mas, veja aqui ó… mais aqui, e essa aqui também.

- Porque você não larga ele e tenta outro marido?

- É que já temos um filho juntos?

- E compensa sofre assim?

- é que eu não tive experiência na vida. Engravidei quando tinha 13 anos e casei com ele quando tinha 16.

- Já prestou queixa dele por causa das porradas que ele te dá?

- Sim, a semana passada. Mas, mamãe me fez tirar a queixa porque ela disse que eu jamais vou arranjar um homem igual a ele.

- Eu discordo! Deste tipo ai, há muitos e você ainda corre o risco de encontrar outro pior.

- Quando você diz, que ele não dá nada para você, o que é nada?

- Tudo que uma mulher precisa no dia-a-dia. Calcinhas, absorventes, xampu, brincos, pulseiras, roupas, sandálias… tudo!

Março 17, 2009

eu e a mãe dele

Arquivado em: Alma Humana, Alma feminina, Alma masculina, Reconhecimento, Relacionamentos, homens, mulheres — by adaobraga @ 1:24 am

- Você é um homem maravilhoso. Porque meu marido não é igual a você?

- Porque você não ensinou ele a ser.

- Ah! A culpa é minha?

- Não totalmente, mas, você poderia tê-lo educado e ensinado a tratar você diferente e melhor do que ele trata a mãe dele!

Março 9, 2009

Nascer, crescer, reproduzir, envelhecer e morrer

O sistema ora é machista, ora é classista. E, a pressão ciclo-sócio-hormonal” é intensa. Muitas e muitos sofrem com esta pressão. Não importa de onde vem a sentença, o machismo sempre dá um jeito de aparecer e impor-se.k_utero-1

Eu denomino de “ciclo-sócio-hormonal”, este ciclo determinado pela ciência: NASCER, CRESCER, REPRODUZIR, ENVELHECER e MORRER.

Esta pressão e opressão é duro, insensível, desumana, cruento, para o gênero feminino.

Para as mulheres, o fato de não terem ao menos um filho, é visto, em muitos casos, como sinônimo de FRACASSO.

Esta incompletude além de cobrada, é também imposta com outras regras, em especial uma que diz: - Para se ter um filho, é preciso ter marido.

Alguns trastes podem nem prestam, mas, tem que ter aquele, amplamente divulgado como: “O pai do meu filho”.

Não importa o sucesso que ela tenha obtido nas ciências, nos estudos, nas finanças, na faculdade, no direito, na psicologia, na política, nos esportes, etc..

Não importa se ela é famosa, rica, poderosa. Passou de certa idade, continua solteira, não usou o aparelho REPRODUTOR, é vista com  reservas, e alguns comentários sórdido surgem nalgumas rodinhas de amigos, e também, fazem parte dos diversos comentários familiares.

As cobranças  sobre este item do ciclo humano é veemente. Na falta do mesmo, é como ter adquirido o rótulo e ou o diploma de INCOMPETENTE. As cobranças são tão populares, que, as próprias mulheres se colocam na posição. 

“… me dei conta de que eu era A solteira. A única que não fazia parte do contexto: separada, sem namorado, sem filhos, sem uma baita barriga de gravidez.
Ok, eu não sofri dessa vez, foi mais um catatonismo e um reconhecimento da minha condição. E sério, não sei o que dizer sobre esse assunto… só sei apenas que tudo o que pensei é que estava desencaixada, como se tudo em volta estivesse em outra rotação.” –
Acalma Alma Má.

O melhor testemunho que li sobre o assunto e copiei para o texto.

Aqui na cidade, já ouvi algumas reclamações de amigas que sofrem esta pressão hormonal uterina. Elas sofrem com a validade dos óvulos, e com a pressão social, a cobrança familiar, porém, se não casarem e tiverem um filho, são mal vistas, e difamadas. É como, se fossem inúteis à existência se não REPRODUZIREM, sem também seguir as regras sociais.

Algumas, só falta gritar:

- Eu quero REPRODUZIR.

Mas, porém, contudo, todavia, no entanto, para tal evento, e para não ficar mal na fita, eu preciso de um par. Necessito de um marido. Eu careço de alguém que me queira. Não existe um meio termo para elas: Ou abraçam tudo ou arca com todos os ônus.

Na linha descendente do ciclo, (Envelhecer e Morrer), deixa de existir a cobrança, e passa aos comentários depreciativos, acusadores e inquisidores. É como ter que olhar e conviver com a constante acusação:

  • Você não reproduziu;
  • Você entrou e saiu desta vida e não cumpriu o ciclo;
  • Você falhou;
  • Inútil;
  • Imprestável;
  • Incompetente.

O fato é que as cobranças existem. Não importa a situação. A idéia é a mesma: quem se casa, constituem família, REPRODUZ, ENVELHECE, e MORRE foi bem sucedida.

As solteiras, mesmo com todas as outras questões resolvidas, nada realizaram! O sistema funciona assim. Somos julgados, comparados, ainda somos condenados pela sentença antiga da ciência: Nascer, crescer, REPRODUZIR, envelhecer, morrer.

Pressão maior sobre as mulheres que aproximam da data de validade. Depois deste prazo,  sem o sucesso, sem a estabilidade, sem a economia suficiente para pagar um tratamento hormonal, restará a estas, envelhecer e morrer de forma ignominiosa, desonradas, oprobriosas, vergonhosa e comentada por vários familiares das mais diversas forma. Mesmo depois de morta, ainda se ouve no dia do velório:

- Morreu e não deixou um filho no mundo.

Só faltam criarem o epitáfio padrão para todas que assim fizeram como: “Aqui jaz uma que não reproduziu”

Março 7, 2009

“O modelo errado que dá certo!”

Arquivado em: Alma Humana, Alma feminina, Alma masculina, Pessoal, Relacionamentos — by adaobraga @ 10:49 pm

Esta semana recebi a visita de uma amiga em crise conjugal. Muitos amigos e amigas veem a nós como exemplo de sucesso conjugal. De  casamento ideal. De relacionamento estável, inquebrável e eterno.

Entretanto, o que há de normal ou anormal, diferente ou igual, certo ou errado que outras pessoas veem nosso relacionamento como exemplo?

Não saberei responder de imediato.

Poderia elencar vários motivos e várias razões, mas todas elas não refletiria a verdade, e tenho certeza, que nosso sucesso é a maneira que encaramos os erros e não os acertos do relacionamento.

Nunca esperamos um mar sem tormenta. Nunca imaginamos e nem buscamos um jardim edênico.

Nossa relação nunca foi baseada nos contos felizes, nem nos filmes românticos, nos finais de novela.

Sempre partimos da premissa de que separariamos nos próximos anos, no entanto, diante da perspectiva negativa, fizemos mudanças, e viemos nos adaptando a situação do dia-a-dia, para que houvessem mais momentos de romance, de alegria, de festas e outros momentos.

A diferença entre nós, é que procuramos enfrentar os problemas juntos, e não separados.  Não pensamos que o universo conspira a nosso favor, mas, também, não é contrário, apesar de existirem muitos momentos díficeis e fases complicadas, e situações desafiadoras e de dúvidas e incertezas.

A amiga, não gostou de nossa posição. Achou que apoiamos a parte errada, e não conseguiu ver a opção de valorizar o todo, e não uma das partes.

Uma parábola, é melhor do que a verdade explicita. Uma dúvida é melhor do que descobrir a mentira contada. Uma verdade oculta é melhor do que uma mentira revelada.

O modelo de homem vislumbrado e difundido é baseado no erro. O modelo de estereotipados nestes filmes, novelas, livros e revistas é uma ilusão. Não existe. E não estou pensando no descrição de Príncipe encantado, estou pensando nos meus semelhantes. Homens de carne e osso, que tem mais em evidências os seus defeitos do que suas qualidades.

O modelo de mulher vislumbrado e difundido, como uma mulher inteligente,  com situação financeira definida e estabilizada, bem como profissionalmente bem sucedida, faltando apenas um parceiro para completar o cenário, porém, haverá muitas tormentas e controvérsias antes do FELIZES PARA SEMPRE, implicito no THE END!

A nossa vida conjugal, não é uma comédia romântica. Não iniciou e não se passa em algum escritório, ou nalgum parque de Nova York, Chicago, Paris, Londres, ou Moscou. Não, não é.

A nossa vida conjugal, não foi um amor à primeira vista, não fomos surpreendidos por uma paixão avalassadora, mas, estamos insistindo, lutando, labutando para sermos felizes para sempre.

Somos um modelo errado, porque suplantamos e desdenhamos do romance, do amor, da paixão, da felicidade, ainda que os ditos estejam sempre se oferecendo para melhorar nossa condição, poém temos resistido-lhes com o pensamento de que que por eles foram dirigidos tomaram sempre a direção errada.

  • Se não estou feliz… o relacionamento é melhor acabar mesmo;
  • Se não existe paixão… não há o fogo necessário para o aconchego;
  • Se não não existe romance… é porque não existe amor;
  • Se não existe amor… estamos nos especializando em não saber cultivá-lo.

Nosso modelo errado porque errando ou acertando, insistimos, persistimos e não desistimos dele. E tal comportamento está em desuso, fora de moda, mas, é o nosso modelo.

Março 4, 2009

Por amor, tesão, fantasia, comiseração e gratidão.

Quando o assunto é casamento, amor e sexo, as idéias, opiniões, teorias, livros e conselheiros tem orientações e explicações diversas. Todos os anos lançam livros, artigos, pesquisas e experiências em que se revelam os interesses dos brasileiros e das brasileiras.

Alguns são interessantes (O que desperta o dejeso Sexual Feminino). Outras nem tanto.

Minha experiência, e as experiências que me contam, tanto elas, quanto eles, me permite listar abaixo alguns motivos pelos quais elas se entregam ao sexo, e também porque nós homens fazemos sexo.

Desde o inicio que sempre digo, que minha esposa não é minha amiga. Não a quero como amiga, e não quero que ela me tenha como amigo. Amigas e amigos, ela deve manter os que fez na infância e na juventude. Eu a trato e a vejo como mulher, sem esforço, enquanto, tento sempre me apresentar como homem.

As funções de esposa e de esposo também tem suas características. O sexo entre nós também segue a lista. Não por impositura, mas, por situações diversas.

O sexo por amor acontece no inicio do relacionamento. Usa-se o sexo como demonstração de amor. Este primeiro amor, é regado com sexo de todas as formas, meios, lugares e posições.

Me esforço para não confundir fazer sexo com fazer amor. Não sou adepto da concepção de que quando se faz sexo, também se faz amor. Amor e sexo são diferentes. Posso fazer sexo sem amor, e sentir amor sem fazer sexo.  Reconheço a validade da frase: fazer amor, como sinônimo romântico de manter relação sexual, cópula, transar, f*, etc, e ou, um simples eufemismo para dizer aos amigos o que aconteceu.

Nesta época de acasalamento, a tesão impulsiona as diversas ocasiões e cópulas. As fantasias são executadas e perseguidas. Exploradas e comentadas, na esperança de que o outro(a) tenha coragem de realiza-las.

Certa vez, passando por uma praça, ela viu ao longe um casal, e na mesma semana fui convidado para lá passar. A tesão é propulsora do sexo.

O tempo passa e o amor passa para outras fases, e o sexo é usado de outras maneiras e formas. Há situações em que o sexo é realizado por motivos diferentes dos que já foi mencionado. Uma das pessoas que comentou o assunto, contou-me a história dela e declarou:

Certa vez quando eu fiz uma cirurgia e tive que passar uns tempos de resguardo, minha mãe veio me visitar e me disse:

- E o marido, já deu uma aliviada?

- Oxiii mamãe, eu tô de resguardo!

- Eu sei, mas, ele não pode ficar esperando o tempo todo não. Dê um jeito minha filha, homem, não pode ficar esquecido não. Dê seu jeito. Alivia o homem.

Mesmo em situações adversas, há em muitas regiões, este conceito de que nós homens não conseguimos suportar certo período sem atividade sexual. Há quem possa comentar e culpar que vivemos em uma comunidade machista, mas, neste caso em especifico, quem alimenta tal conduta foram elas mesmas.

Vi, faz alguns anos, um debate entre duas irmãs em que, o assunto era a irmã mais velha. Esta vivia entrevada sobre uma cama. Abaixo do pescoço não havia movimentos.

Naquela tarde, ela recebeu a visita do esposo que há meses não vinha visita-la. A indignação das irmãs, era que a do meio surpreendeu-os na prática de sexo oral. Única parte que ela poderia usar para satisfazê-lo, e quem sabe, dar a ela, o sentimento de que mesmo na situação atual, ele a desejava. Pura comiseração.

Não sei outros homens, mas, eu, quando grato, além dos elogios, com frequência a presenteio com chocolates, em especial, os meio-amargos que ela ama, e os brancos que ela morre de boca cheia.

Porém, constato, que quando ela está grata, alegre, satisfeita, feliz, a quantidade de sexo durante certo período é superior quando em outras situações, mesmo quando ela diz sentir mais amor, quando tem mais tesão, e ou por comiseração.

Eu aconselho: Faça sua companheira  alegre, satisfeita, grata e feliz. A recompensa é gratificante.

Se preferi, siga o conselho bíblico:

- Portanto, alegre-se com a sua mulher, seja feliz com a moça com quem você casou – Provérbios 5:18

Enquanto você viver neste mundo de ilusões, aproveite a vida com a mulher que você ama. Pois isso é tudo o que você vai receber pelos seus trabalhos nesta vida dura que Deus lhe deu. – Eclesiastes 9:9

Usando a Bíblia no Linguagem de Hoje.

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