Corpo, Alma e Espírito

Janeiro 30, 2009

As caras e as bundas

Arquivado em: Alma Humana, Alma feminina, Alma masculina, Vidas, homens, mulheres — by adaobraga @ 11:16 am

Vir na casa de Madá para consertar ou verificar o computador é sempre muito bom. Aqui funciona um salão. É onde Kátia vem toda semana para tomar alguns cuidados com os pelos e os cascos.

Fazemos permuta de serviços. Eu cuido da parte tecnológica da casa, ela cuida do que é necessário para Kátia.

Aqui sempre tem muita conversa, bate-papo, fofoca, informações da vida alheia. E como sempre os assuntos prediletos das mulheres, quase que nesta ordem:

Ainda que tentem criar uma guerra dos sexos entre os gêneros, mulher gosta de falar de homens.

- Ele disse que eu fui a única mulher que ele amou na vida;

- Eu nunca quis casar. Dispensei tantos homens, mas, não sei o que este homem fez comigo, que já passei tantos sufocos com ele.

- Com ele, eu já passei fome, mas, não me arrependo dos homens de condições que deixei de lado.

- Minha vida tá acabada, tudo porque eu amava aquele traste de homem;

- Eu sou uma boa esposa, sou boa dona de casa, sou boa amante, mas ele prefere as safadas que acabam com o dinheiro dele;

- O mundo anda tão mudado, que agora, minhas amigas que trabalham e ganham bem, os homens delas ficam em casa sem fazer nada;

Assunto recorrente por aqui, são as festas. Porém, é um assunto amplo. Festa chama tantos comentários quantos convidados foram na festa. No papo de festa, entra o terceiro assunto muito comentado: Roupas, calçados, e acessórios, bem como se fala dos homens da festa, delas e das outras.

Neste tópico, as analises são também amplas e irrestritas.

- Vixi, Deus me livre de uma roupa daquela.

- Ela ficou muito feia com aquela batinha de grávida.

- Ela andava como se fosse uma mula peada

Porém, o sucesso foi elas perguntarem para mim o seguinte:

- Porque os homens se viram quando passa por uma mulher na rua?

Foi uma gargalhada só no recinto. Depois quando fui responder, houve um silêncio inacreditável. Todas me ouvindo. Todas curiosas.

- Nós homens, quando olhamos uma mulher, e ela vem em nossa direção, olhamos-a de frente. A região do quadril recebe uma atenção, ainda que rápida, muito especial.

Se o quadril segue certo padrão, nós olharemos para trás, mas, tão somente para olhar a bunda. É uma questão de associação de cara-bunda.

Se ela é bonita de rosto, e tem uma bunda atraente, bonita, bem feita, os pensamentos, voam, e mentalmente ele diz:

- Uh! que gostosona. Combinação perfeita. Bunda e Beleza.

Se nós homens passamos por uma mulher e ela está de costa, nós já vimos a bunda. Se a visão da parte traseira agradou, vira-se e olha-a de frente, para fazer o mesmo reconhecimento, só que agora inversa: bunda-cara

Se a bunda é bonita, desejável, e a cara é de uma mulher simpática:

- Uh! que gostosa! Ah! eu com uma mulher dessas.

É só isso! Nós homens olhamos para trás, quando as vemos de frente, e olhamos de frente quando já a vimos por trás.

- Vocês só pensam nisso, não é?

- E é ruim?

Janeiro 27, 2009

A ponto de.

Arquivado em: Alma Humana, homens, mulheres — by adaobraga @ 2:17 am

Nunca pensei que amaria alguém desta maneira, a ponto da dor que ela sente atingir-me. Da doença que lhe abate, sugar-me as energias. A ponto de a rejeição, o mal olhado, a inveja, a repulsa que lhes atiram acertar no escudo que me tornei para ela.

Janeiro 25, 2009

Castelo dos Desejos – Cármen Neves

Arquivado em: Alma Humana, Geral, Participação, Pessoal, Reconhecimento, Relacionamentos, Vidas, homens — by adaobraga @ 11:39 pm

Esta semana terminei a segunda leitura do Romance Castelo dos Desejos da querida Cármen Neves.  A Cármen Neves, castelo-dos-desejospode ser encontrada nos seguintes endereços:

  1. Só para dizer que tenho um Blogue;
  2. Cármen Neves: Prosa e Versos.

Para saber mais sobre ela, visite os links e leia sobre ela.

O Romance, Castelo dos Desejos, me envolveu na história. Subi e desci todas as escada. Abri cada uma das portas. Olhei cada uma das janelas. Vi cada um dos objetos de artes mencionadas. Vi o olhos da mocinha e virgem. Vi as roupas pretas do protagonista. Participei das festas. Recebi os convidados, bebi e comi. Vi cada vestido. Cada vinho aberto. Cada mesa posta.

O romance trouxe-me uma visão adicional do amor. O romance despertou em mim o desejo de pensar e refletir sobre temas, tais como:

  • Existe alguma regra para os seres amarem e não amarem?
  • Quem está apto a amar? Existe algum tipo de criatura que não sinta amor?
  • Quem pode limitar o raio de ação do amor?
  • Qual a linha limite entre o poder e o livre-arbitrio?
  • Quem tem poder de burlar o livre-arbitrio é limitado pelo amor?

Ocorreram-me várias outras indagações. Mas, vou ater-me a comentar O Romance: Castelo dos Desejos, onde Cármen nos conta uma história de um dos descendentes de um personagem famoso, inigmático, romântico e imortalizado na literatura, no teatro, e nos cinemas.

Os personagens do romance tem carisma, porém, o que mais gostei do romance foi a interação que Cármen fez com pessoas reais, em especial, com os textos de amigos, poetas e poetisas, escritores famosos, conhecidos e anônimos, tal qual eu.

Amei a maneira como ela inseriu no livro os nosso textos, como sendo, memórias do protagonista da história. Lá estão vários poemas, inclusive o que lhe enviei, na página 185. E, também o de Beth, na página 168.

A ponta de inveja, fica por ver que o Roberto P. do Amaral Pereira teve vários textos incluidos no diário do protagonista da história, mas, sei que se tivesse enviado outros textos ela teria incluido, e bem me lembro, das vezes que ela insistiu para que eu enviasse o texto para ela inserir na história, assim, a culpa de haver apenas 1 texto, é minha.

Já vi que a edição do Castelo dos Desejos, está com a edição esgotada, e esta semana, estarei emprestando a minha edição, especial, autografada para alguém.

Se vocês tiverem a oportunidade de ler este romance: Castelo dos Desejos, aproveite a leitura.

Janeiro 22, 2009

choro, chantagem e realidade

Ser pai não é uma tarefa fácil. Ser pai, envolve muito mais do que prover sustento para os filhos da sua esposa. Pedro o mais novo, está numa fase curiosa. Ele aprendeu e usa com muita propriedade a arte do choro e da chantagem. Devemos estar atentos às manipulações da situação que ele tenta fazer. Por outro lado, devemos ter atenção para quando ele não esta tentando manipular a situação.

Como, maioria das famílias brasileiras, aqui há poucos eletro-eletronicos para muitos. É a relação um-para-muitos, e muitos-para-um. O computador é ligado quase que ininterruptamente. A TV é ligada o tempo todo, ainda que eles tenha os horários dos desenhos e programas preferidos. Porém, a disputa é intensa por cada coisa. Por enquanto, o video-game um PS1 pifou a unidade ótica, assim, menos um. Mas, a pressão, e os pedidos por um PS2 e ou um 360X já se intensificam.

Sendo assim, há meios e modos de se usar um ou outro, nunca se pode ter tudo. Assim, as vezes a tática, a técnica, a estratagema de se usar mais, não segue uma regra ou uma lei expressa. Espera-se que aprendam a usar e a ter as coisas, e não permitir que as coisas se tornem o centro da existência deles. Porém, num dia destes qualquer, num desavença entre eles ouvi as ameaças de Pedro:

- Se você não deixar eu jogar agora, eu vou chorar, e mainha e painho vai mandar desligar. Ai, nem eu, nem você! O que você quer?

Como ele chora quando quer, devemos estar alertas para cada momento, para não cairmos em suas manipuladas lágrimas, bem como, para suas elaboradas encenações.

No entanto, ontem, quando ele chegou choramingando como de costume, e sentou-se no braço do sofá, pensei em mais uma situação em que ele queria a intervenção para o “fraco, menor e oprimido desta casa”.

- O que foi Pedro, que você já tá com este seu chorinho pelos cantos?

- Eu cair e me lasquei todo!

Levantei-me num pulo. Corri em sua direção, e peguei-o nos braços, trouxe para a luz e olhei-o de alto a baixo. Estava mesmo com os arranhões e sangue nas partes raladas. No cotovelo direito, na parte superior do torax, e outra no Ileo, que estava muito dolorida.

Levei-o ao banheiro tirei a terra grudada em suas costas, e dei-lhe banho. Limpei as arranhaduras e lavei com sabão de coco. Depois ele dormiu tranquilo.

Ele também aprendeu que agimos diferentes em situações sérias e comprovadamente necessárias. Que procuraremos ser honestos, justos e coerentes com a situação. Não é qualquer chorinho que nos derreterá o coração, mas, certas situações levara nossos corações a qualquer chorinho.

Janeiro 21, 2009

Quer um café?

Arquivado em: Lembranças, Pessoal, Reconhecimento, Relacionamentos, Vidas, mulheres — by adaobraga @ 12:31 am

A maioria de nós homens não fariamos nada para melhorar este mundo. São poucos os homens que querem alterar a sua rotina, em especial, mudar totalmente seu modo especial, ocioso e gostoso de apenas viver preocupando-se tão somente com o agora. Afinal o amanhã não existe.

Quando porém, os hormônios nos fazem sentir o cheiro da fêmea, e atiça nossos desejos, nossas vidas mudam. Apartir de então, somos impulsionados as mudanças. Porém, há desejos, imagens, ocasiões, sentidos, sentimentos que desajamos ardentemente manter inalterados.

Semana passada, ela foi ao salão. Havia muitos dias que ela não cuidava de si.

Preocupou-se em excesso pela cria. Cuidava, preocupava, corria em busca de soluções. Agora que a situação está voltando ao que era antes, ela notou que o cabelo caia. Procurou orientação de um amigo. Ele receitou um tratamento.

Na necessidade da fêmea é que os machos se mobilizam. Então, fui buscar meios dela curar-se. Voltou no fim da tarde com o rosto de sempre, entretanto, ao sentar-se no sofá, olhando-a de frente, admirando-a, reparei que era aquele rosto que vi nos inicios dos anos 90.

Aproximando, beijei-a.

- O que foi agora?
- É que, o cabelo do jeito que está, me relembrou quando te vi a primeira vez!
- Verdade?
- Sim! E, eu gostei de vê-lo assim. Me faz saber que não importa o tempo que estamos juntos, haverá sempre um momento, um motivo, um meio, uma maneira de irmos ao passado, e saber que o tempo não muda a essência do que é duradouro.

Ela riu. Levantou-se e perguntou:

- Quer um café?

Janeiro 18, 2009

Resumido numa canção.

Arquivado em: Aleatórios — by adaobraga @ 11:09 am

Sou o mesmo que te amou. Não me diga que esqueceu…  Sei, que tudo já mudou. Tanta coisa se perdeu… Houve um tempo em que um beijo nos calava a voz; E o silêncio era "Eu Te Amo".

Vem de volta pro futuro que ainda há pra nós.  Ah…, o amor só dói, pra quem não volta atrás. Amor, é tudo que eu tenho pra dar, depois,…é só pedir mais !

Sou o mesmo que te quis!  Lembra da primeira vez?  Qual dos dois foi mais feliz ? Quantos beijos eu te dei ?

Na saudade eu te conheço, como alguém real dando voltas nos meus sonhos.  No futuro, o sentimento que inventou nós dois. Ah,…sempre vem depois pra quem quer recomeçar…  Amor é tudo que eu tenho pra dar depois…é só pedir mais !

Roupa Nova: De volta pro futuro.

Janeiro 13, 2009

Tal qual como antes

Arquivado em: Alma Humana, Espirito, Relacionamentos, homens, mulheres — by adaobraga @ 11:16 am

Quando eles se casaram à família dele dizia que o casamento não teria duração de um ano. Há mais de uma década que o casamento deles estavam indo de vento em popa apesar das desconfianças, das alfinetadas, bem como das cobranças de atitude dos familiares dele para que ele tomasse uma atitude coercitiva, em relação aos comportamentos arbitrários, autoritários, agressivos, intolerantes que ela sempre manteve sobre ele. Tal comportamento foi ainda percebido no namoro. Todavia, depois de casados, pensavam que ele mudaria a situação do namoro. Isto não aconteceu.

 

Os mais de 3500 dias em que ele esteve com ela, e os filhos, tanto os irmãos mais velhos, como os mais novos, e até a caçula dizia que ele era frouxo ao permitir que ela o tratasse daquela maneira.

 

Ao longo dos anos, enquanto ele submetia voluntariamente à situação do seu relacionamento, os parentes, amigos e aderentes, o insuflava à rebelião, ao divórcio, ao abandono. Houve até quem, em sã consciência, aconselhou-o a dar uma sova naquela mulher intolerante, arbitrária, autoritária, agressiva para que ela se recolhesse a sua função social função social de submissão.

 

Em ocasiões de festas e regozijo familiar, ele era intimado a comparecer nos lugares e nas famílias em que ela tinha prestigio e notoriedade. Contrariamente a isto, ele era proibido de ir à casa dos pais, dos irmãos, parentes, amigos e colegas de trabalhos. Nalguns casos em que ele a avisava e ou pedia permissão, era-lhe concedido o direito de visitas e participações em festas e eventos.

 

Antes, porém de uma década e meia, ele ouviu algo que o enfureceu. Ninguém soube o que foi. Ninguém teve noticia de algo extraordinário, porém, todos souberam que ele havia saído de férias e viajara sozinho.

 

Não demorou até que o bairro fosse inundado com o escândalo da semana: Ele havia saído de casa. Fora em buscar um antigo amor da adolescência na capital cearense. Voltou uma quinzena depois. Desceu do carro com a nova companheira.

 

Intrigante foi ver a cara daqueles que outrora o incentivava à rebelião. Um irmão fechou a porta. Saiu ao passeio da casa e o avisou:

 

- Meus filhos não precisam deste exemplo de irresponsabilidade. Onde já se viu acabar um casamento assim?

 

A mãe e o pai, ainda que tentasse serem imparciais, se recusaram a receber a nova nora. Alguns amigos começaram a fazer-lhe agouros e vaticínios fatalistas e apocalípticos. A ex-esposa, espalha pelos comunicadores, comunidades virtuais e por e-mail a infidelidade, e a maneira triste como ele abandonou o lar, e a família.

 

Ele agora se encontra na situação oposta. Fez o que todos diziam que ele deveria fazer, entretanto, todos estão contra, e abandonando-a a própria sorte, tal como antes, mas, não demorará muito a surgir os novos a dizerem que ele apenas trocou seis por meia dúzia.

Janeiro 5, 2009

05/01

Arquivado em: Lembranças, Pessoal, Reconhecimento, Relacionamentos, aniversário, mulheres — by adaobraga @ 1:21 am

katia

 

Um Dia, Um Adeus*

Só você prá dar
A minha vida direção
O tom, a cor
Me fez voltar a ver a luz
Estrela no deserto a me guiar
Farol no mar, da incerteza…
Um dia um adeus
E eu indo embora
Quanta loucura
Por tão pouca aventura…
Agora entendo
Que andei perdido
O que é que eu faço
Prá você me perdoar…
Ah! que bom seria
Se eu pudesse te abraçar
Beijar, sentir
Como a primeira vez
Te dar o carinho
Que você merece ter
E eu sei te amar
Como ninguém mais…
Ninguém mais
Como ninguém
Jamais te amou
Ninguém jamais te amou
Te amou…
Ninguém mais
Como ninguém
Jamais te amou
Ninguém jamais te amou
Como eu, como eu…

 

Feliz Aniversário!

 


* Guilherme Arantes

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