Corpo, Alma e Espírito

Dezembro 30, 2008

Os homens traem e as mulheres choram!

Arquivado em: Alma Humana, Relacionamentos, Vidas, homens, mulheres — by adaobraga @ 11:17 pm
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Nestes últimos dias de 2008 enquanto muitos estão tranquilos, vibrando com as mais extraordinárias formas de alegria, muitos outros humanos, estarão de alguma maneira sofrendo com uma traição qualquer. Traíção e fidelidade (Texto antido de Adão Braga: Quanto tempo para se apaixonar?) acompanham-nos em todos os episódios do cotidiano.

Mas, enquanto a maioria estão cantando a virada de um novo ano, alguns estarão chorando uma decepcionante traição. Outros tantos estarão chorando por um relacionamento acabado.

Quando digo que os homens traem, não digo que os homens, sempre tem outra mulher, tem um caso. Os homens traem a sua companheira de diversas maneiras, modos, ações, palavras e atitudes. A traição subjetiva, quando exposta, é tão, ou muito mais dolorida do que aquela traição física, e que envolve relação sexual.

O que é que é mesmo traição subjetiva? É aquela traição de ideal. É a traição de propósito.

Este tipo de traição, sempre brota na cabeça de muitos homens, quando ele conhece, e ou, descobre algo do passado da companheira, e pelo fato, dela não guardar ressentimentos, mágoas do ex-namorado, ex-marido, e até uma amigo de infância, ele já imputa a ela uma eventual entrega a este tal.

A traição masculina, não é só quando ele procura outra mulher. Nós homens traímos facilmente os ideais de um relacionamento quando descofiamos de nossa companheira. Quando vemos-a conversando alegremente com um outro, e logo pensamos que é uma ameaça. Que aquele, com quem ela estar conversando, logo mais, se entregará nalgum motel, ou que marcará um encontro as escondidas. Então, uma torre de vigia é montada. Isto também é traição.

Outros tipos de traições não concomitante:

  • Pegar o celular de sua namorada e ver para quem ela andou ligando.
  • Descobrir a senha do e-mail;
  • Instalar programas keylogger para saber o que ela digita no MSN;
  • Escutar na extensão do telefone;
  • Instalar câmaras de vigilância;
  • Instalar microfones pela casa para saber o que ela fala e com quem fala;
  • Escutas nos telefones;

Há muitas maneiras de se trair uma parceira, e a desconfiança é um tipo de traição que também magoa, que fere, e causa tanta ou mais dor do que uma “escapulida sexual”, não que este tipo não seja ruim.

Na década de 80 um amigo foi abandonado no altar. Na manhã seguinte, ele foi até a casa da ex-noiva perguntar o motivo de tamanha desdita, e ela explicou:

É que eu não sou virgem, e, como não tive coragem de te dizer, pensei que estava te enganando. Por isto disse não, e sair da igreja.

Depois deste episódio, ele generalizou. É comum também este tipo de atitude masculina. Porque uma mulher agiu com ele de tal maneira, conclui-se que todas agirão de igual modo. Não é verdade! Porém, a traição subjetiva, é comum aos homens e posso generalizar. Nós homens assim agimos. Traimos nossas companheiras ao aceitar uma denuncia anonima de traição, sem ao menos, dar-lhe o direito do contraditório. O direito de defesa. Tão somente a condenamos, e se possível, a executariamos por infidelidade. Os homens traem, mas tal traição, não é só uma aventura sexual. Os homens traem:

  • Quando desconfiam.
  • Quando insinua infidelidade.
  • Quando pensa que ela é descarada.
  • Quando crer noutras pessoas e não nela;
  • Quando pensa em outras;
  • Quando pensa que ela está pensando no outro.

Por fim, os homens traem quando deixa evidente, por palavras, ações, atos ou por comportamento óbvio, e revela de forma indiscreta, discriminatória emoções que deveriam ficar oculta em relação a sua companheira.

O comportamento das mulheres diante desta situação é de refém e de um duro, árduo, penoso, aturado, absorvente choro que lhes chega desmedido. É comum, e em geral, as próprias além de sofrer tais traições, também, de alguma forma sofrem represálias, se tais circunstâncias forem reveladas.

A situação fica complicada. Pois, diante de algumas traições, não há como se defender. Há certas acusações em que o silêncio é defesa, noutros, o silêncio é confissão. Diante da traição subjetiva, nada se poderá fazer, por que a traição nasce, cresce e se estabelece na mente traidora. E lá, ninguém poderá operar mudanças. O melhor a fazer, se houver como, é afastar-se e permanecer longe.

Dezembro 26, 2008

Melhor do que o original

Pri, que anda desaparecida da web, quando conversamos por MSN ou por telefone, por uma ou duas vezes aparentou descontentamento com uma frase que quando em vez falo. Alba, uma amiga daqui da cidade, diz, que foi por causa da frase, em especial, pelo tom de humor que uso, que a fez gostar de mim. Ka, sempre quando a ajudo nalgum problema, diz a frase. Afirmando: Adão Braga, é o máximo!

Ainda que eu diga: EU SOU O MÁXIMO, e eu a dizia antes de conhecer o desenho animado, não é uma frase que digo por arrogância, talvez por convencimento, nunca por petulância, orgulho, soberba, altivez, presunção, insolência ou audácia, apenas digo a frase como meio de humorizar alguma situação.

Não gosto de querer ser o melhor de todos tão somente por estes adjetivos acima elencados. Procuro saber aonde falar tal frase, e jamais, querer ser melhor do que o original.

Meu amigo,  “O Maestre Roberto“, faz uma excelente imitação da Voz do Cid Moreira. A última vez em que o encontrei, ele me mostrou as gravações, e no seu sotaque mineirês indagou: “Num tá igualzin?”. O que fui obrigado pela semelhança, a concordar com ele. Mas, em momento algum, o Roberto, quis ser, demonstrou ser ou tentou ser melhor do que o original.

Este é o ponto.

Eu não gosto de algumas vozes que o mercado musical lança, e num breve momento, o Brasil, se rende a tal voz. Eu não gosto de alguns cantores, de algumas expressões que alguns cantores e cantoras ficam famosos por usarem. Entretanto, pior do que os tais, é conhecer e conviver com alguém que queira e diz ser melhor do que estes tais. Não que não seja, mas, é o desgosto de ter que aturar tais comparações e presunções.

No domingo passado, 21/12, um determinado cantor estava apresentando seu repertório, e para minha dupla infelicidade, esta pessoa estava aqui em casa. Se já não gosto, da apresentação do original, imaginem a minha situação quando vejo alguém querer ser melhor do que os ditos?

Kátia se irrita, quando, usando todo o poder que ainda me resta, uso o controle e mudo o canal, para o canal dos leilões de boi. O problema é que tais arrogantes, se julgam melhor do que o original, sem levar em consideração, que tanto o original, quanto a imitação à minha frente, me é incomoda. E lá foi ele querendo demonstrar que cantava melhor do que o original, e para completar afirma:

Não sei como esta dupla faz sucesso! Esses dois nem sabem cantar.

Para piorar a situação lá vem ele com o violão. Aumenta a voz. Toca mais alto. Imita tão ruim quanto os originais, no entanto, julgando-se o melhor do Brasil, quer fazer o show na sala. Com toda imodéstica possível. Com todo o descaramento, com toda insolência, com o senso do rídiculo desligado, continua a sua trajetória rumo ao vexame.

Todos saem, ele ainda permanece disputando com a dupla que canta na TV. Neste caso, ainda que eu não goste destes outros, eu os prefiro. Mas, a lista de quem é inferior a ele, e que, por algumas vezes ele quis demonstrar sua voz maravilhosa passa por: Zeze de Camargo, Daniel, Chitão e Xororo, Fagner, Roberto Carlos, Renato Russo, Djavan, Zé Ramalho, Zeca Baleiro, Fábio Junior, Calcinha Preta… etc.

Dezembro 22, 2008

Aprovação e Reprovação.

Quando menino, ouvindo minhas duas irmãs maiores falando de escola, passei a ter um objetivo estudantil: Eu queria no futuro, quando estivesse no colégio onde elas estudavam, ter o professor Moacir como meu professor.

Elas elogiavam tanto o professor, que eu fiquei desejando ter idade suficiente para estudar com tal professor. Porém, quando, na sexta-série, tive finalmente o primeiro contato com o professor, foi o pior ano na matéria que tive entre a quinta série e a oitava série.

Depois, a segunda oportunidade, foi no segundo ano do curso técnico de contabilidade, que na época era uma formação profissionalizante.

Nas duas vezes em tive a oportunidade de estudar com o professor ideal, maximizador, idolatrado por minhas irmãs, e por cerca de 90% dos estudantes das escola, eu tive um dos piores aproveitamentos de minha vida estudantil.

Minha vida é quase sempre assim. Hoje, neste texto, reservo-me o direito de chorar minha mágoas do ano. Este foi um dos piores anos desde que casamos.

Não foi um ano fácil. Não foi um período fabuloso. Não foi de todos ruim, mas, o pouco desgostos que tive, foi o suficiente para estragar outros periodos gostosos e legais do período. Quando passamos por dificuldades, esquecemos rapidamente das sensações e alegrias. O sentimento que temos é que os minutos de períodos ruins são mais duraveis do que aqueles minutos bons, e agradáveis.

Este foi um ano daqueles. Foi um ano que tudo que produzimos não foi suficiente para alcançarmos a APROVAÇÃO no final do ano letivo. A APROVAÇÃO veio. Estamos contentes, porém, não esquecemos do sofrimento da recuperação, e da angústiante idéia da REPROVAÇÃO no ano letivo.

Este foi um ano em que esperavamos mudanças, mas, elas não chegaram, e as mudanças que chegaram, não foram aquelas que almejavamos, nem planejamos. Todas aquelas mudanças, aquelas guinadas planejadas e almejadas ficaram na gôndola para podermos utilizar e adquirir no próximo período.

Fomos todos aprovados. Eu, Kátia, Kaio e Pedro.

As amigas me ajudaram a ser aprovados. Me deram colas nos momentos em que eu não sabia a resposta correta, ou estava indeciso numa ou noutra questão. Os amigos me fortaleceram nos momentos de fraqueza. Estiveram ao meu lado, nos momentos em que chorei e pensei que não conseguiria nota suficiente para ser aprovado. 

Este ano letivo foi reprovado, apesar de no inicio ter sido tão bem iniciado. A primeira unidade este ano 2008 foi um espetáculo. Mas, nas duas últimas unidades, todos as coisas contribuiram para a reprovação do período.

Fomos aprovados, apesar de reprovamos o período. “Não existe bem que nunca se acabe, nem mal que dure para sempre”

Dezembro 15, 2008

de um lado para o outro lado

Quando jovem era magrinha. De tão magrinha que era, todos zombavam. Riam de sua magreza. Diziam que nunca um homem acharia graça naquele monte de ossos. Ela reagiu. Ela agiu. Tomou umas drogas indicadas por amigas. Tomou complementos alimentares. Comia seis vezes ao dia. Fez tudo que podia para ganhar alguns quilos.

Engordou. Apaixou-se. Enamorou.

Concluiu que estavam certos: Era a magreza que atrapalhava ela a não ter um namorado.

Casou. Engravidou. Engordou muitos quilos. Não parou de engordar. Atingiu a obesidade mórbida. Procurou ajuda médica. Fez regimes. Fez caminhadas. Parou de comer massas, carboidratos. Regimes de Atkins. Nada era capaz de fazê-la emagrecer.

Economizou. Ajuntou. Vendeu bens. Pesquisou. Encontrou o melhor médico. A melhor clínica. Reduziu o estômago. Emagreceu 80 quilos. Teve uma parada cardiaca. Morreu na Sexta-Feira. Enterram-na no sábado, e não conseguiu voltar para o lado de onde saiu.

Dezembro 11, 2008

vidas normais e virtuais, virtuais e normais.

Arquivado em: Alma Humana, Relacionamentos, Vidas, homens, mulheres — by adaobraga @ 11:44 pm
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Esta eu ouvi na quinta-feira, quando recebi meu presente de Natal:

Se um dia meu marido arranjar uma amante, que seja uma mulher destas da internet que ele só fala, escreve e a vê pelo monitor do computador.

Esta tem mais tempo:

Há sete anos não faço sexo com minha esposa. Arranjei uma namorada na internet. Sou um cara muito azarado. Quando fui conhecê-la, ela aproveitou para terminar o namoro que até agora era virtual, porque ela havia se transformado, e agora era uma serva de Jeová.

A vida não é virtual. A vida é a vida. Se você tem amizades na web, não é uma amizade virtual, é uma amizade. O amor, a gratidão, a preocupação que tenho com meus amigos, independe do meio. São meus amigos. Inclusive os mesmos tipos de situações que vivo com uns no meio físico, tem se repetido no meio virtual.

Isto apenas reforça a minha idéia de que a vida virtual é tão normal, quanto a vida normal pode ser virtual.

Dezembro 10, 2008

Blogagem Coletiva: Dignidade e Justiça para todos nós!

selodh02

Muitos estranham quando digo que sou preconceituoso, bruto, ignorante, e uma grande lista de adjetivos e predicados que envergonhariam a maior parte de vocês, bem como, a maior parte de vocês jamais assumiram no velado de vossos lares, quanto mais, assim tão publicamente.

Assim sou, porque sou humano. Nós humanos, somos assim. Queremos que todos vejam o nosso lado bom, lindo, ético, moral, equilibrado. Enquanto nos esforçamos para ocultar este outro lado.

Segundo algumas ciências, sempre arrumamos nossa sala para as visitas verem. Guardamos boas coisas no primeiro piso; ocultamos as velharias no lugar mais inacessível, escuro e protegido possível.

Como parte de minha natureza, e em comemoração ao 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos humanos, respondendo ao chamamento do Blog Fênix ad Eternum, escrevo hoje sobre a dignidade, amanhã escreverei sobre a Justiça.

Sei que muitos cobram dignidade para os seus semelhantes, mas, o meu ponto de partida é a dignidade que ofereço a este mundo. Como contribuo para que outros tenham também oportunidade de serem dignos, de agirem como dignidade.

Algumas vezes, já fui parado em blitz aqui na cidade e na região. Enquanto muitos colegas dizem apenas “molhar a mão” daqueles que ali estão, eu não! A minha idéia é que não devo baixar a minha dignidade a corrupção, por menor que seja. Não quero ser corrupto, e também, não preciso ser corruptor. Mas, o que tem isto com o tema da blogagem coletiva?

Para que eu exija DIGNIDADE para todos os outros, eu devo ter a dignidade inerente a minha pessoa, minhas ações, palavras, atitudes.

Sou preconceituoso, e sabendo disto, evito ao máximo, atravéz destes meus preconceitos, discriminar alguém, ou tratar sejam quem for, de forma indigna.

Para que possamos exigir dignidade das autoridades, e exigir que nossa comunidade/sociedade trate todos com dignidade, eu devo oferecer a este mundo a minha dignidade. Eu devo ser o individuo honesto, com ações correta. Eu devo ser aquele que age baseado na justiça e no pensamento que todos os outros tem o mesmo direito que eu tenho.

Nesta blogagem, além do texto, contribuo também (com as devidas ressalvas) com a minha reputação moral que construi desde a infância, e que, iniciou-se com a educação, as correções (diversos tipos, incluindo surras, beliscões, tapas, castigos) que minha mãe, meu pai, os vizinhos mais velhos, que naquela época tinham autoridade sobre os menores, ajudaram a nortear minha conduta.

Não adianta exigirmos dignidade das autoridades, e dos nossos signatários, se não somos dignos. Não é através de novas leis, de imposição de novos regras sociais que seremos mais dignos. Nós devemos aprender e praticar os códigos da ética, da moralidade, da cidadania. Devemos dar o exemplo de não trangressão ás leis, aos principios morais. Agindo assim, vamos contribuir, e vamos também respeitar os direitos dos demais.

Devemos aproveitar a oportunidade, e mostrar que, se estamos hoje escrevendo sobre a DIGNIDADE, é porque obtivemos este direito guiados por sentimentos de justiça, orientados pelos principios da honestidade e da honra. Uma vez assim agindo, nosso mundo será digno, porque todos seremos, e todos terão dignidades.

Um exemplo:

Há algum tempo, lá pelo ano 2001, fiz uma crítica à maneira como uma pessoa havia se aproximado, dominado e expulso uma pessoa do interior da igreja. Esta minha opinião, gerou uma controvérsia entre a minha pessoa e outra autoridade da igreja.

Ele, para resolver a questão entre nós, marcou uma conversa na loja. Na segunda-feira, às oito da manhã, cheguei para a conversa. Ele estava nervoso porque uma funcionária até então, às oito horas e quinze minutos, não havia chegado. Ela chegou à loja depois de 18 minutos. Ela adentrou a loja, esbaforida e com o olhos arregalados; dirigindo a todos disse:

- Bom dia gente, eu cheguei!

- Boa dia? – Interrogou em voz alta – Já é quase boa tarde! – Reclamou de maneira abusiva.

Quando ele voltou a conversar comigo, disse-lhe:

- É sobre isto que eu falava na igreja. As pessoas, não se preocupam com as outras. Não age com elas, da mesma maneira que gostaria que fosse tratado. Você sabe o motivo porque ela chegou atrasada? Sabe se a criança dela está bem? E se, a mãe dela ainda estiver no hospital? O que você já fez para ajudá-la na situação que agora ela atravessa?

Levantei-me e sair.

Devemos agir com dignidade em pequenos detalhes, em pequenas atitudes. Começando em nossa casa, com nossos filhos, com aqueles e aquelas que trabalham conosco. Dignidade e Justiça para todos nós, para iniciar: ofereça a sua!

Blogagem Coletiva: Dignidade e Justiça para todos nós!

Arquivado em: Aleatórios — by adaobraga @ 3:10 pm

“Justiça para todos nós”

Parto do principio de que se existe um lei exigindo tal comportamento, é porque somos tendenciosos, ou na melhor das hipoteses, existem aqueles que agem ao contrário. Partindo desta premissa, se o sexagenária Declaração do Direitos Humanos, diz:

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.

Isto é questionável do ponto de vista biológico, cultural e social. Em especial porque esta concepção veio ao debate porque a Segunda Guerra mundial, havia revelado com um grau elevado de realidade do que nós humanos somos capazes de realizar aos outros de sua espécie.

A declaração do Direitos Humanos foi PROMULGADA. Isto implica em dizer que não foi da vontade humana tal DECLARAÇÃO. Tornou-se necessário tais leis para cercear, cortar, aparar, suprimir, restringir, limitar, diminuir a vontade humana de querer se impor de qualquer meio e modo sobre seu semelhante.

Hoje, no Brasil temos instituições fortes que zelam pela dignidade e pela justiça. Mesmo assim, ainda falta um oceano para ser atravessado para que TODOS termos DIGNIDADE e sermos JUSTOS, e ajamos com JUSTIÇA, que é diferente de ter ACESSO á justiça.

A justiça, talvez seja o direito mais complexo e complicado de se conceder e exercer. Isto porque, todos temos a forma mais egoista de Justiça. A justiça que é instituida em forum íntimo que nos declara:

- JUSTIÇA É TODA E QUALQUER DECISÃO QUE ME FAVOREÇA.

Ao defender JUSTIÇA para todos, não me iludo com a falsa idéia de IGUALDADE. Há sociedades em que os critérios que nós temos como base da justiça e do bem comum, é por lá repudiado e visto como um mal, e também como desnecessário. E não adianta repetir o clichê: “Em pleno século 21 ainda existe isto!”. Defender e declarar justiça para todos é declarar uma utopia.

A justiça que temos é PROMULGADA atraves de leis. Estas leis coibem certas práticas, e estabelece certos comportamentos contrários à vontade de muitos.  Por tais desvios humanos, é que existem diversos direitos estabelecidos.  Ter direito a Justiça, implica também receber os regulametnos sobre nossa condutas.

Toda a matéria do direito, visa a imposição da justiça entre nós. Isto implica em dizer, que fossemos deixados aos nossos desejos, seria a injustiça que prevaleceria, tal como, se evidenciou no período anterior à PROMULGAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS. Os Direitos Humanos nos parece justo, porque foram baseada nos anseios sociais daquela época e nós nunca experimentamos a plenitude desta DECLARAÇÃO, talvez por nós mesmos somos os principais prejudicados em relação a falta de realização destes direitos PROMULGADOS.

Quem é o guardião dos DIREITOS HUMANOS?

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Arquivado em: Aleatórios — by adaobraga @ 12:01 am
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Muitos estranham quando digo que sou preconceituoso, bruto, ignorante, e uma grande lista de adjetivos e predicados que envergonhariam a maior parte de vocês, bem como, a maior parte de vocês jamais assumiram no velado de vossos lares, quanto mais, assim tão publicamente.

Assim sou, porque sou humano. Nós humanos, somos assim. Queremos que todos vejam o nosso lado bom, lindo, ético, moral, equilibrado. Enquanto nos esforçamos para ocultar este outro lado.

Segundo algumas ciências, sempre arrumamos nossa sala para as visitas verem. Guardamos boas coisas no primeiro piso; ocultamos as velharias no lugar mais inacessível, escuro e protegido possível.

Como parte de minha natureza, e em comemoração ao 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos humanos, respondendo ao chamamento do Blog Fênix ad Eternum, escrevo hoje sobre a dignidade, depois escreverei sobre a Justiça.

Dignidade

Sei que muitos cobram dignidade para os seus semelhantes, mas, o meu ponto de partida é a dignidade que ofereço a este mundo. Como contribuo para que outros tenham também oportunidade de serem dignos, de agirem como dignidade.

Algumas vezes, já fui parado em blitz aqui na cidade e na região. Enquanto muitos colegas dizem apenas “molhar a mão” daqueles que ali estão, eu não! A minha idéia é que não devo baixar a minha dignidade a corrupção, por menor que seja. Não quero ser corrupto, e também, não preciso ser corruptor. Mas, o que tem isto com o tema da blogagem coletiva?

Para que eu exija DIGNIDADE para todos os outros, eu devo ter a dignidade inerente a minha pessoa, minhas ações, palavras, atitudes.

Sou preconceituoso, e sabendo disto, evito ao máximo, através destes meus preconceitos, discriminar alguém, ou tratar seja quem for, de forma indigna.

Para que possamos exigir dignidade das autoridades, e exigir que nossa comunidade/sociedade trate todos com dignidade, eu devo oferecer a este mundo a minha dignidade. Eu devo ser o individuo honesto, com ações correta. Eu devo ser aquele que age baseado na justiça e no pensamento que todos os outros tem o mesmo direito que eu tenho.

Nesta blogagem, além do texto, contribuo também (com as devidas ressalvas) com a minha reputação moral que construi desde a infância, e que, iniciou-se com a educação, as correções (diversos tipos, incluindo surras, beliscões, tapas, castigos) que minha mãe, meu pai, os vizinhos mais velhos, que naquela época tinham autoridade sobre os menores, ajudaram a nortear minha conduta.

Não adianta exigirmos dignidade das autoridades, e dos nossos signatários, se não somos dignos. Não é através de novas leis, de imposição de novos regras sociais que seremos mais dignos. Nós devemos aprender e praticar os códigos da ética, da moralidade, da cidadania. Devemos dar o exemplo de não trangressão ás leis, aos principios morais. Agindo assim, vamos contribuir, e vamos também respeitar os direitos dos demais.

Devemos aproveitar a oportunidade, e mostrar que, se estamos hoje escrevendo sobre a DIGNIDADE, é porque obtivemos este direito guiados por sentimentos de justiça, orientados pelos principios da honestidade e da honra. Uma vez assim agindo, nosso mundo será digno, porque todos seremos, e todos terão dignidades.

Um exemplo:

Há algum tempo, lá pelo ano 2001, fiz uma crítica à maneira como uma pessoa havia se aproximado, dominado e expulso uma pessoa do interior da igreja. Esta minha opinião, gerou uma controvérsia entre a minha pessoa e outra autoridade da igreja.

Ele, para resolver a questão entre nós, marcou uma conversa na loja. Na segunda-feira, às oito da manhã, cheguei para a conversa. Ele estava nervoso porque uma funcionária até então, às oito horas e quinze minutos, não havia chegado. Ela chegou à loja depois de 18 minutos. Ela adentrou a loja, esbaforida e com o olhos arregalados; dirigindo a todos disse:

- Bom dia gente, eu cheguei!

- Boa dia? – Interrogou em voz alta – Já é quase boa tarde! – Reclamou de maneira abusiva.

Quando ele voltou a conversar comigo, disse-lhe:

- É sobre isto que eu falava na igreja. As pessoas, não se preocupam com as outras. Não age com elas, da mesma maneira que gostaria que fosse tratado. Você sabe o motivo porque ela chegou atrasada? Sabe se a criança dela está bem? E se, a mãe dela ainda estiver no hospital? O que você já fez para ajudá-la na situação que agora ela atravessa?

Levantei-me e sair.

Devemos agir com dignidade em pequenos detalhes, em pequenas atitudes. Começando em nossa casa, com nossos filhos, com aqueles e aquelas que trabalham conosco. Dignidade e Justiça para todos nós, para iniciar: ofereça a sua!

Dezembro 9, 2008

Os avisos que nos chegam

Este fim de semana uma amiga realizou a cerimônia de casamento aqui no Brasil. É que ela casou-se com um espanhol. Eles tiveram que realizar dois casamentos para terem certos direitos garantidos.

O que me impressiona em alguns eventos, talvez, sofrendo influência de filmes e teorias conspiratórias, é que sou observador de alguns detalhes que envolve aqueles participantes.

Uma música trágica representará algo trágico sempre. Vejo alertas e avisos premonitórios em diversos momentos, até mesmo, no voo de um Anhum sobre minha cabeça ou sobre minha casa. Nos filmes, em especial, a série Premonição, é usado tal recurso para ilustrar que “algo”, ou “alguém”, de alguma maneira, nos avisa que algo não está começando bem. São avisos diversos que servem para alertar os envolvidos de uma tragédia iniciada.

Não gosto de ir em cerimonias de casamento. Não gosto de festa de aniversários. E o pior de tudo, é ir numa casa em que os anfitriões, resolvem nos entreter com o DVD do aniversário, ou do dia do nosso casamento. Triste! Por isto, nesta última meia-década, que eu me lembre, este foi o segundo casamento que eu fui obrigado por laços de amizade ou por circunstâncias a ir.

No casamento anterior, era de um casal religioso ligados aos Testemunhas de Jeová. O noivo, resolveu agradar a noiva lendo as seguintes palavras:

Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração" (Oséias 2:14).

As palavras isoladas são lindas. No seu contexto uma tragédia.

No seu contexto histórico, representa o plano do marido em tentar este último recurso: o isolamento, o afastamento total da comunidade para que ela pudesse prestar atenção nele, e assim, não havendo outros homens por perto, talvez, ela aceitasse o amor que ele lhe oferece.

Isto mesmo! Oséias era casado com esta mulher. Quer saber mais? Leia o livro do profeta Oséias. É linda a história.

Esta história aconteceu na antiga Samaria. Ele amava e se casou com esta mulher chamada Gômer. Oséias era apaixonado como um poeta, porém, não houve poesia em sua vida. Ele deve ter pensado que mudaria a vida dela, mas não aconteceu.

Ela era uma prostituta e gostava de ser. Muitas vezes, o abandonou. Em mais de uma destes momentos de abandono, voltou. E, os filhos que ela tinha, dizia que eram dele. E ele os criava. Neste contexto, é que Oséias planeja e quer assim agir com ela.

Como é que alguém, ignorando tal contexto, assim diz, para sua recém esposa? Isto é sinal de agouro. Mal presságio. Não deu outra! Não teve jeito! O casamento deles começou com este planejamento e acabou em menos de dois anos.

O casamento de minha amiga, por outro lado, teve em diversos momentos uma música de fundo. A música não foi ela quem escolheu, muito menos ele. Era o padre quem solicitava: “Por favor coloque uma música de fundo!” A música tocada era YESTERDAY (tradução). Composição do Paul McCartney.

A canção, apesar de linda, clássica, sucesso no mundo, paixão de diversas pessoas, não é uma boa canção para cerimônia de casamento. E porque? Simples: Yesterday, é uma música que fala sobre um amor perdido! Como é que se toca uma música em uma cerimônia de casamento em que o tema central da música é um amor que foi perdido? Falta de todos os sensos possíveis, a saber:

  • Senso comum:  Conjunto de opiniões e modos de sentir que, por serem impostos pela tradição aos indivíduos de uma determinada época, local ou grupo social;
  • Senso moral: Faculdade de reconhecer intuitiva e infalivelmente o bem e o mal, sobretudo nos fatos concretos;
  • Bom senso: Aplicação correta da razão para julgar ou raciocinar em cada caso particular da vida.

Chris, uma amiga, que me viu menear a cabeça negativamente, me perguntou o motivo de minha negativa no momento da cerimônia. Ela é professora e dona do curso de Inglês aqui na cidade, e eu disse o motivo. Ela cantarolou a música, e concordou comigo ao dizer:

Realmente, a música não tem relação com o momento, pelo contrário, a letra da música é contrária ao momento.

Observe o seu momento. Você poderá está sendo alertado de que algo está começando errado, continuará errado, e terminará errado. Depois não diga que ninguém te avisou!

Dezembro 8, 2008

“Amigos”

Na abundância, os amigos te conhece. Na adversidade, você conhece os amigos!

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