Corpo, Alma e Espírito

Novembro 29, 2008

Depois do amor, a guerrilha!

Arquivado em: Alma Humana, Relacionamentos, Vidas, homens, mulheres — by adaobraga @ 12:32 am

Naquele dia, o professor resolveu não aplicar nenhum conteúdo programático na sala de aula. Mas, apesar de não esta disposto à dar aula, o professor, que também era advogado deu-nos a oportunidade de fazer-lhe pergunta sobre o mundo do direito. E, Toin, saiu com esta pergunta:

- Na sua opinião, qual a principal causa do divórcio?

O professor e advogado, explicou, explicou, falou, enumerou vários problemas conjugais, falou da incompreensão, da desatenção, da falta de amor, da falta de companherismo, e por fim quis saber de Toin, se ele havia respondido satisfatoriamente. Toin apenas disse:

- Eu acho que a principal causa do divórcio, é o casamento. Quem não é casado não precisa divorciar.

Todos rimos. Enquanto o professor se esforçava para responder seriamente, ele apenas fazia mais uma piada sobre casamentos. O processo de divórcios é dolorido e complicado. Aqueles que há pouco se declaravam amarem-se até que a morte os separem, chegam ao ponto de desejarem que a morte chegue uns dias antes do prazo.

Como homem, e conhecendo algumas histórias de divórcio, posso compartilhar com vocês, que alguns homens, diante da situação, partem para o ataque. Eles tentam de várias maneiras e metódos aprisionar a companheira ao falido relacionamento.  A lista abaixo não é um compêncio sobre a situação, mas apenas minhas observações recentes sobre o período de divórcio de alguns casais.

  • Pressão financeira

Há muitas mulheres que aplicam todo o salário na manutenção da casa. Aplicam na educação dos filhos, em móveis, em mantimentos, roupas, joías e bijouterias. Pagam também viagens e outras tantas necessidades dos filhos e filhas nas escolas, no dia-a-dia. Tais mulheres, quando, entram em processo de divórcio a vida financeira piora. Isto porque a primeira medida que certos homens tomam é cortar todo e qualquer tipo de contribuição financeira com a família.

Estes homens, que antes aceitava a divisão das contas, abandona por completo as contas da família nas costas de suas companheiras, no intuito de mandar o recado:

- Sem mim, você não consegue fazer tudo, ter tudo que temos.

Este metódo de estrangulamento financeiro é muito usado. Ele abandona o lar, mas não sai dele. Ele não paga luz, não paga água, não faz as compras. Deixa que ela, pague por tudo. Transformando a vida dela, num caos, que o agora o mundo conhece como crise imobiliária americana.

O cruel desta tática é que o sujeito pensa que conseguirá ressuscitar algum sentimento por tais métodos. Lamentável. Apenas faz com que ela finque o pé na decisão, e dá-lhe a certeza de que está no caminho correto, e esta nova descoberta, a impulsiona.

Quando ela não trabalha, e depende inteiramente dos recursos financeiros dele, a situação fica pior. Ele então tem como aliado a fome, a dor, e a necessidade extrema é usado. A falta de roupa, sandálias, produtos para higiene intima faltam. Muitas passam longos períodos sem ter mesmo absovente para o período menstrual, xampu, condicionador, e outros recursos necessário para o dia-a-dia. Tudo se torna em arma de pressão e opressão.

  • Conspiração e política

A técnica da conspiração é também uma furada, com raras exceções. Esta técnica consiste em unir-se a todos que são contrários ao divórcio. Vale tudo. De pessoa e animal de estimação. A primeira atividade conspiratória é insuflar os filhos contra a mãe e esposa.

- Veja bem,  o que sua mãe tá fazendo. Tá acabando com nossa família. Agora nem em casa quer ficar mais. Tem este comportamento típico de mulher vadia. Se transformou numa vagabunda.

Se obteve algum adepto de sua teoria, o próximo passo, é conseguir o favor e o apoio da família dela. Isto mesmo. Alguns sujeitos, correm para a casa da mãe dela, e lá começa a pressão. Com o apoio da mãe dela, do pai, irmãos, a pressão para que ela mantenha o relacionamento é intenso. É até comum a própria família denominá-la de irresponsável, cruel, que não pensa nos filhos, e que vai ser mais uma divorciada neste mundo. Além é claro, de culpa-la por todo o fracasso existente.

Quando e se, a família dela se posicionar do lado dele, ela sofrerá de todos os lados. Da parte dele, por parte dos filhos, por parte da família dele, e também pela família dela. Neste caso, ela deverá ser uma guerreira da luz para prosseguir com sua opinião e decisão divorcista.

  • Golpe financeiro e roubo

Quando é inevitável o divórcio, evidente que estes também tem um plano para sairem-se em situação melhor. Ocultam bens, transferem imóveis para algum parente. Enquanto isto, alguns móveis da casa podem desaparecer. Pura mesquinharia materialista.

O pior de todos os exemplos, neste caso, foi o sujeito aqui em Irecê, que vendeu a casa para o irmão da esposa, que também era advogado. Quando foram concluir o negócio, ele chegou com a documentação com valores menores, e ainda pediu sigilo para o mesmo, porque ele vendeu a casa por oitenta mil, e na documentaçaõ colocou 60.000. O pior, foi mesmo ele pensar que o irmão dela, não denunciaria tal golpe.

  • Perseguição e tocaia.

A perseguição consiste mesmo em perseguir a divorcista. Segue e persegue, no intuito de querer provar que o motivo do divórcio é  porque ela tem algum amante, que quer ter uma vida livre e incompativel com a vida de uma esposa submissa e fiel.

Eles montam tocaia. Vigiam de perto e de longe. Telefonam. Vão ao emprego. Perguntam para as amigas e amigos se ela tem outro.

  • Abandono e Isolamento.

O abandono é um passo cruel. As vezes a divorcista é obrigada a permanecer calada, silente até que algum deles tenha que abandonar o recinto. Ele não fala com ela. Os filhos são obrigados, certos casos, de não falar com ela. Torna-se um tormento ficar numa casa que não se possa falar. Isto porque, se ele conseguiu pela conspiração o apoio dos filhos, estes não quererão conversa com ela. E se não, ele vai querer impedir que ela justifique a sua decisão, e assim, conseguir o apoio de algum dos filhos.

O abandono, é completo. Sem afeto, sem atenção, sem voz. E, para piorar, ter que ouvir insultos e agressões gratuitas e injustificadas.

  • Você é uma infeliz.
  • Você acabou comigo!
  • Acabou com meus sonhos.
  • Você me abandonou.
  • Você é uma puta, tá pensando que não sei que você tem outro. Vadia!

Isolada e silenciada resta-lhe desejar que esta situação chegue ao fim o mais rápido possível. Por fim, se percebe que nem sempre o casamento é um período infeliz, mas, é raro um divórcio ser um período feliz.

Novembro 26, 2008

Situação atual!

Arquivado em: Alma, Alma Humana, Espirito, Pessoal, homens — by adaobraga @ 12:18 am

Seguindo minha opinião e desejo:

Deus não me ajuda do tanto que peço. O diabo atenta mais do que posso suportar. A situação não anda lá como no Éden pré-lapsariano, muito menos, se compara com a Valhala.

Não estou vivendo em nenhum Olimpo. Mas, ainda estou longe de habitar o Hades e ter como protetor dos meus portões o cérbero. Entretanto, espero que este banho estígio seja breve.

Novembro 19, 2008

As vezes ela, as vezes eu!

Arquivado em: Aleatórios — by adaobraga @ 12:46 am

- Minha mulher age de forma esquisita. – Disse ao amigo – Quando ela vai só para a rua, e algum marmanjo mexe com ela ou diz alguma piadinha, ela vira uma jaguatirica, mas, tem umas situações que ela fica esperando por mim. E até hoje, eu não sei como agir diante da situação.

- È simples. Quando ela tá só, ela se defende, mas quando você está perto, espera ser defendida. E em última analise, quando você está perto, como vocês são casados, ela pensa que o primeiro ofendido em certas piadas, é você! Assim, quem deve reagir à agressão é você.

- Será?

Novembro 15, 2008

Mistério no resultado do exame!

Arquivado em: Alma, Alma Humana, Vidas — by adaobraga @ 7:50 pm

As vezes nossas mentes são condicionadas a certos pensamentos, e por mais que insistimos, não conseguimos nos desvencilhar de algum tipo de pensamento. As nossas palavras continuam se repetindo, ainda que pensemos estar todas conectadas e com sentido, para quem nos ouve, é apenas conversa de quem está embriagado, e as palavras não fazem nenhum sentido.

As palavras acima foram a maneira que tive de dizer que não sei ainda explicar a angústia que tem nos atingido atualmente. Não gosto das justificativas de que devo estar alegre porque existem outros em situação pior. Não me regojizo com a desgraça alheia; ou seja, não é porque você conhece fulano e cicranto, e beltrano que está com uma doença pior do que a que meu filho está que devo acomodar-se, e resignar-se com o isto que estamos passando.

A situação que nos afligir atualmente, é o mistério, e a nevoa que o resultado dos exames que Kaio fez tem nos causados. Quando chegou o resultado dos primeiros exames, o médico, que colheu a amostra e enviou para o laboratório, também foi quem fez a analise do exame, e solicitou uma segunda analise. E, também recomendou à pediatra maior atenção.

A pediatra que acompanha Kaio, solicitou urgência. E, fez a documentação, para que pudessemos procurar a ação cirurgica o mais rápido possivel.

Depois da cirurgia, fomos lá em Salvador esta semana, para a revisão, e também para receber o resultado dos exames. O estranho, foi que o médico, que fez a retirada do elemento agressor, ao pegar os exames, olhou, analisou-o e depois, disse-nos que voltassemos na semana que vem.

Chegamos na quarta-feira, e ainda estamos arrumando a casa; buscando meios e recursos para voltamos nesta próxima semana. Eles apenas dizem: – Volta semana que vem! – Como se existisse um portal tempo-espacial por onde entramos e já estamos no hospital.

- Não doutor, não é assim não. Moramos em Irecê, e até a diária na capital nos custa muito. Além dos custos, existe também as dificuldades de se encontrar o que se necessita na grande capital.

Tudo é muito longe de onde se está. A padaria, o supermercado, a farmácia, o hospital, a pensão, o hotel, tudo é muito longe e também caro, e isto transforma a menor das atividade em algo díficil. Todavia, esta não é nossa preocupação, porque, graças a Deus, temos conseguido recursos para tal.

Kátia está fazendo uma colcha para uma rifa. O objetivo desta ação, é angariar recursos para quitarmos os emprestimos que tomamos para estas viagens. Teremos que retornar para a capital no dia 22 de novembro, próximo sábado, e lá permanecer até quarta-feira, 26 de novembro, vespera do aniversário de Kaio.

O que nos aflinge é o fato do médico ter solicitado revisão e outra opinião sobre o material retirado. Ele não quis responder nenhuma de nossas perguntas. Não nesta semana. As dúvidas foram:

  1. O elemento removido, era algo agressivo, e o exame não revelou que era?
  2. Ele como profissional, sabendo que era agressivo, pensa que o exame está errado?
  3. O elemento removido, não era agressivo, e o exame revelou que era sim agressivo?
  4. Ele, como profissional, sabendo que não era agressivo, quer saber porque o exame revelou o contrário?

Não sabemos os motivos pelos quais eles estão nesta situação duvidosa. Porque motivos, eles estão enviando as culturas e depois dos resultados dos exames, querem novo exame? Porque? O que? Neste ponto entra aquilo que já vos escrevi antes: Não ter certeza é torturante.

Novembro 11, 2008

Blogagem Coletiva: Adoção um ato de nobreza

Arquivado em: Aleatórios — by adaobraga @ 2:16 pm

Quando os encontrei a primeira vez eram noivos. No segundo encontro, seis meses depois, já estavam casados, e como sempre a pergunta de cobrança. Alias, quando se está solteiro, perguntam cadê a namorada, quando namorando, quando noivam? Quando casados, e os filhos?, etc.

Assim o fiz. O que ela me respondeu:

- Agora vamos curtir a vida de casados, vamos viajar muito, curtir estes anos de I love you!

Seis anos depois, soube, que pelo período prolongado de uso do anti-conceptivo, não poderia mais engravidar. O pior foi saber que se houvesse, no inicio, tentado engravidar, teria todas as condições necessárias, porém, agora aos 34 anos, com seis anos de uso indiscriminado das pílulas, mesmo depois de haver passado dois anos em tratamento, a situação dela foi irreversivel, e para completar o caso, a medida que o útero dela ia diminuindo de tamanho, a fertilidade dele também ia diminuindo.

Ele se julgava o maior dos reprodutores, e sempre a culpava do fracasso em terem um gravidez e um filho biológico, mas, os exames mostraram que a população espermática diminuia aos milhões de um exame a outro. No primeiro exame, em janeiro daquele ano, ele tinha em média quarenta e dois milhões de espermas vivos. Em dezembro, diminuiu para vinte e sete milhões.

Diante do quatro, restavam a eles a adoção, mas, ele era resistente à idéia.

Numa bela manhã de sol, ele passava em frente do Hospital Regional, e viu uma senhora, de aparência pobre, com cara de fome, sentada no meio fio, e com uma criança recém-nascida. Ele olhou a criança, e achou-a linda. E comentou com esta senhora o seguinte em alegria e sorriso, porém em tom de brincadeira:

- Que criança linda! Dá ela pra mim?

A senhora levantou-se, e entregou-lhe a criança nas mãos e erguendo os braços aos céus exclamou:

- Ô Deus grandioso, eu te pedi que enviasse um filho seu para cuidar desta minha neta, e o Senhor me atendeu de imediato, eu te louvo Senhor.

Voltou-se para ele, que já estava com cara de espanto e vendo a complexidade da situação, tentou remediar, dizendo que era brincadeira, que não estava falando sério. Ela foi categórica. Disse que ele providenciasse a documentação, para que a adoção pudesse ser concretizada.

Tornou-se o xodó da família. Ela ficou impressionada como aquilo aconteceu, e desde então diz que aquela criança, foi um presente que ela recebeu. As vezes este ato de nobreza é provocado em nós pelos meios mais diferentes e espetacular que Deus, o destino, o amor, ou seja lá que poderes manipulam para que possamos abrir as janelas e expandir os horizontes do amor sem fim.

Quer adotar, vá nos hospitais. Em especial nas cidades do interior, tem muitas mães que dão seus filhos para adoção.

O segredo, ao toamr este caminho, é que apesar de haver burocracia, existindo já o contato entra as famílias, a justiça é obrigada a tomar certos atalhos.

Novembro 10, 2008

Blogagem Coletiva: Adoção um ato de nobreza

Alguns podem achar que a palavra nobreza pode não ser apropriada para esta blogagem coletiva, que participo a convite do Saia Justa, porque NOBREZA, tem como parte de sua definição uma parte ligada à sociedade nobre, ligada à fidalguia. Entretanto, a palavra não tem apenas esta definição. Ela também significa agir ou ter ação notável, ilustre, célebre, majestosa, augusta, generosa, longânima, magnânima. Assim é a adoção.

Eu, Adão Braga, antes de casar e constituir família tinha como meta, mesmo depois de “ter”, melhor, “ganhar” filhos biológicos, adotar quantas crianças fosse possível. Mas, a questão é: porque antes de casar?

Depois de casado, descobrir que meu conjuge nunca demonstrou ter esta alma notável, ilústre, célebre, majestosa, augusta, generosa, longânima, magnânima. Minha opinião encorpou definitiva e permanetemente, quando a ouvi declarar, que “não gostaria em nenhuma hipótese dividir os bens da família com uma criança adotada, que teria os mesmos direitos aos bens que os filhos dela!”

Estas palavras, fez hibernar em mim tal desejo. Mas, ainda espero que ela chegue a maturidade e a conhecer o amor numa face menos egoísta. Minha participação é sobre os sexto e o sétimo item da blogagem:

  • Gostaria de discutir o assunto mesmo que não queira adotar uma criança?
  • E como vê toda essa situação na sociedade em que vivemos?

Em 1997, estava eu numa excurção na região de Irecê, e usei as seguintes palavras numa reunião evangélica:

- Se todos aqueles que se dizem seguidor de Jesus, adotassem uma criança, em poucos anos, não haveria a necessidade de as igrejas terem que sair de casa-em-casa para pregar o evangelho.

Esta minha opinião, é baseada nos conselhos de Ellen White, uma escritora americana. Ela era considerada profetisa no meio Adventista do Sétimo Dia, e os textos abaixo, foram escritos nos últimos anos do século 19 e no inicio do século 20, ou seja, antes de 1900. Isto mesmo! Os conselhos desta senhora, era para que as famílias Adventistas adotassem crianças nestes longinquos anos. Ei-los abaixo:

Abram aqueles que têm o amor de Deus, o coração e o lar a essas crianças. Não é o melhor plano cuidar dos órfãos em grandes instituições. Caso eles não tenham parentes capazes de tomar conta deles, os membros de nossas igrejas devem, ou adotar esses pequenos em sua família, ou encontrar lugar conveniente para eles em outros lares. Testemunhos Seletos – Volume 2 – Pág: 519

Meu esposo e eu, embora chamados para árduo trabalho no ministério, sentimos ser nosso privilégio trazer para dentro de nosso lar crianças que necessitam cuidado, ajudando-as a formar caráter apropriado para o Céu. Não podíamos adotar bebês, pois isto teria monopolizado o nosso tempo e atenção e roubaria ao Senhor o serviço que de nós requer em levar muitos filhos e filhas para Ele. Mas sentimos que a instrução do Senhor em Isaías 58 era para nós, e que Sua bênção nos acompanharia na obediência a Sua Palavra. Todos podem fazer alguma coisa pelos pequeninos necessitados, ajudando a pô-los em lares onde possam ser cuidados. Manuscrito 35, 1896.  Beneficência Social – Pág: 221

Deus tem um povo neste mundo, e há muitos que podem adotar crianças e delas cuidar como os pequeninos de Deus. Carta 68, 1899.  Beneficência Social – Pág: 232

Se tivésseis vossos próprios filhos para pordes em exercício cuidado, afeição e amor, não estaríeis tão encerrados em vós mesmos com os vossos próprios interesses. Se os que não têm filhos e que têm sido por Deus feitos mordomos de recursos, dilatassem o seu coração no cuidado de crianças que necessitam de amor, zelo e afeição, bem como assistência de bens do mundo, seriam mais felizes do que são hoje. Sempre que jovens sem o piedoso cuidado de um pai e o terno amor de uma mãe estiverem expostos à corruptora influência destes últimos dias, é dever de alguém suprir o lugar de pai e mãe para com alguns deles. Aprenda-se a prover-lhes amor, afeição e simpatia. Beneficência Social – Pág: 233

É estranho que não exista entre as diversas comunidades cristãs esta cultura de adoção. Há, certamente, uma tendência e uma maneira social diferente da que hoje vivenciamos, mas, observo nos escritos dela, e comparando com a atual situação que a “conduta humana”, nesta situação, parece-me não ter sofrido mudanças no último século.

Baseado nestes conselhos, já consegui fazer com que duas famílias adotassem crianças. A primeira delas, ouviu a conversa na reunião que citei acima e adotou a criança. Dois anos depois, ela me encontrou, e disse, que havia adotado uma criança porque ouviu o conselho que eu havia dito na reunião. Depois de quatro anos ela engravidou.

Um amigo que há 17 anos casado e a esposa não engravidava, viajou seisentos quilometros para adotar o filho que sempre desejou.

Só para atiçar, saibam todos, que, quem mais adota neste mundo é o próprio Deus. Vou esclarecer. O evangelho diz que Deus só tem “UM FILHO ÚNICO”, leia nas palavras do evangelista João:

“Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna.”

Se Deus, tem filho único, fica entendido que todos nós outros somos filhos adotados. E o apóstolo Paulo confirma ao informar que somos “filhos de adoção por Jesus Cristo, […], segundo o beneplácito de sua vontade” (Efesios 1:5) e ambém declara: “… recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai” – (romanos 8:15).

Depois de tudo, repito o conselho de Jesus:

Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também

Vá lá e adote!

Novembro 7, 2008

Eu e Zenáide. Uma música marcou este amor!

Há momentos em que procuro na minha existência um meio, uma maneira, apesar de saber que não existe, mas eu desejo ardentemente por um CTRL+Z.

Ah! como, também seria bom, poder fazer como o professor Xavier da série X-Man da HQ, o poder de parar o tempo, os acontecimento e modificá-los, e poder continuar como se algo não tivesse acontecido.

Por outros lado, todos temos dentro de nós a máquina do tempo, as vezes tenho a impressão que ela é acionada por melodias. Há músicas que nos lembram um momento qualquer, e tais músicas funcionam como um gatilho, um interruptor, um acionador, um temporizador, que dispara uma quantidade de sentimentos, e assim, a reação em cadeia tem inicio.

Certas músicas nos lembram uma paixão, um amor empoeirado nos ocultos e abandonadas áreas do nossos passado. Mas, vez ou outra, elas conseguem sair e desperta tais sentimentos.

Há músicas que você fica na dúvida:

- Ouço esta música por que estou deprimido ou fico deprimido quando ouço esta música?

Os sentimentos nobres não morrem. Se você em algum momento amou alguém, apesar de haver passado muitos anos, basta uma só chave da clave músical para que eles acordem, e você passa algum tempo relembrando o passado. Isto me aconteceu agora.

Kaio estava assistindo Cold Case, ou Arquivo Morto, que passa no SBT. Uma história triste de um irmão que por ciúmes ataca e mata o irmão menor. A série Cold Case, me impressiona com a qualidade e o bom gosto musical dos produtores. Se bem que eles pegam as músicas de sucesso da época em que o crime aconteceu. Nesta madrugada, a música final foi: I Want To Know What Love Is (Leia a tradução aqui)

Já sei! Você não se lembra que música é esta! Por isto, abaixo o video para refrescar sua memória, e ou, apresentar-te esta música gostosa, e para mim, saudosa e marcante.

No auge desta música, eu estudava no colégio Santo Antonio. O diretor era o professor OTTO. Apaixonei-me obstinadamente por Zenaide, minha colega de curso Técnico de Contabilidade. Mas, fui gentilmente dispensado, com as mais duras palavras que o ouvido de um jovem apaixonado puderam ouvir:

- Você é muito jovem para mim! Imagina se eu vou namorar um adolescente!

Eu tinha 16 anos ela 21. Ela vendia frango abatido na feira. Eu fazia questão de ir todos os domingos na feira só para ficar olhando-a de longe, oculto entre as barracas da feira. O gostoso, e importante, era está sempre perto dela.

Quando chegava a noite, eu ouvia na rádio Mundial, as melhores músicas românticas, e esta sempre tocava. Depois, ia procurar nas outras emissoras outra oportunidade de ouvir novamente, e torcia para alguém ligar pedindo a música.

A primeira vez que bebi até cair foi numa festa frustrada, em que a irmã dela era a aniversariante. Nunca conseguir um só carinho dela. Nem um abraço. Nem um beijo. Nem um simples toque de mão.

- Adão, só amizade entre nós. Só posso te oferecer amizade. Você é muito novinho.

E a música me dizia:

I wanna know what love is

Eu quero saber o que é o amor

I want you to show me

Eu quero que você me mostre

I wanna feel what love is

Eu quero sentir o que é o amor

I know you can show me

Eu sei que você pode me mostrar

Quando jovem, parece que gostamos de sofrer por amor. Eu ia nas bancas de revistas e copiava as letras das músicas românticas internacionais, corria para biblioteca e traduzia.  Isto amplificar o que eu sentia. Não me arrependo de nenhum momento vivido e experimentado. Como diz o Raul, “Hoje eu sei! Que ninguém nesse mundo, é feliz tendo amado uma vez.” (Ruim para quem nunca amou!)

Vivemos numa época em que parte de nossos semelhantes não sabem o que é o amor, não se alimenta do amor, não buscam o amor. Ao contrário, muitos e muitas procuram meios de evitar. É tão gostoso apaixonar-se, buscar este amor, inventar desculpas para estar perto, ir lá dar um recado, esquercer algo insignificante, só para poder voltar. E depois, depois de muito tempo, ouvir uma música como esta e poder resgatar boas lembranças, e ainda pensar:

- Se fosse hoje, eu faria isto! Agiria assim! Teria dito isto.

Hoje, isto é apenas uma lembrança despertada por uma boa música. Ficou marcado e impresso nos circuitos interno de minha memória estes momentos. E, não nego a mim tais momentos de recordação, transe e extase de minhas agradáveis memórias. Desejo que ela tenha também experimentado e vivido os amores que a vida lhe tenha oferecido, uma vez que o que lhe ofereci fora rejeitado.

Novembro 5, 2008

um homem, uma mulher; amor e sexo !

Nem sempre sabemos resolver os problemas diversos que nos cercam. Em especial, sabemos opinar na vida emocional, sentimental, conjugal de todos os amigos e parentes, e no entanto, não sabermos resolver nossas pendengas.

- Não sei o que esse deus viu nesta mortal. Esse cara é o máximo, e casou-se com esta lambisgoia. Eu dou de 10 nessa zinha.

Os comentários dela sobre ele, procedem e fazem referências às qualidades dele. É jovem, bonito, estabelecido profissionalmente, capaz, talentoso, e sobre tudo, tem uma facilidade inacreditável com as palavras. Tem uma voz bonita e acolhedora. Este homem, é um abençoado.

O que se pode dizer dele, em todos os aspectos, não se pode atribuir a ela nem 5%. Uma desproporção. Porém, o que não se sabe, é como ela vive com aquele semi-deus. As vezes imaginamos que a vida dos outros em vários aspectos sejam melhores do que, a experiência e a vida que levamos, porque temos padrões de medidas diferentes. Medimos as pessoas por nossas medidas, testes e avaliações. Ignoramos que a medida dos outros diferem da nossa, exatamente no tamanho da medida, na qualidade dos testes, e nos métodos avaliativos.

- Você sabe que ele não pode fazer filhos nela?

- Não! Porque?

- A história dele é uma histórias triste desde a infância. Ele quase morreu. Vive hoje por um milagre da medicina. Dizem até que ele não tem o “negócio”! Que o negócio dele só serve para a função 1.

- O que é a função 1?

- Função 1 tonta, é pra dizer que o negócio só serve pra mijar! Não fica grande. Não fica duro… entendeu?

- Verdade? E como ela casou com ele? Foi enganada, só pode! Casar com um homem, mesmo que seja bonito, inteligente, e fantastico como ele é, mas, sem o “negócio”, não tem “negócio” não nega! É ruim hein? Esse negócio faz uma diferença danada!

Não foi necessário muita conversa para que a opinião e as medidas mudassem. Com tais informações, nenhuma delas queriam está na situação daquela outra, que há tão pouco, era imerecedora daquele semi-deus.

O amor não é entendido, e não, conseguimos explica-lo como se fosse uma matéria exata entre as tantas ciências exatas. O amor é inexplicável. O que eu não consigo fazer racionalmente, o amor, me faz aceitar e viver mesmo sem explicações lógicas.

Eu amo, ponto e pronto. Não tem mais explicações. Você nem merece, mas alguém te ama a ponto de sacrificar parte dela por você, e o máximo que você pode fazer é contranger-se por tamanho e quantidade de amor dedicados a você, que se julga imerecedor ou imerecedora.

Nalguns casos, alguns dentre nós, julgando-se imerecedor ou imerecedora, recusam-se a aceitar tal oferta de amor. Isto deixa alguns desorientados, doentes e feridos de morte. Não foi o caso e a situação dele. Ele sabia da sua incapacidade física de retribuir tamanho afeto abstrato e tão nobre sentimento. Ela sabia da incapacidade dele, porém, resignou-se e submeteu-se a sina deste amor incompreendido, e plenamente vivido, doado e dedicado.

Eu, no lugar dela, me questiono esta capacidade de amar, mas, relembrando umas velhas memórias, eu bem sei o que é este amor, e sei do poder que ele tem sobre quem ama nesta magnitude, comprimento, extensão e profundidade. É praticamente impossível resistir às ordens do amor!

Novembro 1, 2008

Sobre a cirurgia!

Arquivado em: Alma Humana, Pessoal, Relacionamentos, Vidas — by adaobraga @ 11:35 pm

feito-krb

Já estamos em casa.

A cirurgia demorou mais do que a equipe médica planejou. Em casos especialissimos o pai acompanha, ou seja, somente as mães, ou acompanhantes femininas podems adentrar a ala cirurgica.

Depois que internaram os dois, só pude ter contato no dia seguinte às 15:00. Ficamos isolados. Aproveitei e fui procurar o material necessário que um amigo encomendou. E pude voltar ao centro histórico em Salvador. Passei no Pelourinho, e nas redondezas. Depois deste retorno, finquei com maior força o desejo de ver aquilo tudo no chão.

Não me agrada esta fixação moderna ao que é velho só porque representa um período, uma época. Aquilo é depressor, decadente, feio, e também protegido por lei. Sendo assim, desejo ardentemente que chova tanto quanto choveu no dilúvio bíblico para que aquilo tudo caia, e assim, se possa construir novas casas, novos prédios, novas ruas na Polis Sotero.

Voltando à ciurgia, Kátia ficou amarela quando um dos médicos saiu da sala de cirurgia e perguntou no corredor:

- Quem é a mãe de Kaio Rodrigues?

- Sou eu! O que aconteceu? – Perguntou já perturbada e com vontade de chorar, imaginando alguma complicação na cirurgia.

- Calma! É só para dizer que vai demorar mais uma hora, mas está tudo bem. Eu vim para avisar do atraso, nada mais. Ele está bem! Que rapaz forte e destemido você tem! – Elogiou e sorriu. A típica bate e assopra.

A reação adversa à anestesia fez Kaio sentir fortes dores de cabeça. Isto nos rendeu mais doze horas de espera e agonia. Mas, assim que o período de observação terminou fomos liberados, e pegamos caminho de casa.

Chegamos ontem à tarde em Irecê. Kátia já efetuou dois curativos, e em 10 dias retornarei para avaliação da situação e receber o resultado do exame de Biopsia, bem como marcar outra data para retirar o segundo caroço que já aparece no lado esquerdo.

O Martagão Gesteira

O hospital onde a cirurgia foi realizada foi o Martagão Gesteira. Um hospital especializado em atendimento à criança. Lá pude ver crianças de todas as idades. Criancinhas de dias, até Kaio já entrando na adolescencia. O hospital tem 5 andares. São todos dedicados ao atendimento às crianças. Muitos setores atendendo os mais variados tipos de doenças e necessidades.

Olhando o Martagão Gesteira funcionando, e, pensando que os impostos pagos mantém aquele lugar, nos enche o peito de orgulho e satisfação. Por outro lado, nos incomoda saber, que por causa da corrupção e dos desvios de verbas, mais e melhores hospitais deixam de funcionar.

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