Corpo, Alma e Espírito

Setembro 30, 2008

Desespero injustificado!

Arquivado em: Alma, Alma Humana, Espirito, Lembranças, Pessoal, Relacionamentos, Vidas, homens — by adaobraga @ 3:27 pm
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O desespero tomou conta do meu ser.

Corri. Tentei fugir

Atravessei a planicie com o capim-colonião serrilhando a pele abaixo da verilha.

A dor atingia seu nível máximo.

Cheguei na extremidade da montanha.

Olhei o rochedo abaixo.

Olhei para trás.

Pensamentos me surgiram.

Vozes aconselhavam.

Vozes zombavam.

Resistir.

Não pulei.

Enfrentei a dor.

Sentei.

Respirei.

Cocei as pernas ensanguentadas.

Peguei um gravatá, entornei a água fria sobre as feridas

Tirei a camisa hering branca e enxuguei as feridas.

Esperei os amigos.

Subi mais alto.

Olhei o chão das alturas.

Desci.

Vivo como se nunca houvesse pensado, o que pensei, naquela tarde!

“Deve-se ter muita coragem ao lançar-se no desconhecido da morte, a enfrentar as incertezas e dúvidas da vida!”

Setembro 28, 2008

O enfeitiçado!

Arquivado em: Alma Humana, Relacionamentos, Vidas, homens, mulheres — by adaobraga @ 8:23 pm
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Desde que aqui cheguei e conheci Gildásio Alencar  que ouço a história de sua vida.

- Aquele ali, – apontavam com o dedo – foi enfeitiçado por uma mulher que vivia na zona.

A família, por longos anos, destinava recursos e conselhos para que ele a deixasse. Entrentanto nenhum dos recursos e nenhum dos conselhos o movia da sua situação.

Ele tinha uma condição financeira satisfatória. Não era rico, mas, também não era miserável, exceto, nas questões emocionais, segundo a opinião dos familiares.

Sempre teve móveis, imóveis e automóveis. Sempre teve condição financeira suficiente para manter a família com todas as necessidades supridas, e, com certo conforto. Porém, ninguém da família aceitava o fato dele estar vivendo a tantos anos com tal mulher.

- Só pode ser feiçaria!

- Que homem é assim com uma mulher se não for por meio das coisas ruins da macumba?

- Não existe amor neste mundo que faça um homem, como era Gildásio, neste pastelão que ele se transformou.

As críticas e as teorias surgiam com maior força e zelo, quando ela resolvia abandoná-lo. Tal evento aconteceu muitas vezes.

- É só ele juntar um patrimoniozinho, e ela separa, pega a parte dela, vai gastar com os machos que ela sempre teve. Depois, quando ela gasta tudo, volta com a cara limpa, com o rabo mucho, e o pior? O besta aceita!  – Diziam e criticavam.

No ano dois mil, ela separou-se dele. Exigiu-lhe a metade de todos os bens adquiridos na última década. Ele vendeu a casa, os dois veículos, dois terrenos, e entregou-lhe a parte exigida.

Ela partiu no dia seguinte, e passou três meses em viagem. Voltou. Comprou uma pequena casa. E, chamou-o para morar com ela. Para angustia e desespero dos familiares, ele aceitou o convite.

A parte que lhe coube, ele comprou seis tarefas de terra, num lugar ermo. Construiu uma enorme casa. Alpendreou-a de todos os lados. Desde então, passou a viver por lá, e também, quando vinha à cidade, se arranchava na casa dela.

Depois de duas chuvas, quando ele conseguiu boas safras, ajeitou a casa, comprou novos móveis, automóveis e arrumou a sua propriedade rural, ela se achegou!

- Ai meu Deus. Já tá lá dentro! Vai tomar tudo de novo! – Disse a velha tia Zefinha.

Ficaram apreensivos. Seis meses depois, estranharam os fatos na Fazenda Renovada.

- Gildásio está andando com roupas novas. Voltou a usar botas de couro, camisa de linho e calças sociais.

- Tá acontecendo alguma coisa com Gildásio. Ele anda diferente, anda cheiroso, roupas novas. Tá sempre de cabelo cortado, barba feita. – Observou tia Zefinha!

- É que tio Gildásio, tá namorando a viúva do Tião Moleza. – Avisou a sobrinha Soninha!

- ÔÔÔÔÔ Glórias a Deus! O feitiço foi quebrado! E o feitiço dela só podia ser quebrado com um novo amor.

Ontem estavam na igreja! Estavam sentados no banco do meio e o padre, abençoava-os pela encomenda da missa em homenagem às trocas de alianças entre os noivos.


Setembro 26, 2008

Ela não soube pedir!

Arquivado em: Aleatórios — by adaobraga @ 2:50 am

O texto abaixo, foi extraído do livro: As 100 melhores histórias da Mitologia*. O texto conta a história da paixão e amor da deusa Aurora por um jovem chamado Titão.

Eu já conhecia a história. E noutro livro que li, diz que a deusa Aurora, é a deusa responsável para trazer-nos os raios do sol a cada manhã… por isto o seu nome: Aurora.

Numa destas pré-manhãs, em que ela trazia mais um dia, ela viu o jovem Titão dormindo sobre a relva, e apaixonou.

Ela se encantou a tal ponto pelo lindo Titão, que houve dia, que mesmo saindo mais cedo, o amanher ficava mais longo, pois ela ficava enamorando-o dormindo sobre a relva. É um dialogo entre Aurora e a Lua que estava por perto naquele amanhecer. Eis abaixo o que aconteceu:

Abre aspas: “ 

— Lua, minha amiga, como vai você?

— Olá, Aurora! Já chegando?

— É, sei que é um pouco cedo ainda, mas permita que eu permaneça um pouco ao seu lado, meio escondida,enquanto não chega a minha hora de tomar o seu lugar no céu.

— Claro, querida, você sabe o quanto eu gosto de sua companhia. Apenas lamento não podermos ficar mais  tempo juntas, pois quando você chega eu sempre devo me retirar.

— É verdade. Mas hoje eu decidi vir um pouco antes para colocarmos finalmente nossa conversa em dia.

— Que ótima idéia! Diga-me, então: como tem sido a sua vida?

— Bem, agora tem sido bem mais feliz do que nos últimos tempos.

— E seu belo marido, Titão, como está?

— Bem, não exatamente como antes…

— Como assim, Aurora?

— Ora, você não soube da desgraça que se abateu sobre nós?

— Desgraçai Não sei de desgraça alguma. Faz tempo que não nos falamos.

— A verdade é que fui eu a causadora involuntária da infelicidade que desceu sobre nós. Mais sobre meu marido, é verdade, do que sobre mim. Mas também sofri durante muito tempo as conseqüências de meu terrível descuido.

— Não estou entendendo nada, Aurora. Comece do começo.

— Está bem, vou tentar explicar o que houve, partindo do meu casamento.

— Sim, o seu casamento com Titão eu lembro perfeitamente. Nossa, que belo rapaz ele era. Até eu fiquei tentada a roubá-lo de você!

— Sim, de fato Titão era um belo rapaz, amiga Lua. Era, porém.

— Era? Conte de um vez. O que foi que houve?

— Você deve saber que ele era um mortal como outro qualquer, quando nos conhecemos.

— Sim, lembro perfeitamente. Ele era, se não me engano, filho do rei de Tróia.

— Exatamente. Nossa felicidade era quase completa. Nos amávamos intensamente, mas eu tinha esse pesar secreto que me inquietava o tempo todo, a ponto de me tirar o sono. O fato de Titão não ser imortal, como eu. Assim, apesar de toda a nossa felicidade, eu sabia que um dia teria de perdê-lo. Certa vez, após uma noite de intenso prazer, decidi ir falar pessoalmente com Júpiter. Pedi a ele que concedesse a imortalidade para meu esposo: "O Júpiter, peço que torne minha felicidade eterna, como é a sua ao lado de sua esposa Juno, que é imortal como você, e…"  "O que você quer exatamente? Deixe de rodeios", Júpiter me interrompeu, grosseiro como  sempre. "Gostaria, deus supremo, que você concedesse a Titão o dom da imortalidade!" — pedi. Mas antes não o tivesse feito, pois sem saber o condenava a uma vida de horrendos sofrimentos.

— Por quê, Aurora?

— Bem, após muito insistir, consegui obter de Júpiter o que queria.

— E a partir daí você e Titão foram felizes para sempre.

— Melhor dizer infelizes para sempre. No começo fomos, de fato, imensamente felizes. Tão logo transmiti a novidade para ele, fomos tomados por uma alegria sem limites. "Imortal, Aurora! Imortal como você!", ele dizia, pondo as mãos à cabeça. Durante o dia inteiro comemoramos.

No começo, de fato, éramos ambos jovens e dispostos, com todos os meios para gozarmos de uma vida intensa e proveitosa. Assim fomos vivendo, sem nunca enjoarmos um do outro, pois nossos corpos e almas gozavam da mais perfeita juventude e vitalidade. Um dia, porém, percebi, enquanto jantávamos, um fio de cabelo branco luzir sobre sua têmpora direita. Como fosse apenas um fio isolado, levei isto à conta de uma banalidade. De repente, porém, longos fios de prata começaram a se espalhar no meio daquela selva de negros cabelos, tirando um pouco da sua antiga beleza. Assustada, pensei comigo mesma: "Meu Deus, será que Titão tornou-se mortal novamente?". Decidi, por isso, visitar Júpiter novamente para saber o que estava acontecendo.

"Não há nada de errado", disse ele, secamente. "Mas como, se vejo meu querido Titão envelhecer a cada dia que passa, diante de meus olhos?!", exclamei, sem compreender. "Sim, e daí?", disse, completando com esta frase que me desarmou: "Ora, você pediu para ele o dom da imortalidade e não o da eterna juventude!".

Ai, amiga! A partir daí acabou o meu sossego. Como podia ser de modo diferente vendo dia a dia meu adorado Titão envelhecer e perder aos poucos a sua antiga virilidade? Cada vez mais sua cabeça foi se tornando grisalha; os músculos de seus outrora rijos braços pareciam agora murchar, deixando em seu lugar apenas pelancas flácidas que balançavam a cada movimento seu: seus dentes, antes brancos e sadios, começaram a se estragar, tornando-se amarelados e frouxos. Ah, Lua, foi horrível… E pior de tudo, talvez, era ver que eu não podia acompanhá-lo em sua decadência.

— Oh, não diga isto, Aurora! A saúde é sempre preferível, em qualquer circunstância!

— Mas se eu pudesse compartilhar com ele da sua decadência física, fazendo-me velha, também, quem sabe não teria sido mais justo? Ao menos ele estaria mais consolado, ao ver que ambos rumávamos para o mesmo destino!

— Não pode o sofrimento de alguém acarretar a melhora de outro sofredor O martírio
inútil é o mais insensato dos remédios, cara amiga, e aquele que exige tal sacrifício de alguém não
passa de um fraco e de um egoísta.

— Sim, eu logo compreendi isso. Mas tentava, de alguma forma, incentivá-lo, lhe dizendo: "Vamos, Titão, faça ao menos um esforço para prolongar a sua saúde e a sua juventude". Mas Titão perdera o ânimo. Já não era mais o mesmo de antes. Incapaz de suportar o seu fado, começou a exigir que eu me acabasse também, que me fizesse velha e feia como ele.

Minha natureza, a princípio disposta a acompanhá-lo no seu negro fado, logo se rebelou. Na verdade ele ainda teria muitos anos de vigor e força, se fizesse um esforço para recuperar sua antiga forma — ou algo que se aproximasse daquilo. Mas em vez de fazer isso em favor de si, preferiu partir para o caminho inverso, ou seja, o de anular a mim tornando-me tão gasta e decrépita quanto ele. Quando compreendi isso, mudei meu ponto de vista, pois eu, com toda a certeza, não agiria desse modo em relação a ele.

— E fez muito bem, Aurora. Cada qual tem de ser capaz de carregar o seu fardo, seja ele qual for. Se você fica cega, certamente não é cegando aos demais que resolverá o problema.

— Bem, seja como for, com o passar dos anos todos os seus dentes começaram a ruir, e a sua mente principiou a dar evidentes sinais de senilidade. Titão tornava-se cada vez mais um velho ranzinza e resmungão — e, o que é pior, destinado a nunca morrer! Embora isto pareça cruel, devo admitir que já não via mais naquele velho nem a sombra do que fora o meu amado Titão. Era uma outra pessoa, completamente outra. Isto já era uma crueldade, comigo e com ele, eu pensava. Os mortais ao menos têm a bênção da morte quando a velhice se torna um fardo intolerável, enquanto ele estava destinado a suportar todo aquele horror para sempre. Tudo isto eu pensei mil vezes. Você sabe, fiz o que pude, mas aí chegou um tempo em que não consegui
mais. Chega um ponto em que a gente também quer viver.

— E aí, o que você fez com ele?

— Bem, um dia ele perdeu os movimentos dos braços e das pernas — todos os movimentos, enfim… Não podendo mais suportar sua rabujice, tentei ainda insuflar-lhe um pouco de coragem. Mas como dar coragem a alguém que sofre de maneira contínua, se nem a esperança do descanso essa pessoa tem?

— Aurora, para ser franca, eu nunca vi um velho suspirar pela morte.

— Nem eu, na verdade. Bem, o fato é que não havia mais como suportar a presença daquele pobre homem, convertido num espantalho de si mesmo. Como era duro ver seus dedos finos como os de uma galinha deslizarem por sobre o branco colar remanescente de sua antiga cabeleira, arrancando tufos inteiros que lhe ficavam grudados às unhas…

— Sim, e o que resultou disso tudo, então? Ainda está com ele em casa?

— Não, esta é a última parte da história. Um dia, tomei a decisão de falar novamente com Júpiter e pedir que ele ao menos pusesse um fim ao sofrimento de meu marido, retirando-lhe a imortalidade, que para ele se tornara horror e maldição. Júpiter disse que não podia fazê-lo, pois a imortalidade era um dom divino. "Quem se tornou uma vez imortal não pode jamais deixar de sê-lo. Isto seria um contra-senso e eu acabaria sendo causa de escárnio", disse Júpiter, que nesse dia estava com uma boa vontade surpreendente. "No entanto, permitirei que ele se transforme num outro ser, libertando-o desta forma decaída. Faça a escolha, e ela se realizará
automaticamente", disse ele finalmente. Mais consolada, retornei para casa.

Qualquer coisa era preferível a ser uma múmia privada de movimentos para todo o sempre, pensava, enquanto refazia o trajeto. Tão logo cheguei, entrei no quarto e flagrei-o escutando, com um sorriso que exprimia um resto de prazer, uma cigarra que, pousada no galho de um árvore, cantava com um alarido impressionante. "Antes fosse eu esta cigarra", disse Titão, deixando escorrer do canto de sua boca um fio de saliva. "Que assim seja, meu querido!", disse ao seu ouvido.

No mesmo instante suas formas ressequidas desapareceram e vi erguer-se de debaixo das cobertas uma bela cigarra prateada, que levantou-se, rodopiando pelo quarto, e após pousar sobre minha cabeça, como que a me agradecer, sumiu-se janela afora.

— Que lindo! Quero dizer, ao menos foi uma boa solução para aquela triste situação, não?

— Sim, agora ele está bem mais feliz, com toda a certeza. Aliás, todas as manhãs acordo com o seu canto, diante da minha janela. Às vezes recebo à noite, também, a sua visita.

— Ué, e cigarras cantam também à noite?

— E quem disse que as visitas são para cantar? Mas veja, já está na minha hora! Adeus,
amiga!

— Adeus.

Fecha Aspas: “


* A. S. Franchini e Carmen Seganfredo, 2003 – Todos os direitos desta edição reservados a Newtec Editores Ltda.


Muitas lições podem ser aprendidas na história de Aurora. Você percebeu qual ensinamento? 

Vê-se a idéia, de que, mesmo no mundo dos deuses, os deuses machos são dominantes, e as deusas, mesmo sendo deusas, existe uma discriminação velada, oculta. Também existe a idéia de submissão, de obediência por parte das deusas, e também de outros “deuses menores”. Por outro lado, existem umas deusas que colocam Júpiter sob seus pés.

Mas isto, é uma outra história.


Setembro 22, 2008

Meme do bebê

Arquivado em: Lembranças, Participação, Relacionamentos, Vidas, meme, memes — by adaobraga @ 3:24 am

Veridiana Serpa do Blog 30 & Alguns, me passou este meme, que consiste me postar uma foto de quando se é criança. Eu não tenho muitas fotos de minha infância por alguns, ou vários motivos. Mas, olhando as tralhas de D. Maria Eulália, que tem muitas fotos antigas, e que tenho que devolver para ela, pois já estão comigo desde 2005, e já foram digitalizadas, só falta grava no CD e enviar para Nanuque.

Farei isto esta semana.

A foto está abaixo:

adao-ana-criancas

Eu já estudava, logo, isto foi tirado no período eentre 1975 ou 1978, possivelmente 1977. Eu e Ana Maria, a minha irmã mais velha. Somos três os mais velhos. Romildes, Ana, Adão.

Eu e essa “nega” vivemos grandes e inésqueciveis histórias. Hoje, moramos muito longe um do outro, mas meu amor e admiração por ela continua. Há entre nós, os irmãos mais velhos, um elo de ligação muito especial e forte, assim, como há entre os mais novos.

Esta foto foi tirada na Escola União Beneficente Operária, que fica na Av Olival Mendonça, no bairro da Vila Esperança, na cidade de Nanuque, aos fundos da Viação Rio Doce, ao lado do Rio Mucuri.

Nesta escola estudei da primeira à quarta série. Minha primeira professora, o nome dela era Alaíde. A professora da segunda série foi uma jovem professora: Ducilidia, que até hoje, se eu a encontrar, tenho que pedir perdão por tantos atos ruins que lhe fiz. Minha última professora nesta escola foi Graça Cacique. Uma inesquecível professora. Ela, foi quem iniciou em mim, as mudanças que governaram minha vida.

Tá ai postado. Quero ver imagens antigas de bebe de: Iara, Beth, Julie, Cármen Neves, Sarah;

Setembro 19, 2008

Desabafo musical.

Arquivado em: Alma Humana, Pessoal, Reconhecimento, Relacionamentos, homens, mulheres — by adaobraga @ 10:41 am

Chão de Giz!

Eu desço dessa solidão, Espalho coisas sobre um chão de giz, Há meros devaneios tolos a me torturar
Fotografias recortadas em jornais de folhas Amiúde, eu vou te jogar num pano de guardar confetes.

Eu vou te jogar Num pano de guardar confetes. Disparo balas de canhão, é inútil. Pois existe um grão-vizir
Há tantas violetas velhas sem um colibri. Queria usar quem sabe uma camisa de força, ou de vênus

Mas não vou gozar de nós apenas um cigarro, nem vou lhe beijar, gastando assim o meu batom. Agora pego um caminhão na lona vou a nocaute outra vez.

Pra sempre fui acorrentado no seu calcanhar meus vinte anos de ¨boy¨. ¨That’s over baby¨ – Freud explica! Não vou me sujar fumando apenas um cigarro, nem vou lhe beijar

Gastando assim o meu batom. Quanto ao pano dos confetes, já passou meu carnaval. E isso explica porque o sexo É assunto popular. No mais estou indo embora. No mais estou indo embora…

Bom fim de semana para todos e todas! A quem me enviou e-mail e que me ligou, depois respondo aos e-mail, inclusive sobre o livro que chegou, e outras informações.

Beijo em todas, e um leve aperto de mão aos machos! Por ora, é só continuar a pensar: Nas torturas toda carne se trai.  Mas pode ser que ninguém me compreenda, quando digo que sou um visionário.

Setembro 17, 2008

Estou igual a seu Lunga!

Arquivado em: Aleatórios — by adaobraga @ 5:05 pm

Minha paciência nesta semana tá no Zero. O pessoal aqui repete muito: Ele tá na tolerância Zero. Eu diria um pouco pior. Estou quase igual a seu Lunga.

- Você não sabe quem é seu Lunga. Você é muito ignorante.

Seu Lunga é o homem mais ignorante, bruto, casca-grossa que já existiu neste mundo. Veja abaixo três causos históricos e verdadeiros de Seu Lunga:

 

“Numa madrugada dessas, a mulher de Lunga teve um mal-estar, e gemendo acordou o marido:
- Lunguinha, Lunguinha, ta me dando uma coisa aqui…
- Então receba
- Mas Lunga, é uma coisa ruim…
- Então devolva!”

“Seu Lunga entrando em uma loja pergunta:
- Tem veneno pra rato?
- Tem! Vai levar? – Pergunta o balconista.
- Não, vou trazer os ratos pra comer aqui!!! – responde seu Lunga.”

“Seu Lunga resolve andar um pouco e sai com seu chapéu grande e antigo. Durante sua caminhada ele resolve coçar a cabeça sem tirar o chapéu, então uma conhecida dele pergunta:
-Oxe seu Lunga, num tira o chapéu pra coçar o cabelo não é?
Seu Lunga então responde:
-E a senhorita tira a calcinha pra coçar o tabaco?”

Quer saber mais causos de seu Lunga? Clique no link: Cultura Nordestina. Porém os causos de Seu Lunga estão neste texto aqui: Causos e Histórias de Seu Lunga.

Setembro 16, 2008

O inferno, o paraíso e a motivação

Arquivado em: Alma Humana, Relacionamentos, homens, mulheres — by adaobraga @ 12:13 am
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Se um homem for enviado ao tormento milenar depois do sexo, passará nove séculos lembrando o último momento, e o último século, será motivado pela esperança de repetí-lo.

Se um homem for enviado ao paraíso depois que lhe negarem sexo,  qualquer paraíso, deixará de existir, pela lembrança deste último momento. Todo e qualquer fração de tempo, por menor que seja, será um milénio de tormento.

Setembro 14, 2008

Selos, prêmios, indicações, meme,

Arquivado em: Participação, Reconhecimento, Relacionamentos, meme, memes — by adaobraga @ 7:01 pm

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ganheibeth

2renatinha

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Todos os selos acima chegaram a mim. Sei que alguns foram repassados por Beth, Lindo Sorriso, Simples Expresão. Confesso que alguns eu recebi a tanto tempo que nem me lembro se tem, mas todos tem que indicar outros blogs para participar. Alguns não gostam de serem relacionados. Outros amam, e até desejam que sejam indicados.

Uns da lista, eu sei, que todo e qualquer sêlo, meme, brincadeiras, etc e tal, é visto com desprezo. Estes, que eu sei da oponião, ficam de fora. Os demais, irei arriscar.

Além destes acima, fica na lista o Meme da foto, que a Veridiana me passou ontem. Este está adiado até solicitar informações e fotos de D. Maria.

A Renatinha me enviou o Sêlo Dardo. Esse prêmio consiste em reconhecer os valores que cada blogueiro mostra a cada dia e por transmitir valores culturas, eticos, literários, pessoais, etc… Que em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que esta e permanece intacto entre suas letras, entres suas palavras.

O Prêmio Dardos tem certas regras:

  1. Aceitar e exibir a distinta imagem.
  2. Linkar o blog do qual recebeu o premio.
  3. Escolher 15 blogs para entregar o Prêmio Dardos.

As indicações de Beth, não vieram com nenhuma regra, então, faço o seguinte: usurparei a regra do prêmio Dardo, e, agrego a todos os sêlos. Assim, as indicações abaixo, servem para todos os sêlos acima.

São 10 sêlos, sugiro que cada um dos listados abaixo, se desejar e aceitar a sujestão, pegue pelo menos 2 para a corrente e a brincadeira das indicações continuarem. Se você desejar continuar.

  • 30 & Alguns;
  • A Calma Alma Má;
  • Boneka;
  • Café e Insônia;
  • Cármen Neves;
  • Devaneios e Insanidades;
  • Eu sou a Tal!;
  • Jesus Apócrifo;
  • Leve Impressão;
  • Mais Atitude;
  • Meu Reino Unido;
  • O Pitoresco;
  • Os Pensamentos de Eu e Ela;
  • Paixôes e Encantos;
  • Poeiras ao Vento;
  • Poetriz;
  • Poucas Palavras;
  • Tempestade Cerebral;
  • Van Filosofia;
  • X-Tudo;
  • Setembro 13, 2008

    Diarios de Navio

    Arquivado em: Participação, Reconhecimento, Relacionamentos, mulheres — by adaobraga @ 7:12 pm

    Minha queridinha Jazz (Blog Poucas Palavras), chegou da viagem que fez na região mais ao norte. Ela prometeu, e já começou a pagar a dívida, pois, “promessa é dívida”, a contar o que aconteceu nestes dias.

    Ela já adiantou que a história terá mais ou menos 23 capítulos. Os três primeiros já estão publicadas, com detalhes picantes, e aventuras. Venturas e desventuras. Emoções e tristezas. Alegrias e festas. Conversas e debates. Tudo registrado e agora divulgado.

    Visite e saiba como é a vida de outros brasileiros na região mais ao norte. Belem, Santarém, e etc.

    - Diários de Navio;

    Eu já estou acompanhando!

    Setembro 12, 2008

    Uma outra Elizabeth, a Betinha!

    No inicio da década de noventa, conheci uma jovem Elizabeth. Visitava-a pelo menos uma vez por semana para conversas diversas. Eram conversas longas.

    Elizabeth aos 14 anos foi brincar com um revolver, e a tragédia ocorreu. O disparo atravessou seu corpo na altura do pescoço, e isto a impossibilitou de utilizar os membros inferiores. Entretanto, este evento, apesar de trágico, não a impediu de buscar o que sempre desejou.

    Contrariando a vontade dos pais, amigos e familiares, todos os dias, iam para a escola. Formou-se no segundo grau, equivalente ao Nível Superior de hoje. Nesta época, era a maior graduação em diploma que se exigia no mercado de trabalho.

    Ela era “amigada” com um “abestalhado”, como diziam por toda cidade. Ele sofria de algum tipo de demência. Tal condição o impedia de prosperar, evoluir, decidir, e ter um emprego. Juridicamente, poderia ser declarado incapaz.

    - Sua família nunca aceitou o seu casamento hein?

    - Adão, você é a única pessoa que diz que somos casados. Todo mundo aqui diz que somos amigados, amasiados. E minha família além de não aceitar, atrapalha. Eles não me entendem. Acham que eu mereço alguém melhor, mas, quem é melhor, não me quer!

    - É uma situação complicada Betinha! Você encontra homens na sua situação com mulher, mas, é raro mulher em situação semelhante conseguir um homem.

    - Você acha que eu nunca tentei um namorado normal, inteligente, capaz? Mas, nenhum deles me quisera. Eu achei esta criatura, que pelo que você vê, é assim, abobalhado, mas é um doce de marido. Faz tudo que eu quero!

    - Você está satisfeita?

    - Com ele?

    - Com ele e com o seu casamento!

    - Para as tarefas de homem ele é apto. Se eu pudesse teria um marido para cuidar de mim e da casa, mas não tendo, eu tenho este! E este me basta! Eu não posso me dá ao luxo, Adão!

    - Ha! Ha! Ha! Ha!

    - Você ri, NE!

    - Achei engraçada a maneira como você falou dele.

    - Veja bem Adão, ele cuida de mim, faz alguns mandados na rua, gosta de mim, é um touro, nunca me nega, não resmunga, não briga. Só é assim desligado do mundo, e é preciso ter paciência em explicar, ensinar, e esperar ele voltar para saber como é que deve fazer e falar.

    - Eu vejo como a sua luta com ele! E as demais mulheres com os ditos normais, também não é? – Desta vez quem caiu na risada foi ela.

    Ela tinha uma escola de datilografia. Era o cérebro. Ele a força. Ele a empurrava pela cidade. Pegava o peso. Ela recebia críticas diversas. Uma das críticas mais repetida, era a que ela aproveitava do doidinho. Sobre isto, ela comentou assim:

    - Nenhuma mulher quis nada com ele. Ninguém nunca quis nada sério comigo. Éramos dois abandonados nesta cidade. Neste fim de mundo. Um dia, eu pensando comigo mesma, chamei a mãe dele, e mandei a proposta para ele. Ela conversou com ele, e mandou ele vir morar comigo, e desde então, eu sou a cabeça dele, e ele é minha força. Vivemos como podemos. Não casamos no cartório por que a lei não aceita. Não casamos na igreja porque o padre não compreende. Então, vivemos como Deus permite.

    O casamento dela era assim, algo sublime. Ela tinha uma paciência com aquele homem. Mas como ela mesma dizia e repetia:

    - Não foi o homem que eu queria e desejava quando jovem. Foi o homem que me sobrou. Foi o homem que eu pude ter e não o homem que eu pude escolher. E não culpo nenhum dos homens que eu quis não me querer. Eu sou maior do que isto!

    Ela era educada. Culta. Inteligente. Batalhadora. Estudiosa. Lia filosofia. Estudava história. Ciências. Estudava a vida. Ela me mostrou coisas que até então nunca havia visto.

    - Adão, veja bem! – Exclamava sempre – nós mulheres somos diferentes de vocês homens. Somos todos humanos. Mas, nós mulheres somos mais que humanos. Nós, mulheres, somos uma partícula de Deus. É através de nós que Deus se manifesta na vida e no amor. – Dizia sempre – Só Deus é mais do que nós. Só Deus consegue amar mais do que nós. Só Deus! – Repetia em profusão.

    Ela falava dos homens cegos que tinha esposa para cuidar dele ser a luz dos olhos que ele não tinha. Homens aleijados. Homens surdos. Homens mudos.

    - De todos os tipos e jeito, é possível que exista uma mulher que o deseja, que o auxilie, que o ame, mas, o contrario nem sempre é verdadeiro, porque o homem ama pouco. O homem é ligado ao que é físico, concreto, palpável.

    Ela também reclamava. Reclamava por não ter conseguido sair daquela pequena cidade. Ela dependia das pessoas para se locomover. Ficou refém da vontade alheia, mas, sua mente era livre.

    - Para as funções de homem, ele é bom.

    Enquanto isto, ele ficava sentado num pequeno tamborete, olhando a sala e ouvindo o barulho das teclas.Ria de vez em quando. Conversava só. Depois das aulas a carregava nos braços.

    - Sabe o que eu mais gosto! – Sussurrou certa tarde – É quando ele me pega no colo, não quando eu quero e peço, mas quando ele quer. Fico toda arrepiada, em pensar e saber que ele me deseja!

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