Ele ficou viúvo quando a sua Roxa morena morreu no serviço de parto do último filho. Ele jamais reclamou da situação. O filho foi cuidado com carinho. Mas, havia o problema de ter que criar os cinco filhos. Não podia passar o luto da esposa amada e agora enterrada.
Na mesma tarde, após o sepultamento, atravessou a ponte do Rio Mucuri, adentrou a rua do baixo meretricio. Encontrou uma jovem prostituta, e chamou-a. Disse-lhe a sua situação. Uma casa com cinco crianças e um homem sem mulher.
- Preciso de uma mulher. Voce quer sair desta vida?
- E, voce não importa que eu tenha sido puta desde os quinze anos?
- Se voce me respeitar, não confundir sua vida nova com sua vida antiga, e querer ser minha esposa, voce vai ter casa, um esposo, um lar para voce tomar conta. Eu sustento e voce cuida!
No ano de 2004 passei por lá. Encontrei-os sentados na varanda da casa. Estavam casados fazia 28 anos. E, um ato curioso é que eles tem o costume de sentarem á mesa juntos, e comem na mesma tigela.
Ela foi-lhe fiel desde então. Tiveram tres filhos. Dois meninos e uma menina. Ele obteve a ajuda que precisava, e ela mudou a trajetória de sua vida.
9 respostas Até agora ↓
Beth // Julho 3, 2008 às 8:08 am
Uauuuu…isso é que é uma linda história de “não amor. ”
E como disse o meu tio, no alto de seus 70 anos e no recomeço de uma nova relação: viúvo é quem vai…e não quem fica.
Beijos Adão
Felicidades ao casal……….
Murdock // Julho 3, 2008 às 8:43 am
Coragem dele, não tanto por ela ser prostituta, mas por colocar em casa, para cuidar dos seus filhos, alguém que mal conhecia, simplesmente com a proposta de uma vida nova. Mas acho que há 28 anos atrás as coisas eram bem diferentes mesmo, hoje tenta-se levar vantagem em cima até de quem lhe quer bem.
Ricardo Rayol // Julho 3, 2008 às 12:18 pm
rapaz!! isso que é manter um acordo.
Veridiana Serpa // Julho 3, 2008 às 2:02 pm
como disse a Beth, “felicidades ao casal” …
Sarah Rubia // Julho 3, 2008 às 3:06 pm
Isso é casamento bom.
Acordo bom pra ambas as partes, desde que respeitado, terá vida longa…
Beijinhos
Antonio Ximenes // Julho 3, 2008 às 3:09 pm
Olha ai !!!
Eu vivo dizendo que “respeito” é a palavra de ordem.
Essa história de vida é a junção da teoria bem planejada com a prática… é a junção do racional com o emocional.
Ou seja.
Um negócio que deu muito certo… rs.
Abraço.
Lerdo em Surtar // Julho 3, 2008 às 5:23 pm
Certíssimo…!
Sendo grande pai, ajudou-a a desenvolver nela um dom que ela própria não conhecia. É o valor de ser prático, respeitando os valores. Quanto à questão do tal “amor”… bem… talvez ele achasse que não se encontra “um” duas vezes!
Nando Damázio // Julho 3, 2008 às 7:57 pm
Se o cara não se sentia capacitado para criar os filhos sozinho e sentia a necessidade de uma mulher por perto, a atitude dele foi correta ..
E foi tão bem acertada que a rameira saiu da vida fácil para se dedicar exclusivamente à vida do lar ..
É, as pessoas mudam !!
Cara, eu sabia que você tinha outro blogzinho, só que havia esquecido o caminho, hehe ..
Obrigado por “refrescar” minha memória ..
Passarei sempre por aqui !!
Sahmany // Julho 4, 2008 às 9:39 am
Que história incrível! E aposto que se amam.