Corpo, Alma e Espírito

Maio 11, 2008

Lembranças de mães.

Arquivado em: Alma Humana, Lembranças, Reconhecimento, mulheres — by adaobraga @ 9:31 pm
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Neste dia das mães, é inevitável não lembrar de nossa mãe, ainda que ela seja de uma comunidade cristã que abomina estas datas comemorativas. Minha mãe pertence ao grupo religioso Testemunha de Jeová.

Nestes dias que antecederam e hoje, passou por minha cabeça,algumas lembranças que D. Maria Eulália, querendo ou não deixou de forma indelével na minha mente em formação.

Lembro-me de uma vez que ela me levou à feira. Em determinado momento, ela chegou numa banca para comprar alhos, cebolas e outros condimentos. Aproveitei que o dono da banca estava ocupado com o atendimento, e embolsei três cabeças de alho.

Quando saimos, fui todo contente, entregar-lhe o produto de “minha esperteza”. Ela olhou-me e perguntou como foi que eu tinha conseguido.

- Eu peguei quando ele não tava olhando. Não sou esperto?

- É verdade!

Demos umas voltas, e novamente, paramos na mesma banca. Eu corri para o outro lado. Ela ficou me olhando fixamente. Esperou a minha ação. E então, o dono da banca, me surpreendeu. Me segurou pelo braço, me sacudiu, me chamou de ladrãozinho descarado!

Eu olhava para minha mãe esperando socorro, e ela nada fez! Apenas, deixou-me sofrer as consequências de meus atos. Me borrei todo, e soube naquela época que minha mãe não compactuaria comigo em nenhum negócio desonesto. Nem adianta pedir a ela segredo por algo ilicito. Ela é do tipo que ai denunciar o próprio filho se for necessário.

Lembro-me que ao chegar em casa recebi o meu galardão: Uma surra de sinto de couro. Não me lembro, mas, tenho a impressão, que ela e o dono da banca agiram juntos para que eu jamais esquecesse aquele episódio.

Agradeço D. Maria Eulália pela lição ensinada!

Quando sair da casa de meus pais, eu tinha 16 anos. Fui morar e trabalhar numa pequena cidade do extremo sul da Bahia, chamada de Posto da Mata. Lá trabalhei e morei de 1986 até 1989, quando fui para o colégio interno, estudar teologia.

Depois disto, tive várias mães adotivas. E lembro-me e faço ao menos duas ou três linhas a estas mulheres maravilhosas que ajudaram e participaram de minha jornada.

- A mãe do Capoeiruçu.

Quando fui fazer vestibular para teologia, hospedei-me na casa de uma senhora na vila do capoeiruçu. O marido dela era carpinteiro, e ela cuidava de cada estudante como filho.

- Betina:

Betina, é a esposa de Milton. Uma santa mulher que tive a oportunidade de morar na casa dela em 1989 por três meses. Ela era uma mulher sincera, amiga, zelosa. Tinha três filhos biológicos e uma criança que o marido pediu para uma senhora alcoolatra lá do bairro onde moravam em Belo Horizonte. Além é claro de ter me doado um creme que acabou com o meu chulé!

- Dezuita.

Em Jacobina conheci Dezuita e sua família. Lá eu morei por mais de três anos. Tive namorada e apresentei-a como sogra. Sou considerado como filho. E considero-os como família.

- Maria dos Passos

Na pequena e acolhedora Caldeirão Grande, tive a oportunidade de morar na casa de Maria dos Passos, por cerca de um ano. Além de cuidar dos filhos e marido, cuidava de mim, de tal maneira a criar ciúmes e até desentendimento, mas, tudo não passava de intriga de alguns que não aceitaram o tratamento exclusivo deles sendo doado tão altruisticamente a um desconhecido.

- Diolina.

Aqui em Irecê, conheci e fui bem cuidado por Diolina Dourada. Uma senhora admirável. Forte. Digna de exmplo, e uma frase emblemática que o esposo falou sobre ela:

- Adão, o mundo anda tão complicado, que até Diolina, essa pureza de mulher, outro dia, desabafou dizendo que deveria haver algum meio de exterminar essas pessoas maus que comentem certos crimes.

Era mesmo de admirar!

- Linda, a mãe do Lapão

Em 1993, conheci Linda. Não sei quem me tratava melhor como filho, se ela, ou se era a mãe de Linda. Eram duas mãezona para mim. Se preocupavam comigo. E até diziam que eu era o filho homem que eles queriam ter.

Há outras que merecem meus reconhecimentos. Fico com estas por enquanto, com o coração alegre de ter recebido destas criaturas divinas, atenção, dedicação, apoio, carinho e amor de mãe que são!

 


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