Corpo, Alma e Espírito

Maio 31, 2008

Blogagem coletiva: Dia Mundial sem Tabaco!

Arquivado em: Alma Humana, Blogagem Coletiva, Pessoal, Vidas — by adaobraga @ 6:25 pm
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O Nando Damázio, proprietário e plenipotenciário do blog: A melhor novela de todos os tempos do último verão, propos a blogagem coletiva: Dia Mundial sem Tabaco!

fumar-mata

Foi hoje.

Não é de hoje que participo de movimentos e campanhas anti-tabagismo. A primeira vez que participei de uma campanha assim, foi no ano de 1989.

Fomos enviados para a grande BH e lá distribuimos para as pessoas panfletos e livros explicativos dos maleficios de se utilizar o tabaco. Li o livro: O fumo no banco dos réus.

Meu pai é fumante. Jà passou por dois Acidente Vascular Cerebral, e no entanto diz que morrerá com o cigarro. Já viveu até hoje fumando, não será por isto que deixará.

Para quem fuma é díficil abandonar. Então, encaro esta blogagem como um meio de auxiliar quem quer que seja a não entrar.

Quando em campanha em BH, encontrei diversas pessoas que desejavam abandonar o uso do tabaco, entretanto diziam-se incapazes de realizar.

Aqui na cidade tenho amigos fumantes. Felizmente, é uma minoria. Na blogosfera, tenho amigos e amigas que também usam. O radialista, já parou de fumar umas vinte vezes. O máximo que conseguiu ficar sem fumar foi dois anos e voltou.

Meu sogro era fumante. E, certa noite, fumou o último cigarro. Amassou a carteira e jogou fora. Há dois anos que não fuma.

Outro dia, chegou na oficina um senhor com uma carteira de cigarro no bolso. Nunca vi uma carteira naquela situação. Velha. Suja. Amassada.

- O que aconteceu com esta carteira de cigarros – Quis saber meu sogro.

- É que eu decidi parar de fumar. Comprei a carteira e disse que não fumaria mais. Ela me acompanha desde então!

- Tem quanto tempo que você parou de fumar?

- Três anos!

O tio de Kátia também parou assim, de um momento para outro. Há quem consiga fazê-lo. Outros não! E não adianta dizer que é falta de vergonha. Que é fraqueza. Que a vida é mais saudável sem o tabaco. Que o tabaco morre!

Não dianta encontrar desculpas para o fato de não conseguir. Também não deve tentar justificar porque se fuma. Muito menos esperar uma ação do governo para aumentar os tributos, dificultar o acesso. 

  • O fumante deve querer parar;
  • O fumante deve procurar seus meios de parar;
  • O fumante deve procurar ajuda se necessário, certamente encontrará.

Eu não fumo, ainda que quando menino, acendia os cigarros para meu pai. Nunca fumei, e nunca tentei fumar depois de jovem e adulto por um trauma de infância. Assim aconteceu:

- Vi meu pai fumando, e fui fazer o meu cigarrão de papel. Coloquei fogo e então aconteceu o inesperado, o fogo veio rápido e queimou-me os dedos.

Esta foi minha experiência como fumante.

Espero que Beth, Tita, Rayol, e outros blogueiros e blogueiras tenham tido conhecimento do dia de hoje, e tenham se esforçado por este dia sem tabaco.

Maio 28, 2008

objetivos de cada pai para seu filho

Arquivado em: Aleatórios — by adaobraga @ 3:42 am

“Na escola do lar, que é o curso inicial, deve-se utilizar o melhor talento. Sobre todos os pais repousa o dever de proporcionar instrução física, mental e espiritual. Deve ser o objetivo de cada pai alcançar para seu filho um caráter bem equilibrado e simétrico.

Tal é uma obra de não pequena grandeza e importância, e que requer ardoroso pensamento e oração, não menos que esforço paciente e perseverante. Deve-se pôr um fundamento correto, fazer uma armação forte e  firme, prosseguindo então, dia após dia, na obra de edificar, polir e aperfeiçoar.

O preparo físico e desenvolvimento do corpo é dado muito mais facilmente do que o ensino espiritual. O salão e o pátio de brinquedos, a oficina, a semeadura e a colheita – tudo isso proporciona ensino físico.

Sob circunstâncias favoráveis comuns, a criança adquire naturalmente vigor de saúde e desenvolvimento conveniente dos órgãos do corpo. Todavia, mesmo sob o ponto de vista físico, deve a criança ser cuidadosamente ensinada. “

Do livro: Conselhos a professores, pais e estudantes, E. G. White, pág. 107,108


Maio 25, 2008

Comparações

Arquivado em: Aleatórios — by adaobraga @ 11:56 pm

Situação 1

Ele entrou em casa amarrou a mulher na cadeira. Fez um preparo de produtos de limpeza. Pegou o revolver calibre 22, sentou na frente dela e colocava bala a bala no tambor. Pegou a mistura e tentou enfiar goela abaixo. Ela resistiu. Bateu-lhe com cano do revolver na cabeça. Sangrou. Escorreu pelo rosto.

Pegou o filho, subiu por uma escada de construção para a laje. Segurou-o pelos pés e ameaçou soltá-lo. Ela chorava e gritava desesperada.

- Por favor não faça nada com meu filho. Não faça nada. Não faz isto não!

O pai dele chegou. Tomou o revolver. Soltou a mulher. Mandou-a embora e disse-lhe:

- Vai embora e não volta! Esse homem é louco. Não sei o que você viu nele para querer ter uma familia com ele.

Ela foi embora. Levou o filho. Vivem isolados e separado.

Situação 2

Eles estão juntos por mais de quatorze anos. Tem suas desavenças, rusgas e intrigas. Evitam o máximo qualquer tipo de ato violento. Tanto entre eles, quanto com as crianças.

Se esforçam para dar a melhor roupa, a melhor escola. Incentivam os filhos a estudarem, a aprenderem a profissão do pai. Ajudam os filhos com as tarefas escolares, proporcionando-lhe meios sufientes para se destacarem como bons alunos.

Em casa tem TV, Video-Game, Micro-Computador, DVD, antena parabólica, e muitos outros eletro-eletrônico necessários numa casa atual, e que os pais possam adquirir em 24 parcelas nas diversas lojas do ramo.

Conclusão

O filho do pai violento o obedece. Seja por respeito ou temor. Basta o pai olhar e mover cenho que a criança percebe o desagrado e imediatamente faz o que o pai quer. Sabe das consequências que é tirar nota abaixo de 7.

“É preciso ter em vista que os homens de maus instintos são mais numerosos que os de bons instintos. Por isso se obtém melhores resultados governando os homens pela violência e o terror do que com discussões acadêmicas.

Cada homem aspira ao poder, cada qual, se pudesse, se tornaria ditador; ao mesmo tempo, poucos são os que não estão prontos a sacrificar o bem geral para conseguir o próprio bem. Quem conteve as feras chamadas homens?

Quem os guiou até agora? No princípio da ordem social, submeteram-se à força bruta e cega, e mais tarde, à lei, que é essa força mascarada. Concluo, pois, de acordo com a lei da natureza, que o direito reside na força”

Maio 20, 2008

homens e mulheres são diferentes!

Arquivado em: Alma Humana, Relacionamentos, mulheres — by adaobraga @ 9:11 pm

- Adão, a Lora tá enlouquecendo! Coitada!

- Como assim enlouquecendo?

- Ela não tá suportando a barra! Já tá dizendo que vai preferir voltar para o marido a suportar tamanha pressão!

- É! Isso é mesmo de enlouquecer. Eu avisei, que estes próximos meses, e, até mais ou menos dois anos, a situação não é nada fácil.

Mulher é mesmo um ser guerreiro. Ela suporta a crise que sua decisão gera. Não é nada fácil suportar a pressão do ex-marido, da família, dos amigos dele, das amigas dela, dos colegas de trabalho, a pressão socio-cultural, não alivia em nada.

Ela anda chorosa. Emagreceu. E quem esta por perto, diz que ela anda mesmo tendo breves ataques de histerias.

Mulher é mesmo assim. Diferente de nós homens, que se possível vevemos um século em banho-maria, as mulheres poem um ponto final na história, joga uma pedra em cima do relacionamento indesejado (nem todas), e parte o sofrimento dos dias futuros.

Não são como os homens que vivemos provocando-as a agirem. Não são como os outros machos, que preferem sair para comprar cigarros e não mais voltar. Não são como nós homens, que à semelhança dos gatos, acostumam com o lugar e não com as pessoas.

Mulher que é mulher, quando o relacionamento tá ruim, não se contenta com flores em datas especiais, ela mensura o passado, o presente e planeja logo o futuro trágico, e pula logo fora da roda da história fracassada.

Homem que é homem, prefere uma mulher infeliz do seu lado a terminar qualquer relacionamento que ele tenha começado. Vive longos anos acomodados, sentados em largas poltronas, ou em fracos tamboretes de três pés.

Preferem e vivem os domingos em bares, em campinhos de futebol em mesas de amigos jogando baralho e dominó a ter que ir enfrentar a sua situação.

Nós homens tentamos arrastar qualquer mal relacionamento por longos anos. Preferimos ir inserindo pausas, e vírgulas onde não é mais possível, ai vem a mulher, quebra o falso controle, arranca as pausas, e poe logo um ponto final. E ponto final.


Maio 19, 2008

Adolescência, conflito, minha vez

Arquivado em: Alma Humana, Pessoal, Reconhecimento, homens, mulheres — by adaobraga @ 11:57 pm

Desde que atingir a idade de vinte e poucos anos que aprendi uma frase, que é a seguinte:

- Só entenderemos nossos pais, quando tivermos nossos filhos!

Hoje, devo reconhecer o quanto fui problemático, injusto, desobediente, crítico, desaforado, cruel, e tantos outros adjetivos negativos com meu pai e com minha mãe.

Recebi uma notificação da escola do filho primogênito. Ter que ouvir o relatório do comportamento insatisfatório, da indisciplina, da falta de interesse escolar, da falta de respeito com os professores e colegas de aula, foi-me, o mesmo que receber uma bofetada.

Fiquei calado. Fiz algumas perguntas. Fui á sala de aula ver e ouvir o professor. E, a cabeça aos zilhões de pensamentos, no entanto nenhum respondia a inquietante questão: “O que posso mais fazer?”

- Dialogar?

Será que não há dialogo suficiente entre nós? O tanto que conversamos, os diferentes níveis de interação, envolvimento. Será, que tanta conversa ainda não é suficiente? Ou será que esse negócio de dialogar não funcioa de fato, porque, sempre valorizamos o dialogo, e só temos mais jovens problemáticos!

- Explicar?

Dizem alguns, que os filhos se revoltam quando querem algo e pensam que os pais não dão porque não é porque não podem, é porque não querem. Devemos explicar as situações, explicar as privações, as necessidades, as dificuldades que enfrentamos, para expor os motivos pelos quais não podemos comprar aquele novo video-game de R$ 3.000,00 reais.

- Auxiliar?

Auxiliar os filhos nas suas deficiências, angustias, dificuldades. Ampará-los quando estiverem dasamparados. Compreender quando estão isolados.

… etc e etc.

A verdade é que me sentir semi-fracassado ou ler o relatório dele. Insubordinado. Desobediente. Conversador. Atrapalhador da turma. Confusento. Birrento. Não faz as atividades. Atrapalha os demais. Desafia os professores e colegas. Insurgente. Isto me deixou triste, e tenho me questionado desde a tarde se guiamos essa criança no caminho correto.

O conforto que podemos ter, temos! Temos uma casa. Móveis diversos. Alimentação. Não é tudo que queriamos, mas, é o que podemos ter. O que pode está influenciando-o?

Jà chamamos para a conversa. Já investigamos. Já instruimos. Orientamos. Auxiliamos. Seguimos o manual moderno dos pais modernos e decidimos:

- Acabou a moleza cabra! Próxima reclamação, punições severas do tempo da inquisição e técnicas anteriores a 13 de maio de 1833 serão utilizadas. É bom não querer reacender em mim alguns intrumentos de torturas de décadas passadas.

Amanhã será outro dia, e espero a colaboração, sem o uso radical da força! Porém, minhas esperanças na atual geração é frágil.

A verdade é que agora que chegou a minha vez, senti pena de meu pai.


Maio 18, 2008

Cheiros e atitudes

Arquivado em: Alma Humana, Relacionamentos, homens, mulheres — by adaobraga @ 11:24 pm

- Eita homem porco! Um dia, esse seu troço vai cair de tanto dormir sujo!

- O que é mulher? Qual o seu problema?

- Problema meu,  não? O problema é essa sua total falta de higiene. O problema é dormir com esse seu fedor que você tras para o quarto, todas as noites depois que chega da suas rondas da internet!

- É!

Admirou-se da observação da esposa. 

Nos dias seguintes, depois de mastubar-se ante a fria tela do monitor, banhava-se, trocava de roupa, e só chegava na cama depois de passar uma colônia qualquer.

Certa noite, ouviu ela dizer:

- Ao menos, agora, aprendeu a tomar banho, trocar a roupa suja e vir dormir. Até pensa que engana!

Não era só o cheiro! Era também a maneira como ele agia e vivia quem denunciava o abandono, e o sexo solitário todas as madrugadas!


Maio 15, 2008

Díficil é…

Todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” – Romanos 8:28

Difícil é compreender a contribuição que algo ruim pode fazer como bem, e também pensar, aceitar e agir como sendo um dos chamados por Deus, e deixar tudo, conforme a fé que é propósito de Deus.

Só me resta fazer como um outro mais antigo que disse:

“Até quando Senhor, clamarei eu, e tu não escutarás? ou gritarei a ti: Violência! e não salvarás? Por que razão me fazes ver a iniqüidade, e a opressão? Pois a destruição e a violência estão diante de mim; há também contendas, e o litígio é suscitado.

Por esta causa a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta; porque o ímpio cerca o justo, de sorte que a justiça é pervertida” Habacuque

E também estas palavras:

“Sobre a minha torre de vigia me colocarei e sobre a fortaleza me apresentarei e vigiarei, para ver o que me dira, e o que eu responderei no tocante, a minha queixa.” – Habacuque

Nada mais a declarar!


Maio 11, 2008

Lembranças de mães.

Arquivado em: Alma Humana, Lembranças, Reconhecimento, mulheres — by adaobraga @ 9:31 pm
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Neste dia das mães, é inevitável não lembrar de nossa mãe, ainda que ela seja de uma comunidade cristã que abomina estas datas comemorativas. Minha mãe pertence ao grupo religioso Testemunha de Jeová.

Nestes dias que antecederam e hoje, passou por minha cabeça,algumas lembranças que D. Maria Eulália, querendo ou não deixou de forma indelével na minha mente em formação.

Lembro-me de uma vez que ela me levou à feira. Em determinado momento, ela chegou numa banca para comprar alhos, cebolas e outros condimentos. Aproveitei que o dono da banca estava ocupado com o atendimento, e embolsei três cabeças de alho.

Quando saimos, fui todo contente, entregar-lhe o produto de “minha esperteza”. Ela olhou-me e perguntou como foi que eu tinha conseguido.

- Eu peguei quando ele não tava olhando. Não sou esperto?

- É verdade!

Demos umas voltas, e novamente, paramos na mesma banca. Eu corri para o outro lado. Ela ficou me olhando fixamente. Esperou a minha ação. E então, o dono da banca, me surpreendeu. Me segurou pelo braço, me sacudiu, me chamou de ladrãozinho descarado!

Eu olhava para minha mãe esperando socorro, e ela nada fez! Apenas, deixou-me sofrer as consequências de meus atos. Me borrei todo, e soube naquela época que minha mãe não compactuaria comigo em nenhum negócio desonesto. Nem adianta pedir a ela segredo por algo ilicito. Ela é do tipo que ai denunciar o próprio filho se for necessário.

Lembro-me que ao chegar em casa recebi o meu galardão: Uma surra de sinto de couro. Não me lembro, mas, tenho a impressão, que ela e o dono da banca agiram juntos para que eu jamais esquecesse aquele episódio.

Agradeço D. Maria Eulália pela lição ensinada!

Quando sair da casa de meus pais, eu tinha 16 anos. Fui morar e trabalhar numa pequena cidade do extremo sul da Bahia, chamada de Posto da Mata. Lá trabalhei e morei de 1986 até 1989, quando fui para o colégio interno, estudar teologia.

Depois disto, tive várias mães adotivas. E lembro-me e faço ao menos duas ou três linhas a estas mulheres maravilhosas que ajudaram e participaram de minha jornada.

- A mãe do Capoeiruçu.

Quando fui fazer vestibular para teologia, hospedei-me na casa de uma senhora na vila do capoeiruçu. O marido dela era carpinteiro, e ela cuidava de cada estudante como filho.

- Betina:

Betina, é a esposa de Milton. Uma santa mulher que tive a oportunidade de morar na casa dela em 1989 por três meses. Ela era uma mulher sincera, amiga, zelosa. Tinha três filhos biológicos e uma criança que o marido pediu para uma senhora alcoolatra lá do bairro onde moravam em Belo Horizonte. Além é claro de ter me doado um creme que acabou com o meu chulé!

- Dezuita.

Em Jacobina conheci Dezuita e sua família. Lá eu morei por mais de três anos. Tive namorada e apresentei-a como sogra. Sou considerado como filho. E considero-os como família.

- Maria dos Passos

Na pequena e acolhedora Caldeirão Grande, tive a oportunidade de morar na casa de Maria dos Passos, por cerca de um ano. Além de cuidar dos filhos e marido, cuidava de mim, de tal maneira a criar ciúmes e até desentendimento, mas, tudo não passava de intriga de alguns que não aceitaram o tratamento exclusivo deles sendo doado tão altruisticamente a um desconhecido.

- Diolina.

Aqui em Irecê, conheci e fui bem cuidado por Diolina Dourada. Uma senhora admirável. Forte. Digna de exmplo, e uma frase emblemática que o esposo falou sobre ela:

- Adão, o mundo anda tão complicado, que até Diolina, essa pureza de mulher, outro dia, desabafou dizendo que deveria haver algum meio de exterminar essas pessoas maus que comentem certos crimes.

Era mesmo de admirar!

- Linda, a mãe do Lapão

Em 1993, conheci Linda. Não sei quem me tratava melhor como filho, se ela, ou se era a mãe de Linda. Eram duas mãezona para mim. Se preocupavam comigo. E até diziam que eu era o filho homem que eles queriam ter.

Há outras que merecem meus reconhecimentos. Fico com estas por enquanto, com o coração alegre de ter recebido destas criaturas divinas, atenção, dedicação, apoio, carinho e amor de mãe que são!

 


Maio 10, 2008

Influênciar pessoas

Arquivado em: Pessoal, Relacionamentos, Vidas — by adaobraga @ 1:12 am
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Ontem fui receber uma grana na casa de uma cliente, que marcou para ontem a data. E, sempre que vou lá, a conversa rende.

Nem sempre temos a noção, e o conhecimento amplo do que nossas ações e palavras podem causar nas pessoas com que conversamos e com quem mantemos algum tipo de entrocamento em nossas limitada e curta vida. Na conversa que tive com esta senhora, ela declarou-me:

- Adão eu gosto muito de você! E sei que você nem imagina o motivo pelo qual gosto de você.

- Sei não! Por que?

Ela então passou a narrar a situação em que se encontrava quando chegou em Irecê. Saindo de um casamento falido. Reiniciando a vida. Filha adolescente jogando na cara  a culpa por toda aquela tormenta que a vida delas havia se transformado. Estavam no meio do furacão. Foi quando fui à casa dela configurar a internet e conversamos por cerca de uma hora.

Desde então – disse ela – quando você vem em minha casa, eu tenho prazer em conversar com você. Porque conversar com você traz-me um alivio. Meu coração fica descarregado. Não é com todas as pessoas que podemos abrir nosso coração e falar de nossos problemas, mas com você é diferente. Quando a gente menos espera, já estamos desabafando!

Isto é bom de se ouvir. Todavia, é chato chegar em casa, e não poder influênciar esposa, filhos, irmãos, tios, tias, sobrinhos, primos, primas, etc., da mesma maneira que se influencia e auxilia estes outros. Porque? 

É chato, ter que utilizar métodos diferentes e arbitrários com pessoas tão próximas. É doloroso ter que optar por certos meios, tendo à disposição outras ferramentas e meios mais eficientes!  Por estarem famializado com você,  acham ridiculo, e até zomba quando sabe que outras pessoas elogia este seu lado.

Gostaria muito de poder ter maior influência, e além, ter condições plenas de aplicar  em minha casa, em meu lar todos os conselhos que gentilmente oferto às pessoas que passam em minha existência.

As pessoas mais próximas a nós, são as que menos creem em nossa influência e metodologia. 

- Isto funciona lá com outras pessoas, aqui não! Nem adianta! – Dizem alguns.

Infelizmente, é comum, a todos nós conseguirmos ajudar outras pessoas e assessora-las melhor do que fazemos com nossos familiares mais próximos. Isto, não é em certo grau uma defiência minha ou sua, mas, uma consequência quase natural da famialiridade e intimidade.


A voz e a língua são dons de Deus, e se usados corretamente, são um poder divino. As palavras significam muitíssimo. Podem expressar amor, dedicação, louvor, melodia a Deus, ou ódio e vingança. Palavras revelam os sentimentos do coração. Podem ser um cheiro de vida para vida ou de morte para morte. A língua é um mundo de bênção ou um mundo de iniqüidade. Ellen White – Manuscrito 40, 1896.



Maio 8, 2008

Arquivado em: Alma Humana, Reconhecimento, Vidas — by adaobraga @ 1:42 am
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Não fui, na infância, como os outros
e nunca vi como outros viam.
Minhas paixões eu não podia
tirar de fonte igual à deles;

e era outra a origem da tristeza,
e era outro o canto, que acordava
o coração para a alegria.

Tudo o que amei, amei sozinho.
Assim, na minha infância, na alva
da tormentosa vida, ergueu-se,
no bem, no mal, de cada abismo,
a encadear-me, o meu mistério.

Veio dos rios, veio da fonte,
da rubra escarpa da montanha,
do sol, que todo me envolvia
em outonais clarões dourados;

e dos relâmpagos vermelhos
que o céu inteiro incendiavam;
e do trovão, da tempestade,
daquela nuvem que se alteava,
só, no amplo azul do céu puríssimo,
como um demônio, ante meus olhos.

Edgard Allan Poe

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