Quantos não pensam em mudar o mundo?
Quantos conseguiram?
Porque eu não consigo mudar o mundo do jeito que desejo? Não tenho a força necessária? Não creio em minha idéias o suficiente para expandi-las, ou fazê-las compreensivas a um grupo de ao menos 12 discipulos?
Como é que podemos mudar o mundo?
Muitos tem a resposta na ponta da língua. Ontem, quando estive na Caraibas FM, ouvi o Cesinha gravando um comercial em que o slogan era: “Que a arte nos aponte um caminho!”
Para muitos a arte é um caminho de transformação social, e que elevará a humanidade degraus acima de sua condição precária atual.
Há quem creia que a poesia, a arte em letras, rimas, estrofres e versos, sejam um elemento necessário para a transformação do mundo. Não vou esquecer da blogagem coletiva do Ricardo Rayol, ele não merece não, mas, já gosto dele!
Há quem, nem mesmo consegue mudar sua vida, e deseja mudar o mundo.
Faz algum tempo que li, uma reclamação do filho do Lennon, e não sei se é verdade ou mentira, mas, ele reclamava: “Eu tinha bastante ódio de papai por causa de sua negligência e sua atitude de paz e amor. Essas paz e esse amor nunca chegaram até mim.”
Quem deseja mudar o mundo, deve saber por onde começar! Nesta viagem que fizemos agora, tive a oportunidade de saber, ou ter uma idéia fragmentada do quanto nosso mundo precisa mudar.
Mudar o que? Tudo? Uma parte? O sistema? As pessoas? A politica? A religião?
Que lista é prioritária, e qual o melhor caminho?

O Tião Cachacinha é uma pessoa que poderia ser atingida, ou quem sabe, uma pessoa que esteja precisando urgentemente de que mudemos o mundo!
Porém, será que ao mudarmos o mundo, agradaremos e satisfaremos as necessidades e os desejo e conjuntura do Tião Cachacinha?
- O “Tião Cachacinha” deseja que o mundo mude?
- O “Tião Cachacinha” deseja que mudemos o mundo dele?
Quando iniciou-se os serviços de desgarrego da carga, o Tião conseguiu puxar apenas um saco, e logo, quis morcegar.
Ele não tem força física para o trabalho. Mas, necessita do dinheiro! O que fazer?
- Tião, fica aqui comigo – Disse-lhe – quero que você vai orientando os carregadores onde colocar as sacas. Você vai ser meu gerente, e vai contando. Mas, ele não sabia contar e também não sabe ler.
Logo mais, disse que teria que receber duas diárias porque ele tinha limpado o salão. Abrir uma sala e lá estava uma pequena sala de 2 metros por 2 metros repleta de material escolar. Livros e revistas de diversas séries.
Tirei as fotos e conversei com o Tião Cachacinha.
- Tião, você sabe o que é isto que você segura?
- Sei não dotô! isso aqui só serve pra quem tem leitura!
- E você, porque não aprendeu a leitura!
- Dotô! – Disse sorrindo – naquele tempo, eu não tinha tempo para leitura não! Se ia pra iscola, não conseguia comida.
Conversamos pouco! Eliseu se aproximou. Tirei algumas outras fotos, e retirei-me com lágrimas nos olhos, pela situação de Mudesto, do Tião e de tantos outros, ao Eliseu disse:
- Para estes, é que os antigos expressavam: Primum vivere deinde philosofare
Ele apenas riu! Não entendeu também, porém, no caminhão conversamos sobre o assunto!
Vamos mudar o mundo? Por onde você quer começar? O que pretende utilizar como meio de mudança? Quem deseja e almeja tais mudanças?
Para uma “grande quantidade” a regra ainda é esta: “Primum vivere deinde philosofare” e a sua qual é?
A imagem do Tião com os Aurélios é o contraste de quão perto ele esteve de ter o seu pequeno mundo mudado, mas, nem sabe do poder que tem nas mãos.