Hoje, exatamente agora, exite alguém chorando porque o outro veio dizer:
- Não dá mais para continuar;
- Vamos dar um tempo;
- É melhor pararmos agora, do que nos ferirmos mais;
Não importa a frase! Veio acabar com aquilo que você pensou durar para sempre. Acabou com aquilo que você acostumou a dizer: Que seja eterno enquanto durar!
Entretanto, que você, apesar de todos os indicativos, de que estava de mal a pior; que a relação estava ferida, sem ataduras, enferma e dando umas crises e por mais que você dispensasse cuidados emergenciais, não estava havendo melhoras.
Acaba assim de forma triste e melancólico, o que foi outrora definido como:
- O casal mais lindo da família;
- Se vocês não nasceram um para o outro, ninguém mais;
- Vocês serão felizes para sempre!!!
Entre outras opiniões, em que as pessoas incentivavam o romance, o amor, de ambos.
Ninguém, e nem você, se preparou para tal situação, ou seja, não se preparou para o fim do relacionamento. Este que você já imaginava que nem com a morte seria possível acabar!
A maioria das vezes, preferem arrastar uma relação deteriorada e se esquece que não há regras fixas para o amor, e quando acontece, de uma das partes, decidir que não é o que deseja, e rompe com o silêncio, e com a situação cômoda, pega a outra parte num momento de semi-surpresa.
De todas as forma, seja como for, ou como foi, é dolorido! Sofrido! Triste e angustiante. Falta o ar, e você pensa que vai morrer sufocado. Fica sem saber como a vida vai continuar.
- Como é que vou viver apartir de hoje? Não estava pronta para seguir outro caminho a não ser este que você pensou que seria eterno.
Agora que a eternidade foi efemerada, você fica perdida, desorientada, desnorteada!!
A intensidade de afeto é diferente entre os casais. E, é um erro comum, aquele que mais ama, pensar que o outro ama do mesmo tanto! Um erro que complica o termino de uma relação.
Há casos, em quê, quem não deseja o rompimento, continua a amar e a sentir, o mesmo sentimento, e não entende ou não aceita a idéia do outro querer partir.
O amor não acaba com o rompimento; não para uma das partes.
Há casos, em que para nenhuma das partes. Nestes casos, há diversos elementos que complicam a relação, e não há sabedoria em ambos para contornar certas dificuldades a viverem tal amor com intensidade, beleza e recber as recompensas que só o amor é capaz de proporcionar.
Foi o meu caso!
Lá pros meus vinte e poucos anos, depois, de longos quatro anos de investimento, insistências, declarações, afagos, conseguir aquela, que foi, alvo de todo amor que conseguia produzir em mim.
Pensava nela o tempo todo. Falava nela constantemente. Sentia a falta dela com insistência, e desejava estar sempre com ela. Finalmente meus sonhos se realizaram.
Eu com 22 anos! Ela com 36. Havia entre nós esta diferença de idade. Exatamente de 14 anos 21 dias e algumas horas. Depois de muita insistência ela aceitou o amor, e resolveu viver o que a vida lhe dava.
Ela havia prometido, depois, que o marido fugiu com a vizinha e melhor amiga, que jamais se entregaria a outro homem. Promessas que fazemos em momentos dificeis da vida, como se todas as pessoas fossem iguais.
Na maioria das vezes, promessas assim feitas, se demonstram de fato, uma decisão baseada em pensamentos errôneos da situação.
Foi-me muito díficil romper esta barreira. Demorou muitos anos. Mas, seguia a orientação do Apóstolo que ensinou: “Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” – I Corintios 13:7
A situação complicou quando ela quis saber as perspectivas de nosso amor e esbarrou num possível futuro, em que ela estaria com mais de cinquenta, entrando em menopausa, e eu ainda com trinta e seis anos. Com energia e vigor sexual.
Ela, então, pensou que não poderia competir com as possíveis candidatas que se poderiam aparecer.
Desci do ônibus no Campo da Pólvora em Salvador. Fui até o apartamento, e já sabia que sairia dali ferido. E assim foi! Entrei no coletivo em direção a rodoviaria, ouvindo José Augusto.
Não brigamos. Não nos desentendemos. Ela apenas temeu o futuro! O que me foi muito dolorido. Não havia nada entre nós. Uma só briga. Uma desavença.
Quando há motivos para uma separação, aquele que ama com maior intensidade, se apega, e as vezes se revolta, em saber que algo, pequeno, insignificante, tenha se tornado tão importante, a ponto de impedir a outra parte de ver, a montanha de amor do outro lado.
Esta é uma característica triste dos amantes. É comum, um grão, se transformar numa montanha intransponivel.
Sofri. Cri. Chorei oito noites seguindas. Tive um amigo, que me ouvia todas as noites chorar. Não aceitava aquele fim. Mas, como amava, tinha que respeitar, aceitar, deixar livre. Tive o desejo de insistir e sacudi-la e força-la a aceitar e enfrentar os riscos. Porém, o amor não consegue oprimir, só consegue cercar de oportunidades.
O amor, de quem o sente, não morre. Fica lá guardado e aguardando, adormecido, hibernando, na esperança de que o alvo dele, o aceite e volte!
Nalguns casos, como foi o meu, não houve, não há nenhum motivo, para que eu a tenha deixado de amar. E até hoje, (nos separamos em 10/1990) ainda me pego pensando nela.
Hoje, entretanto, penso que fui tão somente um objeto, uma agência nas mãos caprichosas do “senhor dos destinos”, das parcas (Moiras), do senhor do amor, em abrir aquele coração magoado e ferido.
Sem o amor incondicional que sentir por ela, ela jamais teria se modificado para a atual vida que tem. Ela, depois de meu amor, conseguiu ter outros relacionamentos.
Ela aprendeu, que há humanos que agem a semelhança daquele outro, mas, que não deveria jamais pensar que todos os outros seriam iguais a ele.
Casou-se novamente, teve uma filha. Linda! Vi as fotos dela no Orkut. E, depois, foi trocada uma segunda vez.
Não desitiu. Continua recebendo amor. E, já se encontra de novo amor em Belo Horizonte.
Somos egoístas! E, pensamos que todo o universo, conspira para a nosso sucesso, mas, este sucesso, deve ser tal qual idealizamos e queremos. Nem sempre determinamos os rumos de nossas vidas, principalmente, quando o amor estar envolvido. Quando um relacionamento chega ao fim, não significa também o fim do amor.
Quem ama, continuará a amar. E vou retornar as palavras de Paulo:
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha;